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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

TODOS SOMOS VIANA! SOLIDARIEDADE E LUTA!


"Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!"
 
[FERNANDO PESSOA, in "Mensagem"]
 
 
"… desde há três mil anos, o sal do que hoje é portugal chegava aos fundos do mediterrâneo graças ao impulso de sermos eldorado em minérios para o tempo e templo solimão e depois, por arrasto e desde balsa, sal e peixe - sobretudo sardinha, biqueirão e cavala em garum, a grã-da púrpura, o figo, o azeite, o mel e a amêndoa. Há quinhentos anos, as sinagogas do “velho mundo” bebiam vinho fino e judengo do algarve e portugal era o nome da laranja doce em todas as medinas e até aos fundos do mediterrâneo - sem esquecer que na flandres do pano e do trigo se festejava la mer de cocagne com os nossos arroz doce, figo e amêndoa …"
 
[Francisco Palma Dias]
 
FOTO s/n, s/l
 
J.M.M.


sábado, 1 de dezembro de 2012

DIA DA RESTAURAÇÃO


Dar uma lição à Europa dos velhos egoísmos? Isso é de somenos. Nosso coração é atlântico e lusos somos quando assumimos a largueza nobre desse órgão que insuflou as cantigas e recolheu as crónicas duma questa depois esculpida em corpo mulato e pedra morena após ter pairado suspensa nos Painéis e que finalmente foi e é grafada, ou melhor, penada por Camões, Vieira, Pessoa, Cortesão, Gama Rodrigues, Agostinho da Silva, José Marinho, Torga e os que vão e forem surgindo, quando tudo o resto era e é soçobro. Esplêndido. E de vil tristeza …”

Soidosos ficámos de coração escrevendo baixinho cantigas de amigo, de religação

[Francisco da Palma Diasin Cante Quinto]

J.M.M.