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domingo, 12 de janeiro de 2020

[FIGUEIRA DA FOZ] CARTAS DE MANUEL TEIXEIRA GOMES A JOÃO DE BARROS

LIVRO: "CARTAS DE MANUEL TEIXEIRA GOMES A JOÃO DE BARROS"

APRESENTANTE: António Valdemar

DATA: 16 de Janeiro de 2020

HORÁRIO: 18 horas

LOCAL: Auditório Municipal da Figueira da Foz - Rua Calouste Gulbenkian

Um evento que se recomenda a todos os potenciais interessados, com interesse pelas informações trocadas entre os dois intelectuais portugueses que marcaram a primeira metade do século XX.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

domingo, 17 de abril de 2011

TEÓFILO BRAGA E INOCÊNCIO FRANCISCO DA SILVA



LIVRO: "Teófilo Braga e Inocêncio Francisco da Silva. Correspondência trocada entre o historiador e o bibliógrafo da literatura portuguesa" - com Anotação de Alvaro Neves e Notícia preliminar de A. do Prado Coelho, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1928.

«É um pungente retrato epistolar de um país que esmaga às cegas os poucos recursos humanos que possui. Troca de missivas entre aquele que foi desde sempre o nosso mais conceituado amador dos livros e aquele que o triunfo da República possibilitou alcandorar-se a Presidente ... “de todos os portugueses”... Há a sublinhar que o período abrangido – 1860 a 1868 – em nada as desactualizou.

Uma passagem exemplar:

"... Eu ando aqui pouco menos que bestificado. Conclui o tomo 5.º do malfadado Diccionario, porém resta-me pouca vontade de entrar a contas com o 6.° ...

Ainda hontem me obrigaram a perder no Governo Civil oito horas successivas, das dez da manhã ás seis da tarde. E para quê? Por causa de um atoleimado Edital, mandando cumprir uma Portaria ainda mais atoleimada do Ministerio do Reino, que prohibiu um ajuntamento que certos parvos provocavam para hoje na praça de D. Pedro, e que tinha por fim accelerar a quéda do ministerio actual, para ser substituido por outro da mesma estofa, se não peior!

Lá renovou agora o conde de Thomar na Camara dos Pares a iniciativa de um projecto de organisação administrativa (que elle já apresentára na sessão passada, e chegou a ser alli approvado, e não o foi na outra camara por sobrevir a dissolução). Por este projecto sou eu irremissivelmente condemnado a morrer Amanuense do Governo Civil, ao cabo de vinte e quatro annos de serviço, passados sempre na espectativa de accesso, que uma vez deveria chegar, mas que me cortam agora sem appellação! – E o caso é, que o projecto passa (injustissimo como é a todos os respeitos) e brevemente o verêmos convertido em lei!

Isto, meu am.º, é um paiz de loucos, e de desavergonhados, entre os quaes mal se pode viver. E se não me engano, verêmos de cada vez cousas peiores. Eu por mim estou velho, e se os desgostos me não consumirem mais cedo, irei provavelmente findar os dias em Rilhafoles [ref. ao manicómio], que é uma excellente vivenda e muito de apetecer. Vejo-me para isso com boas disposições ...
"

via FRENESI LOJA, com a devida vénia.

J.M.M.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

CARTAS A ALBERTO SAMPAIO


CARTAS A ALBERTO SAMPAIO

Hoje decorreu na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão a apresentação do livro com título em epígrafe. Esta obra reprduz 216 cartas trocadas entre Alberto Sampaio e algumas das principais figuras da cultura portuguesa dos finais do século XIX. As datas limite das cartas são 1864 e 1908, ano da morte de Alberto Sampaio, que tem sido assinalado ao longo deste ano.

As 420 páginas do livro “Cartas a Alberto Sampaio”, conta com organização, introdução e notas de Emília Nóvoa Faria e António Martins, e tem a chancela da Campo das Letras. A apresentação da obra ficou a cargo do presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme de Oliveira Martins.

Do texto de divulgação desta apresentação destacam-se os seguintes excertos:

Cobrindo praticamente toda a vivência adulta de Alberto Sampaio, a obra dá a conhecer as relações de trabalho e amizade mantidas com diversas figuras da cultura portuguesa, desde os seus 22 anos, à época em que concluiu os estudos em Coimbra, à fugaz passagem por Lisboa, e até ao regresso ao Minho, mais precisamente à sua Quinta de Boamense, em Vila Nova de Famalicão, onde morreu aos 67 anos de idade.
O universo das pessoas com quem se relacionou e que assinam estas cartas é a todos os títulos notável, desde simples amigos dos tempos de Coimbra como José Falcão, irmãos Faria e Maia, António de Azevedo Castelo Branco, Alberto Teles, Pinto Osório e Inácio de Vasconcelos, passando pelos que pontificaram no círculo de Guimarães como Francisco Agra, Joaquim José de Meira até aos que na época e nos mais diversos domínios, marcaram a “intelligentsia” nacional, filósofos, poetas e escritores (Antero de Quental, Camilo Castelo Branco, Luís de Magalhães, Jaime de Magalhães Lima), historiadores (Oliveira Martins, Gama Barros, Abade de Tagilde, João Gomes de Abreu de Lima), arqueólogos e etnólogos (Martins Sarmento, José Leite de Vasconcelos, Rocha Peixoto, José Fortes, Ricardo Severo), enologistas (Abílio da Costa Torres e José Macedo Souto Maior), jornalistas (Bento Carqueja), filólogos e orientalistas (Guilherme de Vasconcelos Abreu e Aniceto dos Reis Gonçalves Viana).


O texto completo pode ser consultado AQUI

Indubitavelmente, mais uma iniciativa interessante que o Almanaque Republicano não podia deixar de divulgar junto dos seus habituais ledores.

A.A.B.M.