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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

[DIA 8 FEVEREIRO] - ALVES DA VEIGA (1849-1924). UMA PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO FEDERATIVA DA SOCIEDADE PORTUGUESA



AUTORA: Sónia Rebocho;
EDITORA: Caleidoscópio, 2017;

NOVA APRESENTAÇÃO DA OBRA:

DIA: 8 de Fevereiro de 2019 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano (Rua do Grémio Lusitano, 25), Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português;

ORADORES: Professor Amadeu Carvalho Homem (FLUC) | Jorge Ferreira (Editor da Caleidoscópio) | Fernando Sacramento (Moderador)

► “Na chuvosa e fria madrugada do dia 31 de Janeiro de 1891, por volta das duas horas, começam a sair para a rua militares aquartelados no Porto, dando início à primeira tentativa de instaurar a República no país.

Augusto Manuel Alves da Veiga, advogado e professor nesta cidade, paga o seu envolvimento como chefe civil desta intentona falhada com duas décadas de exílio e o afastamento da ribalta da política nacional.

Com a implantação do regime republicano, Alves da Veiga vê o seu sonho de décadas cumprido e como patriota que se afirmava, e demonstrou ser, procura dar o seu contributo para a construção de um outro Portugal, ao escrever e enviar à Assembleia Nacional Constituinte o texto Política Nova: Ideias para a reorganização da sociedade portuguesa. Nesta obra apresenta um projecto de organização federalista e municipalista do Estado Português. Muitas das ideias defendidas por Alves da Veiga neste volume, apesar de não virem a ser adotadas pelos constituintes de 1911, são emblemáticas das opções ideológicas mais expressivas e vanguardistas do movimento republicano oitocentista português

Estamos em crer que o pensamento e os temas abordados pelo Dr. Alves da Veiga no seu projeto federativo de sociedade ainda, hoje em dia, mantém o fulgor e a inquietação intelectual propício à riqueza de um proveitoso debate, nomeadamente aos modelos a adotar na União Europeia, suscitado por este livro” [Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

A não perder. 

J.M.M.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

CONDEIXA – HUMOR, MONARQUIA E REPUBLICANOS


EXPOSIÇÃO: Humor, Monarquia e Republicanos;
DIAS: 10 de Outubro a 29 de Novembro;
LOCAL: Galeria Manuel Filipe (Condeixa);
ORGANIZAÇÃO: Câmara Municipal de Condeixa | Galeria Manuel Filipe | Villa Isaura (Troviscais).

CONFERÊNCIA

DIA: 10 de Outubro (18,00 horas);
ORADORES: Amadeu Carvalho Homem | Aires Barata Henriques;

“O final do século XIX e inicio de XX viu aparecer caricaturistas e humoristas que souberam interpretar na perfeição as incongruências da sociedade portuguesa. Rafael Bordalo Pinheiro, Francisco Valença, Leal da Câmara foram alguns desses geniais artistas.

Jornais como O , Sempre Fixe, A Paródia e o Século Cómico, foram os veículos utilizados para de forma mordaz e contundente pôr a nu acções de figuras políticas, situações de injustiça e acontecimentos políticos e sociais que muitas vezes tocavam o ridículo. A cerâmica foi também um dos géneros artísticos utilizados: aqui foi Bordalo Pinheiro o génio maior. A figura do “Zé Povinho” ultrapassou gerações, sendo ainda hoje do um ícone sociedade portuguesa.

Nesta Exposição é possível ver algumas dessas caricaturas, desenhos e peças de cerâmica de uma época que foi rica em acontecimentos político-sociais.

É nosso desejo que consigam sorrir com elas”

 J.M.M.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

COMEMORAÇÕES DO ANIVERSÁRIO DO 31 DE JANEIRO DE 1891, NA CHARNECA DA CAPARICA E SOBREDA


O Clube Recreativo Charnequense, fundado em 31 de Janeiro de 1910 (na Charneca da Caparica e Sobreda) e Instituição de Utilidade Pública desde 22 de Junho de 1996, irá proceder à Evocação do Aniversário do 31 de Janeiro de 1891, ao mesmo tempo que festejará o seu 105 Aniversário.

PROGRAMA [31 Janeiro 2015]

16.00 – Boas Vindas às Entidades Públicas e aos Visitantes   

16.45CONFERÊNCIA: “Histórias do Charnequense”, por Vítor Reis (Presidente da Assembleia de Freguesia da Charneca de Caparica e Sobreda)

17.30 – Apontamento Musical, pelo Prof. Hélder Charneira

17.45 – Homenagem ao Sócio Honorário Manuel Coelho | Homenagem a José Pinho, Francisco Pinho e João Silva

18.00– Actuação das Concertinas - Águias Vermelhas

18h30CONFERÊNCIA: “A Revolta do 31 de Janeiro de 1891 (crise de soberania nacional) ”, pelo Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem | “Democracia e Transparência em Portugal”, pelo Prof. Doutor Paulo Morais

20h00: Jantar

21h30: Sarau Musical - Salão de Festas do Clube Recreativo Charnequense: Bombos da Escola 31 de Janeiro da Parede & Rancho Folclórico da Morgadinha

J.M.M.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

COMEMORAR A REPÚBLICA | OLIVEIRA DO BAIRRO - 5 DE OUTUBRO 2014 | OS BUSTOS DA REPÚBLICA

 
 
 

Realizou-se no Domingo [5 de Outubro] em Oliveira do Bairro, no belíssimo auditório do Quartel das Artes, Dr. Alípio Sol, o lançamento do livro de António Pedro Vicente [Prof. Catedrático aposentado de História Contemporânea da UNL, Académico de Número da Academia Portuguesa de História e sócio correspondente de várias instituições, com valiosos trabalhos publicados sobre história portuguesa do século XIX, a que junta estimados contributos para a História da Fotografia e na História da 1ª República], “Os Bustos da 1ª República”.
 
Sob o patrocínio da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro - que na pessoa do seu presidente João Oliveira apadrinhou esta preciosa obra – o lançamento do livro, que coincidiu com a Comemoração da República, foi ornamentada com a participação, de incontestável virtude, dos professores Amadeu Carvalho Homem e de Luís Bigotte Chorão, que cumpriram com acrisolado saber, competência e distinção a apresentação da Obra e assim dilataram a fé e o ideário republicano.
 
Entre uma assistência dedicada, que soube tributar os aplausos merecidos, estiveram presentes alguns dos proprietários da valiosa colecção de bustos da República, representados na obra de António Pedro Vicente, como os drs. Emílio Rincon Peres e Aires Henriques e que sob os melhores auspícios colaboraram para a sua realização. 
          
Os Bustos da 1ª República” remete-nos para o interessante conhecimento, leitura e entendimento da iconografia e simbologia republicana, numa apologética e didáctica virtuosa, porque contextualizado, acompanhando o “surto da propaganda republicana”. Dividindo-se em diversas partes, desde o Tricentenário de Camões, ao 31 de Janeiro de 1891 e à Implantação da República, toda uma iconografia ligada ao regime republicano emerge, marcando desde logo presença o “busto da República”, ícone e símbolo da “nova era”, dum novo mundo que “resolveria as injustiças e transportaria, para o futuro, a justiça social, a liberdade, a igualdade e que iria acrisolar o amor fraterno entre os seres humanos” [p. 43].     
 
Os Bustos da 1ª República” (177 p.) é uma obra copiosa, profusamente ilustrada e em excelente papel, que reúne reproduções de peças de alguns dos nossos mais luminosos coleccionadores do período da 1ª República – António Pedro Vicente (ver Fundação Mário Soares), Emílio Rincon Peres, Aires Henriques e Luís Bigotte Chorão – e, decerto, será uma incontornável peça da rica bibliografia republicana.    
 
Os Professores Luís Bigotte Chorão e o Amadeu Carvalho Homem abrilhantaram a sessão de lançamento do livro com peças oratórias ilustradas e que deixaram viva impressão no vasto público presente.
 
Como curiosidade registe-se o debate, à margem ou talvez não, sobre o enigmático “bicho” [sic] ou “insecto” presente no busto [e conhece-se 3 versões diferentes], abaixo do pescoço da peça, pertença de Emílio Rincon Peres, e que é capa da obra, que marca uma sã e fraterna controvérsia que se estende no Facebook [AQUI e AQUI] e mesmo fora dele. Trata-se de saber quebicho” é aquele, qual a razão de estar lá colocado e, evidentemente, que simbólica (a ter uma) representa. Várias hipóteses foram entretanto levantadas: centopeia [hipótese Emílio Rincon Peres], joaninha (simbolizando a Boa Nova, da República), escorpião. Da simbologia registe-se a da já citada “República da Boa Nova” [joaninha, hipótese Aires Henriques], passando pela identificação de uma “facção” ou partido [reorganização do PRP, facção Afonso Costa: vidé o caso citado de António Martins e a reorganização do PRP em Castro Daire, 1917, referido por Abílio Pereira de Carvalho] e, até mesmo, uma outra que faz referência à alegoria simbólica [no caso de ser um escorpião] presente no grau 22.º ao 24.º do REAA. De facto, o “bicho” que adorna alguns bustos da República é uma controvérsia bem curiosa.
  
O Almanaque Republicano marcou presença e agradece, a todos, a magnifica recepção e a excelente sessão.
 
J.M.M.      

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

OS BUSTOS DA 1.ª REPÚBLICA


LIVRO: “Os Bustos da 1.ª República";
AUTOR: António Pedro Vicente;
 
LANÇAMENTO EM OLIVEIRA DO BAIRRO:
 
DIA: 5 de Outubro 2014 (17,00 horas)
LOCAL: Quartel das Artes, Dr. Alípio Sol (Oliveira do Bairro)
 
ORADORES: Prof.º Amadeu Carvalho Homem e Prof.º Luís Bigotte Chorão
 
 
J.M.M.
 

 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

CONFERÊNCIA – A PARTILHA DE ÁFRICA, O 31 DE JANEIRO E A MAÇONARIA EM PORTUGAL



CONFERÊNCIA: "A Partilha de África, o 31 de Janeiro e a Maçonaria em Portugal

ORADOR: prof. Amadeu Carvalho Homem;
DIA: 5 de Abril 2014 (16,00 horas);
LOCAL: Auditório Mirita Casimiro (Rua Alexandre Lobo, 53),
Viseu;
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Novos Paradigmas”]

“Nos finais do século XIX, com os trabalhos pioneiros de etnografia e antropologia de James Frazer, Franz Boas e Malinowski, entre outros, a Europa descobre “o outro”, “o bom selvagem”, “os povos primitivos”,as civilizações de África. Os países industrializados da Europa descobrem outras culturas, outros modos de vida, mas também a importância dos recursos naturais de África, tão necessários ao seu processo de industrialização.

A Alemanha entra nesta “corrida” na segunda metade do século XIX sob a liderança de Bismark e inicia a sua expansão mundial, encorajada pela burguesia nacional, instituindo uma verdadeira política imperialista, conhecida como Welpolitik.

Começa a corrida a África, principalmente, por parte de Inglaterra, França e Alemanha. Esta disputa foi, entre outros, um dos principais factores que esteve na base das causas da Primeira Guerra Mundial.

Em Portugal, Alexandre Herculano profundamente marcado pelos dramáticos acontecimentos da sua época - as invasões francesas, o domínio inglês e o influxo das ideias liberais, vindas sobretudo de França, que conduziriam à Revolução de 1820 - publica a sua História de Portugal.

Leite de Vasconcelos, pioneiro nos estudos de arqueologia, etnografia e antropologia e sociolinguística, publica importantes trabalhos de investigação na procura da essência da portugalidade (Etnologia Portuguesa e Religiões da Lusitânia, entre outros).

Portugal económico, estrutural e espiritualmente exaurido com as invasões francesas, o domínio inglês e as lutas liberais, enfrenta graves dificuldades neste processo de luta pela ocupação de África.

Sob influência do Marquês Sá da Bandeira, entre 1836 e 1865, dá-se uma viragem na política portuguesa para África. O interesse governamental de então pelos territórios africanos depara, no entanto, com a fraca implantação portuguesa no terreno. O interior era mal conhecido, e apenas nas regiões costeiras existiam zonas de ocupação que serviam de meio de escoamento de produtos coloniais.

Nas décadas de 1870 e 1890, verifica-se um aumento do interesse dos países europeus pelo continente africano. A ocupação de vastas zonas do litoral pelos portugueses era um obstáculo às pretensões dos outros países, mas as zonas do interior eram ainda muito pouco conhecidas.

Os problemas políticos e financeiros portugueses facilitaram uma mudança de poderes instalados neste continente e uma alteração da política dominante, que se altera do direito tradicional da prioridade das Descobertas, para um direito de ocupação efectiva, estabelecido internacionalmente na Conferência de Berlim de 1884-1885, convocada por Bismark.

Inicia-se a ocupação do interior de África. Criam-se as sociedades de geografia europeias durante a primeira metade do século XIX, e desenvolvem-se trabalhos de exploração geográfica e científica com ampla divulgação nos periódicos e livros da época. As informações obtidas, apresentadas de forma atractiva, com mapas, imagens exóticas com reprodução da fauna e flora, atraem a atenção de um público cada vez maior. Estas explorações chamam também a atenção dos poderes políticos para as possibilidades de exploração económica das vastas riquezas desse continente e da sua mão-de-obra barata.

Em Portugal, em 10 de Novembro de 1875, um grupo de cerca de 74 subscritores, entre os quais se encontravam os maçons Luciano Cordeiro, Pinheiro Chagas, Sousa Martins, Cândido de Figueiredo e Teófilo Braga, requerem junto do Rei D. Luís a criação da Sociedade de Geografia de Lisboa, com o objectivo de promover e auxiliar o estudo e progresso das ciências geográficas e correlativas, possibilitando deste modo, no contexto do movimento europeu de exploração e colonização, desenvolver um particular contributo na ênfase dada à corrida de exploração do continente africano. Nos primeiros anos da sua existência foi criada a Comissão Nacional Portuguesa de Exploração e Civilização da África, com o objectivo de apoiar cientificamente o esforço colonial português em África, particularmente no contexto da crescente competição europeia na apropriação de territórios naquele continente.

Entre os exploradores europeus mais famosos de então estavam Livingston que traçou os planos do vasto interior africano e Stanley no Congo.

Entre os exploradores portugueses depois de Serpa Pinto, que a cruzou numa complicada expedição e traçou mapas do seu interior, destacaram-se Capelo e Ivens.

Face às mais que previsíveis decisões da Conferência de Berlim era preciso demonstrar a presença portuguesa no interior da África austral, como forma de sustentar as reivindicações constantes do mapa cor-de-rosa entretanto produzido. Para realizar tão importante projecto, são nomeados Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, que depois de terem sido dados como mortos ou perdidos, por não haver notícias deles durante cerca de um ano, concluem com êxito a expedição. Ao longo de toda a viagem, Roberto Ivens escreve, desenha, faz croquis, levanta cartas; Hermenegildo Capelo recolhe espécimes de plantas, rochas e animais.

A 21 de Junho 1885, é concluída uma nova expedição em Moçambique, em que foram percorridas 4500 milhas geográficas (mais de 8300 km), 1.500 das quais por regiões ignotas, tendo-se feito numerosas determinações geográficas e observações magnéticas e meteorológicas.

Estas expedições, para além de terem permitido fazer várias determinações geográficas, colheitas de fósseis, minerais e de várias colecções de história natural, tiveram como objectivo essencial afirmar a presença portuguesa nos territórios explorados e reivindicar os respectivos direitos de soberania, já que os mesmos se incluíam no famoso mapa cor-de-rosa que delimitava as pretensões portuguesas na África meridional.

O chamado Mapa cor-de-rosa seria o documento representativo da pretensão da soberania de Portugal sobre os territórios sitos entre Angola e Moçambique, nos quais hoje se situam a Zâmbia, o Zimbabwe e o Malawi.

A disputa com a Grã-Bretanha sobre estes territórios levou ao ultimato britânico de 1890, a que Portugal cedeu, causando sérios danos à imagem do governo monárquico português.

A Sociedade de Geografia de Lisboa, defendeu sem sucesso a necessidade de formar uma barreira às intenções expansionistas britânicas que pretendiam a soberania sobre um território que, do Sudão, se prolongasse até ao Cabo pelo interior da África, organizando uma subscrição permanente para manter estações civilizadoras na zona de influência portuguesa do interior do continente, definida num mapa como uma ampla faixa da costa à contra-costa, ligando Angola a Moçambique. Nascia assim, ainda sem sanção oficial, o chamado "Mapa Cor-de-Rosa".

O resultado foi o ultimato britânico de 11 de Janeiro de 1890 sendo exigido a Portugal a retirada de toda a zona disputada sob pena de serem cortadas as relações diplomáticas.

Portugal isolado protestou, mas seguiu-se a inevitável cedência e recuo. E assim acabou o "mapa cor-de-rosa", mas não sem que antes tivesse deixado um legado de humilhação nacional e frustração (bem patente no Finis Patriae de Guerra Junqueiro) que haveria de marcar Portugal durante muitas décadas. Na sequência deste episódio, Alfredo Keil compôs a portuguesa (Hino Nacional Português).

Em resultado desta humilhação nacional, perca de soberania de territórios africanos a favor de Inglaterra e de outras potências estrangeiras, criam-se as bases de sublevação, de afirmação de independência nacional e do espírito republicano no Porto, com a malograda Revolta Republicana do 31 de Janeiro de 1891, liderada pelo Dr. Alves da Veiga.

Portugal apenas recupera a sua auto estima depois da implantação da República em 5 de Outubro de 1910, bem como as suas debilitadas finanças de então.

Neste momento o nosso país encontra-se, igualmente, por razões diversas, perante a humilhação de uma situação de intervenção financeira estrangeira, mas como outrora, com determinação, trabalho e perseverança, estamos certos os portugueses saberão encontrar caminhos de esperança e recuperar a auto-estima e a sua autonomia financeira nacional.

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu MaçónicoPortuguês]

J.M.M.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

UM SÉCULO DE LUTAS ACADÉMICAS


“UM SÉCULO DE LUTAS ACADÉMICAS” [Coordenação de Amadeu Carvalho Homem | capa de Alberto Péssimo], Editorial Moura Pinto, 2007, 150-II pags

Um século de lutas académicas aí está para o atestar e para transportar para o século XXI a mensagem de que se hoje vivemos no melhor dos mundos, para tal contribuiu a penosa busca, por um mundo melhor, de todos quantos, por um ideal, foram à luta e com ela venceram o despotismo dos sistemas, das instituições e as arbitrariedades das pessoas, na convicção plena de que nenhuma ordem social é melhor do que os seus membros (...)”.

Obra que comemora os 120 anos da Associação Académica de Coimbra, com coordenação de Amadeu Carvalho Homem.

Índice: Para Além da Utopia, por  Manuel Francisco da Costa; Texto do Presidente da AAC, Paulo Fernandes; A Crise Académica de 1907 e o Franquismo, por Amadeu Carvalho Homem; Activismo Estudantil Em Coimbra Durante o Marcelismo, por Miguel Cardina; Coimbra: Luta Estudantil e o Património Identitário da Cidade, por Rui Bebiano.
 
 
J.M.M.

domingo, 6 de outubro de 2013

ALMOÇO REPUBLICANO DE COIMBRA - 5 DE OUTUBRO DE 2013

Hoje, juntaram-se em Coimbra, cerca de seis dezenas de cidadãos e cidadãs, de várias regiões do País, para assinalar o 5 de Outubro e comemorar a data da Implantação da República, organizada pelo Movimento Republicano 5 de Outubro.

Cerca das treze horas os convivas foram-se juntando. Sendo anfitriões iniciais o José Dias e a Anabela Monteiro que nos receberam  e procederam às apresentações iniciais de todos os presentes. Estavam, como seria de esperar, em maior número os residentes em Coimbra e arredores, mas havia também elementos que vieram de Mortágua, de Penacova, Arganil, Condeixa-a-Nova ou Figueira da Foz. Destacaram-se os elementos que vieram de mais longe como Sintra, Salvaterra de Magos ou outras localidades que se juntaram aos elementos do Movimento Republicano 5 de Outubro nesta jornada pela preservação da memória e evocação dos acontecimentos de 1910.

Depois de saborear a refeição que foi servida pelo Restaurante "Cantinho dos Reis" e, enquanto se saboreava o café e os digestivos, alguns dos presentes tomaram a palavra. Os convivas de forma tolerante e fraterna trocaram e emitiram opiniões sobre alguns aspectos que lhes aprouve, demonstrando a pluralidade de opiniões que existem entre os republicanos, que em alguns aspectos pensamos nós, podem ser sinais da nossa fragilidade para alguns ou, para outros, a nossa maior riqueza e capacidade de aceitação da diferença de opiniões.

Fernando Fava recordou a data, a importância dos feriados e a sua simbologia, dando particular enfoque ao de 5 de Outubro, mas lembrou a importância e a responsabilidade histórica das datas que se transformaram em feriados. O 5 de Outubro como festividade cívica, laica e de rememoração dos acontecimentos, lembrando a necessidade de avivar a memória, não só sobre a data, mas também e sobretudo para toda a simbologia que envolve a implantação da República. Termina com os vivas à República.

Segue-se no uso da palavra Carlos Esperança que relembra o papel dos heróis da Rotunda, de Machado Santos e dos seus homens, alerta para os perigos cada vez mais em voga de nos tornarmos um povo sem memória, porque não valoriza o seu passado. Recorda ainda o papel que desempenharam a Maçonaria e a Carbonária nos acontecimentos de há 103 anos. Defende que o regime republicano trouxe uma maior igualdade entre classes sociais porque terminou com os títulos nobiliárquicos e estabeleceu a ponte entre o 5 de Outubro de 1910 e o 25 de Abril de 1974, identificando algumas causas em comum, ou pelo menos algumas das ideias que podem aproximar ambos os acontecimentos. Lembra então, com emoção, a figura do amigo, do militar de Abril e de homem bom e justo que foi o general Augusto Monteiro Valente e o seu papel na luta pela concretização dos ideais de Abril. Advoga para o País um estado republicano, laico e democrático. Manifestando também a sua revolta e tristeza com a actual situação política e contra a falta de memória da maior parte dos nossos principais actores políticos. Por fim, verbaliza de forma decidida a maldição daqueles que atraiçoaram o 5 de Outubro e os seus objectivos, daqueles que traíram de forma deliberada e impune a memória de 1910.

De seguida, José Dias lembrou os trabalhos do Movimento Republicano 5 de Outubro nos próximos tempos e pelo menos até Outubro de 2014, evocando quatro momentos que vão ser assinalados, pelo menos projecta-se evocar o 31 de Janeiro, quadragésimo quinto aniversário da Crise Académica de 1969, que alguns dos presentes viveram de forma intensa, o quadragésimo aniversário do 25 de Abril e ainda as comemorações do Congresso Republicano de Aveiro, onde também alguns dos presentes estiveram envolvidos. Além disso, permita-se-nos também lembrar uma outra efeméride que se avizinha e que convém evocar, porque se assinala o Centenário do Congresso do Partido Republicano Português, realizado na Figueira da Foz, em Maio de 1914. O orador recordou anda e apelou para a importância de se participar nas comemorações do 25 de Abril, criando um movimento de cidadãos que percorra a região evoque e explique o 25 de Abril, que realce os valores e os factos que estavam em questão na altura da revolução que trouxe a Democracia depois de 48 anos de Ditadura. Salientou, nessa altura, o trabalho realizado pelos membros do movimento que participaram em 75 iniciativas aquando das comemorações do Centenário da República, com todas as dificuldades e carências que estas iniciativas cívicas transportam e pelo altruísmo que sobressai de quem as realiza.

Registaram-se também intervenções de Rosa Lopes Ribeiro, de Horta Pinto, Jorge Antunes, Marco da Raquel e de um cidadão de Sintra onde houve múltiplas referências ao momento actual da vida política portuguesa, ao aumento da pobreza, ao descrédito da classe política e também se referiu a ausência de algumas personalidades que seria esperado que estivessem presentes neste almoço e que se mostraram indiferentes ou mesmo indisponíveis para participar no mesmo.

Por fim, e aguardado por muitos, a intervenção de Amadeu Carvalho Homem. Começa por homenagear de forma emocionada dois amigos e dois democratas: Augusto Monteiro Valente e Alberto Vilaça. Com voz embargada de emoção recordou Monteiro Valente, que também integrou o Movimento Republicano 5 de Outubro, e na presença da viúva lembrou alguns dos traços da personalidade do militar. Lembrou também o advogado e militante comunista Alberto Vilaça que, sabendo das diferenças ideológicas entre ambos, o convidou para apresentar uma das suas obras. De seguida, parte para a análise dos acontecimentos de 1910, das suas causas e sobretudo do seu significado cultural, cívico e político. Lembrou a importância da memória colectiva de um povo, da sua História e do papel que desempenha na formação de uma Nação. Recorda os valores da Revolução Francesa e o seu papel na evolução histórica da Humanidade. Apela à participação de todos, mas também faz referências às ausências notadas, aos que seria suposto estarem presentes e não compareceram à chamada, no fundo, e reforçando a ideia de outros oradores, de se estar no papel do maratonista que sabe manter uma cadência, um ritmo, uma intervenção que se quer contínua e não somente episódica. Sublinha, pessoalmente, a sua fraca capacidade, mas reconhece que em conjunto com outros elementos, e outras vontades, é possível fazer um trabalho que pode ser importante de recuperação da memória, de participação cívica e de descoberta dos fundamentos da liberdade.

Foi uma jornada interessante, com algumas surpresas e imprevistos, onde notamos um trabalho de organização que nos merece elogios, onde se salientam os valores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, como pilares de formação de muitos dos presentes. Mostra como com poucos meios, boas vontades e espírito de maratonista se pode pegar numa ideia, fazê-la ganhar forma e transforma-la em realidade. Certamente que ainda não terá correspondido às expectativas que alguns ambicionariam, mas mostra que há um caminho que está a ser percorrido, que no pluralismo das ideias existem pontos que comuns que tornam a IDEIA, num projecto que pode ser concretizado e, a nosso ver mais forte. A LIBERDADE na sua dimensão mais ampla e a capacidade realizadora do Homem podem e devem produzir transformações na vida em comunidade e, por consequência, na vida política.

Uma iniciativa que se saúda e que esperemos que se alargue a outros pontos do País, pode ser um exemplo positivo para outros núcleos e movimentos que existem que continuam, apesar de já não ser feriado nacional a assinalar a data e a lembrar o que foi, porque foi feita e por quem foi feita a REPÚBLICA.

VIVA A LIBERDADE! 
VIVA A REPÚBLICA! 
VIVA PORTUGAL!

A.A.B.M.




sexta-feira, 28 de junho de 2013

BELISÁRIO PIMENTA E O MOVIMENTO REPUBLICANO EM COIMBRA

 

LIVRO: "Belisário Pimenta e o Movimento Republicano em Coimbra";
AUTOR: Virgílio Vasconcelos Ribeiro.
EDIÇÃO: Câmara Municipal de Miranda do Corvo.

LANÇAMENTO:

DIA: 30 de Junho 2013 (15,00 horas);
LOCAL: Auditório Municipal de Miranda do Corvo;
APRESENTAÇÃO: Prof. Amadeu Carvalho Homem e Eng. Carlos Ferreira;
ORGANIZAÇÃO: Câmara Municipal de Miranda do Corvo.

J.M.M.

domingo, 20 de janeiro de 2013

EVOCAÇÃO DO 31 DE JANEIRO - MIRA


EVOCAÇÃO DO 31 DE JANEIRO PELO MR5O EM MIRA

DIA – 31 de Janeiro (20 horas);
LOCAL – Restaurante TICO-TICO (Mira);
ORGANIZAÇÃO – MR50 (Movimento Republicano 5 de Outubro)

O MR5O – Coimbra [“Movimento Republicano 5 de Outubro”, de Coimbra] vai evocar, no próximo dia 31 de Janeiro, a revolta que eclodiu no Porto, na mesma data, mas no ano de 1891, e que constituiu o primeiro momento de afirmação revolucionária do Ideal Republicano. A República foi proclamada na Cidade Invicta e aí durou durante 8 horas.
Esta evocação decorrerá em MIRA, no decurso de um jantar no Restaurante Tico-Tico, a partir das 20 horas, e com o custo de 8 euros e 50 cêntimos (8,50 euros).
Apela-se assim a todos os Companheiros que perfilhem os valores da República para que nos acompanhem nesta jornada democrática. Ela servirá também para fazermos em conjunto uma reflexão sobre o futuro político, económico, social e cultural de Portugal e dos portugueses. Assim, usarão da palavra todos os Companheiros que o desejarem, em partilha fraterna e solidária de pontos de vista.
As inscrições deverão fazer-se para os seguintes contactos:
Endereço electrónico : amadeu.homem@gmail.com
“Traz outro Amigo também!”
Saúde e Fraternidade !
VIVA A REPÚBLICA !
Pelo “ MR5O – Coimbra”
Amadeu Carvalho Homem
[texto via Movimento Republicano 5 de Outubro - FACEBOOK]
J.M.M.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

FERRAMENTAS PARA A CIDADANIA: CICLO DE CONFERÊNCIAS

Ao longo deste mês de Outubro, na Biblioteca Museu República e Resistência - espaço Grandela, vai realizar-se um ciclo de três conferências subordinadas ao tema: Ferramentas para a Cidadania, conforme se pode confirmar consultando o cartaz acima.

O ciclo prolonga-se até Março de 2013, mas este mês é dedicado à temática da República. Para discutir e apresentar as suas ideias sobre esta temática forma convidados Amadeu Carvalho Homem, Domingos Abrantes e António Ventura.

As conferências decorrerão às quintas-feiras, pelas 18.30 h.

Uma organização do Círculo de Intervenção Cultural, que muito se saúda e para a qual chamamos a melhor atenção dos nossos ledores.

A esta iniciativa desejamos os maiores sucessos.

A.A.B.M.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

MEMORIAL REPUBLICANO (Parte II)

Ainda na apresentação do livro "Memorial Republicano", da autoria de Amadeu Carvalho Homem e Alexandre Ramires, apresentado em Coimbra no passado dia 5 de Outubro de 2012, captamos uma pequena parte da intervenção do Dr. António Arnaut.

Ao cuidado dos interessados.

A.A.B.M.

domingo, 7 de outubro de 2012

APRESENTAÇÃO DO "MEMORIAL REPUBLICANO" EM COIMBRA


Em boa hora assistimos à apresentação da obra Memorial Republicano, da autoria de Amadeu Carvalho Homem (texto) e Alexandre Ramires (imagem).

Num final de tarde solarengo, feriado de 5 de Outubro, que alguns querem que seja o último a comemorar a data da Implantação da República, juntaram-se em Coimbra, no Quartel de Sant'ana, perto de duas centenas de pessoas para assistir à apresentação da obra supra referida. Esta adesão surpreendeu positivamente a organização que tinha previsto realizar a sessão na capela do quartel, mas face à sala cheia como um ovo, deliberou acertadamente transferir a sessão para o átrio do quartel.


Com a presença de muitas caras conhecidas do meio cívico e universitário de Coimbra, vimos, entre outros: Rui Alarcão, Gomes Canotilho, Carlos Esperança, Miguel Pignatelli Queirós, Joaquim Romero Magalhães, José Manuel Portugal, Miguel Dias Santos, Fernando Fava, António Maduro, Rui Lopes, entre muitas outras personalidades mais ou menos anónimas.



No pequeno video que colocamos acima, temos uma pequena parte da intervenção de João Paulo Almeida e Sousa aquando da apresentação da obra. O ilustre clínico escolheu algumas das passagens do livro para as dar a conhecer aos assistentes que ainda não conheciam a obra, elogiou a organização e a selecção de imagens da obra e salientou as várias figuras do movimento republicano que são evocadas: José Falcão, Elias Garcia, Rodrigues de Freitas, Antero de Quental, Berardino Machado, Teófilo Braga, Sebastião de Magalhães Lima, entre outros.

De seguida colocamos, uma fotografia ilustrando a intervenção do Dr. António Arnaut. Foi durante esta intervenção que se verificou uma manifestação clara dos assistentes, salientando alguns dos aspectos mais positivos do Memorial que apresentava e que ele considerou mais um contributo importante para o estudo da República. O advogado, recorrendo à sua experiência de tribuno, apostou na escolha de algumas passagens mais marcantes da obra e procurou estabelecer pontes entre o passado e o presente. Lembrou alguns dos problemas que presentemente atravessamos e comparou-os com os momentos que conduziram à Implantação da República.

Lamentando o final do feriado e criticando a decisão política, António Arnaut conseguiu em algumas das das ideias empolgar por breves momentos a assistência. Salientou alguns dos perigos a que se assiste nos tempos que correm, com acusações aos políticos, pelos políticos e pela opinião pública que só contribuem para descredibilizar todo o sistema político. Terminou a sua intervenção saudando a República.


Os autores, começando por Alexandre Ramires, que salientou a importância do reconhecimento do tratamento da imagem e como através da imagem se podem contar muitas outras histórias. Referiu também  ainda o projecto de mostrar a evolução da cidade de Coimbra, através da fotografia que se foi fazendo na cidade desde meados do século XIX.

Amadeu Carvalho Homem salientou a importância dos ideais da República que estão em permanente actualização: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A Democracia, que está na sequência dos ideais atrás enunciados, está num momento difícil, mas manifestou a sua esperança na renovação da mesma. Os valores universais não se alteram com facilidade. Este autor reforçou a ideia que a presente obra, estava, na sua essência, pronta desde 2010, mas o atraso na publicação acabou por servir para utilizá-la como um símbolo de protesto contra o fim do feriado de 5 de Outubro, sendo pública e reconhecida a sua actividade em prol do estudo do Republicanismo e da causa republicana em Portugal.

Uma apresentação muito concorrida, com muita gente interessada no tema e um livro para ler e analisar com toda a atenção.

A.A.B.M.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

MEMORIAL REPUBLICANO


Vai ser apresentado no próximo dia 5 de Outubro de 2012, em Coimbra, no Quartel da Brigada de Intervenção, pelas 19 horas, o livro do Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem e Alexandre Ramires, intitulado Memorial Republicano.

A apresentação, conforme se confirma pelo convite vai ser feita por António Arnault e João Paulo Almeida e Sousa.

Com os votos de maior sucesso para esta iniciativa que serve também para lembrar que a República / Res Publica tem memória, teve um passado, vive o presente e está virada para o futuro.

Saúde e Fraternidade

A.A.B.M.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

CENTRO DE ESTUDOS REPUBLICANOS AMADEU CARVALHO HOMEM



MIRANDA DO CORVO - Centro de Estudos Republicanos Amadeu Carvalho Homem

O Centro de Estudos Republicanos Amadeu Carvalho Homem foi inaugurado, em Miranda do Corvo (Biblioteca Miguel Torga), no passado dia 5 de Outubro. Como é sabido, o notável professor, ilustre historiador e estimado republicano, Amadeu Carvalho Homem, doou à Câmara Municipal de Miranda do Corvo a sua biblioteca, cujo acervo atende o vasto "conjunto de publicações que (…) utilizou no seu trabalho e que ficarão à disposição do público na Biblioteca Miguel Torga, no Centro de Estudos Republicanos Amadeu Carvalho Homem".

Na inauguração do Centro de Estudos Republicanos Amadeu Carvalho Homem, o seu patrono "revelou as suas motivações ao doar o seu espólio ao concelho, referindo [ainda] o esforço notável da Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário da República em Miranda do Corvo que resultou num programa de grande [e merecida] qualidade. Acrescentou ser ainda a sua vontade em continuar a contribuir para aumentar o espólio deste Centro de Estudos e transformá-lo num pólo de produção de conhecimento" [via Vida Nova].

À C.M. de Miranda do Corvo, à Ilustre Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário da República em Miranda do Corvo e ao professor Amadeu Carvalho Homem apresentamos as nossas jubilosas saudações republicanas, estando certos que o novo e auspicioso Centro terá o luzimento que a todos enobrece. Vale!

J.M.M.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ORAÇÃO REPUBLICANA


"Mãe Nossa, que estais na Terra, bem abençoada seja a Vossa face, venha a todos nós a Justiça, a Igualdade sem demagogia, o sentirmo-nos gente entre gentes, capazes de fruir da Felicidade que o nosso Trabalho for capaz de conquistar, e seja feita a nossa vontade, nós que somos Obreiros do Tempo e da Charrua, da Pena e do Escopro, da Enxada e da Espátula, do Músculo e da Palavra. O Pão nosso de cada dia haveremos de o conquistar, contra o devorismo e a desmedida ambição, contra a manipulação e o Privilégio. Nós, que somos gente comum, sem deixarmos de ser Gente de suma importância nos caminhos do Futuro, nós que temos a universal certeza de que em nós reside o pão e a sopa quotidiana, o saciar da fome e a vingança da Iniquidade, nós, gente comum entre seres humanos vulgares, nós que somos a gota de água no deserto, o grão de trigo na Terra Inóspita do Sem Fim, nós que temos na palma da nossa mão o querer de uma vida mais séria e melhor, nós aqui vimos, junto da ara da Humanidade, colados à responsabilidade da Nossa precária Humanidade, para te dizeremos, Irmão de todas as estações, que não desistiremos de fazer a Justiça, de fazer a Liberdade sem licença, de edificar a Res Publica sem corrupção, para que as Crianças possam nascer em Paz e para que o Sol nascente nos ilumine a todos, nós aqui declaramos o nosso AMEN, como charneira de Salvação, como Arca de Aliança para todo o Sempre. Amen !"

Amadeu Carvalho Homem [via blog Livre e Humano]

J.M.M.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CEM ANOS DE BANDEIRA NACIONAL - HISTÓRIA, IDENTIDADE E VALORES



Este será o tema do Colóquio a ter lugar no próximo dia 5 de Outubro 2011, na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra. Para este colóquio estão convidados a intervir o Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem, que falará sobre a tradição histórica da Bandeira e António Barbosa de Melo, antigo Presidente da Assembleia da República, com uma intervenção sobre o significado político do símbolo. O Professor Doutor Reis Torgal dissertará sobre a manutenção da Simbologia Republicana na Bandeira Nacional, durante o Estado Novo. Este colóquio começará à 11 horas, com a sessão de abertura a cargo do Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Barbosa de Melo.
As Comemorações do 5 de Outubro começarão com o hastear da Bandeira, ao som do Hino A Portuguesa, na varanda dos Paços do Munícipio. Pelas 10h15, é colocada uma coroa de flores, junto ao busto de António José de Almeida, seguindo-se uma romagem ao Cemitério dos Olivais, para deposição de uma coroa de flores, junto ao túmulo de José Falcão.

Programa:
10h00 – Cerimónia do Hastear da Bandeira Nacional, ouvindo-se o Hino Nacional, na varanda dos Paços do Município.
10h15 – Deposição de coroa de flores no busto de António de Almeida, na Rua António José Almeida.
10h30 – Deposição de coroa de flores no túmulo de José Falcão, no Cemitério dos Olivais.

Colóquio Cem Anos de Bandeira Nacional – História, Identidade e Valores
Casa Municipal da Cultura – Sala Francisco Sá de Miranda

11h00 – Sessão de abertura:
Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Dr. João Paulo Barbosa de Melo
11h15 – Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem, Prof. Catedrático da F.L.U.C.
A Bandeira Nacional como imagem simbólica: sua tradição histórica
11h45 – Prof. Doutor António Barbosa de Melo, Presidente da Assembleia da República (1991-1995)
O significado político da Bandeira Naciona
12h15 – Debate

12h45 – Pausa para almoço

14h30 – Prof. Doutor Reis Torgal, Prof. Catedrático da F.L.U.C.
Manutenção da simbologia republicana da Bandeira Nacional durante o Estado Novo
15h00 – Comandante da Brigada de Intervenção, Major-General José Carlos Calçada
O significado militar da Bandeira Nacional
15h30 – Pausa para café

15h35 – Prof. Doutor António Olaio, Prof. Auxiliar da F.C.T.U.C.
A estética e a simbólica da Bandeira Nacional
16h05 – Prof. Doutor Alexandre Franco de Sá, Prof. Auxiliar da F.L.U.C.
A bandeira e o político

16h35 - Debate

17h05 – Sessão de encerramento:
Vice-Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Prof. Doutora Maria José Azevedo Santos

Esta imagem da Proclamação da República em Coimbra em 1910 foi obtida AQUI.

Um evento a acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A GERAÇÃO DE 70 E A UNIVERSIDADE DE COIMBRA



No próximo dia 15 de Setembro, pelas 18 horas, vai realizar-se a palestra com o título em epígrafe, na Livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra, pelo Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem.

Pode ler-se na divulgação deste evento que a iniciativa partiu das Ideias Concertadas:

Sabe de que forma a chamada “Geração de 70” se relaciona com a Universidade de Coimbra? Amadeu Carvalho Homem, professor catedrático do Grupo de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), debruça-se sobre essa temática, na primeira sessão do Café com História “Protagonistas, memórias e realidades de Coimbra dos séculos XIX e XX”.

Antero de Quental, Teófilo Braga, Manuel de Arriaga, João de Deus, João Penha... São apenas alguns dos nomes que fizeram parte da chamada “Geração de 70”, um movimento académico de Coimbra do século XIX que veio revolucionar várias dimensões da cultura portuguesa. O docente da FLUC, Carvalho Homem, explica que esta geração caracteriza-se “por ter sido a consciência crítica do liberalismo conservador que, nesse tempo, vigorava em Portugal” e, nessa medida, “ela conseguiu desbravar os novos caminhos do republicanismo e do socialismo, em termos políticos.”

A “Geração de 70”, em termos artísticos e estéticos, foi a responsável pela “superação do Ultra-Romantismo, constituindo um patamar para a futura afirmação do Realismo”, acrescenta Carvalho Homem.

Esta é a primeira sessão do Café com História, “Protagonistas, memórias e realidades de Coimbra dos séculos XIX e XX”, conjunto de palestras que tem a Coordenação Científica de Maria Antónia Lopes e Vítor Neto, professores na FLUC e que está inserido no “Ciclo do Café”. Trata-se da nova programação cultural da Livraria Almedina que, entre Setembro e Dezembro, propõe quatro espaços de discussão: Café do Direito, Café e Letras, Café com Tradição e Café com História.

Uma interessante iniciativa que vamos tentar acompanhar e divulgar junto dos nossos ledores.

A.A.B.M.