Mostrar mensagens com a etiqueta A Monarquia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A Monarquia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

[AINDA] A MONARQUIA (1917-1922)

A Monarquia (1917-1922)- Subtítulo: Diário Integralista da Tarde.

Director: Conde de Monsaraz; António Sardinha (entre 15 de Maio de 1922 e 26 de Outubro de 1923); Hipólito Raposo (a partir de 10 de Fevereiro de 1925). Redactor-em-Chefe: João do Amaral (até 9 de Agosto de 1917). Redactor Principal: António Sardinha (entre 10 de Agosto de 1917 e 1 de Setembro de 1921). Subdirector: Ayala Monteiro (entre 27 de Janeiro e 15 de Maio de 1922)

Propriedade: Sociedade Integralista Editora, Lda. Escritórios e Tipografia: Rua de S. Paulo, 20; a partir de 1 de Agosto de 1919: Rua Serpa Pinto, nº 39; nºs 1196, 1197 e 1198: Largo do Directório, 8 - 3º.

Colaboradores: G. de Ayala Monteiro, Alfredo de Freitas Branco, João Froes, Caetano Beirão, A. Campos Figueira, R. de Bettencourt, Júlio de Melo Matos, João do Amaral, Rui Enes Ulrich, M. Vieira da Silva, César de Oliveira, José Pequito Rebelo, Félix Correia, Cabral do Nascimento, Pires de Lima da Fonseca, Francisco Veloso, Rolão Preto, Afonso Lucas, Augusto da Costa, Luís de Almeida Braga.

O primeiro número foi publicado a 12 de Fevereiro de 1917. Sucedeu à revista Nação Portuguesa, cuja a acção pretendia continuar a divulgar mais amplamente. Tinha 4 páginas a 6 colunas. Fazendo a sua apresentação, em artigo de fundo intitulado "Pela Lei e Pela Grei" (...)

O jornal interrompe a publicação entre o nº 502 e 503, isto é, entre 25 de Outubro de 1918 e 21 de Dezembro de 1818. Volta a interromper a publicação no nº 524, de 18 de Janeiro de 1919. Regressa a 18 de Agosto de 1919 e comunica que o Conde de Monsaraz condenado em tribunal pela sua participação no movimento monárquico de Monsanto e com António Sardinha fora do país, as funções de redactor-principal seriam entregues a Hipólito Raposo e Augusto da Costa, respectivamente, embora os nomes de Monsaraz e Sardinha não tivessem sido substituídos do cabeçalho. (...)

O ultimo nº parece ter sido o 1194, de 5 de Maio de 1922, onde se fez uma grande notícia com a declaração da Junta Central do Integralismo Lusitano, na sequência do acordo dinástico celebrado entre os representantes de D. Manuel II e de D. Duarte Nuno, tendo suspendido a publicação e a actividade de organização política. Neste número o Conde de Monsaraz publicou a sua carta de demissão do lugar de director da 'Monarquia', por este jornal não ter aceite o pacto dinástico celebrado em Paris.

Publicou-se um suplemento a este número a 15 de Maio, com duas páginas e tendo como Director António Sardinha.

Publicaram-se ainda os nº1195, de Dezembro de 1922; 1196, de 5 de Abril de 1923, com 6 pág.; 1197, de 26 de Outubro de 1923, com 8 páginas;1198, de 5 de Abril, dirigido por Hipólito Raposo.

[Fonte: Jornais Diários Portugueses do séc. XX, de Mário Matos e Lemos, Ariadne Editora, Coimbra, 2006, p.432-435. Foto: Luís Almeida Braga e Hipólito Raposo, Tadim, 1933, retirada da "Unica Semper Avis", com a devida vénia.

J.M.M.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

A MONARQUIA - DIÁRIO INTEGRALISTA DA TARDE


«... apareceu em Lisboa [nº 1, 12 Fevereiro de 1917] e foi durante alguns anos órgão do movimento integralista (...)

'Em 1916, conta Hipólito Raposo, reconhecemos a necessidade de editar um jornal, porta-voz que diariamente difundisse a doutrina e por ele se aferisse a actuação da política e da administração republicana. Seriam as melhores lições de propaganda da realeza. Dados os passos que tal empreendimento exigia e reunidos os poucos capitais de alguns subscritores, foi possível começar a publicação do diário em 12 de Fevereiro de 1917. Fizeram-se anúncios e afixaram-se cartazes, que a muitos pareciam bandeirolas de rapaziada literária. O director era Alberto Monsaraz e o redactor principal António Sardinha' ('Folhas do meu cadastro'). Escrevendo certamente de memória, Hipólito Raposo equivocou-se nesta citação. No primeiro numero de 'A Monarquia', além do nome de Alberto Monsaraz (Conde de Monsaraz) como director, figura o de João do Amaral como redactor em chefe (...)

... tecnicamente 'A Monarquia' era um decalque da 'Action Française', estando a rubrica da Política, nesta confiada a Maurras, e no jornal português a Sardinha depois de João do Amaral, nele publicando a primeira parte dos seus trabalhos, mais tarde reunidos em volumes (...)

O primeiro número desse diário, ao contrário das promessas feitas na altura do seu aparecimento, foi um modelo de virulência e incompreensão: com a primeira visava adversários e correligionários, indistintamente, desde que não aceitassem como verdades reveladas as divagações dos chefes do Integralismo; com a segunda lamentavelmente exibida numa hora de perigo para a sobrevivência da Nação, reeditava a súmula das aspirações do movimento, aparecida na 'Nação Portuguesa' com o titulo 'O que nos queremos' e a rubrica genérica que englobava os seus objectivos teóricos: 'monarquia orgânica, tradicionalista e anti-parlamentar' ...»

[Carlos Ferrão, in O Integralismo e a Republica autopsia de um mito, Inquérito, vol. 2, 1964 - sublinhados, nossos]

J.M.M.