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terça-feira, 4 de setembro de 2012

IN MEMORIAM DO MAJ. GEN. AUGUSTO JOSÉ MONTEIRO VALENTE (1944-2012)


O Major General Augusto José Monteiro Valente, “antigo segundo comandante-geral da GNR ... morreu hoje em Coimbra, aos 68 anos ...

Nascido em Coimbra, em 1944, mas com ligações familiares ao concelho de Almeida, distrito da Guarda, exerceu na Guarda Nacional Republicana (GNR) os cargos de comandante da Brigada Territorial 5 (1999-2001), inspector-geral (2001-2002) e segundo comandante-geral (2002-2003). Presidente da delegação regional do Centro da Associação 25 de Abril, Augusto Monteiro Valente era investigador associado do Centro de Documentação 25 de Abril e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, ambos da Universidade de Coimbra, e colaborador da Revista Militar.

Manteve ainda intensa actividade cívica como especialista em questões militares, dando também significativa atenção ao estudo do republicanismo e das revoltas militares de resistência à ditadura de Salazar e Caetano. Incorporado na Academia Militar em 1963, terminou a licenciatura em Ciências Militares - Infantaria três anos depois, tendo passado à situação de reserva em 2003.

Entre outras formações superiores, era ainda licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde concluiu uma pós-graduação em Estudos Europeus. Nos últimos anos, Monteiro Valente empenhou-se na preservação da memória do general Gastão Sousa Dias sendo autor de uma biografia deste democrata e antifascista, publicada pela Câmara Municipal da Guarda, no âmbito da colecção 'Gentes da Guarda'. Monteiro Valente era também presidente da Associação Casa de Cultura Prof. Dr. José Pinto Peixoto, com sede em Miuzela, concelho de Almeida
” [in jornal Público]

O Almanaque Republicano, nesta hora de dor e tristeza, apresenta os nossos sentimentos sinceros de saudade, expressando as nossas sentidas condolências à família e amigos do Maj. Gen. Monteiro Valente.

[O funeral decorre amanhã, pelas 10h, no crematório da Figueira da Foz]

J.M.M.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CAPITÃO DE ABRIL, CAPITÃO DE NOVEMBRO



Vai realizar-se na próxima Quinta-feira, 22 de Abril, pelas 18 h, na Bertrand, do Centro Comercial Dolce Vita, Coimbra, a apresentação desta obra.

O autor da obra é o Coronel Rodrigo Sousa e Castro.

No evento serão apresentantes da obra o General Augusto Monteiro Valente e a Dra. Manuela Cruzeiro.

Sobre o livro já existem algumas coniderações que podem ser acompanhadas AQUI ou AQUI ou ainda AQUI.

Sobre o autor, a obra e a época recomendamos uma visita AQUI. Neste espaço é possível encontrar digitalizados alguns documentos que marcaram o complexo, mas riquíssimo período que se segue à revolução de 25 de Abril de 1974.

Uma obra e uma iniciativa que não podíamos deixar de divulgar a todos os interessados, ainda para mais quando se aproxima mais um aniversário da "Revolução dos Cravos".

A.A.B.M.

domingo, 7 de junho de 2009


CONFERÊNCIA NA ASSEMBLEIA FIGUEIRENSE SOBRE A REPÚBLICA

Vai realizar-se amanhã,8 de Junho, a partir das 21.30h, nas instalações da Assembleia Figueirense, numa iniciativa da Associação Cultural 24 de Agosto, uma conferência intitulada Da 1ª à 2ª República. Repressão e Resistência proferida pelo Major General Augusto Monteiro Valente.

Uma actividade que se saúda e a que os figueirenses devem dar o seu contributo.

A.A.B.M.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

SOUSA DIAS: " O RESISTENTE QUE FEZ TREMER A DITADURA"


"... O General Sousa Dias encontrava‑se no Porto, sob prisão e com baixa no Hospital Militar, quando eclodiu naquela cidade a revolta militar de 3 de Fevereiro de 1927, iniciada com a saída, pelas 04h30, do Regimento de Caçadores 9, seguido por uma Companhia da Cavalaria 6 e outra de Infantaria 18, por forças de Sapadores Mineiros e da GNR da Bela Vista, parte da Polícia Civil do Porto e muitos civis armados. Não considerando as prematuras e pontuais tentativas de revolta militar de 11 de Setembro, em Chaves, e de 21 do mesmo mês, em Lisboa, pode considerar‑se que o movimento de 3 de Fevereiro foi o primeiro, e o único, a constituir uma verdadeira ameaça para o novo regime emergente. Sendo um dos mais prestigiados generais opositores ao novo regime, Sousa Dias foi convidado pelos revoltosos a assumir a chefia da revolta, comando que de imediato aceitou.

O Comité Militar Revolucionário então formado integrava outras figuras de republicanos ilustres, como o Coronel Fernando Freiria, José Domingues dos Santos, o Comandante Jaime Morais, o Capitão‑médico Jaime Cortesão e o Capitão Sarmento Pimentel. Os propósitos da revolta são claramente expressos no manifesto «Ao Povo Português», assinado e divulgado por aquele comité:

'Os oficiais revoltosos decidiram reintegrar o País dentro do regimen democrático constitucional, com a formação de um Governo Nacional que afirmasse a supremacia do poder civil, guardado e defendido pela força armada, que assim teria restituído as funções de que a desviaram' ..." [ler todo o texto, aqui]

[Augusto José Monteiro Valente, in Em Memória do General Adalberto Gastão de Sousa Dias, Revista Militar, Dezembro 2005]

J.M.M.