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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

CIÊNCIA POLÍTICA NO PORTUGAL DOS ANOS 30. O SANEAMENTO DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS EM 1935 - ENCONTRO

Realiza-se no próximo dia 27 de Novembro de 2015, no Anfiteatro Manuel Valadares, do Museu Nacional de História Natural e Ciência - Universidade de Lisboa, um encontro científico onde se evocarão os professores universitários que o Estado Novo procurou silenciar: com a publicação do decreto-lei nº 25 317, de 13 de Maio de 1935.

Veja-se o decreto lei nº 25 317, conforme foi publicado no Diário do Governo:
Dias mais tarde, no dia 16 do mesmo mês, novo decreto publicado no Diário do Governo expulsava da função pública um conjunto de personalidades com fortes conotações à oposição ao Estado Novo de Salazar, conforme se pode ver na imagem abaixo:
Nessa ocasião foram afastadas todas as personalidades que o documento apresenta onde se destacam entre outras: o Professor Rodrigues Lapa da Faculdade de Letras de Lisboa e de Aurélio Quintanilha da Universidade de Coimbra, Nuno Simões, Germano Martins, Domingos Leite Pereira, Adelino da Palma Carlos, o General Joaquim Mendes Cabeçadas, o coronel Norberto Guimarães, o professor Sílvio Lima, da Faculdade de Letras de Coimbra, Álvaro Lapa, Abel Salazar, Norton de Matos, Manuel de Sousa Coutinho Júnior, Eduardo Santos Silva, Alberto Dias Pereira, Mem Verdial, Jaime Carvalhão Duarte, José Vicente Barata, Manuel da Silva, José de Oliveira Neves, Rafael de Sousa Ribeiro, Artur Guilherme Rodrigues Cohen, Álvaro Manuel dos Santos Machado, António Tavares Pereira, entre outros.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:

Com este Encontro pretende-se reflectir sobre o significado e o impacto político e científico dos saneamentos de 1935 – a institucionalização do autoritarismo em Portugal e a fascistização da Universidade, explorando como hipótese de trabalho as tensões corporativas e científicas dentro da Academia, nomeadamente o eventual aproveitamento da hierarquia universitária instalada para bloquear a progressão de carreira a jovens professores/investigadores universitários, verdadeiros corpos de inovação e de crítica à instituição e às suas práticas científicas e pedagógicas.
Pretendemos explorar as complexas interdependências entre Ciência, Política e Universidade, avaliando as repercussões destas medidas em Portugal nas décadas subsequentes, também em contexto de internacionalização científica.

Entrada livre.

Uma sessão para acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 DE ABRIL DE CASA EM CASA - ANTÓNO VALDEMAR


“As horas de ansiedade e expectativa que envolveram o remate do 25 de Abril podem ver-se e sentir-se no Núcleo Museológico do Posto de Comando do Quartel da Pontinha, no Regimento de Engenharia 1, referência obrigatória de uma etapa do processo que mudou Portugal em 1974. Não é sem emoção que, de vez em quando, ali me desloco para recapitular imagens e palavras dos dias 24, 25 e 26 de Abril e a entrevista que fiz a Spínola para O Primeiro de Janeiro, as primeiras declarações proferidas em público, ao ser divulgado o Programa do MFA.

Em plena turbulência militar e política, tive, há 40 anos, acesso ao Quartel da Pontinha devido às relações pessoais com militares como, por exemplo, António Ramos e Manuel Monge. Participara na conclusão e lançamento do Portugal e o Futuro. Exercia as funções de chefe de redação, em Lisboa, d’O Primeiro de Janeiro e colaborava na editorial Arcádia. Natália Correia fora, sumariamente, despedida da Arcádia, pela denúncia de (alegado) assédio a uma secretária da editora, durante a Feira de Frankfurt.

Em casa de Spínola, tive, a partir de Novembro de 1973, uma série de reuniões quando fazia a revisão das provas tipográficas de Portugal e o Futuro. O general, a certa altura, passou a manifestar desconfiança às observações e retificações que ia formulando em face de incoerências que se deparavam no texto. António Ramos confidenciou-me que uma pessoa muito próxima do general lhe dissera que eu “não era só da oposição, mas também da maçonaria”. Foi difícil transpor os efeitos desta referência.

Mas houve mais duas outras situações insólitas: a ameaça do livro ser apreendido pela PIDE, na tipografia. No escritório de Ribeiro da Silva, comerciante do Chiado, maçon ativo e oposicionista histórico (que cedeu a casa de Verão na Caparica para uma reunião do MFA), Vítor Alves revelou que uma das cópias do livro seguira para Paris, a fim de ser editado e traduzido, no caso de interdição em Portugal. Bastante alarmado, António Ramos procurou-me, noutra ocasião, em minha casa, na Rua Barata Salgueiro, às 3h da madrugada, para apurar se Rogério Moura, gerente da Gráfica Safiel, onde ia ser composto e impresso o Portugal e o Futuro “era comunista, ou tinha ligações diretas ao partido”. Já não havia nada a fazer. Na véspera, fora entregue a fotocópia integral do livro.

Decorreu, no início de Fevereiro, um encontro secreto, que viria a ser primordial. Todavia, nem Spínola, nem ninguém do seu grupo ou da editora poderiam suspeitar do plano a cumprir. Tomei parte nesse encontro organizado por Paradela de Abreu e, apenas, com Carlos Eurico da Costa, ex-jornalista, diretor da agência de publicidade CIESA. O aparecimento do livro teria de coincidir com notícias a publicar, sobretudo, no República e no Expresso. O comandante Ferreira, da TAP, lançava a ponte para jornais e livrarias de Angola e Moçambique. Num apartamento alugado na Rua António Serpa instalou-se um gabinete de trabalho, onde redigi textos para acompanhar a entrega do livro a jornalistas portugueses e estrangeiros.

Entretanto, Carlos Eurico da Costa, logo que o livro foi autorizado, pela hierarquia militar e política, dirigiu-se a casa de José Ribeiro dos Santos, que já lera provas emendadas, que lhe despertaram indomável curiosidade. Ofereceu-lhe um dos primeiros exemplares de Portugal e o Futuro com um dos meus resumos do livro. Ficou, porém, estabelecida a seguinte estratégia: Spínola ia à redação do República oferecer, em mão, a Raul Rego um livro autografado. Teria de ser às 9h, antes da balbúrdia provocada pela Censura. Entre as 10h e as 10h30, Ribeiro dos Santos aparecia e entregava a Raul Rego a notícia do livro devidamente redigida. Tal como prevíamos, Raul Rego aceitou, agradeceu e passou o texto ao diretor adjunto Vítor Direito para mandar para a tipografia.

Depois de conhecer as resoluções da Censura, Raul Rego e Vítor Direito foram, tranquilamente, almoçar no restaurante Casa da Índia, na Rua do Loreto. Álvaro Guerra, encarregado do fecho do jornal, ao ler a notícia, apercebeu-se da importância de Portugal e o Futuro; alterou o título e a paginação. Ficou a abrir o jornal, de forma explícita, que o fim da guerra colonial exigia, apenas, solução política.

Ao regressarem do almoço, Raul Rego e Vítor Direito – e com o jornal na rua – olharam, estupefactos, para a primeira página. Ralharam com Álvaro Guerra. Admitiram todas as retaliações possíveis. O regime caía aos bocados, o medo ainda perdurava, mas a Censura fora ultrapassada. A data da revolução ainda não se sabia, mas aproximava-se todos os dias. Viria a ser em 25 de Abril.

A gráfica, no Alto do Carvalhão, gerida por Rogério de Moura, funcionava de dia e de noite para satisfazer pedidos das livrarias. Em menos de um mês estavam esgotados 100 mil exemplares do Portugal e o Futuro, tantos quantos, ao fim de 50 anos, vendera A Selva de Ferreira de Castro, o livro que – depois de Os Lusíadas e do Pantagruel, de Berta Rosa Limpo – maior tiragem, até então, atingira em Portugal.

Spínola voltou à redação do República, na segunda ou terça-feira, para agradecer a Raul Rego a notícia e o destaque na primeira página. Raul Rego respondeu que continuava ao dispor do general. A Comissão Coordenadora do MFA também ficou muito sensibilizada e, para hipótese de primeiro-ministro, depois da revolução, acrescentou o nome de Raul Rego à lista que já incluía Pereira de Moura e Miller Guerra. Em audiências separadas, já depois do 25 de Abril (e sem combinarem um com o outro), Pereira de Moura e Miller Guerra puseram, como questão prioritária, acabar a guerra e promover a independência das colónias. Spínola entrou em pânico. Raul Rego não chegou a ser abordado.

Já com nomes para o Governo, mas sem estar definido, faltava a Spínola o primeiro-ministro. Foi a casa do seu amigo Fernando Olavo pedir-lhe uma solução. Sugeriu-lhe Adelino da Palma Carlos. E justificou: é “republicano e antifascista”, “um catedrático de Direito” e “um gajo com muita prática de assembleias gerais”. Palma Carlos deu conhecimento à família e alguns amigos e aceitou ser primeiro-ministro.

Em casa de Alfredo Guisado, antigo diretor do República e um dos poetas do Orpheu, noutra reunião, na qual participei, com a presença de Palma Carlos, falou-se dos meandros do lançamento do Portugal e o Futuro, das vulnerabilidades de Spínola e da recusa de Álvaro Salema em ser diretor do Diário de Notícias. Palma Carlos, já primeiro-ministro (estou a ouvi-lo) exclamou, de imediato: “Amanhã vou telefonar ao Rego, que é ministro da Comunicação, para nomear o Ribeiro dos Santos”. Palma Carlos e Raul Rego nomearam Ribeiro dos Santos – que nunca pertenceu à maçonaria, posso afirmar – diretor do Diário de Notícias. Até ao 11 de Março. O que sucedeu depois já é conhecido e estudado em várias universidades”.

[António Valdemarin jornal PÚBLICO (25/04/2014), sublinhados nossos]
 
J.M.M.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

FIGURAS DO JUDICIÁRIO (SÉC. XIX E XX): COLÓQUIO

Realiza-se amanhã, 7 de Junho de 2013, no Salão Nobre do Supremo Tribunal de Justiça, um interessante colóquio Figuras do Judiciário (Sec. XIX - XX), organizado pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses e pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Neste colóquio algumas palestras recordam figuras importantes do Direito Português, advogados, professores, juízes e outras personalidades ligadas ao movimento judiciário em Portugal em Portugal.
Destacam-se, entre outras, a revisitação aos primeiros presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, as figuras de José da Silva Carvalho, Augusto Carlos Cardoso Pinto Osório, José Maria Barbosa de Magalhães, Adelino da Palma Carlos, Manuel Rodrigues Júnior, Octávio Dias Garcia e Manuel Cavaleiro Ferreira.

Entre os conferencistas convidados contam-se Isabel Graes, Nuno Camarinhas, Luís Eloy Azevedo, José António Barreiros, Luís Bigotte Chorão, Paulo Dá Mesquita, Maria da Glória Garcia e Paulo Pinto de Albuquerque.

Como se afirma na cartaz de divulgação do evento, num momento em que se assiste ao regresso do indivíduo, o retorno do indivíduo como protagonista da história tem suscitado um  interesse crescente. No domínio do judiciário português está quase tudo por desvendar em torno das suas maiores figuras.

Um excelente oportunidade para trocar conhecimentos e aprender mais sobre algumas das personalidades que vão ser analisadas. 

A.A.B.M

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

NOS 20 ANOS DA MORTE DO PROFESSOR ADELINO DA PALMA CARLOS


CICLO DE EVOCAÇÃO NOS 20 ANOS DA MORTE  DO PROFESSOR ADELINO DA PALMA CARLOS

CONFERÊNCIA

ORADORESLuís Bigotte Chorão e Maria Inácio Rezolla;
DIA8 de Novembro (18 horas);
LOCAL: Biblioteca - Museu República e Resistência (Cidade Universitária).

J.M.M.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

EVOCAÇÃO DE ADELINO DA PALMA CARLOS

Vai realizar-se na Biblioteca Museu República e Resistência- Espaço Cidade Universitária um conjunto de cerimónias que evocam o 20º aniversário do falecimento do Professor Adelino da Palma Carlos.

No próximo dia 25 de Outubro de 2012, pelas 18 horas, procede-se à abertura deste ciclo evocativo que termina a 8 de Novembro de 2012.

A evocação é composta de depoimentos de diversas personalidades, de conferências e de exposições conforme se pode verificar pelo cartaz acima exposto.

As duas conferências serão proferidas pelos professores Luís Bigotte Chorão e Maria Inácia Rezola.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M

domingo, 22 de abril de 2007

ADELINO DA PALMA CARLOS


Nasceu em Faro a 3 de Março de 1905, filho de Manuel Carlos e Auta Vaz Velho da Palma Carlos, com o nome completo de Adelino Hermitério da Palma Carlos, numa família com mais cinco irmãos.
Estudou em Lisboa, na Escola Académica e no Liceu Passos Manuel, tendo sido eleito presidente da Associação Académica, deste último. Termina o liceu em 1921 matriculando-se depois em Direito.
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 3 de Novembro de 1926 e doutorado em Ciências Histórico-Jurídicas na mesma universidade em 27 de Julho de 1934.
Durante o seu percurso como estudante de Direito, envolve-se na vida política e fundou, em 1923, a Liga da Mocidade Republicana, juntamente com Rodrigues Miguéis, Mayer Garção, e outros, foi escolhido para exercer a função de delegado da Faculdade à Federação Académica. Conhece também durante este período aquela que viria a ser a sua companheira ao longo da vida, Elina Guimarães, conhecida activista e militante feminista, com quem veio a casar em 1928.

Advogado e professor catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, exerceu intensamente a advocacia, intervindo em alguns dos mais importantes processos pleitados nos tribunais do país. Começou logo, aquando da conclusão da sua licenciatura, por defender os principais implicados na revolta de 3 e 7 de Fevereiro de 1927, entre eles o General Sousa Dias. O facto de ter aceite a defesa dos implicados nesta revolta torna-o um opositor ao governo da ditadura militar e mais tarde do salazarismo. Devido a este facto foi impedido de exercer o magistério em Portugal, só conseguindo leccionar muitos anos mais tarde, quando entra, por contrato, na Faculdade de Direito de Lisboa, como professor das cadeiras de Direito Processual Civil e de Prática Extrajudicial.

A par da carreira de advogado, onde se especializa em Direito Processual, desenvolve carreira docente na Escola Rodrigues Sampaio.
Em 1930, fez concurso para assistente do Instituto de Criminologia de Lisboa. Devido às suas opções políticas em 1935 foi demitido desta função. Participa em 1949 na campanha do General Norton de Matos à Presidência da República junto do Supremo Tribunal de Justiça. Eleito vogal do conselho geral da Ordem dos Advogados em 1945, assumiu a direcção da Revista da Ordem dos Advogados, até 1956. Em 1948 era vice-presidente da Ordem dos Advogados e Presidente do Instituto da Conferência da mesma ordem, em 1950 foi eleito bastonário, para o triénio de 1951-1953, tendo sido o primeiro bastonário a ser reeleito, tendo desempenhado este cargo até 1956. Em 1955 integrou a comissão revisora do Código Penal. Em 1957 e 1958, apresentou-se a concurso para professor extraordinário e catedrático da mesma Faculdade, tendo em ambos sido aprovado por unanimidade. Entre 1954 e 1973 foi procurador à Câmara Corporativa, como representante da Ordem dos Advogados.

Nos seus muitos anos de exercício da advocacia durante a ditadura defendeu causas que o tornaram célebre, especialmente a defesa dos opositores ao regime de Salazar como: o General Norton de Matos, Bento de Jesus Caraça, Prof. Azevedo Gomes e o Dr. João Soares.

Em 1960 é eleito presidente da Union Internationale des Avocats, pertenceu ainda à International Law Association, Académie de Droit International, do Instituto Penal y Penitenciário Hispano Luso-Americano y Filipino, entre outras organizações. Em 1965 foi nomeado director da Faculdade de Direito de Lisboa, onde se manteve até 1970, mas os problemas com o regime salazarista eram cada vez maiores, porque ele afirmava de forma clara os seus ideais democráticos, o que lhe valeu alguns dissabores.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, foi o primeiro-ministro escolhido para chefiar o Governo Provisório (17 de Maio a 18 de Julho de 1974), mas as dissenções internas dentro do Governo conduziram-no à demissão dois meses depois.
Era geralmente tido como um político moderado, com ligações a importantes grupos económicos e com perfil para conseguir alguma estabilidade ao novo Governo, por outro lado, era uma figura com algum prestígio em termos internacionais que podia conquistar a respeitabilidade necessária a um Governo com carácter provisório. Procurou articular de alguma forma os seus esforços com os de António de Spínola para evitar a multiplicação de centros de poder, tentando exercer uma autoridade efectiva.
Foi o mandatário nacional da recandidatura presidencial do General Ramalho Eanes (1980). Em 1984, fez parte da comissão de honra nomeada para comemorar o décimo aniversário da Revolução dos Cravos. No ano seguinte, após a constituição do Partido Renovador Democrático, foi chamado a desempenhar as funções de Presidente do Partido Renovador Democrático, após a realização da Convenção de Tomar, mas acabou por recusar o cargo por não desejar ter vínculos partidários.

Conhece-se também a sua filiação maçónica, onde manteve actividade ao longo de várias décadas, pertencendo, por exemplo à Loja Rebeldia. Foi ainda Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho dos Inspectores-gerais do Supremo Conselho do 33º Grau do REAA para Portugal e sua Jurisdição entre 1977 e 1981.
Recebeu diversas condecorações como Grande Oficial da Ordem da Liberdade (1982), Grã-Cruz da Ordem de Cristo (1984) e a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1991).

Colaborou em diversas publicações como: A Comédia, Lisboa, 1921-1924; O Corvo, Évora, 1921-1976; Correio Teatral, Faro, 1923-1924; De Portugal, Lisboa, 1924-1925; Fórum, (dir. de Palma Carlos), a partir de 1932 [periódico jurídico].

Morre em 25 de Outubro de 1992.

Publicou entre muitos outros trabalhos os seguintes:
- Natal, s.l.[Faro], s.d.[1923] [poesia]
- Brumas Doiradas, [S.l. : s.n.], 1922 ( Lisboa - Tip. do Eco Musical). [poesia]
- Apontamentos de Direito Comercial, Centro Tip. Colonial, Lisboa, 1924.
- Código de Processo Civil anotado, Procural, Lisboa, 1940.
- Homens do Foro - a vida e a ficção, Lisboa, 1954 [sep. Revista da Ordem dos Advogados, nº 13]
- Manuel Borges Carneiro, Lisboa, 1956 [sep. Revista da Ordem dos Advogados, nº 13].
- José Dias Ferreira, Lisboa, 1958 [sep. Jornal do Foro].



[NOTA: Neste post foi introduzida uma correcção, 15-04-2009, facultada por mão amiga e que nos merece toda a confiança, por ser um reputado especialista nestas matérias, a quem obviamente muito agradecemos.]

A.A.B.M.