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segunda-feira, 21 de julho de 2014

A TOLERÂNCIA – RAUL PROENÇA


Em Portugal não há tolerância, nem governamental nem pessoal. Num certo sentido, Portugal é uma nação de correligionários

… a tolerância (…) é a contra-partida da liberdade de pensamento. É reconhecermos nos outros o que nós queremos e exigimos para nós. É aceitar nos diferentes um igual direito à vida. Se A não tolera as opiniões de B, é porque não reconhece em B a liberdade de pensamento; isto é: A é um reacionário. Direi: o direito de pensar livremente é a liberdade vista por dentro; a tolerância a liberdade vista por fora. Na essência, uma única e uma mesma coisa.

Quem é contra a tolerância é contra a liberdade. E quem me pregar a liberdade, contanto que essa liberdade seja a de defender as sua opiniões e de não tolerar as dos outros, pode ir passear: a liberdade de alguns é a escravidão do resto, e o mais que se pode dizer de s. ex.ª é que é um belo estofo de ditador …

Raul Proença, "Opiniões de Depoimentos – A Tolerância", in “Alma Nacional”, nº 12, 28 de Abril de 1910, p. 189

FOTO: Raul Proença, em 1939, “isto é, após a provação do exílio e da doença”, in “O Pensamento especulativo e agente de Raul Proença”, de Sant’Anna Dionísio, Seara Nova, 1949

J.M.M.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ALMA NACIONAL - REVISTA REPUBLICANA



REVISTA: ALMA NACIONAL (reedição fac-similada)
DIA: 29 de Setembro (18,30 horas) - FNAC do Chiado
EDITOR: Paradela de Abreu

ALMA NACIONAL. Revista republicana - [I Série, nº1 (10 de Fevereiro 1910) à III Série, nº34 (29 de Setembro 1910)], Lisboa; Director: António José de Almeida; Colaboradores: A. De Matos Silveira, Agostinho de Lemos, Álvaro Vaz, António Ferrão, António José de Almeida, Aquilino Ribeiro, Basílio Teles, Emílio Costa, Estevão Correia, Estêvão de Vasconcelos, Guerra Junqueiro, João de Freitas, José de Lacerda, Leão Magno Azevedo, Manoel de Sousa Pinto, Mário Gomes, Miguel Bombarda, Raul Proença, Teixeira de Queiroz, Teófilo Braga, Tomás da Fonseca; Administração e Redacção, Rua da Emenda, 36, Lisboa; Impressão na Typ. A Editora, Lisboa; publica-se às quintas-feiras; 34 numrs, 544 pgs.

[Alma Nacional] "crónica severa, e ao mesmo tempo agitada, da nossa vida e a precursora da pátria nova(...) uma revista patriótica e um órgão de solidariedade universal (...) arma de combate contra a monarquia, elemento de educação para o povo e instrumento de propaganda nacional, levado à Inglaterra numa edição inglesa, e a todo o mundo numa edição francesa, de modo a integrar Portugal na corrente de opinião pública europeia. Não será uma obra truculenta, mas um grito de indignação e de revolta (...) será a revista de todos, da plebe, dos trabalhadores, dos oprimidos de hoje."

"Ela vai ser, por intermédio dos homens ilustres que o hão-de colaborar, um dos legítimos representantes do espírito nacional (...)

O que a Alma Nacional vai ser é um jornal humano. De orientação revolucionária, revolução para ela não quer dizer morticínio, destruição" [cf. Daniel Pires]

J.M.M.