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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO PELO PAÍS




Assinalando o 5 de Outubro e a Implantação da República realizam-se vários momentos comemorativos pelo País envolvendo diferentes actividades. Assim, e fazendo uma recolha rápida entre diversas iniciativas, deixam-se várias sugestões aos que acompanham este tipo de momentos em várias regiões de Portugal.

O Grande Oriente Lusitano realiza em Lisboa, pelas 11 horas a tradicional deposição do ramo de flores junto ao monumento a António José de Almeida e durante a tarde, a partir das 15 h, na sala José Estevão do Palácio Maçónico, realiza uma cerimónia pública evocativa dos maçons portugueses mortos durante a Grande Guerra. As cerimónias podem ser consultadas AQUI.

O município de Fafe realiza também as comemorações do 5 de Outubro, com início às 09h00, com a Alvorada de Morteiros, seguindo-se, às 10h15, o Hastear da Bandeira no edifício dos Paços do Concelho, com o desfile da Fanfarra dos Escuteiros de Fornelos. Depois, a partir das 10h30, tem lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Fafe, a Sessão Solene que homenageará cinco personalidades fafenses com a Medalha de Mérito Concelhio. Pode consultar-se o programa das comemorações AQUI.
Também em Vila do Conde, o município assinala o evento com o hastear da Bandeira Nacional, às 10h30, na Praça Vasco da Gama, junto ao edifício dos Paços do Concelho, na presença do Corpo Ativo e Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde. Logo a seguir à cerimónia, terá lugar a habitual romagem de saudade ao cemitério do Monte do Mosteiro, em cujo cruzeiro será colocada uma coroa de flores em memória dos Republicanos falecidos. Mais informações AQUI.
O município de Alpiarça realiza também a tradicional deposição do ramo de flores às 11.30h, homenageando José Relvas e os republicanos, no Jardim Municipal. Pelas 17 horas haverá um momento musical com espectáculo de música popular no Auditório da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça. Informações complementares poderão ser obtidas AQUI.
Em Penacova realiza-se também a habitual deposição do ramo de flores junto do busto do Dr. António José de Almeida pelas 10h, seguindo-se depois a apresentação do projecto Biblio e Cidadania. O cartaz do evento pode ser consultado AQUI.
Em Aljustrel, a Biblioteca Municipal inaugura uma exposição biobibliográfica subordinada ao seguinte título: Brito Camacho: o homem e a obraBrito Camacho era natural de Rio de Moinho, exerceu entre outros cargos, o de Ministro do Fomento entre 1910 e 1911. A iniciativa dá a conhecer Brito Camacho “enquanto homem, escritor e politico nas suas várias vertentes”, diz Francisca Branco, bibliotecária coordenadora. A exposição com livros, textos e alguns apontamentos vai estar patente ao público até ao dia 31 de Outubro. A divulgação do evento foi feita AQUI.
Apela-se à participação dos nossos concidadãos nos eventos que vão tendo lugar por todo o País.
A.A.B.M.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

5 DE OUTUBRO DE 1910 - 5 DE OUTUBRO DE 2016


Gravura do 5º aniversário da Implantação da República em 1915, publicada no semanário humorístico "O Zé", com a seguinte legenda: 
"N'esta data gloriosa saudemos a Republica, que não é culpada dos erros dos politicos" (O Zé)"

A.A.B.M.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

5 DE OUTUBRO NO GRÉMIO LUSITANO – EVOCAÇÃO À LIBERDADE



5 DE OUTUBRO NO GRÉMIO LUSITANO – EVOCAÇÃO À LIBERDADE

 
Grémio Lusitano, no dia 5 de Outubro, o leva a efeito, um conjunto de iniciativas que visa evocar os heróis da República. O Programa começa na estátua de António José de Almeida, pelas 11 horas, com a deposição de uma coroa de flores e pelas 15 horas, uma conferência na sala José Estêvão do Palácio Maçónico, rua do Grémio Lusitano n.º 25.




PROGRAMA PARA O DIA 5 DE OUTUBRO:

11.00 Horas - Deposição de uma coroa de flores aos Heróis da República, na estátua António José de Almeida;

15.00 HorasSessão Pública de Evocação da Liberdade e de Memória aos Maçons Detidos no Tarrafal

ORADORES/TEMAS:

- Fernando Lima: “Actualidade do Trinómio Liberdade, Igualdade e Fraternidade: uma questão de cidadania;

- António Ventura: “Evocação dos Tempos Difíceis: maçons já falecidos que estiveram no Tarrafal

- Vasco Lourenço: Homenagem a Edmundo Pedro

 
LOCAL: Grémio Lusitano (sala José Estevão), Rua do Grémio Lusitano, 25 (Lisboa);


J.M.M.

COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO

Vários municípios portugueses assinalam o 5 de Outubro de 1910, com cerimónias e eventos de vária ordem, aproveitando a recuperação do feriado nacional.

Seguem abaixo alguns que conseguimos localizar e que divulgamos para conhecimento dos potenciais interessados:

-Alpiarça
- Caldas da Rainha
Museu de José Malhoa

No próximo dia 5 de Outubro, no âmbito das comemorações da Implantação da República, estará patente no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, à disposição dos seus visitantes, através de apresentação multimédia contínua, um breve historial da evolução da Bandeira Nacional, com destaque para Columbano Bordalo Pinheiro e a cromofilia proposta pelo artista, aprovada para a bandeira nacional do regime republicano português.

- Cartaxo
O Professor Luís Farinha vai falar sobre o advogado republicano e socialista Amílcar Ramada Curto, seguindo-se a inauguração de uma exposição sobre esta personalidade no Centro Cultural do Cartaxo.

- Lisboa
 - Na Torre do Tombo, com várias iniciativas como a disponibilização do Arquivo Tito de Morais e a palestra do Prof. Doutor António Ventura sobre "A História na Primeira Pessoa";

-Reguengos de Monsaráz






































Saúde e Fraternidade!!!

A.A.B.M.


domingo, 4 de outubro de 2015

COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO EM LISBOA


DIA: 5 de Outubro 2015 (10 horas)
Colocação de uma coroa de Flores na Estátua de António José de Almeida
(Av. António José de Almeida - Lisboa)

Sessão Evocativa: VALORES REPUBLICANOS 
 
DIA: 5 de Outubro 2015 (18,30 horas);
LOCAL: Escola Oficina nº1 - Largo da Graça, nº 58;
ORGANIZAÇÃO: Grémio Lusitano - Lisboa;

[TEMAS /ORADORES]:

 Joaquim Romero Magalhães;

 José Luís Pinto Ramalho;

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

COMEMORAR A REPÚBLICA | OLIVEIRA DO BAIRRO - 5 DE OUTUBRO 2014 | OS BUSTOS DA REPÚBLICA

 
 
 

Realizou-se no Domingo [5 de Outubro] em Oliveira do Bairro, no belíssimo auditório do Quartel das Artes, Dr. Alípio Sol, o lançamento do livro de António Pedro Vicente [Prof. Catedrático aposentado de História Contemporânea da UNL, Académico de Número da Academia Portuguesa de História e sócio correspondente de várias instituições, com valiosos trabalhos publicados sobre história portuguesa do século XIX, a que junta estimados contributos para a História da Fotografia e na História da 1ª República], “Os Bustos da 1ª República”.
 
Sob o patrocínio da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro - que na pessoa do seu presidente João Oliveira apadrinhou esta preciosa obra – o lançamento do livro, que coincidiu com a Comemoração da República, foi ornamentada com a participação, de incontestável virtude, dos professores Amadeu Carvalho Homem e de Luís Bigotte Chorão, que cumpriram com acrisolado saber, competência e distinção a apresentação da Obra e assim dilataram a fé e o ideário republicano.
 
Entre uma assistência dedicada, que soube tributar os aplausos merecidos, estiveram presentes alguns dos proprietários da valiosa colecção de bustos da República, representados na obra de António Pedro Vicente, como os drs. Emílio Rincon Peres e Aires Henriques e que sob os melhores auspícios colaboraram para a sua realização. 
          
Os Bustos da 1ª República” remete-nos para o interessante conhecimento, leitura e entendimento da iconografia e simbologia republicana, numa apologética e didáctica virtuosa, porque contextualizado, acompanhando o “surto da propaganda republicana”. Dividindo-se em diversas partes, desde o Tricentenário de Camões, ao 31 de Janeiro de 1891 e à Implantação da República, toda uma iconografia ligada ao regime republicano emerge, marcando desde logo presença o “busto da República”, ícone e símbolo da “nova era”, dum novo mundo que “resolveria as injustiças e transportaria, para o futuro, a justiça social, a liberdade, a igualdade e que iria acrisolar o amor fraterno entre os seres humanos” [p. 43].     
 
Os Bustos da 1ª República” (177 p.) é uma obra copiosa, profusamente ilustrada e em excelente papel, que reúne reproduções de peças de alguns dos nossos mais luminosos coleccionadores do período da 1ª República – António Pedro Vicente (ver Fundação Mário Soares), Emílio Rincon Peres, Aires Henriques e Luís Bigotte Chorão – e, decerto, será uma incontornável peça da rica bibliografia republicana.    
 
Os Professores Luís Bigotte Chorão e o Amadeu Carvalho Homem abrilhantaram a sessão de lançamento do livro com peças oratórias ilustradas e que deixaram viva impressão no vasto público presente.
 
Como curiosidade registe-se o debate, à margem ou talvez não, sobre o enigmático “bicho” [sic] ou “insecto” presente no busto [e conhece-se 3 versões diferentes], abaixo do pescoço da peça, pertença de Emílio Rincon Peres, e que é capa da obra, que marca uma sã e fraterna controvérsia que se estende no Facebook [AQUI e AQUI] e mesmo fora dele. Trata-se de saber quebicho” é aquele, qual a razão de estar lá colocado e, evidentemente, que simbólica (a ter uma) representa. Várias hipóteses foram entretanto levantadas: centopeia [hipótese Emílio Rincon Peres], joaninha (simbolizando a Boa Nova, da República), escorpião. Da simbologia registe-se a da já citada “República da Boa Nova” [joaninha, hipótese Aires Henriques], passando pela identificação de uma “facção” ou partido [reorganização do PRP, facção Afonso Costa: vidé o caso citado de António Martins e a reorganização do PRP em Castro Daire, 1917, referido por Abílio Pereira de Carvalho] e, até mesmo, uma outra que faz referência à alegoria simbólica [no caso de ser um escorpião] presente no grau 22.º ao 24.º do REAA. De facto, o “bicho” que adorna alguns bustos da República é uma controvérsia bem curiosa.
  
O Almanaque Republicano marcou presença e agradece, a todos, a magnifica recepção e a excelente sessão.
 
J.M.M.      

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

COMEMORAR A REPÚBLICA | CONDEIXA-A-NOVA - 4 DE OUTUBRO 2014





Realizou-se ontem, sábado, 4 de Outubro pelas 18 horas, em Condeixa-a-Nova. na Galeria Manuel Filipe, a anunciada conferência e inauguração da exposição sobre a Maçonaria e República.

Contando com a presença do Prof. Doutor António Ventura e de Aires Henriques que cedeu os objectos para a exposição, estiveram também presentes o Presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Nuno Moita da Costa e a vice-presidente, Liliana Pimentel. Com uma audiência inesperadamente grande, visto que parte da assistência acabou por ficar à porta, mas o sistema de som permitiu acompanhar as palavras que então foram proferidas.

O Prof. António Ventura começou por lançar a provocação à audiência "que relação entre República e Maçonaria? - Nenhuma", mas esclarece de seguida que esta relação parte de uma análise institucional, porque a Maçonaria se assume como como acima da política partidária, não só no passado como nos nossos dias. Mas reconhece que muitos republicanos que eram maçons, a título individual participaram nos acontecimentos que eclodiram em 5 de Outubro de 1910. Para isso socorreu-se de documentos fundadores da Maçonaria como as Constituições de Anderson e outros textos onde se definia que a Maçonaria não podia discutir política partidária, mas pode e discute, como reconheceu, questões políticas desde a assistência social até à saúde, do ensino até ao problema da defesa nacional.

Explicou rapidamente o processo de constituição do Grande Oriente Lusitano Unido com homens como o José Elias Garcia, Conde de Paraty (João Inácio Francisco de Paula de Noronha), Bernardino Machado, Francisco Gomes da Silva, Luis Augusto Ferreira de Castro, Sebastião de Magalhães Lima e António José de Almeida (todos Grão-mestres da Maçonaria). Deu particular destaque à figura de Sebastião de Magalhães Lima, tendo recorrido a vários documentos produzidos no interior do GOLU durante o período em que esteve à frente da maior obediência maçónica em Portugal.

Estabeleceu vários paralelismos entre os problemas políticos actuais e os do passado, com a preocupação de contextualizar sempre as afirmações feitas em determinado período fruto de uma conjuntura específica que as determinou. Alertou a assistência para aquelas que considera as grandes marcas da prática maçónica: Liberdade, Fraternidade e Justiça. Abordou ainda de forma superficial algumas das questões da sociedade actual em que se olha criticamente a Maçonaria, mas explicou que pelo facto de muitos terem sido iniciados não significa que tenham entendido os princípios que lhe foram sendo ensinados e que esses são afastados da organização tendo explicado como esse processo se realizava no passado.

Falou ainda Aires Henriques que explicou o papel da Villa Isaura e do Museu da República e da Maçonaria em Troviscais, Pedrogão Grande. A sua paixão pelo tema ao longo do tempo e as dificuldades na construção deste museu numa pequena localidade do interior do País. Porém, pela dimensão e importância que conseguiu alcançar já cedeu exposições para várias entidades públicas e privadas em Portugal, sendo considerada das mais interessantes e importantes.

Na fase de intervenção do público o Prof. António Ventura tentou explicar a questão do secretismo da Maçonaria na actualidade e apresentou alguns notas sobre o triângulo nª 175, criado em Condeixa-a-Nova em 1911, os obreiros que o integravam e outras pessoas que de Condeixa ou que vivendo em Condeixa, integraram a Maçonaria como os Presidentes da Câmara Manuel Simões Alegre, António Pires da Rocha, Fortunato Carvalho Bandeira e o Dr. João Cardoso Moniz Bacelar.

Por fim, procedeu-se à inauguração da exposição organizada pela autarquia com a coordenação do Dr. Rui Miranda, com destaque para um pequeno catálogo editado pelo município com os objectos expostos, com uma pequena nota de lamento pela ausência de um pequeno texto explicativo/orientador tanto ao nível das biografias como dos objectos patentes na exposição.

Na audiência destacavam-se entre outros o Dr. António Arnaut, bem como pessoas dos mais diversos quadrantes da vida política e cultural condeixense, bem como muitos visitantes de vários locais desde Coimbra, Aveiro, Figueira da Foz entre outros.

O Almanaque Republicano esteve presente e assistiu com com agrado a este evento que divulgamos.

A.A.B.M.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

GRÉMIO LUSITANO – COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO


O Grémio Lusitano vai celebrar a sua tradicional Homenagem Comemorativa da Implantação da República, no próximo dia 5 de Outubro.
 
Em Lisboa:
 
10.00 Horas - Deposição de uma coroa de flores na estátua António José de Almeida;
 
15.00 HorasInauguração da Biblioteca “Oliveira Marques”, do Grande Oriente Lusitano, nas instalações da Escola- Oficina nº1 ao Largo da Graça, nº58;
 
17.00 HorasCOLÓQUIO: “República, Democracia, Educação”;
 
ORADORES/TEMAS:
 
- Prof. António Sampaio da Nóvoa: “A Escola Oficina nº1 – Educar de Outra Maneira
- Prof. Maria Fernanda Rollo: “A República – Desafios do Progresso e Organização da Ciência
 
- Prof. António Reis fará os Comentários finais
 
Foto via António Ventura, com a devida vénia 
 
 
J.M.M.
 

sábado, 20 de setembro de 2014

COMEMORAR A REPÚBLICA – CONDEIXA-A-NOVA: EXPOSIÇÃO & CONFERÊNCIA


EXPOSIÇÃO: “República e Maçonaria”;

DIAS: de 4 de Outubro (18,00 h) a 12 de Dezembro;
LOCAL: Galeria Municipal Manuel Filipe (Condeixa-a-Nova);

CONFERÊNCIA: “República e Maçonaria – Que relação?”;
ORADOR: Prof. António Ventura;
DIA: de 4 de Outubro (18,00 h);
LOCAL: Galeria Municipal Manuel Filipe (Condeixa-a-Nova);

ORGANIZAÇÃO: Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova | Museu da Republica e Maçonaria de Aires Henriques [Troviscais, Pedrógão Grande].

«A Câmara de Condeixa-a-Nova inaugura, no dia 4 de outubro, uma exposição de homenagem à Maçonaria pelo seu papel na implantação da República, em 1910, e "na transformação das mentalidades" ao longo dos séculos.

A exposição "República e Maçonaria" inclui a reconstituição de um templo maçónico, na galeria municipal Manuel Filipe, onde serão exibidas 30 peças do espólio privado do Museu da República e da Maçonaria, situado em Troviscais, concelho de Pedrógão Grande.
 
"Pensámos comemorar a revolução do 5 de Outubro com um tema diferente que despertasse a atenção das pessoas", disse hoje à agência Lusa a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Liliana Pimentel.

Organizada com a colaboração de Aires Henriques, proprietário daquela unidade museológica, a mostra de símbolos maçónicos permite "analisar a relação entre a Maçonaria e a República" em Portugal, adiantou.




"A exposição pode ser visitada até ao dia 12 de dezembro, estando a comunidade escolar envolvida no projeto", realçou a vereadora Liliana Pimentel.
A abertura da exposição, no dia 4, às 18:00, coincide com a realização da conferência "República e Maçonaria - Que relação?", por António Ventura, professor da Universidade de Lisboa e autor do livro "Uma História da Maçonaria Portuguesa (1727-1986)".

"Pretende-se recordar e homenagear o trabalho dos republicanos, maçons e demais cidadãos livres e de bons costumes que, na Região Centro - no eixo Coimbra, Miranda do Corvo, Condeixa e Leiria - ajudaram a firmar um ideal de liberdade, igualdade, fraternidade, justiça e tolerância", declarou à Lusa o investigador Aires Henriques.

Esse ideal, segundo o responsável do Museu da República e da Maçonaria, "expandiu-se para o interior serrano e pobre, onde, precisamente na vertente ocidental da Serra da Lousã, labutavam as populações" de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.

Entre as "figuras porventura mais emblemáticas" do republicanismo na região, "salientam-se os republicanos e maçons Belisário Pimenta e José Falcão", ligados a Miranda, mas, no concelho de Condeixa-a-Nova, "não se podem ignorar, entre outros, os seus irmãos de ideal Fortunato Pires da Rocha, João Bacelar, Abílio Roque de Sá Barreto e Manuel Alegre", alguns dos quais desempenharam as funções de presidente da Câmara Municipal.
"A exposição apresenta um acervo museológico raro na Península Ibérica, de momento só suscetível de usufruir em Lisboa, no Museu Maçónico, e em Salamanca, no âmbito do Arquivo Distrital da Guerra Civil de Espanha", salientou Aires Henriques.
A mostra é composta por paramentos, malhetes de condução dos trabalhos maçónicos, espadas de ritual, um bastão de mestre de cerimónias, certificados de iniciação e outros documentos, joias de diferentes graus, relógios de algibeira e viagem, insígnias, uma campânula de luminária do Palácio Maçónico, uma cadeira de "mestre venerável", carimbos de lojas extintas e bustos da República Portuguesa com estrela maçónica.

Numa publicação a apresentar no dia da abertura, a organização enaltece a ação dos maçons na revolução republicana, os quais "decisivamente contribuíram para fazer cair um regime socialmente injusto".

via LUSA (aliás, via Diário das Beiras, 20/09/2014, p. 18| idem via Aires Henriques)

J.M.M.

domingo, 6 de outubro de 2013

ALMOÇO REPUBLICANO DE COIMBRA - 5 DE OUTUBRO DE 2013

Hoje, juntaram-se em Coimbra, cerca de seis dezenas de cidadãos e cidadãs, de várias regiões do País, para assinalar o 5 de Outubro e comemorar a data da Implantação da República, organizada pelo Movimento Republicano 5 de Outubro.

Cerca das treze horas os convivas foram-se juntando. Sendo anfitriões iniciais o José Dias e a Anabela Monteiro que nos receberam  e procederam às apresentações iniciais de todos os presentes. Estavam, como seria de esperar, em maior número os residentes em Coimbra e arredores, mas havia também elementos que vieram de Mortágua, de Penacova, Arganil, Condeixa-a-Nova ou Figueira da Foz. Destacaram-se os elementos que vieram de mais longe como Sintra, Salvaterra de Magos ou outras localidades que se juntaram aos elementos do Movimento Republicano 5 de Outubro nesta jornada pela preservação da memória e evocação dos acontecimentos de 1910.

Depois de saborear a refeição que foi servida pelo Restaurante "Cantinho dos Reis" e, enquanto se saboreava o café e os digestivos, alguns dos presentes tomaram a palavra. Os convivas de forma tolerante e fraterna trocaram e emitiram opiniões sobre alguns aspectos que lhes aprouve, demonstrando a pluralidade de opiniões que existem entre os republicanos, que em alguns aspectos pensamos nós, podem ser sinais da nossa fragilidade para alguns ou, para outros, a nossa maior riqueza e capacidade de aceitação da diferença de opiniões.

Fernando Fava recordou a data, a importância dos feriados e a sua simbologia, dando particular enfoque ao de 5 de Outubro, mas lembrou a importância e a responsabilidade histórica das datas que se transformaram em feriados. O 5 de Outubro como festividade cívica, laica e de rememoração dos acontecimentos, lembrando a necessidade de avivar a memória, não só sobre a data, mas também e sobretudo para toda a simbologia que envolve a implantação da República. Termina com os vivas à República.

Segue-se no uso da palavra Carlos Esperança que relembra o papel dos heróis da Rotunda, de Machado Santos e dos seus homens, alerta para os perigos cada vez mais em voga de nos tornarmos um povo sem memória, porque não valoriza o seu passado. Recorda ainda o papel que desempenharam a Maçonaria e a Carbonária nos acontecimentos de há 103 anos. Defende que o regime republicano trouxe uma maior igualdade entre classes sociais porque terminou com os títulos nobiliárquicos e estabeleceu a ponte entre o 5 de Outubro de 1910 e o 25 de Abril de 1974, identificando algumas causas em comum, ou pelo menos algumas das ideias que podem aproximar ambos os acontecimentos. Lembra então, com emoção, a figura do amigo, do militar de Abril e de homem bom e justo que foi o general Augusto Monteiro Valente e o seu papel na luta pela concretização dos ideais de Abril. Advoga para o País um estado republicano, laico e democrático. Manifestando também a sua revolta e tristeza com a actual situação política e contra a falta de memória da maior parte dos nossos principais actores políticos. Por fim, verbaliza de forma decidida a maldição daqueles que atraiçoaram o 5 de Outubro e os seus objectivos, daqueles que traíram de forma deliberada e impune a memória de 1910.

De seguida, José Dias lembrou os trabalhos do Movimento Republicano 5 de Outubro nos próximos tempos e pelo menos até Outubro de 2014, evocando quatro momentos que vão ser assinalados, pelo menos projecta-se evocar o 31 de Janeiro, quadragésimo quinto aniversário da Crise Académica de 1969, que alguns dos presentes viveram de forma intensa, o quadragésimo aniversário do 25 de Abril e ainda as comemorações do Congresso Republicano de Aveiro, onde também alguns dos presentes estiveram envolvidos. Além disso, permita-se-nos também lembrar uma outra efeméride que se avizinha e que convém evocar, porque se assinala o Centenário do Congresso do Partido Republicano Português, realizado na Figueira da Foz, em Maio de 1914. O orador recordou anda e apelou para a importância de se participar nas comemorações do 25 de Abril, criando um movimento de cidadãos que percorra a região evoque e explique o 25 de Abril, que realce os valores e os factos que estavam em questão na altura da revolução que trouxe a Democracia depois de 48 anos de Ditadura. Salientou, nessa altura, o trabalho realizado pelos membros do movimento que participaram em 75 iniciativas aquando das comemorações do Centenário da República, com todas as dificuldades e carências que estas iniciativas cívicas transportam e pelo altruísmo que sobressai de quem as realiza.

Registaram-se também intervenções de Rosa Lopes Ribeiro, de Horta Pinto, Jorge Antunes, Marco da Raquel e de um cidadão de Sintra onde houve múltiplas referências ao momento actual da vida política portuguesa, ao aumento da pobreza, ao descrédito da classe política e também se referiu a ausência de algumas personalidades que seria esperado que estivessem presentes neste almoço e que se mostraram indiferentes ou mesmo indisponíveis para participar no mesmo.

Por fim, e aguardado por muitos, a intervenção de Amadeu Carvalho Homem. Começa por homenagear de forma emocionada dois amigos e dois democratas: Augusto Monteiro Valente e Alberto Vilaça. Com voz embargada de emoção recordou Monteiro Valente, que também integrou o Movimento Republicano 5 de Outubro, e na presença da viúva lembrou alguns dos traços da personalidade do militar. Lembrou também o advogado e militante comunista Alberto Vilaça que, sabendo das diferenças ideológicas entre ambos, o convidou para apresentar uma das suas obras. De seguida, parte para a análise dos acontecimentos de 1910, das suas causas e sobretudo do seu significado cultural, cívico e político. Lembrou a importância da memória colectiva de um povo, da sua História e do papel que desempenha na formação de uma Nação. Recorda os valores da Revolução Francesa e o seu papel na evolução histórica da Humanidade. Apela à participação de todos, mas também faz referências às ausências notadas, aos que seria suposto estarem presentes e não compareceram à chamada, no fundo, e reforçando a ideia de outros oradores, de se estar no papel do maratonista que sabe manter uma cadência, um ritmo, uma intervenção que se quer contínua e não somente episódica. Sublinha, pessoalmente, a sua fraca capacidade, mas reconhece que em conjunto com outros elementos, e outras vontades, é possível fazer um trabalho que pode ser importante de recuperação da memória, de participação cívica e de descoberta dos fundamentos da liberdade.

Foi uma jornada interessante, com algumas surpresas e imprevistos, onde notamos um trabalho de organização que nos merece elogios, onde se salientam os valores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, como pilares de formação de muitos dos presentes. Mostra como com poucos meios, boas vontades e espírito de maratonista se pode pegar numa ideia, fazê-la ganhar forma e transforma-la em realidade. Certamente que ainda não terá correspondido às expectativas que alguns ambicionariam, mas mostra que há um caminho que está a ser percorrido, que no pluralismo das ideias existem pontos que comuns que tornam a IDEIA, num projecto que pode ser concretizado e, a nosso ver mais forte. A LIBERDADE na sua dimensão mais ampla e a capacidade realizadora do Homem podem e devem produzir transformações na vida em comunidade e, por consequência, na vida política.

Uma iniciativa que se saúda e que esperemos que se alargue a outros pontos do País, pode ser um exemplo positivo para outros núcleos e movimentos que existem que continuam, apesar de já não ser feriado nacional a assinalar a data e a lembrar o que foi, porque foi feita e por quem foi feita a REPÚBLICA.

VIVA A LIBERDADE! 
VIVA A REPÚBLICA! 
VIVA PORTUGAL!

A.A.B.M.




sábado, 5 de outubro de 2013

UMA BOFETADA NA REPÚBLICA


“Os Centros Republicanos sempre comemoraram o 5 de Outubro. Sempre junto à estátua de António José de Almeida, quer durante a Primeira República, quer na Ditadura do Estado Novo e agora, ao longo da Segunda República. Mas sempre, arrostando durante a Ditadura com cargas policiais e selváticas.

Agora, acabou-se com o feriado do 5 de Outubro, curiosamente num tempo em que o Sr. Presidente da República louva esta e os seus ideais fazendo apelo à ética Republicana. Os dois anteriores Presidentes, Mário Soares e Jorge Sampaio, também o fizeram e com forte convicção.

Ora, quando os nossos Presidentes assim procedem, a República resulta em exemplo estimulante para os comportamentos que os actores políticos nem sempre, como tal, têm assumido.

Na Ditadura, foi a “República” que aglutinou o combate politico com as intervenções sacrificadas de muitos Republicanos. Os Congressos Republicanos de Aveiro foram disso exemplo notável. A República foi nesses difíceis tempos a voz, o coração e a coragem da Oposição.

O Governo, da República, decidiu extinguir o feriado do 5 de Outubro e ao fazê-lo, pelo menos, está a esquecer os seus fundadores republicanos, já mortos, companheiros de quem nos lembramos agora, Mário Montalvão Machado, Artur Santos Silva, José Augusto Seabra, Artur Andrade, Artur da Cunha Leal, Olívio França, Nuno Rodrigues dos Santos, entre outros.

Importa dizer NÃO, por Decência".

[texto via VITRIOL, com a devida vénia - sublinhados nossos] 
 
J.M.M. 

COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO


O nosso ideal não é construir um mundo – é apenas construir uma casa – a nossa casa – segundo o plano que nos legaram os arquitectos de 89” [João Chagas]

 
ALPIARÇA:  
11.00 – Homenagem a José Relvas e aos Republicanos. Deposição de Coroa de flores;
COIMBRA:  
13.00 – Almoço do 5 de Outubro (no Cantinho dos Reis) – organização do Núcleo de Coimbra do Movimento Republicano5 de Outubro;
LISBOA 
11.30 – Cerimónia/Evocação do 5 de Outubro e deposição de uma coroa de flores na estátua de António José de Almeida – organização do Grande Oriente Lusitano Maçonaria Portuguesa;
12.30 – Inauguração da Exposição de Raul Rego “Vida Num Percurso na Cidade …”, na Câmara Municipal de Lisboa;
PENACOVA 

15.45 – Deposição de flores no busto de António José de Almeida;

16.00 – Palestra “O 5 de Outubro: nascimento, vida, morte e ressurreição de um feriado nacional”, pelo prof. Luís Reis Torgal;
PORTO 

11.30Romagem ao Cemitério do Prado do Repouso e alocuções várias – organização da Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro;
J.M.M.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

GLÓRIA AOS MORTOS DA REPÚBLICA



"A República, nesta hora, vive pela recordação dos seus grandes mortos

Ergamos religiosamente a sua memória e juremos sobre os seus túmulos sustentar através de todas as vicissitudes a obra que eles souberam construir, á custa de tantos sacrifícios, iluminados pelo mais puro ideal"

in "O MUNDO", 3 de Outubro de 1926 [via casa Comum]

J.M.M.

COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA - OUTUBRO DE 1929



"Panfleto relativo à comemoração do aniversário da proclamação da República e romagem pelos mortos"

Data: Outubro de 1929
via Casa Comum, com a devida vénia
J.M.M.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

ROMAGEM REPUBLICANA AO ALTO DE S. JOÃO (1963)


"Este governo, na treva autista do "excel" que o domina, aboliu feriados com referências identitárias nacionais, ferindo ainda mais a memória e a identidade dos Portugueses. Quero acreditar que um dia, tão breve quanto possível, a ignomínia seja reparada por um novo governo.
A 5 de Outubro costumo homenagear os meus dois Avós, ambos implantadores da República: Luís da Costa Santos, e José Summavielle Soares. Como sempre faço, irei pela manhã ao cemitério do Alto de S. João, e depois à estátua de António José de Almeida.

No tempo do Estado Novo dizer "viva a República!" era suspeito, e dava direito a abertura de ficheiro na PIDE. As romagens de 5 de Outubro ao Alto de S. João, eram normalmente brindadas à saída com cargas policiais a cavalo. Mas é curioso constatar que nem Salazar conseguiu abolir o feriado que esta gente limpou assim, sem "ai" nem "ui" que se notasse, salvo as certas, conhecidas, e honradas excepções.
Na foto abaixo (do arquivo do saudoso Diário de Lisboa), de um 5 de Outubro de 1963, na romagem Republicana ao Alto de S. João, está o meu Avô Luís [... da Costa Santos], então presidente do Centro Republicano António José de Almeida, com o ramo de flores na mão. Tempos duros, em que muita mais gente arriscava nessa manifestação, do que hoje, em Democracia, em que poucos são os que ali, todos os anos, não querem deixar que se apague a memória.... Mas lá estaremos, poucos talvez, mas firmes como sempre, pelos valores que defendemos e queremos honrar.

Viva o 5 de Outubro!
VIVA A REPÚBLICA!"

[Elisio Costa Santos Summavielle - via Facebook, com a devida vénia - sublinhados nossos]

J.M.M.