quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

GLÓRIA AOS REVOLUCIONÁRIOS DE 31 DE JANEIRO DE 1891



 
Glória ao 31 de Janeiro de 1891
 

A revolução republicana de 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, foi a primeira das várias “manifestações revolucionárias” visando implantar a República. Essencialmente militar (contando com o apoio de civis), a revolta republicana foi, passe o seu insucesso, um dos muitos “gritos patrióticos” erguidos contra a degradação da situação política, social e económica do final da monarquia, sendo, sem dúvida, uma data histórica de luta e paixão pelo ideário republicano em Portugal. Como tal faz parte do vasto património revolucionário republicano e democrático.

 
Eu meu Senhor, não sei o que é a República, mas não pode deixar de se uma coisa santa. Nunca na Igreja senti calafrio assim. Perdi a cabeça então como os outros todos. Todos a perdemos. Atirámos então as barretinas ao ar. Gritámos todos: Viva, Viva, Viva a República” [testemunho, em tribunal, de um soldado implicado no movimento]
J.M.M.

domingo, 21 de janeiro de 2018

22 DE JANEIRO DE 2018 - VIVA O SINÉDRIO - BICENTENÁRIO DA SUA FUNDAÇÃO


 
VIVA O SINÉDRIO
 
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22 Janeiro 1818/2018 - Bicentenário da Fundação do Sinédrio
 
Jornal publicado pela Editorial Moura Pinto | Pró-Associação 8 de Maio
a ser distribuído gratuitamente no dia 22 de Janeiro de 2018, na cidade do Porto
 
[clicar nas imagens para ler]
 
J.M.M.

[22 DE JANEIRO] CASA DA CULTURA DE S. COMBA DÃO - JOSÉ DA SILVA CARVALHO E O BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820



A caminho das Comemorações do Bicentenário da Revolução Liberal de 1820, há lugar na Casa da Cultura de Santa Comba Dão a Sessão de Abertura, com a Evocação de José da Silva Carvalho (1782-1856).

DIA: 22 de Janeiro de 2018 (20,30 horas);
LOCAL: Casa da Cultura de Santa Comba Dão [Avenida Santo Estêvão, S. Comba Dão];
ORGANIZAÇÃO: Casa da Cultura de S. Comba Dão;

PROGRAMA:

20.30 Horas - Recepção aos Convidados;
21.00 Horas – Sessão de Abertura das Comemorações do Bicentenário da Revolução Liberal de 1820.

ORADORES/TEMAS:

- Leonel Gouveia: “Apresentação e Enquadramento”;

- António Neves: “Calendarização das Comemorações e o papel de José da Silva Carvalho e de outros conterrâneos do concelho e da região no Liberalismo

- Ana Cristina Araújo: As revoluções liberais na Europa e em Portugal - a acção do liberal José da Silva Carvalho
 
A não perder.

José da Silva Carvalho foi um vulto ilustre de Santa Comba Dão (nasce em Dianteira, freguesia de S. João das Areias); filho de lavradores pobres, frequenta o Colégio das Artes de Coimbra, matriculando-se depois (1800) em Leis na Universidade de Coimbra, onde se forma em 1803; parte para Lisboa onde abre banca de advogado; em 1810, aproximando-se a III invasão francês, comandada por Massema, é nomeado Juiz de Fora de Recardães (Águeda) e depois, por intermédio de Wellington, ocupa (1814) o lugar de Juiz dos Órfãos do Porto. Conhece na cidade do Porto os patriotas, Manuel Fernandes Tomás (Desembargador da Relação e Casa do Porto), José Ferreira Borges e João Ferreira Viana, integrando, resolutamente, a associação secreta por eles pensada, o Sinédrio (fundada a 22 de Janeiro de 1818), que foi a luz da Revolução Liberal de 24 de Agosto de 1820, na cidade do Porto; coube-lhe a missão de arregimentar os elementos militares para esse glorioso pronunciamento; depois da Revolução de 24 de Agosto; é nomeado para a Junta Provisional do Supremo Governo do Reino (Porto), depois integra a Junta Provisional Preparatória das Cortes; é nomeado (27 de Janeiro de 1821) membro da Regência, encarregado do governo do estado; tomou, depois da Chegada de D. João VI, a pasta dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, até 1823 (Vilafrancada); nessa data, entendendo que a perseguição contra os liberais, pela facção absolutista, não se faria esperar, emigrou (como outros tantos) para Inglaterra, regressando em 1826; com a aclamação ao trono de D. Miguel, depois de lhe terem passado ordem de prisão, exila-se de novo em Londres, depois de uma serie de aventuras rocambolescas na sua terra natal, na tentativa de não ser feito prisioneiro; em Inglaterra, por intermédio do Duque de Palmela, é nomeado vogal de Socorros aos Emigrados, fugidos da sanha persecutória miguelista; com a reação de D. Pedro IV (1831) contra a usurpação do trono por D. Miguel e pela libertação dos portugueses do despotismo miguelista, acompanha-o na sua campanha, pelos Açores e no Porto (aqui com valiosa missão perante o cerco do Porto pelos absolutistas), e parte com ele para Lisboa; foi deputado, entre 1834-36 e ministro da Fazenda; com o Setembrismo volta, de novo, a exilar-se (1836-38), só regressando em 1838, tomando lugar de deputado às Cortes até 1842, integrou a Câmara dos Pares (foi seu Vice-Presidente).
 
 

José da Silva Carvalho foi sócio da Academia Real das Ciência, importante membro da Maçonaria (Irmão Hydaspe) - tendo sido Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (1822-39) e Soberano Grande Comendador (1841-56) -, foi Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Conselheiro de Estado; tinha a Grã-Cruz da Ordem de S. Tiago e da de Carlos III de Espanha.

Deixou-nos José da Silva Carvalho curiosas intervenções na Câmara dos Pares, que podem ser consultadas online no site da Assembleia da República; a sua Correspondência Epistolar é copiosa e em parte já está publicada [António Viana, “José da Silva Carvalho e o seu Tempo”, Lisboa, Impr. Nacional, 1891-1894]; deixou escrito um opúsculo, “Manifesto sobre a execução que teve a lei de 19 de Dezembro de 1834 nas operações de fazenda que em virtude della se fizeram. Offerecido às Cortes e à Nação Portugueza, Lisboa, Typ. Patriotica de Carlos José da Silva & Comp., 1836”.   

Faleceu a 5 de Setembro de 1856, em Lisboa, e está sepultado no Cemitério dos Prazesses, Lisboa.  

J.M.M.

sábado, 6 de janeiro de 2018

HISTORIOGRAFIA CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA DE 2017 – A NOSSA ESCOLHA

 
HISTORIOGRAFIA CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA DE 2017

1. Republicanos, Anarquistas e Comunistas no Exílio (1927-1936)Cristina Clímaco (Colibri), 385 p. 
2. Manuel de Arriaga e a construção da imagem da RepúblicaMaria João Neto (Caleidoscópio), 120 p. 

3. Chefes de Governo Maçons. Portugal (1835-2016)António Ventura (Nova Vega), 280 p.
4. A Grande Guerra e a Construção do Mundo ModernoAntónio José Telo, Pinto RamalhoAntónio Ventura  (Fronteira do Caos), 256 p. | A Grande Guerra nos Açores. Património e Memória MilitarSérgio Rezendes (Caleidoscópio), 312 p.

5. Gomes Freire de Andrade. O Mártir do MitoFernando Marques da Costa (Instituto de Estudos Maçónicos), 140 p. | Gomes Freire de Andrade: Um Mártir da PátriaA. J. Rodrigues Gonçalves (Âncora Editora), 142 p.

6. Portugal e os Nazis. Histórias e Segredos de uma AliançaCláudia Ninhos (A Esfera dos Livros), 328 p. | Salazar. Anos de TensãoArnaldo Madureira (Clube do Autor), 392 p.
7. A Maçonaria na Sociedade Amor da Pátria. A História de uma Loja no FaialAntónio Lopes (Edição Sociedade Amor da Pátria), 192 p. | Elites e Educação. O Liceu de ÉvoraFernando Luís Gameiro  (Colibri), 446 p.

8. Contra o Vento. Portugal o Império e a maré anticolonial (1945-1960)Valentim Alexandre (Temas e Debates), 840 p.
9. História da Indústria Portuense. 1. Dos finais do século XVIII a 1852José Manuel Lopes Cordeiro  (Edições Afrontamento), 246 p.

10. Provocações: por Dever de OfícioJoaquim Romero de Magalhães (Palimage), 294 p.

A.A.B.M.
J.M.M.