Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

MINISTRO DA FAZENDA


"Marquez de Sá prometteu a Bébé que Bébé havia de ter futuro. Bébé então quer ter"

"O último discurso do sr. ministro da fazenda”, in O António Maria, 10.02.1881, p. 48 [via BNP - Materiais para a História Eleitoral e Parlamentar Portuguesa 1820-1926]

J.M.M.

REPUBLICANAS QUASE DESCONHECIDAS



LIVRO: Republicanas Quase Desconhecidas;
AUTORA: Fina D'Armada (c/prefácio de Manuel Sá Marques);
EDIÇÃO: Temas e Debates.

ler MAIS sobre o livro AQUI.

"Atribui-se a Cândido dos Reis a frase que 'feita a República em Lisboa, no resto do País se faria pelo telégrafo'. E assim foi. Só que, para se fazer a República pelo telégrafo, o País teria de estar à espera, reparado para a receber. Quem o preparou? Por um lado, se foi o telégrafo que espalhou a revolução, então aí participaram mulheres, pois já havia telegrafistas desde os fins do século XIX. Por outro, nas manifestações de vitória, entoou-se A Portuguesa e o Hino da Maria da Fonte e flutuaram milhares de bandeiras verde-rubras, assim como barretes frígios e fitas verdes e vermelhas nas lapelas e cabelos. Isso significa que as bandas e filarmónicas já haviam ensaiado os hinos da vitória e as bandeiras já haviam sido costuradas pelas mulheres, de norte a sul do País. Em todas as Câmaras Municipais se implantou a República. E isso deveu-se ao trabalho de propaganda de republicanos e republicanas. Daí a importância dos concelhos, exaltada nesta obra, escrita com a colaboração de muitas mãos, que divulga o trabalho ignorado de republicanas de 33 concelhos do País" [ver AQUI]

J.M.M.

JOÃO VIEGAS PAULA NOGUEIRA


João Viegas de Paula Nogueira nasceu em Olhão, a 10 de Junho de 1859, filho de João Viegas Nogueira e Joaquina Paula Nogueira. Frequentou o Instituto de Agronomia e Veterinária de Lisboa. Foi Agrónomo, Médico-veterinário, Fiscal sanitário da Câmara Municipal de Lisboa, Inspector sanitário do Mercado Geral de Gados, Professor e Director do Laboratório de Bacteriologia na Escola Superior de Medicina Veterinária, membro do Conselho Superior Técnico da Agricultura, Senador pelo Minho nas listas do Partido Nacional Republicano. Na sua primeira intervenção, mostrou os seus conhecimentos científicos, com a vastidão dos seus pontos de vista em matéria de fabrico, higiene, qualidade do pão e suas consequências na população pobre.

Foi o Prof. Paula Nogueira, juntamente com Antunes Pinto e Inácio Ribeiro que ensaiaram pela primeira em 1891, a tuberculina em Portugal.

O Professor João Viegas Paula Nogueira colaborou em várias publicações agronómicas, como Portugal Agrícola, foi Director da Revista de Medicina Veterinária, e deu à estampa Micróbios e vacinas: esboço (1886); Ensaio de Bacteriologia pratica aplicada ás doenças do homem e dos animais (1893); As Ilhas de S. Miguel e Terceira (1894); O novo tratamento da difteria e o Instituto Bacteriológico de Lisboa (1895); A tuberculose pecuária e a higiene pública (1896); «Les animaux agricoles», in Cincinnato da Costa (dir. de), Le Portugal au Point de Vue Agricole, Lisboa, 1900, 445-483; «O Arquipélago dos Açores», in Notas sobre Portugal, vol. n, Lisboa, IN, 1908, p. 419 e ss, Aproveitamento dos salgados do Algarve pela exploração do gado lanígero (1915); Doenças externas não contagiosas dos animais domésticos (1917); Doenças internas não contagiosas dos animais domésticos (1917); Doenças contagiosas e parasitárias dos animais domésticos (1918); Gados , colecção «Exposição Portuguesa em Sevilha», Lisboa, 1929 e Bois, vacas e vitelas (1930).

Foi o representante do Governo Português em vários congressos internacionais de Medicina Veterinária (por exemplo em Berna, Banden-Baden, Paris e Londres), participou ainda no Congresso Internacional de Patologia Comparada de Paris.

Colaborou de forma intensiva na secção A Nossa Correspondência, na revista Gazeta das Aldeias, em resposta a questões colocadas pelos leitores sobre problemas agrícolas e de pecuária.

Como professor, dedicou-se especialmente a trabalhos bacteriológicos, soros e
vacinas para o gado.

Realizou uma conferência, em Lisboa, na Real Associação Central da Agricultura Portuguesa, em Abril de 1895, intitulada:
- “Extensão da tuberculose pecuária em Portugal. Perigos de contágio para o homem pelo uso do leite e da carne”;
- A Festa Escolar da Árvore. Conferência proferida em Setúbal em 22 de Dezembro de 1907, Lisboa,1908.

Na vida política foi figura de referência do Partido Republicano logo desde a década de 80 do século XIX. Depois da implanatação da República vamos encontrá-lo em 1920 como um dos principais elementos da direção do Frente Nacional Republicana, liderado por Machado Santos [Ernesto Castro Leal, Partidos e programas: o campo partidário republicano português 1910-1926, Imprensa da Universidade, Coimbra, p. 90]

Recebe em finais de Maio/inícios de Junho de 1907 a comenda da ordem de Santiago, “pelo seu mérito científico, publicações e relevantes serviços prestados para a resolução económica do abastecimento de carnes à cidade de Lisboa” [Gazeta das Aldeias, Lisboa, 09-06-1907, vol. XXIII, Ano XII, nº 597, p. 274].

Foi alvo de uma homenagem pela Câmara Municipal de Olhão em Junho de 1933, onde foi também dado o seu nome a uma das ruas da cidade [“Uma Homenagem – Dr. Paula Nogueira”, Correio Olhanense, 25-06-1933, Ano XII, nº 404, p. 1, col. 1.]

Foi ainda presidente da Direcção da Casa do Algarve em Lisboa em 1931.

Faleceu em Lisboa, a 16 de Dezembro de 1944.

A.A.B.M.

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

HOMENAGEM AO PROF. ROMERO MAGALHÃES



Na passada sexta-feira, dia 18 de Novembro de 2011, a Associação Portuguesa de História Económica e Social (APHES), no âmbito do seu XXXI Encontro, realizou uma pequena cerimónia de homenagem ao Prof. Doutor Joaquim Romero Magalhães.

A homenagem, realizada durante o jantar dos participantes no Encontro, contou a presença do Prof. José Reis, do Doutor Álvaro Garrido, do Prof. Pedro Lains, da Prof. Eugénia Mata e do Prof. David Justino, na mesa com o homenageado e sua esposa.

As intervenções de fundo sobre o homenageado foram feitas pela Prof. Eugénia Mata e pelo Prof. José Reis. Dos seus discursos respigamos algumas ideias que retivemos: a carreira académica, os cargos públicos e políticos, o trabalhos de investigação, os temas preferidos (Algarve, Descobrimentos, Brasil), a chegada a Coimbra e a criação da Faculdade de Economia, a influência da Escola dos Annales e a relação de amizade com Vitorino Magalhães Godinho.

Num percurso ligado à História Económica, concluiu a sua licenciatura em História em 1967, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, depois de ter sido presidente do TEUC em 1963, ainda estudante, quando vivia ainda na República do Prakistão. Em 1964 foi presidente da AAC, em 1971 consegue o diploma de Estado para professor liceal. Joaquim Romero Magalhães começou por analisar os campos, "os matos", em especial os da paisagem algarvia (Para o estudo do Algarve Económico durante o século XVI, Edições Cosmos, Lisboa, 1970) como foi lembrado, foi avançando pelo tempo histórico e abarcando novas áreas como os Descobrimentos. Desse seu interesse por esta área temática foi chamado a desempenhar as funções de Comissário-Geral da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1999-2002), foi ainda diretor da revista Oceanos (1999-2001), excelente publicação, onde se deram a conhecer alguns novos aspetos e autores que analisaram o período dos Descobrimentos.

Autor de uma vasta obra científica, dedicou alguma atenção nos últimos tempos à temática da República. Depois de em 1979, ter feito a nota introdutória na obra A pedagogia e o ideal republicano em João de Barros, organizada por Maria Alice Reis, publicou em 2009, Vem aí a República e realizou um estudo biográfico sobre uma personalidade local intitulado Os Combates do Cidadão Manuel Ferreira Martins e Abreu, em 2010.

Homem de amizades, de laços que se estabelecem ao longo da vida, da família, que conseguiu manter, fortemente ligado aos livros, gosto que herdou de seu pai, reconhece que hoje já se pode dar ao luxo de fazer aquilo de que gosta. Personalidade marcante da historiografia portuguesa contemporânea, formou à sua volta, na Faculdade de Economia, um conjunto de historiadores económicos que seguem os seus próprios destinos de forma bastante destacada.

Uma justa homenagem por parte de alguns dos seus pares e amigos que lhe tributaram o seu respeito e consideração, a que tivemos o grato privilégio de assistir.

A.A.B.M.

Terça-feira, 22 de Novembro de 2011

ENCONTROS DE OUTONO EM FAMALICÃO


Nos próximos dias 25 e 26 de Novembro, na Casa das Artes em Vila Nova de Famalicão, vai realizar-se mais uma edição dos Encontros de Outono, desta vez subordinados ao tema: A Política dos Melhoramentos Materiais em Portugal da Regeneração ao século XXI.

No colóquio vão estar alguns dos reconhecidos investigadores com obra publicada no domínio da História Económica como: David Justino, Pedro Lains, Jorge Fernandes Alves, Teresa Nunes, Fernando Rosas, Fernanda Rollo, António Rafael Amaro, Miguel Bandeira, Carlos Fiolhais, José Pacheco Pereira, João Ferreira do Amaral e Viriato Soromenho Marques.

Mais se informa que para o presente colóquio foi pedida acreditação para docentes dos grupos de História e Economia.

Mais uma excelente iniciativa do município de Famalicão, relembrando as várias faces de um problema que tem marcado a nossa vida política desde meados do século XIX até aos nossos dias. Os problemas, as virtudes e defeitos, as vantagens e os inconvenientes, os protagonistas de determinadas políticas em certos momentos da nossa vida enquanto País.

A acompanhar com toda a atenção e a que desejamos o maior sucesso.

A.A.B.M.

COLÓQUIO/DEBATE GUERRA COLONIAL - DO TABU À NARRATIVA DA MEMÓRIA


Vai realizar-se em Santa Maria da Feira, no Auditório do Convento dos Lóios, no próximo dia 26 de Novembro de 2011, um interessante colóquio/debate, organizado pela Associação de Deficientes das Forças Armadas - Delegação do Porto e pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.

Entre os palestrantes contam-se: o Dr. José Ribeiro, Dr. José Manuel Lages, coronel Manuel Lopes Dias, Doutor Bruno Sena Martins, Doutora Margarida Calafate Ribeiro e o fotojornalista Tommaso Rada.

Uma interessante iniciativa, para nos recordar a importância de se compreender melhor um período na nossa História recente, ainda com aspetos traumáticos, que urge investigar com mais afinco para analisar os acontecimentos sob novas perspetivas.

Uma atividade a acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

133º ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DE JOÃO LOPES SOARES


Assinalando o 133º aniversário do nascimento de João Lopes Soares (1878-1970), a Fundação Mário Soares vai levar a efeito a inauguração da Exposição António Pedro Vicente.

Na sede da Casa Museu João Soares, em Cortes, Leiria, vai ser inaugurada no próximo dia 17 de Novembro de 2011, pelas 18 horas, a exposição supra referida. Na ocasião, vai ser também apresentado o catálogo da exposição, que já anunciamos AQUI.

O Professor António Pedro Vicente, recolheu ao longo de muitos anos, uma vasta coleção de objetos, documentos e iconografia variada que visava a criação de um museu em Aveiro sobre a temática da República, mas incidentes vários impediram a sua concretização. Desta vez, estes objetos vão ser utilizados para a elaboração desta exposição, que assinala o nascimento de João Lopes Soares (1878-1970).

Um evento a acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.

Domingo, 13 de Novembro de 2011

CONFERÊNCIAS DE HISTÓRIA NO ARQUIVO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA



Vai realizar-se amanhã, 14 de Novembro de 2011, pelas 15 horas, uma conferência no Arquivo da Universidade de Coimbra, pelo Prof. Doutor Jaime Reis, com um título assaz curioso para os tempos que correm: A desigualdade económica é uma "maldição" latina? O caso português, 1500-1800.

Estas conferências resultam de uma organização conjunta do Arquivo da Universidade de Coimbra, Centro de História da Sociedade e da Cultura (CHSH), Centro de Estudos Interdisciplinares do século XX (CEIS 20) e do Departamento de História, Arqueologia e Artes da FLUC.

O currículo do conferencista pode ser consultado AQUI.

Uma atividade a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

XXXI ENCONTRO DA APHES



Vai realizar-se na próxima semana, nos dias 18 e 19 de Novembro de 2011, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, o XXXI Encontro da Associação Portuguesa de História Económica e Social.

Neste congresso, organizado pela respetiva associação e pela instituição que acolhe o evento, vão estar largas dezenas de investigadores do Brasil, Espanha e de Portugal a abordar variadíssimos temas, que vão desde o Fontismo, as Companhias de Comércio, os Transportes, as Instituições e Organização Social, a Administração e Finanças do Império, os Grupos Económicos durante o Estado Novo, Práticas e Instituições de Saúde, Modelos e Práticas de Contabilidade, História do Pensamento Económico, Instituições de Poder Local, Instituições Bancárias, História e Cultura das Organizações nos séculos XIX e XX, Ciência Saúde e Economia, Percursos e Vivências Urbanas, entre a norma e as práticas, Instituições: Transferência e Adaptação em contextos coloniais, O Tráfico de Escravos, União Ibérica e Instituições do Quotidiano e Sociedades.

Entre os participantes destacam-se alguns dos nomes conhecidos da comunidade historiográfica portuguesa, como: Miriam Halpern Pereira, Jaime Reis, Magda Pinheiro, Eugénia Mata, David Justino, Nuno Medeiros, Luciano Amaral, Álvaro Ferreira da Silva, Teresa Nunes, Maria de Fátima Brandão, Irene Vaquinhas, José Amado Mendes, João Figueira, João Rui Pita, Ana Leonor Pereira, Benedita Câmara, José Luis Cardoso, Carlos Bastien, Nuno Valério, Pedro Lains, Inês Amorim, Ana Paula Pires, Ana Prata, Inês Queiróz, Margarida Neto, Maria Antónia Lopes, Fernando Taveira da Fonseca, entre muitos outros.

Ao longo de dois dias, vão debater-se algumas das decisões económicas da nossa história e o impacto que algumas delas ainda projetam para os nossos dias. Este encontro, que já conquistou o seu espaço na comunidade historiográfica, com trinta e um encontros já realizados, possibilita um a troca de conhecimentos, a partilha de algumas ideias e debate sobre os avanços que se vão registando nos diferentes domínios da História Económica e Social em Portugal.

O encontro deste ano conta ainda com um convidado, o Professor Malcolm Rutherford da Universidade de Victoria, no Canadá que fará a conferência inaugural intitulada: The Institutionalist Movement in Interwar American Economics: Science and Social Control.

Além disso, no final do primeiro dia de trabalhos vai realizar-se o Jantar do Encontro com a Homenagem ao Professor Joaquim Romero Magalhães.

O programa completo e detalhado do evento pode ser consultado AQUI.

Para os interessados ainda em participar a inscrição pode consultar-se AQUI.

Na comissão organizadora deste evento cientifico encontramos: Álvaro Garrido (FE – UC), António Amaro (FE – UC), João Oliveira (FE – UC) e João Paulo Avelãs Nunes (FL –UC – CEIS20).

A não perder.

A.A.B.M.

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

ANTÓNIO AIRES GOUVEIA, UM BISPO MAÇONICO?


"Café com História" SESSÃO: António Aires Gouveia, um bispo maçónico?;
DIA: 10 de Novembro (18,00 horas);
ORADOR: Vítor Neto [FLUC/CEIS20];
LOCAL: Livraria Almedina (Estádio).

"António Aires Gouveia [aliás, António Frutuoso Aires de Gouveia Osório - 1828/1916] foi professor universitário [1861-1879], de Direito Eclesiástico [formado em Leis e Direito pela Un. Coimbra], e contribuiu, com o seu magistério, para a radicação das ideias de regalia nas relações entre o Estado e a Igreja. As teorizações que perfilhou e as suas consequências ultrapassaram, em muito, o âmbito de Coimbra e tinham um alcance nacional e internacional

[Aires Gouveia foi relator da Reforma das Cadeias em Portugal (sua dissertação de doutoramento e publicado em livro em 1860), que deu lugar (mas nem só por isso) à célebre e memorável polémica que manteve com Camilo Castelo Branco (o dr. Libório de Meireles, no romance A Queda de um Anjo de Camilo, é sem dúvida o próprio Aires Gouveia - sobre a polémica entre os dois, ver as Polémicas de Camilo, de Alexandre Cabral, Camilo e António Aires, de Ricardo Jorge, Camilo Desconhecido, de António Cabral); é portanto autor de interesse camiliano e, curiosamente, foi autor de um raro poema camiliano (Aires Gouveia foi, na juventude amigo de Camilo), "As Commendas", que está publicado no livro atrás referido de Ricardo Jorge]

Segundo Vítor Neto, o bispo Gouveia [foi bispo nomeado do Algarve, em 1871; bispo de Betsaida entre 1884-1905; arcebispo de Calcedónia de 1905-1916] 'foi filiado, inicialmente, na loja maçónica Liberdade, estabelecida em Coimbra, em 1863,

[Aires Gouveia foi, segundo A.H.de Oliveira Marques, obreiro da Loja Liberdade em 1864 de Coimbra; a loja instalada nessa cidade em 1863 - primeiro numa casa da Couraça de Lisboa, depois passando para a Casa do Castelo, após que se mudou para o edifício da Estrela -, por Filipe de Quental (Venerável) e Guilherme Francisco B. Pitta e pertencente à Confederação Maçónica Portuguesa, abateu colunas em 1864 (por graves desentendimentos, e mesmo tumultos, entre os seus membros, o que não era alheio o cisma verificado no Grande Oriente); a loja fundou o periódio Liberdade e estendeu a sua acção a outras zona, como na Figueira da Foz, onde instalaram uma loja; Aires Gouveia tomou o n.s. de Eurico, e na Loja Liberdade teve o cargo de Secretário, atingindo o 7º grau, passando a coberto em 1868]

com a finalidade de combater a reacção debaixo de toda a forma que aparecesse; o irmão Eurico contribuiu para o desenvolvimento da sociabilidade maçónica na cidade. Como lente, era uma figura respeitada até à crise religiosa que o teria levado a ingressar na vida eclesiástica e a abandonar a maçonaria.' Para além disso, António Aires Gouveia foi deputado pela nação e inspirou o projecto de abolição da pena de morte em Portugal, aprovado como lei em 1867.

'Em Coimbra, foi um dos principais teorizadores da supremacia do poder civil sobre a esfera eclesiástica, na linha do que se encontrava consignado nos textos constitucionais oitocentistas', explica o investigador do CEIS20" [ler AQUI]

J.M.M.

PARLAMENTO E PASTELARIA



"Tendo o governo e a oposição resolvido de comum acordo que voltem este ano à Câmara os mesmos deputados do ano passado, nós propomos, visto serem os mesmos, que pelo menos, como se faz nos pastéis da véspera, os polvilhem com canela"

Parlamento e Pastelaria, in A Paródia, 23.06.1904, p. 4-5 [via BNP - Materiais para a História Eleitoral e Parlamentar Portuguesa 1820-1926]

J.M.M.

Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

REVISTA DA MAÇONARIA - II SÉRIE, Nº1


REVISTA DA MAÇONARIA - II Série, nº1, Novembro de 2011
DIRECÇÃO: Maria Martins:
EDITORA: Diário de Bordo.

APRESENTAÇÃO: Dia 16 de Novembro (18,30 hoas) no Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza), Rua Viriato, 13, Lisboa

Trata-se da continuação da Revista da Maçonaria [nº1 (Março de 2004) ao nº4 - dir. Paulo Noguês], de publicação trimestral, agora na sua II série. Como curiosidade, a revista pretende "reunir todos os ramos da irmandade maçonica" [cf. Expresso]. Apresenta textos, entre outros, de Fernando Lima (GOL), Maria Belo (GLFP)e de José Moreno (GLLP/GLRP).


J.M.M.

"BRASIL PORTUGAL - UM NOVO REINO UNIDO"




SEMINÁRIO: "Brasil Portugal - Um Novo Reino Unido";
DIA: 15 de Novembro 2011 (17,00 horas);
LOCAL: Universidade Lusófona (Auditório Armando Guebusa);
ORGANIZAÇÃO: Associação Promotora do Livre Pensamento (APLP) /Associação Mares Navegados.

TEMAS/INTERVENIENTES:

- Abertura da Sessão: Manuel Damásio (Pres. Grupo Lusófona;
- "A Importância da Cultura do Livre Pensamento: Luiz Vaz (Pres. APLP);
- "Tiradentes, Herói do Brasil e de Portugal, foi Maçon": Amândio Silva (Pres. Ass. Mares Navegados);
- "A Entrada do Rito Escocês Antigo e Aceite em Portugal": António Lopes (Gr. Secr. Geral do GOL);
- "Pontes Maçonicas entre Portugal e o Brasil": António Ventura (Gr. Chanceler do GOL);
- " A Maçonaria Brasileira na Actualidade": Sérgio Quirino (Ven. M. da L. M. Franklin Roosevelt).

J.M.M.

Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

ENFIM, A REPÚBLICA!


LIVRO: "Enfim, A República!";
AUTOR/COORDENADOR: Alfredo Caldeira (Colecção António Pedro Vicente);
TEXTOS: Mário Soares, António Pedro Vicente, Henrique Cayatte, Alfredo Caldeira.
EDIÇÃO: Fundação Mário Soares, Imprensa Nacional Casa da Moeda


"A Fundação Mário Soares apresenta a Colecção António Pedro Vicente, retrato exemplar de uma época em que a propaganda política está no seu esplendor, representando ou satirizando com eficácia os acontecimentos e os protagonistas. A que acresce a qualidade estética das intervenções aí expressas por numerosos artistas.

Esta colecção atravessa o primeiro quartel do século XX, com especial destaque para a propaganda republicana, abrangendo ainda diversos espécimes de outras origens, como a propaganda monárquica, do sidonismo e, mesmo, do Estado Novo e da Oposição Democrática.

A publicação do seu inventário ilustrado é um contributo para o conhecimento do modo como se fazia política e propaganda naquele tempo.

A iconografia da República apresentada nesta Colecção representa uma viragem na propaganda política no nosso país, dirigida a uma população com mais de 75% de analfabetos. O uso intensivo da imagem e da cor, a introdução das novas técnicas de produção tipográfica, o recurso à sátira, abriram novos caminhos na afirmação do ideal republicano
" [ler AQUI]

J.M.M.

DICIONÁRIO DE HISTORIADORES PORTUGUESES


EVENTO: Dicionário de Historiadores Portugueses. Da fundação da Academia Real das Ciências ao final do Estado Novo (1779-1974) [SÍTIO WEB]

APRESENTAÇÃO:

DIA: 9 de Novembro (18,00 horas)
LOCAL: Biblioteca Nacional de Portugal (Auditório)
ORADOR: Fernando Catroga, Pedro Dias e José Augusto Ramos.

"O Dicionário de Historiadores Portugueses estará acessível nos sítios electrónicos da Biblioteca Nacional de Portugal e do Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa. Visa alargar o conhecimento sobre os historiadores que escreveram sobre o passado nacional, as suas perspectivas do conhecimento histórico, correntes historiográficas, áreas temáticas, instituições científicas e periódicos a que estiveram ligados.

O período escolhido, 1779-1974, tem em conta o papel decisivo que - a par da Universidade - a Academia Real das Ciências alcançou na dinamização dos estudos históricos e na afirmação de um conceito de história-ciência. 1974 constitui uma baliza marcante a partir da qual se acentuará a renovação em múltiplas direcções da historiografia que vinha dos anos 40, o alargamento significativo do campo de estudos e maior abertura ao exterior da comunidade de historiadores.

Com um conjunto muito variado de colaboradores,
o dicionário será produzido nos próximos três anos (2011-2014) e progressivamente dado a conhecer on-line, em língua portuguesa e em língua inglesa. Será, pois, regularmente acrescentado com novas entradas, resultando posteriormente (2014) na publicação de um livro" [ler AQUI]

J.M.M.

Domingo, 6 de Novembro de 2011

5º ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO


Trilhados que foram 5 anos de trabalho, o Almanaque Republicano, continua na sua senda de descobrir, clarificar e desenvolver algum trabalho em prol da ideia de Res Publica, sobretudo na sua dimensão histórico-cultural.

A alma republicana não pode ser baseada em conjunturas e pessoas efémeras, procura reforçar o papel das ideias duradouras e daqueles que souberam e sabem construir políticas sérias, que afirmam valores perenes, salvaguardam e promovem a cidadania ativa, para um futuro que se quer melhor.

Neste devir constante do tempo, ultrapassamos recentemente os 200 000 visitantes e atingimos 335 000 visualizações de páginas, segundo o contador que usamos desde o início. Noutros a contabilização até nos é mais favorável.

Publicamos ao longo deste tempo 1644 artigos. Desses 177 dedicados a biografias, 166 sobre livros, divulgamos 97 colóquios, 80 sobre a Maçonaria, 73 sobre periódicos, 70 exposições, 68 conferências, 43 artigos de efemérides, outros tantos sobre revistas, bem como sobre imprensa republicana, 33 sobre o Estado Novo, 24 sobre congressos, 20 In Memoriam entre muitos outros assuntos.

Temos conhecimento de que o trabalho desenvolvido é acompanhado com algum interesse. Embora muitas vezes não citando, encontramos referências a aspetos que temos desenvolvido neste nosso espaço, que visa ser de alguma utilidade a todos os interessados. Mesmo a nível universitário, encontramos muitos visitantes, alguns acompanham o nosso esforço de divulgação do que se vai fazendo ao nível da historiografia contemporânea de Portugal e, com particular incidência, no período da República.

Nos tempos mais recentes, cerca de dois anos, passamos também a utilizar a nossa página no Facebook, onde se divulgam, por vezes, com maior celeridade alguns eventos. No entanto, os trabalhos de fundo, mais extensos, são sempre através deste espaço de livre acesso e consulta por todos.

Novos projetos nos aguardam nos próximos tempos. Dentro em breve iniciaremos a abordagem de Portugal na I Guerra Mundial, lembrando alguns dos protagonistas mais ou menos conhecidos, dos memorialistas que escreveram sobre o período de 1916-1918 e dos eventos associados a esta efeméride.

As disponibilidades dos fautores deste projeto são limitadas, mas ainda mantêm a vontade de erguer este projeto e continuar com um trabalho que muitos poderão considerar em vão, porque não se retira qualquer tipo de lucro, apenas algum prazer.
Esperamos somente que este prazer continue a ser acompanhado por alguns amigos neste percurso, por vezes tão solitário e pouco reconhecido.

A todos bem-haja pela visita.

Saúde e Fraternidade!
A.A.B.M.
J.M.M.

Sábado, 5 de Novembro de 2011

OLIVENÇA



- OLIVENÇA A MARVÃO. Palestra efectuada na Camara Municipal de Marvão, solenizando a entrega ao Auctor, do diploma de “Munícipe Marvanense" (8 de Setembro de 1934), de V.L.A.

[Ventura Ledesma Abrantes - nascido em Olivença (em 1883 - o seu pai, filho de uma portuguesa, natural de Torre das Vargens, Ponte de Sôr, era barbeiro de profissão e um lutador pro-integração de Olivença a Portugal e por isso refugia-se em Lisboa, em 1903), livreiro estabelecido em Portugal (rua do Alecrim, casa Ventura Abrantes), escritor e polemista, republicano idealista, membro da Universidade Livre de Lisboa (1912), da Sociedade de Geografia e um dos fundadores (1938) da organização Grupo dos Amigos de Olivença (com Amadeu Rodrigues Pires, Humberto Delgado e Sousa Lamy - sobre este assunto ler AQUI). Morre o oliventino V.L.A. a 12 de Junho de 1956 - ler mais AQUI]

- OLIVENÇA TERRA PORTUGUESA, Grupo dos Amigos de Olivença, Lisboa, 1956.

via FRENESI Loja
J.M.M.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS


LIVRO: Diário de Notícias. Alguns factos para a história do jornalismo português – Edição comemorativa do cincoentenário do Diario de Noticias;
AUTOR: Alfredo da Cunha (capa de Albero de Souza);
EDIÇÃO: Diário de Notícias, 1914, XVI págs. + 294 págs. + 14 folhas em extra-texto + 4 desdobráveis em extra-texto (grande formato).

"De extrema importância para o conhecimento do que foi esse periódico de referência. O poeta e jornalista Alfredo da Cunha era, na altura, o respectivo director, sendo também genro do fundador do jornal, Eduardo Coelho. Thomaz Quintino Antunes será a segunda figura tutelar dessa aventura mediática, neste volume inventariada"

via FRENESI Loja

J.M.M.

Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

O MAOISMO EM PORTUGAL 1964-1974


LIVRO: Margem de Certa Maneira. O Maoismo em Portugal 1964-1974;
AUTOR: Miguel Cardina;
EDITOR: Edições Tinta-da-China.

APRESENTAÇÃO DO LIVRO:

DIA: 11 de Novembro de 2011 (21 horas);
LOCAL: FNAC (Chiado, Lisboa);
APRESENTAÇÃO: Fernando Rosas & José Pacheco Pereira.

"Margem de Certa Maneira. O Maoismo em Portugal 1964-1974", de Miguel Cardina, é "um estudo inédito sobre a extrema-esquerda portuguesa de inspiração Maoista nos anos que antecederam a revolução de 1974" [ler AQUI]

"No rescaldo da forte contestação ao Estado Novo verificada em 1961-62, vários opositores ao regime criticaram as acções e o rumo tomados pelo Partido Comunista Português, que acusavam de não interpretar aquele período como «pré-insurreccional» e de não agir com o vigor necessário.

Articulando essa crítica com a adesão às teses chinesas no decurso do conflito sino-soviético surgiu, pouco depois, a primeira organização portuguesa de matriz maoista, a FAP/CMLP. Nos anos seguintes, assistiu-se a uma explosão de organizações maoistas, que introduziram um novo estilo de oposição, baseado na crítica feroz ao colonialismo e ao capitalismo, numa militância mais exposta e violenta, e na opção pela deserção à guerra.

Este complexo ideológico ancorava-se no meio estudantil, mas conseguiu penetrar em alguns terrenos operários e populares. Várias centenas de activistas, entre os quais se contam figuras com posterior relevo público, iniciaram aí o seu percurso política.
Miguel Cardina conta finalmente a história desta «margem política», preenchendo uma importante lacuna no conhecimento da oposição à ditadura
" [AQUI]

consultar o Indice da Obra AQUI.

J.M.M.

CONGRESSO INTERNACIONAL «O SÉCULO DO ROMANCE. REALISMO E NATURALISMO NA FICÇÃO OITOCENTISTA»


O Centro de Literatura Portuguesa e a Fundação Eça de Queiroz estão a organizar o Congresso Internacional dedicado ao estudo da produção estética realista e naturalista do século XIX, e particularmente à ficção.

O congresso decorrerá nos dias 10, 11 e 12 de Novembro, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e, no dia 13 de Novembro, a Fundação Eça de Queiroz acolherá os participantes do Congresso numa sessão específica, em Tormes.

Estão já confirmadas as presenças dos conferencistas: Carlos Reis, Darío Villanueva, Isabel Pires de Lima, Ofélia Paiva Monteiro, Maria Aparecida Ribeiro, Jean-François Botrel, José Manuel González Herrán, Marisa Sotelo Vázquez, Philippe Dufour, Simon Dentith, Teresa Pinto Coelho, Eduardo Cintra Torres, entre muitos outros especialistas nas correntes literárias que vão estar em discussão.

A Comissão Organizadora do congresso é constituída por:
António Apolinário Lourenço
Maria Helena Santana
Maria João Simões
Representante da Fundação Eça de Queiroz:
Irene Fialho

Por seu lado, na Comissão Científica podemos encontrar:
Carlos Reis
Darío Villanueva
Elena Losada Soler
Isabel Pires de Lima
Jean-François Botrel
José Manuel González Herrán
Maria do Rosário Cunha
Marisa Sotelo Vázquez
Ofélia Paiva Monteiro

O programa completo do congresso pode ser consultado AQUI.

Uma iniciativa do estudiosos da literatura que se reveste de grande interesse.

A.A.B.M.

Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

OS CONSTITUINTES DE 1911 E A MAÇONARIA




LIVRO: Os Constituintes de 1911 e a Maçonaria;
AUTOR: António Ventura;
EDITOR: Temas & Debates | Círculo de Leitores.

APRESENTAÇÃO DO LIVRO:

DIA: 8 de Novembro de 2011 (18,30 horas);
LOCAL: Biblioteca da Assembleia da República (Lisboa);
APRESENTADORA: Maria Fernanda Rollo.

J.M.M.

A BARRICADA. SEMANARIO RADICAL ORGÃO DOS OPRIMIDOS



A BARRICADA. Semanario Radical Orgão dos Oprimidos – Ano I, nº 1 (30 de Março 1890); Administração: Rua de São Bento, 602, 2º: Lisboa; Redacção: Rua Saraiva de Carvalho, 47, Lisboa, (1890-?)

A Barricada AQUI digitalizado

J.M.M.