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domingo, 20 de novembro de 2016

ENCONTROS DE OUTONO 2016: CENSURA EM PORTUGAL (1910-1974)

Nos próximos dias 25 e 26 de Novembro de 2016, realiza-se em Famalicão, no Museu Bernardino Machado, mais uma das edições dos ENCONTROS DE OUTONO, desta vez subordinado ao tema: Censura em Portugal (1910-1974).

Uma edição com muitos investigadores de renome que vão apresentar os resultados das suas pesquisas, reflexões e análises sobre o tema em análise. 

O programa do colóquio é o seguinte:


25 de Novembro (6ª Feira)

9h30
Abertura
Dr. Paulo Cunha
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

Doutor Norberto Ferreira da Cunha
Coordenador Científico do Museu Bernardino Machado

10h00
A censura na I República (1910-1926)
Doutor José Manuel Tengarrinha
Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

10h30
A censura nos governos republicanos "bloquistas" (1911-1913)
Doutor Norberto Ferreira da Cunha
Universidade do Minho


11h00
Debate

Intervalo

11h30
A censura no Governo de Afonso Costa (1913)
Doutor Jorge Pais de Sousa
Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20)
Universidade de Coimbra

12h00
A censura em Portugal durante a I Guerra Mundial (1914-1918)
Coronel Doutor Luís Alves de Fraga
Universidade Autónoma de Lisboa

12h30
Debate

Almoço

15h00
A proibição da censura e a repressão a periódicos durante o Governo Provisório (1910-1911)
Doutor Ernesto Castro Leal
Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

15h30
A censura no ocaso da I República (1919-1926)
Doutor António José Queiroz
Centro de Filosofia
Universidade Católica Portuguesa (Porto)

16h00
Debate

Intervalo

16h30
A censura salazarista: a lei e a prática
Doutor Alberto Arons de Carvalho
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Nova de Lisboa

17h00
Debate

Conclusão


26 de Novembro (Sábado)

10h00
A censura durante a Ditadura Militar e os primeiros anos do Estado Novo (1926-1939)
Doutor Luís Farinha
Instituto de História Contemporânea da FCSH
Universidade Nova de Lisboa

10h30
Censura e publicações periódicas infanto-juvenis no Estado Novo (1954-1974): O Papel da Comissão para a Literatura e Espetáculos para Menores
Mestre Ricardo Leite Pinto
Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa
Vice-Chanceler das Universidades Lusíada

11h00
Debate

Intervalo

11h30
A censura ao teatro durante o Estado Novo
Doutora Ana Cabrera
Instituto de História Contemporânea da FCSH
Universidade Nova de Lisboa


12h00
Censura e cinema durante o Marcelismo
Doutora Ana Bela Morais
Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

Debate

Encerramento

NOTA: As inscrições e a participação nas conferências são gratuitas e dão direito a Certificado de Participação.

Creditação pelo CFAE (Centro de Formação de Associação de Escolas de Vila Nova de Famalicão).
Acreditado pelo Centro de Formação Científica. Grupos: Português e HGP (200); Português e Francês (210); Português e Inglês (220); Português (300); História (400). 
Duração: 13h
Créditos: 0,5.

Um colóquio muito interessante e que se recomenda aos seguidores do Almanaque Republicano, que nos últimos anos tem divulgado este evento, porque nos parece de grande qualidade.

A.A.B.M.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A CENSURA E OS MANUAIS ESCOLARES DO ENSINO PRIMÁRIO: CONFERÊNCIA NO MUSEU BERNARDINO MACHADO

Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, realiza amanhã, 16 de Setembro de 2016, pelas 21.30 h, uma conferência incluída no ciclo dedicado ao tema da Censura na Ditadura Militar e no Estado Novo, desta vez tem como convidado o Prof. Augusto Monteiro.

Título da conferênciaA Censura e os Manuais Escolares do Ensino Primário (De Carneiro Pacheco aos fins da década de 60).

Conferencista: Augusto Monteiro
Local: Museu Bernardino Machado

Contactos
Rua Adriano Pinto Basto, n.º 79
4760 - 114 Vila Nova de Famalicão


Telefone: 252 377 733
E-mail: museu@bernardinomachado.org
Vila Nova de Famalicão

Entrada Livre

Data: 16 de Setembro de 2016

Horário: 21:30 h

O conferencista Augusto José Rodrigues Martins Monteiro é professor aposentado, colabora com o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra, onde integra o grupo Políticas e Organizações Educativas e Dinâmicas Educacionais.

Natural de Bragança, onde nasceu em 1947, mas residindo em Coimbra há muitos anos, foi professor de História do ensino básico e secundário, orientador de estágio e formador de professores na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde leccionou disciplinas ligadas à Didáctica da História.

Publicou diversas obras e artigos como:
- Manteigas na segunda metade do século XVIII: os homens e a indústria, Manteigas, 1992;
Três estórias (pouco) doces, 1992 (Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e Prémio da literatura infanto-juvenil da APE);
- Imaginação e criatividade no ensino da história : o texto literário como documento didáctico, APH, Lisboa, 1997;
25 de Abril uma aventura para a democracia : texto para os alunos, (org.), Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, Coimbra, 2000;
- 25 de Abril : outras maneiras de contar a mesma história (co-autoria com Maria Manuela Cruzeiro), Editorial Notícias, Lisboa, 2000;
Em Abril, histórias mil... : (as do 25 de Abril e outras), Coimbra, Lápis de Memórias, 2012;

Conta ainda vários artigos publicados e conferências realizadas.

Uma iniciativa a que desejamos o maior sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

CENSURA CONTINUA A SER TEMA DE INVESTIGAÇÃO NO MUSEU BERNARDINO MACHADO

No âmbito do ciclo de conferências A Censura na Ditadura Militar e no Estado Novo realiza-se amanhã, 15 de Julho de 2016, pelas 21.30h, no Museu Bernardino Machado uma nova sessão.

O convidado será Henrique Barreto Nunes.

O tema desta conferência é Estes Escritores Morreram.

Sobre o conferencista Henrique Barreto Nunes podemos dizer que nasceu em Monção, em 1947. Fez o curso de História na FLUC, que terminou em 1972, frequentando depois o curso de Bibliotecário-Arquivista, que terminou em 1974. Desde 1986 foi Assistente Convidado do Curso de Especialização em Ciências Documentais da Faculdade de Letras do Porto e docente da disciplina de Leitura Pública em cursos similares das Universidades de Lisboa e de Coimbra. Dedicou-se à defesa da causa do Salvamento da Bracara Augusta, fundador e dirigente da ASPA (Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural) e envolveu-se na luta  por outras outras causas cívicas.

Desempenhou as funções de director da Biblioteca Municipal de Braga até 2010, quando se aposentou.

Foi ainda membro da Assembleia da Universidade do Minho, foi eleito para o referido Senado Universitário, membro do  Conselho Cultural e da Comissão Instaladora da Casa-Museu de Monção, ainda do Conselho Científico da Sociedade Martins Sarmento (Guimarães), Conselho Consultivo da associação literária “Autores de Braga”, integrou o Conselho Superior das Bibliotecas Portuguesas, o Conselho Consultivo do Instituto Português do Livro e da Leitura e o Núcleo de Apoio do Serviço de Bibliotecas da Fundação Calouste Gulbenkian, foi ainda membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura.

Foi dirigente da BIBLIOMÉDIA, da Secção Portuguesa do IBBY e da LITTERA, pertenceu em diferentes períodos aos corpos dirigentes da BAD.
Tem colaborado regularmente na imprensa minhota, como “Notícias do Minho” (Braga), “A Terra Minhota” (Monção) e “Diário do Minho” (Braga). Dirigiu as revistas “Mínia” (ASPA) e "Bibliomédia", foi coordenador editorial da revista “Forum” (Conselho Cultural da Universidade do Minho) e director do “Solta Palavra : Boletim do CRILIJ” (Porto).

Publicou:

- “Da Biblioteca ao Leitor” (Braga : Autores de Braga, 1996; 2ª ed. 1998);
- “Tradições académicas de Braga” [coord. e co-autor], (Braga : AAUM, 2001).

O currículo do conferencista pode ser consultado AQUI.

A divulgar e participar com todo o empenho.

A.A.B.M.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A CENSURA NO ESTADO NOVO SOBRE O TEATRO UNIVERSITÁRIO: CONFERÊNCIA

Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, tem vindo a realizar ao longo deste ano um ciclo de conferências dedicado ao tema da Censura na Ditadura Militar e no Estado Novo, desta vez tem como convidado o Professor José Oliveira Barata.

Título da conferência: A Censura do Estado Novo sobre o Teatro Universitário.

ConferencistaJosé Oliveira Barata

Local: Museu Bernardino Machado

Contactos
Rua Adriano Pinto Basto, n.º 79
4760 - 114 Vila Nova de Famalicão


Telefone: 252 377 733
E-mail: museu@bernardinomachado.org
Vila Nova de Famalicão

Entrada Livre

Data: 27 de Maio de 2016

Horário: 21:30 h

Uma iniciativa a que desejamos o maior sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A CENSURA DO ESTADO NOVO SOBRE O JORNAL DE NOTÍCIAS: CONFERÊNCIA

O Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, tem vindo a realizar ao longo deste ano um ciclo de conferências dedicado ao tema da Censura na Ditadura Militar e no Estado Novo, desta vez tem como condidada a jornalista e investigadora Isabel Forte.

Título da conferênciaA Censura do Estado Novo sobre o Jornal de Notícias

Conferencista: Isabel Forte

Local: Museu Bernardino Machado

Contactos
Rua Adriano Pinto Basto, n.º 79
4760 - 114 Vila Nova de Famalicão


Telefone: 252 377 733
E-mail: museu@bernardinomachado.org
Vila Nova de Famalicão

Entrada Livre

Data: 29 de Abril de 2016

Horário: 21:30 h

Uma iniciativa a divulgar e a que desejamos o maior sucesso.

A.A.B.M.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

BOLETIM DA DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE CENSURA RELATIVO À CAMPANHA ELEITORAL

 
 
Boletim da Direcção dos Serviços de Censura - [CONFIDENCIAL] Boletim n.º 16/61 da Direcção de Censura dando instruções aos censores para o período relativo à campanha das eleições para deputados [13 de Outubro de 1961]

via Casa Comum, com a devida vénia

J.M.M.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

HENRIQUE GALVÃO - MINHA CRUZADA PRÓ-PORTUGAL. SANTA MARIA

 
 
Henrique Galvão, "A Minha Cruzada Pró-Portugal. Santa Maria" [ed. fac-similada], Livraria Martins, São Paulo, 1961, p. 201.
 
Trata-se do volume nº 9, da colecção “Livros Proibidos do Estado Novo” (do jornal PÚBLICO), em versão facsimile, que vem acompanhado do respectivo relatório oficial da censura. O livro, de imediato proibido de circular “conta a história do sequestro do luxuoso paquete Santa Maria, pelo Capitão Galvão, o próprio autor, a 23 de Janeiro de 1961. O objectivo era chamar a atenção do mundo para a longa ditadura portuguesa e denunciar o regime ditatorial franquista de Espanha" [ler AQUI]
 
Sobre a obra, publicada inicialmente no Brasil (1961) e posteriormente editada em Portugal com o título “Assalto ao Santa Maria” (Edição Delfos, 4 de Julho de 1973), transcrevemos o artigo publicado no mesmo jornal, por Álvaro de Matos, coordenador da Hemeroteca Municipal de Lisboa [onde tem desempenhado um elevado trabalho de serviço público, que todos lhe reconhecem] e Investigador Centro de Investigação Media e Jornalismo.
 
«A primeira “libertação de uma parcela do território nacional”…», jornal PÚBLICO, 4 de Junho de 2014, p. 47 – por Álvaro de Matos (sublinhados nossos)
 
“Na ressaca do assalto ao Santa Maria, e aproveitando o seu impacto mediático, Henrique Galvão (HG) publica no Brasil, em 1961, Minha Cruzada Pró-Portugal. Uns anos mais tarde, em 1973, já depois da morte do autor, o livro sai em terras lusas, com outro título, O Assalto à “Santa Maria”, com a chancela da Delfos. A obra conta a história da “Operação Dulcineia”, nome pelo qual ficou conhecido o plano de sequestro do luxuoso paquete transatlântico português Santa Maria, orquestrada pelo próprio autor. Por sua vez, “a acção deveria servir de rastilho a um levantamento popular que, no caso português, poderia ser iniciado, segundo HG, em qualquer ponto vulnerável do Império, onde começavam a surgir então os primeiros fermentos de rebelião nacionalista contra a “política colonial tirânica de Salazar” (Barreto, 1999).
 

 
Através do choque provocado na opinião pública internacional, HG, com um grupo de exilados políticos espanhóis liderados pelo Capitão Sotomayor, pretendia chamar a atenção das democracias ocidentais para a situação política ibérica. Mas O Assalto ao “Santa Maria” não se fica pelo registo dessa acção verdadeiramente quimérica que, apesar de não ter atingido os seus fins, constituiu um duro golpe na credibilidade do Estado Novo, mostrando o seu crescente isolamento internacional. O livro incorpora também um dos mais violentos ataques políticos feitos ao regime e ao carácter de Salazar.
 
Aquilo que HG classifica como “cenário político e moral” que, no seu entender, justificava a tomada do Santa Maria. Esta devia ser vista como “um propósito político e bem claro de rebelião”, e não como um acto de pirataria, como pretendeu o regime. Salazar é pois descrito como um homem “devoto, mas não genuinamente religioso”, fabricador de “uma falsa personalidade”, que lhe serviu “de disfarce para ocultar a verdadeira, que era incapaz de actos democráticos”; portanto, um “impostor habilidoso”, que centralizou “nas suas próprias mãos todos os instrumentos de poder arbitrário e irresponsável”; que chegou ao poder reduzindo a população “a uma obediência de rebanho” e perseguindo “toda a oposição”; criou, assim, um “Estado totalitário”, assente num “único partido político”, numa polícia política “copiada da Gestapo”, na “censura prévia aplicada a todas as manifestações de pensamento político ou vida intelectual”, e noutros pilares conhecidos.
 
Segue-se a desconstrução veemente dos “reais feitos” de Salazar que, na realidade, para HG, traduziam-se antes na “degradação do povo português” (sujeito “à miséria moral dos povos párias dos países totalitários”), na corrupção generalizada da sua administração (“No actual Portugal de Salazar, tudo é comprado e vendido”), na transfiguração do exército numa “guarda pretoriana servil” (logo, inútil para a defesa nacional), na existência de um governo medíocre (responsável pela “miséria de mais de 80% da população portuguesa nos aspectos vitais da sua existência como seres humanos”), numa educação plasmada num “imbróglio mental e organizacional” e, por fim, numa justiça que não primava pela independência, transformada no “negócio mais monstruoso” do país.
 
O retrato era arrasador, feito por um homem que tinha desempenhado um papel importante no 28 de Maio, como militar, e no regime, como funcionário colonial e deputado por Angola, mas que rompera com o Estado Novo no final dos anos 40 devido às suas críticas às condições da colonização angolana (Março de 1949).
 
 
 
 
Sem surpresa, a circulação do livro foi proibida. O editor ainda amenizou “certas expressões mais incisivas do autor”, exercício que não influiu na apreciação do censor:
 
Na primeira parte deste livro faz-se um relato da história política do regime. A segunda parte é o relato da operação. Em ambas se insulta fortemente o governo, as instituições em geral, muitas pessoas, etc.
 
E acrescentava, antes de concluir pela apreensão provisória do livro:
 
Entre outros, há aqui ofensas à magistratura, às forças armadas e à administração em geral que é acusada de corrupção. Além disso, o livro, tal como está escrito, parece constituir um forte incitamento à violência política”.
 
A sentença é bastante expressiva do que era a censura nesta altura, muito preocupada com as críticas que mais pudessem afectar a segurança e o prestígio do regime, ou as suas principais figuras políticas, de que os temas abordados por HG eram caso sintomático. Daí a reacção repressiva, a priori, no caso da imprensa escrita, e a posteriori, no caso dos livros, mas articulada com outra vertente não raras vezes esquecida da acção da censura: a tentativa, que vinha de trás, de formação de um bloco de opinião nacional favorável ao Estado Novo, incompatível com a “Cruzada Pró Portugal” do nosso autor. Mas 6 meses depois, com o 25 de Abril de 1974, o objectivo último da aventura do rebaptizado Santa Liberdade era concretizado: “o desmoronamento do regime salazariano”.
 
[Álvaro Costa de Matosin «A primeira “libertação de uma parcela do território nacional”…», jornal PÚBLICO, 4 de Junho de 2014, p. 47
 
J.M.M.

domingo, 10 de novembro de 2013

ESTEIROS - SOEIRO PEREIRA GOMES [CAPA & ILUSTRAÇÕES DE ÁLVARO CUNHAL]


ESTEIROS, de SOEIRO PEREIRA GOMES, Edições Sirius (Oficinas de Severo, Freitas, Mega & C.ª), 1941, 297-V pgs [capa e ilustrações de ÁLVARO CUNHAL] – a obra de Soeiro Pereira Gomes foi proibida de circular pela censura.

"... Para os filhos dos homens que nunca foram meninos, escrevi este livro..." [S.P.G.]
 
J.M.M.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

ESTADO NOVO (OU UNIÃO NACIONAL)


ESTADO NOVO (a caminho da União Nacional ou … a caminho da Refundação do Estado]

Documento onde o signatário declara estar “integrado na Ordem Social estabelecida pela Constituição Política de 1933, com activo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas”

Documento onde o signatário declara não pertencer nem que “jamais pertencerei a associações ou institutos secretos”.

J.M.M. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

JOÃO VILLARET: UMA DELÍCIA POUCO CONHECIDA


David Ferreira a contar de 25 Out 2012 - RTP Play - RTP

Hoje, pela manhã, ouvi na rádio e não podia deixar de partilhar pela mensagem.

David Ferreira apresenta-nos alguns detalhes que envolveram as obras de construção do Metro em Lisboa e como a Censura da época deixou passar a letra de uma música com críticas claras ao regime vigente: Salazarismo (1956).

São só 5 min. de audição.

Uma pequena delícia.

A.A.B.M.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MUNDO LITERÁRIO


MUNDO LITERÁRIO. Semanário de crítica e informação literária, científica e artística, Lisboa, Ano I, nº 1 (11 Maio 1946) ao Ano II, nº 53 (1 Maio de 1948); Propr: Editorial Confluência, Lda; Editor: Luís de Sousa Rebelo; Director: Jaime Cortesão Casimiro (e Adolfo Casais Monteiro), 1946-48, 53 numrs

[Alguma] Colaboração: Adolfo Casais Monteiro, Alberto Ferreira, Alexandre O’Neill, Álvaro Salema, Alves Redol, António Pedro, António Ramos de Almeida, António Sérgio, Aquilino Ribeiro, Branquinho da Fonseca, Eugénio de Andrade, João Gaspar Simões, João José Cochofel, Jorge de Sena, José Blanc Portugal, José Régio, Júlio Pomar, Mário Dionísio, Mário Sacramento, Ruy Luís Gomes, Sant’Anna Dionísio, Tomaz Kim, Victor de Sá, Vitorino Magalhães Godinho.

"... A escolha dos colaboradores norteava-se por um critério obviamente não declarado, mas que não era difícil de inferir: o de não apoiarem ou colaborarem com o Estado Novo, tendo a maioria deles subscrito as famigeradas listas do MUD contra o Governo.

Não faltaram problemas com a Censura, que me cabia contactar nessas situações e, para evitar uma primeira suspensão, fomos forçados por ela a 'Declaração' publicada no n.° 6.

A colaboração era remunerada e, em Maio de 1947, as dificuldades financeiras e dívidas acumuladas impuseram a suspensão, que anunciámos no n.° 52, de 3 de Maio de 1947. Consegui, ao fim de quase um ano, o apoio da Editorial Cosmos, gerida por Manuel Rodrigues de Oliveira, após contacto com o Prof. Bento de Jesus Caraça, e o n.° 53 surgiu em l de Maio de 1948, no qual se assinalava que Casais Monteiro abandonara o Corpo Directivo, continuando a dar-nos a sua colaboração. Foi o pretexto para a Censura decidir acabar com o semanário, invocando o que considerava uma intolerável guinada para a esquerda e denunciando em especial a sua falta de confiança no novo corpo directivo e na reportagem 'Alfambras, Terras Perdidas' de Maia de Jesus [acerca da miséria da população algarvia]. Desde então, a Censura recusava-se a devolver, visadas ou cortadas, as provas dos textos a publicar. E quando insistíamos por carta para saber as razões da sua atitude, era-nos respondido apenas que confirmavam o que sobre o assunto haviam dito ao director Jaime Casimiro.

Ainda cheguei a procurar António Ferro que me remeteu para Luís Forjaz Trigueiros, salvo erro ao tempo Director do Diário Popular. Ao contactar este último, tornou-se claro que se pretendia tutelar por este meio o Mundo Literário. Desistimos então ...
" [Jaime Cortesão]

via FRENESI

J.M.M.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

JORNAL DO FUNDÃO - SERVIÇOS DE CENSURA



JORNAL DO FUNDÃO - "Primeira prova de página, datada de 28/11/1965, enviada aos Serviços de Censura seis meses após a suspensão" [AQUI]

J.M.M.

3 DE MAIO - DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA




"... A liberdade de Imprensa traz consigo males, e males não pequenos; mas os que resultam da Censura previa são mais e maiores: aqueles podem remediar-se em grande parte, podem até evitar-se de modo que a Sociedade tenha pouco que sentir; estes não, porque eu não concebo a possibilidade de existir um Governo Constitucional, ao modo que a Nação o espera e deseja, sem a liberdade de Imprensa ..." [Manuel Fernandes Tomás]

FOTOS:

- via Galeria Virtual da Censura [Museu Nacional de Imprensa];

- in jornal A VANGUARDA, 14 de Abril de 1907.

J.M.M.

"PÁTRIA" DE GUERRA JUNQUEIRO - PROIBIDA PELA COMISSÃO DE CENSURA



"PÁTRIA" de GUERRA JUNQUEIRO - "Peça em um acto de Guerra Junqueiro, proibida pela Comissão de Censura para ser representada no Teatro da Trindade. Inclui relatório do censor (16 de Maio de 1955)"

in TORRE DO TOMO ONLINE

J.M.M.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

RELATÓRIOS DE LIVROS CENSURADOS



Um conjunto de Relatórios de Livros Censurados pelo Secretariado Nacional de Informação (Censura) estão digitalizados na Torre do Tombo online - AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

FOTO: documento de proibição da obra "Historia Critica de la Teoria de la Plus Valia", de "Carlos Marx".

J.M.M.

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (VII)




- MARCHAS, DANÇAS E CANÇÕES PRÓPRIAS PARA GRUPOS VOCAIS OU INSTRUMENTAIS POPULARES [capa de Vespeira], Música de Fernando Lopes Graça; Versos Inéditos de Armindo Rodrigues, Arquimedes da Silva Santos, Carlos de Oliveira, Edmundo Bettencourt, João José Cochofel, Joaquim Namorado, José Ferreira Monte, José Gomes Ferreira e Mário Dionísio; Lisboa, Seara Nova, 1946, 46 pgs.

FOTO 2: Documento da PIDE sobre a apreensão do livro "Marchas, Danças e Canções" [via Torre do Tombo]

J.M.M.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (VI)




- NOVOS CONTOS DO GIN, Mário Henrique-Leira, Lisboa, Editorial Estampa, 1973, 183-VII págs.

"Entrei.
- Tire o chapéu – disse o Senhor Director.
Tirei o chapéu.
- Sente-se – determinou o Senhor Director.
Sentei-me.
- O que deseja? – investigou o Senhor Director.
Levantei-me, pus o chapéu e dei duas latadas no Senhor Director.
Saí
"

Mário Henrique-Leira, História Exemplar.

J.M.M.

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (V)



- Anti-Dühring ou a Subversão da Ciência pelo sr. Eugénio Dühring, Frederico Engels [trad. Isabel Hub & Teresa Adão], Edição Fernando Ribeiro de Mello (Afrodite), 1971, 398-(1) pgs;

- Da Prática: De onde vêm as ideias justas, Mao Tsé-Tung [trad. José Pacheco Pereira & Maria Helena Cunha], V. Nova de Famalicão, Distribuição Livraria Brandão (Cadernos Vanguarda, nº1), 1971, 29 pgs.

J.M.M.

terça-feira, 24 de abril de 2012

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (IV)



- Pátria, Lugar de Exílio. Poesia em Tempo de Guerra, Daniel Filipe, Edição do Autor, 1963, 80 pgs;

- O Canto e as Armas, Manuel Alegre, Lisboa, Edição do Autor (Colecção Nova Realidade), 1967 [foto de Eduardo Gajeiro], 150 pgs.

J.M.M

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (III)



- As lutas operárias contra a carestia de vida em Portugal: a greve geral de Novembro de 1918, José Pacheco Pereira, Porto, Tip. Grafamar, Portucalense Editora (colecção nº2 dos “Textos de Apoio”), Agosto de 1971, 200 pgs;

- Questões sobre o movimento operário português e a revolução russa de 1917, José Pacheco Pereira, Porto, Tip. Orgal, Ed. Autor, Distribuição pela Livraria Júlio Brandão (V. N. Famalicão), 103 pgs.

J.M.M.