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sábado, 24 de setembro de 2016

SIDÓNIO PAIS: ALGUMAS NOTAS SOBRE A INTERVENÇÃO DE PORTUGAL NA GRANDE GUERRA


 
 
LIVRO: Sidónio Pais: algumas notas sobre a intervenção de Portugal na Grande Guerra;
AUTOR: Augusto Casimiro (1889-1967)
;
EDIÇÃO: Livraria Chardron, Porto, 1919, p. 347

Augusto Casimiro (Amarante, 1889-Lisboa, 1967) foi um dos mais prolíficos escritores, contemporâneos, a contribuir com títulos sobre a I Guerra Mundial. Este seu Sidónio Pais, editado em 1919, subintitulado Algumas notas sobre a intervenção de Portugal na Grande Guerra, é uma compilação de artigos do autor, publicados no jornal A Vitória, no verão de 1919.

São textos de intervenção e comentário político, já posteriores ao atentado que vitimou Sidónio Pais, mas que giram em torno do que o autor considera as consequências ruinosas de que se revestiu este breve consulado nas condições do Corpo Expedicionário Português na frente de batalha: “o governo, absolutamente desinteressado de nós, deixava sem resposta os telegramas instantes do general Garcia Rosado, sob cujo comando se havia conseguido, contra e apesar do criminoso silêncio de Lisboa, aproveitar, para pôr um remate nobre a tanta miséria, o que restava ainda de fé, de esperança e de patriotismo eficiente, no mutilado, abandonado e mil vezes negado Corpo Expedicionário Português”.

Grande parte dos textos constitui uma contestação expressa à carta de Cunha e Costa no jornal Época, de 29 de Julho de 1919, intitulada “Sidónio Pais!”, e que se estende ao longo de 47 artigos que enaltecem a ação do Presidente, e que podem resumir-se à conclusão afirmada: “Sidónio Pais no capítulo relativo à nossa intervenção na guerra está limpo de toda a suspeição”.

Augusto Casimiro, por seu turno, reúne nas suas apreciações argumentos que tendem para reputar Sidónio Pais de “germanófilo e não intervencionista”, para o que se suporta ainda, no final do volume, em textos de outros autores publicados também n’A Vitória.

 [AQUI DIGITALIZADO - Hemeroteca Municipal de Lisboa]

J.M.M.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

"PORQUÊS" E "COMOS" DA ENTRADA "OFICIAL" DE PORTUGAL NA GRANDE GUERRA: CONFERÊNCIA NA BIBLIOTECA DA MAIA

Título da conferência: Porquês e Comos da Entrada de Portugal na Grande Guerra

ConferencistaJosé Augusto Maia Marques

Local: Biblioteca Municipal da Maia
Fórum da Maia 
Rua Engº Duarte Pacheco, nº 131 
4470-174 Maia

Entrada Livre

Data: 29 de Abril de 2016

Horário: 21:00 h

Uma iniciativa a divulgar e a que desejamos o maior sucesso.

A.A.B.M.

domingo, 17 de maio de 2015

ALFREDO ERNESTO DE SÁ CARDOSO (1864-1950) E O 14 DE MAIO DE 1915 (Parte II)


Durante o seu percurso militar e depois do regresso de Angola, em 1901, apresenta-se no Ministério da Guerra e no Quartel-General da 1ª Divisão. Em Fevereiro desse ano foi incumbido de realizar uma pequena tarefa na fábrica de armas. Em Julho de apresentou-se no Regimento de Artilharia nº 5, e no final de Dezembro apresentou-se no Grupo de Artilharia de Guarnição nº4.

Transferido em 1902 para o Estado-Maior de Artilharia e foi nomeado adjunto da 2ª Repartição da Direcção-Geral do Serviço de Artilharia. Em Dezembro desse ano foi transferido para o Campo de Tiro de Alcochete onde se manteve até Maio de 1907, tendo realizado diversas tarefas como o exame dos terrenos e dependências do Campo, inventariar as construções e material ali existentes. Estudando a forma mais económica e prática de juntar a Escola Prática de Artilharia com a instrução do Exército.

Com a extinção do Campo em Maio de 1907, passou a desempenhar as funções de vogal da comissão de serviço balístico e da comissão encarregada de proceder à elaboração de um regulamento de tiro e armamento, para armas portáteis e à redacção do respectivo manual.

Em Outubro de 1910, após a implantação da República foi nomeado Chefe Interino de Repartição do Gabinete da Secretaria da Guerra. Participou nos acontecimentos da Rotunda, mas quando soube do suicídio de Cândido dos Reis acabou por fazer uma retirada estratégica. Integrou também a comissão encarregada de reunir num único diploma legal as directivas sobre uniformes do Exército, procurando simplificar e adaptar às novas realidades, em especial em caso de guerra.

Promovido a major e nomeado Chefe de repartição do Gabinete do Secretariado da Guerra em 29 de Junho de 1911. Exonerado destas funções foi transferido para o comando do Grupo do 2º Batalhão de Artilharia de Costa. Em 1913 foi colocado na Repartição Técnica do Arsenal do Exército e nomeado vogal da comissão técnica de fortificações.

Em 1914 presta serviço no Regimento de Artilharia nº2, exercendo as funções de comandante do 1º Grupo e, em 1915, foi transferido para o Regimento de Artilharia nº1, tendo nessa altura sido promovido a tenente-coronel. Foi nomeado Inspector do Material de Guerra do Arsenal do Exército. Em Setembro de 1915 passou a integrar o quadro de Artilharia de Campanha, assumindo em Dezembro de 1916 o comando do 1º Batalhão de Obuses de Campanha.

Em correspondência de João Chagas para Sá Cardoso, em Janeiro de 1915, é possível encontrar uma recomendação ao militar no sentido de se conseguir o reforço do poder governamental. Mas o político republicano [João Chagas], referia que não era partidário de uma ditadura, antes seu adversário e Sá Cardoso, sendo militar, sabia as dificuldades e conflitualidades que se faziam sentir no seio da instituição militar a favor e contra a intervenção dos mesmos na vida política.

Participou na preparação do 14 de Maio de 1915, fazendo parte da Junta Revolucionária que preparou a revolução onde pontuavam António Maria da Silva [único civil], Norton de Matos e Sá Cardoso [majores] além de Freitas Ribeiro [capitão-tenente] e Álvaro de Castro [capitão].

Parte para França, integrado no Corpo Expedicionário Português, em Março de 1917. Durante esta fase é promovido a coronel para o Estado-Maior de Artilharia e, em Outubro de 1917 passa a desempenhar as funções de Comandante-Geral de Artilharia e Comandante de Artilharia da 1ª Divisão, mas em Janeiro de 1918 regressa a Portugal, porque entretanto tinha subido ao poder Sidónio Pais.

Sendo oposicionista da revolta sidonista de 5 de Dezembro de 1917, tendo sido preso em 1918 em situações degradantes que provocaram mesmo a sua queixa junto das autoridades. Segundo relato que nos chegou através do testemunho do seu filho, Carlos Ernesto Sá Cardoso, seu pai teria sido preso em sua casa e conduzido ao Governo Civil de Lisboa. Ali foi detido numa enxovia com outros detidos e depois transferido para o Castelo de São Jorge, tendo depois sido novamente transferido para o forte da Graça, em Elvas. Só viria a ser libertado durante o período conhecido como Traulitânia, comandando nesse período das forças republicanas em operações pelo Alentejo.

Em 1919, fiel à sua índole republicana, participou na ofensiva contra a Monarquia do Norte. Nesse mesmo período foi eleito presidente da Câmara dos Deputados. Em Junho desse mesmo ano assumiu a presidência do governo, acumulando as pastas do Interior e dos Negócios Estrangeiros até 1920. Nessa fase afasta-se do Partido Republicano e, juntamente com Álvaro de Castro, funda o Partido Reconstituinte. Em 1923, transita para os Nacionalistas, que resultaram da fusão com os liberais. Voltou a ser Ministro do Interior entre 18 de Dezembro de 1923 e 6 de Julho de 1924. Participa ainda com Álvaro de Castro na criação da Acção Republicana, onde desenvolve actividade até 1925.

Em 1926, com a Ditadura Militar instaurada em Portugal, Sá Cardoso foi preso e deportado. Inicialmente neutral face ao movimento de 28 de Maio, acaba pouco tempo depois por se manifestar claramente contrário à Ditadura Militar. Combatendo-a com firmeza acaba por ser preso, primeiro para Cabo Verde e depois para os Açores. 

[em continuação]

A.A.B.M.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

ALFREDO ERNESTO DE SÁ CARDOSO (1864-1950) E O 14 DE MAIO DE 1915


Alfredo Ernesto de Sá Cardoso nasceu em Lisboa a 6 de Junho de 1864, filho de Carlos Ernesto Freire d’Aguiar Cardoso e de D. Adelaide Leopoldina de Sá Cardoso.

Assentou praça em 1880, no Regimento de Cavalaria nº 2. Prosseguindo a carreira de oficial do exército (alferes, 1886; tenente, 1888; capitão, 1900; major, 1911; tenente-coronel, 1915; coronel, 1917) que o levou em 1924, ao posto de general. Fez os estudos para a arma de Artilharia, prosseguindo para a Escola Politécnica onde estudou. De seguida passou para a Escola do Exército onde termina os seus estudos em 13 de Janeiro de 1886.

Foi mobilizado para a campanha da Lunda e, em 1888, assumiu a secretaria do Governo Distrital de Angola. Foi governador da for­taleza de S. Francisco do Penedo e, nos anos de 1917-1918, pertenceu ao Corpo Expedicionário Português. Desempenhou também o cargo de vogal do Conse­lho de Trabalhos Balísticos.

Filiado no Partido Republicano Português (PRP) desde muito jovem conspirou activamente no derrube da monarquia, participando nos acontecimentos de 31 de Janeiro de 1891 e de 28 de Janeiro de 1908. Fez também parte da comissão militar que preparou a revolução de 5 de Outubro de 1910, desempenhando papel de destaque na implantação da República, foi designado chefe de gabinete do ministro da Guerra, Correia Barreto (1910-1911). Foi eleito deputado em 1913, tendo depois sido nomeado Governador Civil do Distrito Autónomo do Funchal. Foi membro da Junta Consultiva do Partido Republicano Português (1913) e chefe indigitado do partido (em 1919). Passou também pelo Partido Reconstituinte, que fundou com Álvaro de Castro, e pela Acção Republicana, de que foi presidente.

Alfredo Sá Cardoso foi iniciado na Maçonaria em 1893, com o nome simbólico de Alaíde, na loja Portugal, em Lisboa. Passou a coberto em 1898, sendo regularizado em 1911, na loja Acácia. Alcançou os altos graus ascendendo ao grau 33. O que não impediu de abjurar o facto, assinando em 1934 uma declaração de honra, na qual afirmava não pertencer a qualquer organização secreta. Chegou a fazer parte do seu Supremo Conselho a partir de 1934.


Integrando o denominado grupo Jovens Turcos da República, de que foi fundador, acompanhado por Álvaro de Castro e por outros jovens militares da República, chefiou o movimento de 14 de Maio de 1915, contra a ditadura de Pimenta de Castro. Foi um dos grandes responsáveis pela defesa da participação de Portugal na Grande Guerra. Quando da participação portuguesa, partiu para França, onde combateu, tendo ascendido a comandante-geral de artilharia. Assumiu depois as funções de presidente da Câmara dos Deputados.

[Em continuação]

A.A.B.M.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS (CEP) NA 1ª GRANDE GUERRA: HEROÍSMO E SACRIFÍCIO: CONFERÊNCIA

 
Realiza-se hoje, 30 de Outubro de 2014, pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal de Loulé, uma nova conferência dedicada ao tema da Grande Guerra.

O conferencista é o Almirante José Mendes Cabeçadas e vai apresentar as suas ideias sobre "O Corpo Expedicionário Português (CEP) na I Grande Guerra: Heroísmo e Sacrifício".

Uma iniciativa que se saúda e se divulga para chegar a mais potenciais interessados no tema.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A MEMÓRIA FAMILIAR DO CONTRA-ALMIRANTE JAIME DANIEL LEOTTE DO REGO


Jaime Daniel Leotte do Rego, Contra-Almirante e Chefe da Divisão Naval Portuguesa, é um daqueles nomes que não se esquece e cuja história se reflecte em inúmeras entradas de enciclopédia, referências bibliográficas, memórias, jornais... Na imprensa por exemplo, são muitas, quase incontáveis, as referências ao Contra-Almirante Leotte do Rego, à sua intervenção na instauração da República, ao seu papel após o 5 de Outubro, e até mesmo ao que sucedeu durante a Primeira Guerra Mundial, visto que ocupou lugar cimeiro na Marinha Portuguesa, não sem depois ter caído em desgraça, aquando da chegada ao poder de Sidónio Pais.

Não se poderá afirmar que é uma figura amada por todos. Por certo é admirada por muitos. Mas as grandes personagens da História não reúnem consensos. São polémicas e duradouras. E Luís Leote, seu neto, sabe bem como o seu avô foi importante, assim como sabe das suas tristezas, problemas, resoluções e ambições. É um pouco dessa história, esse lado menos conhecido, que aqui se partilhará, tanto quanto, no futuro, se mencionará a memória e a história de seus dois filhos, Jaime Daniel e Luiz Daniel, ambos capitães de cavalaria e ambos membros do Corpo Expedicionário Português.

Como bem refere Luís Leote, a espada de seu avô e as suas condecorações encontram-se expostas no Museu da Marinha. Foram objectos ofertados pela família ao museu, e assim, encontram-se há anos num domínio mais público. Naquele domínio, onde circulam as notícias e as entradas de dicionário. Ainda assim, existem sempre objectos que nos surpreendem, pela sua aparente insignificância material cheia de história. Demonstram ainda um grau de intimidade que nos permite vislumbrar facetas da vida de alguém que não conhecemos pessoalmente, à qual não temos vínculos afectivos, mas do qual lemos e sobre o qual aprendemos… E dessas facetas os livros tantas vezes não nos falam.

Nessa perspectiva, o seu neto trouxe até nós três magníficos objectos, todos diferentes, todos representativos de momentos da vida do Contra-Almirante, momentos de vida mais ou menos conhecidos. Assim, Luís Leote revela-nos o gosto tão pessoal pela pintura que tinha seu avô, trazendo-nos um quadro de sua lavra, e que hoje faz parte do conteúdo expositivo que se encontra na sala do seu familiar. É igualmente com orgulho, e com a consciência de revelar uma imagem congelada de um momento histórico, porém triste para o Contra Almirante, que Luís Leotte nos apresenta uma fotografia. Uma simples fotografia que nos revela dois homens, um com farda do Exército, outro com a da Marinha. Juntos, com ar abatido mas firmes e resolutos, encontram-se, à direita, Leotte do Rego e à esquerda, Norton de Matos. Amigos de longa data, são aqui fotografados no dia em que foram forçados a partir para o exílio, poucos minutos antes de embarcarem num navio inglês, rumo a outras terras, outras vidas, outras gentes. Sidónio Pais tinha chegado ao poder e, como consequência, não mais existia em Portugal lugar para estes dois republicanos, que se tornaram assim estrangeiros em locais como a cidade de Paris.

Por fim, e lembrando exactamente esses tempos de exílio, um singelo cartão-de-visita. Talvez não tão singelo se observarmos todos os títulos que contêm. Mas esconde este pequeno pedaço de papel uma realidade sombria na vida do Contra Almirante. Como não possuía nenhuma fortuna, teve Leotte do Rego de aceitar empregos diversos, para conseguir o sustento essencial, e entre eles contou-se o de venda de enciclopédias ao domicílio. Este era o cartão-de-visita que o mesmo apresentava nesses momentos. As iniciais que se seguiam ao nome do avô, refere Luís Leote, significavam “Knight Commander of the Bath”, título com que foi agraciado pela influência do Príncipe de Battenberg, de quem se tornara amigo e oficial às ordens, quando da visita de Eduardo VII a Portugal. Concessão de dignidade essa que lhe permitira utilizar o título de “Sir”.

Estas são histórias que ficaram encerradas na memória familiar e que, agora, por ocasião das evocações do Centenário da Grande Guerra, Luís Leote nos trouxe, sobre aquele que, para si, para lá da figura pública e quiçá mediática no seu tempo, é simplesmente o seu avô.” [Margarida Portela (I.H.C./FSCH-UNL), LER/VER TUDO AQUI]

FOTO: Norton de Matos e Jaime Leote do Rego; TEXTO: Margarida Portela (I.H.C./FSCH-UNL), retirado do site Portugal 1914.org, com a devida vénia - sublinhados nossos]

SOBRE Jaime Daniel Leote do Rego ver NOSSA bibliografia AQUI

J.M.M.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

ENFERMEIRAS PORTUGUESAS NA GRANDE GUERRA (1914-1918)


Segundo a informação disponibilizada no grupo do Facebook Corpo Expedicionário Português, procede-se à identificação das Enfermeiras Portuguesas da Cruz Vermelha que foram enviadas para a frente de combate:

Relação Nominal do Corpo de Damas Enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa.

As enfermeiras estavam equiparadas a oficiais.
Com o posto de tenente a Sr.ª D.ª Maria Antónia Ferreira Pinto foi superintendente das enfermeiras, ou seja, dama-chefe das enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa na Grande Guerra, tendo prestado serviço de Março de 1917 a Outubro de 1918. Foi a primeira enfermeira a partir para França, logo após os primeiros contingentes de tropas. As restantes enfermeiras tinham todas, o posto de Alferes e foram as seguintes: Sr.ª D.ª Eugénia da Gama Ochoa que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Adelina Galvez que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Eugénia Lapa Botelho que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Antónia Baptista que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Margarida de Brito que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Vivência Teixeira que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Judith Coelho que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Mayer que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Francisca de Oliveira Ferreira que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Amélia Alves Ribeiro que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Dora Westood que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Amélia Sotto Mayor que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Irene Kemp Pinto de Carvalho que serviu de Dezembro de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Eugénia Manoel que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Maria França que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Angélica Plantier que serviu de Novembro de 1917 a Julho
de 1918; Sr.ª D.ª Ângela Botto Machado que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Mary Rangel que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Gladys Cannell que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Eveling Rangel que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Conceição Botelho que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Alda Calheiros Viegas que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Maria da Câmara Leme que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Eduarda Machado que serviu de Novembro de 1917 a Abril de 1918, Sr.ª D.ª Eugénia Machado que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª Maria de Jesus Zarco da Câmara que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª Laurentina Pires que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª May Farmer que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª Luísa da Câmara que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Maria Gil Beltrão que serviu de Novembro de 1917 a Agosto de 1918; Sr.ª D.ª Aurora Shirley que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Geanne Germsys que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Izolinda Veloso da Veiga que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Maria Francisca de Castro Menezes que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Maria da Piedade Lacerda que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Maria Helena da Conceição Silva que serviu de Agosto a Dezembro de 1918.


(Mary Rangel)

Segundo o Jornal o Seculo de 31 de Agosto de 1917 as enfermeiras que partiram para França foram vinte e oito, e “encontram-se, entre elas, dos mais ilustres nomes da nossa terra”.
Ditosa Pátria que tais filhas tem…

A informação foi disponibilizada por Fernando Gomes, AQUI.

Seria muitíssimo interessante conhecermos mais dados biográficos sobre estas corajosas mulheres num contexto tão complexo. Agradecem-se contributos e esclarecimentos.

A.A.B.M.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

ENFERMEIRAS PORTUGUESAS DA CRUZ VERMELHA NA I GUERRA MUNDIAL


Bilhete-postal com imagem fotomecânica retratando as enfermeiras portuguesas da Cruz Vermelha, em França, durante a 1.ª Guerra Mundial. Fotografia de Arnaldo Garcez. Serviço Fotográfico do C.E.P. 1917. (13,8x8,8 cm) - via CASA COMUM
 
J.M.M.

 

domingo, 26 de maio de 2013

NAS GARRAS DA KULTUR



NAS GARRAS DA KULTUR. Impressões de um Prisioneiro de Guerra na Alemanha”, de António Dias (alferes miliciano), Ceia, Typ. “Montes Hermínios”, 1920, 140 p.

J.M.M.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

UM RELATO DE HEROÍSMO NA I GUERRA MUNDIAL

Nas nossas demandas pela imprensa localizou-se este curioso relato feito por Manuel Caetano de Sousa para um jornal local intitulado Ecos do Além, cuja publicação se iniciou em Faro e terminou em Lagoa.

O artigo foi reproduzido pelo semanário O Algarve, de 3-01-1918, relata os feitos do major David Rodrigues Neto na frente de batalha. David Neto que já fizemos alguns apontamentos AQUI é considerado um dos combatentes mais condecorados da I Guerra Mundial.

O autor do texto, Manuel Caetano de Sousa, também ele um combatente, foi já biografado AQUI.

Num momento em que faltam exemplos, muitas vezes falta coragem, é sempre importante recordar que esses exemplos existem e existiram e que o importante é manter a esperança e lutar com os meios ao nosso alcance para melhorar as situações por mais adversas que elas possam ser. A guerra, que não a das armas, que esperamos não se repita, e a crise que actualmente vivemos testam sempre o que de melhor e pior existe em cada um de nós. Neste caso terminamos com um sinal de coragem e valentia, de sentido positivo para o futuro, mesmo que nem sempre a conjuntura em que cada um de nós vive seja a mais favorável.
Como se costuma dizer melhores dias virão...

Votos de um excelente 2013 para todos os que têm acompanhado e esperemos que continuem a acompanhar ao longo do próximo ano.

A.A.B.M.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

TROPAS DO CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS


Na data em que se assinala mais um aniversário da Batalha de La Lys, o 94º, aqui ficam algumas imagens dessa presença portuguesa em terras de França.


Aqui umas imagens do treino das tropas portuguesas em Inglaterra em 1917:


Mais imagens da passagem das tropas portuguesas por Inglaterra para treino:


A.A.B.M.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

JOÃO NINGUÉM, SOLDADO DA GRANDE GUERRA: IMPRESSÕES HUMORÍSTICAS DO C.E.P. [1921]


João Ninguém: soldado da Grande Guerra: impressões humorísticas do C.E.P.

"Em 22 de Julho de 1916 concretizou-se o milagre de Tancos. Em tempo record, o ministro da Guerra, Norton de Matos, reúne, organiza e prepara um contingente de 30 000 homens para a participação de Portugal na Primeira Grande Guerra. Em Janeiro do ano seguinte dá-se início ao embarque das tropas. Após a derrota na batalha de La Lys, em 9 de Abril de 1918, esta foi para muitos uma viagem sem regresso.

'Que nome poderei eu dar aos simpáticos soldadinhos, àqueles trigueiraços que das oito províncias de Portugal acorreram de mochila às costas, sem faltar ao embarque para honra dos seus batalhões? Nem «serrano», nem «lanzudo», nem «gambúzio», nem «folgadinho». Baptizá-lo hei, muito simplesmente, com o nome de «João Ninguem», incarnando assim, nesta modesta alcunha, aquele português que nas horas difíceis tudo faz para maior glória da Pátria e a quem muitos esqueceram, chegada a hora dos benefícios e compensações'

É desta forma que o capitão Menezes Ferreira (1889-1936), autor dos textos e desenhos que disponibilizamos aqui, com data provável de edição em 1921, nos introduz o protagonista desta história. Mais do que a coragem e a bravura, este autêntico diário da presença portuguesa na Guerra retrata, de uma forma bem humorada, a ingenuidade e a impreparação destes conterrâneos arrancados bruscamente à pacatez da vida civil, a falta de recursos, a fome, o frio, o cansaço, mas também o confronto com outras culturas europeias presentes na Flandres.

O exemplar pertence à colecção de Emílio Ricon Peres, a quem agradecemos a possibilidade de realização desta cópia digital"

via Hemeroteca Municipal de Lisboa

J.M.M.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

MEMÓRIAS DE UM RESISTENTE ÀS DITADURAS


LIVRO: "Memórias de um resistente às Ditaduras";
AUTOR: Manuel António Correia [introdução de Irene Flunser Pimentel];
EDITORA: Temas & Debates.

Combatente do 5 de Outubro de 1910 e da geração dos que foram mobilizados no Corpo Expedicionário Português para a França e a Flandres durante a Grande Guerra e participaram depois em inúmeras sublevações contra a ditadura militar e o Estado Novo, o coronel Manuel António Correia (1893-1987) escreveu estas memórias aos 91 anos, levado pela constatação de «que a maior parte dos nossos jovens, e mesmo alguns adultos, desconhecem quase completamente tudo que se relaciona com a implantação da República em Portugal» e também porque a maioria dos portugueses «ignora o que foi a comparticipação portuguesa na Grande Guerra, o que motivou a nossa ida para França e as consequências daí advindas», bem como desconhece «o que foi a prolongada luta contra a ditadura fradesca de Salazar». [ler AQUI]

J.M.M.

sábado, 9 de abril de 2011

9 DE ABRIL DE 1918 - 9 DE ABRIL DE 2011


O Almanaque Republicano recorda hoje a efeméride de há 93 anos, quando o Corpo Expedicionário Português (CEP)se bateu galhardamente na Batalha de La Lys.


Depois do que já AQUI publicamos, voltamos a relembrar as consequências que a participação de Portugal na I Guerra Mundial e no decurso da própria República.


O esforço de guerra obrigou à mobilização de 105 542 soldados em Portugal, dos quais 8 474 foram mortos, 7 672 ficaram feridos e 13 645, ou seja registaram-se 29 791 baixas no CEP.


Além do mais o esforço de guerra português dividiu-se entre vários palcos de guerra: França, Angola e Moçambique. O primeiro já vimos os dados disponíveis, vejamos agora no caso de Angola. Para este palco de guerra foram mobilizados 9 209 soldados, incluíndo já os elementos das duas expedições de 11 de Setembro de 1914, reforçada com mais elementos em 11 de Novembro de 1914 e novo reforço em 28 de Dezembro de 1914. A segunda expedição foi iniciada em Setembro de 1915. Acresce ainda a todo este conjunto de elementos um batalhão da Marinha. Regista-se portanto um conjunto de 2 133 baixas, sendo 810 mortos.


Para Moçambique foram enviados um total de 17 259 homens divididos em quatro expedições que se espalharam ao longo do tempo. A primeira partiu em 18 de Agosto de 1914, a segunda em 11 de Setembro de 1915, a terceira em 25 de Maio de 1916 e a quarta já em 1917. Aduza-se a estas expedições reforços e rendições, bem como outro batalhão da Marinha. Aqui o número de baixas atingiu os 13 872 homens, dos quais 4 811 mortos, sendo portanto este o palco de batalha mais mortífero.

Bibliografia:
- Afonso, Aniceto, Grande Guerra 1914-1918, col.Batalhas da História de Portugal, Quidnovi, Matosinhos, 2006, p. 116-117.

A.A.B.M.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A TRINCHEIRA DA FLANDRES: 90 ANOS DEPOIS


Trincheira da Flandres: 90 anos depois

O Corpo Expedicionário Português [C.E.P.], formado oficialmente em 1917 [17 de Janeiro] - após a reorganização "acelerada" da tropa portuguesa [no que foi conhecido pelo "milagre de Tancos"] pelo [então] Ministro da Guerra, Norton de Matos, e o general Tamagnini de Abreu -, entra no dia 8 de Fevereiro de 1917 no território da Flandres, disposto [passe a impreparação e o desconhecimento da situação] a lutar, na guerra que se travava na Frente Ocidental, contra as forças alemães. Foi a 23 de Novembro de 1914 que, em reunião extraordinária, o Parlamento Português aprova a intervenção, ao lado da "velha" aliada Inglaterra e a seu pedido [através do Memorando de Outubro de 1914], contra a Alemanha.

A declaração formal de guerra da Alemanha a Portugal [9 de Março de 1916] que se seguiu, era o esperado, face à guerra surda que portugueses e alemães travavam no norte de Moçambique [datavam de Julho de 1914, as "primeiras escaramuças"] e a sul da Angola.

O aceso debate que então se travou entre os intervencionistas [como Afonso Costa, Bernardino Machado, João Chagas, Norton de Matos, Jaime Cortesão, Machado Santos] e os neutralistas [caso de Brito Camacho, Freire de Andrade, Sidónio Pais] no envolvimento de Portugal na I Grande Guerra, a par da enorme instabilidade política que então existiu [movimentações monárquicas, queda de governos, dissolução da Assembleia, cisões na Maçonaria, greves e lutas operárias contra a carestia de vida e a fome], tornam este período particularmente difícil e conturbado.

A 9 de Abril de 1918, a 2ª Divisão do CEP chefiada por Gomes da Costa [cansada, sem ser reforçada, abandonada pelos oficiais e esquecida deliberadamente pelo então levantamento militar Sidonista, que era contrário à presença portuguesa na guerra], sofre uma pesadíssima derrota e fica destroçada, pela ofensiva ["Georgette"] do 6º Exercito alemão, traçada por Ludendorff, na Batalha de La Lys. Com milhares de baixas e muitos prisioneiros [7.500] a Flandres será, no dizer de Jaime Cortesão [in Memórias] o novo Alcácer-Quibir, da nossa memória.

J.M.M.

domingo, 24 de junho de 2007

CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS


Corpo Expedicionário Português

Embarque do Corpo Expedicionário Português, no Cais de Santa Apolónia, para a Flandres, "após a entrada de Portugal na guerra" (1917).

Foto de Joshua Benoliel, que foi capa da Ilustração Portuguesa de 12 de Fevereiro de 1917, in Arquivo Fotográfico.

J.M.M.

REVISTA PORTUGAL NA GUERRA [1917]


Portugal na Guerra

Revista quinzenal ilustrada, publicada em Paris [Rue de Villejust, 3], Ano I, nº 1 (1 de Julho de 1917) ao nº6 (Novembro de 1917). Director; Augusto Pina. Secretário de redacção: José de Freitas Bragança. Trata-se de uma revista do "Corpo Expedicionário Português na I Grande Guerra Mundial".

Colaboradores: A. de C., Alfredo de Mesquita, Capitão X, J. de F. B., José Paulo Fernandes, Mayer Garção. Fotografias de Arnaldo Garcez (França) e de Alfredo Lima (Portugal).

Pode ser consultada on line.

J.M.M.