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sábado, 29 de junho de 2019

NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE RAMON MACHADO DE LA FERIA (1919-2003)





Ramon Machado de La Feria nasceu na freguesia de São Salvador, concelho de Serpa a 27 de Junho de 1919. Era filho de Helena da Ascensão do Prado Machado e do médico republicano e ilustre maçon Ramon Nonato de La Feria 


[nascido a 18 de Julho de 1886, em Serpa – cf A.H.de Oliveira Marques, Dicionário de Maçonaria, vol. 1, p. 563; bacharel em medicina e republicano militante do partido Unionista, de Brito Camacho; é ele que anuncia a boa-nova da implantação da Republica ao povo de Serpa; combateu em França na I Grande Guerra e foi um íntegro combatente contra o Estado Novo, foi preso por diversas ocasiões (na sequência da revolta da Madeira; entre 1937-1939, curiosamente acusado de integrar a maçonaria - Serviços Centrais, Registo Geral de Presos, liv. 29, registo nº 5776), presidiu (1925) à direcção do Grémio Alentejano; pertenceu ao MUD e esteve sempre presente nos diversos combates eleitorais; Ramon Nonato de La Feria foi iniciado na Maçonaria com o n.s. de Claude Bernard, em 1914, na Loja Cândido dos Reis, onde teve diversos cargos, entre eles de Venerável; pertenceu ao Supremo Conselho do grau 33 do REAA, tendo sido eleito Presidente do Conselho da Ordem para o período de 1927-29 e 1930, demitindo-se, neste ano, a 12 de Setembro; integrou, em 1930, a Comissão de Estudos Profanos do GOLU, que presidiu – cf. António Ventura, Uma História da Maçonaria em Portugal, p, 698, 736; integra, em 31 de Março de 1935, o Conselho da Ordem, então presidido por Maurício Costa, mantendo-se no cargo até ao 25 de Abril de 1974; morre a 10 de Novembro de 1970, em Lisboa]


Frequenta os seus estudos liceais no Liceu Camões (em Lisboa), cursou medicina na Universidade de Lisboa (no Campo Santana), ingressando na carreira médica com a especialidade em Anestesiologia Cardíaca. Chefe de clínica, foi desde 1960 responsável pelos Serviços de Anestesiologia e Reanimação do Hospital Pulido Valente. Teve copiosos trabalhos de investigação publicados e diversos cargos na Ordem dos Médicos  e da Liga dos Direitos do Homem


Como estudante universitário foi preso a 28 de Março de 1947, por mandado de captura do inspector da PIDE, capitão José Catela, e enviado para a cadeia do Aljube. Tinha-lhe sido atribuído o crime de ter assinado em nome da direcção universitária de Lisboa do MUD Juvenil (como outros seus companheiros: José Carlos Gonçalves, Fernando Pulido Valente, Joaquim Ângelo C. Rodrigues e Carlos Gomes) e distribuído, um panfleto ciclostilado intitulado “Em defesa da Universidade” e onde se verbera a iníqua detenção do estudante da Faculdade de Ciências (e também membro do MUD Juvenil – organização ilegal e clandestina para a PIDE) Mário Ruivo. Teve como seu defensor em Tribunal Plenário, o advogado João Manuel da Palma Carlos. Cumpriu pena de prisão em Caxias, com perda de direitos políticos por cinco anos.    




Isto é, desde a primeira hora que Ramon Machado de La Feria marcou a sua posição contra o salazarismo e o Estado Novo. Republicano assumido, pertenceu à direcção do MUD Juvenil e integra ao longo da sua vida diversos centros republicanos, assumindo mesmo a Presidência da Comissão Permanente das Assembleias Gerais dos Centros Republicanos de Lisboa, “procedendo à reestruturação das instituições [republicanas] que chegaram até ao 25 de Abril” – cf. António Valdemar, República, 10 de Dezembro de 2003, p. 8. -, presidindo às Comissões Cívicas da Comemoração do 5 de Outubro até à sua morte. 


Em 1952, estando a cumprir o serviço militar como oficial miliciano, foi de novo detido pela PIDE (no Aljube e Caxias, durante 2 meses e meio) por “envolvimento num movimento de oficiais milicianos ligados a Henrique Galvão” [António Valdemar, ibidem] contra Salazar. Em 1968 é de novo preso no Aljube e em Caxias, acusado de ser um dos responsáveis da tentativa de derrube do regime, com apoio de um grupo de militares. Já em 1973, enquanto presidente da Ordem dos Médicos, Ramon Machado de La Feria é preso por ter denunciado em público a intervenção da PIDE no assassínio do estudante do MRPP, Ribeiro dos Santos. Depois de Abril de 1974, integra o MDP/CDE e depois filia-se no PS.  


Em Fevereiro de 1973, seguindo os passos do seu ilustre pai, inicia-se na Maçonaria com o n.s. de Marat, na Loja Simpatia e União [A Loja Simpatia e União, foi das poucas oficinas que não abateram colunas; tinha em Abril de 1974 cerca de trinta e seis obreiros – ver Casa 4. A Loja dos Grão-Mestres Sympathia e União 1859-2009, p. 108], por proposta do então Grão-Mestre Luís Hernâni Dias Amado [n.s. Zacuto Lusitano]. Pertenceu, em 1975, à Loja Cândido dos Reis (ver Manuel Poirier Braz, Eu Maçon me Confesso, p. 38 e ss; foi nesta loja que o seu pai tinha sido iniciado), tendo sido nomeado Grande Secretário das Relações de Justiça do Conselho da Ordem, depois Presidente do Conselho da Ordem Interino (1975 e 1976); atinge o grau 18 (cavaleiro Rosa-Cruz) em 1975, o grau 25, em 1977, grau 30, em 1979 e o grau 33, em 1980, com um curioso trabalho “Maçonaria - Sociedade Iniciática”, integrando o Supremo Conselho do Grau 33 do REAA. Em 1987 pertence ao quadro da Loja José Estêvão. Com um notável curriculum maçónico, é eleito como Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano para o período entre 1990 a 1993, tendo como Adjuntos António [Maria Lobo de Vasconcelos] Corte-Real e Mário de Sousa Dias. Data desse período uma “grave querela” que opõe o REAA e o RF. 


Foi associado do Internato de S. João, integrando por diversas vezes a sua direção, foi sócio da Escola-Oficina nº1, presidiu à Mesa da Assembleia Geral do Centro Republicano Almirante Reis, do Centro Republicano Fernão Botto-Machado, do Centro Republicano da Ajuda e foi membro da Comissão de Romagem aos Heróis de 5 de Outubro (Cemitério do Alto de S. João). A 25 de Julho de 1989 foi feito Comendador da Ordem da Liberdade.   


Morre vítima de doença prolongada a 25 de Maio de 2003


J.M.M.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A RAZÃO. SEMANÁRIO REPUBLICANO - PARTE II


Teve o periódico figueirense, "A Razão", como primeiro editor José Maria Roque dos Reis [era oficial-encadernador e já antes (21 de Janeiro de 1900) tinha sido editor do jornal bi-semanal “O Figueirense”, na sua 2ª série], vulto republicano e católico, pertencente ao Centro Republicano José Falcão.

Acontece que ao nº4 do jornal (19/02/1904) publica-se um artigo [sob o título “Verdade”] relativo à substituição do seu editor, José Maria Roque dos Reis [JMRR]. Nesse artigo [assinado por Eduardo Fernandes, José Soares Cornelo, José Augusto Germano Alves, Custodio de Moura, Joaquim Gaspar Martins, João Guerra Duarte e António da Silva], é publicada uma carta – transcrita d’O Século e assinada pelo seu correspondente na Figueira da Foz -, onde [JMRR] diz que “o Centro José Falcão faltou aos compromissos contraídos” com ele, enquanto editor do semanário “A Razão”.

O jornal, como replica à notícia produzida, considera, no mesmo artigo, que se trata de uma calúnia de JMRR e publica um “Desagravo” à notícia saída n’O Século.
Consideram que JMRRse ofereceu muito espontaneamente para editar o jornal” porque “nenhum medo tinha”, pelo que pediu um cargo no periódico. Como estava decidido que não figurasse nenhum nome de sócio do Centro no semanário (a não ser o proprietário, que lhes parecia ser de todo necessário legalmente), foi proposto que JMRR figurasse, então, como proprietário “in nomine”, o que foi aprovado pelos associados do Centro Republicano. Como se constatou – continuam - não se verificar a questão legal da “declaração de propriedade” suprimiu-se o cargo, ficando então JMRR como editor.

Ainda na mesma reunião, debateu-se se se devia “abordar assuntos religiosos”, entendendo-se que tal não era aceitável por “sistema”, mas que o assunto não devia ser “descurado”. Ora – continua a mesma nota ao artigo que estamos a citar, publicada ao nº 4, 19/02/1904 – no número inicial do semanário foi apresentado uma “engraçada e curiosa” transcrição de “Os Mandamentos dos Padres”, que (citamos) “excitou o zelo catholico do snr” JMRR. Este último envia uma carta à direcção sobre o teor do artigo publicado, dizendo que se o “tivesse visto, não consentiria na sua publicação”.
 
Assim sendo JMRR abandona os quadros do jornal e ao nº 4, surge já como Editor-Responsável, Amadeu Sanches Barreto [Curiosamente, ainda nas replicas ao assunto do “Desagravo”, atrás referido, no nº 5 do semanário (25 Fevereiro 1904) há uma nota, intitulada “Pela última vez” sobre o caso que levou á substituição de JMRR, sob a pena de Gustaf Adolf Bergstrom, e na sequência de uma notícia saída no “Povo Figueirense”, que reza assim: “o Snr. Roque dos Reis, em carta que o Povo Figueirense gostosamente publica, diz ter pena de um ‘melro negro’ não assinar o desagravo. Não sendo meu intuito discutir o valor do inofensivo epíteto, declaro ao snr Roque que quando quiser estou às suas ordens …”].



O jornalista Amadeu Sanches Barreto, o novo editor, natural de Vila Real mas “filho adoptivo da Figueira” (como afirmava) era um “velho” republicano, tendo pertencido ao grupo carbonário que se estava a organizar na Figueira da Foz [cf. carta  de Amadeu S. Barreto a Bernardino Machado, 29/05/1911], era amigo pessoal do dr. Afonso Costa e um indefectível admirador do dr. Bernardino Machado, viveu na Figueira da Foz, em Coimbra e em 1914 está na administração do concelho da Baía dos Tigres (Angola). Muito tempo antes tinha sido o responsável redactorial d’O Povo da Figueira [jornal fundado pela comissão republicana municipal da Figueira da Foz, em 1895], e, mais tarde, também editou e colaborou n’O Figueirense (II série), bi-semanário (1900-1902; curiosamente esta série era editada por José Maria Roque dos Reis) que de algum modo vinha em substituição daquele.

Diga-se que Amadeu Sanches Barreto foi proprietário do jornal “Voz do Tua” (8 de Agosto de 1886, Mirandela), publicou [Fevereiro de 1897] o bi-semanário democrático e republicano “Aurora da Liberdade” de Vila Real, comemorativo do 31 de Janeiro e é director do bissemanário dedicado ao professorado, “O Ensino”, publicado em Coimbra, em 1903. Como curiosidade refira-se que Amadeu Sanches Barreto publica o estimado e raro livro do poeta de Alte, Cândido Guerreiro, “Sonetos” (Coimbra, 1904, p. 67).
 
A partir do nº 8, no cabeçalho do semanário aparece José Soares Coronel como editor, mantendo-se até ao seu fim

Os artigos publicados são, no fundamental, de interesse local, mas bem curiosos, caso da “Homenagem aos Vencidos do 31 de Janeiro” (nº2) que relata a comemoração dessa data na Figueira da Foz pela gente republicana; e o comício promovido pelo Centro Eleitoral Republicano José Falcão no Teatro Chalet [presidido por Amadeu Sanches Barreto, em substituição do dr. Bernardino Machado, impossibilitado por motivo de doença; foi lida inúmeros telegramas, do dr. Afonso Costa, António Luís Gomes, Pádua Correia, Malva do Vale, França Borges, tendo participado e usado da palavra republicanos de vulto, como Fausto de Quadros, Adriano do Nascimento, Joaquim Cortesão] e a “grandiosa” manifestação que se lhe seguiu (nº7, 10 de Março 1904).

[Algumas assinaturas] Colaboração: “A. Roinuj”, “Aber”, [Manuel Augusto] Cardoso Marta, Artur de Oliveira Santos, Artur Ribeiro, Cândido Guerreiro, Constantino Gomes Tomé, Cyro Ferreira, Domingos Albariño, Duarte Lima, Fausto de Quadros, Gustavo Adolf Bergstrom, “Index”, J. Astoc, João de Barros, Joaquim Cortesão, José Augusto de Medeiros, Matias d’Alverca, Maurício Aguas Pinto, “Mortsrgreb”, “Neto” (António Fernandes Silva?), “Phaon”, Tavares de Almeida, Tomás da Fonseca, Reynaldo de Carvalho, Simões Ferreira.

J.M.M.

A RAZÃO. SEMANÁRIO REPUBLICANO - PARTE I


A RAZÃO. Semanário Republicano [ao nº 9, Órgão do Centro Republicano José Falcão]. Ano I, nº I (27 Janeiro 1904) ao nº XVII (22 Maio 1904); Administração e Redacção: Rua do Estendal, 33, 3º [depois, ao nº7, Rua de Santo António, 9], Figueira da Foz; Editor: José Maria Roque dos Reis [ao nº4, Amadeu Sanches Barreto; ao nº8, José Soares Coronel]; Redactor Principal: Gustaf Adolf Bergstrom; Impressão: Typographia Democratica (Coimbra); Figueira da Foz; 1904, 17 numrs

Trata-se de um semanário figueirense que se dispunha a “lutar pela ideia da República, como primeira etapa a alcançar na senda do progresso”, referindo que fazem tenção de tomar o “mais humilde logar nas fileiras da democracia pela qual lutaremos sempre com serenidade, mas enérgica e intransigentemente” (in nº1, texto assinado, em nome da redacção, por Gustavo Adolf Bergstrom).
[Gustaf Adolf Bergstrom nasceu em 1892 na Ilha de Santo Antão (Cabo Verde). De ascendência sueca pelo lado do pai, residiu na Figueira da Foz e casou com Amélia Lucas de Oliveira (e, assim julgamos, casou uma segunda vez com Maria da Luz – cf. O Paiz, Rio de Janeiro, 28/12/1916) – tiveram duas filhas, Maria Regina Bergstrom (n. 1902), que se fixou em Moçambique e Fernanda Bergstrom (n. 1910). Curiosamente o seu pai, Theodoro Segismundo Bergström (1856?-1934; foi director do BNU em S. Tomé e Príncipe) e o seu avô paterno, tinham casado também com cidadãs portuguesas. Gustaf Adolf Bergstrom dedicou-se à instrução pública, foi professor de ensino livre (especialidade em língua inglesa) em Lisboa (no Novo Colégio Inglês), Figueira da Foz e Coimbra. Foi jornalista e um ardente propagandista liberal e republicano. Foi maçon, tendo integrado a Loja maçónica "Academia Livre", de Coimbra.

Como jornalista, funda (11 de Maio de 1902) e redige o jornal “A Voz da Justiça” da Figueira da Foz (a 17 de Maio de 1903, Gustaf Bergstrom, cede a propriedade do jornal para a Associação de Instrução Popular, passando o periódico a ser administrado por maçons filiados na Loja Fernandes Tomás, loja maçónica instalada a 22 de Setembro de 1900 na Figueira da Foz); escreve no jornal, “Desaffronta” (1903, Figueira da Foz - nº único) em defesa do descanso semanal dos caixeiros figueirenses – à revindicação dos trabalhadores sucede um “longo” processo judicial, tendo sido Afonso Costa o advogado dos caixeiros processados; participa (1904) no jornal comemorativo da revolta do 31 de Janeiro de 1891, “Glória aos Vencidos”, patrocinado pelo Centro Eleitoral Republicano José Falcão da Figueira da Foz; foi redactor principal do semanário “A Razão”, mais tarde órgão desse mesmo Centro Republicano.
 
 

Retira-se para Coimbra (vive numa casa nos Arcos do Jardim, ao nº52), frequenta como aluno voluntário a Faculdade de Filosofia e de Matemática na Universidade de Coimbra, exercendo a docência no Liceu da cidade, leccionando (em sua casa) um curso especial de inglês prático para alunos internos. Foi um curioso poeta e letrista (com que contribuiu para alguns estimados fados). Parte Gustaf A. Bergstrom, anos depois (1912/13?), para o Brasil. Lecciona matemática, física e química, e dá cursos particulares de inglês, no Instituto Beltrão (rua Haddock Lobo, nº 419) e no Instituto La-Fayette, do Rio de Janeiro. Discursa na sessão solene das comemorações da República Portuguesa em 1913, promovidas pelo Grémio Republicano do Rio de Janeiro (foi realizada excepcionalmente no dia 12 de Outubro) no teatro Lyrico, sob presidência do dr. Bernardino Machado. Morre a 23 de Junho de 1916 (cf. jornal Estado do Pará, 24/06/2016) no hospital da “Beneficência Portuguesa”, vítima da “tuberculose” (assim o refere, como causa da sua morte, Cardoso Martha, inJornalismo Figueirense”, 1926, p. 60)]  

Refira-se que “A Razão” foi criada por um grupo de republicanos que pretendiam reatar “os laços morais” da comissão municipal republicana, pelo que constituíram o núcleo (fundador) do Centro Eleitoral Republicano José Falcão (instalado e inaugurado no dia 31 de Janeiro de 1904, aniversário da revolta republicana do Porto e em que usa da palavra Gustaf Bergstrom, um dos principais impulsionadores do Centro e seu presidente). Antes mesmo da fundação do Centro Republicano José Falcão foi decidido pelo núcleo inicial a criação de um jornal que fosse seu órgão de imprensa. De facto, assim aconteceu, a 27 de Janeiro de 1904, o semanário “A Razão” [cf. Cardoso Martha, ibidem].
 
[A CONTINUAR]
 
J.M.M.

sábado, 5 de outubro de 2013

UMA BOFETADA NA REPÚBLICA


“Os Centros Republicanos sempre comemoraram o 5 de Outubro. Sempre junto à estátua de António José de Almeida, quer durante a Primeira República, quer na Ditadura do Estado Novo e agora, ao longo da Segunda República. Mas sempre, arrostando durante a Ditadura com cargas policiais e selváticas.

Agora, acabou-se com o feriado do 5 de Outubro, curiosamente num tempo em que o Sr. Presidente da República louva esta e os seus ideais fazendo apelo à ética Republicana. Os dois anteriores Presidentes, Mário Soares e Jorge Sampaio, também o fizeram e com forte convicção.

Ora, quando os nossos Presidentes assim procedem, a República resulta em exemplo estimulante para os comportamentos que os actores políticos nem sempre, como tal, têm assumido.

Na Ditadura, foi a “República” que aglutinou o combate politico com as intervenções sacrificadas de muitos Republicanos. Os Congressos Republicanos de Aveiro foram disso exemplo notável. A República foi nesses difíceis tempos a voz, o coração e a coragem da Oposição.

O Governo, da República, decidiu extinguir o feriado do 5 de Outubro e ao fazê-lo, pelo menos, está a esquecer os seus fundadores republicanos, já mortos, companheiros de quem nos lembramos agora, Mário Montalvão Machado, Artur Santos Silva, José Augusto Seabra, Artur Andrade, Artur da Cunha Leal, Olívio França, Nuno Rodrigues dos Santos, entre outros.

Importa dizer NÃO, por Decência".

[texto via VITRIOL, com a devida vénia - sublinhados nossos] 
 
J.M.M. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

ROMAGEM REPUBLICANA AO ALTO DE S. JOÃO (1963)


"Este governo, na treva autista do "excel" que o domina, aboliu feriados com referências identitárias nacionais, ferindo ainda mais a memória e a identidade dos Portugueses. Quero acreditar que um dia, tão breve quanto possível, a ignomínia seja reparada por um novo governo.
A 5 de Outubro costumo homenagear os meus dois Avós, ambos implantadores da República: Luís da Costa Santos, e José Summavielle Soares. Como sempre faço, irei pela manhã ao cemitério do Alto de S. João, e depois à estátua de António José de Almeida.

No tempo do Estado Novo dizer "viva a República!" era suspeito, e dava direito a abertura de ficheiro na PIDE. As romagens de 5 de Outubro ao Alto de S. João, eram normalmente brindadas à saída com cargas policiais a cavalo. Mas é curioso constatar que nem Salazar conseguiu abolir o feriado que esta gente limpou assim, sem "ai" nem "ui" que se notasse, salvo as certas, conhecidas, e honradas excepções.
Na foto abaixo (do arquivo do saudoso Diário de Lisboa), de um 5 de Outubro de 1963, na romagem Republicana ao Alto de S. João, está o meu Avô Luís [... da Costa Santos], então presidente do Centro Republicano António José de Almeida, com o ramo de flores na mão. Tempos duros, em que muita mais gente arriscava nessa manifestação, do que hoje, em Democracia, em que poucos são os que ali, todos os anos, não querem deixar que se apague a memória.... Mas lá estaremos, poucos talvez, mas firmes como sempre, pelos valores que defendemos e queremos honrar.

Viva o 5 de Outubro!
VIVA A REPÚBLICA!"

[Elisio Costa Santos Summavielle - via Facebook, com a devida vénia - sublinhados nossos]

J.M.M.
 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

I CONGRESSO I REPÚBLICA E REPUBLICANISMO

Encontra-se aberto a todos os interessados, a fase de Call for Papers para o I Congresso da I República e Republicanismo, que se vai realizar em Coimbra a 4 e 5 de Outubro de 2013. Assim, todos os interessados devem apresentar propostas de comunicação até 31 de Maio de 2013.

Esta iniciativa resulta da parceria entre o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra e Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e tem a seguinte comissão organizadora: António Rafael Amaro (CEIS20); João Paulo Avelãs Nunes (CEIS20); Luís Farinha (IHC); Maria Fernanda Rollo (IHC); Vítor Neto (CEIS20).

Pode ler-se na nota de divulgação deste Call for Papers:
O encontro I REPÚBLICA E REPUBLICANISMO é promovido pelo Centro de Documentação e Estudos sobre a História da I República e do Republicanismo.

O Centro República (http://www.centrorepublica.pt) tem por missão garantir a preservação e a disponibilização do património digital, bibliográfico e documental produzido e reunido no âmbito do Programa das Comemorações do Centenário da República e realizar iniciativas destinadas a promover a investigação e a elaboração de estudos científicos sobre a I República e o Republicanismo.

Entre essas atividades inclui-se a realização de um congresso anual dedicado à apresentação de estudos no domínio da História da I República e do Republicanismo.

O I Congresso do Centro República realizar-se-á em 2013, organizado pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20), e pelo Instituto de História Contemporânea (IHC) da FCSH – UNL.

O Congresso terá lugar em Coimbra, na Faculdade de Letras, nos dias 4 e 5 de Outubro de 2013.
Este importante fórum de discussão aberto e pluridisciplinar, decorridos que foram três anos sobre as comemorações do primeiro centenário da implantação da I República em Portugal, procurará analisar o caminho percorrido pela investigação em resultado das mais recentes conclusões, contribuindo ainda para que, a partir destas, se alargue o espaço de reflexão e de conhecimento sobre o republicanismo enquanto movimento político, ideológico, filosófico e cultural, mas também para que se renovem as interpretações sobre as experiências históricas concretas de afirmação e/ou rejeição do modelo republicano.

O encontro I República e Republicanismo reúne intervenções proferidas por conferencistas internacionais e nacionais convidados, bem como a apresentação de comunicações submetidas através de call for papers.

A seleção das propostas será orientada pelo propósito de garantir o máximo de qualidade, originalidade e diversidade dos trabalhos.
Call for Papers: as propostas de comunicação devem ser apresentadas num texto máximo de 500 palavras e devem ser acompanhadas por três palavras-chave. Os proponentes deverão juntar uma breve nota biográfica (200 palavras), assim como a filiação institucional e contactos do autor ou autores (email e telefone).
As comunicações têm a duração máxima de 30 minutos e poderão ser apresentadas em português, castelhano, inglês e francês.
Submissão das Propostas de comunicação: até 31 de Maio de 2013.
Data da comunicação aos autores dos resultados da submissão das propostas: 30 de Junho de 2013.
Divulgação do Programa: 31 de Julho de 2013.

Está também disponível para consulta o portal do Centro Republica onde se disponibiliza alguma informação sobre as iniciativas que vão continuar a realizar-se depois das Comemorações do Centenário da República, com destaque para a disponibilização digital de material produzido no âmbito do centenário.
Um espaço a visitar com a lguma regularidade, pois novos conteúdos vão sendo gradualmente acrescentados.

Um conjunto de iniciativas a que o Almanaque Republicano se associa na divulgação do portal e dos projectos que entretanto forem sendo avançados.

A.A.B.M.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A ORGIA – GOMES LEAL


A ORGIA – Publicação mensal: política, litteratura, costumes, por Gomes Leal, Lisboa, Typographia Popular [ed. Autor], 26 de Fevereiro de 1882, 98-II pags.

Primeiro (e único) número: Carta a El-Rei de Hespanha Sobre a União Ibérica

Na sequência do Tricentenário Camoniano, que impulsionou as ideias republicanas em Portugal [cf. Gomes Leal Sua Vida e sua Obra, de Álvaro Neves e Henrique Marques Júnior, Editorial Enciclopédia, Lda, Lisboa, 1948], foram abertos Centros Republicanos, publicam-se periódicos [O Século sai a 4 de Janeiro de 1881, com o poeta-panfletista fazendo parte da sua redacção], fazem-se conferências e comícios. Gomes Leal acompanha todo esse movimento de propaganda republicana.

Escreve “A Fomes de Camões” [1880], publica o “Bisturi”, é orador em comícios promovidos pel’O Século, publica o folheto (hoje raríssimo) “A Traição”, que tem de imediato o apoio entusiástico de “um grupo de operários” [ibidem], sendo preso “pelos crimes injúrias por escrito dirigidas ao rei pública e directamente tendo por fins excitar o ódio contra a sua pessoa e autoridade, e excitar o povo á guerra civil e à revolta” [in “Última Hora", artigo do jornal “O Século de 5 de Julho de 1881 – aliás Gomes Leal …, ibidem, pp 62-63]. A agitação dos Centos Republicanos não se fez esperar, protestando contra a sua prisão. O “António Maria”, pela pena de Bordalo Pinheiro, consagra-lhe o seu nº7 [Julho].   
  
Gomes Leal está, portanto, no Limoeiro. Entra altivo, aristocrata, de “fraque, flor petulante na lapela, fumando o predilecto charuto, de chapéu declinado sobre o lado direito” [ibidem]. Escreve uma curiosa Carta aos “correligionários” e publicada n’O Século. Os republicanos, em sua homenagem, respondem com a abertura do Centro Republicano Gomes Leal [Rua das Farinhas, nº1].

Gomes Leal “prevarica” novamente, para irritação dos “burgueses” e “irritação” ministerial. Escreve (1881) o opúsculo “O Herege. Carta dirigida a D. Maria Pia de Sabóia acerca da queda dos Thronos e dos Altares”, seguido do folheto satírico (1881) “O Renegado. A António Rodrigues Sampaio. Carta ao velho pamphletario sobre a perseguição da imprensa”. Quando sai da prisão é de novo preso pelo Arrobas [governador-civil] por um soneto onde o poeta faz dela chacota pública e satiriza. Ganha o recurso em tribunal, para regozijo dos admiradores e amigos. 

A 23 de Janeiro de 1882 na Sessão Solene do I Aniversário do Club Henriques Nogueira, o poeta Gomes Leal é um dos participantes. Logo no dia 2 de Fevereiro usa da palavra num Comício em Alcântara, contra o Tratado do Comércio.

No dia 26 de Fevereiro sai a público a publicação “A Orgia”, panfleto revolucionário de Gomes Leal [ibidem] do qual só saiu o 1º número, dedicando uma Carta a El-Rei de Espanha sobre a União Ibérica. 
 
Depois disso …. bem, depois disso, temos um Gomes Leal que [citando Bordalo Pinheiro, no “António Maria”] “tanto o apodaram de satânico, que Gomes Leal, sentindo-se um dia muito madalena, pôs o gibão de fogo e os calções de tarlatana e as asinhas de jaspe dos querubins, fez-se alado às regiões místicas (…)” e “virou a casaca”.

FOTO via FRENESI

J.M.M.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

terça-feira, 18 de outubro de 2011

CENTRO DE ESTUDOS REPUBLICANOS AMADEU CARVALHO HOMEM



MIRANDA DO CORVO - Centro de Estudos Republicanos Amadeu Carvalho Homem

O Centro de Estudos Republicanos Amadeu Carvalho Homem foi inaugurado, em Miranda do Corvo (Biblioteca Miguel Torga), no passado dia 5 de Outubro. Como é sabido, o notável professor, ilustre historiador e estimado republicano, Amadeu Carvalho Homem, doou à Câmara Municipal de Miranda do Corvo a sua biblioteca, cujo acervo atende o vasto "conjunto de publicações que (…) utilizou no seu trabalho e que ficarão à disposição do público na Biblioteca Miguel Torga, no Centro de Estudos Republicanos Amadeu Carvalho Homem".

Na inauguração do Centro de Estudos Republicanos Amadeu Carvalho Homem, o seu patrono "revelou as suas motivações ao doar o seu espólio ao concelho, referindo [ainda] o esforço notável da Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário da República em Miranda do Corvo que resultou num programa de grande [e merecida] qualidade. Acrescentou ser ainda a sua vontade em continuar a contribuir para aumentar o espólio deste Centro de Estudos e transformá-lo num pólo de produção de conhecimento" [via Vida Nova].

À C.M. de Miranda do Corvo, à Ilustre Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário da República em Miranda do Corvo e ao professor Amadeu Carvalho Homem apresentamos as nossas jubilosas saudações republicanas, estando certos que o novo e auspicioso Centro terá o luzimento que a todos enobrece. Vale!

J.M.M.

domingo, 2 de outubro de 2011

CENTRO ESCOLAR REPUBLICANO ALMIRANTE REIS



LIVRO: "Centro Escolar Republicano Almirante Reis (CERAR). Subsídios para a sua história" (176 p.);
AUTOR: Célia Oliveira Pestana;
EDITOR: Fonte da Palavra.

"O Centro Escolar Republicano Almirante Reis (CERAR) - Subsídios para a sua História é a primeira tentativa de fazer a história de uma destas Instituições que constavam no projecto dos republicanos e visavam eliminar uma percentagem de 75% de analfabetos e de elevar o seu nível de cidadania de modo a obter um voto consciente e responsável. Instrumento de Mudança, o CERAR implantou-se não casualmente numa Mouraria que já acolhera os socialistas, que ainda se iluminava a gás mas já reclamava a electricidade e com inúmeras carência de equipamentos escolares e sanitários. O percurso do CERAR foi corajoso e tenaz. E pela participação na vida pública do país mereceu a honra de ser explicitamente citado na História de Portugal do Professor Oliveira Marques, por ter cedido o salão de festas para a reunião do Movimento de Unidade Democrática (MUD) em 1945. Como reconhecimento do percurso honroso desta notável Instituição foi-lhe atribuído em 1987 o título de Membro Honorário da Ordem da Liberdade" [ler AQUI]

J.M.M.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MOVIMENTO REPUBLICANO NO ULTRAMAR


Um curioso recorte do jornal Defensor do Povo, de Coimbra, publicado em 25 de Agosto de 1892, onde se chama a atenção para a existência de agremiações republicanas nas colónias portuguesas, neste caso em Goa, na Índia.

Como se pode observar no recorte, o presidente do Centro Republicano de Goa era Randolpho Mercês Mendes, que iria organizar um jantar para comemorar o Centenário da Proclamação da República Francesa.

Quem seriam estas personalidades, que tão longe da Metrópole defendiam a causa republicana, e participavam civicamente nas comemorações de uma República europeia?
No mínimo curioso e interessante.

A.A.B.M.

domingo, 3 de outubro de 2010

COMEMORAÇÕES POPULARES DO 5 DE OUTUBRO DE 2010



"A Comissão Coordenadora dos Centros Escolares Republicanos promove, como é da tradição, com o apoio da Associação 25 de Abril, Grande Oriente de Lusitano – Maçonaria Portuguesa, Grande Loja Feminina de Portugal e outras Instituições, as Comemorações Populares do I CENTENÁRIO da IMPLANTAÇÃO da REPÚBLICA" [ler AQUI]

5 de Outubro

(12:00 Horas): Estátua de António José de Almeida. Homenagem a este tribuno da I República, onde será depositada uma coroa de flores. A este acto simbólico estão presentes, o Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, António Reis, a Grã-Mestre da Grande Loja Feminina de Portugal, a Associação 25 de Abril e membros da CCCER.

(12:45 Horas): Romagem ao Cemitério do Alto de S. João. Discursos pronunciados junto ao Mausoléu Sagrado de Cândido dos Reis e de Miguel Bombarda com deposição de coroa de flores, visita ao Túmulo de Machado Santos com deposição de uma palma de flores e deposição de outra palma junto ao Monumento aos Heróis da República.

(14:00 Horas): Almoço de Confraternização Republicana, servido na Escola de Saúde Militar, Rua Ferreira Borges, esquina com a Rua Infantaria 16. Ex. Quartel de Infantaria 16.

via G.O.L.

J.M.M.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ANTÓNIO GINESTAL MACHADO



FOTO: Bilhete de Identidade do "sócio nº240" do Centro União Republicana (Lisboa), pertencente a António Ginestal Machado [via BNP]

J.M.M.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PORTUGAL REPUBLICANO


PORTUGAL REPUBLICANO (Orgão do Centro Republicano Português Dr. Afonso Costa), Rio de Janeiro (Ano II, nº17, 12 de Maio de 1934)

Notas: Entrevista de Afonso Costa ao jornalista brasileiro José Jobim (em Paris); entrevista a José Domingues dos Santos; diversas fotos dos membros do Centro Republicano Português Dr. Afonso Costa.

in Documentos Afonso Costa (Fundação Mário Soares).

J.M.M.

BOLETIM DO CENTRO REPUBLICANO PORTUGUÊS AFONSO COSTA


Boletim do Centro Republicano Português Dr. Afonso Costa, Rio de Janeiro (Praça Tiradentes, 1933, 32 p.

Direcção: Alberto Bebiano Cepas (Pres.); António Leite da Costa (Vice-Pres.); W. Sousa Fernandes (Secretário); Joaquim Pinto Ribeiro (Tesoureiro); Joaquim Monteiro (procurador); José da Costa Queiroz (Bibliotecário).

Sumário: Afonso Costa, Entrevista publicada na A Pátria; Palavras do Eminente Republicano Bernardino Machado (Carta); Ditadura Arruinadora (publicada n'A Pátria), por Sarmento Pimentel; Doutor Bernardino Machado, por Eugenio Martins; José Domingues dos Santos. O Homem Publico Que Primeiro Teve a Visão, em Portugal, dos Novos Rumos da Politica Democratica, por Joaquim Monteiro; Memorias da Minha Vida Colonial, por Norton de Matos; Aspectos Economicos e Financeiros Portugueses, por H. Torres; Impossivel? Não!, por Antonio Amorim; De Longe, por Hermenegildo Antonio; A Idolatria nas Ditaduras.

in Documentos Afonso Costa (Fundação Mário Soares)

J.M.M.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

OS CENTROS REPUBLICANOS



CICLO DE DEBATES - OS CENTROS REPUBLICANOS

Na Biblioteca/Museu República e Resistência (Espaço Cidade Universitária):

Dia 20 - "Educação dos Cidadãos nos Bairros Populares da Cidades", por Maria Helena Correa;

Dia 27 - "A Educação Racional em Portugal", por Luís Vaz.

J.M.M.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

MUSEU VIRTUAL DA EDUCAÇÃO



A Secretaria Geral do Ministério da Educação, através do Museu Virtual da Educação elaborou um interessante trabalho de recolha dos Centros Escolares Republicanos , que deve ser consultado AQUI, que existiram em Portugal acompanhado de um conjunto de textos explicativos e imagens curiosas de alguns dos Centros Republicanos de Lisboa.

Um trabalho válido, de preparação e recolha de elementos que permitem facilitar o trabalho a curiosos, investigadores e outros interessados na temática que podem encontrar dados iniciais que outras pesquisas virão complementar.

Um sítio que se recomenda a todos os nossos ledores.

A.A.B.M.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

CENTENÁRIO DO CENTRO REPUBLICANO E DEMOCRÁTICO DE FÂNZERES



Recebemos e divulgamos a todos os interessados que nestes dias o Centro Republicano e Democrático de Fânzeres, uma das freguesias do concelho de Gondomar, comemora um século de existência.

No âmbito das iniciativas que têm vindo a decorrer, destacamos a conferência, a realizar no próximo sábado, 4 de Outubro, pelas 21.45, do Prof. Doutor Nuno Grande.

O centenário de uma das organizações republicanas que ainda conseguiram sobreviver até aos nossos dias é sempre um facto digno de realce.

Sobre as actividades desta colectividade veja-se aqui.

O programa completo das festividades é como se apresenta de seguida:


Saúde e Fraternidade para todos os membros desta agremiação que de forma continuada tem procurado manter os ideais republicanos vivos no Norte do País.

A.A.B.M.