segunda-feira, 29 de setembro de 2008

CENTENÁRIO DE TRINDADE COELHO




A Hemeroteca Digital de Lisboa apresentou o programa evocativo do Centenário da Morte de Trindade Coelho. Assim, avizinham-se mais três conferências de grande interesse para o estudo da personalidade multifacetada de José Francisco Trindade Coelho:

1ª No dia 16 de Outubro, Ernesto Rodrigues, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tratará de Trindade Coelho, Ficcionista.

2ª no dia 28 de Outubro, Luís Bigotte Chorão, do Centro de História da Universidade de Lisboa/CEIS20, abordará o tema de Trindade Coelho, Jurisconsulto.

3ª no dia 30 de Outubro, Alexandre Perafita, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, tratará a questão de Trindade Coelho, folclorista.

Para a consulta dos dados completos sobre estas iniciativas deve ler-se mais aqui.

A.A.B.M.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

1808-2008: DOIS SÉCULO DE IMPRENSA




Nos próximos dias 2 e 3 de Outubro de 2008, no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, o Grupo de Investigação “Estudos de Comunicação e Educação”, coordenado pela Doutora Isabel Nobre Vargues do CEIS 20, vai realizar um colóquio para assinalar as invasões francesas e as alterações que elas introduziram ao nível da comunicação, em particular na imprensa.

Este grupo de investigação que tem como objectivo aprofundar temas relacionados com a história da imprensa e dos meios de comunicação nos séculos XIX e XX,vai levar a efeito um colóquio com alguns dos especialistas nestas matérias, onde se destacam, entre outros:

- José Marques de Melo (Universidade Metodista de S. Paulo);
- Ana Teresa Peixinho (FLUC / CEIS20);
- Isabel Nobre Vargues (FLUC / CEIS20);
- José Miguel Sardica (UCP);
- José Carlos Abrantes (Ex-Provedor do Leitor Diário de Notícias);
- Carlos Camponez (FLUC / CIMJ) ;
- João Figueira (FLUC / CEIS20);
- João Rui Pita (FFUC / CEIS20);
- Noémia Malva Novais(CEIS20);
- Jesus Timóteo Alvarez (U. Complutense de Madrid).

A Comissão Científica deste colóquio é composta por:
Maria Manuela Tavares Ribeiro, Isabel Nobre Vargues, Luís Mota e Ana Teresa Peixinho.

As comunicações e todos os conferencistas para os dois dias de trabalho podem ser consultadas aqui.

A.A.B.M.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

IV ENCONTROS DE ALCOBAÇA - SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO




Amanhã e depois terá lugar mais uma iniciativa da Fundação Mário Soares e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra, com o apoio da Câmara Municipal de Alcobaça, desta vez subordinada ao tema dos Arquivos Online.

Os trabalhos vão ser coordenados por Alfredo Caldeira (Fundação Mário Soares) e Armando Malheiro da Silva (CEIS 20)e decorrerão no Centro de Estudos Superiores de Alcobaça, da Universidade de Coimbra.

Esta é uma acção de formação que se recomenda a investigadores, a profissionais de arquivo e biblioteca. Onde participam especialistas da Universidade Nova de Lisboa, da Universidade de Aveiro e da Universidade de São Paulo.

O programa pode ser consultado aqui por todos os interessados.

A.A.B.M.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A VIDA DRAMÁTICA DOS REIS DE PORTUGAL


A Vida Dramática dos Reis de Portugal – José Brandão

"Esta é a História de Portugal contada de modo diferente. Diferente porque é uma selecção descomplexada de alguns dos piores factos que a História regista. Diferente porquanto ousa apresentar como abomináveis alguns dos maiores vultos que marcaram o tempo histórico de Portugal. Através dos trinta reis e das duas rainhas, que nasceram portugueses e estiveram à frente dos destinos de Portugal durante quase oito séculos, mostra-se o lado menos reluzente do trajecto histórico de uma velha Nação castigada por tragédias que teimam em perseguir o seu destino. É uma história que começa com um rei que luta contra a mãe numa batalha em S. Mamede e termina com outro rei que vê matarem-lhe o pai num atentado no Terreiro do Paço. A Vida Dramática dos Reis de Portugal põe a nu as grandes polémicas, intrigas, traições e crimes na vida dos reis e rainhas portugueses narradas com a frieza de toda a verdade exposta no desenrolar histórico"

Curioso livro de José Brandão, autor de "Sidónio – Ele Tornará Feito Qualquer Outro" (1983) e da estimada "Carbonária - O Exército Secreto da República" (1984) - entre outras obras relevantes e de interesse para o estudo do período republicano - que surge aqui a arrolar e referenciar algumas das mais importantes personagens da monarquia portuguesa.

J.M.M.

sábado, 20 de setembro de 2008

JORNADAS DE HISTÓRIA LOCAL:PATRIMÓNIO DOCUMENTAL



Encontram-se abertas as inscrições para as Jornadas de História Local de Aveiro, que se realizarão no próximo dia 26 de Setembro, das 9.30 às 16.30 horas, no edifício da Antiga Capitania. Os interessados devem contactar a Biblioteca Municipal de Aveiro para realizar as formalidades necessárias, embora as inscrições sejam gratuitas.

Para mais informações, os interessados poderão contactar a Divisão de Bibliotecas e Arquivo – Arquivo Histórico, sita na Biblioteca Municipal de Aveiro (Largo Dr. Magalhães Lima, 3800-156 Aveiro), ou através do telefone número 234 400 320 (extensão 2828 – Carla Serôdio), fax 234 400 345, ou do endereço electrónico cserodio@cm-aveiro.pt.

Estas jornadas são organizadas pela Câmara Municipal de Aveiro com o apoio da ADERAV –Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro. Nas “Jornadas de História Local: Património Documental” tratam-se dois eixos fundamentais: o primeiro desenvolve-se em torno da história local e regional, e o segundo procura chamar a atenção para a gestão do património documental, dando este ano particular atenção ao Livro Antigo (edições anteriores a 1800) e, consequente evolução tipográfica.

O programa completo do evento pode ser consultado aqui.

Mais uma iniciativa de âmbito local que o Almanaque Republicano não podia deixar de assinalar.

A.A.B.M.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

EDUARDO DE ABREU (Parte III)




Eleito para o Directório do Partido Republicano em 1895, na sequência do VI Congresso do partido, realizado em Lisboa em Março desse ano, juntamente com Horácio Ferrari, Jacinto Nunes, Gomes da Silva e Magalhães Lima. Após o VII Congresso realizado em Coimbra em 1897, Eduardo Abreu passou a integrar a comissão consultiva do Partido Republicano. Neste mesmo ano viu as autoridades monárquicas proibirem a reunião das comissões paroquiais republicanas de Lisboa, a que ele presidia.

Volta a integrar o Directório do Partido Republicano em 1902, juntamente com Jacinto Nunes, António José de Almeida, Estevão de Vasconcelos e Celestino de Almeida. Em Julho de 1906, participa num comício realizado na cidade do Porto, tendo posteriormente disponibilizado esse discurso para publicação no jornal republicano O Mundo. Nesse comício presidido por Nunes da Ponte, usaram também da palavra António José de Almeida, Afonso Costa e António Luís Gomes [Luís Reis Torgal, António José de Almeida e a República. Discurso de uma vida ou vida de um discurso, selecção de imagens de Alexandre Ramires, Lisboa, Círculo de Leitores, 2004, p. 89].

Regressa ao Parlamento em 1911, sendo eleito deputado às Constituintes pelo círculo de Angra do Heroísmo e mais tarde foi eleito senador da República. Durante o regime republicano destacou-se por ter optado por um projecto autónomo para a lei de separação entre a Igreja e o Estado que foi apresentado em Junho de 1911, não tendo sido no entanto este o projecto vencedor. Ainda discursou algumas vezes, mas o seu estado de saúde já se encontrava bastante debilitado devido à doença que incomodava. Retirou-se para a sua casa em Braga onde veio a falecer.

Maçon, iniciado na loja Simpatia de Lisboa em 1892.

Conhecem-se colaborações nos seguintes periódicos:
- A Greve, Lisboa, 1908-1917;
- Diário do Porto, Porto, 1912;
- A Voz Pública, Porto, 1891-1909;

Publicou entre outras coisas:
- Histologia do tubo nervoso e das terminações nervosas nos musculos voluntarios da rã, Coimbra : Imp. da Universidade, 1881. - XX, 157 p. [I fl.], IV est;
- Solemnidade academica em honra do professor Costa Simões : liber memorialis , Coimbra : Imp. da Universidade, 1883. - 74, [1] p.;
- Algumas fumigações à carga do vapor alemão Rosário , Lisboa : Typ. Thomaz Quintino Antunes, 1885. - LXIX, [1] f., 109 p., [1] f.;
- O medico Ferran e o problema scientifico da vaccinação cholerica , Lisboa : Typ. Universal de Thomaz Quintino Antunes, 1885. - 256 p., [2 fl.], I est ; 26 cm. - Notas de uma viagem de estudo;
- A raiva, Lisboa : Imp. Nacional, 1886. - 301 p.. - Tese de doutoramento;
- Teses de medicina teórica e prática... que... se propõe defender na Universidade de Coimbra ..., [S.l. : s.n.] 1887 ( Coimbra: -- Imp. da Universidade). - 1 fl., 19 p. ;
- Noticia de dois documentos raros relativos ao Hospital Real de Todos os Santos de Lisboa, Porto : Typ. de Arthur José de Sousa & Irmäo, 1887. - 20 p. ; 23 cm. - Sep. "Archivos da História da Medicina Portugueza";

- Separação das igrejas do Estado : relatório e projecto de lei apresentado à Assembléa Nacional Constituinte, Lisboa : Livr. Central de Gomes de Carvalho, 1911. - 48 p.;

Sobre Eduardo de Abreu conhecem-se os seguintes trabalhos:
- FORJAZ, Jorge P., “Cartas políticas de Eduardo de Abreu para o Visconde das Mercês (1890-1893)”, Instituto Histórico da ilha Terceira, 43, 1985, 779
- FORJAZ, Jorge P., Correspondência para o Dr. Eduardo Abreu – do Ultimato à Assembleia Nacional Constituinte (1890-1911), Lisboa, Academia Portuguesa da História, 2002.

A.A.B.M.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

EDUARDO DE ABREU (Parte II)




Durante nove anos, Eduardo de Abreu, foi o relator dos trabalhos da Grande Comissão de Defesa Nacional de que faziam também parte, entre muitos outros, Teófilo Braga, António Enes, Manuel de Assunção, Fernando Pedroso, o Duque de Palmela, Rodrigues da Costa, Fernando Palha, Mendes Monteiro, Nobre França e Magalhães Lima. Para este movimento patriótico contribuíram por todo o País muitas instituições, autoridades locais, militares, eclesiásticas e muito povo anónimo [Nuno Severiano Teixeira, O Ultimatum Inglês - Política Externa e Política Interna no Portugal de 1890, Lisboa, Publicações Alfa, 1990, p. 96-142]. Porém, este movimento demonstrava a grande “ingenuidade do projecto” [Amadeu Carvalho Homem, “O Ultimatum Inglês de 1890 e a opinião pública”, Revista de História das Ideias, vol. 14, Coimbra, 1992, p. 286], pois os fundos recolhidos só permitiram a aquisição de um cruzador para a nossa marinha de guerra, o que era manifestamente insuficiente para poder constituir uma ameaça à poderosa frota marítima britânica.

Foi durante o período conturbado do Ultimato que Eduardo de Abreu iniciou a sua aproximação ao Partido Republicano, criticou em pleno Parlamento os partidos monárquicos e recusou assinar o texto do tratado com a Inglaterra, em Setembro de 1890, porque o considerava lesivo dos interesses nacionais. As manifestações populares realizadas em Janeiro de 1890, que foram consideradas pelo Parlamento como um movimento de arruaceiros, o que provocou forte critica a Eduardo de Abreu que o considerava um movimento nobre porque representativo do impulso de todas as classes que apenas procuravam a defesa patriótica do País.

Nas mais de centena e meia de intervenções que deixou no Parlamento algumas podem considerar-se memoráveis. Na análise da sua vida parlamentar, Eduardo de Abreu destaca-se pelos “discursos eloquentes, substanciais, enérgicos e não poucas vezes verdadeiramente incendiários” [Marta Carvalho Santos, “Eduardo de Abreu”, Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910), vol. I, coord. Maria Filomena Mónica, Col. Parlamento, Imprensa de Ciências Sociais/Assembleia da República, Lisboa, 2004, p. 38-42], tendo adoptado sempre uma postura de não alinhamento e de seguidismo puro e simples, o que o conduziu ao afastamento do Partido Progressista e à entrada no Partido Republicano.

Foi novamente eleito deputado em 1892, agora pelo Partido Republicano, juntamente com Jacinto Nunes, Rodrigues de Freitas e Teixeira de Queirós. Nessa eleição foi eleito pelo círculo plurinominal de Lisboa. Durante essa legislatura produziu a seguinte declaração política: “só aceitarei e votarei qualquer proposta dos partidos monárquicos quando ela tenha por fim a mudança das instituições”[Marta Carvalho Santos, idem, p. 42]. Em 1894 torna a ser eleito por Lisboa juntamente com Gomes da Silva. No entanto, em 1896, publica uma carta aberta dirigida a Magalhães Lima e publicada no diário A Vanguarda, onde declara a sua recusa em ser novamente eleito deputado durante o regime monárquico, o que de facto não voltou a acontecer.

Participa activamente na Conferência de Badajoz, realizada a 24 de Junho de 1893, onde se juntaram os republicanos portugueses e espanhóis. Do lado espanhol a comitiva era chefiada por Salmeron, Pi y Margall e Zorrilla que foram acompanhados por mais de quatrocentos delegados. Por seu lado, do lado português participaram, além de Eduardo de Abreu, Gomes da Silva, Teixeira de Queirós, Albano Coutinho, Magalhães Lima, Cecílio de Sousa, Alves Correia, Ramiro Guedes, Jacinto Nunes, Manuel Emídio Garcia, José António Bourquin Brak-Lamy, Horácio Esk Ferrari, Feio Terenas, Teixeira Bastos, entre outros [Lopes de Oliveira, História da República Portuguesa. A Propaganda na Monarquia Constitucional, Lisboa, Editorial Inquérito, 1947, p. 137].

[Em continuação]

A.A.B.M.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

AS INVASÕES NAPOLEÓNICAS, A FIGUEIRA DA FOZ E A REGIÃO DO BAIXO MONDEGO


Figueira da Foz: Comemoração do Bicentenário da Guerra Peninsular

Dia 22 de Setembro (18.30h), na Sala Figueira do Casino, tem lugar uma palestra proferida pelo o Coronel Américo José Henriques subordinada ao tema: "As Invasões Napoleónicas, a Figueira da Foz e a Região do Baixo Mondego".

J.M.M.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

EDUARDO DE ABREU (Parte I)




Com o nome completo de Eduardo Augusto da Rocha Abreu, nasceu em Angra do Heroísmo, nos Açores, em 8 de Fevereiro de 1856 e faleceu, em Braga, a 4 de Fevereiro de 1912. Era filho de Bento José de Matos Abreu e de Rosa Amélia Borges da Rocha.

Realizou os estudos preparatórios em Coimbra e nessa cidade frequentou a Universidade entre 1875 e 1881, onde se formou em Medicina, com distinção. Curiosamente, frequentou durante esse tempo as cadeiras do curso filosófico, neste caso em 1876-1877, em que frequentou a cadeira leccionada por Teodoro da Mota (Desenho), intitulada Figura [Anuário da Universidade de Coimbra, Ano Lectivo 1876-1877, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1876, p. 177]. No final do curso, e 1881, apresentou a tese Histologia do Tubo Nervoso e das Terminações Nervosas nos Músculos Voluntários da Rã que lhe valeu o reconhecimento da Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido eleito sócio.

Em 27 de Novembro de 1887 obteve o grau de doutor em Medicina [Anuário da Universidade de Coimbra, Ano Lectivo 1901-1902, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1901 – Contem uma Relação dos Doutores graduados pela Universidade de Coimbra durante o século XIX, dispostos segundo a ordem cronológica, p. 36-77], com a tese A Raiva. Dissertação inaugural para o acto de conclusões magnas na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Lisboa, 1886, 301 p. [José Pinto Loureiro, Bibliografia Coimbrã, Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra, 1964, p.2].

Ainda enquanto estudante inicia colaboração regular nas publicações da época, publicando textos num jornal que existiu em Coimbra intitulado Zé Pereira, colaborou ainda em várias revistas científicas e jornais, como o Diário de Notícias.
Foi também um dos principais responsáveis pela realização das Comemorações do Tricentenário de Camões em 1880 e do Marquês de Pombal em 1882 [Inocêncio Francisco da Silva, Dicionário Bibliográfico Português,Lisboa,Imprensa Nacional,vol. XIX, p. 96].

No âmbito das suas investigações na Universidade de Coimbra, foi diversas vezes ao estrangeiro para estudar as novas metodologias e medidas de assistência médica, em particular no caso das epidemias e das novidades científicas, como era o tratamento para a raiva, contexto onde Eduardo de Abreu conheceu Pasteur.

Envolve-se na vida política activa como deputado pelo Partido Progressista em 1887, tendo sido eleito pelo círculo uninominal de Figueiró dos Vinhos e em 1890 foi eleito pelo círculo plurinominal de Angra do Heroísmo. Porém, a eclosão do ultimato de 11 de Janeiro de 1890 conduziu-o ao afastamento dos partidos monárquicos e adere ao Partido Republicano. Nesse mesmo processo, foi acompanhado por outra figura que se tornará também importante do lado republicano, Guerra Junqueiro. Como afirmaram Manuel Maria Coelho e João Chagas, na História da Revolta do Porto, produz-se uma súbita incorporação de todo o patriotismo ofendido no Partido Republicano. Adere-se precipitadamente à República, em desagravo, e à República não se pede nem melhor justiça, nem maior liberdade, mas simplesmente, - reparação.

Eduardo de Abreu surge na primeira linha das manifestações realizadas em Lisboa contra o Ultimato Inglês. A sua revolta contra os acontecimentos provocados pela Inglaterra conduzem-no à formação da Grande Subscrição Nacional - Defesa do País onde desempenha papel de relevo na sociedade e na política da época.

[Foto retirada da obra: Rocha Martins, D. Carlos]

[Em continuação]

A.A.B.M.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A ESQUERDA DEMOCRÁTICA E O FINAL DA PRIMEIRA REPÚBLICA




A editora Livros Horizonte publicou recentemente mais um título na sua colecção Horizonte Histórico dedicado à História da 1ª República em Portugal, desta vez da autoria da António José Queirós.

Esta obra procura acompanhar a parte final da República e em especial o papel do advogado e líder do Partido Democrático, José Domingos dos Santos.

Como se pode ler na pequena apresentação da obra:
Este livro apresenta um estudo sobre o Partido Republicano da Esquerda Democrática (PRED), o último partido a ser constituído durante a Primeira República. Pretende dar a conhecer as suas origens, a sua natureza social e a sua estrutura orgânica; perceber a importância que teve no sistema partidário desse período, as responsabilidades que assumiu na queda do regime e avaliar o papel que desempenhou na oposição à Ditadura Militar e ao Estado Novo.

Uma obra a ler com toda a atenção, para se compreender melhor algumas das razões que contribuíram para as perturbações que se viviam no período de 1925-1926 e que facilitaram a implantação da Ditadura Militar em 28 de Maio de 1926.

Um estudo realizado por um docente e investigador da Faculdade de Letras da Universidade do Porto que assim patenteia a qualidade dos trabalhos realizados por esta instituição.

A.A.B.M.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

CENTENÁRIO DA MORTE DE TRINDADE COELHO NA HEMEROTECA MUNICIPAL DE LISBOA




COLÓQUIOS & CONFERÊNCIAS
Trindade Coelho, Vida e Obra Cem Anos Depois (1908-2008) -
Ciclo de Conferências


Mais uma iniciativa importante, para recordar o papel de José Francisco Trindade Coelho, a realizar-se na Hemeroteca Municipal de Lisboa, desta vez através de um conjunto de conferências para analisar e compreender a importância deste escritor no contexto da sua época.

Nesta primeira conferência, o convidado é o jornalista e ilustre homem de letras, António Valdemar, membro da Classe de Letras, da Academia das Ciências de Lisboa, que se propõe analisar e mostrar o papel de Trindade Coelho enquanto personalidade ímpar no exemplo de participação cívica. Envolvendo-se na vida política do seu tempo, a sua acção pedagógica através da publicação de manuais escolares, mesmo a actividade literária e jornalística mostram essa preocupação que iria culminar na sua morte prematura, fruto das incompreensões e do desalento que com cada vez maior frequência o invadiam, conforme se pode constatar na leitura de alguma da sua epistolografia conhecida.


1.ª Conferência: "O Magistério Cívico de Trindade Coelho - No Centenário da
Morte do Escritor e da Publicação do Manual Político do Cidadão Português",
por António Valdemar (Academia das Ciências de Lisboa)

24 Setembro: 18H | Hemeroteca Municipal de Lisboa _ Sala do Espelho

A.A.B.M.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

CONGRESSO HISTÓRICO: OLHÃO, O ALGARVE E PORTUGAL NO TEMPO DAS INVASÕES FRANCESAS




Numa organização conjunta entre a Câmara Municipal de Olhão e do Centro de Estudos do Património e História do Algarve (CEPHA) da Universidade do Algarve vai realizar-se na cidade de Olhão, nos próximos dias 14, 15 e 16 de Novembro de 2008, um Congresso Histórico com o objectivo de estudar de um ponto de vista multidisciplinar, não só os acontecimentos ocorridos em Olhão no ano 1808, como as suas repercussões no Algarve e em Portugal.

A comissão organizadora deste congresso é constituída por:
- Eng. Francisco Leal (presidente da Câmara Municipal de Olhão);
- Prof. Doutor António Rosa Mendes (Universidade do Algarve);
- Prof. Doutor Paulo Oliveira (Universidade do Algarve).

Os interessados e investigadores podem enviar as suas propostas de comunicações até ao próximo dia 15 de Outubro para:
* Congresso Histórico
Câmara Municipal de Olhão
Largo Sebastião Martins Mestre
8700 - 349 Olhão
ou via mail para:
2centenario@cm-olhao.pt

Informações complementares podem ser consultadas aqui ou solicitando informação para os contactos acima mencionados.

A.A.B.M.

CONGRESSO INTERNACIONAL KARL MARX


CONGRESSOS EM PREPARAÇÃO

Congresso Internacional Karl Marx

14 e 15 de Novembro de 2008

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Nova de Lisboa

• Resumos até 15/09/08!

Numa organização conjunta do Instituto de História Contemporânea e da CULTRA - Cooperativa Cultura, Trabalho e Socialismo prepara-se a realização de um congresso internacional sobre a figura e, principalmente, as ideias de Karl Marx. Não só a análise histórica dessas ideias mas também os efeitos que essas ideias ainda têm nos nossos dias, as interpretações e as explicações que vão surgindo para o pensamento de um dos ideólogos que marcou profundamente o século XX.

As propostas devem indicar a linha de trabalho em que se inscrevem.
Devem ter entre 1000 e 1500 caracteres (incluindo espaços).
Não serão consideradas propostas que não respeitem estes limites.
Dia 30 de Setembro serão anunciadas as propostas seleccionadas.
Cada apresentação terá a duração máxima de 20 minutos.
Línguas de trabalho do congresso: português, espanhol, inglês e francês.
A organização do congresso reserva-se o direito de publicação dos trabalhos seleccionados.


As propostas de comunicação deverão ser enviadas para:
Instituto de História Contemporânea/FCSH/UNL
– Av. de Berna, 26-C – 1069-061 – Lisboa
ou através do email: ihc@fcsh.unl.pt

Este congresso internacional visa alargar o espaço de debate intelectual em torno dos marxismos. Convidamos por isso a que se apresentem a este congresso quer comunicações que analisem os marxismos enquanto instrumentos de interpretação e transformação do tempo presente, quer comunicações que, de alguma forma, reivindicando-se de tradições marxistas, se debrucem sobre problemáticas discutidas no âmbito das ciências sociais e humanas. As comunicações poderão ter um registo mais teórico ou um registo mais empírico.

Os trabalhos do congresso decorrerão durante dois dias. Funcionarão dois tipos de sessões. Por um lado, sessões plenárias com conferencistas convidados. Por outro sessões paralelas onde serão debatidas as comunicações. Estas sessões
paralelas organizam-se em torno de nove grandes linhas de trabalho, cujos tópicos se enunciam a título meramente de sugestão.


LINHAS DE TRABALHO

A: Internacionalismo, Imperialismo e Pós-Colonialismo

1. O Racismo depois das raças.
2. Raça, Classe e Nações.
3. Imigração e pós-colonialismo
4. Imperialismo e economia política da guerra
5. Anti-colonialismo e lutas de libertação
6. Integração e zonas económicas
7. Identidade Alteridade e Violência

B: Neoliberalismo

1- Serviços públicos e a reconfiguração neoliberal do Estado
2- Financeirização da Economia
3- Regimes de Acumulação e crise
4- Capitalismo Cognitivo
5- Biopolítica e Governamentalidade
6. Consumo, mercadorização e sistemas de provisão.
7. Capitalismo, ambiente e movimentos ecológicos

C: Classes: Trabalho e Lazer

1. Recomposição de classe e novas lutas de classes
2. Precariedade, desemprego e novas formas de trabalho
3. Sindicalismo e novos movimentos sociais
4. Novas e velhas desigualdades
5. Cultura de massas e políticas de gosto
6. Capacidades e autonomia
7. Coerção e empresa capitalista

D: Materialismo, História e Filosofia

1. Valências da dialéctica
2. Pós-modernismo e capitalismo tardio
3. Justiça e normatividade
4. Mercadoria e Teoria do Valor
5. Fetichismo, reificação e alienação
6. Materialismo e Idealismo

E: Marx e os Marxistas

1. Dois ou mais Marx? Dos manuscritos de 1844 ao Capital.
2. O político e o analista: o Marx do manifesto e o Marx de “O Capital”.
3. Marxismo nos países socialistas
4. O Marxismo Ocidental
5. Correntes Marxistas no terceiro mundo

F: História dos socialismos e dos comunismos nos séculos XIX e XX

1. História do movimento operário e das lutas sociais
2. Revisionismo histórico
3. O socialismo de Estado: balanço e perspectivas
4. O Movimento Comunista Internacional e as grandes roturas (da IV
Internacional ao maoísmo)
5. Movimentos Anarquistas e Libertários
6. Autonomismo e Conselhismo

G: Estado, Partido e Movimento no Séc. XXI

1. Alterglobalismo e fóruns sociais
2. Partido e novas formas organizacionais
3. Democracia, Representação e Participação
4. ONGs e privatização do Espaço público
5. Estado, securitarismo e liberdades
6. Que Revolução e que socialismo para o século XXI?
7. As novas experiências socialistas: a América Latina e o resto do mundo
8. Recomposição da esquerda europeia

H: Corpo, Género e Sexo

1. Redistribuição ou Reconhecimento?
2. Feminismos e Marxismos
3. Lutas LGBT e a reinvenção da teoria
4. Corpo, Desejo e Poder
5. Representações e emancipação
6. Economia política do “trabalho doméstico”
7. Industrias do sexo
8. Sexo, Género e Identidade

I: Literatura, Estudos Artísticos e Cultura
(ou: Estética, Arte e Política)


1. Arte e Mercadoria
2. Modernismo e Ideologia
3. As metamorfoses do realismo
4. Existe uma estética Marxista?
5. Vanguardas e movimentos artísticos: séculos XX-XXI.
6. Arte e trabalho imaterial
7. Arte e novos modos de produção de subjectividade



Uma iniciativa que o Almanaque Republicano não podia deixar de divulgar junto dos seus leitores e de todos aqueles que gostam de ter conhecimento destas iniciativas.

A.A.B.M.