quinta-feira, 28 de outubro de 2010

BUSTOS DA REPÚBLICA - SELOS


"A figura feminina como representação simbólica da República teve enorme divulgação nos primeiros tempos do novo regime político implantado em Portugal em 1910. Com efeito, o busto da República tornou-se mesmo um dos seus símbolos com maior visibilidade, sobretudo quando, a partir de 1912, passou a ser obrigatória a sua colocação em repartições e edifícios públicos e ao ser adoptado, como efígie, para figurar em moedas de grande circulação.

Embora existam muitas versões artísticas de bustos da República, os mais conhecidos e difundidos foram os que obtiveram o 1.º e o 2.º lugares num concurso promovido pela Câmara Municipal de Lisboa, em 1911, com o objectivo de se escolher aquele que deveria passar a ser o «busto oficial». São seus autores, respectivamente, os escultores Francisco dos Santos (1878-1930) e Simões de Almeida Sobrinho (1880-1950).

Os Correios Portugueses, que desde 2007 têm vindo a evocar em selo alguns dos temas mais representativos da efeméride que o País celebra em 2010, propuseram a artistas contemporâneos que efectuassem uma reinterpretação livre do busto tradicional da República. A presente emissão traduz o resultado de tal repto (com reprodução das criações artísticas da autoria de André Carrilho, Bento Condado, Costa Pinheiro, João Abel Manta, João Machado, Júlio Pomar e Luís Macieira), e inclui ainda uma cópia da peça «histórica», assinada por Francisco Santos, vencedor do concurso público de 1911. Embora tenha caído em desuso, o busto da República ainda hoje é interpretado como personificação do regime republicano, evocando espontaneamente os seus valores e mais nobres ideais, sintetizados no lema-programa inspirador da Revolução Francesa: liberdade, igualdade, fraternidade. Aliás, a própria escolha da figura feminina como imagem representativa da República e da Mãe Pátria, se bem que com origens mais longínquas, remete para o exemplo francês, inclusive na adopção dos seus atributos, designadamente o barrete frígio e o ramo de louros, ícones da Liberdade e da Vitória e também eles de ressonâncias históricas remotas
"

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J.M.M.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

1º CENTENÁRIO - A REPÚBLICA NA MOITA


LIVRO: "1º Centenário - A República na Moita"
AUTOR: Victor Manuel Dias da Silva
EDITOR: Junta de Freguesia da Moita

"... No final do sé. XIX e início do séc. XX, o Partido Republicano tinha sede na Moita, na travessa Estanislau Domingues, onde homens com ideias liberais, como Manuel Cândido Pires, Luís da Costa Santos, João António Santos e Silva e outros, que se dedicaram à causa republicana, devem ser orgulho para os filhos da sua terra – a Moita. 'Foram todos estes homens que, a seu tempo, contribuíram e deixaram marcas para que o evento da República acontecesse', refere Victor Manuel.

Na noite de 3 para 4 de Outubro, os revolucionários da Moita e de outros concelhos ribeirinhos aguardavam o sinal do início da revolução, dado pelos tiros de canhão da fragata S. Gabriel e do navio Adamastor, fundeados no Tejo. Na Moita iniciaram-se logo as actividades revolucionárias com a tomada da Escola de Torpedos de Vale de Zebro, em conjunto com os revolucionários do Barreiro. Depois, cerca das 4 horas da manhã, ao som de foguetes e morteiros, içaram a bandeira republicana na varanda da Câmara Municipal da Moita e proclamaram a República no concelho. Finalmente, chega à Moita a notícia que a vitória republicana estava consumada e a implantação da República assegurada, com muita alegria e regozijo do povo que se juntou, aclamando a Junta Revolucionária local. Na sessão de Câmara, realizada no próprio dia 5 de Outubro, os seus membros deliberaram a confirmação da implantação da República na Moita, congratularam-se com o Governo Provisório formado, decidiram alterar os mais importantes topónimos da vila, entre os quais a rua do Cais passaria a designar-se rua 4 de Outubro, mas que até hoje permanece com a designação de rua 5 de Outubro, defendendo Victor Manuel que se faça justiça ao topónimo tal como consta na acta de 5 de Outubro de 1910 ...
" [ler TUDO AQUI - sublinhados nossos]

J.M.M.

EXPOSIÇÕES - LEIRIA NO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA



EXPOSIÇÕES: de 1 de Outubro a 13 de Novembro

via Arquivo Distrital de Leiria

J.M.M.

DEPUTADOS, PROCURADORES, SENADORES E MINISTROS NATURAIS DO DISTRITO DE BRAGA


LIVRO: "100 Anos da República — Deputados, Procuradores, Senadores e Ministros Naturais do Distrito de Braga"
AUTOR: Joaquim da Silva Gomes
EDITOR: C.N.C.C.R / Governo Civil de Braga

"Em ‘100 Anos da República — Deputados, Procuradores, Senadores e Ministros Naturais do Distrito de Braga’, Joaquim da Silva Gomes analisa todos os deputados, procuradores e senadores, naturais do distrito de Braga, e que ao longo dos cem anos da República ocuparam cargos no Congresso da República, que era composto por duas Câmaras: a dos Deputados e a do Senado (durante a Primeira República); na Assembleia Nacional e na Câmara Corporativa (durante o Estado Novo) e finalmente na Assembleia Constituinte e na Assembleia da República (durante a Democracia).

Para além destes parlamentares, esta obra analisa ainda os 19 ministros, naturais do distrito de Braga, e que exerceram funções governamentais ao longo dos 100 anos da República.

Um pequeno capítulo refere-se ainda aos presidentes do Parlamento, naturais do distrito de Braga. Ocuparam este cargo apenas três bracarenses.

Este trabalho está dividido em três períodos: o primeiro refere-se à Primeira República (1910-1926); o segundo refere-se ao Estado Novo (1933-1974) e o terceiro refere-se ao período da Democracia (1974-2010).

Existem ainda capítulos dedicados a cada concelho do distrito de Braga e ainda um referente a uma análise comparativa por concelho. De todos os políticos aqui referenciados é feito um resumo do seu percurso político, mas também social, profissional e académico
" [LER MAIS AQUI]

"É uma obra de elevado interesse historiográfico para o distrito e para o país e que compila informação sobre mais de centena e meia de parlamentares, procuradores, senadores e ministros naturais do nosso distrito que desempenharam funções no âmbito do poder deliberativo e executivo, entre 1910 e o ano em curso (...)

No caso de Fafe, são referidos, no quadro da Primeira República (1910-1926), os deputados Artur Alberto Camacho Lopes Cardoso (que foi também ministro da Justiça, por três ocasiões, entre 1919 e 1923), Maximino de Matos e Miguel Augusto Ferreira (este, embora não fosse daqui natural, era-o afectiva e efectivamente)..." [LER MAIS AQUI]

J.M.M.

CICLO DE CONFERÊNCIAS: LUTA ARMADA E RESISTÊNCIA REPUBLICANA – O REVIRALHO (1926-1940)


Inicia-se, amanhã, 28 de Outubro, o conjunto de sessões subordinada ao tema: A Luta Armada e Resistência Republicana - O Reviralho (1926-1940), com coordenação científica do Doutor Luís Farinha.

Datas: 28 de Outubro a 25 de Novembro de 2010
Local: Lisboa, Livraria Ler Devagar (Lisboa)
Organização: Instituto de História Contemporânea e Movimento Cívico Não Apaguem a Memória.
Coordenação Científica: Luís Farinha

Uma iniciativa da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

28 de Outubro de 2010, 21h30
A Queda da República e a instauração da Ditadura Militar
Fernando Rosas

4 de Novembro de 2010, 21h30
Revoltas Republicanas contra a Ditadura Militar e o Estado Novo (1926-1940)
Luís Farinha

11 de Novembro de 2010, 21h30
A Ditadura Militar – a tomada do poder e os instrumentos de repressão
Irene Pimentel

18 de Novembro de 2010, 21h30
Exílio e deportação (1926-1940)
Susana Martins

25 de Novembro de 2010, 21h30
Sindicalismo livre e movimentos sociais na crise do Estado liberal
João Madeira

Um ciclo de conferências digno de destaque e que merece ampla divulgação junto dos nossos ledores.

[FOTO: A artilharia governamental instalada no Monte da Virgem, durante o bombardeamento no Porto. 06-02-1927. Com a devida vénia retirada DAQUI.]


A.A.B.M.

ALMANAQUES REPUBLICANOS DIGITALIZADOS – BIBLIOTECA NACIONAL



A Biblioteca Nacional disponibilizou online um interessante (e raro) conjunto de Almanaques Republicanos, de grande valor histórico para o estudo da República.

Os Almanaques, enquanto veículo de propaganda ideológica e doutrinária, são repositórios indispensáveis ou guias de referência para seguir os acontecimentos sociais e políticos da época. Os valiosos subsídios que nos trazem - através da curiosa listagem de efemérides, pela divulgação de obras culturais ou científicas do "novo mundo", com a publicação de artigos de carácter político e de crítica aos costumes, muitas vezes de grande mordacidade, os diversos testemunhos e depoimentos de figuras gradas republicanas, as inúmeras páginas de combate ideológico que patrocinavam ao leitor, as ilustrações e fotos publicadas - fazem dos Almanaques uma fonte de abundante informação e compreensão da constituição do ideário republicano. E, como tal, de consulta obrigatória.

Temos assim:

- A Alvorada, red. João Maria Nogueira [N. 1 (Abr. 1848)- n. 2 (Maio 1848)], s.l.[Lisboa?], 1848;

- Almanak Democratico para [1852/1853/1854/1855], José Felix Henriques Nogueira, Lisboa, Typ. Social, 1851-1854;

- Almanach Republicano para [1875 a 1887], Lisboa, Nova Livraria Internacional, 1875-1887;

- Almanach do Trinta [1880-1887], Lisboa, Typographia Popular, [1880?-1887];

- Almanach Democratico para 1908, ed. propr. Eurico Castello Branco, Lisboa, 1908;

- Almanach Republicano e Popular Antonio José d'Almeida: folhinha democratica para 1908 dedicada ao Partido Republicano Portuguez, propr. e ed. A. Bívar., Lisboa;

- Almanak d'O Mundo [1908-1914], ed. e propr. França Borges, Ano 1 (1908)-Ano. 7 (1914), Lisboa, Oficinas do jornal "O Mundo", 1907-1913 [completo, 7 nurms];

- Almanach de A Lucta [1910 - 1911], propr. Empreza de Propaganda Democratica, Lisboa [com falta ? do ano de 1912];

- Almanach da Republica: subsídios para a historia da sua proclamação em Portugal [1911-1912], Bibliotheca do Povo, Lisboa, Imprensa de Manuel Lucas Torres, 1910-1911;

- Almanach Republicano do Marquez de Pombal para o anno de 1913, Bento Serrano, Porto, Livraria Portugueza;

- Almanach da Republica para 1914, ed. João Carneiro, Livraria Portugueza, Lisboa.

J.M.M.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

CENTENÁRIO DA FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA



Amanhã, 27 de Outubro de 2010, pelas 16 horas, no Anfiteatro IV da FLUC, vai realizar-se a conferência do Prof. Doutor Luís Reis Torgal subordinada ao tema:
- A Faculdade de Letras de Coimbra - uma Escola Universitária na República.

Esta conferência inscreve-se num programa mais vasto de iniciativas que vão assinalar o Ciclo Comemorativo dos Cem Anos da Faculdade de Letras e a Reforma Republicana da Universidade que vão decorrer ao longo de 2011.

A acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.

EXPOSIÇÃO VER A REPÚBLICA EM COIMBRA


Foi inaugurada no passado dia 22 de Outubro de 2010, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e no Museu Nacional Machado de Castro a Exposição Ver a República.

Com coordenação científica de Amadeu Carvalho Homem e comissariado executivo de Alexandre Ramires,esta exposição é constituída por três núcleos temáticos que mantêm entre si relações de complementaridade.

- GALERIA REPUBLICANA: patente na Sala de S. Pedro, da Biblioteca Geral da UC.
Apresentam-se aqui um conjunto de retratos referentes aos principais propagandistas
republicanos, com imagens retiradas de revistas e publicações do tempo, como a Galeria Republicana, o Álbum Republicano, o Archivo Democrático ou As Constituintes de 1911 e os seus deputados. Através destas publicações conclui-se que o retrato teve ampla circulação entre os membros da Universidade de Coimbra, desde os "cartes de visite" que preservavam a memória dos cursos. Os republicanos mostraram conhecer as novas técnicas de propaganda e divulgavam de forma prolífica as imagens dos seus principais líderes, aproveitando a imprensa, os postais, as embalagens, os chapéus, entre outros elementos iconográficos.

- GALERIA RIPUBLICANA: funciona no Museu Nacional Machado de Castro. Ali expõem-se algumas caricaturas seleccionadas de modo a permitir a visualização satírica de alguns protagonistas cimeiros do nosso republicanismo. Desde as caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro, Celso Hermínio, Francisco Valença, Leal da Câmara, Arnaldo Ressano e outros caricaturistas da época, que deixavam plasmada de forma regular os acontecimentos da vida política desde os finais da Monarquia até ao final da I República. A caricatura transformou-se num instrumento de luta política, desencadeava polémicas, prisões, suspensões e mesmo confrontos pessoais. Mas deixou uma marca de perenidade que ainda hoje permite uma análise crítica da sociedade do tempo, das suas marcas, dos acontecimentos e principais protagonistas.

- GALERIA UNIVERSIDADE: no Museu da Ciência.
Neste núcleo expositivo recorre-se a materiais diversos, assinalando alguns dos mais decisivos momentos da história do republicanismo português e acompanhando o percurso de alguns dos ilustres cientistas, com destaque para Egas Moniz e Aurélio Quintanilha.
Mostram-se também ao público documentos que se transformaram em símbolos, como o processo judicial que condenou António José de Almeida e o enviou para a cadeia ou os telegramas que descrevem a proclamação da República no Distrito de Coimbra entre outros.

Os três núcleos expositivos apresentam centenas de peças, entre gravuras, fotografias e panfletos inéditos, de grande qualidade estética e documentos originais da época, VER A REPÚBLICA pretende “preencher os buracos da história a partir de documentos originais”. Alexandre Ramires, comissário executivo da exposição, sublinha que “80% do certame é composto por objectos desconhecidos do público” e acrescenta que, para os três núcleos da exposição, foi reunida “uma iconografia nova”. Conforme se pode ler notícia completa AQUI.

VER A REPÚBLICA vai estar patente em Coimbra, nos espaços acima referidos, até 27 de Fevereiro de 2011.

Mais notícias sobre a exposição AQUI, AQUI ou AQUI.

Uma exposição a não perder.

A.A.B.M:

domingo, 24 de outubro de 2010

ANAIS DO MUNICÍPIO DE FARO 2009-2010


Vai realizar-se na próxima terça-feira, dia 26, pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal de Faro - António Ramos Rosa, a apresentação da revista Anais do Município de Faro 2009-2010.

Para além da presença do Presidente do Município, Macário Correia, conta-se também com a presença do responsável pelo actual número desta revista, o Prof. Doutor Joaquim Romero Magalhães, bem como do Prof. Doutor António Rosa Mendes que fará a apresentação da mesma.

Marcarão certamente presença alguns dos colaboradores actuais e passados desta revista, que vai com 36 volumes publicados. Relembramos que os Anais do Município de Faro foram fundados em 1969, pela iniciativa do Prof. José António Pinheiro e Rosa.

O tema central deste número é a República e conta com oito artigos de vários autores.

A.A.B.M.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ANTÓNIO JOSÉ DOS SANTOS POUSADA



António dos Santos Pousada era natural do Porto. Filho de Bernardo Pousada e de Maria Josefa Gomes, onde nasceu em 28 de Outubro de 1854.

Estudou na Escola Politécnica do Porto até 1884, tendo sido um dos estudantes contemplados com um prémio nesse ano que foi entregue em sessão solene realizada a 20 de Outubro de 1884.

Santos Pousada foi nomeado professor da escola industrial em concurso para professores em 1884, aprovado por portaria de 8 de Novembro de 1884 [Joaquim Ferreira Gomes, Estudos para a História da Educação no século XIX, Instituto de Inovação Educacional, Lisboa, 1996, p. 83, nota 3]. Santos Pousada foi colocado na Escola de Desenho Industrial Faria Guimarães, no Bonfim, cidade do Porto, por Despacho de 4 de Dezembro de 1884, tendo a escola sido inaugurada em 12 de Janeiro de 1885, com mobiliário emprestado pelo Instituto Industrial do Porto. Nessa escola matricularam-se 134 alunos para frequentar aulas nocturnas [Joaquim Ferreira Gomes, idem, p. 85]

Exerceu depois funções docentes na Escola Industrial Passos Manuel, em Vila Nova de Gaia.

Santos Pousada foi consultado sobre as modificações necessárias à adaptação do Palácio dos Cirnes, já que ele tinha sido adquirido pela Junta de Freguesia do Bonfim para aí se instalar, bem como as escolas primárias. Foi convidado António dos Santos Pousada, que depois de um estudo exaustivo redigiu o seu parecer num documento datado de 1888.

Considerado um homem culto e trabalhador, que muito se empenhou na causa da implantação da República, em especial na região do Porto. Em 1904, Santos Pousada pertencia à comissão municipal republicana do Porto. Participou de forma activa nas campanhas contra a Monarquia e na organização do movimento republicano.

Foi ainda um dos propagandistas da mutualidade no norte de Portugal, tendo participado em inúmeras realizações. Foi relator de teses que abordavam a contabilidade e a escrituração das associações de socorros mútuos, no Congresso Regional que se realizou no Porto em 1904. Participou também de forma activa no Congresso Nacional da Mutualidade que se realizou em 1911, na Sociedade de Geografia de Lisboa. Neste congresso foi eleito vogal do Conselho Central da Federação Nacional das Associações de Socorros Mútuos e foi vice-presidente da Comissão Oficial de Reforma do Mutualismo, competindo-lhe a organização dos modelos de escrita que deviam acompanhar o novo modelo de reforma.

António José dos Santos Pousada destacou-se como jornalista. Colaborou em diversos órgãos da imprensa republicana como Vanguarda, Voz da Beira, Voz da Justiça, Voz de Angola, O Alarme e A Democracia. Era correspondente do jornal República, em Espinho, terra onde vivia e era muito respeitado pela população. Foi ainda o fundador da obra beneficência O Vintém das Escolas.

Pertenceu à Maçonaria, desde 1885, onde desenvolveu intensa actividade, tendo prestado serviços relevantes à organização. Talvez um dos seus mais difíceis trabalhos tenha sido conseguir que a actividade maçónica não se extinguisse no Porto, após o 31 de Janeiro, tendo conseguido, com os poucos elementos que restaram reerguer a organização. Preparou em 1900 uma conferência maçónica nacional, facto que marcou a história da instituição. Tinha como nome simbólico, Championnet, tendo atingido o grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceite. Pertenceu à Loja Aurora do Lima, do Porto, onde foi venerável, mais tarde passou para a Loja Liberdade e Progresso. Em 1901 ascende ao grau 33.

Foi eleito deputado pelo Porto e colaborou em inúmeros jornais. Com a divisão do Partido Republicano após o 5 de Outubro, Santos Pousada filiou-se no Partido Republicano Evolucionista, liderado por António José de Almeida.

Faleceu a 6 de Outubro de 1912.

No dia 10 de Novembro de 1912, realizou-se na Liga das Associações de Socorros Mútuos uma sessão solene de homenagem a Santos Pousada. Presidiu à sessão João Pinto de Azevedo, presidente da direcção da liga, tendo sido escolhido para presidir à sessão José Ernesto Dias da Silva, presidente da Federação Nacional das Associações de Socorros Mútuos. Discursaram durante a sessão Luís de Queirós e Manuel Inácio Alves Pereira.


Fonte:
República, Lisboa, 08-10-1912,Ano II, nº 624, p. 1, col. 1 a 3.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
- MARQUES, A. H. DE OLIVEIRA, Dicionário de Maçonaria Portuguesa, vol. 2, Edições Delta, Lisboa, 1986.
- MARQUES, A. H. DE OLIVEIRA (Coord.), Parlamentares e Ministros da 1ª República (1910-1926), Col. Parlamento, Edições Afrontamento,2000.

A.A.B.M.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

COLÓQUIO: A EDUCAÇÃO NA REPÚBLICA: PASSADO, PRESENTE, FUTURO


Vai realizar-se no Instituto de Educação, da Universidade do Minho, o colóquio A EDUCAÇÃO NA REPÚBLICA: PASSADO, PRESENTE, FUTURO.

Ao longo de dois dias, 22 e 23 de Outubro de 2010, vão debater o estado da Educação em Portugal. Debruçando-se sobre o passado, analisando o presente e construir o futuro. Esperemos que discussões proveitosas que alterem o estado preocupante e o caminho cada vez mais duvidoso em que os nossos governantes têm gizado para o sistema educativo público.

O colóquio está organizado em quatro painéis:
I - Protagonistas Educativos e Participação
II - Governação da Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida
III - Movimentos, Experiências e Reformas
IV - Ideias, Ilustração e Utopia

Entre os participantes que vão apresentar as suas reflexões contam-se:
- Manuel Matos;
- Jorge do Ó;
- Ana Nunes de Almeida;
- Abílio Amiguinho;
- Alberto Melo;
- João Barroso;
- Luíza Cortesão;
- António Teodoro;
- Almerindo Afonso;
- Manuel Loff;
- José Madureira Pinto;
- João Arriscado Nunes;
- José Alberto Correia;
- Rui Canário;
- Isabel Alarcão;
- Rui D´Espiney.

Da Comissão Organizadora deste congresso fazem parte: Alberto Filipe Araújo, Ana Paula Martins, Fernando Azevedo, Fernando Guimarães, José Carlos Morgado, Licínio C. Lima.

O programa do colóquio pode ser consultado integralmente AQUI.

A acompanhar com toda a atenção
A.A.B.M.

DA MONARQUIA À REPÚBLICA NO CONCELHO DE CAMINHA. CRÓNICA POLÍTICA (1906-1913), POR PAULO TORRES BENTO


No passado fim-de-semana, foi apresentada em Vila Praia de Âncora e em Caminha a obra supra referida. Este estudo, analisa o contexo local em que se desenvolveu a propaganda republicana nos concelhos do Alto Minho. Por outro lado, acompanha os primeiros anos do regime republicano, permitindo perceber as alterações e as continuidades que se registaram na política local.

Com autoria de Paulo Torres Bento, esta obra merece a atenção dos nossos ledores, em especial os que se interessam pela História Local e pelas ramificações que o Partido Republicano desenvolveu na região do Minho.

A.A.B.M.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

BOSQUES DO CENTENÁRIO



CEM ANOS POR CEM ÁRVORES!. No ano da comemoração dos 100 anos da República vamos plantar 100 árvores e deixar um testemunho por mais 100 anos"

"A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, a Autoridade Florestal Nacional, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, a Quercus e o Movimento Cívico Limpar Portugal, juntaram-se para fazer da Floresta Autóctone Portuguesa uma grande causa para os próximos 100 anos. As florestas são um monumento vivo, a melhor memória e a melhor herança que podemos deixar para os próximos cem anos e para as gerações futuras.

O projecto Bosques do Centenário pretende assinalar a efeméride do Centenário da República com a construção um monumento vivo em cada um dos concelhos de Portugal.

O objectivo é, em cada município, proceder à plantação/sementeira de um pequeno bosque de 100 árvores (em local a ser definido pelo próprio Município), constituído exclusivamente por espécies autóctones da flora portuguesa..."

ler BOSQUES DO CENTENÁRIO AQUI

J.M.M.

COLÓQUIO INTERNACIONAL 1910-2010: COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO REPUBLICANAS


Nos próximos dias 21 e 22 de Outubro, vai realizar-se no Auditório do Edifício Central do Polo II, o Colóquio Internacional 1910-2010: Comunicação e Educação Republicanas.

Pode ler-se nas razões que se evocam para a realização do colóquio:

A educação, grande aposta dos republicanos, inspirava-se nas concepções iluministas, na filosofia positivista e na própria dinâmica gerada pela revolução francesa dos finais do século XVIII. Ela era entendida como essência da sociedade, o único meio capaz de vencer o obscurantismo de uma sociedade desigual que parecia parada no tempo e a ficar, cada vez mais, distanciada da Europa culta.

Entende-se, por isso, que os republicanos tenham projectado um sistema educativo e estratégias de combate ao analfabetismo como forma de vencer a inércia de uma sociedade profundamente iletrada. Tornava-se necessário apostar na mudança das mentalidades para uma transformação estrutural da sociedade e, deste modo, ser possível dinamizar o aparelho produtivo, consolidar as instituições democráticas, agitar o tecido social substituindo o súbdito pelo cidadão.

No seu ideal ético e utópico, conceberam e sonharam uma sociedade orientada por valores, que se queria mais livre, mais igualitária, mais aberta, mais tolerante, mais solidária, mais racional e mais laica a caminho da democracia.

Simultaneamente, surge neste período de transição entre o século XIX e o século XX, uma imprensa de combate muito relevante, numa primeira fase no desmoronamento da monarquia e, posteriormente, na divulgação dos ideais republicanos. Políticos, intelectuais, escritores todos colaboravam na estruturação do discurso de imprensa, que atingia progressivamente mais públicos de uma população cada vez mais letrada, devido ao investimento na educação.

Por outro lado, a propaganda republicana, a fim de vencer as barreiras do analfabetismo, apostou na divulgação de pequenos textos, na criação de coleções especializadas e na iconografia: a imagem era uma forma de chegar de um modo mais directo a todos os cidadãos. Assim, também postais, bilhetes, panfletos, caixas de alimentos, cartazes constituem um importante campo de investigação para quem queira entender o tipo de ideologia veiculada pelos primeiros republicanos do século XX.

Cem anos depois da Implantação da República, são muitas as heranças dos ideais republicanos que ainda suscitam o debate público: o laicismo nas escolas e nas instituições públicas, a educação para a cidadania, a liberdade de imprensa, a igualdade de oportunidades, a mobilidade social, o diálogo para a diversidade. Estas são razões mais do que suficientes para que promovamos uma discussão aberta em torno daquelas questões, no 3º Colóquio Internacional «1910-2010: comunicação e educação republicanas».


A comissão científica é constituída por:
Ana Teresa Peixinho, António Ferreira, António Martinho,António Pedro Pita, Clara Almeida Santos, Francisco Pinheiro, Isabel Calado Lopes, Isabel Nobre Vargues, João Amado, João Paulo Avelãs Nunes, João Rui Pita, José Vítor Ferreira, Luís Mota, Luís Reis Torgal, Manuel Prata, Manuela Tavares Ribeiro, Maria Amélia de Souza Reis

O programa completo conta com investigadores reputados que vêm apresentar o fruto das suas pesquisas e reflexões. Entre eles encontramos: Felisbela Lopes, Eduardo Sá, Mário Matos e Lemos, Jorge Ramos do Ó, Ernesto Castro Leal, Isabel Nobre Vargues, João Paulo Avelãs Nunes, António Gomes Ferreira, Luís Reis Torgal, João Rui Pita, Heloísa Paulo, entre muitos outros.

O programa detalhado do colóquio pode ser consultado integralmente AQUI.

A.A.B.M.

SÍMBOLOS DA REPÚBLICA - EXPOSIÇÃO E VISITA GUIADA


EXPOSIÇÃO: Símbolos da República - VISITA GUIADA pelos organizadores;
LOCAL - Átrio de Entrada da Reitoria da Univ. Lisboa (Cidade Universidade);
DIA - 20 de Outubro (15,30 horas);
PRESENÇA - António Valdemar (Academia Nacional de Belas-Artes), Fernando António Baptista Pereira (Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa) e o Reitor da UL, António Sampaio da Nóvoa;
ORGANIZAÇÃO - Academia Nacional de Belas-Artes/ Faculdade de Belas Artes.

J.M.M.

LA REVOLUCION PORTUGUESA



LA REVOLUCIÓN PORTUGUESA, por José Brissa, Tipografia de la Casa Editorial Maucci, Barcelona,1911

J.M.M.

ALEXANDRE HERCULANO NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA


No próximo dia 21 de Outubro, ao longo do dia, vai realizar-se na Academia das Ciências de Lisboa, a sessão comemorativa do Bicentenário do Nascimento de Alexandre Herculano.

O programa comemorativo apresenta-se tal como se descrimina abaixo:

10:00 Abertura pelo Presidente da Academia, Prof. Adriano Moreira
10:30 Prof. Luís Oliveira Ramos Herculano e os grandes movimentos políticos coevos
11:00 Intervalo
11.30 Prof.ª Maria Helena da Cruz Coelho Herculano e os “Portugaliae Monumenta Historica”
12:00 Prof. Artur Anselmo Herculano polemista
15:00 Prof. Humberto Baquero Moreno Herculano historiador
15:30 Prof. António Dias Farinha Herculano e os árabes
16:00 Intervalo
16:30 Prof. Raul Rosado Fernandes Herculano lavrador

17:30 Exposição Bibliográfica e Museológica sobre Alexandre Herculano

O colóquio e a exposição vão realizar-se na Academia das Ciências de Lisboa.

Sobre a personalidade em questão existem múltiplas referências na internet, mas algumas merecem o nosso destaque, como:
- O Universo numa Casca de Noz;
- Wikipedia;
- Arqnet-Dicionário Histórico;

Existem também alguns trabalhos académicos disponíveis, que merecem a atenção dos interessados na vida e obra deste ilustre romancista, poeta, político, bibliotecário e historiador.

Vejamos algumas sugestões que nos parecem ter qualidade:
- Maria de Fátima Marinho, O Romance Histórico de Alexandre Herculano;
- Eduardo Abranches de Soveral, Sobre as posições filosóficas, religiosas, e políticas de Alexandre Herculano
- António dos Santos Pereira, A Perspectiva Liberal de Alexandre Herculano
- João Bartolomeu Rodrigues, A Educação Na Revista "O Panorama"
- Maria Filipa Duarte Silva Avelar Pais,Alexandre Herculano e a Tradução

Relembra-se ainda a utilidade das notas sobre Alexandre Herculano que podem ser consultadas no seu processo AQUI.

A.A.B.M.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ÓSCAR DE ARAÚJO


Uma das figuras misteriosas que surge ligada à implantação da República em Portugal. Sem dúvida uma personagem marginal no processo, mas muito curiosa porque as referências são bastante pontuais. Não conseguimos esclarecer todas as nossas dúvidas, temos mesmo algumas situações que nos suscitam novas interrogações que provavelmente algum dos nossos ledores nos venha a esclarecer.

Este conjunto de notas sobre a biografia desta personalidade vem somente mostrar como muito ainda existe por esclarecer neste período. Vejamos então quem seria a personalidade em apreço:

Óscar de Araújo, jornalista português (brasileiro??), publicista e sociólogo, era republicano convicto e amigo devotadíssimo de Magalhães Lima.
Em 1878 pertencia à Sociedade Positivista do Rio de Janeiro, sendo um dos seus fundadores, juntamente com Benjamin Constant Botelho de Magalhães e Joaquim Ribeiro de Mendonça. Estudou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde contactou com estas personalidades e as ideias positivistas .

Óscar de Araújo chegou a Paris em Agosto de 1890, encontra-se no Le Matin, de 30 de Agosto de 1890, referência à sua chegada. Segundo este jornal, ele já dispunha de algumas simpatias na Cidade-Luz porque tinha sido correspondente de vários jornais franceses no Brasil e vinha ocupar o seu lugar na legação brasileira nesta cidade. Em Janeiro de 1891, Óscar de Araújo foi nomeado pelo Ministro do Brasil em França para elaborar todas as comunicações à imprensa que possam esclarecer o público sobre todos os acontecimentos políticos que vão ocorrendo na República dos Estados Unidos do Brasil.

Em Março de 1891, foi exonerado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do exercício das funções de segundo secretário da embaixada em Paris.

A revista francesa Le Rappel, umas das representantes da esquerda e da esquerda radical que sai em defesa da república brasileira na França, publicando em suas páginas inúmeras cartas e entrevistas de alguns políticos brasileiros, como foi o caso de José do Patrocínio e de Oscar de Araújo, em particular entre Novembro de Dezembro de 1889 e durante o mês de Dezembro de 1891. [Cf. Le Rappel, Paris, 1889]

Era sócio do Instituto Internacional de Sociologia, de Paris, em 1896. Tomou lugar no 3º Congresso do Instituto Internacional de Sociologia, que se realizou em Paris, entre 21 e 24 de Julho de 1897. Participou na discussão acerca do papel da justiça criminal no futuro.

Instala-se em Londres em 1900/1901, residindo em Redeclirff Square, colabora com diversos órgãos da imprensa escrita inglesa e internacional, goza de algum prestígio. Detentor de alguma ilustração, insinuante, activo e perscrutador, desenvolve actividade associativa sendo vice-presidente da Associação dos Jornalistas Estrangeiros e Presidente da Câmara de Comércio Anglo-Portuguesa, onde desenvolveu esforços durante vários anos.

Publicou, em 1909, uma carta no jornal O Mundo a dar conta da visita de D. Manuel a Inglaterra. Terá sido também ele a influenciar a publicação no Machester Guardian de uma nota critica sobre o potencial casamento do monarca com a família real britânica .

Óscar de Araújo dispunha em Londres de grandes relações de amizade com importantes figuras do meio político e económico. Conhecem-se as suas relações com personalidades como: Lord Avebury, barão de Rothschild, o então Governador do Banco de Inglaterra, sr. Johnson, barão de Erlanger, marquês de San-Giuliano, embaixador de Itália, ministro do Brasil, marquês Faa di Bruno, Mercadier, dirigentes da agência Havas, etc.

Rocha Martins no Arquivo Nacional considera Óscar de Araújo “uma espécie de jornalista e de agente secreto, manejador de manobras de vários jaezes”. Na descrição que dele fez, o publicista português afirmava: “era inteligente, activo, misterioso em demasia. Equilibrava-se nos seus proventos. Os confessáveis consentiam na representação de alguns jornais brasileiros; os outros eram de várias castas. Sabia segredos, conhecia muita gente nos diversos escalões sociais. Uns diziam-no brasileiro, mas era português e emigrara há anos; arribara a Londres, onde mercê do seu título de jornalista tinha entrado no Foreing Office, sendo das relações de um ou outro político.” [Arquivo Nacional, Lisboa, 1937, p. 431]

Publicou:
- Considerações geraes sobre os cemitérios, A. Roger et F. Chernoviz, 1887
- Monisme et Positivisme, 1889, 36 p.
- Le fondateur de la Republique Brésilienne, Benjamin Constant Botelho de Magalhães. Discours prononcé à la séance commémorative de l'avènement de la République Brésilienne célébrée le 18 novembre 1891 au siège de la Société positiviste de Paris. — Paris, L. Boulanger (s. d.), 24 p. Avec portrait.
- L'idée Républicaine au Brésil, Paris, Perrin et Cª , 1893, 155 pages
[Versa sobre os precursores da ideia republicana e a política imperial como desvio na tradição republicana do Brasil. A seguir o autor discorre sobre a propaganda republicana, sobre Benjamim Constant, sobre os acontecimentos do dia 15 de Novembro e os factos políticos do período imediato à queda do Império].
- “Le mouvement social au Brésil de 1890 à 1896”, Revue internationale de Sociologie, Mai 1896.— Paris, V. Giard et E. Brière, 1896, 11 p.
- “Portugal. La situation politique. L’ état économique du Pays”, Révue Politique et Parlementaire, Paris, Ano 4, Tomo 12, nº 34, p. 184-186.[artigo da autoria de Jaime Magalhães Lima, traduzido por Óscar de Araújo].
- “Le féderalisme au Brésil et dans les Republiques Hispano-americaines”, Révue Politique et Parlementaire, Paris, Mars 1899, Ano 6, T. 19, p. 588-605.
- Uma viagem a Hollanda, J.G. Veldheer,W. Sluiter,Oscar d' Araújo, M.J. Brusse, W.L. & J. Brusse, 1912, 63 páginas
- Jardim, António da Silva. Memórias e viagens; I: campanha de propaganda, 1887- 1890. Pref. Óscar de Araújo, Lisboa, Companhia Nacional Editora, 1891. 468 p.
[No prefácio, Óscar de Araújo procura interpretar o papel de Silva Jardim no cenário político no momento em que inicia sua propaganda republicana e resume as actividades do propagandista. Silva Jardim conta suas reminiscências de propagandista da campanha republicana e nos informa sobre os fundamentos filosóficos de suas ideias políticas. Em anexo constam os artigos publicados pela imprensa brasileira e europeia em 1891, em memória de Silva Jardim, por ocasião do seu desaparecimento ocorrido tragicamente em Nápoles, no Vesúvio, em 1º de Julho de 1891.]

Colaborou no Economista Português, no Financial Times, no Finantial News, no Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), Diário de Notícias (Lisboa), O Mundo (Lisboa) entre outros.

Dirigiu um jornal em Lisboa, em 1911, intitulado O Jornal.

“Auxiliando os trabalhos da missão dos republicanos a Londres em 1910 esteve Óscar de Araújo, que a apresentou na capital inglesa, conservando porém, para o governo português, de que era representante, o conveniente grau de alheamento da acção conspiradora.

Ao ser ela conhecida mais tarde, tentar-se-ia uma censura ao Directório pela falta de reconhecimento a esses manejos, mas Óscar de Araújo fazia retroceder os censurantes com a seguinte carta (23 de Novembro de 1910) onde a República em Portugal, apareciam, já sem segredos, os serviços à causa:
«Ilmo. Sr. Sr. Director do Economista Português
Meu caro amigo: - Acabo de ler no seu Economista o artigo: «Quem apresentou o Directório em Londres» em que a sua amizade lhe fez dizer a meu respeito, muitas coisas amáveis que eu agradeço penhoradíssimo. Preciso, entretanto, protestar contra a censura que vª. Exª faz, ou, antes, insinua, por não ter sido tornada pública a minha colaboração na obra diplomática republicana lá fora. É certo que o meu nome nunca apareceu nas publicações do partido, mas isso foi unicamente ditado pela necessidade evidente de não desvendar a minha acção em Londres. José Relvas, em carta que me dirigiu para Londres, de volta da missão, escreveu-me:

Sem as circunstâncias especiais que aconselham uma grande reserva, o Directório e a Junta far-lhe-iam uma manifestação pública do seu reconhecimento.
O Directório, aliás, manifestou o apreço em que tinha a minha cooperação diplomática, dirigindo-me o seguinte ofício, que transcrevo, para que não prevaleça a injustiça que vª Exª lhe faz:

Ilmo. E Exmo. Sr. Óscar de Araújo, vice-presidente da Sociedade dos Jornalistas Estrangeiros – Londres.
Ilmo. e Exmo. sr. – O directório do Partido Republicano Português e a sua Junta Consultiva foram largamente informados, pelo delegado do Congresso do Porto, José Relvas, da valiosíssima colaboração que v. exª. Teve na missão realizada recentemente em Londres pelos representantes do partido republicano. Foi muito apreciada a forma como V. Exª auxiliou a obra da missão e o concurso que lhe deu para tornar possível um dos factos a que ligamos a maior importância. O Directório do partido, significando a vª. Exª os seus sentimentos de sincera gratidão, desempenha-se também da missão que lhe foi incumbida pela junta de a associar na presente mensagem de agradecimento. Assim, podemos afirmar que não somos apenas representantes do sentimento de alguns republicanos, mas que na realidade expressamos o reconhecimento de todo o partido republicano. Aceite vª Exª as homenagens de muita consideração com que somos – De vª Exª attº ven. Obº- Teófilo Braga, Inocêncio Camacho, Eusébio Leão, José Relvas, José Barbosa»

Já vê, pois, meu amigo que o pouco que eu pude fazer pela causa republicana em Londres, antes de proclamada a República, foi largamente reconhecido pelo Directório em nome de todo o partido republicano português. Também do meu trabalho diplomático, depois de proclamada a República, o meu amigo Magalhães Lima informou o governo, segundo me telegrafou para Londres. Foi, pois, vª Exª. Injustíssimo com o Directório, a Junta do Partido republicano e os membros da missão ao estrangeiro, atribuindo-lhes o desconhecimento dos meus humildes serviços diplomáticos em Londres, e, por isso, obsequiava-me publicando esta carta no próximo número do «Economista». Agradecendo-lhe, de antemão, mais esse favor, peço-lhe que me creia sempre seu amigo sincero e obrigado, Óscar de Araújo

Recentemente, Jorge Morais, na sua obra Com Permissão de Sua Majestade (Lisboa, Via Ocidentalis, 2005, p. 118 e ss) , dedicou algumas referências a esta personalidade.

O Almanaque Republicano, acrescenta mais alguns elementos que podem contribuir para desvendar mais sobre Óscar de Araújo, mas tornava-se necessário uma pesquisa mais continuada e aprofundada acerca do papel que desempenhou, bem como dados biográficos fundamentais que ainda não conseguimos localizar, mas que aqui podem ser completados.

ADITAMENTO:
Segundo o Diccionario Bibliographico Brazileiro, de Augusto Victorino Alves Sacramento Blake, vol. VI, Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1900, p. 338, Óscar de Araújo seria natural do Rio de Janeiro, onde terá nascido a 28 de Março de 1860, filho de António de Arvile Araújo e de Elvira Ribeiro de Araújo. Preparou-se para frequentar a Escola Politécnica, mas acabou por frequentar o curso de medicina em Paris, onde trabalhou como explicador de Matemática. Foi ainda externo dos hospitais de Paris.

Foi correspondente do Brésil, Revista Ocidental de Paris, do Século e Temps, de Paris. Publicou ainda Un Apôtre de la Republique en Brésil, Paris, 189?; Considerações Gerais sobre os cemitérios do Rio de Janeiro, Paris, s.d.


A.A.B.M.

RAUL PROENÇA – OBRA POLÍTICA


RAUL PROENÇAObra Política, Seara Nova, Lisboa, 1972 (1975), IV vols

"Uma República nova? Sim, uma República nova, mas que, ao contrário da do Sidónio Pais, se prepare em plena luz, e não na escuridão e no silêncio das alfurjas revolucionárias; viva do apoio dos republicanos, e não do dos monárquicos; trabalhe para a realização das ideias radicais, e não das conservadoras; e seja, enfim a salvação definitiva da República, e não a mise-en-scène da restauração monárquica. Sidónio quis renovar a República, e, em vez de caminhar no sentido do futuro, pôs-se aos recuos para o passado. Não há talvez maior exemplo de ininteligência política do que a obra desse pobre grande homem amado das condessas, que ara salvar a República a entregou nas mãos dos seus inimigos!"

Raul Proença, in Obra Política de Raul Proença, vol II, p. 123 (aliás in Seara Nova, nº2, 5 de Novembro de 1921)

J.M.M.

SEBASTIÃO DE MAGALHÃES LIMA



FOTO: "Nouvel ambassadeur de la 'République Portugaise' Magalhães Lima", Outubro de 1910 (Agence Rol) - via Gallica

J.M.M.

ELEIÇÕES


"Quando um corpo cai sobre outro, pode não o despedaçar, mas aquece. Também em todas estas lutas cívicas aquecemos e vamos mais e mais excitando em nós o espírito republicano revolucionário.

Sim! Todos os republicanos portugueses somos hoje revolucionários, não o podemos deixar de ser, somo-lo por necessidade.

A revolução é o conflito fatal entre um regime que se torna cada vez mais reaccionário e uma sociedade que se torna cada vez mais avançada. Não podendo operar-se o progresso da nação pelo progresso das instituições, opera-se em luta contra elas; e, não podendo portanto chegar-se à República pela evolução do poder, tem de chegar-se lá pela revolução popular. É inevitável. E é o que tem de acontecer entre nós, porque nos últimos anos a nação portuguesa incessantemente progrediu e o regime incessantemente retrogradou.
"

Bernardino Machado, Eleições Locais - Conferência pronunciada na Sede da Comissão Municipal Republicana de Lisboa em 16 de Outubro de 1908, Typ.Bayard, 1908

via blog Literatura & Filosofia

J.M.M.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

AS ASSOCIAÇÕES SECRETAS E A PRIMEIRA REPÚBLICA, CONFERÊNCIA PELO PROF. ANTÓNIO REIS, EM LOULÉ


Vai realizar-se amanhã, dia 16 de Outubro, pelas 18 horas, no Salão Nobre dos Passos do Concelho, em Loulé, uma conferência intitulada As Associações Secretas e a Primeira República, pelo Prof. António Reis (Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano - GOL).

Uma conferência que o Almanaque Republicano não pode deixar de divulgar junto de todos os nossos ledores, pelo interesse que estas matérias suscitam na opinião pública.

A.A.B.M.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A CASA MUSEU LEAL DA CÂMARA, CONFERÊNCIA POR ÉLVIO MELIM DE SOUSA


Vai realizar-se hoje, a partir das 18 horas, nas instalações da Hemeroteca Municipal de Lisboa, a conferência do Mestre Elvio Melim de Sousa, Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Sintra, subordinada ao tema A Casa Museu Leal da Câmara.

A conferência realizar-se-à a Sala do Espelho.

As instalações e contactos constam da imagem utilizada para realizar a divulgação desta actividade.

A acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

QUATRO LINDAS CANTIGAS



"QUATRO LINDAS CANTIGAS / sendo a Primeira e a Segunda / a / Morte do Rei / executada pelo Heroico Professor / Buiça e o Estimado Caixeiro Costa / e a Terceira a Morte de / D. Ignez de Castro / que foi Barbaramente Assassinada à mão / de 3 Bandidos / e a Quarta / a Morte da Infeliz Varina / Uma Linda Poesia de Namoro do / Tio com a Sobrinha / Preço 40 Réis"

via Centro Documentação 25 de Abril

J.M.M.

AVEIRO - JORNADAS DE HISTÓRIA LOCAL



JORNADAS de História Local e Património Documental [em Aveiro];

PARTICIPAÇÃO: António Lopes / João da Rocha Pinto / Ana Paula Lima & Helena Isabel Medeiros / Manuel Ferreira Rodrigues / Luís Souto / João Gonçalves Gaspar / Flávio Sardo;
LOCAL - Edifício da Antiga Capitania de Aveiro;
DIA - 15 de Outubro (9 horas);
ORGANIZAÇÃO - Câmara Municipal de Aveiro / Divisão de Bibliotecas e Arquivos.

J.M.M.

A REPÚBLICA E A IGREJA NO ALGARVE, PELO Pe. AFONSO DA CUNHA DUARTE


Vai ser apresentado no Museu do Traje Algarvio, em S. Brás de Alportel, no próximo dia 15 de Outubro de 2010, pelas 18 horas, a investigação que o Padre Afonso Cunha realizou sobre a República e a Igreja no Algarve.
Este investigador procurou sobretudo analisar e contextualizar as atitudes e comportamentos registada no Algarve na 1ª República, em particular com a promulgação da lei da separação, que na opinião deste autor "culmina toda a acção levada a cabo durante o período do beneplácito régio".

Pode ler-se na introdução da obra:

“A Igreja no Algarve ao assinalar os cem anos da implantação da República, reflete sobre o que aconteceu e não tem qualquer gesto revindicta ou de protesto tardio por ser sido maltratada, espoliada dos seus bens e da perseguição aos seus membros por ações republicanas jacobinas.(…) Hoje está mais empenhada com o presente e com o futuro."

O Padre Afonso Cunha tem realizado e publicado alguns trabalhos dedicados a esta temática. Iniciou, no ano passado, a publicação de um conjunto de artigos publicados no jornal Folha de Domingo, que podem ser consultados: Aqui, Aqui, Aqui, Aqui, ou Aqui,onde apresenta um conjunto de informações curiosas sobre a região.

Afonso Duarte centra geralmente a sua atenção no concelho de S. Brás de Alportel, embora desta vez tenha alargado a sua análise a todo o Algarve. Entre as suas funções, enquanto eclesiástico destaca-se a actividade como director do Arquivo Diocesano da Diocese do Algarve. Entre as suas publicações destacam-se:
- São Brás de Alportel : memórias, 2 vols, 2005-2008;
- "Outubro de 1910: os são-brasenses descem à cidade", Anais do Município de Faro, vol. XXVI, Faro, Câmara Municipal de Faro, 1996, p. 11-29.

Uma iniciativa a acompanhar.
A.A.B.M.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

AS TREZE, O LESBIANISMO E A 1ª REPÚBLICA


TERTÚLIA – As Treze, o Lesbianismo e a 1ª República;
PARTICIPAÇÃO: São José Almeida e Manuela Góis;
LOCAL - Livraria Pó dos Livros (Avenida Marquês de Tomar nº89);
DIA - 13 de Outubro (18,30 horas);
ORGANIZAÇÃO - UMAR.

"Ao assumir na lei e nas instituições sociais a família nuclear burguesa, patriarcal e heterossexual, e o ideário do "homem novo" ao serviço da sociedade, a Primeira República foi o período em que, na sociedade portuguesa, a homossexualidade deixou de ser apenas pecado e passou a ser assim também doença e crime. Olhadas de uma nova forma, as relações afectivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, passaram a ser combatidas de nova forma com o fim de serem extirpadas da sociedade. Assim, os comportamentos homossexuais passam a ser estigmatizados, omitidos e atirados para a não existência e em particular o lesbianismo assume novos contornos de invisibilidade" [via UMAR]

J.M.M.

EXPOSIÇÃO MARINHA NA REPÚBLICA


Está patente a exposição A Marinha na República. A exposição está organizada em dois núcleos. Um nas Instalações Centrais da Marinha, junto ao Terreiro do Paço e outro núcleo encontra-se exposto no Museu da Marinha.

No primeiro núcleo expositivo abordam-se os dias que antecederam a implantação da República. Evocam-se aqui algumas das principais figuras da Marinha que estavam ligadas à causa republicana, como por exemplo: Machado Santos, João Augusto Fontes Pereira de Melo, José Mendes Cabeçadas, Carlos da Maia, João Fiel Stockler, Tito de Morais, Sousa Dias, Ladislau Parreira, entre outros

Um segundo núcleo, referente aos Navios que a Marinha possuía em 1910 e em especial aos surtos no porto de Lisboa aquando da Revolução, estará patente no Museu de Marinha.

A exposição “A Marinha na República” estará patente entre 1 de Outubro de 2010 até 5 de Janeiro de 2011, das 10:00 às 17:00 horas, nos locais referidos.

Para mais informações consultar AQUI ou consultar o último número da Revista da Armada, com referências aos acontecimentos e algumas das personalidades acima referidas.

Uma actividade a seguir com toda a atenção.

A.A.B.M.

ACTAS DAS SESSÕES DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA (1908-1910)



A Hemeroteca Municipal de Lisboa disponibiizou online as "Actas das Sessões da Câmara Municipal de Lisboa" do anno de 1908 a 1910.

ler AQUI as importante Actas das Sessões da C.M. de Lisboa.

J.M.M.

ESTUDOS SOBRE A I REPÚBLICA EM S. BRÁS E EM FARO, POR PAULO PIRES


Foi apresentado publicamente no passado sábado o livro de Paulo Pires, intitulado Estudos sobre a I República em S. Brás e Faro, editado pela Câmara Municipal de S. Brás de Alportel. Esta obra vem enriquecida com um conjunto epistolográfico inédito de João Rosa Beatriz, o grande obreiro que conduziu à criação do concelho de S. Brás de Alportel.

Publicam-se vários estudos deste autor, sobre a temática da República, com enfoque nos antecedentes da Revolução e no período que conduziu ao estabelecimento do concelho, bem como o processo que conduziu à separação do concelho de Faro, vejamos alguns dos títulos que compõem a obra:

- Faro versus S.Brás: contexto e evolução sociopolíticos de um «divórcio» polémico (1910-1915)
- A indústria corticeira algarvia e o caso de S.Brás (1900-1916)
- Subsídios para a história das estruturas partidárias e competição eleitoral no concelho de Faro em finais da Monarquia (1906-1910)
- O impacto da reforma pedagógica republicana em Faro e S.Brás (1908-1914).

Uma obra de História Local que merece divulgação junto de todos os interessados. Consideramos enriquecedor para a obra a publicação de alguma epistolografia até aqui inédita de João Rosa Beatriz, que nos suscita curiosidade pessoal.

A.A.B.M.

HELIODORO SALGADO - EXPOSIÇÃO NA TROFA


EXPOSIÇÃOHeliodoro Salgado e a República;
LOCAL - Casa da Cultura de Trofa;
DIAS - 5 de Outubro a 30 de Outubro de 2010;
ORGANIZAÇÃO - Câmara Municipal de Trofa.

NOTA: Heliodoro Salgado (1861-1906) – que tivemos oportunidade de averbar no Almanaque Republicano – foi um dos mais importantes propagandistas republicanos, um "anarquista intervencionista" [como já se referiu] e militante anticlerical assumido. Sobre Heliodoro Salgado ... ler mais AQUI.

J.M.M.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

TOPONÍMIA REPUBLICANA EM LOULÉ, POR JORGE PALMA


Vai realizar-se amanhã, dia 9 de Outubro, pelas 15h, no Arquivo Municipal de Loulé, a conferência de Jorge Palma, intitulada Toponímia Republicana em Loulé.

Jorge Filipe Maria da Palma é Engenheiro do Ambiente. Trabalha como técnico superior na Câmara Municipal de Alcoutim, mas tem também realizado um interessante trabalho de investigação no âmbito da história local. Pertence à comissão de toponímia municipal de Loulé. Publicou entre outros textos o Dicionário Toponímico. Cidade de Loulé, em 2009.

Uma conferência a que os louletanos são chamados a participar, em especial os interessados na história da sua terra.

A.A.B.M.

GRÉMIO LUSITANO Nº 16 (ESPECIAL) - REVISTA


Saiu a revista nº16 Grémio Lusitano (Especial - II semestre 2010) [Propr. Grémio Lusitano; Editor: Grémio Lusitano; Director: António Lopes; Director-Adjunto: Salvato Teles de Menezes, António Lopes; Coord.: A.L., S.T.M., Silvino G. Silva], contendo alguns curiosos textos, entre eles:

Vários textos, das intervenções no decorrer do IV Rassemblement Maçonnique International [o tema foi, "A Actualidade dos Valores Republicanos"], realizado em Lisboa, nos dias 16-17 de Abril de 2010 ["60º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem", por Gérard Fellous / "Ética Republicana uma ética constitucional", de Paulo Ferreira da Cunha / "Valores e referências", da Grande Loja de Marrocos (Unificada) / "Como a actualidade dos valores republicanos depende das suas origens", por Ina Pipéraki (da Ordem Maçónica Internacional Delphi) / "Os valores republicanos", por Alexandre Camargo Malachias (do Grande Oriente Paulista) / "As perspectivas dos valores republicanos a partir de um olhar sul americano", por Elbio Laxatte Terra (Grão Mestre do Grande Oriente da Franco-Maçonaria do Uruguai) / "Fraternidade" (via Grande Loja Nacional Unida da Roménia) / "A relação entre os valores republicanos e os valores maçónicos", por Jacques Gerard (do Grande Oriente do Congo Brazaville) / "A actualidade dos valores republicanos", pela Grande Loja Feminina de França / "Repensar a laicidade para o século XXI", por Catherine Kintzler / "Porque sou republicano", por Amadeu Carvalho Homem]

… e ainda, "A criação cultural no espaço Europeu", texto de Rui Vilar no ciclo de Conferências "O Futuro da U.E." (promovido pela Loja Europa) / um notável texto, "Algumas opiniões a propósito da República e da Educação", por Adolfo Lima [n.s., Loja Acácia] / "A Maçonaria e o monumneto a D. Pedro IV", sob a pena de Luís Ribeiro, (n.s.) da Loja Bomtempo] / "Recordando 1910", de António Lopes / um importante trabalho sobre "A Maçonaria no Feminino", por Teresa S. C. & António Lopes / "Á Glória do meu Supremo Arquitecto do Universo" [curioso texto de Jasão (n.s.) da Loja Hereges] / "Constituições da primeira Grande Loja", por João D. Lobeira [(n.s.) da Loja Convergência] / um excelente texto, "Os Jardineiros da Rosa", de José Marti, [n.s. da Loja Ocidente] / "S. João Baptista e S. João Evangelista", por Cephas (n.s.), da Loja O Futuro / um estimado trabalho de Carlos Ventura [Loja Universalis] sobre "Francisco Ferrer" / a biografia de "Florêncio José Terra" (natural da cidade da Horta, onde leccionou Ciências e Matemática, tendo sido jornalista, contista e ensaísta e destacado associativista, tendo pertencido à Sociedade Amor da Pátria, associação profana da Loja Amor da Pátria), por Abel (n.s.), da Loja Renascer / biografia de "Américo Amorim Alves Leitão" [1908-1982, antigo comerciante com loja na Rua da Prata, casa Leitão; foi iniciado, n.s., Febo Moniz, em 5 de Outubro de 1929, tendo tido uma participação importante em prol da maçonaria e contra a ditadura (integrou o MUD)], por Joaquim Manuel Grave dos Santos & António Lopes / uma estimada biografia de Luciano Inácio Félix (iniciado em 1903 na Loja 1º Janeiro, de Lisboa, com n.s. de Luciano, e tendo atingido o 33º Grau do REAA), com referências várias à maçonaria na antiga colónia de Moçambique (desde 1872, data da instalação da Loja Humildade), por António Lopes.

J.M.M.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A HEROÍNA AMÉLIA SANTOS NA ROTUNDA DA AVENIDA



NA ROTUNDA DA AVENIDA, A HEROINA AMELIA SANTOS

"Na Rotunda da Avenida, a heroína Amélia Santos [Visual gráfico]. - [S.l. : s.n.], 1910 ([Lisboa] : Typ. A Editora. - 1 postal : p&b ; 9x14 cm. - Postal comemorativo da implantação da República Portuguesa. - Por detrás da barricada, grupo de revolucionários rodeiam Amélia Santos de pistola apontada"

via BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL

J.M.M.

REPÚBLICA DIGITAL NA BNP


A Biblioteca Nacional de Portugal criou o espaço República Digital, onde é possível encontrar um conjunto interessante de publicações entre elas destacamos:

- Alma Nacional, 1910

- Galeria Republicana: Dr. António José de Almeida, 1906

- A Portuguesa, Hino de Henrique Lopes de Mendonça e Alfredo Keil

- As Constituintes de 1911 e os seus deputados

- A Forja da Lei, por Joaquim Madureira

- Os Partidos Políticos na República Portuguesa, de Cunha Leal

entre várias outras sugestões.

Um espaço a visitar e onde se pode recolher informação útil e importante para compreender a época. Muito importante seria contudo continuar com uma política de actualizações regulares deste espaço.

A consultar regularmente.

[NOTA IMPORTANTE: clicando nos links, consegue-se o acesso às obras acima referidas]

A.A.B.M.

RES PUBLICA:CIDADANIA E REPRESENTAÇÃO POLÍTICA EM PORTUGAL, 1820-1926


Foi inaugurada ontem, na Assembleia da República, e hoja na Biblioteca Nacional a exposição comissariada pelos Professores Fernando Catroga e Pedro Tavares de Almeida sobre o contexto em que se desenvolveu o republicanismo.

Esta exposição desenvolve-se em dois pólos e procura realçar alguns momentos como os das:

permanências e das rupturas com o constitucionalismo monárquico e, até, das diferenças entre as propostas do Partido Republicano Português anteriormente ao 5 de Outubro e as opções que os constituintes republicanos maioritariamente aprovaram, os estudos aduzidos no catálogo da exposição procedem ainda a uma análise comparativa com outros regimes republicanos, da Europa ao Brasil, não obstante o federalismo republicano inscrito pela grande nação sul-americana depois da implantação de novo regime em 15 de Novembro de 1889, tanto quanto perante as diversidades europeias entre a Europa do Sul em que os regimes republicanos encontraram terreno mais fértil para a sua implantação e a esmagadora maioria dos estados do Norte que optou por monarquias constitucionais.

Para mais informação e contactos, consultar a página da Biblioteca Nacional AQUI.

Uma actividade a não perder.
A.A.B.M.

O LYCEU DE CAMÕES NA 1ª REPÚBLICA (1910-1930)



EXPOSIÇÃO:"O Lyceu Camões na 1ª República (1910-1930)"
LOCAL: Biblioteca da Escola Secundária de Camões
DATAS: 4 a 15 de Outubro de 2010

HOJE, DIA 7 de Outubro, realizou-se uma Conferência: "A Mulher na República", pelo Dr. Paulo Guinote

DIA 11 de Outubro: Conferência - "Porque se perdeu a 1ª República", pelo Dr. Fernando Rosas

ver TODAS as ACTIVIDADES AQUI

J.M.M.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

SAÚDE E FRATERNIDADE


No dia do Centenário da República, o Almanaque Republicano saúda a República e todos os que defendem as causas da Justiça, da Liberdade, da Cidadania, da Democracia, da Igualdade de Oportunidades e da Fraternidade.

Um agradecimento aos ledores que nos têm vindo a acompanhar(não só através do blogue, mas também pelo Facebook, onde o Almanaque está presente), a enviar informações e a incentivar, nesta demanda contínua que é fortalecer o espírito e o ideário da Res Publica. A todos eles o nosso abraço fraterno.

Não podemos deixar de assinalar os mais de 130 000 a 150 000 visitantes que passaram pelo blogue, as mais de 200 000 páginas visitadas e os mais de 1200 artigos já publicados demonstram algo.

Não vamos certamente desistir. Este é um trabalho para continuar em prol da Res Publica.

Viva a República!
Viva Portugal!

A.A.B.M.
J.M.M.

5 DE OUTUBRO DE 1910




À Memória de Machado Santos e seus companheiros da "Rotunda" (entre eles os sargentos Laurino Vieira, Firmino da Silva Rego, José Soares da Encarnação, Ernesto José dos Santos, Ernesto Joaquim Feio, Francisco Garcia Tereno, Matias dos Santos, Francisco Alexandre Lobo Pimentel, Manuel da Conceição Silva), a Luz de Almeida e a António Maria da Silva, a Miguel Bombarda e Cândido dos Reis (ou Hélder Ribeiro, Aragão e Melo), aos "elementos civis" (como Malva do Vale, Celestino Steffanina, Feio Terenas, Francisco da Silva Passos, Marinha de Campos, Visconde Ribeira Brava) que resistiram e enfrentaram as forças monárquicas, ou os "bons primos" em Alcântara, os de Algés (aqui chefiados pelo médico José Paulo Macedo Bragança), os do Montijo (sob direcção do dr. Carneiro Franco), os que se lançaram na tomada do Quartel da Municipal (livreiro Gomes de Carvalho, Carlos Amaro, Dias da Costa, o carteiro Luís da Silva, Luís da Câmara Reis, ourives António Costa, Lúcio dos Santos, Álvaro Bossa, António Ferreira), aos marinheiros sublevados dos cruzadores Adamastor (sob comando de Mendes Cabeçadas), S. Rafael (sob comando de Tito de Morais, José Malta, José de Carvalho) e D. Carlos (que é tomado por Carlos da Maia), aos oficiais e sargentos que tomaram o Quartel dos Marinheiros (tenentes Sousa Dias, Ladislau Parreira, Carlos da Maia, Henrique da Costa Gomes, Guilherme Rodrigues, Vitorino Gonçalves dos Santos, José Rodrigues da Silva, Armando Barata, António Correia da Silva), aos oficiais conjurados (Vasconcelos e Sá, Costa Gomes, Mariano Martins, João Fiel Stockler, Silva Araújo, Melo Guerreiro, Estevão Pimentel, Victorino de Sousa, Jayme Teixeira, Narciso de Sousa, José Afonso Pala, Sá Cardoso, Alberto Freire Quaresma, Alberto Camacho Brandão, Jaime Pinto Garcia, Alberto da Silva Pais, Manuel Luís dos Santos, Lobo Pimentel, Firmino Rego, Mauro do Carmo, Alberto Pais, Velhinho Correia, Carvalhal Henriques), aos alunos da Escola do Exército (Humberto de Ataíde, Ribeiro Gomes, Sarmento Pimentel, Viriato de Lacerda, Meneses e Marreca, Inácio de Azevedo, Adolfo Trindade), aos "civis" que proclamaram a República na madrugada do dia 4 de Outubro em Loures, Barreiro ou Moita, aos elementos da Comissão de Resistência da Maçonaria, aos jornalistas Hermano Neves (O Mundo), David Salsa (O Século), aos revolucionários civis (artista Alberto de Sousa, prof. António Ferrão) e muitos mais.

J.M.M.

QUE VIVA A REPÚBLICA!



"... Governar é fazer, dia a dia, a equação dos costumes. É traduzir em leis a dinâmica viva das almas e dos interesses. As questões económicas ou religiosas têm dentro da filosofia uma solução ideal, e dentro da política e do governo uma solução concreta e transitória. Não se inventam nações, imaginando códigos. Os códigos estão para as nações como os vestidos para os corpos. Quando a estatura cresce amplia-se o vestido, alarga-se o direito. A Pátria Portuguesa não cabe dentro da monarquia, por culpa da monarquia. Aspira à justiça e dão-lhe burlas, aspira à ciência e dão-lhe trevas, aspira à honestidade e dão-lhe roubos, aspira ao bem-estar e dão-lhe fome, aspira à extinta luz, à extinta glória, e dão-lhe infâmias e sarcasmos, inquisições e tiranias.

Hoje só pode salvar-se por si própria, por um acto de grandeza moral e de heroísmo colectivo. Sem força física, vive-se ainda. Mas, quando se morre mortalmente, acaba-se de vez.

Salvemo-nos por uma República, mas uma República Nacional fundada na ordem e no direito, no trabalho e no amor, na liberdade e na harmonia. Que viva a República, para que viva a Pátria de nós todos!
"

Guerra Junqueiro, Mensagem de G. Junqueiro ao Congresso do Partido Republicano, em 25 de Abril de 1908 [in, Vida Mundial, nº1634, 2/10/1970]

VIVA A REPÚBLICA!
Saúde e Fraternidade

J.M.M.
A.A.B.M.

domingo, 3 de outubro de 2010

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA EM CONDEIXA-A-NOVA


No Município de Condeixa-a-Nova vão decorrer também as comemorações do Centenário da República conforme o ilustra a imagem acima. Destaca-se a conferência com a Professora Irene Pimentel e com Filomena Beja, sobre As Mulheres e a República.

Segue-se depois uma exposição sobre o Movimento Republicano Condeixense a que se seguirá um apontamento histórico sobre Condeixa a e República.

Uma iniciativa a acompanhar com atenção.

A.A.B.M.

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA EM CASTELO DE VIDE


Em Castelo de Vide vão também realizar-se cerimónias comemorativas do Centenário da República, assistindo-se ao desfile da Banda União Artística pelas ruas da vila. Segue-se a inauguração da exposição da Castelo de Vide Republicano.

A.A.B.M.

MULHERES DA REPÚBLICA



SELOS. Homenagem dos CTT:

"Mulheres de armas que se distinguiram pelo seu activismo, imprescindível para a conquista de direitos cívicos e políticos das mulheres portuguesas durante a instituição da República, em 1910" - Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete, Maria Veleda, Angelina Vidal, Carolina Beatriz Ângelo e Carolina Michaelis.

J.M.M.

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA EM MONCHIQUE



Vai ser apresentado, em Monchique, no próximo dia 5, a obra de José Rosa Sampaio intituada Monchique na Primeira República, a par da inauguração da exposição Monchique Republicano.

Uma actividade a acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.