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sábado, 3 de abril de 2010

CARBONÁRIA PORTUGÁLIA - COIMBRA 1910


A "Carbonária Portugália" seria uma organização carbonária autónoma, formada no princípio de Janeiro 1910, sob iniciativa de Ramada Curto e credenciais da A.V. da C.I.P..

Era composta por diversos grupos de civis e militares e esteve activa até depois do 5 de Outubro de 1910. Do grupo de civis, "todos" fazendo parte do Grémio Revolta (ligação à Loja Revolta de Coimbra, RF, fundada em 1909 e, posteriormente integrada – 1911 – no G.O.L.U., com o nº 336), estão vários estudantes, como Emílio Martins, Bissaya Barreto, Francisco Lino Gameiro, João Garraio da Silva, Manuel Pestana Júnior. Outro grupo civil, fora da Universidade, era formado por António Henriques, Floro Henriques, Francisco Costa Ramos (todos professores), Dr. Júlio da Fonseca (med.) e João Simões Fava (comerciante). O grupo "militar" estava sob a direcção de Ramada Curto e Floro Henriques, e faziam parte, por expl., os militares Belisário Pimenta, Correia de Almeida, Fernandes Duarte, Oliveira Franco, 1º sargento Conceição, e Flabiano Henriques Miranda (irmão de Floro Henriques) – ref. Almanach da Republica. Districto de Coimbra, 1913, pp 177-185]

FOTO: credencial da Carbonária Portugália, in obra cit.

J.M.M.

FLORO HENRIQUES - NOTA BREVE


Nasceu em 1880 [cf. Rita Correia, Folhas NovasFicha Histórica], foi um importante republicano conimbricense, tendo pertencido ao comité militar, da denominada, "Carbonária Portugália" de Coimbra [cf. Almanach da Republica. Districto de Coimbra, 1913, pp 177-185].

Fez parte da Loja Portugal [Loja do R.F., nº 215, fundada em Coimbra em 1901, passando a Capitular em 1903. Separou-se do GOLU em finais de 1908 – ao mesmo tempo que a Loja Perseverança, nº 198, e Pro Veritate, nº 240, ambas de Coimbra -, tendo regressado ao GOLU em 1911 – cf. Dicionário de Maç. Porrtuguesa, de Oliveira Marques, 1986, vol. II] , tendo atingido o grau de Cavaleiro Rosa Cruz (1914). Esteve presente no Congresso Maçónico Nacional de 1913 [realizado em Lisboa entre os dias 2-6 de Abril] e, embora estando de início nos trabalhos da Comissão Executiva do Congresso Maçónico Nacional do Porto [19-23 de Junho] não participou totalmente, ao que se supõe, por motivos familiares e profissionais.

Floro Henriques foi vereador da Câmara de Coimbra em 1910 [curiosamente o presidente era Sidónio Pais], após a proclamação da República, e entre 1911-1913 [vereação de António Augusto Gonçalves]. Foi, ainda em 1913, comissário das forças policiais de Coimbra, tendo sido protagonista no célebre conflito (distúrbios), que opôs estudantes da Universidade, "futricas" e o corpo policial, que passou à história como o “Roubo do boné!" ou "Olha o boné" [ver Alberto Sousa Lamy, "A Academia de Coimbra 1537-1990", pp 196-201]. Foi professor, tendo sido um dos fundadores da "Universidade Livre de Coimbra" [existiu entre 1925-1933] e colaborou em diversos periódicos [como Folhas Novas ou a revista "Educação Social"].

[em actualização]

J.M.M.

FOLHAS NOVAS


FOLHAS NOVAS. Factos e Razões: Coimbra, Ano I, nº1 (Novembro de 1909) ao nº 5 (Abril 1910). Editor e Director: Floro Henriques. Redacção & Administração: Rua do Loureiro, nº 38-1º, Coimbra. Redactores: Floro Henriques, Tomás da Fonseca.

"… O plano d’estas folhas nasceu d’um grupo de homens de acção, que determinaram pôr por obra os seus ideaes, fazendo-os circular por toda a parte, sobretudo entre a gente do campo, onde a verdade é, quasi sempre, aquillo que o padre quer" [in Editorial, nº1]

Folhas Novas é “um dos raros exemplos do esforço de propaganda laicista especificamente orientada para a “gente do campo, onde a liberdade é, quase sempre, aquilo que o padre quer” (do editorial). Num universo marcado pelo analfabetismo e pelo catolicismo, como era o mundo rural, alguns republicanos e socialistas procuravam difundir os seus ideais, não se limitando às cidades. Um movimento surpreendente, com grande eco nas Folhas Novas” [ler mais sobre o periódico, AQUI]

Folhas Novas : factos e razões - nº1 ao nº 5
Ficha Histórica - AQUI

J.M.M.