quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

ALMANAQUE REPUBLICANO: AS NOSSAS TRÊS PRIMEIRAS ESCOLHAS DE 2008


AS NOSSAS TRÊS PRIMEIRAS ESCOLHAS DE 2008

Mais uma vez o Almanaque Republicano elaborou uma listagem, sempre discutível, subjectiva e pessoal daqueles que consideramos os melhores livros de História Contemporânea de Portugal publicados em 2008.

Como não somos condicionados por instituições ou pessoas, grupos de pressão ou editoras, discutimos entre nós e organizamos a lista apresentada. Muitas obras publicadas, e mesmo divulgadas neste espaço interactivo, acabaram por não integrar a nossa escolha final. Reconhecendo sempre o melindre que estas situações podem suscitar e, tal como nos anos anteriores, tecemos algumas considerações sobre as nossas três primeiras escolhas.

Em primeiro lugar, Maria do Rosário Machado na sua obra O Pensamento Político e Social de Basílio Teles porque é um estudo sobre uma figura primordial e considerado um dos ideólogos do movimento republicano em Portugal. Na análise sobre a figura de Basílio Teles, que constituiu uma investigação no âmbito do mestrado, tendo acompanhado de forma bem documentada a vida do “político, pensador e economista portuense”. Homem de cultura, reflexão, muitas vezes considerado um simples teórico [David Ferreira, "Basílio Teles", Dicionário de História de Portugal, vol. VI, Dir. Joel Serrão, Livraria Figueirinhas, Porto, 1992, p. 140] que caminhou para uma crescente misantropia, afastando-se das relações com os outros homens e afastando-se também da ribalta política da época, ou como muito bem afirmou Joel Serrão:"Sampaio Bruno e Basílio Teles entrariam numa zona de sombras, da qual jamais lograriam sair" [Joel Serrão, «República» se chamava, Da «Regeneração» à República, Livros Horizonte, Lisboa, 1990, p. 195]. Porém, Basílio Teles, marcou o seu tempo através da escrita, das múltiplas obras que publicou e dos muitos escritos de carácter ideológico onde se encontram características marcantes como o nacionalismo, o pessimismo e o positivismo.

No esboço biográfico elaborado por Maria do Rosário Machado existe uma segunda parte dedica particular atenção ao pensamento social e económico de Basílio Teles, analisando a sua influência antes e durante República. Em particular a sua análise sobre a situação económica do país, as causas e soluções que apontava. Nos seus artigos jornalísticos publicados em jornais como A Luta, dirigido por Brito Camacho, O Intransigente (de Machado Santos), A Voz Pública ou outros apontavam-se os principais problemas do País que eram sistematicamente discutidos pela restante classe política da época. Em nossa opinião, como atempadamente assinalámos, uma obra a não perder por todos os que se interessam pelo “estudo da ideologia do Partido Republicano, pelo período da 1ª República e pela figura de Basílio Teles nas suas diferentes abordagens”. Numa edição da Imprensa Nacional Casa da Moeda, com 276 páginas que se lêem com todo o interesse.

Em segundo lugar, seleccionamos a obra de Manuel Loff, «O Nosso Século é Fascista!» - O mundo visto por Salazar e Franco (1936-1945), quase unanimemente considerado um dos grandes estudos históricos realizados este ano. Numa investigação que resulta na tese de doutoramento, onde se pesquisaram os principais arquivos da Europa Ocidental para se concluir, provocatoriamente, que se assistiu a uma fascistização do regime. Esta edição da Campo das Letras, numa extensa obra (956 páginas), analisa-se uma variedade de provas documentais muito rara, onde se procura demonstrar a filiação nazi do Estado Novo, mas sobretudo as forte ligações que o regime salazarista estabeleceu com a Espanha franquista.

Neste estudo, o autor analisa a presença da bibliografia recente que procura branquear o regime e que se mantém bem presente na produção académica actual, com o problema do revisionismo historicista. Por outro lado, procura sistematizar teoricamente os regimes, numa abordagem que não será politicamente distanciada, mas que trouxe um importante contributo para a compreensão do fascismo na Península Ibérica, com a revelação de novos documentos e numa abordagem critica da historiografia que se vai produzindo pela Europa fora.

Finalmente, a nossa terceira escolha recaiu em Isabel Pestana Marques e a sua investigação Das Trincheiras com Saudade - A vida quotidiana dos militares portugueses na I Guerra Mundial, baseada nos diários dos militares portugueses que participaram na frente de batalha. Nesta obra faz-se um retrato duma época não só com base nos textos, mas também com as imagens que não são somente as dos chefes militares, nem as fontes oficiais, mas nos relatos individuais. Para além disso a autora incluiu também uma fonte fundamental de análise que ainda permanece quase inexplorada na historiografia portuguesa: a imagem fotográfica.

Com mais de meio milhar de páginas e numa edição da Esfera dos Livros, Isabel Pestana Marques transmite, como se referiu aqui, uma nova visão sobre a participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial, dando particular enfoque à História da Vida Quotidiana, que os relatos dos soldados nas suas cartas, permitem agora conhecer. Uma obra organizada em seis grandes capítulos: ‘Rumo a França’; ‘Rumo à Flandres’; ‘O quotidiano nas trincheiras’; ‘O dia-a-dia na zona de guerra’; ‘O moral das tropas’; e ‘A campanha do C.E.P.: sucessos e insucessos’. Todos eles encontram-se estruturados em subcapítulos, permitindo ao leitor avançar para aquele que lhe desperte maior curiosidade.

A.A.B.M.

HISTORIOGRAFIA CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA DE 2008 - 10 LIVROS


Historiografia Contemporânea Portuguesa de 2008 - 10 Livros

1. O Pensamento Político e Social de Basílio TelesMaria do Rosário Machado (INCM)

2. "O Nosso Século é Fascista!" - O mundo visto por Salazar e Franco (1936-1945)Manuel Loff (Campo das Letras)

3. Das Trincheiras com SaudadeIsabel Pestana Marques (Esfera dos Livros)

4. A Esquerda Democrática e o Final da Primeira RepúblicaAntónio José Queirós (Livros Horizonte)

5. Dossier RegicídioMendo Castro Henriques et. al. (Tribuna da História)

6. A Tradição da ContestaçãoMiguel Cardina (Angelus Novus)

7. O Estranho Caso do Nacionalismo Português - Luís Trindade (Imprensa de Ciências Sociais)

8. Humberto Delgado. Biografia do General sem MedoFrederico Delgado Rosa (Esfera dos Livros)

9. Comunismo e Nacionalismo em Portugal. Política, Cultura e História no século XXJosé Neves (Tinta da China)

10. O “Um dividiu-se em Dois”José Pacheco Pereira (Alêtheia)

A.A.B.M.
J.M.M.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2008: OS MELHORES LIVROS & OUTROS DISCURSOS


Ano de 2008: os melhores livros & outros discursos

"Não é republicano quem quer mas quem o pode ser" [Sampaio Bruno]

O Almanaque Republicano, dado à luz por cavalleiros de alma republicana e em reparo público, é (como dissemos) um espaço espiritual ou temporal de "encantos e desencantos vários" em torno desse "espírito lusitano" ou diáspora de liberdade perseguida, onde sopra a revolução subterrânea dos "cavaleiros do amor" e a soidade prudente da "história do futuro" (António Vieira). E cuja validade estará sempre nessa muito nossa aventura da demanda ou "moral de grau" e para V., caros ledores, na arte de leitura.

Por isso, os eventos percorridos, os factos e personagens aqui resgatadas são uma desobediência nossa que não trocamos pelo elogio da polémica ou vaidades rendilhadas. Nós, a esses, cuja idiossincrasia "é o couce" (Camilo), não tomamos posição. Este nosso compêndio de letras, na sua mundividência assumida, sendo uma história de iniciados ou preceito de liberdade, não deixa por isso de ser uma república do mundo que a "renovação da inteligência portuguesa" aspira, como diria Basílio Teles. O ano que passa tem neste álbum de memórias esse exacto sentido do termo. E o caminho que se entreabre até ao marco simbólico do Centenário da República o evidenciará. Adiante!

Como anteriormente - AQUI e AQUI -, corremos de novo o risco de assinalar as melhores obras que a historiografia contemporânea portuguesa publicou e conhecemos em 2008. Do repertório geral, para além de uma absurda "praga" de peças saídas sobre o Estado Novo, revelando uma curiosa salazarofobia, regista-se que os estudos históricos sobre o período da I República estão ainda por fazer, pecam por serem escassos e de rara contribuição para o trabalho histórico. A avaliar a situação cremos que faltam obras importantes (de cariz biográfico, memorialista, ou de história económica, social e história regional/local) que a comemoração do Centenário da República pode proporcionar. Tal tarefa aguarda, decerto, os próximos anos para uma melhor publicação.

Por tudo isso a nossa escolha para 2008, assim dificultada, percorre diversos períodos da nossa historiografia moderna, mas que julgamos representar uma estimada valia. Sendo necessariamente uma triagem subjectiva, tal como apontámos no ano passado assume-se como "característica primeira, para além de suscitar o equilíbrio entre a descrição e a erudição" também o de "poder ser um guia bibliográfico estimulante", com base numa "inventariação séria e documentada de factos e biografias políticas". Quem nos acompanhar, julgará melhor.

J.M.M.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS - SAÚDE & FRATERNIDADE


BOAS FESTAS


Maravilhosa gente humana que vive como os cães,
Que está em baixo de todos os sistemas morais,
Para quem nenhuma religião foi feita,
Nenhuma arte criada,
Nenhuma política destinada para eles!
Como eu vos amo a todos, porque sois assim,
Nem imorais de tão baixos que sois, nem bons nem maus,
Inatingíveis por todos os progressos,
Fauna maravilhosa do fundo do mar da vida!


Fernando Pessoa

Boas Festas e Feliz Natal!
Vale!

J.M.M.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

EVOCAÇÃO DO PADRE JOSE DA FELICIDADE ALVES [1925-1998]



"José da Felicidade Alves morreu no dia 14 de Dezembro de 1998, com 73 anos. Realizou-se ontem uma sessão, organizada pelo Centro de Reflexão Cristã e pelo Centro Nacional de Cultura, onde amigos de velhas lutas se reencontraram e o recordaram.

Com uma vida atribuladíssima, foi uma das figuras centrais da oposição dos católicos à ditadura, sobretudo a partir de meados da década de 60 e é como tal que aqui será recordado. Não se estranhe que continue a chamar-lhe «padre Felicidade»: faço-o unicamente porque foi como ele sempre desejou ser tratado - até ao fim.

Prior da paróquia de Santa Maria de Belém, em Lisboa, desde 1956, foi sobretudo a partir de 1967 que as suas intervenções começaram a causar incómodo tanto ao poder político como ao eclesiástico (embora já em 1965 tivesse sido enviado por Cerejeira para Paris).

No início de 68, ausentou­‑se de novo para aquela cidade (continuando, no entanto, como prior titular de Belém) para prosseguir estudos de Teologia Ecuménica. De visita a Lisboa por ocasião da Páscoa, resolveu fazer uma comunicação ao Conselho Paroquial (em 19 de Abril), na presença de oitenta pessoas, comunicação essa que desencadeou um longo e atribulado processo que iria culminar no seu afastamento da paróquia, na suspensão das funções sacerdotais e, já em 1970, na excomunhão (ou seja exclusão da própria comunidade eclesial). A comunicação de 19 de Abril tinha duas partes: Perspectivas de transformação nas estruturas da Igreja e Sentido da responsabilidade pessoal na vida pública do meu país, sendo abordados, nesta última, problemas que iam da necessidade da abolição da censura, ao direito à informação e à discussão da guerra colonial ..." [Joana Lopes, via Caminhos da Memória]

ler todo o texto AQUI

[Foto: capa do livro, editado e apresentado pelo Pe. José da Felicidade Alves, "Católicos e Política. De Humberto Delgado a Marcelloo Caetano", Lisboa, Tipografia Leandro, 1968 (1970)]

J.M.M.

domingo, 14 de dezembro de 2008

LEILÃO - BIBLIOTECA DO DR. AMÉRICO CORTEZ PINTO


LEILÃO - BIBLIOTECA DO DR. AMÉRICO CORTEZ PINTO

O livreiro e leiloeiro Pedro de Azevedo vai levar a efeito, a partir de 15 de Dezembro de 2008 (amanhã), pelas 21 horas, no Amazónia Lisboa Hotel, um leilão de livros e gravuras da biblioteca do médico Américo Cortez Pinto.

Entre os lotes a leilão no dia 15 permitam-nos destacar os seguintes:

lote 14- ANAIS da Revolução Nacional, dir. João Ameal. Colab.: Domingos Mascarenhas. Dir. Artística: Manuel Lapa. Eurico Lima de Magalhães e Augusto Dias Arnaut, 1926-1945, 5 vols. (Nota: obra muito marcada ideologicamente, mas muito rica na iconografia, na informação detalhada e no acompanhamento e consolidação do Estado Novo)

lote 21- ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa/ilustrações de Martins Barata. -Lisboa: Parceria A.M. Pereira, 1938-1939, 3 vols.

- Um interessantíssimo conjunto de lotes de Banda Desenhada entre os lotes 33 e 58 onde é possível encontrar colecções como:
- Cavaleiro Andante, Diabrete, O Gafanhoto, Jornal da BD, O Mosquito, O Mundo de Aventuras, entre muitos outros.

lote 64 - BARROS, Henrique da Gama, História da Administração Pública em Portugal nos séculos XII a XV, 2ª ed., Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1945-1954, 11 vols.

lote 79 - BRAGA, Teófilo (4 títulos)[1- História da Poesia Popular Portuguesa: ciclos épicos, 3ª ed., 1905; 2- Romanceiro Geral Portuguêz: romances heroicos, novelescos e de aventuras, 2ª ed., 1906; 3- Cancioneiro Popular Portuguez: cancioneiro sagrado, 2ª ed., 1913; 4 - Contos Tradicionais do Povo Portuguez, 2ª. ed. 1915]

Entre os lotes 88 e 100 encontram-se diversos títulos de uma Camoneana bastante interessante para todos os apaixonados pela temática.

lote 110 - CAPELO, Hermenegildo; IVENS, Roberto, De Angola à Contra-Costa: descrição de uma viagem através do Continente Africano compreendendo narrativas diversas, aventuras e importantes descobertas, Lisboa, Imprensa Nacional, 1886, 2 vols.

lote 116 - CARVALHO, Joaquim de, Estudos sobre a Cultura Portuguesa do século XVI, Coimbra, Universidade, 1947-1948, 2 vols. - Estudos sobre a Cultura Portuguesa do século XIX: vol. I: anteriana, Coimbra, Universidade, 1955.

lote 118 - CASTRO, Ferreira de, A Volta ao Mundo, Lisboa, Emprensa Nacional de Publicidade, 1942-1944.
[Existem ainda mais dois lotes com obras de Ferreira de Castro]

lote 124 - CIDADE, Hernani, Os Grandes Portugueses, Lisboa, Arcádia, s.d., 2 vols. [Obra com vasta e valiosa colaboração de grandes figuras da cultura portuguesa do século XX.]

lote 142: CONTEMPORÂNEA: grande revista mensal, Dir. José Pacheco; Editor: Agostinho Fernandes, Ano I, nº 1 a 3ª série, nº 3 (Maio de 1922 a Julho-Outubro de 1926), 13 números em 3 vols.

lote 145 - CORREIA, Alberto Carlos Germano da Silva, História da Colonização Portuguesa na Índia, Lisboa, Agência Gral das Colónias; Agência Geral do Ultramar, 1948-1958, 6 vols.

lote 149 - CORTESÃO, Jaime, Portugal, a Terra e o Homem, apres. Urbano Tavares Rodrigues, ilustrações de Manuel Lapa, Lisboa, Artis, 1966.

lote 177 - DEUS, João de, Cryptinas: folha avulsa gratuita, s.l., s.n., s. d., 16 pág.

lote 195 - ESPECTRO (O): semanário político. Ano 1, nº 1 a nº 56, Ano II (1888-1889), Lisboa, Tip. do Espectro, 1888-1889, 56 números em 1 vol.

Entre os lotes 233 e 340 encontra-se um conjunto bastante apreciável de gravuras, desenhos, litografias e mapas, bem como um conjunto de títulos para os apreciadores de xadrez.

A segunda sessão, no dia 16 de Dezembro de 2008, apresenta os seguintes lotes:

lote 344 - GUIA DE PORTUGAL, Lisboa, Biblioteca Nacional/Fundação Calouste Gulbenkian, 1924-1988, 5 vols. em 7 tomos.

lote 353 - HISTÓRIA DA COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NO BRASIL, Dir./Coord. Carlos Malheiro Dias, Dir. Cartográfica de Ernesto de Vasconcelos, Dir Artística de Roque Gameiro, Lisboa, Litografia Nacional, 1921-1924, 3 vols.

lote 354 - HISTÓRIA DA LITERATURA PORTUGUESA ILUSTRADA, publicada sob a Direcção de Albino Forjaz de Sampaio, Lisboa, Aillaud e Bertrand, 1929-1942, 4 vols.

lote 363 - ILUSTRAÇÃO: publicação quinzenal, Dir. João da Cunha de Eça, Ano I, nº 1, a ano XI, nº252 (1 de Janeiro de 1926 a 16 de Junho de 1936), Lisboa, Aillaud, 1926-1936, 252 números em 28 vols.
[Importante revista de informação, actualidade e cultura, muito rica iconograficamente, e com um naipe de colaboradores, em particular oposicionistas ao Estado Novo, o que lhe trouxe alguns problemas. Entre os colaboradores podemos encontrar António Sérgio, Lopes de Oliveira, Aquilino Ribeiro, Jaime Cortesão, Raul Brandão, Júlio Dantas, Reinaldo dos Santos, Stuart de Carvalhais, entre muitos outros.]

lote 364 - IN MEMORIAM de Camilo, Coord. E. A. e V. A., dir. artística Saavedra Machado, Lisboa, Casa Ventura Abrantes, 1925.

lote 365 - IN MEMORIAM: Eça de Queiroz, Org. Eloy do Amaral e Cardoso Marta, 2ª. ed., Coimbra, Atlântida, 1947.

lote 384 - LEAL, Augusto Soares de Azevedo Barbosa Pinho, Portugal Antigo e Moderno: Diccionario Geographico, Estatístico, Corographico, Heráldico, Archeológico, Histórico, Biographico, Etimológico de todas as cidades, vilas e freguesias de Portugal e de grande numero de aldeas ..., Lisboa, Livraria Editora Mattos Moreira, 1873-1890, 12 vols.

lote 410 - MANUEL II, D. (Rei de Portugal), Livros Antigos Portugueses da Biblioteca de Sua Majestade Fidelíssima: 1489-1600, descritos por S.M. El-Rei D. Manuel, Maggs Bros., 1929-1935, 3 vols.

lote 432 - OCEANOS: Trimestral, Dir. António Mega Ferreira, Coord. e Orientador temátco José Sarmento de Matos, nº 1 a 49 (Junho de 1989 a Janeiro/Março 2002), Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1989-2002, 49 números.

lote 435 - PABON, Jesus, A Revolução Portuguesa, trad. Manuel Emídio e Ricardo Tavares, Lisboa, Aster, s.d.

lote 437 - PANORAMA (O): jornal literário e instrutivo da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, Dir. M. A. Viana Pedra; João Batista Massa; Felix Costa Pinto, nº 1 a 52, vol. XV, segundo da 4ª série (6 de Março de 1837 a 25 de Dezembro de 1858), Lisboa, S.P.C.U., 1837-1858, 15 vols.

lote 463- QUESTÃO (A) Ibérica: Integralismo Lusitano, Lisboa, Almeida, Miranda &Sousa (dep.), 1916.

lote 507 - SOARES, Ernesto; LIMA, Henrique de Campos Ferreira, Dicionário de Iconografia portuguesa (retratos de portugueses e de estrangeiros em relações com Portugal, Lisboa Instituto de Alta Cultura, 1947-1960, 5 vols.

lote 511 - SORIANO, Simão José da Luz, Revelações da Minha Vida e Memórias de Alguns Factos e homens meus contemporâneos, Porto, A. Leite Guimarães, 1891.

Mais uma iniciativa do ilustre livreiro Pedro de Azevedo que publicou um catálogo com muita qualidade e ricamente ilustrado para todos os interessados em Bibliofilia, com notas importantes em quase todos os lotes.

A não perder.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

LEILÃO de MANUSCRITOS, AUTÓGRAFOS e FOTOGRAFIAS


LEILÃO de MANUSCRITOS, AUTÓGRAFOS e FOTOGRAFIAS - 13 Dezembro (15horas)

Amanhã na Rua de Sacramento à Lapa, nº24, realiza-se um invulgar Leilão de Manuscritos, Autógrafos e Fotografias, sob realização conjunta de Luis Burnay e Silva’s Leiloeiros.

As peças a vender são curiosas e pela sua qualidade, estimação e raridade de grande interesse. Sugere-se a sempre agradável consulta e leitura do seu Catálogo (magnifico), ele próprio de interesse bibliográfico. [via Almocreve das Petas]

Foto: Presos políticos (Monárquicos) em Coimbra, datada de 27/19/1913, com a curiosidade de todo o grupo estar identificado e ter uma dedicatória.

J.M.M.

COLÓQUIO - O ANO DA MORTE DE SIDÓNIO PAIS



COLÓQUIO - O ANO DA MORTE DE SIDÓNIO PAIS

Está a decorrer hoje e amanhã, no Teatro Nacional D. Maria II, um colóquio que serve para relembrar os noventa anos do assassinato do Presidente-Rei, que se tornou um mito na História de Portugal do século XX.

Numa organização conjunta do Instituto de História Contemporânea e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, com a coordenação científica de José Reis Santos e Maria Alice Samara.

Os conferencistas de hoje são:
- Rita Garnel;
- Armando Malheiro da Silva;
- Alice Samara
- Luís Farinha;
- Maria Cândida Proença;
- Sérgio Pinto;
- António José Telo.

Amanhã (dia 13) apresentam os seus trabalhos:
- José Reis Santos;
- Ana Pires;
- Manuel Loff;
- Fernando Rosas.

Neste encontro pretende-se a análise e a discussão da figura do Presidente da República, do regime denominado República Nova e da sociedade da 1ª República na difícil conjuntura da 1ª Guerra Mundial.

O programa completo deste colóquio pode ser consultado AQUI

A.A.B.M.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

SILVA LISBOA (PARTE II)


SILVA LISBOA (PARTE II)

Acerca da personalidade de Silva Lisboa, conseguiu-se ainda reunir mais elementos biográficos que a seguir se apresentam:

Colaborou nas seguintes publicações extraordinárias como:

- Paris (Os de) a João de Deus. 8 de março de 1895. Typ. Guillard, Aillaud & Ce, Paris. Lisboa. Dir. literário deste número único, Xavier de Carvalho.

- Independência e ordem. 1 de dezembro de 1887. Semanário politico, literário, e noticioso. Lisboa typ. de Lucas Evangelista Torres. Comemorativo da independência de Portugal do dominio hespanhol em 1640.

- 14 de julho, 1789- 1889. Número único. Porto, typ. Guttenberg, 1889. 4 pag. Publicado pelo Club Eleitoral Democrático Portuense, para comemorar a data da revolução da tomada da Bastilha.

- Portugal-Hespanha. Número único, a benefício das vítimas dos terramotos de Granada. Março, 1885. Publicação promovida por um grupo de alumnos da Academia de Belas Artes do Porto. Porto, typ. Occidental.

- PORTUGAL, (LE) géographique, ethnologique, administratif, economique, littéraire, artistique, historique, politique, colonial, etc., par M M. Brito Aranha, Cristovão Aires, Teixeira Bastos, Daniel Bellet, Cardoso de Bettencourt, Louis Pilat de Brinn Gaubast, Xavier de Carvalho, Z. Consiglièri Pedroso, Alcide Ebray, Bartolomeu Ferreira, John Grand-Carteret, Domingos Guimarães Francisco de Lacerda, Magalhães Lima, Silva Lisboa, Ernesto de Vasconcelos, Alves da Veiga, Laborowski. 162 gravures et 12cartes. Paris, Librairie Larousse, 368 pag.

Durante o desfile comemorativo do tricentenário de Camões Antonio Policarpo da Silva Lisboa e Alfredo Theodulo Kopke C. Pires, representantes da associação o Pelicano.
Antonio Policarpo da Silva Lisboa e Augusto Rodrigues de Araujo Porto representantes da Associação Homeopata Fraternidade.

Foi um dos sócios fundadores da Associação dos Jornalistas e Escritores Portugueses, em 1880.

Colaborou ainda nas seguintes publicações:
- Democracia (A), Lisboa, 1872-1881;
- Diário de Notícias, Lisboa, 1864 - em publicação [era correspondente em Paris, em 1899];
- Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 1891 - em publicação [era correspondente em Paris na data supra referida].

Recebeu também a condecoração da Legião de Honra do governo francês em 1901.

Sobre Silva Lisboa dizia também Silva Pinto na sua obra Pela Vida Fora(1870-1900), Livraria Editora Guimarães & Libânio, Lisboa, 1900, p. 129-130:

Antonio Policarpo da Silva Lisboa. Conheci-o em 1870 e 1872, num centro republicano federal com tinturas socialistas, de que já falei. Lembro-me do barrete frígio, que ele decerto não renegou. Silva Lisboa é um jornalista dos tempos em que se não apresentavam como jornalistas uns garotos barrigudos e suados, que se embebedam em banquetes de padeiros. Houve na sua vida uma hora em que a ingratidão e a inveja de vários safardanas o enojaram e afastaram - e não faltaram então odres de velhacaria saloia que pusessem em cena outros odres - de estupidez e vinhaça - a berrar contra «a grande traição do senhor de Mirabeau».
Inexcedível como amigo dedicado, até fatigar o espírito dos que lhe pediram um favor e que não contavam com sacrifícios, - Silva Lisboa é em Paris, como seria nos confins da Sibéria, o homem de quem os Portugueses precisam, fora de Portugal - para não se julgarem abandonados do Criador.


A.A.B.M.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

SILVA LISBOA (PARTE I)


SILVA LISBOA

Nasceu em 5 de Dezembro de 1851, com o nome completo de António Policarpo da Silva Lisboa.

Aos dezasseis anos começou a trabalhar na vida industrial. Vive intensamente as transformações operadas durante a década de sessenta do século XIX, quando as ideias socialistas e republicanas, muitas vezes se misturavam. Assiste às tentativas revolucionárias de implantação da República em Espanha (1873) e França (1870) nos finais da década de sessenta e inícios da década de setenta do século XIX.

Conhecem-se as suas ligações à Nova Livraria Internacional de Carrilho Videira onde se juntavam em tertúlia personalidades como: Eduardo Maia, Silva Pinto, Nobre França, Silva Lisboa e Martins Contreiras.

Trabalhou para a fundação de centros e jornais republicanos, desde o início da década de setenta. Em 1879, o seu nome consta dos corpos gerentes do Centro Republicano Democrático, como presidente da Assembleia Geral. O seu nome pode ser encontrado entre os fundadores do Clube Henriques Nogueira criado em Lisboa, em 1881, de que viria a ser presidente, juntamente com Manuel de Arriaga, António Furtado, Joaquim dos Reis e Silva Graça que visava tentar a unificação do Partido Republicano. Deve recordar-se que por essa época existiam três grandes correntes entre os republicanos: os federalistas, os unitários e os democráticos.

Nesse mesmo ano chegou a ser preso juntamente com outras personalidades republicanas como Gomes Leal e Rafael do Vale, devido a tentarem incendiar o ambiente por causa dos problemas provocados pelo Tratado de Lourenço Marques. Foi ainda eleito para o Directório do Partido Republicano em 1883 juntamente com Elias Garcia, Bernardino Pinheiro e Teófilo Braga.

Foi umas das personalidades fortemente envolvidas nos acontecimentos e manifestações que se realizaram em Lisboa a seguir ao Ultimato Inglês de 1890, tendo protagonizado uma manifestação que se iniciou no café Martinho da Arcada e se dirigiu ao consulado britânico.

Foi presidente da Associação dos Empregados no Comércio de Lisboa, à Caixa Económica Popular e ao Clube Ginástico de Lisboa. Foi ainda delegado da Associação dos Empregados do Comércio de Lisboa no Congresso das Associações e foi eleito para a Junta Departamental do Sul.

Foi candidato republicano pelo Porto em 1887.

Conhecem-se colaborações no seguintes jornais:
- A República Federal, Lisboa, 1869;
- Trinta Diabos Júnior, Lisboa, 1870-1878;
- O Rebate, Lisboa, 1873-1874;
- O Trinta, Lisboa, 1879-1881;
- Folha do Povo, Lisboa, 1881-1898;
- A Era Nova, Lisboa,1882-1885;
- Século, Lisboa, 1881-1983;
- Brasil-Portugal, Lisboa, 1899-1914;

Publicou:
- Município e Federação segundo Henriques Nogueira. Conferência sobre a questão ibérica, Lisboa, 1881.(Conferência onde se abordava a influência de José Félix Henriques Nogueira no pensamento republicano).

Simbólicamente, Silva Lisboa regista civilmente o seu filho com o nome de Henriques Nogueira, tendo por testemunhas do acto António de Oliveira Marreca e Manuel de Arriaga.

Não foi possível localizar a data da sua morte.

Bibliografia Consultada:
- CATROGA, Fernando, Republicanismo em Portugal. Da Formação ao 5 de Outubro de 1910, 2 vols., FLUC, Coimbra, 1991.
- HOMEM, Amadeu Carvalho, Da Monarquia à República, Palimage, Viseu, 2001.
- OLIVEIRA, Lopes de, História da República Portuguesa. A propaganda na Monarquia Constitucional, Editorial Inquérito, Lisboa, 1947.

A.A.B.M.

DICIONÁRIO JORNALÍSTICO PORTUGUÊS


DICIONÁRIO JORNALÍSTICO PORTUGUÊS

Por iniciativa do Prof. Doutor Adriano Moreira e apoiado pelo grupo do Dr. Francisco Pinto Balsemão finalmente se conseguiu aquilo que nós, no Almanaque Republicano reclamámos há bastante tempo, como por exemplo AQUI quando se pedia a publicação da obra de Augusto Silva Pereira, Dicionário Jornalístico Português, que existia manuscrito na Academia das Ciências de Lisboa.

Uma iniciativa meritória e a todos os títulos louvável por todos aqueles que se interessam pela História da Imprensa em Portugal, pela História da Cultura e do Jornalismo. Sem dúvida um esforço que merece todo o apoio e saudação porque são quase 6000 páginas que passam a poder ser consultadas em formato digital e que corriam já perigo de deterioração.

Aguardamos a sua rápida disponibilização ao público, mas não podemos deixar de assinalar este esforço de uma personalidade que mostra o seu empenho na preservação de um documento histórico muito importante e até aqui disponível a poucos investigadores.

Sobre esta notícia consultar mais informações AQUI ou AQUI ou ainda ver o video AQUI.

Sobre esta obra consultar o texto existenteAQUI.

Uma edição a não perder.
[A foto, com a devida vénia, foi retirada daqui]

A.A.B.M.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

GOLTZ DE CARVALHO NOS 150 ANOS DO SEU NASCIMENTO


GOLTZ DE CARVALHO – 150 Anos do seu Nascimento

A Associação 24 de Agosto, com a colaboração da Junta de Freguesia de Buarcos (Figueira da Foz) e a Associação Goltz de Carvalho, recorda uma das figuras notáveis da Figueira da Foz, no centenário do seu nascimento: Augusto Goltz de Carvalho.
 
Dia 5 de Dezembro, na Assembleia Figueirense, pelas 21,30 h - Conferência por Isabel Pereira [ex-Directora do Museu Municipal Santos Rocha e do Museu de Aveiro]
 
Augusto Goltz de Carvalho nasceu em Buarcos, no dia 28 de Março de 1858 [cf. José de Sousa Cardoso, Biografias Figueirenses, Figueira da Foz, 1947, p. 29]. Foi professor primário durante 30 anos e personagem importante nos movimentos associativos de Buarcos [cf. A Maçonaria na Figueira da Foz (1900-1925), Ed. Biblioteca e Arquivos, 2001, p. 8]. Cria a (sua) Escola Particular Nocturna, colabora na fundação da Cooperativa Buarcoense (1904), na União Marítima de Buarcos (1912), nos Bombeiros Voluntários de Buarcos, tendo sido "activo da Misericórdia de Buarcos" e, ainda, presidente da Junta da Paróquia de Buarcos [idem, ibidem].
 
Homem de "grande cultura", escreveu peças de teatro que foram levadas à cena no mítico Grupo Caras Direitas, tendo aí realizado, também, notáveis conferências. Grande entusiasta pela investigação e exploração arqueológica na região [ibidem], colaborou intensamente com o Dr. Santos Rocha [n. F. Foz, 1853-1910] na organização do Museu Municipal e [ler, aqui] na Sociedade Arqueológica da Figueira [1898, que a partir de 1903 se denomina, Sociedade Arqueológica Santos Rocha], tendo feito parte da sua direcção [nota: consultar o Boletim da Sociedade Archeologica Santos Rocha (nº1, 1904)]. Também se distinguiu no "campo da biologia e zoologia", tendo sido um conhecido "recolector e catalogador de espécies vegetais e animais".
 
Iniciado na maçonaria, presumidamente, num Triângulo de Buarcos - o Triângulo nº 118 -,  com o n.s. de "Brotero", do qual foi seu Presidente.
 
[de facto, em Buarcos, a partir de 1899, existiu o Triângulo nº11 do REAA, que abateu colunas em 1908; e a partir dessa data estiveram activos 2 Triângulos, tendo um deles (Triângulo, nº118 de Buarcos) originado a Loja Luz e Harmonia, fundada em 1911, da qual Goltz de Carvalho foi seu Venerável - cf. A Maçonaria na Figueira da Foz, ibidem, p.9]
 
De referir que Goltz de Carvalho, o "Irmão Brotero", assina, na qualidade de Presidente, as pranchas do Triângulo nº 118, de Buarcos, para a "Comissão de Resistência Maçónica".  
 
Colaborou em diversos jornais e outras publicações, como o Correio da Figueira, Correspondência da Figueira, Gazeta da Figueira, Anais de Ciências Naturais, Portugália (porto) e no Boletim da Sociedade Arqueológica da Figueira.
 
150 Anos do Nascimento de Goltz de CarvalhoAssembleia Figueirense, dia 5 Dezembro, pelas 21,30 h – Conferência por Isabel Pereira.
 
J.M.M.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

JOSÉ CALDAS (PARTE II)


JOSÉ CALDAS (PARTE II)

Com a implantação da República foi nomeado director geral dos negócios eclesiásticos do Ministério da Justiça (1910-1916). Em 1911, foi nomeado ministro plenipotenciário em Roma, cargo que não chegaria a tomar posse.

Foi sócio da Academia das Ciências de Lisboa e do Instituto de Coimbra.

Faleceu em Viana do Castelo a 2 de Agosto de 1932.

Colaborou nas seguintes publicações:

José Caldas colaborou em grande número de jornais políticos e literários, em revistas, estudos históricos e poesias, não nos sendo possível apresentar com segurança todas as publicações onde publicou os seus textos, conhecem-se-lhe as seguintes:

- foi redactor principal da folha portuense Actualidade, lugar que exerceu desde 1881; e foi ainda redactor principal do Imparcial de Viana, desde o princípio de 1884.
- Quadros antigos. (Estudos do tempo de el rei D. João I.) - Saiu em folhetins no Primeiro de Janeiro, do Porto.
- Jornal da noite. A Camões. Lisboa, Junho de 1880, na pagina 2, José Caldas publica um artigo de homenagem a Luís de Camões.
- António Rodrigues Sampaio. Homenagem prestada à sua memoria pela Imprensa do Porto, Porto, Real Tipografia Lusitana, 1882, Vol. de XXXII onde publicou um artigo intitulado Ruínas.

- Arte e a Natureza em Portugal, Edição definitiva. Colecção fotográfica de monumentos, costumes e paisagens. Fototipias inalteráveis; descrições em português e francês; clichés originais. - Publicada sob a direcção de F. Brütt e Cunha Moraes, com colab. no vol. II, dedicado a Barcelos, Viana do Castelo, Caminha, Valença, Monsão, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Amarante, Guimarães [José Caldas] e Douro.
- Idem, Volume Terceiro. Leça do Balio, Maia, Vila do Conde [José Caldas], Braga, Aveiro.
- Ano (Um) depois. (Aos vencidos). 31 de Janeiro de 1831 - 31 de Janeiro de 1892. Porto, Typ da Empreza Litteraria e Typographica, 20 pag.
- Armas e Letras. Numero único, organizado para ser vendido no teatro do Príncipe Real na noite de 9 de Dezembro de 1886, revertendo o seu produto em favor da família do tenente Ferreira, Porto, Typographia Occidental, 1886.

- Bazar do Bom Pastor. (Brinde de D. Laura Vilar Cardoso de Castro), Esmola, Corbeille de versos e prosas. Porto, Typ. Elzeviriana, 1885, 27 pág. Director: Joaquim de Araújo.
- Charitas. Assembleia valenciana. Exposição de rosas em Valença do Minho, Maio de 1886, Porto, Typ. Occidental, 1886.
- Alvorada (A). Revista mensal literária e científica. Director proprietario, Joaquim de Azuaga. Vila Nova de Famalicão. Homenagem a Camilo Castelo Branco no dia do seu 61.º aniversário natalício, 16 de Março de 1887. Porto, Imp. Civilisação 1887. 12 pag. Com um retrato de Camilo (17c×14c) litografado, na primeira pagina, desenho feito por A. Silva, de um retrato da photographia Moderna.
- Nova alvorada. Revista mensal literária e científica. Vila Nova de Famalicão. Director J. J. de Sousa Fernandes, 1891, Typ. Minerva, de Gaspar Pinto de Sousa & Irmão. Famalicão. 16 pag.

- Homenagem da lusa independencia. A academia de Braga ás damas bracarenses. 1.º de Dezembro. Director, Albano Coelho. Porto, 1885, imp. Moderna. Número único, de 8 pag.
- 18 de Maio de 1884. A Manuel José Mendes Leite os seus amigos e admiradores - Aveiro, Imp. Aveirense. IV 44 pág. - Número único, publicado pela associação escolar de ensino livre, Lisboa, 3 de Dezembro de 1899. Minerva Peninsular, 8 pág. Não numeradas. Com o retrato (11c×9,5c) do Dr. Teófilo Braga.
- Palavra. Redactor principal, Luiz Gonçalves de Freitas. A Victor Hugo. 1802 1885. Lisboa Typ. Luso espanhola, 4 pág.
- Reacção (A). Publicação anti jesuítica. 1.° ano. 6 de Janeiro de 1901. N.º 8. - Numero comemorativo da entrada do século XX. Porto, Typ. Peninsular, 8 pag.

- Ilustração Universal. Portugal a Espanha. (Sem data e sem indicação da terra, nem da typgraphia). XV pag. Com 17 gravuras, desenhos originais.
- Philantropia. Publicação em favor das vítimas dos terramotos da Andaluzia. Oliveira de Azemeis, 20 de Março de 1885. Aveiro, imp. Aveirense, fornecedora de Sua Majestade a Rainha. 1885. 9 pág. Não numeradas.
- Guimarães Andaluzia. Publicação em beneficio das vítimas dos terramotos na Espanha, pela comissão de socorros vimaranenses, 14 de Fevereiro de 1885, Guimarães, Typ. do Comércio de Guimarães, 1885, 7 pág. não numeradas e 1 em branco.
- RELATÓRIO publicado acerca da 9.ª sessão do Congresso Internacional de Antropologia e de Arqueologia Pré-Históricas realizado em Lisboa, em Setembro de 1880, com o texto “Archéologie préhistorique dans la province de Minho”, por José Caldas, pág. 333 a 351.

- O Norte, Porto, 1900-1910;
- O Mundo, Lisboa, 1900-1936;
- Alma Nova, Mensário de Arte, Porto, 1903.
- A Montanha, Porto, 1911-1936;
- A Pátria, Porto, 1909-1911.


Publicou os seguintes títulos:
- Elegia. (A uma desgraçada.) ,imp. Portuguesa, Porto, 1884.
- Novo livro de leitura para as escolas primarias de Portugal e Brazil. (Ilustrado.), 3º ed, Editores Magalhães & Moniz. 1884. (Tem 45 gravuras intercaladas no texto.).
- Os Humildes, Porto, Livraria Chardron, Porto, 1900.
- Os Jesuítas e a sua influência na Actual Sociedade Portuguesa: Meio de a Conjurar, Livraria Chardron, Porto, 1901;

- História de um Fogo-Morto : (subsídios para uma história nacional) 1258-1848: Viana do Castelo (Fastos, Políticos e Militares) , Porto, Livraria Chardron, 1903;
- Margarida Pusterla. Romance por Cesar Cantu. Notas e Tradução de José Caldas, A. M. Teixeira Editores, Lisboa, 1904.
- Benigna Verba, França Amado Editor, Coimbra, 1907;
- Cartas de Um Vencido, Casa Editora José Bastos, Lisboa, s.d. [1911];

- Fora da Terra, Lisboa, Guimarães, 1911;
- A Corja Negra (Tosquia de um charlatão), Livraria Chardron, Porto, 1914;
- D. Frei Bartolomeu dos Mártires: profana verba, Coimbra Editora, Coimbra, s.d. [1922];
- História da Origem e Estabelecimento da Bula Cruzada em Portugal, Coimbra Editora, Coimbra, 1923;
- Vinte Cartas de Camilo Castelo Branco (1876-1885), Companhia Portuguesa Editora, Porto, 1923.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
ARAÚJO, António de, Jesuítas e Antijesuítas no Portugal Republlicano, Roma Editora, Lisboa, 2004.
FERREIRA, David, "Caldas, José", Dicionário de História de Portugal, Dir. Joel Serrão, vol. 1, Figueirinhas, Porto, 1992, 433.
LEMOS, Mário Matos e, Jornais Diários Portugueses do Século XX. Um Dicionário, Ariadne Editora/CEIS 20, Coimbra, 2006.
LISBOA, Eugénio (Coord.), Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Lisboa, 1990.
SILVA, Inocêncio Francisco da, Dicionário Bibliográfico Português, Imprensa Nacional, Lisboa.

A.A.B.M.