segunda-feira, 30 de maio de 2011

XVIII CURSOS DE VERÃO CASCAIS



Encontram-se abertas as incrições para os XVIII Curso de Verão de Cascais, dirigidos pelo Professor Doutor José Tengarrinha.

As sessões vão realizar-se entre 27 de Junho e 9 de Julho de 2011 e estão organizados em torno de dois eixos fundamentais:

Tema 1: Direitos Fundamentais do Cidadãos: Crise e Progresso, coordenado por José Tengarrinha, entre 27 de Junho e 2 de Julho.

Tema 2: Portugal no Património da Humanidade: Legados com Futuro, coordenado por Carlos Fabião, entre 4 e 9 de Julho.

Paralelamente ao conjunto de conferencistas desenrolam-se um conjunto de serões literários e musicais.

Mais informações e detalhes podem ser obtidos através da página dos cursos que pode ser consultada AQUI.

Informações através do tel.: 214815353 ou e-mail: ices.geral@gmail.com

O programa detalhado conta com figuras reconhecidas do nosso meio científico e cultural como: Viriato Soromenho Marques, Manuel Villaverde Cabral, Eduardo Marçal Grilo, Guilherme de Oliveira Martins, João Duque, António Camões Gouveia, José Mattoso, Rui Vieira Nery, Raquel Henriques da Silva entre outros.

Uma iniciativa muito interessante e com garantia de muita qualidade, a não perder.

A.A.B.M.

domingo, 29 de maio de 2011

JAIME DANIEL LEOTE DO REGO


Figura grada da nossa Marinha e político da 1º República, nascido em 1 de Dezembro de1867 em Lagos e faleceu em Lisboa a 26 de Junho de 1923. Era filho de António Silvestre do Rêgo, funcionário do Governo-Civil de Faro e de Júlia Leote, também de Lagos, daí ter nascido o apelido composto de Leote do Rêgo. Casou com Amélia da Costa Trancoso de quem teve cinco filhos.
Fez o curso da Escola Naval entre 1885-1887 e como guarda-marinha, em 1890, comandou pela primeira vez uma lancha canhoneira. Promovido a primeiro-tenente em 1894 e a capitão-tenente em 1906.

Foi responsável por várias missões de reconhecimento nas colónias portuguesas, em especial de Moçambique. Também no desempenho das suas funções envolveu-se em vários confrontos militares, com destaque para os combates com os Manganjas, em Quelimane, onde em 1888, obteve a condecoração de oficial da Ordem de Torre e Espada. Serviu ao lado de António Ennes, de quem foi secretário particular. Em 1890, durante o período do Ultimato Inglês, foi encarregue de defender a manutenção da soberania portuguesa nas águas do Rio Chinde.

Aderiu ao franquismo, durante o consolado de João Franco e, no Partido Regenerador Liberal, foi eleito deputado. Estreia-se no Parlamento em 1907, com um longo discurso realizado em 21 de Fevereiro, onde defendeu a posição dos militares portugueses em África e condenou a centralização político-administrativa que se fazia sentir sobretudo em Moçambique.

Em Maio de 1901, estava colocado na Divisão Naval do Índico, com a patente de 1º tenente da Armada .

Foi governador colonial de São Tomé e Príncipe entre 13 de Junho de 1910 e 7 de Agosto de 1910, ainda no período da Monarquia. Com a implantação da República aderiu ao novo regime e foi convidado a ocupar idêntica função na mesma colónia entre 14 de Junho de 1911 e 24 de Dezembro de 1911.

Participa na reunião da Liga Naval, realizada em 21 de Outubro de 1912, para discutir o programa da comissão patriótica e defesa nacional, onde discursa defendendo a escolha do general Ferreira do Amaral. Foi ainda proposto para membro da comissão executiva da referida comissão, juntamente com António Pereira de Matos, Sá Cardoso, Victorino Pereira Garcia, Santos Fradique, Rodrigues Simões, Manuel Emídio da Silva e Álvaro de Lacerda.

A partir do seu regresso de São Tomé foi um dos grandes apoiantes da intervenção portuguesa na Guerra Mundial e alinha ao lado de Afonso Costa a partir de 1913. Em 23 de Dezembro de 1913 foi nomeado para Director dos Serviços e Instrução de Tiro.

Participa de forma activa na restauração do regime democrático após a interrupção provocada pela ditadura de Pimenta de Castro no golpe de 14 de Maio de 1915. Nesse ano procurou organizar os serviços de contra-espionagem portugueses.

Por Portaria de 5 de Julho de 1915, foi criada a Divisão Naval de Defesa e Instrução comandada por Leote do Rego, e a que estavam agregadas as seguintes unidades: o Cruzador-Couraçado Vasco da Gama e por outras unidades, entre as quais o submersível Espadarte. Neste ano foi eleito deputado por Lisboa, bem como em 1919.

Em 23 de Fevereiro de 1916, Leote do Rego foi o responsável por comandar a operação de apreensão dos barcos alemães que estavam nos portos portugueses, acto que conduziu à declaração de guerra dos germânicos a Portugal e à entrada efectiva de Portugal na I Guerra Mundial. Recorde-se que Jaime Daniel Leote do Rego era comandante da Divisão Naval de Defesa e dela resultou a apreensão de cerca de setenta barcos alemães.

Esteve exilado em Paris, devido aos acontecimentos de 5 de Dezembro de 1917, que conduziram Sidónio Pais ao poder, regressando ao nosso país, a 2 de Março de 1919 . Durante a sua ausência viu a sua casa assaltada, os bens destruídos e sofreu ataques pessoais que o feriram na sua honra. No regresso foi recebido de forma calorosa pelos apoiantes e tendo realizado um comício improvisado no momento.

Em 1919, foi um dos participantes na sessão de homenagem realizada a Sebastião de Magalhães Lima, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, organizado pela Liga Mocidade Republicana.

Ainda neste ano (Junho de 1919) foi dolorosamente surpreendido pela morte do filho, Pedro Leote do Rego.

Em 1922 foi eleito deputado pelo círculo de Angola.

Deixou várias obras publicadas:
- Plano hydrographico da bahia do Mocambo [ Material cartográfico] : Província de Moçambique : Costa Oriental d'África / Levantado, em 1888, por Francisco Corrêa Leotte, conductor d'obras publicas, e J. D. Leotte do Rego, Guarda-marinha ; L. Couceiro, red. e des. ; Carvalho gr. . Lisboa : Comissão de Cartographia, 1890.
- Planta hydrographica da Barra de Quelimane [ Material cartográfico] : Provínvia de Moçambique : Costa Oriental d'Africa / Commissäo de Cartographia ; levantado em Dezembro e Janeiro de 1891 e 1892 pelo 2o tenente J. D. Leotte do Rego. Lisboa : Ca Nac. Editora, 1893.
- Plano hydrographico da barra e curso do rio Macuse [ Material cartográfico] : Província de Moçambique : Costa Oriental d'Africa / Commissão de Cartographia ; levantado de Maio a Julho de 1892 por J. D. Leotte do Rego, 2o tenente da armada ; G.
Paul Maedicke, lth. [Lisboa] : C[ompanhi]a Na[ciona]l Editora,, 1893.
- Protecção ao pessoal da Marinha Mercante : sua utilisação para a constituição de uma reserva naval / memória apresentada J. D. Leotte do Rego. Lisboa : Typ. do Commercio, 1902.
- Reconhecimento hydrográphico da barra e porto de Angoche [ Material cartográfico : província de Moçambique / Commissão de Cartographia ; levantado sob a dir. de Leotte do Rego, [ Material cartográfico : província de Moçambique / Commissão de Cartographia ; levantado sob a dir. de Leotte do Rego. [Lisboa] : C.C., 1904.
- Plano hidrográfico do porto de Moçambique [ Material cartográfico : província de Moçambique / Commissão de Cartographia ; estudos feitos sob a direcção do Comte. Leotte do Rego. [Lisboa] : C. C., 1904.
- Plano hydrographico da barra e porto da Beira na foz do rio Punque [ Material cartográfico / Leotte do Rego... [et al.]. Lisboa : Comissão de Cartographia, 1904.
- Guia de navegação : carta de Moçambique : supplemento 1904, 1905, 1906 / Leotte do Rego. Lisboa : Imprensa Nacional, 1907.
- Situação presente de Portugal como potencia maritima / Leotte do Rego. Coimbra : Imprensa da Universidade, 1910.
- Carta aberta aos ilustres deputados da nação / Leote do Rego. Lisboa : Of. da Ilustração Portugueza, 1912.
- Marinhas / Jayme Leotte do Rego. Lisboa : Typ. da Livr. Ferin, 19 .
- O culto da bandeira / Jaime Daniel Leote do Rego. Lisboa : Livr. Ferin, 19 .
- A todo o panno! : em S. Tomé e Príncipe. Verdades e factos / Leote do Rego. - Lisboa : Tip. Commercio e Industria, [s.d.].

Colabora em várias publicações, onde se destaca A Montanha, Porto, 1911-1936; no Século, de Lisboa, A Vitória, de Lisboa, 1919-1922, nos Anais do Club Militar Naval.

No dia 2 de Março de 1913, realizou uma conferência na Figueira da Foz, sobre a questão da defesa nacional.

Em 1912 foi iniciado na Maçonaria, com o nome simbólico Pêro de Alenquer, na Loja Elias Garcia de Lisboa.

Nota de algumas actividade de Leote do Rego:

- “O problema colonial. Situação deplorável de S. Tomé e melhoramentos de que necessita.”, Republica, Lisboa, 17-04-1912, Ano II, nº 451, p. 2, col. 2-3 [Entrevista feita a Leote do Rego que tinha sido governador da província já durante a República].
- “Política e Marinha”, Republica, Lisboa, 21-04-1912, Ano II, nº 458, p. 1, col. 6, 7 e p. 2, col. 1. [Conferência feita no Grémio Republicano da Alcântara, em sessão presidida por S. Magalhães Lima, realizada no dia 20 de Abril de 1912]
- “A Eterna Questão- A “escravatura” em S. Tomé e Princípe”, Republica, Lisboa, 13-06-1912, Ano II, nº 508, p.1, col. 6 e 7.
Entrevista de Leote do Rego a Norberto de Araújo para A Manhã, 7 de Março de 1919, Ano III, nº 700, p. 2, col. 3.

Uma figura de relevo da República, polémica, militar respeitado e personalidade forte, em especial a partir da I Guerra Mundial.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
- MARQUES, A. H. de Oliveira, Dicionário de Maçonaria Portuguesa, Vol. II, Editorial Delta, Lisboa, 1986, p. 1210-1211
- MARQUES, A. H. de Oliveira (Coord.), Parlamentares e Ministros da 1ª República (1910-1926), col. Parlamento, Edições Afrontamento, Porto, 2000, p. 365-366;
- OLIVEIRA, Maurício de, Leotte do Rego. Uma vida ao serviço da Pátria e da Marinha, Editora Marítimo-Colonial, Lisboa, 1967.
- RAMOS, Rui, "Jaime Daniel Leote do Rego", in Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910), Coord. Maria Filomena Mónica, vol. III (N-Z), Col. Parlamento, ICS/Assembleia da República, 2006, p. 427-428.

A.A.B.M.

sábado, 28 de maio de 2011

LA VICTOIRE DU FRONT POPULAIRE 1936




La Victoire du Front Populaire 1936

FOTO: retirada dos "Documents politiques et électoraux".

J.M.M.

A BOMBA - JORNAL HUMORÍSTICO DO PORTO



A Hemeroteca Digital disponibilizou online o jornal humorístico "A BOMBA". Esta curiosa peça bibliográfica "estourou" nos tempos idos de 1912 na cidade do Porto, justamente na Rua da Alegria. "Apesar de efémera trata-se duma publicação importante, quer pelo posicionamento político que adopta, de crítica do status quo, quer pela qualidade gráfica dos desenhos e caricaturas que deu à estampa, numa diversidade de traços e temas que marcam sem dúvida a imprensa humorística desta época"

- ler a ficha bibliográfica (por Álvaro Costa de Matos) - AQUI;
- jornal A BOMBA (nos seus 10 numrs) - digitalizado AQUI.

A BOMBA. Jornal humorístico - [Ano I, nº1 (20 de Abril 1912) ao nº 10 (22 de Junho 1912)], Porto; Editor: Carlos Gonçalves; Direcção Literária: Álvaro Pinto; Direcção Artística; Cristiano de Carvalho; Redactor: Laurindo Mendes; Colaboração gráfica: Almada Negreiros, Cristiano Cruz, Gil, Larçam [pseud. António Marçal]; M. Pacheco, Manuel Monterroso; Colaboração literária: Algodão Pólvora, Álvaro de Alte [Álvaro Pinto?], Ambrósio, Clorato, Doutor Estouro, Jerónimo, Girândola, Melinite, Nitro, Picrato – todos pseud. - e, ainda, Álvaro Pinto, J. Costa Carregal, Silva Cunha; Administração: Rua da Alegria, 218, Porto; Tipografia: Travessa Passos Manuel, 27; publica-se aos sábados.

FOTOS: reprodução da capa do nº 1 e nº 9 d’A Bomba.

J.M.M.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO


Vai realizar-se amanhã em Lisboa, na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, um colóquio internacional intitulado Percursos Históricos e de Cidadania, numa organização do CESNOVA.

Conforme se pode consultar no programa, um colóquio que conta com vários especialistas no tema em debate:
- João Gomes Esteves;
- Natividade Monteiro;
- Anne Cova;
- Manuela Tavares;
- Regina Tavares da Silva, entre vários outros.


[NOTA: Clicar na imagem para aumentar]

Uma iniciativa a não perder.
A.A.B.M.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

GRÉMIO LUSITANO Nº17 - REVISTA


Saiu a revista nº17 (I semestre de 2011) Grémio Lusitano [Propr. Grémio Lusitano; Editor: Grémio Lusitano; Director: António Lopes; Director-Adjunto: Salvato Teles de Menezes, António Lopes; Coord.: A.L., S.T.M., Silvino G. Silva; Redacção: Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa], com o seguinte Índice:

"Palácio Foz - o segredo de um espaço com simbologia maçónica" [curioso texto de António Lopes, sobre o antigo Palácio Foz, na Praça dos Restauradores e preciosas referências à Sociedade dos Makavenkos: valorizado com fotos] / "A Imortalidade Maçónica", por Francisco Moita Flores, da Loja Acácia [importante texto, profusamente ilustrado] / "James Anderson", por João D. Lobeira (n.s.), Loja Convergência / "República e Republicanos, maçonaria e maçons em S. Miguel", de António Lopes [republicação do excelente texto saído em Fevereiro na revista A Ponte, nº2, da Ribeira Grande] / "Re(s)pública e Re(s)publicanismo", por Tomé Pires (n.s.), da Loja Acácia / "A ética republicana na revoluções norte-americana, francesa e portuguesa", por Ayres (n.s.), da Loja Acácia / "Hermetismo e Racionalidade no pensamento renascentista", estimado texto de Solon (n.s.), da Loja O Futuro / "O Futuro: que Liberdade", por Viriato (n.s.), da Loja Ocidente / "O artigo 1º da Constituição do GOL", por Alexander Search (n.s.), da Loja Passos Manuel / "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", por António Lopes / "Será Salomão símbolo de liderança e rigor", por Augusto Alves (n.s.) da Loja Montanha / "Da clandestinidade à luz", importante trabalho de Alexandre Herculano (n.s.), da Loja Universalis / "Transhumanismo e biotecnologia", de Corino de Andrade (n.s.) da Loja Gomes Freire / "Antiguidade: Crenças e Escolas de Mistérios", por Cipriano de Oliveira / "Da Razão e do Símbolo" [curioso texto de Montesquieu (n.s.) da Loja Passos Manuel] / "O Ritual", por Gualdim Paes (n.s.) da Loja Hereges / "O solstício de Inverno", de André de Rezende (n.s.) da Loja Aurora Alentejana / "A vida na época do gótico ou a origem de algumas expressões maçónicas", invulgar trabalho pela pena de António Lopes / “Da câmara de reflexão à consciência moral", por Pedro (n.s.), da Loja Aurora Alentejana / "O painel de Loja de Aprendiz", por Gaudi (n.s.) da Loja D. Pedro de Alcântara / “Cândido de Oliveira”, de Emílio Costa (n.s.) da Loja Bomtempo / “Domingos Vandelli”, de Adílio Jorge Marques.

J.M.M.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O OPERARIADO E A ESQUERDA REPUBLICANA


COLÓQUIO: O Operariado e a Esquerda Republicana no Período Final da República;
ORADORA: Ana Catarina Pinto;
DIA: 26 de Maio 2011 (18,00 horas;
LOCAL: Paços do Concelho (Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Fundação Mário Soares & C. Municipal de Lisboa.

"... De entre as questões fundamentais que pedem resposta, figura a de saber porque caiu a República. É uma questão ambiciosa e poderá ser formulada a partir de diversas perspectivas, incluindo a análise das expectativas e esperanças subjacentes à revolução de 5 de Outubro de 1910. Não sendo tão lata no tempo, nem tão profunda na análise que permita ser conclusiva, a sessão que se propõe tem como objectivo mostrar as especificidades do último período do regime republicano, compreendido entre os anos de 1919 e 1926. No primeiro extremo desta baliza cronológica encontramos o "assalto a Monsanto" que viria a pôr termo ao interregno sidonista, recolocando o chamado Partido Democrático no poder. A fechar o arco temporal consta o golpe de 28 de Maio de 1926, a data da morte institucional da República e o marco da viragem para o autoritarismo. De permeio fica um tempo curto e intenso, de rápida recomposição política derivada do grande e determinante pano de fundo que acompanha toda a conjuntura: a crise do pós-guerra ..." [ler TUDO AQUI]

J.M.M.

HISTÓRIA DA REPÚBLICA - EDITORIAL SÉCULO


FOLHA DE APRESENTAÇÃO DA HISTÓRIA DA REPÚBLICA - Edição Comemorativa do Cinquentenário da República, Editorial Século, 1959, 644 p. [clicar na foto]

FOTO via Memória da República.

J.M.M.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O MUNDO DO TRABALHO NO SUL DE PORTUGAL



Vai realizar-se nos próximos dias 3 e 4 de Junho de 2011, no Museu de Portimão, o colóquio O Mundo do Trabalho no Sul de Portugal. Bolsas Industriais e Comunidades Rurais, que conta entre os organizadores o Museu de Portimão, a Câmara Municipal de Portimão e o Instituto de História Contemporânea.

Pode ler-se na sinopse do colóquio:
A organização dos encontros Áreas Industriais e Comunidades Operárias, que terão lugar em Portimão, Lisboa, Porto e Ponta Delgada, teve como motivação a necessidade absoluta da permuta de dados empíricos, análises e reflexões entre os vários autores que se dedicam ao estudo do Mundo do Trabalho em Portugal. Tendo em consideração as entidades e os investigadores envolvidos, este evento constituirá para além disso um balanço da produção científica portuguesa
referente a esta temática.

Nesta sessão dedicada ao Sul do país procuramos reunir abordagens essenciais à compreensão dos processos históricos, sociológicos e antropológicos que estão na base
da consolidação de diversificadas comunidades trabalhadoras e do desenvolvimento de fenómenos socioculturais específicos, indissociáveis do património material e imaterial legado pelas mesmas. A comparação destes estudos monográficos e a discussão dos seus resultados trarão uma nova luz à análise social.


Na comissão organizadora encontramos Maria João Raminhos Duarte, Raquel Varela e Joana Dias Pereira.

Esta actividade também pode ser acompanhada AQUI.

Uma actividade a não perder com um painel de investigadores assinalável.

Nota: Clicar na imagem para aumentar.

A.A.B.M.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A REVOLTA DO LEITE - MADEIRA 1936


"Com este livro, procura-se devolver à Revolta do Leite a dimensão que merece e o espaço a que tem lugar na História da Madeira e do País. È um livro no essencial constituído de duas partes. A primeira começa por uma breve resenha, onde se apontam os marcos importantes da Revolta; é seguida por outros capítulos onde se fala dos dias críticos, sobretudo o Verão de 1936; dos presos e das condições nas prisões com relevância para o Forno do Lazareto; da prisão do padre César Teixeira da Fonte, a personalidade que acabou por ter maior destaque em todo este processo; do tema do Tarrafal e os presos da revolta, terminando esta parte com os ecos externos da Revolta do Leite. A segunda parte de índole mais económica centra-se na importância da fileira do leite na economia da Madeira com maior enfoque no período – inícios do século XX a 1975/6. Esta análise é apenas antecedida de um muito curto sobrevoo do papel do leite na história, nos mitos e na religiosidade dos povos de todo o mundo" [ler AQUI]

LIVRO: A Revolta do Leite;
AUTOR: João Abel de Freitas;
EDIÇÃO: Colibri.

APRESENTAÇÃO: dia 27 de Maio (18.00 horas);
PARTICIPAÇÃO: Maria Fernanda Rollo (CN para as Comemorações do Centenário da República);
LOCAL: Restaurante da Ordem dos Engenheiros (Av. António Augusto de Aguiar, 3, 5.º, Lisboa)

J.M.M.

FACES DE EVA - ESTUDOS SOBRE A MULHER Nº25


APRESENTAÇÃO da Revista "Faces de Eva", nº 25, 2011;
APRESENTADORES: Luísa Cymbron (FCSH/UNL) e Henrique Fernandes;
DIA: 25 de Maio (18 horas);
LOCAL: Salão Nobre do Conservatório Musical (Rua dos Caetanos, Bairro Alto, Lisboa).

ÍNDICE: para ler, clicar na FOTO.

J.M.M.

LEONARDO COIMBRA E A PRIMEIRA REPÚBLICA



CONFERÊNCIA: Leonardo Coimbra e a Primeira República;
ORADOR: Norberto Cunha (I.L.C.H. da U.Minho);
DATA: 26 de Maio de 2011 (21.30 horas);
LOCAL: Centro Nacional de Cultura (Palacete dos Viscondes de Balsemão, Porto);
ORGANIZAÇÃO: CNC do Porto.

J.M.M.

domingo, 22 de maio de 2011

sábado, 21 de maio de 2011

COLÓQUIO PENSAR A REPÚBLICA


Nos próximos dias 25 e 26 de Maio de 2011, vai realizar-se na FCSH, em Lisboa o Colóquio Pensar a República 1910-2010.

No programa constam conferências de: Fernando Catroga, José Medeiros Ferreira, José Esteves Pereira, Paulo Ferreira de Castro

Como oradores vão participar entre outros: Ana Homem de Melo, Celso Castro, Daniel de Melo, Fernando Cabral Martins, Hipólito de La Goméz Torre, João Freire, José Manuel Leite Viegas, Manuela Parreira da Silva, Marco Lisi, Margarida Pereira, Maria José Roxo, Nuno Silva Costa, Paulo Pisco, Regina Salvador, Rui Branco, Sara Afonso, Teresa Pinto Coelho, Tiago Fernandes.

O programa vai organizar-se em várias sessões conforme segue infra:

A República no Mundo, Sociedade Civil e Democracia

Manifestos Literários e Actividade Cultural

Antes e Depois da República

Território e Poder

Apresentação do Guia Bibliográfico da 1ª República
Esta actividade conta com a participação de Miriam Halpern Pereira (ISCTE), Hipólito La Torre Gomes (UNED), António Reis (FCSH-UNL/IHC), António Ventura (FL-UL), Fernando Rosas (FCSH-UNL/IHC) e Rui Vieira Nery (UE).

Moderador: Maria Fernanda Rollo, FCSH-UNL/IHC

Programa detalhado pode ser consultado: AQUI.

Contactos: Drª Alice Oliveira
Tel.: 21 790 83 00, Ext. 1563
E-mail: cc@fcsh.unl.pt

A entrada no colóquio é livre.

Uma actividade a não perder pela qualidade, pelo rigor e pela diversidade de temas a abordar.

A.A.B.M.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

HORAS DE LUTA. HORAS DE COMBATE – GUERRA JUNQUEIRO


"Depois de caçar tiranos
Vamos caças borboletas!
" [G. Junqueiro]

“A sociedade portuguesa está organizada para o mal. Não é já o mal esporádico e fortuito, em casos isolados que rapidamente se combatem. Não; é o mal colectivo, o mal em norma de vida, o mal em sistema de governo. Os poderes funcionam deliberadamente, com um fim: produzir o mal. Porquê e para quê? Porque o mal são eles e querem conservar-se. Um regímen corrupto só na corrupção subsiste. Mantém-se na corrupção, como alguns bacilos na porcaria. O seu ódio ao bem é fundamental e orgânico.
A filosofia da vida dum tal regime é a filosofia do porco: devorar” [ibidem]

"Então o povo que deixa prostituir a consciência, roubar os direitos, vilipendiar a história, o povo cobarde que não defende a honra, quer defender a camisa?
Que lha levem, com o último pão, os últimos andrajos! Que ruja de frio, que estoire de fome! A fome é como o fogo: abrasa e depura. Os que aviltam gozando, só se regeneram sofrendo. Não venham libras, venham desastres. Sobre a nossa infâmia chovam calamidades e tormentos" [ibidem]

"Já cai de podre o mundo velho e um mundo novo se elabora: Já surgem profetas e se martelam cruzes em calvários. Ciclones de dor e de infinito varrem, troando, o negro mar da humanidade.
Pão! Venha pão! – ululam bocas formidandas.
Ideal! Ideal! Ideal! – gritam as almas às estrelas.
Porque as bocas têm direito ao pão e as almas têm direito à luz.
Se acaso nós, revolucionários, nós que clamamos por direito e que bradamos por justiça, aqui um dia implantarmos uma nova forma de governo, que ela seja, antes de tudo, o caminho aberto para uma nova forma de civilização ..." [ibidem]

Guerra Junqueiro, in Horas de Luta (Livraria Lello) e Horas de Combate (Livraria Chardron)

J.M.M.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O ALGARVE NOS PRIMEIROS GUIAS TURÍSTICOS


Numa organização da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António / Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela vai realizar-se amanhã, 20 de Maio, em Cacela Velha, uma conferência do Eng. Luís Guerreiro, intitulada: O Algarve nos primeiros guias turísticos: da propaganda à promoção turística.

Pode ler-se na sinopse de divulgação do evento:

No ano em que se assinala o centenário do Turismo institucional – a Repartição de Turismo foi criada em 1911 – pretende-se evocar esta efeméride, analisando a evolução turística do Algarve, numa perspectiva histórica, desde a inauguração do caminho-de-ferro até aos nossos dias. Iremos falar sobre a propaganda da região, nos seus diversos aspectos, como foi sendo feita ao longo dos tempos, os suportes utilizados, o Iº e IIº Congresso Regional do Algarve, órgãos locais de turismo e principais medidas adoptadas pelo sector nos últimos 100 anos.

Serve esta primeira conversa, para assinalar Centenário da Institucionalização do Turismo em Portugal 1911-2011, de que o Algarve acaba por ser um dos expoentes da actividade no País.

O conferencista, Luís Guerreiro, é Presidente da Fundação Manuel Viegas Guerreiro e Chefe de Divisão da Cultura e Museus da Câmara Municipal de Loulé. Engenheiro de formação, desde cedo se interessou pela área da História. A par das funções que exerce na Autarquia, é também investigador da História local e regional.

Em Cacela Velha, ao ar livre, entre a Igreja e a Fortaleza, às 18 horas.

Uma actividade a acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA



5-10-1910 PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUEZA [clicar na foto]

J.M.M.

II ENCONTRO DE ARQUIVOS DO ALGARVE


Vai realizar-se, na cidade de Portimão, amanhã, dia 20 e 21 de Maio, o II Encontro de Arquivos do Algarve, subordinados ao tema "Sistemas de Gestão Integrada da Informação".

Pode ler-se na sinopse de divulgação do Encontro:
O século XXI traz aos arquivistas grandes desafios, tais como a necessidade de centrar o serviço de arquivo numa única unidade orgânica, de promover a implementação da Gestão de Qualidade e de apoiar o progresso do Sistema Electrónico de Gestão de Arquivo nas diversas instituições algarvias. Estando já algumas instituições, entre outras iniciativas, a implementar o Sistema Electrónico de Gestão de Arquivo há que integrar no planeamento destes projectos os arquivistas, já que para além da tecnologia, os procedimentos a adoptar são arquivísticos.
Estamos a lidar com a mesma informação que já possuíamos, a diferença é o suporte do documento e a tecnologia associada, de resto temos as mesmas tipologias documentais, tais como os ofícios, as actas, as certidões, os processos e os contratos. No entanto, será necessário ter Planos de Preservação Digital para prevenir, entre outras complicações, a obsolescência tecnológica e a durabilidade dos suportes electrónicos, de modo a que o acesso à informação não nos fique a prazo inacessível e irremediavelmente perdido.

Dr. João Sabóia, Director Arquivo Distrital de Faro

Conta o encontro com um conjunto de palestras a proferir por alguns responsáveis pela arquivística local como:
- Dr. João Sabóia;
- Dr. João Henriques;
- Dra. Sílvia Duarte;
- Dr. Maranhão Peixoto;
- Dra. Gabriela Salgado;
- Dra. Luísa Pereira;
- Dra. Isabel Salvado;
- Dra. Dora Pereira;
- Eng. João Barbosa;
- Dra. Marta Nogueira;
- Dra. Isabel Dias, Dr. Nuno Marques, Dr. António Monteiro;
- Dr. Pedro Penteado.

Um tema interessante para discutir entre os participantes:
- Como preservar muita da documentação que hoje é produzida online sobretudo pelos dirigentes políticos e da administração?

Para um historiador é fundamental ter acesso a documentação para poder comprovar determinadas hipóteses que só podem ser validadas com recurso a documentos. Ora, se hoje conhecemos alguma coisa mais sobre o modo de pensar dos nossos políticos dos séc. XIX e XX foi porque se conseguiu salvaguardar as cartas pessoais. Aí exprimiam-se dúvidas, problemas, abordavam-se questões delicadas que hoje conhecemos melhor.

O problema, coloca-se agora com toda a sua dimensão, porque quase ninguém utiliza cartas, mas mails, que são pessoais, mas onde se trocam informações, se pedem opiniões, conselhos, se reflecte sobre determinado comportamento ou personalidade, mas tudo num mundo virtual que cada vez desaparece com grande rapidez, não só devido à evolução tecnológica, mas também devido a outros problemas. No futuro vamos ter dificuldade em conhecer o pensamento, as dificuldades, as dúvidas dos nossos dirigentes.

Uma situação preocupante que urge reflectir e procurar dentro do que é possível tentar resolver.

O programa deste encontro pode ser descarregado AQUI.

A.A.B.M.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

LEILÃO DE LIVROS DA BIBLIOTECA FERNANDO TOMÁS



Nos próximos três dias vão realizar-se as sessões do Leilão da Biblioteca do Dr. Fernando Tomás, organizado pela Livraria e Leiloeira Otium Cum Dignitate.

O leilão vai realizar-se no Hotel Fénix, Praça Marquês de Pombal, 8 | Lisboa, t. 213 716 660, f. 213 860 131, a partir das 21.15h na quinta e sexta-feira e a partir das 15 horas, no sábado. Na próxima semana, realizar-se-á a segunda parte do leilão, que oportunamente divulgaremos.

Do interessante catálogo, destacam-se com temáticas ligadas à República alguns lotes que tomamos a liberdade de sugerir aos nosso ledores:

1ª Sessão, amanhã, 19 de Maio:
- 25 ÁGUIA (A) Revista Quinzenal ilustrada de literatura e crítica
/ Director e Proprietário Alvaro Pinto. - 1.ª Série, 10 números,
Dezembro de 1910 - Julho de 1911; 2.ª Série, 120 números, Janeiro
de 1912 - Outubro de 1921; 3.ª Série, 60 números, Julho de 1922 -
Dezembro 1927; 4.ª Série, 12 números, Janeiro de 1928 - Dezembro
de 1929; 5.ª Série, 3 números, Janeiro - Junho de 1932.. - Porto: ,
1910-1932. - 28 v.; 310 mm. 245 mm.

- 45 ALMANACH de O Mundo para 1911. - Lisboa: França
Borges, 1910. - 320 pp.; 205 mm.

- 46 ALMANACH do Jornal A Lucta para 1910. - Lisboa: Jornal
A Lucta, 1909. - 328 pp.: il.; 190 mm.

[Numeroso e interessante conjunto de obras de Fialho de Almeida, de onde extraímos os infra referidos.]
- 67 ALMEIDA (Fialho de) . - OS GATOS: Publicação Mensal
d’Inquerito á Vida Portugueza. - N.º 1, Agosto de 1889 - 2.ª série,
n.º 3, 25 de Janeiro de 1894. - Porto; Lisboa: Casa Editora Alcino
Aranha; Livraria Académica, 1889-1894. - 57 nums. em 6 v.; 185
mm.

- 68 ALMEIDA (Fialho de) . - PASQUINADAS ( Jornal d’um
Vagabundo). - Porto: Livraria Civilização, 1890. - 384 pp.; 195 mm.

- 101 ANTHERO de Quental: In Memoriam. - Porto: Mathieu
Lugan, 1896. - 530, xxxii, [10] pp., 2 ret.: il.; 255 mm.

- 110 ARCHEOLOGO (O) Português: colecção illustrada de
materiaes e notícias. - V. 1, n.1 ( Jan. 1895) - v. XXX (1938), Índices
dos vol. I-XXX, t. I (1973). - Lisboa: Museu Etnológico do Dor. Leite
de Vasconcelos, 1895-1973. - 31 v.: il.; 255 mm

-114 ARCHIVO Historico Portuguez. - 2.ª ed. / nota prévia
José Correia Noras, Estudo Crítico Joaquim Veríssimo Serrão. -
Santarém: C. M. de Santarém, 2001. - 11 v.: il.; 270 mm.

- 124 ARRIAGA ( José de) . - HISTÓRIA da Revolução de
Setembro / por [...]. - Lisboa: Typ. da Companhia Nacional Editora,
s.d.. - 3 v.; 270 mm

- 131 ATHENA: Revista de Arte / directores Fernando Pessoa e
Ruy Vaz. - Lisboa: Imprensa Libanio da Silva, 1924-1925. - 208-[2]
pp., 51 est.: il.; 270 mm.

- 132 ATLANTIDA: Mensario Artistico, Literario e Social para
Portugal e Brazil [...] / dir. João do Rio, João de Barros e Graça
Aranha. - ano I, n.º 1, [1915] - ano V, n.º 48, [1920]. - Lisboa:
Tipografia do Annuario Commercial, 1915-1920. - 10 v.: il.; 250
mm.

- 167 BASTOS (Francisco Teixeira). - A CRISE: Estudo sobre
a situação política, financeira,, económica e moral da Nação
Portugueza nas suas relações com a crise geral contemporânea. -
Porto: Livraria Internacional de Ernesto Chardron, 1894. - xxxii, 476
pp.; 190 mm

- 168 BASTOS (Francisco Teixeira). - THEOPHILO Braga e a sua
Obra / por [...]. - Porto: Livraria de Ernesto Chardron, 1892. - X,
510 pp.; 195 mm.

- 214 BRAGA (Alexandre). - DISCURSO Pronunciado no
Comicio Anti-Jesuítico realisado no Theatro de Recreios a 7 de
Setembro de 1885. - Porto: Typographia Occidental, 1885. - 154
pp.; 200 mm.

[Um excelente conjunto de obras de Teófilo Braga de que destacamos somente alguns exemplos.]
- 254 BRAGA (Teófilo) . - SOLUÇÕES Positivas da Política
Portugueza. - Porto: Livraria Chardron, 1912. - 2 v.; 195 mm.

- 255 BRAGA (Teófilo) . - SYSTEMA de Sociologia / por [...]. -
Lisboa: Typographia Castro Irmão, 1884. - xvi, 528 pp.; 235 mm.

- 256 BRAGA (Teófilo) . - TEMPESTADES Sonoras: segunda série
da Visão dos Tempos. - Porto: Em Casa da Viúva Moré, 1864. - xxxii,
200 pp.; 195 mm

- 263 BRAGA (Teófilo) . - VISÃO dos Tempos: Epopea da
Humanidade. - Edição Integral. - Porto: Livraria Internacional de
Ernesto Chardron, 1894. - 4 v.; 195 mm.

- 296 BRUNO (Sampaio). - A DICTADURA: subsídios moraes
para seu juizo crítico. - Porto: Livraria Chardron, 1909. - viii, 296
pp.; 185 mm.

Segunda sessão, na sexta-feira, 20 de Maio:

Destaque para uma apreciável e estimada Camiliana.

-465 CHAGAS ( João) & Ex-Tenente Coelho . - HISTORIA da
Revolta do Porto de 31 de Janeiro de 1891: (Depoimento de dois
Cumplices). - Lisboa: Empreza Democratica de Portugal, 1901. - [4],
IV, 470 pp., 29 est.: il.; 245 mm.

- 526 COELHO ( José Maria Latino) . - GALERIA de Varões
Illustres de Portugal: n.º 2, Vasco da Gama. - Lisboa: Dadid Corazzi,
1882. - 2 v.: il.; 200 mm.

- 531 COELHO (Trindade) . - MANUAL Político do Cidadão
Portuguez / prefácio de Albero d’Oliveira. - Lisboa: Parceria A.M.
Pereira, 1906. - xvi, 678 pp.;215 mm.

- 535 COIMBRA (Leonardo). - A QUESTÃO Universitária:
Discurso Parlamentar. - Lisboa: Portugal Brasil, s.d.. - 52 pp.; 190
mm.

- 554 [CONFLITO Académico de 1921]. Colecção de três
folhetos. Com os seguintes títulos: 1. História Documental do
Conflito Académico de 1921 com o Professor Dr. Angelo da
Fonseca v. I e III; 2. A Questão de Coimbra, liquidação dum miserável
Reitor da Universidade, o padre renegado Oliveira Guimarães, um
episódio do Conflito Académico de 1921 pelo Médico António
Coelho, Porto, 1921. Brochado.

- 560 CONTEMPORANEA: Grande Revista Mensal / Director
José Pacheco. - 1.º Anno, Numero 1, Maio de 1922 - n.º 14, 2005.
- Lisboa: Imprensa Libanio da Silva, 1915-2005. - 14 nums.: il.; 295
mm.

- 657 DESCOBRIMENTO: revista de cultura / director João de
Castro Osório. - N. 1, 1931 - n. 6-7, 1932. - Lisboa: Osório de
Oliveira, 1931-1932. - 7 nums; 225 mm

- 697 DIAS (Carlos Malheiro) . - ZONA de Tufões. - Lisboa:
Aillaud, Alves & C.a, 1912. - 596 pp.; 190 mm

Da 3ª Sessão, a realizar no sábado, dia 21 de Maio, salientamos:
- 877 FIALHO de Almeida In Memoriam / organizado por
António Barradas e Alberto Saavedra. - Porto: Renascença
Portuguesa, 1917. - 294, [6] pp.: il.; 240 mm

- 1021 GODOLFIM (Costa) . - AS MISERICORDIAS. - Lisboa:
Imprensa Nacional, 1897. - 460-[4] pp., 4 est.: il.; 240 mm.

- 1024 GOMES (M. Teixeira) . - AGOSTO Azul. - Lisboa: Livraria
Clássica Editora, 1904. - lxxvi, 164 pp.; 190 mm

- 1053 GUIMARÃES (Delfim) . - ARQUIVO Literário. - Tomo I,
Outubro-Dezembro, 1922 - Tomo XVI, Janeiro-Junho 1928. -
Lisboa: Livraria Editora Guimarães, 1922-1928. - 16 nos. em 4 v.;
245 mm.

- 1083 IN MEMORIAM do Doutor Teófilo Braga. - Lisboa:
Imprensa Nacional de Lisboa, 1929. - 519 pp., 11 est.: il.; 270 mm

- 1109 JUNQUEIRO (Guerra) . - HORAS de Combate / com um
prefácio de Mayer Garção. - Porto: Livraria Chardron de Lello e
Irmão, 1924. - lxxviii, 82 pp.; 190 mm.

- 1110 JUNQUEIRO (Guerra) . - HORAS de Luta / com um
prefácio de Mayer Garção. - Porto: Livraria Lello, s.d.. - l, 196 pp.;
200 mm.

Um conjunto assinalável de obras de Gomes Leal, muitas em primeira edição e dificeis de encontrar.

- 1154 LEAL (Gomes) . - O RENEGADO: a António Rodrigues
Sampaio, carta ao velho pamphletario sobre a perseguição da
imprensa. - Lisboa: Typogrpahia, 1881. - 68 pp.; 210 mm

O catálogo completo deste leilão pode ser consultado AQUI.
[Em continuação.]
A.A.B.M.

CONFERÊNCIA - AS MULHERES NO INÍCIO DO SÉCULO XX


CONFERÊNCIA: As Mulheres no Início do Século XX;
ORADORA: Ana Vicente;
DIA: 26 de Maio (17 horas);
LOCAL: Fundação Calouste Gulbenkian (Auditório 3), Lisboa.

"Ainda é necessário referir numa conferência as mulheres portuguesas do príncipio do século XX?
Não eram elas a maioria da população?
Quem eram? O que faziam? O que pensavam?
Abrangendo o período entre 1900 e 1926, Ana Vicente procurará responder a estas perguntas e colocar algumas questões
" [ler AQUI]

FOTO: "Funcionárias da Junta de Crédito Público. Actual Instituto de Gestão do Crédito Público" (1911), via Arquivo Municipal de Lisboa.

J.M.M.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O ESCUDO. A NOVA UNIDADE MONETÁRIA DA REPÚBLICA


Vai ser inaugurada amanhã, dia 17 de Maio de 2011, a exposição com o título em epígrafe, que nos recorda a unidade monetária, o Escudo, com que muitos de nós convivemos ao longo do século XX até ao início do século XXI, quando surgiu o Euro.

A nóvel unidade monetária demorou quase duas décadas a conseguir impôr-se ao real da Monarquia, ao contrário da rápida substituição do escudo pelo euro. Foi a promulgação, por decreto do Governo Provisório, em 22 de Maio de 1911, publicado no Diário do Governo a 26 de Maio, quando era Ministro das Finanças José Relvas, que estabeleceu:
- "Em todo o território da República, com excepção da Índia, a unidade monetária é o Escudo ouro, que conterá o mesmo peso de ouro fino que a actual moeda de 1$000 Réis em ouro. Desta sorte, a razão da equivalência do actual sistema monetário e do novo sistema, será de 1$000 Réis, ouro, por um Escudo."

Nesta sequência surgiram então cunhadas moedas de um Escudo, cinquenta, vinte e dez centavos, bem como notas. Entraram então em circulação pelo País cerca de 34 400 contos em moedas de prata e 3900 contos de moedas de cupro-níquel e de bronze.

Comissários: Maria Eugénia Mata e Nuno Valério
Local: Edifício da Casa da Moeda, Av. António José de Almeida, Lisboa
Inauguração: 17 de Maio às 18h00
Período de exibição: 17 de Maio a 15 de Julho de 2011
Horário: Todos os dias úteis das 09h00 às 19h00
Entrada livre
Organização: Imprensa Nacional Casa da Moeda e Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Pode ler-se na sinopse de divulgação da exposição:

Por Decreto com força de Lei de 22 de Maio de 1911, o Governo Provisório da República Portuguesa determinou uma reforma monetária que, em especial, introduziu uma nova unidade monetária: o escudo. Que razões levaram a que se procedesse a essa reforma? Qual o seu conteúdo? Que novidades trouxe para a vida quotidiana, em particular em relação aos meios de pagamento, moedas metálicas e notas de banco? Que alterações implicou nas entidades emissoras desses meios de pagamento, a Casa da Moeda e o Banco de Portugal? Qual era o valor do escudo quando foi criado e como se comportou esse valor ao longo dos cerca de noventa anos da sua existência, até ser substituído pelo euro?

Núcleos
Núcleo 1 PORQUÊ UMA REFORMA MONETÁRIA EM 1911?
Núcleo 2 DECRETO COM FORÇA DE LEI DE 22 DE MAIO DE 1911
Núcleo 3 OS NOVOS MEIOS DE PAGAMENTO. AS NOVAS MOEDAS
Núcleo 4 OS NOVOS MEIOS DE PAGAMENTO. AS NOTAS
Núcleo 5 OS EMISSORES DOS MEIOS DE PAGAMENTO. A CASA DA MOEDA
Núcleo 6 O BANCO DE PORTUGAL

Uma exposição a visitar e acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

FACES DE EVA - ESTUDOS SOBRE A MULHER


REVISTA: Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher;
EDITORA: Colibri;
ÍNDICE: ver AQUI [clicar em REVISTA].

NOTA: A Revista "Faces de Eva Estudos sobre a Mulher" é uma edição semestral da unidade de investigação pluridisciplinar, com o mesmo nome, criada na FCSH da Universidade Nova de Lisboa [ler MAIS AQUI]

J.M.M.

EXPOSIÇÃO NA FIGUEIRA DA FOZ - REPÚBLICA E PROPAGANDA


O Congresso "OUTRAS VOZES NA REPÚBLICA 1910-1926", que decorreu na Figueira da Foz - conforme AQUI foi referido -, inaugurou no passado dia 12 de Maio a Exposição "República e Propaganda". A mostra evocativa, organizada pelo Museu da Presidência da República, encontra-se patente ao público no Casino da Figueira da Foz.

EXPOSIÇÃO: República e Propaganda;
DATA: de 12 de Maio a 4 de Setembro;
LOCAL: Casino da Figueira da Foz (Galeria);
ORGANIZAÇÃO: Museu da Presidência da República.

J.M.M.

domingo, 15 de maio de 2011

OUTRAS VOZES NA REPÚBLICA: UM CONGRESSO PARA A MEMÓRIA


Como AQUI e AQUI dissemos, decorreu na Figueira da Foz, no Palácio Sotto Mayor, na passada quinta e sexta-feira, 12 e 13 de Maio, um congresso que vai permanecer na memória de todos quanto participaram durante bastante tempo.

Numa magnifica organização do Museu da Presidência da República, dirigido pelo Dr. Diogo Gaspar, com a simpatia e eficácia das coordenadoras do Congresso Dras. Isabel Corrêa da Silva e Sílvia Correia que acompanharam sempre o decurso das sessões. Uma palavra de saudação também, a todo o staff do Museu, bem como o do Casino da Figueira, que apoiou o evento e que proporcionou uma excelsa noite, na companhia do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra e da Orquestra Clássica do Centro.

Foram dois dias intensos, de trocas de experiências, novas perspectivas, abordagens, temáticas e reflexão. Como referiu o Prof. Doutor Fernando Catroga, na sessão de encerramento do congresso, "foi possível mesmo ouvir outras vozes na República", dos estudiosos já consagrados, jubilados e/ou no activo, a jovens que preparam os seus mestrados e doutoramentos, bem como investigadores independentes que se interessam pela temática. A todos foi permitido suscitar problemáticas e temas com a maior liberdade. Foi mesmo salientado que este é verdadeiramente o espírito da Res Publica, e o Almanaque Republicano esteve presente com estes dois obreiros, que meteram ombros a esta tarefa sempre inacabada, mas sempre em busca de novas informações e pistas e saboreou todos os momentos.

Uma iniciativa que superou as expectativas dos organizadores e que deixou satisfeitos, certamente, a quase totalidade dos perto de três centenas de participantes. A "prestação de contas", feitas pelos oradores na sessão de encerramento, serviu para marcar, de forma incisiva, alguns dos principais momentos e, sobretudo, para realçar a satisfação que os congressistas e organizadores sentiram com o sucesso do evento.

Aqui fica, para memória futura, uma recordação da sessão de encerramento, onde participaram o Professor Doutor Fernando Catroga e o Professor Guilherme de Oliveira Martins, na qualidade de Presidente do Centro Nacional de Cultura.

Um acontecimento memorável.
A.A.B.M.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

OUTRAS VOZES NA REPÚBLICA


Inicia-se amanhã e prolonga-se até sexta-feira, na Figueira da Foz, o Congresso Outras Vozes na República, organizado pelo Museu da Presidência da República, conforme o Almanaque Republicano já tinha dado a notícia AQUI.

Ao longo de dois dias de intenso trabalho, a ser realizados no Palácio Sotto Mayor, vão ser apresentadas cerca de três dezenas de comunicações.

O programa completo e actualizado do congresso pode ser consultado AQUI.

Os trabalhos vão decorrer em sessões paralelas, subordinados a temáticas como:
- Representações e Dissonâncias;
- Visões sobre o Património;
- Religião;
- Mundo do Trabalho;
- Vivências Locais;
- Biografias;
- Modelos e Práticas Políticas;
- Reacções Políticas;
- Vozes Femininas;
- Educação e Saúde;
- Oposição Monárquica;
- Cultura Política;
- Tecnologia e Desenvolvimento.

Um evento a não perder por todos os que estudam, analisam ou gostam da temática da República ou sobre a História de Portugal.

A.A.B.M.

CIDADÃS NA I REPÚBLICA



Vai realizar-se no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, na próxima sexta-feira, dia 13 de Maio de 2011, uma conferência inserida no ciclo As Mulheres e a República.

O conferencista é o Doutor João Esteves, um dos historiadores que tem pubicado vários estudos sobre o papel da mulher, das organizações femininas e de algumas mulheres em destaque durante a República. Sem dúvida um dos investigadores com maior actividade nesta área e responsável por publicações como:
- A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas -Uma organização política e feminista, Lisboa, 1992;
- Estudos Sobre as Mulheres em Portugal (Actas do Seminário), Lisboa, 1993;
- As Origens do Sufragismo Português, Lisboa, 1998;
- Mulheres e Republicanismo (1908-1928), 2008;

Co-responsável com Zília Osório de Castro , do Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX), Lisboa, 2005.

Foi Comissário Científico da Exposição "Carolina Beatriz Ângelo - Intersecções dos sentidos / palavras, actos e imagens", organizada pelo Museu da Guarda [2010]; assegurou a Consultoria Científica da Exposição "Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1.ª República" [2010].

Desenvolve também actividade no blogue Silêncios e Memórias.

O currículo científico do Doutor João Esteves pode ser consultado AQUI.

A conferência inicia às 21.30 h, sendo a entrada gratuita.

Uma actividade a não perder.

A.A.B.M.

terça-feira, 10 de maio de 2011

MANUEL ALVES - POETA E CAVADOR



FOTO [da Direita par a Esquerda] - Domingos de Castro [natural de Tábua e redactor principal do jornal "Progresso da Feira (1904-1920)]; Manuel Pinto de Sousa [proprietário da então importante Tipografia 'Minerva" (1886), de V. Nova de Famalicão]; Simões Ferreira [jornalista]; Tomás da Fonseca ["ao tempo seminarista"]; Manuel Alves; Ribeiro de Carvalho [redactor, ao tempo, da "Mala da Europa"]; António Carvalhal [poeta e jornalista do Porto].

via SERÕES ["Foto do Poeta com os seus Amigos"], Vol. VI (2ª série), 1908, p. 60.

J.M.M.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

2011 OLIVENÇA - ALÉM GUADIANA


EVENTO: Além Guadiana. Cultura Portuguesa em Olivença;
DIA: 12 de Maio (11 horas);
LOCAL: Casa do Alentejo (Lisboa).

'Além Guadiana, três anos a promover a cultura portuguesa em Olivença' é a síntese de um movimento cultural nascido na primavera de 2008 com o compromisso de contribuir a recuperar, preservar e valorizar a herança linguística, monumental e etnográfica de raiz portuguesa em Olivença, bem como também de fomentar a aproximação cultural da Lusofonia. O ato, aberto a todos os interessados, celebrar-se-á na Casa do Alentejo (Portas de Santo Antão, 58) de Lisboa.

J.M.M.

A IMPRENSA E A LIBERDADE


No âmbito do Dia Mundial da Liberdade da Imprensa, a MinervaCoimbra vai realizar-se amanhã, dia 10 de Maio, pelas 18.30 h, uma sessão das Terças-Feiras de Minerva intitulada A IMPRENSA E A LIBERDADE com a participação de Maria Manuela Delille, Luís Reis Torgal, Isabel Nobre Vargues e João Figueira, entre outros.

Entrada livre.

Uma actividade a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

TRIBUNA DO POVO


Local: Lisboa
Periodicidade: semanário
Proprietário: Não determinado
Director: Não determinado
Tipografia: Rua da Rosa, 275
Páginas: 4 pág.
Colunas: 4
Surgiu em: 02-03-1879
Terminou publicação em: 11-05-1879, tendo sido publicados 11 números.
Rubricas regulares: Folhetim “A Arte e a República”, Revista Estrangeira, Crónica do Ensino Superior, Boletim Comercial, Revista dos Teatros, Correspondência, entre outros espaços.
Colaboradores: Angelina Vidal, que neste periódico utilizou o pseudónimo de Juvenal Pigmeu, José Francisco Azevedo e Silva, Bartolomeu Salazar Moscoso, Horácio Hesk Ferrari, João Monteiro, Louis Viardot, entre outros.
Foi neste jornal que Angelina Vidal criticou a inexistência de retórica nos versos de Cesário Verde. Por outro lado, esta notável panfletária e poetisa republicana anuncia também a publicação de um poema de Angelina Vidal intitulado "A Morte de Satã".

A.A.B.M.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

DOCUMENTÁRIO - ASSALTO AO QUARTEL DE BEJA 50 ANOS DEPOIS



DOCUMENTÁRIO: "Assalto ao Quartel de Beja 5o Anos Depois" [estreia];
REALIZADORES: Miguel Babo & João Oliveira;
DIA: 8 de Maio (17,30 horas);
LOCAL: Auditório Municipal da Figueira da Foz.

"50 anos depois da tentativa de golpe armado com o 'Assalto ao Quartel de Beja', Miguel Babo e João Oliveira vão apresentar, em estreia absoluta, o documentário que recupera este momento histórico para a memória colectiva.

É já no próximo dia 8 de Maio, pelas 17h30, no Auditório Municipal da Figueira da Foz.

O assalto ao Quartel de Beja, que acabou com a prisão de quase todos os envolvidos e a morte de outro dois, é agora recordado neste documentário com o testemunho de muitos dos seus protagonistas, que também estarão presentes no dia 8 de Maio.

Edmundo Pedro, que foi uma das principais figuras do assalto ao Quartel de Beja, estará presente para falar também sobre o 2.º volume recentemente lançado, de 'Memórias – Um Combate Pela Liberdade', em que recorda, precisamente, este golpe.

Maximino Serra, um dos assaltantes e irmão do grande operacional da revolta, o recentemente falecido Manuel Serra; Lurdes Pedro; Delmar Silva; Raul Gomes Coelho; António Pereira; Manuel Peralta Pombo; Alfredo Guaparrão; José António Lemos e o Coronel Eugénio de Oliveira são outros dos protagonistas esperados.

No dia da estreia o programa começa com um almoço com os revolucionários de Beja, que são depois recebidos na Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Às 17h30 inicia-se a exibição do documentário, no Auditório Municipal, que se insere na programação com que a Junta de Freguesia de São Julião está a assinalar os 25 de Abril de 1974" [via O Figueirense, com a devida vénia - sublinhado nosso]

Na FOTO acima: Miguel Babo.

J.M.M.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE - 15 DE JUNHO DE 1911


"ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE

SESSÃO DE VERIFICAÇÃO DE PODERES

EM 15 DE JUNHO DE 1911

Presidencia do cidadão Anselmo Braamcamp Freire

Secretario, José Miranda do Valle - Escrutinador, Carlos Antonio Calixto

Ás 12 horas e 40 minutos da tarde, estando presente a maioria dos Deputados proclamados nas assembleias de apuramento geral, o Sr. Eusebio Leão, em harmonia com o que dispõe o artigo 97.° da lei eleitoral vigente, propôs para presidir a esta assembleia o Sr. Anselmo Braamcamp Freire, para secretario o Sr. José Miranda do Valle e para escrutinador o Sr. Carlos Antonio Calixto, o que a assembleia approvou por acclamação.

O Sr. Braamcamp Freire: - Assumiu a presidencia, agradeceu a sua escolha e, em conformidade com o disposto no artigo 98.° da lei eleitoral em vigor, declara que a ordem dos trabalhos é a eleição das tres commissões de verificação de poderes.

Convida para isso os Srs. Deputados a formularem as suas listas, para o que interrompe a sessão.

Eram 12 horas e 50 minutos da tarde ..." [ler TUDO AQUI - sublinhado nosso]

FOTO: Theatro de S. Carlos. Récita de Gala Commemorativa da Abertura da Assembleia Nacional Constituinte [datado de 19 de Junho de 1911]. FONTE (?)

J.M.M.

CENTENÁRIO DO CONGRESSO DE TURISMO DE 1911



No âmbito das comemorações do Centenário do IV Congresso Internacional de Turismo, realizado em Lisboa, na Sociedade de Geografia de Lisboa, entre 12 e 19 de Maio de 1911, vai realizar-se o Congresso do Centenário do Turismo em Portugal, no mesmo local, nos dias 12, 13, 14 e 16 de Maio de 2011.

Para participar no congresso do Centenário, consultar o site sobre o evento AQUI.

No congresso que agora se vai realizar, organizado sob a presidência de Jorge Mangorrinha, participam inúmeras personalidades e investigadores que se dedicam a temas como:

- Portugal e o Turismo: diferentes olhares;
- Alojamento Turístico e restauração: formas e modelos;
- As Estruturas Regionais e Locais do Turismo: percurso e futuro;
- Operação e Animação Turísticas: evolução e inovação;
- Fado, Património Imaterial da Humanidade;
- O Turismo como Ciência;
- Turismo, Cultura e Identidades;
- Turismo, Governança e Desenvolvimento;
- Turismo, Sustentabilidade e Ordenamento do Território;
- Turismo, Organização, Inovação e Produção de Conhecimento;
- Os Desafios do Turismo em Portugal no século XXI;
- Turismo e Estratégias Públicas de Desenvolvimento;
- A investigação no Turismo e a realidade empresarial;
- O Turismo e a Lusofonia.

O programa completo do congresso do Centenário pode ser consultado AQUI.

Acima recordamos a Comissão Organizadora do IV Congresso Internacional do Turismo, que se realizou em Lisboa, há um século atrás. Nesta organização destacavam-se as seguintes personalidades: Bernardino Machado, Cupertino Ribeiro, A. Vasconcelos Correia, Ventura Terra, Manuel Roldan, Raul Fabri, José Lino Júnior, Manuel Emídio da Silva, Luís Fernandes, M. F. Ferreira Madaíl, Alfredo da Cunha, Rodrigo Peixoto, Conrad Wissman e Fernando Emídio da Silva.

Uma das decisões que resultou deste congresso de 1911, desenvolvido por iniciativa da Sociedade de Propaganda de Portugal, foi a criação de uma Repartição de Turismo, que viria a ser chefiada por José de Ataíde durante largo período.

Um evento a acompanhar com toda a atenção por parte de técnicos, empresários, investigadores das áreas do património, do lazer e da economia.

A.A.B.M.

terça-feira, 3 de maio de 2011

SORVETE - SEMANÁRIO PORTUENSE DE CARICATURAS


SORVETE. Semanário portuense de caricaturas - [I Série, Ano I, nº1 (9 de Junho 1878) ao Ano X, nº 463 (5 de Junho 1887); II Série, Ano XI, nº 1 (1 de Janeiro 1888)] ao nº 48 (23 de Dezembro de 1888); III Série, Ano XII, nº1 (19 de Janeiro de 1898) ao nº 168 (16 de Dezembro de 1900)], Porto; Administrador: José Vasques; Ilustrações: Sebastião Sanhudo; Colaboradores: António Cruz (Brás de Paiva), Eduardo Lobo (Beldemónio), João Diniz, Júlio Serra, Júlio Vasco, Marcos Guedes, Mendes de Araújo (Vicente Galhardo), [António da Costa Couto] Sá de Albergaria; Administração e Redacção, Rua do Laranjal, 116, Porto.

FOTO: reprodução da capa do nº 148 do SORVETE, de 13 de Março de 1881 [clicar na foto]

NOTA: O SORVETE, ou “O Sorvetedo Sanhudo ou o Sanhudo d'O Sorvete [ler AQUI] foi “o jornal humorístico de maior longevidade no século XIX”. Editado por Sebastião de Sousa Sanhudo [20 de Fevereiro de 1851-17 de Agosto de 1901], ou Sebastião Sanhudo, foi, sem dúvida, a “melhor realização artística deste cartoonista do Norte” [cf. Os Comics em Portugal, de António Dias de Deus, Bedeteca, p.53], natural de Ponte de Lima. Sebastião Sanhudo frequentou a Academia Portuense de Belas Artes [1873 – ver AQUI uma biografia de S. Sanhudo], estabelecendo oficina própria de litografia, fundando a “Litografia Portuguesa”, depois conhecida por “Litografia do Sanhudo” [ibid]. Excelente retratista, litógrafo apurado, participa nas ilustrações para o semanário humorístico Pae Paulino [“nome de um dos bravos do Mindelo” – AQUI], um curioso “periódico de bons costumes” [nº1, 30 de Julho de 1877] e depois cria o Sorvete, “periódico [que] era a verdadeira crónica alegre da vida portuense daquela época”. Publicou também o “Album de caricaturas dos Homens mais celebres do porto e arredores" [1878], uma “Galeria do Sorvete” [1879], Almanack do "Sorvete" [Porto, 1883, com curiosa caricatura de Camilo e de outras “celebridades portuenses”], “O Cosmorama, Almanach do Sorvete” [Porto, 1901 ?]. Colaborou, ainda, em “O Brinde”, “O Andaluz”, “Charitas”, “Lágrimas e Cpnforto”, “Portugal Artístico”, “O Monóculo” [Os Comics em Portugal, ibidem] ou “A Corja”.

J.M.M.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

XXXI ENCONTRO DA APHES - CALL FOR PAPERS



O XXXI Encontro da Associação Portuguesa de História Económica e Social tem aberto, até ao final desta semana, 6 de Maio de 2011, o call for papers para todos os interessados em apresentar os resultados das respectivas investigações.

Este encontro vai realizar-se em Coimbra, na Faculdade de Economia, nos própximos dias 18 e 19 de Novembro de 2011.

O tema geral deste congresso é: ECONOMIA E INSTITUIÇÕES: PERSPECTIVAS HISTÓRICAS

Pode ler-se na divulgação do congresso:
O estudo das relações entre a economia e as instituições tem vindo a ganhar relevância nas ciências sociais. Adoptando uma perspectiva das instituições que não se limita ao estrito campo das organizações económicas, mas que inclui todo um conjunto de regras, de crenças e de normas que influenciam a economia, fica aberto um vasto campo de investigação que foi sempre central entre os historiadores: analisar e compreender, em contexto histórico, as mudanças e as permanências dos factores sociais que compõem as instituições. O quadro institucional que singulariza cada espaço económico ou país num determinado contexto histórico encerra uma parte importante da compreensão sobre o desempenho das economias respectivas.
O XXXI Encontro da APHES apela à comunidade científica nacional e internacional para participar neste amplo debate, submetendo painéis temáticos ou comunicações individuais.


Para informações complementares consultar a página do Congresso AQUI.

A Comissão Científica é constituída por:
David Justino (FCSH – UNL)
Álvaro Garrido (FE – UC)
António Amaro (FE – UC)
Ana Rodrigues (FL – UL)
Amélia Polónia (FL – UP)
Nuno Gonçalo Monteiro (ICS – UL)

A Comissão Organizadora é constituída por:
Álvaro Garrido (FE – UC)
António Amaro (FE – UC)
João Oliveira (FE – UC)
João Paulo Avelães Nunes (FL – UC – CEIS20)

A divulgar e acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

MEMÓRIAS DE MARIA VELEDA APRESENTADAS EM LOULÉ


Na próxima sexta-feira, dia 6 de Maio de 2011, na Alcaidaria do Castelo, em Loulé, pelas 18 horas, vai ser apresentada a obra de Natividade Monteiro sobre esta republicana, livre-pensadora e feminista portuguesa que tinha as suas raízes no Algarve como já mencionamos por diversas vezes neste espaço como AQUI e AQUI.

Sobre a autora encontramos o seu currículo científico e pedagógico que pode ser consultado AQUI.

O apresentante da obra vai ser o Eng. Luís Guerreiro, Chefe da Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Loulé.

Uma iniciativa a não perder.
A.A.B.M.

domingo, 1 de maio de 2011

O REGICÍDIO, O 5 DE OUTUBRO DE 1910, A I REPÚBLICA E A INTERVENÇÃO ANARQUISTA


LIVRO: O Regicídio, o 5 de Outubro de 1910, a I República Portuguesa e a Intervenção Anarquista;
AUTOR: Júlio Carrapato;
EDITORA: Sotavento (Faro).

à VENDA na Livraria LETRA LIVRE.

J.M.M.

MOSTRA EVOCATIVA - VITORINO MAGALHÃES GODINHO


MOSTRA EVOCATIVA - Vitorino Magalhães Godinho (1918-2011);
DATA - 2 a 31 de Maio;
LOCAL - Biblioteca Nacional (Sala de Referência).

J.M.M.

GENERAL JOSÉ VICENTE DE FREITAS. A LIBERDADE DE PENSAR


Vai ser apresentado, agora em Lisboa, depois da apresentação que anunciamos AQUI, no próximo dia 4 de Maio de 2011, pelas 20H, no âmbito da Feira do Livro de Lisboa a obra de Francisco Fernandes, intitulada General José Vicente de Freitas. A Liberdade de Pensar

Vai apresentar desta vez o livro o Profesor José Adelino Maltez.

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

PRIMEIRO DE MAIO - FRATERNIDADE!



TEXTO de Guedes Quinhones [clicar para ler], in O PROLETÁRIO. Bi-semanário Defensor do Operariado em Geral, Lisboa, nº1, 1 de Maio de 1898.

J.M.M.