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sexta-feira, 5 de maio de 2017

A MAÇONARIA NA SOCIEDADE AMOR DA PÁTRIA. A HISTÓRIA DE UMA LOJA NO FAIAL




LIVRO: A Maçonaria na Sociedade Amor da Pátria. A História de uma Loja no Faial;
AUTOR
: António Lopes;
EDIÇÃO: Sociedade Amor da Pátria, 2017, p. 192

“No caso da Maçonaria, que não é religião, nem mera ideologia, onde se vivem e revivem lendas, alegorias e símbolos, através de rituais conhecidos, é mais intensa e formalizada essa dimensão, até com a procura do próprio sagrado. Logo, ver de fora qualquer comunidade de coisas que se amam pode levar muitos a dizer que todas as cartas de amor são ridículas. Mas como dizia Fernando Pessoa, é bem mais ridículo não se escreverem cartas de amor. Ou não responder a uma entrevista sobre a matéria, só porque o interpelante tem manifestado óbvias divergências com as nossas conceções do mundo e da vida, mas talvez seja capaz de reconhecer que comete erros, tem dúvidas e pode enganar-se, até na listagem de inimigos públicos”

A Sociedade Amor da Pátria foi no passado, e é no presente, uma entidade marcante e incontornável na vida e na história do Faial e da cidade da Horta em particular. Abordar os momentos chave dessa história é manter vivo o presente, compreendendo-o com a certeza que, com isso, estamos a honrar todos os faialenses, de nascimento ou de coração, que em tempos idos lutaram para que os homens e as mulheres de hoje possam ter um conjunto de referências morais e materiais que os enchem de orgulho.

 


Essa história a que nos referimos é feita por uma Sociedade criada pela Maçonaria onde, por vezes, não se distingue onde começava o pensamento ou a ação de uma e acabava o de outra. Por isso, conhecer a história da Loja Amor da Pátria é conhecer uma parte importante da Sociedade Amor da Pátria, mais vasta é certo, mas onde estão presentes os ideais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade que floresceram nesta ilha, Compreende-se que a dado passo desta obra se diga que no Faial “até as pedras das calçadas eram constitucionais”.

A Direção da Sociedade Amor da Pátria ao convidar o Dr. António Lopes para efetuar este trabalho, historiador especializado nos temas maçónicos, está a lembrar esse passado que nos orgulha e a deixar para os vindouros momentos que o tempo tem tendência para apagar, e os homens, mesmo que involuntariamente, por vezes esquecem. Ao lembrar esse passado estamos a assumir a paixão que nos motiva numa casa como esta. Estamos a lembrar o contributo cívico de uma entidade, dos seus associados e dos seus dirigentes para com o todo social num momento histórico difícil para o associativismo e em prol do Bem Comum. Estamos ainda a prestar homenagem, aos sócios de ontem e de hoje, que fizeram e fazem a Sociedade Amor da Pátria e estamos, por fim, a sublinhar o contributo cívico que a Sociedade Amor da Pátria todos os dias, de forma renovada, dá para a história do Faial e dos Açores.

[Ruben Simas, in Prefácio à obra - sublinhados nossos]

J.M.M.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

À MINHA LOJA MÃE – RUDYARD KIPLING


À Minha Loja Mãe”, de Rudyard Kipling, s/l (Figueira da Foz), s/d (Janeiro de 2016), p. 32

Trata-se de uma curiosa e esmerada edição, de tiragem reduzida, do apreciado poema “À Minha Loja Mãe” de Rudyard Kipling, evocando o 80.º aniversário da sua morte (18 de Janeiro de 1936). O poema é apresentado em inglês e português e vem ornado com nove desenhos, originais e a cores, a todo o tamanho das páginas, que o ilustram e lhe “dão mais beleza”. Tem um curioso posfácio e é acompanhado de textos de Fernando Lima (Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano), de “Alexandre Herculano" (n.s.) e de António Lopes. De muito apreço.

"Rudyard Kipling, poeta, romancista e contista, O Livro da Selva e Kim, entre outros, laureado com o Prémio Nobel em 1908,foi iniciado na maçonaria, com dispensa de idade, na loja Hope and Perserverance de Lahore,da multifacetada Índia, e, posteriormente, membro de várias lojas maçónicas..

Kipling escrevia com a convicção que as ideias e valores maçónicos, transmitidos nas suas histórias, eram aceites e partilhados pelos seus leitores, como em "0 homem que queria ser rei", "Com a guarda"ou a "Viúva em Windsor". O poema "A minha pedra cúbica" é a oração de um obreiro Maçom; O trabalho, o esforço e a perseverança espelham-se no poema "O palácio", a maçonaria operativa está no conto "A coisa errada", que contém o célebre "Se". Mas é na recolha "Sete mares" que se encontra o seu comovente e mais conhecido poema maçónico, "Loja Mãe", dedicado à memória da sua primeira loja, lugar inesquecível da iniciação em todo o seu significado.

A diversidade da composição humana da Loja, o reconhecimento e o respeito pelo outro, a tolerância e o sentimento de pertença sublinham aí valores maçónicos universais que subjazem em toda a espiritualidade, filosofia e prática maçónica de uma actualidade que nunca é demais sublinhar, em tempos de barbárie, fundamentalismos e exclusão.

Este humanismo nunca é demais sublinhar e recordar em tempos difíceis. servindo de exemplo e guia para todos nós. Kipling não será nisto nunca esquecido”. [Fernando Lima, Grão-Mestre do GOL - sublinhados nossos]



“A poesia é mais verdadeira do que a história. Porque não é a história que faz o homem, mas o homem que faz a história, mesmo sem saber que história vai fazendo. Daí que o paradoxo ainda continue a ser a melhor forma de acedermos à verdade, porque esse é o conteúdo da fé, pelo qual o eterno vem ao tempo, como salientava Kierkegaard. A poesia é, assim, mais verdadeira do que a história, a que não é causa, provocada pelos teóricos do processo histórico, sob a forma de ideologias, mas antes o simples produto das ações dos homens e não das respetivas intenções e planeamentos, porque são mesmo os poetas que movem a humanidade, sentindo as correntes profundas. Daí, a maçonaria, porque faz conviver a história com o mistério e apenas ascende quando se torna poesia. Como a de Rudyard Kipling, quando tentava elevar o imperialismo britânico na Índia, onde nasceu, em esforço de civilização, agregando cristãos, muçulmanos, hindus, sikhs e judeus. Até estava inserido naquele movimento de criação do movimento scout, de Baden Powell, procurando um método educativo para uma nova forma de vida. Aliás, quatro anos depois do lançamento de tal movimento, um jovem oficial português, Álvaro de Melo Machado, iniciado maçom desde 1907, fundava, em Macau, o primeiro grupo de escoteiros em território português, quando já era bastante ativa a loja Luís de Camões, que mobilizava personalidades como Camilo Pessanha e o jornalista Francisco Hermenegildo Fernandes. O poema de Kipling, sem qualquer cedência ao cientificismo, chame-se futurologia ou prospetiva, supera, em plenitude, as próprias vulgatas esotéricas, revelando o essencial dos homens de boa vontade que querem ser homens livres, conforme o berço do estoicismo, do judaísmo, do cristianismo e do islamismo, bem contrário aos totalitarismos grupais e aos respetivos fundamentalismos (…) [“Alexandre Herculano” (n.s.) - sublinhados nossos]

“ (…) Na Loja, a Igualdade é o resultado da harmonia que deve reinar, constituindo a força da união entre os Irmãos. A igualdade é lembrada ao neófito logo no seu primeiro contacto com a Loja, quando ele se apresenta perante esta “nem nu, nem vestido”. Significa que qualquer  diferenciação social derivada do seu modo de vestir não tem qualquer valor e que a sua primeira roupa são os paramentos maçónicos, neste caso o avental que lhe será entregue. Com ele coloca-se em plano de igualdade perante os Irmãos e com ele é-lhe lembrado o valor do trabalho em Loja. Por seu lado, a fraternidade, que a Maçonaria elege como outro dos seus pilares,  encontra assim expressão na ligação à realidade cívica de cada cidadão.

É a igualdade plena que impede que um indivíduo se sobreponha ou domine outro, transformando-se por isso e naturalmente em fraternidade. A esta nova realidade associam-se o cosmopolitismo e a tolerância. Sendo o primeiro um ideal antigo - Sócrates já se considerava um cidadão do mundo - o cosmopolitismo é um estado de espírito e um modo de viver que constituem uma referência intimamente associada à Liberdade e à Igualdade, mas que pressupõe uma atitude fraterna para com o outro (…) [António Lopes - sublinhados nossos]

J.M.M.

terça-feira, 2 de junho de 2015

CONFERÊNCIA – O RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO




ORADOR: Dr. António Lopes

DATA: 4 de Junho 2015 (19,00 horas);
LOCAL: Escola Oficina nº1 [Largo da Graça, nº 58, Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [CicloGrandes Ritos Maçónicos]

“No universo simbólico da Maçonaria sobressaem palavras que escapam, por vezes, à semântica comum revestindo-se, no seio das Lojas ou, do discurso maçónico, de sentidos específicos.
Tal é o caso da palavra rito a qual, em Maçonaria, tanto pode designar uma certa forma de prática ritual, assente num conjunto de ideias que lhe são inerentes, como a sequência e natureza específica dos graus, que compõem um dado sistema maçónico.

De uma exuberante variedade de ritos maçónicos, gerada no decurso do século XVIII, praticam-se na actualidade, principalmente, os Ritos Franceses, o RER, o REAA, os Ritos Egípcios e os Ritos Anglo-Saxónicos.
O Rito Escocês Antigo e Aceito resultou de um processo de sistematização, decorrendo o mesmo numa primeira fase em Santo Domingo, entre 1763 e 1767, por iniciativa de Etienne Morin e de Henry Andrew Francken, que compilaram e ordenaram um conjunto de 25 altos graus, praticados à época em França, dando origem a um sistema denominado de Ordem do Real Segredo.

A este Rito, em 25 graus, foram acrescentados, em Charleston, nos Estados Unidos da América, mais 8 graus, por Maçons Americanos e Franceses, de modo a que o sistema resultante perfizesse o número simbólico de 33 graus.
Assim, em 1801, foi constituído o primeiro Supremo Conselho do Mundo, sendo no ano seguinte difundida a ‘Circular aos Dois Hemisférios’, por iniciativa de John Mitchell e de Frederik Dalcho, respectivamente Soberano Grande Comendador e Lugar Tenente desta Câmara.

O Rito resultante, que congrega mitos e símbolos de proveniências diversas, desenvolve-se com base em duas grandes vertentes, uma de racionalidade e outra de espiritualidade.
São estes os temas que se pretendem desenvolver na presente conferência, discutindo-se a História, a base filosófica e o sistema do Rito Escocês Antigo e Aceito”

Contando com a vossa participação, apresento os meus cumprimentos.”

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]
 
J.M.M.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

CONFERÊNCIA – GÉNESE DO ESCOCISMO


CONFERÊNCIA: Génese do Escocismo;

ORADOR: Dr. António Lopes;
DATA: 27 de Fevereiro 2015 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Sextas da Arte Real”]

 “O conceito de Escocismo assume, no discurso Maçónico, significados múltiplos, que religam historicamente ao período compreendido entre 1740 e 1760, no qual, em França se gerou um substrato de Altos Graus, a partir do qual se estruturam os principais Ritos de origem continental.


Os caminhos que levaram ao aparecimento dos graus ditos ‘Escoceses’ são contudo sinuosos e em grande parte ainda parcialmente desconhecidos, tendo a historiografia recente vindo a esclarecer melhor alguns pressupostos adoptados pelos historiadores do séc. XIX.


Começam a ser melhor contextualizadas e compreendidas, as influências de índole politica, filosófica, religiosa e social, que contribuíram para o nascimento de uma composição de Graus Maçónicos, que no seu conjunto constituem um conservatório de ferramentas simbólicas, de origem multicultural.

Estas continuam a servir de base aos Maçons contemporâneos, uma vez que se baseiam em mitos intemporais, que reflectem a essência da natureza humana.

A sua prática continua a possibilitar, ao Homem do séc. XXI, um desenvolvimento de mecanismos de raciocínio aplicáveis aos problemas actuais, num caminho iniciático de construção pessoal, suportado tanto pela razão como pela espiritualidade.

São estes os temas que se pretendem desenvolver na presente conferência, analisando-se, igualmente, a História, a base filosófica e o sistema dos Ritos Egípcios.

Contando com a vossa participação, apresento os meus cumprimentos.”

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

terça-feira, 18 de junho de 2013

DA ROSA, DA FÉNIX E DO PELICANO – ANTÓNIO LOPES



LIVRO: "da Rosa, da fénix e do pelicano compreender o ritual do 1º ao 18º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito";
AUTOR: António Lopes.
EDITORA: Campo da Comunicação, 2013, 239 p.

LANÇAMENTO:

DIA: 21 de
Junho 2013 (19,30 horas);
LOCAL: Assembleia Figueirense (Av. Saraiva de Carvalho, 140), Figueira da Foz;

APRESENTAÇÃO: Dr. Pires de Carvalho;
ORGANIZAÇÃO: Associação 24 de Agosto.

“Os livros de autores portugueses sobre temas especificamente maçónicos escasseiam em Portugal.

O presente livro de António Lopes, na sequência de outros trabalhos seus, nomeadamente sobre a maçonaria nos Açores, é mais uma excepção no panorama editorial português, e um valioso contributo para a compreensão por parte do grande público de aspectos pouco conhecidos da maçonaria e dos seus ritos.

A maçonaria dita especulativa, a que se fixou a data fundadora de 1717, visa genericamente o aperfeiçoamento moral e espiritual do homem e o progresso da humanidade, propondo, para tanto, a todos quantos queiram aderir a esse projecto de valores de livre consciência, tolerância e acção nas sociedades, um percurso iniciático progressivo, que se traduz sumariamente na prática de ritos e rituais indutores de uma alta espiritualidade e de profundo significado simbólico e humano (…)

O estudo neste livro de António Lopes conduz-nos pela Maçonaria, pelo Rito Escocês Antigo e Aceito, e, em especial, pelo grau de cavaleiro Rosa Cruz, um dos graus de mais profundo significado no percurso iniciático de um maçon …” [in Prefácio, por Fernando Lima]

J.M.M.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

DICIONÁRIO DA ANTIGA E MODERNA MAÇONARIA – MANUEL PINTO DOS SANTOS


LIVRO: "Dicionário da Antiga e Moderna Maçonaria";
AUTOR: Manuel Pinto dos Santos.

LANÇAMENTO:

DIA: 25 de Janeiro 2013 (18,30 horas);
LOCAL: Assembleia Figueirense (Av. Saraiva de Carvalho, 140), Figueira da Foz;
APRESENTAÇÃO: Dr. António Lopes;
ORGANIZAÇÃO: Associação 24 de Agosto.

Em Portugal e até hoje só surgiram duas obras especificas com o título de dicionários sobre a maçonaria, embora sob aspectos particulares da mesma. Menciona-se o excelente Dicionário da Maçonaria Portuguesa, de 1986, da autoria do falecido Prof. Dr. António Henrique de Oliveira Marques, fundamental para a compreensão da maçonaria portuguesa e o Dicionário de Termos Simbólicos de Pedro Manuel Pereira, em 2008, este ultimo de âmbito muito restrito.

José Adelino Maltez lançou em Dezembro de 2011 o Abecedário Simbiótico, Um digesto político contemporâneo com exemplos sagrados e profanos, obra que faz incursões sobre o mundo da maçonaria, ombreando com outros.

O presente dicionário tem o mérito de ser o primeiro dicionário sobre o universo da maçonaria em geral, feito em Portugal, ….

A obra mostra a pluralidade e a riqueza que se manifesta no universo da maçonaria, quer ela seja tradicional e conservadora, quer seja liberal e laica    
Encontra-se portanto, preenchida uma lacuna, dispondo agora o grande público de uma obra de consulta que lhe permite entender e decifrar o que são os maçons e a sua vivência, quer pessoal, quer institucional” [do Livro]

J.M.M.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

IN MEMORIAM DE GOMES FREIRE DE ANDRADE



IN MEMORIAM DE GOMES FREIRE DE ANDRADE [n. 27 Janeiro 1757, Viena - m. 18 de Outubro 1817, Forte S. Julião da Barra]

"... Naquele dia 18 de Outubro (1817) fazia um frio que se sentia até às entranhas. Gomes Freire subiu ao patíbulo com passos lentos mas seguros. No seu espírito deveriam passar em retrospectiva os anos de glória militar, as alegrias e tristezas da sua vida. Deitou um último olhar aos soldados e quis dizer algumas palavras em louvor da Pátria e do rei, abafadas, ao que dizem escritos da época, pelos cânticos dos padres que estavam presentes.

Entregou-se às mãos do carrasco. Laço apertado em volta do pescoço e segundos depois o seu corpo baloiçava, inerte, pendurado no cadafalso da tirania. Depois de enforcado e decapitado, o seu corpo foi queimado com o alcatrão enviado do Alfeite por ordem de D. Miguel Pereira Forjaz. O corpo, ao que se diz mal queimado, seria posteriormente deitado ao mar que, simbolicamente, o devolveria a terra, tendo os seus restos mortais sido então enterrados na praia ..."

[António Lopes, in "Gomes Freire de Andrade Um Retrato do Homem e da sua Época", Lisboa, Edição Grémio Lusitano, 2003]



in Conferência "A Conspiração de 1817 contra a vida do General Gomes Freire de Andrade 3º Grão-Mestre da Maçonaria Portugueza", 1903 [trata-se da Conferência dada pelo Ir:. Boer, Gr:. 25, na noite de 18 de Outubro de 1903 no Templo José Estevão, no Grémio Lusitano]

J.M.M.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

INAUGURAÇÃO DO MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA


INAUGURAÇÃO DO MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA - DIA 13 OUTUBRO 2012

PROGRAMA:

10.30 H: Sessão solene com a presença do Sap:. Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, Prof. Fernando Lima;
11.00 H: Visita guiada ao espaço museológico;
11.30 H: Palestra sobre a "Simbologia Maçónica", pelo Dr. António Lopes;
12.00 H: Ágape fraterno.

LOCAL: VILLA ISAURA – Turismo no espaço rural, Troviscais Cimeiros, 3270–154, Pedrogão Grande: Solicita-se confirmação através do Telem. 919856297 ou pelo e-mail: geral@avillaisaura.com

[via Aires Barata Henriques Facebook]

"… O MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA, onde se acentua o simbolismo da sua própria fachada em alvenaria de xisto, ergue-se numa pequena aldeia do interior beirão, em Troviscais Cimeiros, no concelho de Pedrógão Grande, no âmbito de um projecto de alojamento turístico e cultural que dá pelo nome de VILLA ISAURA / SOLAR DO POVO RATINHO.
O Museu em questão é composto por três acervos principais: o primeiro, relativo às personalidades que estão na origem da República portuguesa, assim como por objectos de uso corrente e outros relacionados com momentos politicamente mais relevantes, cartazes, fotografias e postais ilustrados, etc.; o segundo acervo evidencia objectos de cerimonial maçónico, como escapulários e aventais dos vários graus, canhões em vidro e pratos em faiança utilizados nos ágapes de confraternização, espadas rituais, diplomas e credenciais de várias Lojas,  etc.; o terceiro acervo aborda o regime do Estado Novo, sublinhando-se sobremodo a ideia de poupança, a par de um breve enfoque nos períodos da  2ª Grande Guerra e da Guerra Civil de Espanha, com uma mostra de figuras alusivas aos políticos da época (Churchill, Hitler, etc.) produzidas nas principais fábricas de cerâmica nacionais (Caldas da Rainha, Sacavém e Coimbra) …" 
 [extracto de um (antigo) texto de Aires B. Henriques, que reproduzimos com a devida vénia – sublinhados nossos]

J.M.M.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A MAÇONARIA NO SÉCULO XIX, EM PORTUGAL: CONFERÊNCIA NO MUSEU BERNARDINO MACHADO



No decurso do ciclo de conferências "A Maçonaria em Portugal: do século XVIII ao século XXI", organizado pelo Museu Bernardino Machado, vai realizar-se na próxima sexta-feira, dia 25 de Maio, pelas 21.30 h, a conferência intitulada: A Maçonaria no Século XIX, em Portugal.

Esta quarta conferência do ciclo conta com a presença do Mestre em História do Século XX, António Lopes.

Sobre o autor da conferênciaAntónio Lopes pode referir-se que defendeu e publicou a sua tese intitulada A Maçonaria em Portugal e os Açores 1792-1935. Colaborou no Dicionário de História da I República e do Republicanismo, edição da Assembleia da República. Publicou ainda: República e Republicanos em S. Miguel (2011); Gomes Freire de Andrade – um retrato do homem e da sua época; coordenador e autor da obra A Maçonaria a Implantação da I República (2009), edição da Fundação Mário Soares e do Grémio Lusitano. Foi Director do Museu Maçónico Português entre 2003 a 2011, é Presidente da Associação Portuguesa de Arte Fotográfica e Director da revista “Grémio Lusitano”, desde 2008. Tem colaboração na revista Artes e Leilões, Expresso e Capital

Recorde-se que as conferências deste ciclo são acreditadas pelo Conselho Científico da Formação Contínua de Professores, nomeadamente para os professores de História, Filosofia e de Sociologia.


Mais informações sobre a conferência e sobre o ciclo também podem ser consultadas AQUI.

Um ciclo a continuar a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

terça-feira, 15 de maio de 2012

III CURSO DE HISTÓRIA DA MAÇONARIA "SÍMBOLOS E RITOS"


III CURSO DE HISTÓRIA DA MAÇONARIA "SÍMBOLOS E RITOS"

ORGANIZAÇÃO: Grupo de Investigação Memória e Historiografia (Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa);
COORDENAÇÃO: José Varandas (coord. Geral) e António Ventura (coord. Científica);
DATAS: 16 de Maio a 25 de Julho de 2012 [sp. 18h00-20h00), XI sessões;
LOCAL: Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

PARTICIPAÇÃO: José António Ferrer Benimelli [Simbolismo dos Jardins Maçonicos]; José Augusto Ramos [Símbolos e Ritos]; João Alves Dias [Os Ritos da Maçonaria: O Rito Escocês Antigo e Aceito]; Manuel Pinto dos Santos [Os Ritos da Maçonaria: O Rito Francês ou Moderno]; João Pedro Silva/Pedro Rangel [Outros Ritos Maçónicos]; António Ventura [Maçonaria e Carbonária: Os Rituais Carbonários]; Cipriano de Oliveira [Regularidade e Irregularidade em Maçonaria]; José Manuel Anes [Maçonaria, Hermetismo e Esoterismo]; António Lopes [Da Liturgia ao Quotidiano: Os Objectos Maçónicos]; Francisco Moita Flores [A Simbólica do Oriente Eterno]; Fernando Lima de Valadas Fernandes [Faz Sentido a Maçonaria, Hoje?]

J.M.M.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A MAÇONARIA NA SOCIEDADE - DO SÉCULO XVIII AO SÉCULO XXI


CONFERÊNCIA: A Maçonaria na sociedade – do século XVIII ao século XXI;
DIA: 15 de Dezembro de 2011 (14 horas);
LOCAL: Sala Multiusos 2(Edifício ID, Piso 4) da FCSH da Universidade Nova:
ORADOR: António Lopes (FCSH-UNL);
ORGANIZAÇÃO: Instituto de História Contemporânea - Ciclo Modernidade e Tradição (FCSH-UNL).

"A tradição constitui-se como uma memória do passado, fundada na transmissão, onde estão presentes sinais, símbolos ou outras formas de registo, que desembocam no enriquecimento intelectual desde que também se constitua como um acto refletido e na maior parte das vezes simbólico. Constituindo uma forma de interiorizar valores, ela é também mais do que um depósito de saberes que passa de mão em mão.

Entendeu-se desde sempre em maçonaria de que o Conhecimento não se dá nem se recebe. Ele é fruto de um trabalho continuado baseado no estudo, na reflexão, na transmissão de saberes, mas muito especialmente, em simultâneo com uma crescente elaboração dos esquemas mentais de racciocínio.

Estão assim criadas as bases para a existência de dois mitos: um primeiro da tradição, perdido na poeira dos tempos e outro de modernidade, criado com base no aperfeiçoamento individual. O primeiro justifica a repetição e a segurança, o segundo permite-lhe inventar-se todos os dias, criando uma dinâmica interna, que a Maçonaria transporta desde o século XVIII até aos dias de hoje
" [AQUI]

NOTA: Esta conferência integra-se no Ciclo Modernidade e Tradição (Economia, Sociedade e Inovação no Mundo Contemporâneo) que se tem vindo a realizar durante este mês e que prossegue até ao próximo mês de Janeiro de 2012.

J.M.M.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"BRASIL PORTUGAL - UM NOVO REINO UNIDO"




SEMINÁRIO: "Brasil Portugal - Um Novo Reino Unido";
DIA: 15 de Novembro 2011 (17,00 horas);
LOCAL: Universidade Lusófona (Auditório Armando Guebusa);
ORGANIZAÇÃO: Associação Promotora do Livre Pensamento (APLP) /Associação Mares Navegados.

TEMAS/INTERVENIENTES:

- Abertura da Sessão: Manuel Damásio (Pres. Grupo Lusófona;
- "A Importância da Cultura do Livre Pensamento: Luís Vaz (Pres. APLP);
- "Tiradentes, Herói do Brasil e de Portugal, foi Maçon": Amândio Silva (Pres. Ass. Mares Navegados);
- "A Entrada do Rito Escocês Antigo e Aceite em Portugal": António Lopes (Gr. Secr. Geral do GOL);
- "Pontes Maçonicas entre Portugal e o Brasil": António Ventura (Gr. Chanceler do GOL);
- " A Maçonaria Brasileira na Actualidade": Sérgio Quirino (Ven. M. da L. M. Franklin Roosevelt).

J.M.M.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA EM ANSIÃO


Nos próximos dias 4 e 5 de Outubro vão ter lugar, em Ansião, as Comemorações do Centenário da República.

As cerimónias iniciam-se no dia 4, pelas 21 horas, com o lançamento do livro Centenário da República em Ansião (1910-2010), da autoria do Dr. Manuel Augusto Dias, seguindo-se a inauguração da exposição A Chegada da República que vai ficar patente no Sala de Exposições do Centro Cultural de Ansião.

No dia 5, a partir das 15 horas, realiza-se um conjunto de conferências. O primeiro orador será o Dr. António Lopes, subordinada ao título 5 de Outubro-Porque?. De seguida, apresentará uma conferência o Mestre Manuel Augusto Dias, intitulada A Republicanização no concelho de Ansião. Para terminar, o Doutor Luís Bigotte Chorão apresentará também uma conferência a que deu o título A História Desconhecida da I República.

Uma actividade com grande interesse para a história local que merece a melhor atenção de todos os interessados.

A.A.B.M.

sábado, 10 de abril de 2010

AS SOCIEDADES SECRETAS - POR ANTÓNIO LOPES


«No âmbito de um ciclo de conferências sobre o centenário da implantação da República que a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação Mário Soares têm vindo a realizar, António Lopes, director da revista Grémio Lusitano, proferiu recentemente uma palestra intitulada "As Sociedades Secretas".

Como o autor explicou logo no início da sua intervenção, foi convidado 'a falar das Sociedades Secretas ... ' e aceitou o desafio 'porque inerente ao convite estava a ideia, muito comum ainda, do facto de a Maçonaria ser uma sociedade secreta'.

Ora, a Maçonaria, 'de facto não o é, quando muito será discreta'. Por isso, António Lopes falou de uma sociedade secreta – a Carbonária – e de uma sociedade não secreta – a Maçonaria» [AQUI]

O texto da Conferência de António Lopes (acima transcrito) é importante pelos dados reunidos, contribui para aclarar alguns aspectos sobre a questão das "Sociedades Secretas" e, portanto, é muito oportuno. Como tal tomámos a liberdade de o publicar, com a devida vénia ao GOL e ao Dr. António Lopes.

Informamos, ainda, que temos à V. disposição - AQUI - outros textos que podem ser, de algum modo, úteis. E iremos continuar a arquivar mais documentos de interesse para a história republicana.

J.M.M.