sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ENSAIO RESPUBLICANO - FERNANDO CATROGA


LIVRO: "Ensaio Respublicano" (151 p.);
AUTOR: Fernando Catroga;
EDITOR: Fundação Francisco Manuel dos Santos.

APRESENTAÇÃO:

LOCAL: El Corte Inglés (Lisboa);
DIA: 30 de Outubro (19 horas), piso 7.

J.M.M.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

6ª JORNADAS DE TOPONÍMIA DE LISBOA


Vão realizar-se amanhã, 29 de Setembro, em Lisboa, as 6ªs Jornadas de Toponímia, subordinado ao tema: Lugares de Memória da República.

As jornadas contam com intervenções de: Catarina Vaz Pinto, Appio Sottomayor, Manuela Tavares, José Esteves Pereira, Salette Salvado, Álvaro Matos e Ana Homem de Mello durante a manhã.

Na parte da tarde participam: Ruy Vieira Nery, Fernanda Rollo, António Lopes, Paula Machado e António Reis fará a conferência de encerramento.

O programa detalhado das jornadas pode ser consultado AQUI.

Um evento a acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

APRESENTAÇÃO DO LIVRO: PRESIDENTES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO


No final da tarde de ontem, 27 de Setembro, tivemos oportunidade de assistir à apresentação do livro editado pela Minerva Coimbra, nas instalações da livraria, no Bairro Norton de Matos, em Coimbra.

A sessão contou com uma sala bem composta de assistentes e, na mesa, contou a presença de cinco dos seis autores. Viam-se, entre os assistentes, a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, Dra. Fátima Ramos, o Dr. António Arnaut, José Dias, Isabel Vargues, Luís Reis Torgal, Carlos Esperança e Carlos Sá Furtado. Depois da apresentação dos membros da mesa, por parte da responsável da editora, de algumas palavras do Prof. Amadeu Carvalho Homem, na qualidade de presidente da Associção Cultural Alternativa e de Fernando Fava,enquanto coordenador do grupo de trabalho que meteu ombros à realização do livro.

Seguiu-se no uso da palavra o apresentante do livro, o Eng. Carlos Ferreira, presidente da comissão que organizou as Comemorações do Centenário da República em Miranda do Corvo. Começou por lembrar algumas das principais figuras do republicanismo em Miranda do Corvo, com destaque para José Falcão, mas fez referência a diversas personalidades que no concelho se destacaram pelos seus ideais: Belisário Pimenta, Ferrer Correia, Luís Baeta de Campos, Fausto Correia e Henrique Brito de Carvalho. Entre alguns aspetos focados, merecem destaque, as seguintes ideias: os presidentes da I República tiveram todos uma forte ligação à cidade de Coimbra que, de uma forma ou de outra, marcou todos e cada um de forma vincada; outro aspeto destacado foi a força, ou mesmo a teimosia das convicções de cada um; finalmente, outro dos aspecto, foi a paixão que todos estes homens tinham pela Natureza, pelos passeios ao ar livre; finalmente, a ligação que todos tiveram à Maçonaria.

No final, após a apresentação, e enquanto os autores escreviam as suas dedicatórias aos interessados, seguiram-se alguns momentos de convívio e tertúlia entre os presentes.

A.A.B.M.

SOCIABILIDADES EM COIMBRA DURANTE A MONARQUIA CONSTITUCIONAL


Vai realizar-se amanhã, 29 de Setembro de 2011, pelas 18 horas, na Almedina Estado Cidade de Coimbra, no âmbito da iniciativa Café com História, Protagonistas, memórias e realidades de Coimbra dos séculos XIX e XX, a conferência com o título supra indicado, pelo Doutor Rui Cascão.

O professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), Rui Cascão,considera que “foi depois do triunfo da revolução liberal de 1834 que se começou a verificar um claro desenvolvimento das diversas expressões de sociabilidade organizada”.

A organização pertence às Ideias Concertadas, numa parceria com a FLUC.

A entrada é livre.

Um evento a acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

OS PRESIDENTES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO


Vai ser feito o lançamento, amanhã, terça-feira, 27 de Setembro de 2011, pelas 18 horas, nas instalações da Livraria Minerva, do livro com o título em epígrafe.

Esta obra resulta do trabalho desenvolvido durante as Comemorações do Centenário da República em Miranda do Corvo e conta com um conjunto de investigadores coordenados pelo Mestre Fernando Fava, tendo como particularidade o facto de todos serem membros da Associação Alternativa.

Esta obra, que o Almanaque Republicano AQUI fez referência, vai agora ser publicamente apresentada em Coimbra.

Os autores são:
Alexandra Silva
Amadeu Carvalho Homem
Anabela Nunes Monteiro
Maria Antónia Lucas da Silva
Fernando Fava
António Maduro
Miguel Santos

Uma iniciativa a acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

AS MULHERES E A I REPÚBLICA


Vai realizar-se amanhã, 23 de Setembro, em Vila Nova de Famalicão, pelas 21.30 horas, no Museu Bernardino Machado, uma conferência intitulada As Mulheres e o Trabalho na I República a ser proferida pelo Doutor Paulo Guinote.

Sobre o conferencista, Paulo Jorge Alves Guinote, que muitos conhecem enquanto bloguer AQUI, ou como comentador, com alguma regularidade, na televisão sobre temas de educação. Integrou o Grupo de Trabalho do Ministério da Educação para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.

Paulo Guinote é licenciado em História, mestre em História Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Doutor em História da Educação na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, professor de História e Geografia de Portugal, no 2º Ciclo do Ensino Básico.

No seu currículo contam-se diversos títulos de que destacamos, "A Sociedade: da agitação ao desencanto", in Portugal Contemporâneo, vol. III, coord. António Reis (Lisboa, 1990), A caravela e as condições de navegação na época dos descobrimentos : roteiro-guia para as visitas de estudo à Caravela "Boa Esperança" (Lisboa, 1993), em co-autoria; Quotidianos Femininos - 1900-1933 (Lisboa, 1997), O quotidiano na Lisboa dos Descobrimentos : roteiro arqueológico e documental dos espaços e objectos, (Lisboa, 1998), também em co-autoria; Parlamentares e Ministros da 1ª República - 1900-1926 (Porto, 2000) e As armadas da Índia : 1497-1835 , (Lisboa, 2002), ainda em co-autoria; e, recentemente colaborou na publicação Mulheres na Primeira República - Percursos, Conquistas e Derrotas (Lisboa, 2011).

Esta actividade realiza-se no âmbito do ciclo de conferências subordinadas ao tema: As Mulheres e a I República que o Almanaque Republicano tem vindo a divulgar junto de todos os potenciais interessados no tema.

Uma iniciativa a não perder.
A.A.B.M.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

POR PRISÃO O INFINITO: CENSURAS E LIBERDADE NA LITERATURA


A FLUP, vai organizar nos próximos dias 26 e 27 de Setembro de 2011, no âmbito do I ENCONTRO DE ESTUDOS LUSÓFONOS, um conjunto interessante de palestras de vários investigadores da História da Literatura e de outras áreas subordinadas ao tema: POR PRISÃO O INFINITO: CENSURAS E LIBERDADE NA LITERATURA.

As principais linhas temáticas do encontro vão ser:
• Censura(s): causas, consequências, modos
• Periferias, margens, (contra)correntes
• O autor e o seu tempo
• A língua
• A crítica: os seus condicionalismos e os seus efeitos
• A edição e circulação dos textos

Pode ainda ler-se na apresentação do encontro:

Partindo de um verso do brasileiro Castro Alves, este I Encontro do Grupo de Estudos Lusófonos pretende criar um espaço de debate e de divulgação da pesquisa mais jovem que se vai fazendo na FLUP ou por ela vai passando, em torno das literaturas de língua portuguesa. Reunindo estudantes dos diversos ciclos de estudos e de várias áreas disciplinares com professores e outros investigadores, esta iniciativa tentará conciliar o rigor científico com a capacidade de comunicação e de transferência de conhecimento, num ambiente de que todos os grupos se sintam parte.

O encontro será antecedido de um ciclo intitulado 5 livros, 5 filmes, em que serão apresentadas e discutidas adaptações para o cinema de três romances portugueses, um brasileiro e um moçambicano relacionados com a temática em causa. Haverá ainda um momento musical e um recital de poesia.

Pretende-se que este seja o primeiro de uma sequência anual de encontros, organizados por equipas sempre renovadas que integrem estudantes e professores.


Na Comissão Organizadora do Encontro participam:
Andreia Oliveira (EPL, 3.º ano)
Carolina Marcello (EPL, 3.º ano)
Francisco Topa (DEPER)

Os responsáveis da Comissão Científica do encontro são:
Ana Sofia Laranjinha
Celina Silva
Maria Luísa Malato
Zulmira C. Santos

O programa completo das actividades ao longo dos dois dias pode ser consultado AQUI.

Permitam-nos que destaquemos os trabalhos sobre Judith Teixeira, apresentado por Rita Sineiro; sobre Maria Velho da Costa, por Maria José Dias; sobre José Daniel Rodrigues da Costa, por Maria Luisa Malato Borralho; sobre Teixeira Gomes, por Maria João Raminhos Duarte; sobre Nelson Rodrigues, por Juliana Braga; e sobre João Ubaldo Ribeiro, por Inês Castro e Silva.

Para os interessado já é possível aceder a alguns dos textos dos conferências consultando as atas online AQUI.

Um evento que merece a melhor divulgação.

A.A.B.M.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

CONSTITUIÇÕES E CONSTITUCIONALISMO EM PORTUGAL (1822-1976) - CURSO DE VERÃO



No âmbito de mais um Curso de Verão, neste caso o XXI curso, organizado pelo Instituto de História Contemporânea, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, vai realizar-se em Lisboa, entre os próximos dias 22 a 24 de Setembro de 2011, um interessante conjunto de conferências subordinadas ao tema Constituições e Constitucionalismo em Portugal (1822-1976).

A organização do curso cabe a Maria Cândida Proença e Paulo Jorge Fernandes e conta com alguns dos especialistas no tema, tanto da área do Direito como da área de História.


O programa do evento pode também ser consultado AQUI.

Aos interessados, a frequência deste curso confere aos docentes 0,6 unidades de crédito, conferida pelo CCPFC.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

sábado, 17 de setembro de 2011

ANTÓNIO DOS SANTOS FONSECA


Nasceu em Faro em 6 de Dezembro de 1858.

Aos 12 anos foi para Lisboa, onde realizou os preparatórios liceais na Escola Académica. Enveredou pela carreira militar em 1878, assentando praça em 27 de Setembro desse ano. Passou a alferes em 7 de Janeiro de 1881. Estudou na Escola do Exército saindo de lá alferes graduado e efectivo em 1884. Continuou os estudos no Instituto Industrial e Comercial de Lisboa, onde frequentou as aulas de Mineralogia, Arte de Minas, Física Geral e Economia Política, mas não chegou a concluir o curso.

Em 1886, já com a patente de tenente (6-10-1886), passou a servir no Regimento de Caçadores nº 4, em Tavira, onde permaneceu até 1890, onde esteve adstrito à Guarda Fiscal. Distinguiu-se como ajudante do comandante das tropas que, em 1889, criaram na fronteira um cordão sanitário, devido à eclosão da cólera em Espanha. Devido a problemas de saúde foi considerado incapaz para o serviço activo e colocado em Lisboa. Esteve colocado como adjunto à direcção geral da Secretaria da Guerra desde 3 de Dezembro de 1891, na 1ª repartição.

Em 1895 (9 de Maio) foi promovido a capitão, sendo colocado no Regimento de Infantaria nº 15. Em 1903 era chefe da 2ª secção da 1ª repartição da Direcção Geral da Secretaria da Guerra e, em 1906, a major, com situação de serviço no Estado-Maior, ascendeu a coronel em Maio de 1910. Aposentou-se em 1913 (14 de Junho), no posto de coronel.

Ofereceu o relógio do Arco da Vila, completando a obra do seu ascendente directo, que era o proprietário da barca que trouxe de Itália a estátua de S. Tomás de Aquino, padroeiro de Faro e adquirida pelo Bispo do Algarve, D. Francisco Gomes.
Foi chefe da repartição da 1ª Direcção da Secretaria da Guerra.

Dedicou-se ao jornalismo, mas dispersou a sua actividade por outros interesses culturais, tendo colaborado em jornais e revistas de vários géneros. Utilizou, entre outros os seguintes pseudónimos: Monóculo, Telescópio, Cáustico, Sem Medo e X . Foi um grande amador musical, dedicou-se ao desenho e à pintura tendo deixado alguns trabalhos de relevo.
Possuía várias condecorações, entre elas, os oficialatos de Avis, de S. Tiago, de Cristo, e a medalha de prata de comportamento exemplar.

Era sócio da Sociedade Agrícola da Rozema.
Era sócio da União dos Atiradores Civis Portugueses, com o nº 536, tendo sido admitido em 4 de Janeiro de 1908.

Era casado com Marina Ema Romero dos Santos Fonseca e deixou uma filha Ema Romero da Câmara Reis, casada com Luís da Câmara Reis.

Foi tão simplesmente membro da quinta e da sexta Alta Venda da Carbonária Portuguesa, tendo em ambas tido as funções de Secretário. Teve papel de relevo na organização carbonária que se seguiu ao Congresso de Setúbal do P.R.P.. Nas acções planeadas para 5 de Outubro, o seu grupo civil e os de Amândio Saraiva Junqueiro, João Gualberto do Nascimento Pires e Aníbal Lameiras, deviam interromper as comunicações telefónicas e telegráficas. Foi o intermediário de comunicações.

Faleceu em Lisboa a 15 de Janeiro de 1937, contando 78 anos. O seu funeral realizou-se no dia seguinte, sendo sepultado no cemitério do Alto de S. João.

No seu funeral estiveram presentes entre outras personalidades: Almirante Aires de Sousa, Dr. Hernâni Cidade, Rodrigues Lapa, Bento Caraça, António Sérgio, José Benevides, Mário de Castro, Dias Agudo, Morais Neves, Germano Rocha, António Viana, Xavier de Brito, Azevedo Gomes, Cortez Pinto, Herculano Levy, Gastão de Betencourt, Emílio Costa, Pedro Bordalo Pinheiro, Cardoso Gonçalves, Almeida Cruz, pintores Sousa Lopes e Jorge Pinto, Alberto Bramão, Valentim de Carvalho, Ludovico de Meneses, Alexandre Vieira, Jaime Silva, tenente Valente, Luís Barbosa , entre outros

Conhecem-se-lhe colaborações nos seguintes jornais: O Globo, Folha de Chaves, O Algarve e Alentejo, O Algarve Ilustrado, O Distrito de Faro, O Heraldo, de Tavira, Ateneu Comercial, O Algarve, Revista de Infantaria, Economista, Ferroadas, entre outros.

Publicou entre outros trabalhos:
- Orientação Militar, 1891;
- Leitura das Cartas Topográficas e Corográficas, 1894;
- Reconhecimentos Militares, 1900;
- Perfis, 1937 [sob o pseudónimo de Monóculo, com prefácio de Ludovico de Menezes]

Localizaram-se os seguintes textos da sua autoria na Revista de Infantaria:
- “Avaliação de Distâncias em Campanha”, Revista de Infantaria, Junho de 1898, nº 3, Typ. José da Silva Mendonça, Porto, 1898, p. 91 a 96.
- “Avaliação de Distâncias em Campanha”, Revista de Infantaria, Agosto de 1898, nº 3, Typ. José da Silva Mendonça, Porto, 1898, p. 165 a 169.

Nota: Para a elaboração desta nota biográfica agradecemos a colaboração de Francisco Carromeu, autor de Dicionário de Carbonária, ainda no prelo, mas que ficamos a aguardar com expectativa a sua publicação.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
- Almeida, Artur Luz de , "A Obra Revolucionária da Propagaganda. As Sociedades Secretas", História do Regimen Republicano, Lisboa, 1930 p. 229;
- Lima, Sebastião Magalhães , «Episódios (...) (Memórias)», vol. I, p. 229-230;
- Mendonça, Artur Ângelo Barracosa , "Microbiografias", Anais do Município de Faro, Faro, vol. XXXVI (2009-2010), p. 266-268.
- REIS, Ema Romero Santos Fonseca da Câmara, “In Memoriam”, Divulgação Musical, vol., IV, 1938;
- Silva, António Maria da , «O Meu Depoim. Da Monarq. ao 5 de Out.», p. 238; -- A. Mach. Santos, «A Rev. Port. 1907/1910 - Relatório», pp. 34, 56, 131, 132, 133, 145.

A.A.B.M.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A GERAÇÃO DE 70 E A UNIVERSIDADE DE COIMBRA



No próximo dia 15 de Setembro, pelas 18 horas, vai realizar-se a palestra com o título em epígrafe, na Livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra, pelo Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem.

Pode ler-se na divulgação deste evento que a iniciativa partiu das Ideias Concertadas:

Sabe de que forma a chamada “Geração de 70” se relaciona com a Universidade de Coimbra? Amadeu Carvalho Homem, professor catedrático do Grupo de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), debruça-se sobre essa temática, na primeira sessão do Café com História “Protagonistas, memórias e realidades de Coimbra dos séculos XIX e XX”.

Antero de Quental, Teófilo Braga, Manuel de Arriaga, João de Deus, João Penha... São apenas alguns dos nomes que fizeram parte da chamada “Geração de 70”, um movimento académico de Coimbra do século XIX que veio revolucionar várias dimensões da cultura portuguesa. O docente da FLUC, Carvalho Homem, explica que esta geração caracteriza-se “por ter sido a consciência crítica do liberalismo conservador que, nesse tempo, vigorava em Portugal” e, nessa medida, “ela conseguiu desbravar os novos caminhos do republicanismo e do socialismo, em termos políticos.”

A “Geração de 70”, em termos artísticos e estéticos, foi a responsável pela “superação do Ultra-Romantismo, constituindo um patamar para a futura afirmação do Realismo”, acrescenta Carvalho Homem.

Esta é a primeira sessão do Café com História, “Protagonistas, memórias e realidades de Coimbra dos séculos XIX e XX”, conjunto de palestras que tem a Coordenação Científica de Maria Antónia Lopes e Vítor Neto, professores na FLUC e que está inserido no “Ciclo do Café”. Trata-se da nova programação cultural da Livraria Almedina que, entre Setembro e Dezembro, propõe quatro espaços de discussão: Café do Direito, Café e Letras, Café com Tradição e Café com História.

Uma interessante iniciativa que vamos tentar acompanhar e divulgar junto dos nossos ledores.

A.A.B.M.

RAINHAS DE PORTUGAL


Realiza-se no próximo dia 15 de Setembro(quinta-feira), pelas 18h30, no Museu Nacional do Azulejo, o lançamento da colecção "Rainhas de Portugal", coordenada por Ana Maria S. A. Rodrigues, Manuela Santos Silva e Isabel dos Guimarães Sá e editada pelo Círculo Leitores.

Uma colecção que vai preencher uma lacuna na historiografia portuguesa, já existem recentes biografias sobre os reis, agora é a vez das rainhas sairem da sombra a que muitas vezes estiveram votadas, para conquistarem o seu próprio espaço.

Uma investigação que nos merece credibilidade e garantia de qualidade.

A colecção que agora se apresenta revela documentos até agora inéditos e procura dar a conhecer aspectos menos conhecidos das várias personalidades, as suas origens familiares e pequenos rituais quotidianos que marcaram as suas vidas e o seu tempo.

Um conjunto importante de trabalhos que mostram o interesse das pessoas pelo género biográfico e o dinamismo da historiografia no feminino.

A acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

sábado, 10 de setembro de 2011

CONGRESSO INTERNACIONAL HISTÓRIA DOS MÉDIA E DO JORNALISMO


Numa organização do Centro de Investigação Média e Jornalismo, vai realizar-se na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, nos próximos dias 6 e 7 de Outubro de 2011, o Congresso Internacional História dos Média e do Jornalismo.

A Comissão Organizadora é constituída por:
- Ana Cabrera
- Carla Baptista
- Carla Martins
- Helena Lima
- Jorge Pedro Sousa
- Maria José Brites
- Natália Honório Manso
- Sónia Lamy

Contacto para mais informações:
historiadojornalismo2011@gmail.com

Contacto para assuntos relacionados com inscrições:
nataliahonoriomanso@sapo.pt
cimjmedia@gmail.com

O formulário para inscrições pode ser descarregado e impresso a partir de AQUI.


O programa completo e detalhado do congresso pode ser consultado AQUI.

Uma iniciativa muitíssimo interessante, com conferências a abordar temas que merecem a maior divulgação.

A.A.B.M.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

REVISTA DA FACULDADE DE LETRAS: HISTÓRIA, DA UNIVERSIDADE DO PORTO


No âmbito da política de disponibilização, em livre acesso, a todos os interessados, foi recentemente colocado online o mais recente número da Revista da Faculdade de Letras: História, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto quase integralmente dedicado à temática do Centenário da República.

O presente número desta revista conta com as seguintes colaborações:
- Maria Antonieta Cruz, O golpe de 31 de Janeiro de 1891: Uma ousadia breve?;
- Jorge Fernandes Alves, Primeira República, poder local e a saga parlamentar para um novo código administrativo;
- António José Queiroz, As eleições legislativas de 1925;
- Fernando Catroga, O Republicanismo Português (Cultura, história e política);
- Ernesto Castro Leal, República portuguesa, secularização e novos símbolos (1910-1926);
- Rui Manuel Pinto Costa, Discurso médico, saúde pública e estratégias políticas para “Uma questão palpitante do tempo actual”: a emergência da luta contra o cancro em Portugal (1904-1923);
- Luís Alberto Marques Alves, República e Educação: Dos princípios da Escola Nova ao Manifesto dos Pioneiros da Educação;
- Ana Lúcia Fernandes, Luís Grosso Correia, O ensino primário nos espaços-tempos da I República no Brasil(1889-1930) e em Portugal (1910-1926)
- Marcelo Magalhães, Ensino Comercial na I República à luz dos Debates Parlamentares;
- Cláudia Pinto Ribeiro, Viver na diferença… A Casa Pia de Lisboa como espaço de inclusão;
- Fernando José Monteiro da Costa, Canto Coral, escola de higienização;

Outros Estudos ainda na mesma revista:
- Levente Igaz, Modos de viver, religião, cultura militar: os Húngaros e o seu território nas fontes muçulmanas da Península Ibérica, entre os séculos IX e XIII;
- Maria Cristina Almeida e Cunha, Um Cartulário Bracarense do Século XIV: o “Livro das Cadeias”;
- João Francisco Marques, O livro religioso, em particular do âmbito da parenética e hagiologia, nos impressos do século XVI da Bilbioteca Pública
do Porto
;
- Cândido dos Santos, Jansenismo francês num códice da Biblioteca Nacional de Portugal;
- Filipe dos Santos, A Entrada de Sal num Espaço Insular: Ilha da Madeira (1750-1832);
- Maria Otília Pereira Lage, Empresa Metalúrgica da Longra, um caso no modo português de industrialização: estudo sob os regimes de acção

Para aceder ao presente número com todos os artigos, consultar AQUI.

A partir daqui pode consultar também os números anteriores da revista, com muitos artigos de historiadores reputados da FLUP.

Um espaço que recomendamos e que merece uma maior divulgação.
A.A.B.M.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ARQUIVO PESSOAL DE PAIVA COUCEIRO NA TORRE DO TOMBO


Vai realizar-se no próximo dia 14 de Setembro, quarta-feira, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, situado na Alameda da Universidade em Lisboa, a cerimónia da entrega do Arquivo Pessoal de Henrique Mitchell de Paiva Couceiro.

O evento ocorrerá pelas 18.30h e conta com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. Na mesma ocasião estará patente também uma pequena exposição documental.

Recordamos que Henrique Mitchell de Paiva Couceiro nasceu em Lisboa a 30 de Dezembro de 1861 e faleceu nesta mesma cidade em 11 de Fevereiro de 1944. Era filho de José Joaquim Paiva Cabral Couceiro e de Helena Armstrong Mitchell.

Militar de carreira, foi governador colonial. Mais tarde foi deputado na legislatura de 1906-1907, sob o governo de João Franco. Casou com Júlia Maria do Carmo Noronha, filha mais velha do Conde de Parati.

Destaca-se como militar nas campanhas militares que se desenrolam em Angola, mas sobretudo em Moçambique, sendo ajudante-de-campo do comissário régio António Enes. Mais tarde e devido ao seu prestígio torna-se também ajudante-de-campo honorário de D. Carlos a partir de 1895.

Aderiu ao Partido Regenerador-Liberal liderado por João Franco em 1905 e foi eleito deputado pelo mesmo partido, como acima se fez referência.
Em 1907 foi nomeado governador de Angola, onde realizou trabalho meritório e reconhecido, para desenvolvimento e organização administrativa do território. Regressa a Portugal em 1909, onde se encontra aquando do 5 de Outubro de 1910, sendo dos poucos dispostos a resistir à revolta que conduziu à proclamação da República.

Com a instauração do regime republicano demitiu-se do Exército e exilou-se em Espanha. A partir da Galiza organiza várias tentativas de invasão, com particular destaque para os anos de 1911 e 1912, em que tentou restaurar a Monarquia. Porém todas as tentativas fracassaram, mesmo a que ocorreu em 1919, conhecida como a Monarquia do Norte, que deu origem a uma situação de guerra civil quase generalizada no Norte do País. Volta novamente a exilar-se e afasta-se da vida política.

Regressa depois já durante o consulado salazarista, quando assume posições públicas e políticas de discordância em relação à política ultramarins que estava a ser desenvolvida, facto que lhe valeu novamente a expulsão de Portugal em 1935. Regressa em 1937, mas porque toma novamente posição contra a orientação política que se seguia e foi obrigado a retirar-se para Espanha, instalando-se depois nas ilhas Canárias.

Um monárquico com firmes convicções que não vergou ao regime republicano nem ao salazarismo, afirmando-se sempre na defesa das suas posições e manifestando uma coerência que lhe valeram sérios dissabores.

A documentação agora entregue será certamente uma importantíssima fonte para se compreender as dificuldades da I República, o pensamento de Paiva Couceiro, as suas ligações internas e externas, bem como alguns dos sectores monárquicos de oposição ao Estado Novo.

A acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.