Mostrar mensagens com a etiqueta Historiografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Historiografia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A MAÇONARIA ENTRE A FORCA E O CACETE, ENTRE O MITO E A REALIDADE (1807-1834)




AUTOR: Fernando Marques da Costa;
EDIÇÃO: Campo da Comunicação, Maio 2018, p. 612


LANÇAMENTO:

DIA: 19 de Junho 2018 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano (Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa):
ORADOR: Fernando Lima, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano.

ORGANIZAÇÃO: Instituto de Estudos Maçónicos

Durante o século XIX e parte do XX o essencial da história da Maçonaria portuguesa foi redigida por maçons, assente mais em 'tradições' do que em documentos e apoiada pelo memorialismo e pela historiografia liberal. Ora o século XIX caracteriza-se por uma atenção especial dada à história atribuindo-lhe uma utilidade social, política e ideológica. Essa função social é construída por uma releitura do passado como elemento identitário. A Maçonaria construiu uma memória histórica composta por uma realidade selectiva, que iludia e silenciava outras. Construiu, assim, um arquétipo historiográfico que durante muito tempo dificultou uma leitura mais serena e objectiva do que foi a sua realidade.

Talvez hoje valha a pena preferir a realidade ao mito, por muito que isso custe: os mitos são mais arrebatadores que a realidade” [da contracapa]

[ANOTAÇÃO NOSSA]: Este noviciado e estimulante livro de Fernando Marques da Costa - que decerto dará origem a curiosas e viçosas polémicas na historiografia maçónica - reúne (em sua primeira parte) um interessante e apreciado conjunto de textos e “episódios da história da Maçonaria em Portugal” (entre 1807 e 1834) que são aqui severamente desconstruídos. Tais episódios, que exerceram (e exercem) uma marca pedagógica relevante, quer na celebração e triunfo revolucionário do constitucionalismo liberal quer no ideário e memória do maçonismo (com o qual se confunde), resultam, segundo o próprio, numa desmedida ritualização de mitos evocativos, acentuando posicionamentos irredutíveis e “visões mitificadas” no panteão maçónico, produzindo, a partir dessas “leituras erradas”, vários e românticos “mitos historiográficos” liberais e maçónicos, que a muitos iluminaram e iluminam. 

[anotemos alguns dos episódios referidos: “Inquisição. Um mito a revisitar” e “O surto das Lojas Portuguesas e a preocupação com a faísca da sedição” (a condenação e perseguição à Maçonaria não seria acompanhada, no seu inicio, por um “combate doutrinário” sustentado contra ela, preocupação que só é verificável posteriormente à Revolução Francesa e a implicação daí decorrente no espaço maçónico); “A Grande Reunião de 1801” (análise das fontes historiográfica maçónicas onde se patenteia e descreve o processo de criar uma estrutura organizativa maçónica nacional, a formação do GOL); “Sousa Coutinho Maçon?”; “A estranha prisão de Hipólito José da Costa” e “A missão de Hipólito José da Costa e a criação do Grande Oriente Lusitano”; “Os motins de Campo de Ourique”, “O Conselho Conservador, a Maçonaria e os Modelos Conspirativos” e, ainda, “O Conselho Conservador, uma organização paramaçónica?”; “Gomes Freire de Andrade. O Mártir do Mito” e “Gomes Freire de Andrade e o Neotemplarismo” (reprodução de partes do anterior livro de Marques da Costa, “Gomes Freire de Andrade. O Mártir do Mito, Setembro, 2017); “A Setembrizada. Rutura e Mudança”; ”O Sinédrio e a Maçonaria. Os Labirintos da História” (importante reflexão sobre a relação entre o Sinédrio e a Maçonaria, com curiosas referências ao maçonismo de Manuel Fernandes Tomás)]

Estamos, neste construído operativo, no “grande rio da história” (Fernando Catroga) onde o constitucionalismo português e o maçonismo caminham a par com a “entificação da ideia do progresso”. Não cumpre, aqui, dar sentido a essa “exaltação paradigmática”, por muito esforçada que ela nos pareça. Seja-nos permitido dizer que não nos é relutante admitir que a maçonaria não exerceu uma acção de especial relevo a partir dos “conventículos maçónicos”, antes da constituição (1804) do Grande Oriente Lusitano (GOL), aliás conforme a autorizada reflexão de Marques da Costa. E assumir, que depois da sua constituição e expansão, o dissídio entre as maçonarias foram tão acentuadas (tenha-se em conta a restauração da Carta) que o GOL se torna ela mesma uma força conservadora, bloqueando “os ímpetos revolucionários”. Estávamos ainda longe da unidade maçónica, isto é da formação (1869) do Grande Oriente Lusitano Unido (GOLU), sob o malhete do Conde de Paraty. Saber se esse especial momento permite de imediato dar origem a novas alterações ideológicas que sejam instrumentos de novas realidades militantes (caso de 1820) e se, posteriormente, tenha conduzido a uma sociabilidade política aguerrida no combate político após a vitória (1834) sobre o despotismo miguelista, não é assunto de momento (ver, a esse propósito, além das diferentes análise de Marques da Costa, o importante texto de Fernando Catroga, “A Maçonaria e a Restauração”, Revista de História das Ideias”, vol. 7, 155-181). Apenas cumpre, em clarificação, revisitar as ruturas (sempre) existentes na corrente do liberalismo constitucional português e no campo maçónico, e disso darmos conta e apreço, para se entender o tempo, o espaço e a dimensão da (re)construção do mito e da verdade.

Merece, porém, o excelente e merecedor estudo de Marques da Costa umas breves anotações.

A primeira reside na competente exegese interrogativa acerca da "credibilidade das fontes” e “os modelos interpretativos até hoje utilizados na leitura desses episódios” (p. 355) da mitologia maçónica. Estamos, deste modo, perante a velha querela do problema da conceituação teórica e sua legitimação; estamos, ainda e para o que nos interessa por agora, perante o problema da natureza narrativa da história e do seu ordenamento, onde, nos parece, que a “caça aos factos” (na impossibilidade de aceder a muitas das fontes primárias, porque inexistentes, dada a sua destruição nos ominosos tempos do absolutismo) não poderá por em causa um certo “discurso narrativo” (Ricouer) de acontecimentos (e a sua preservação), muitos deles de natureza memorialística e alguns narrados no espaço periodista, verificando-se o competente exame crítico dessas ocorrências a partir e mediante o entrecruzamento de outras fontes de transmissão documental, para que não se transforme a “memória em mercadoria”.

Isto é, se a narrativa e a tradição maçónica pode (também) ser entendida a partir de uma série de acontecimentos construídos ao mesmo tempo que as suas narrativas – “o acontecimento ocorre no discurso” – nos termos das conjecturas dos seus actores, então na evocação do seu passado não se deve perder o “jogo da descontinuidade” e a sua “dimensão episódica” (tempo real e de acção) a pretexto de uma qualquer aparência de continuidade específica [a tal exaltação paradigmática desse “grande rio da história”], que o torna simbolicamente ininteligível aos seus leitores. Se, de facto, algumas das narrativas pessoais criadas são meras seduções políticas dos seus protagonistas ou dos seus publicistas [exemplo: a formação do GOL, a “Conspiração de 1817”, “O Sinédrio” ou a perseguição da “Inquisição” à “pedreirada”], e que fomentaram ritos de recordação, esse rumor tornado mito, não deixando de ser um curioso labirinto entre a demanda da “realidade” e a edificação de uma putativa “ficção”, então não se pode deixar de analisar a sua natureza, origem, concepção e evolução. Para se entender como o mito tem sido alimentado e florescido em crença até aos nossos dias.  

Uma segunda questão, necessariamente ligada à anterior, trata do problema da historiografia liberal e maçónica oitocentista, sem dúvida assaz complexa, em ligação com as provas preliminares da relação estabelecida entre os maçons, entre estes e as lojas e a rede de sociabilidade daí resultante. As curiosas ramificações clandestinas dessas “histórias variáveis”, a relação entre o “ser” e o “conhecer” dessa rede relacional, ou “afinidades conviviais” (p.361) não pode ser entendida fora dessa res gestae que foi o período do Triénio Liberal [e em Espanha, comparativamente; veja-se, por expl., Irene Castells, La Utopia insurrecional del Liberalismo, Barcelona, 1989] que produziu um vínculo interpessoal e político extraordinário e que foi um acontecimento ou epifania (re)fundadora da matriz identitária das maçonarias ibéricas.

De facto, o período revolucionário nos Estados Peninsulares (1820-1823) viu nascer no tronco comum da maçonaria novas formas de sociabilidade política (carbonarismo, as sociedades patrióticas, os clubes e associações paramaçónicas – ver José Manuel Martins, Os Estados Peninsulares e as Sociedades Patrióticas, Comissão Liberato, 2016), que conservando (algumas) o seu primitivo carácter iniciático rapidamente abandonaram os seus aspectos filantrópicos e confluíram para um ativismo romântico em que jogaram importante papel político contra o absolutismo, sem que a(s) maçonaria(s), elas mesmas, tenham criado essa mesma oposição. Quer isto dizer que as dissidências maçónicas [curiosamente sobre o papel da Maçonaria em Espanha neste período, J. A. Ferrer Benimeli não dá importância ao papel das lojas, não considera as lojas “irregulares” ou “selvagens” como maçonaria, estabelecendo o pressuposto teórico de apenas se considerar a maçonaria como uma sociedade secreta de caraterísticas iniciáticas – vide Castells, 1989] introduziram uma nova leitura e complexidade ideológica, novas formas de luta política, onde a documentação, por motivos de resguardo, não existia.   

Portanto, cumpre dizer, se é certo que a escassez de fontes maçónicas nesse período [como foi dito, a documentação ou foi destruída ou nem existia] produz, na época pelos seus protagonistas ou depois pelos publicistas, uma sistemática construção ilusória e mitificadora da realidade inteligível (desse mesmo conhecimento, entenda-se), não menos certo é que uma visão inevitável que daí resulta, ao expor uma suposta esterilidade das práticas maçónicas fora da ritualística, não pode por si só conduzir e gerar sucessivos “mitos historiográficos” (note-se, apenas porque citado, a Conspiração de 1817), em prejuízo de um conhecimento visível pelos sinais que o exprimem (e são alguns, mesmo que fragmentados estejam) e pela luminosidade com que abraçaram a luta pelo constitucionalismo, como mais tarde pelo Livre Pensamento. Na verdade, se as revoluções fazem os seus revolucionários, a maçonaria cria os seus próprios maçons.

J.M.M.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

I JORNADA DE HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA - UNIVERSIDADE DO PORTO



Hoje, dia 26 de Novembro de 2015, o CITEM da Faculdade de Letras da Universidade do Porto vai levar a efeito as I Jornada de História da Historiografia.

Ao longo do dia vários historiadores vão debruçar-se sobre a História e a Historiografia que se vai fazendo e que se tem feito nas instituições ao longo do tempo em vários contextos e conjunturas.

O programa da jornada está estruturado da seguinte forma:

Programa
 
11h00 Sessão de Abertura
 
11h15 Sessão 1 | Interdisciplinaridade e Políticas da História (Moderador Professor Doutor Eurico Gomes Dias)
 
Professora Doutora Amélia Polónia (FLUP, CITCEM) | Inter, multi e transdisciplinaridade – um desafio à construção historiográfica
 
Doutor Nuno Bessa Moreira (FLUP, CITCEM) | Reflexões de Vitorino Magalhães Godinho sobre a História no conspecto das Ciências Sociais e Humanas
 
Professor Doutor Francisco Azevedo Mendes (ICS, UM) e Doutor Nuno Bessa Moreira (FLUP, CITCEM) | Os trabalhos de Brian Fay – historicidade e sistema em revistas de Teoria da História
 
Professor Doutor Maciel Morais Santos (FLUP, CEAUP) | O memoricídio palestiniano
 
13h00 Intervalo
 
15h00 Conferência pelo Professor Doutor Sérgio Campos Matos (FLUL, CH-UL) | Historiografia e memória: uma perspectiva crítica
 
15h35 Sessão 2 | Instituições, Conceitos e Práticas Historiográficas (Moderador Doutor Nuno Bessa Moreira)
 
Professor Doutor Eurico Gomes Dias (ISCPSI) | O estímulo científico da historiografia promovido pela Academia Real das Ciências [1779-1820]
 
Mestre Ricardo de Brito (ICS-UL/CH-UL) | Inovações lexicais em Portugal na transição do século XVIII para o XIX: o caso do conceito de Revolução
 
Professor Doutor João Couvaneiro (Instituto Piaget, Almada) | Autonomia do ensino superior da História (1861-1911)
 
Mestre José de Sousa (ICS-UL/CH-UL) | Um projecto de institucionalização historiográfica no pós II Guerra Mundial: a Sociedade Portuguesa de História da Civilização
 
17h15 Pausa
 
17h30 Conferência pelo Professor Doutor João Paulo Avelãs Nunes (FLUC, CEIS XX) | Historiografia eparadigma neo-moderno
 
Organização: Nuno Bessa Moreira | CITCEM


Mais informações: http://www.citcem.org

A acompanhar com todo interesse devido ao facto de ser umas jornadas pouco vulgares em Portugal, os Historiadores a analisarem a História que se vai produzindo e as suas circunstâncias, problemas, dificuldades e, ao mesmo tempo, as vantagens e sucessos que se vão alcançando ao longo do tempo.

A.A.B.M.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

HISTÓRIA E HISTORIADORES NO ICS: JORNADA

Amanhã, 18 de Maio de 2015, o Instituto de Ciências Sociais vai dedicar a sua atenção à História e Historiadores na instituição, analisando os diferentes contributos dos variados investigadores que passaram pela mesma.

Uma organização de  Isabel Corrêa da Silva e Nuno Gonçalo Monteiro.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
Ao longo de quase meio século, os historiadores e outros investigadores do ICS deixaram uma marca incontornável na produção académica sobre a História do Portugal Moderno e Contemporâneo. Numa altura em que muitos deles se retiram da vida académica activa, é altura de discutir as suas contribuições. Propondo-se reflectir sobre o quanto, na sua pluralidade, os seus legados foram determinantes para a historiografia e para a universidade portuguesas, estas jornadas pretendem constituir, simultaneamente, uma reflexão crítica e uma justa homenagem.  

O programa da jornada que se inicia pelas 9.30h com uma intervenção do Professor José Luís Cardoso segue depois com as seguintes intervenções:

Manhã
Presidente da mesa e comentador: António Costa Pinto
1. Manuel de Lucena, por Luciano Amaral
2. Fátima Patriarca, por Álvaro Garrido
3. Maria Filomena Mónica, por Paulo Silveira e Sousa
4. Manuel Braga da Cruz, por António Araújo

Tarde
Presidente da mesa e comentador: Rui Ramos 
1. Manuel Villaverde Cabral, por Fátima Sá
2. Maria de Lourdes Lima dos Santos, por Augusto Santos Silva
3. Vasco Pulido Valente, por Paulo Jorge Fernandes
4. Fátima Bonifácio, por José Miguel Sardica

Final da tarde
Presidente da mesa e comentador: Jorge Pedreira
1. Jaime Reis, por Leonor Freire Costa
2. António Hespanha, por Pedro Cardim
3. Valentim Alexandre, por Cristina Nogueira da Silva

O encerramento da sessão será feito pelo Professor  Pedro Lains.

Um interessante sessão que não podemos deixar de recomendar aos que tiverem possibilidade de assistir, permitindo conhecer melhor os trabalhos desenvolvidos e publicados por reputados historiadores, mais ou menos polémicos e com percursos de vida e carreira mais ou menos sinuosos, mas com um traço comum o interesse pela História. Quase todos os historiadores que são recordados desenvolveram importantes trabalhos no âmbito da História Contemporânea, onde o Instituto de Ciências Sociais tem deixado importantes contributos.

O programa do evento pode ser descarregado AQUI.

Com os votos do maior sucesso para esta excelente iniciativa, pouco vulgar entre nós e que merece a melhor divulgação.

A.A.B.M.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A HISTORIOGRAFIA EM PORTUGAL: PROBLEMAS E PERSPECTIVAS

No próximo dia 12 de Fevereiro de 2014, quarta-feira, o Doutor Sérgio Campos Matos vai apresentar uma comunicação na Academia Portuguesa de História.

O Prof. Sérgio Campos Matos é académico correspondente desta academia e vai abordar como tema "A Historiografia em Portugal: problemas e perspectivas", um tema aliciante e muitas vezes envolvido em polémica, pelos temas, pelas abordagens e pelas temáticas.

A sessão realiza-se pelas 15 horas e a entrada é livre.
Abaixo fica o endereço para os potenciais interessados.

Academia Portuguesa de História
Palácio dos Lilases
Alameda das Linhas de Torres nº 198-200

Lisboa

Uma sessão a acompanhar com toda a atenção e a divulgar.

A.A.B.M.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

POLÉMICA HISTORIOGRÁFICA

A propósito da polémica historiográfica que tem marcado este ano e a publicação da História de Portugal, coord. Rui Ramos, Nuno Gonçalo Monteiro e Bernardo Vasconcelos e Sousa reeditada agora em vários volumes pelo Expresso e que tanta polémica tem provocado, conheceu hoje um novo contributo, agora de Luís Reis Torgal, cujo texto foi também publicado no jornal Publico e que, com a devida vénia retiramos do blogue de Joana Lopes, Entre as Brumas da Memória.

RUI RAMOS E O REABRIR DA POLÉMICA SOBRE A "HISTÓRIA DE DIVULGAÇÃO" DO ESTADO NOVO

"Em Janeiro de 2011 apresentei uma comunicação sobre a historiografia do Estado Novo num colóquio organizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entre outras considerações, abordei criticamente os textos de dois historiadores: Rui Ramos e Filipe Ribeiro de Meneses. Assistimos agora a uma polémica entre Manuel Loff e Rui Ramos, nas páginas do PÚBLICO, que se alargou a um artigo, que não tive ocasião de ler, de António Araújo, a uma pequena, violenta e inconveniente nota de Maria Filomena Mónica, e, depois, a vários outros textos de valor e significado diferentes, entre eles um artigo de um dos melhores especialistas do Estado Novo, Fernando Rosas.

Não querendo entrar nas questões mais pessoais que se levantaram, achei que não devia ficar de fora, dado que me refiro constantemente nos meus textos à falta de um debate público sobre a historiografia e sobre outros temas de ciência e de cultura. Limito-me, porém, por agora, a isolar e a adaptar o texto que escrevi então sobre Rui Ramos, que faz parte, portanto, de um artigo mais lato e complexo que continua à espera de ser publicado nas actas do referido colóquio. Como se verá, não é, pois, a primeira vez que a obra de Rui Ramos suscita, saudavelmente, alguma polémica. A reedição da História de Portugal em pequenos volumes pelo Expresso, coordenada por este historiador, veio, afinal, reabrir velhas questões.

A obra, no seu conjunto, mereceu, obviamente, elogios desde a sua apresentação, na Sociedade de Geografia, pelo sociólogo António Barreto, que, sobretudo, louvou o seu sentido narrativo e de fácil compreensão, onde estava ausente um exercício teorizador. No entanto, a parte relativa ao regime Salazar-Caetano, assinada por Rui Ramos, provocou logo alguma discussão, proporcionada pelo trabalho da jornalista São José Almeida, que entrevistou e transcreveu pequenos passos das opiniões emitidas por alguns historiadores do Estado Novo, como António Costa Pinto, Manuel de Lucena, Manuel Loff, Irene Flunser Pimentel, Fernando Rosas, para além de afirmações do próprio Rui Ramos. O artigo teve o sintomático título “A História de Rui Ramos desculpabiliza o Estado Novo” (PÚBLICO, 31 de Maio de 2010).

Não valerá a pena analisar cada opinião, pois não se chegaria a grandes conclusões, dado até, precisamente, o carácter de curtas passagens que foram extraídas pela jornalista às palavras de cada um dos interlocutores. Apenas poderei resumir esse debate (se é que de debate se tratou) com a própria síntese da jornalista do PÚBLICO: “Rui Ramos lamenta que em Portugal a História seja vista ‘a preto e branco, ou esquerda ou direita’. E que se conviva mal com diferentes interpretações do passado. Mas outros historiadores vêem na mais recente História de Portugal, coordenada por este autor, um discurso que desculpabiliza o Estado Novo e diaboliza a I República. Há mesmo quem fale de ‘legitimação’ do discurso de Salazar. E quem acuse esta História de ignorar a violência daqueles anos”.

Não entro nessa discussão para que, de resto, não fui convidado, mas posso sim discutir a metodologia de análise de Rui Ramos.

Acima de tudo, gosto sempre de salientar que só divulga quem sabe, ou seja, quem investigou. Caso contrário, corremos o risco — evidente no Estado Novo, em “obras do regime”, como a História de Portugal de João Ameal, que constituiu um verdadeiro best-seller — de reduzirmos a História a um discurso narrativo de tipo mais ou menos ideológico. Mas, se, por um lado, a divulgação não pode ser um discurso literário, normalmente atraente, também é perigoso que seja uma simples narrativa aparentemente asséptica e com pretensões científicas, que pode ser, por outro lado, uma grande arma da ideologia.

Rui Ramos não é um especialista do Estado Novo e usou exactamente o método tão elogiado por Barreto, ou seja, a narrativa não teorizadora. Mas, a problematização é o que de mais aliciante tem a História e que provoca no leitor medianamente culto (o outro lê sempre qualquer coisa, até as Histórias rocambolescas da História de Portugal, pensando que está a ler um livro de História) o gosto pela reflexão crítica, o que — aí concordarei com Rui Ramos, se entender o conceito como eu — o leva a ler a História não “a preto e branco”, mas com todas as cores, ou, por outras palavras, de forma poliédrica.

Ora, se lermos as páginas sobre o Estado Novo da História de Portugal (eu li-as na edição principal e não nesta edição em volumes), não nos apercebemos que Salazar se formou num denso complexo de realidades e de concepções do Estado. Sobressaíam então, para além das teses e práticas republicanas mais radicais que geravam naturais reacções, posições republicanas conservadoras e nacionalistas, o corporativismo católico, com as suas teses sociológicas e pedagógicas, ideias integralistas que jamais apontavam para a noção de uma “monarquia absoluta” (como diz Ramos e que era, ao invés, uma ideia que os integralistas combatiam), ideologias fascistas que surgiram em Portugal logo no contexto da “marcha sobre Roma” e, mais tardiamente, apaixonadas afirmações nacionais-sindicalistas, que não se afastavam mesmo do nazismo nascente. Seguindo a narrativa de Rui Ramos, tudo surge de forma natural, formando-se um Estado onde a regra era “viver habitualmente” (ideologia captada em Salazar, em 1938, por Henri Massis, mas que já se encontra na entrevista de António Ferro), no sentido de uma “nova democracia”, onde a palavra “totalitarismo” era proibida, onde se verificava uma “ditadura moderada” (mais moderada do que na própria República) com uma repressão dirigida (esquecendo as vicissitudes de toda a oposição, fosse ela qual fosse), onde havia uma “pluralidade cultural” (como se tendências de oposição pudessem ser integradas na concepção do Estado Novo e não fossem contra ele e alvo da sua repressão)… Mais ainda: onde havia uma concepção de “assimilação” em relação aos naturais das colónias (só tardiamente notória), onde se deu uma guerra colonial (que conheci, na Guiné, no final dos anos sessenta) em que os movimentos de independência acabaram por ter pouco significado social e até militar, onde as estatísticas provam o desenvolvimento de Portugal (que pode ser um facto em determinadas áreas e conjunturas)…

Nada é discutido e problematizado e mesmo o conceito de “fascismo de cátedra” utilizado pela interessante caracterização de Unamuno, numa reflexão jornalística do Ahora, dado a conhecer primeiro por João Medina, é transformado na expressão “ditadura catedrática”, e o conceito de “totalitarismo” não é observado sistematicamente, apesar de, na verdade, ter sido utilizado e discutido por homens próximos de Salazar (como Bissaya Barreto ou Águedo de Oliveira, Mário de Figueiredo ou Manuel Rodrigues). E seria bom que Ramos entendesse que a História se compreende numa lógica diacrónica, mas também sincrónica. É certo que aproxima uma vez o corporativismo de Salazar do de Mussolini, mas haveria que estender essa comparação a outras áreas e perceber que, para além de um “fascismo de movimento”, há um “fascismo de regime”, fascismo ao qual o salazarismo não foi imune, a ponto de se poder sempre perguntar, como fizeram alguns historiadores desde Manuel Lucena (a quem se deve a feliz e problematizadora expressão de que o Estado Novo poderia ser considerado “um fascismo sem movimento fascista”), com respostas diferentes, se era ou não possível integrar o salazarismo num “fascismo genérico”.

A História não pode ser apenas interpretada por sintomas e factos escolhidos previamente, mas — quer se queira quer não (eu que fui influenciado pela metodologia dos Annales, antes de ela se expandir em Portugal, mas que repudiei expressivamente os seus exageros e a máxima imperialista da “história nova”) — tem de ser vista também pela análise das estruturas, que nos podem dar a conhecer o que os factos isolados nos escondem. O grande erro de Rui Ramos, numa história de divulgação, é, pois, pensar que esta é uma pura narrativa do que não se conhece bem, mas de que se podem tirar ilações que interessam ao leitor e o podem orientar. E isso ainda é mais discutível se pensarmos, como Ramos, que a divulgação se pode igualmente fazer, mais livre e despreocupadamente, numa linha “jornalística” — com todo o respeito que tenho pelo jornalismo de investigação — e até utilizando a “história do se…” (“Sá Carneiro. E se ele não tivesse morrido?”, Expresso, Revista Única, 27 de Novembro de 2010) ou da “história virtual” (como diz, à maneira anglo-saxónica) ou da metáfora do “nariz de Cleópatra”, discutida pelo meu mestre Sílvio Lima em 1960, demitido por Salazar em 1935, mas, felizmente, reintegrado nos anos quarenta. Como se vê (agora digo- o eu, em “à parte”), simples liberais eram objecto da repressão salazarista…

No suplemento do Actual do Expresso (24 de Julho de 2010), Rui Ramos escreveu, nos quarenta anos da morte de Salazar, um artigo de fundo sobre o ditador, que praticamente começa assim: “O problema está em que, se quisermos ser exactos, teremos de admitir que foi precisamente com Salazar que Portugal começou a ser menos pobre, menos analfabeto e mais europeu". Chavões deste tipo, com afirmações de meias verdades não contextualizadas, tornam a divulgação tendenciosa. O mesmo se dirá da afirmação, pura e simples: "O Estado Social em Portugal foi salazarista antes de ser democrático". Quanto à repressão, apesar de Ramos concordar que Salazar, quando queria, "podia ser implacável", o que fica no leitor é outro chavão: "Quando comparamos a ditadura salazarista com as suas contemporâneas, a quantidade repressiva é modesta". No que se refere ao colonialismo, refere aquilo que se poderia dizer de outra maneira e com outra contextualização explicativa, sem o efeito de frases que constituíam verdadeiros "slogans de propaganda": "O colonialismo não começou com Salazar. Liberais e republicanos tinham viabilizado as colónias, submetendo as populações ao trabalho forçado administrado pelo Estado". E, a terminar o artigo nem redigido – a boa escrita e a boa comunicação oral são dois factores, por paradoxal que pareça, muito perigosos na dita "divulgação da História", – escreve, simplificando e dando um tom de ficção literária à sua escrita: "Numa quinta-feira de céu cinzento, a 25 de Abril de 1974, tudo foi derrubado como um cenário de papelão. Nenhum movimento político reivindicou, desde então, as ideias de Salazar. Em 2007, a sua vitória num concurso televisivo foi mais um sinal de iconoclastia, contra o velho antifascismo oficial, do que saudosismo. Falamos dele, mas é isso: falamos. Valem-lhe os antifascistas para o conservarem ameaçadoramente 'vivo'. Terá ele imaginado este fiasco final? Nos seus últimos anos de vida, entre 1968 e 1970, não lhe disseram que fora substituído no Governo, mas, como notou Adriano Moreira, ele também não perguntou. Nunca quis saber o resto da história.

Palavras e frases, provavelmente bem construídas, mas sem nenhuma reflexão profunda... – é esta a técnica de divulgação de Ramos, parecendo não entender que a História supõe sempre uma análise e uma reflexão problematizadoras. Que fique claro, não é o facto de Rui Ramos se afirmar como "homem de direita" que me leva a estas considerações. Como cidadão pode ser o que quiser e entender, mas como historiador tem de seguir uma linha metodológica científica, mesmo na arte da divulgação. A menos que entenda que a História não é uma Ciência que procura a objectividade, mas uma pura ficção subjectiva que pode ser – utilizando as suas palavras – de "direita" ou de "esquerda".

Mais um contributo, muito importante, sobre a razão de ser desta polémica que envolve os historiadores, sobretudo quando se estudam temas muito próximos em termos temporais e quando as razões, contextos e conceitos de cada um podem influenciar as leituras que se fazem dos acontecimentos.

Uma reflexão serena, de base conceptual e metodológica que nos merece a melhor atenção e, sobretudo, porque incide em problemáticas da investigação histórica, tentando colocar de lado outras questões paralelas, essas sim secundárias e menos importantes para os interessados na temática.

A ler com toda a atenção.

A.A.B.M.

terça-feira, 1 de maio de 2012

50 ANOS DE HISTORIOGRAFIA: BALANÇO E PROSPETIVA - CONGRESSO INTERNACIONAL


Realiza-se, entre 3 e 4 de Maio de 2012, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o Congresso Internacional 50 Anos de Historiografia: Balanço e Prospetiva.

Contando com uma Comissão Científica onde constam nomes como:
Armando Luís Gomes Carvalho Homem, Isabel Mota, João Paulo Avelãs Nunes, Sérgio Campos Matos, Francisco Azevedo Mendes.

Os trabalhos do congresso vão desenvolver-se em cinco painéis, a saber:
- História, Historicismo e Nacionalismos;
- Da História Local, da Microhistoria à História Global;
- Inter, multi e transdisciplinaridade - novos horizontes para a História;
- Usos Sociais da História;
- Repensar a História - os caminhos da historiografia actual.

Este congresso, que funciona também como ação de formação para os docentes dos Grupos 200 e 400.

O programa completo do congresso pode ser consultado AQUI.

Um conjunto importante de historiadores a debater o métier, o trabalho realizado, os contributos nas suas várias dimensões e o debate de ideias sobre a História que temos vindo a fazer e a que se deve vir a fazer.

Muito interessante iniciativa que merece a melhor divulgação.

A.A.B.M.

domingo, 15 de abril de 2012

FACES DE MUDANÇA: HISTORIOGRAFIA E HISTORIADORES DO SÉCULO XX EM PORTUGAL


O Centro de História da Universidade de Lisboa , dirigido pelo Professor Doutor António Ventura, vai levar a efeito na próxima terça-feira, 17 de Abril de 2012, um seminário intitulado Face de Mudança: Historiografia e Historiadores do Século XX em Portugal que conta com a presença de alguns dos investigadores que agora se têm dedicado a esta temática como: Norberto Cunha, José Neves, Ana Maria Rodrigues, António Hespanha, Luís Bigotte Chorão, Paulo Archer de Carvalho, Maria do Rosário Themudo Barata, Maria Alexandra Lousada, Luís Ramalhosa Guerreiro, Francisco Contente Domingues, Luís Reis Torgal.

A sessão vai realizar-se no Anfiteatro III, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Uma iniciativa dos grupos de trabalho do Centro de História - Memória & Historiografia e do Centro de Estudos Migrações das Relações Interculturais da Universiade Aberta- Comunidades, Identidades e Memórias que merece toda a divulgação.

A acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


HISTORIOGRAFIA PUBLICADA EM PORTUGAL EM 2008 (Parte II)

101 - DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO HABSBURGO, Alan Sked , Lisboa, 2008

102 - FÁBRICA (A)-100 anos da CUF no Barreiro, António Camarão, António Sardinha Pereira e outros, Lisboa, 2008

103 - GENERAIS (OS) DO EXÉRCITO PORTUGUÊS-III Vol.-I Tomo,
Coord.Coronel Antº.José Pereira da Costa , Lisboa, 2008

104 - GRANDES ENIGMAS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL-Vol.I-Da Pré História ao séc.XV, Coordenadores Miguel Sanches Baêna, e Paulo Alexandre Loução, Lisboa, 2008

104 - HISTÓRIA DA FRANC-MAÇONARIA, OU DOS PEDREIROS LIVRES (Ed. Fac-similada),Miguel António Dias , Organização de Manuel Gomes, Lisboa, 2008

105 - HISTÓRIA SOCIAL DO JAZZ-6ª edição revista e ilustrada,Eric J. Hobsbawm , São Paulo, 2008

106 - HOSPITAIS DE GAIA - Um Século de História, Anabela Amaral, António Ramalho de Almeida e outros, Porto, 2008

107 -ILHAS (AS) DAS ESPECIARIAS-Semana Santa na Indonésia,
António Homem Cardoso , Lourenço Almeida ,Parede, 2008

108 - LIMIANOS (OS) NA GRANDE GUERRA,Luis Dantas, 2008

109 -MONARQUIA (A) DO NORTE, VOL. II, Rocha Martins, Lisboa, 2008

110 -MONARQUIA LUSITANA - Vol.V, Frei Francisco Brandão , Introd. A. da Silva Rego, Lisboa, 2008

111 - MONARQUIA LUSITANA-TOMO IV, Frei António Brandão , Introd.de A.da Silva Rego, Lisboa, 2008

112 -MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, António Mascarenhas Gaivão, Cruz Quebrada, 2008

113 -NERO, David Shotter, Lisboa, 2008

114 -NUNO ÁLVARES PEREIRA-O SANTO CONDESTÁVEL, José Carvalho, Lisboa, 2008

115 -QUESTÃO (A) COLONIAL NO PARLAMENTO-Vol.I (1821-1910), Pesquisa e selecção de Cláudia Alexandre, Lisboa, 2008

116 -RESENHA HISTÓRICO-MILITAR DAS CAMPANHAS DE ÁFRICA 1961-1974-V.8 T.1 L.1, Major do QEO José Adelino M. Teixeira Alves, Coord.Major-General Henrique António Nascimento Garcia , Lisboa, 2008

117 -INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA - Dos Factores Externos à Dinâmica do Sistema Linguístico, Jaime Ferreira da Silva e Paulo Osório, Chamusca, 2008

118 -ALENTEJANO QUE DESCOBRIU A AMÉRICA (O) 2ª. ed. 1492 - A Viagem Épica do Português Salvador Fernandes Zarco mais Conhecido Pedro Laranjeira, Matosinhos , 2008

119 - CORRESPONDÊNCIA E TEXTOS DISPERSOS 1942-1979- Joaquim Paço d'Arcos , Selec. Org. e Notas por João Filipe Paço d'Arcos e outros, Lisboa, 2008

120 -CRUZEI-ME COM A HISTÓRIA - Um Testemunho Essencial para a História de Angola, Samuel Chiwale, Lisboa, 2008

121 -JOAQUIM VIEIRA NATIVIDADE 1899-1969 - Ciência e Política do Sobreiro e da Cortiça, Ignacio García Pereda, Lisboa, 2008

122 -SALAZAR E ALFREDO PIMENTA - Correspondência 1931-1950, Manuel Braga da Cruz (Org.), Lisboa, 2008

123 -ANTERO DE QUENTAL – Fotobiografia, Ana Maria Almeida Martins, Lisboa, 2008

124 - AR DA CIDADE (O) Ensaios de História Medieval e Moderna, Maria Ângela Beirante, Lisboa, 2008

125 - CAMPANHA DE MONTEVIDEU - A Ocupação Portuguesa do Uruguai 1816-1823, Silvino da Cruz Curado, Lisboa, 2008

126 - CATARINA DE BRAGANÇA (1638-1705), Joana Almeida Troni, Lisboa, 2008

127 -CONTRIBUIÇÃO PARA A HISTÓRIA POSTAL DO BAIXO ZAMBEZE - O Correio no Inhamissengo, na Conceição e no Chinde, Luís Brito Frazão, Porto, 2008

128 -CRISTÓVÃO COLON (COLOMBO) ERA PORTUGUÊS (4ª.ed.), Manuel Luciano da Silva, Sílvia Jorge da Silva, Lisboa, 2008

129 - D.PEDRO DE MENESES - O Primeiro Capitão de Ceuta, Nuno Silva Campos, Lisboa, 2008

130 -DEFESA DO ULTRAMAR (A) 1640-1668, Maria Paula Marçal Lourenço, Lisboa, 2008

131 -DIÁRIO DE BORDO NA ROTA DE VIEIRA - Pelos 400 Anos do Nascimento do Pe. António Vieira, 1608-1967, António de Abreu Freire, Lisboa, 2008

132 - ESQUERDA DEMOCRÁTICA E O FINAL DA PRIMEIRA REPÚBLICA (A), António José Queirós , Lisboa, 2008

133 - FORA DE PORTAS - Memória e Reflexões, A.M. Galopim de Carvalho, Lisboa, 2008

134 -GUERRA DAS LARANJAS 1801, António Ventura, Lisboa, 2008

135 -HISTÓRIA DA GALIZA, Manuel Recuero Astray e , Baudilio Barreiro Mallón, Lisboa, 2008

136 - JOSÉ CAYOLLA - Um Aristocrata do Teatro, Jorge Ribeiro, Porto, 2008

137 - JOSÉ LEITE DE VASCONCELOS – Fotobiografia, Luís Raposo, Lívia Cristina Coito e outros, Lisboa, 2008

138 - JOSÉ LIMA: UM GRITO DE REVOLTA, Pedro Oliveira Pinto, Lisboa, 2008

139 - MADEIRA NA HISTÓRIA (A) Escritos sobre a Pré-Autonomia, Coordenação de João Abel de Freitas, António Loja e outros, Lisboa, 2008

140 - MAGNUM MIRACULUM EST HOMO - José Vitorino de Pina Martins e o Humanismo, Coordenação de Maria das G. Moreira de Sá, Isabel Almeida e outros, Lisboa, 2008

141 - MARIA DA FONTE E PATULEIA 1846-1847, Teresa Nunes, Lisboa, 2008

142 - PADRE ANTÓNIO VIEIRA - Educador, Estratega, Político, Missionário -
400 Anos do Nascimento (1608-1697)
, António de Abreu Freire, Lisboa, 2008

143 -PALAVRA DE VETERANO - Os Sobreviventes da Guerra de 1914-18, Max Arthur, Colares, 2008

144 - PRIMEIRA REVOLUÇÃO PORTUGUESA (A), Valentino Viegas, Lisboa , 2008

145 - PRINCESAS E INFANTAS DE PORTUGAL (1640-1736), Ana Cristina Duarte Pereira, Lisboa, 2008

146 - PRÍNCIPE D.AFONSO FILHO DE D.JOÃO II (O) Uma Vida Entre a Guerra e a Paz, Paulo Drumond Braga , Lisboa, 2008

147 - QUESTÃO COLONIAL NO PARLAMENTO (A), Vol. II: 1910-1926, Maria Cândida Proença, Lisboa, 2008

148 - RODRIGUES LOBO, OS VILA REAL E A ESTRATÉGIA DA DISSIMULATIO, VOLS. I E II, Selma Pousão-Smith, Lisboa, 2008

149 - RUA (A) Espaço, Tempo, Sociabilidade, Organizadores: Graça Índias Cordeiro, Frédéric Vidal e outros, Lisboa, 2008

150 - SAGRES - UMA VILA DO SÉC. XV - Percursos pela sua Historiografia Desde o Passado à Actualidade, José António Martins, Porto, 2008

[Nota: Na imagem acima temos a Sala da Biblioteca do Palácio do Marquês da Foz em 1901, retirada da revista Brasil-Portugal, disponível AQUI
[em continuação]

A.A.B.M.

domingo, 8 de fevereiro de 2009


HISTORIOGRAFIA PUBLICADA EM PORTUGAL EM 2008 (Parte I)

Tivemos acesso a uma listagem de livros de História publicada no nosso País no ano passado. Pode não ser completa, nem está organizada como desejaríamos, porque muitas vezes as publicações locais têm muito pouca divulgação e não chegam aos centros de distribuição, porém julgamos ser um contributo interessante para quem gosta da temática histórica. Aqui fica a primeira parte ao dispor dos interessados


1 -ARQUITECTOS DA PAZ - A Diplomacia Portuguesa de 1640 a 1815 - Com Atlas, Biografias e Roteiro de Fontes, Ana Leal de Faria,Lisboa, 2008

2 -DE CHAVES A COPENHAGA - A Saga de um Combatente
António Pereira dos Santos e , Gil Manuel Morgado dos Santos e outros, Lisboa , 2008

3 -FUTURO E HISTÓRIA DA LUSOFONIA GLOBAL (Inclui DVD)
Org. por Miguel Jasmins Rodrigues , Jorge Braga Macedo e outros, Lisboa , 2008

4 -GUERRA CIVIL DE ESPANHA - Intervenção e não Intervenção Europeia (1936-1939), Luís Soares de Oliveira , Lisboa , 2008

5 -LISBOA, O FADO E OS FADISTAS (3ª. ed. Revista e Ampliada), Eduardo Sucena, Lisboa , 2008

6 -MONARQUIA LUSITANA, VOL. VI (Reimpressão da Ed. Fac-similada de 1980), Frei Francisco Brandão , Introdução de A. da Silva Rego e outros , Lisboa , 2008

7 -MOSTEIRO DE SÃO VICENTE DE FORA (O), José da Felicidade Alves, Lisboa, 2008

7 -ORDENAÇÕES AFONSINAS (AS) Três Séculos de Direito Medieval (1211-1512), José Rodrigues , Sintra, 2008

8 -ORDENS E CONDECORAÇÕES PORTUGUESAS 1793-1824, Paulo Jorge Estrela, Lisboa, 2008

9 -PARA ALÉM DO COLÉGI0 MILITAR, UMA ASSOCIAÇÃO CENTENÁRIA, Rui Figueiredo Barros , Gonçalo Fuigueiredo de Barros , Lisboa, 2008

10 -UM GENERAL QUE CHEGA, UM PRÍNCIPE QUE PARTE, UM PAÍS QUE RESISTE -
Portugal 1807-1808 - Actas do X Curso de Verão
, Coord. José Adelino Maltez , Ana Catarina de Sousa e outros , Ericeira, 2008

11 -UNIFORMES PORTUGUESES NA GUERRA PENINSULAR (OS)
Pedro Soares Branco , Lisboa, 2008

12 -VERDADE MADEIRENSE E A GRANDE GUERRA (A)
Graça Fernandes , Coimbra , 2008

13 -REPRESENTAÇÃO PERANTE O TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO, VOLS. I E II, Padre António Vieira , Edição de Ana Paula Banza, Lisboa, 2008

14 -HISTÓRIA DA MÚSICA MILITAR PORTUGUESA, Pedro Marquês de Sousa, Lisboa, 2008

15 -HISTÓRIA DO SURF EM PORTUGAL - As Origens, Coordenação de João Moraes Rocha , Pedro Martins de Lima e outros, Lisboa, 2008

16 -ALGARVE - CASTELOS, CERCAS E FORTALEZAS - As Muralhas como Património Histórico, Natércia Magalhães , Gonçalo Couceiro e outros, Faro, 2008

17 -ANGOLA, OS BRANCOS E A INDEPENDÊNCIA, Fernando Tavares Pimenta, Porto, 2008

18 -ATERREM EM PORTUGAL! Aviadores e Aviões Beligerantes em Portugal na II Guerra Mundial, Carlos Guerreiro , Colares , 2008

19 -COMBOIOS EM PORTUGAL (OS) Vol. IV - Linha do Norte - Ramal de Tomar - Linha do Leste - Ramal de Cáceres, José Ribeiro da Silva e, Manuel Ribeiro , Lisboa, 2008

20 -CONTESTAÇÃO - De Como Portugal tem o Dever de Defender a sua Honra e a sua História, Isabel A. Ferreira , Lisboa, 2008

21 -D.JOÃO V E A SANTA SÉ - Os Retratos dos Reis Portugueses como
Instrumento da Diplomacia Joanina
, Carmen M. Radulet , Notas Genealógicas por António M.C.B. Assis Teixeira , Porto, 2008

22 -DICIONÁRIO DE AUTORES DA BEIRA-SERRA - Poetas - Ficcionistas -
Ensaístas - Historiadores - Teatrólogos - Musicólogos - Escultores
,
João Alves das Neves , Lisboa, 2008

23 -DICIONÁRIO DE CIÊNCIAS CARTOGRÁFICAS (2ª. ed. Act. e Aumentada) Contém Glossários Português-Inglês e Inglês-Português,
Joaquim Alves Gaspar , Lisboa, 2008

24 -ESPUMA DO TEMPO (A) Memórias do Tempo de Vésperas
Adriano Moreira, Coimbra, 2008

25 -HISTÓRIA DOS PORTUGUESES NA ETIÓPIA (1490-1640)
Pedro Mota Curto, Porto, 2008

26 -HOMEM QUE MATOU SIDÓNIO PAES (O) A Empolgante História de José Júlio da Costa, Alberto Franco e , Paulo Barriga , Lisboa, 2008


27 -HOMENAGEM A FR. RAUL ROLO, OP E A FR. ANTÓNIO DO ROSÁRIO, OP - Actas da Sessão, Fr. Francisco Martins de Carvalho , Justino Mendes de Almeida e outros, Lisboa, 2008

28 -LUIGI PIRANDELLO E A RECEPÇÃO DA SUA OBRA EM PORTUGAL, Coord. Rita Marnoto , Coimbra, 2008

29 -MOCIDADE PORTUGUESA - Homens para Um Estado Novo
Joaquim Vieira , Lisboa, 2008

30 -NA TORA DAS ESPECIARIAS - Diário de uma Viagem a Flores, Bali, Java e Timor Lorosae, José Eduardo Agualusa , Desenhos de João Queiroz e outros, 2008

31 -PELAS LINHAS DA NOSTALGIA - Passeios a Pé nas Vias Férreas Abandonadas, Rui Cardoso e ,Mafalda César Machado, Porto, 2008

32 -PORTO DE AVEIRO: ENTRE A TERRA E O MAR, Inês Amorim, Aveiro , 2008

33 -PORTUGAL DO MINHO A TIMOR, Vasco Silvério Marques e , Aníbal Mesquita Borges , Lisboa, 2008

34 -TRATADO DOS OLHOS DE PEDRO HISPANO (O), A. Mark Smith e , Arnaldo Pinto Cardoso , Lisboa , 2008

35 - TRONO E AS LÁGRIMAS (O) 10 Histórias de Princesas que não Foram
Felizes para Sempre
, Eduardo Nobre , Lisboa, 2008

36 -VALE DE ABRAÃO UM LUGAR ANTROPOLÓGICO, Julia Serpa Pimentel, Lisboa, 2008

37 -VICE-REI DO NORTE - Memórias e Revelações
António Pires Veloso, Lisboa, 2008

38 -MISERICÓRDIA DE MONTEMOR-O-NOVO (A) História e Património, Coordenador: Jorge Fonseca , Augusto Moutinho Borges e outros, Montemor-o-Novo, 2008

39 -1509 - A BATALHA QUE MUDOU O DOMÍNIO DO COMERCIO GLOBAL
Jorge Nascimento Rodrigues e , Tessaleno Devezas, Vila N.Famalicão, 2008

40 -AMANTES DOS REIS DE PORTUGAL, Paula Lourenço , Ana Cristina Pereira e outros, Lisboa, 2008

41 -CONSCIÊNCIA HISTÓRICA E NACIONALISMO - Portugal, Séculos XIX e XX, Sérgio Campos Matos , Lisboa, 2008

42 -D.JOÃO - PRÍNCIPE E REI NO BRASIL, Maria Beatriz Nizza da Silva , Lisboa, 2008

43 -DE LISBOA A CASCAIS - Rostos, Liberdade e Medicina
Luísa Villarinho, Lisboa, 2008

44 -DINASTIA AFONSINA - Uma Cronologia
Fernando de Castro Brandão , Lisboa, 2008

45 -EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS ARMAS NACIONAIS PORTUGUESAS
Armando Mattos , Organização de Manuel Gomes , Lisboa, 2008

44 -FORTALEZAS DO ESTADO PORTUGUÊS DA ÍNDIA - Arquitectura Militar na
Construção do Império de D.Manuel I
, André Teixeira , Lisboa, 2008

45 -GEORGE DE WASHINGTON A BUSH - A História dos 43 Presidentes 1789-2009,Rita Ibérico Nogueira e, Fernando Sobral , Lisboa, 2008

46 -HISTÓRIA DESATINADA DE PORTUGAL, Luís Mascarenhas Gaivão, Mem Martins , 2008

47 -JUDEUS, PORTUGAL E OS SENTIMENTOS, Cunha Simões , Alcanena, 2008

48 -LISBOA, SAÚDE E INOVAÇÃO - Do Renascimento aos Nossos Dias, Constantino Sakellarides, Manuel Valente Alves e outros, Lisboa, 2008

49 -LONGE É LUA - Memórias de Luanda - Angola,Rogéria Gillemans, Delft, 2008

50 -NA SOMBRA - Breve História das Sociedades Secretas, John Lawrence Reynolds , Matosinhos, 2008

51 -NEGÓCIOS VIGIADOS - Pela Primeira Vez, os Segredos das Relações entre
as Empresas e a Pide
, Filipe S. Fernandes e , Luís Villalobos, Cruz Quebrada, 2008

52 -PRIMEIRA REPÚBLICA - Em Datas e Ilustrada 1910-1926 - Um Período
Conturbado da História Lusíada
, Eurico Carlos Esteves Laje Cardoso , Lisboa, 2008

53 -SANTO ANTÓNIO DE LISBOA - Vida - Tradição - Prodígios,
José Manuel de Castro Pinto , Lisboa, 2008

54 -TRATADO DE TORDESILHAS (Reimpressão Fac-similada),Selecção de Texto Medina Celli , Organização de Manuel Gomes , Lisboa, 2008

55 -VER O PORTO - 25 Anos de Escrita sobre a Cidade,Helder Pacheco, Porto, 2008

56 -PEDROGÃO DE S. PEDRO - História, Tradição e Arte,
Helder Manuel Guerra Henriques, Lisboa, 2008

57 - ALGUMAS OBRAS DE ANDRÉ DE RESENDE VOL. II (1529-1551) In Honorem
Dr.Miguel Pinto de Meneses
- II - Fac-símile Edição, Int. e Estudo de Manuel Cadafaz de Matos , Lisboa, 2008

58 -ANA, A LÚCIDA (1831-1895) Biografia de Ana Plácido a Mulher Fatal de Camilo, Maria Amélia Campos , Lisboa, 2008

59 -AUTONOMIA DE ANGOLA (3ª. ed.), José Macedo, Lisboa, 2008

60 -BIOGRAFIA DE UM INSPECTOR DA PIDE - Fernando Gouveia e o Partido
Comunista Português
, Irene Flunser Pimentel , Lisboa, 2008

61 - CAMILO E ANA PLÁCIDO - Episódios Ignorados da Célebre Paixão Romântica, Manuel Tavares Teles , Porto, 2008

62 -CASA PALMELA (A), Pedro Urbano, Lisboa, 2008

63 - CIDADES DO MUNDO RENASCENTISTAS - Mapas do Civitates Orbis Terrarum, Michael Swift e, Angus Konstam , Lisboa, 2008

64 -CONQUISTA DE GOA, 1510-1512 - Campanhas de Afonso de Albuquerque, Vol. I, João Paulo Oliveira e Costa e , Vítor Luís Gaspar Rodrigues , Lisboa, 2008

65 -D.AFONSO II - Um Rei Sem Tempo, Hermínia Vasconcelos Vilar, Lisboa, 2008

66 -D.JOÃO I - O que Re-Colheu boa Memória, Maria Helena da Cruz Coelho , Lisboa, 2008

67 -D.JOÃO IV, Leonor Freire Costa e , Mafalda Soares da Cunha , Lisboa, 2008

68 -D.SEBASTIÃO - Rei de Portugal, Antonio Villacorta Baños-García , Trad. Rev.Cient. e Pref. Vitor Amaral de Oliveira, Lisboa, 2008

69 -DE ASYLO A FUNDAÇÃO - 100 Anos de um Agir Solidário em Torre de Moncorvo, Adília Fernandes, Coimbra, 2008

70 -DIÁRIO SECRETO QUE SALAZAR NÃO LEU - Revelações e Factos Inéditos, Rui Araújo, Cruz Quebrada, 2008

71 -ENQUANTO SE ESPERAM AS NAUS DO REINO..., João Aranha, Lisboa, 2008

72 -EPOPEIA TEMPLÁRIA E PORTUGAL (A), Eduardo Sucena, Lisboa, 2008

73 -FEMININO AO SUL - História e Historiografia da Mulher
Dir. Sara Marques Pereira , Coord. de Maria de Deus Manso e outros, Lisboa, 2008

74 -GRANDE LIVRO DOS PORTUGUESES ESQUECIDOS (O), Joaquim Fernandes, Lisboa, 2008

75 -MARQUÊS DE SOVERAL HOMEM DO DOURO E DO MUNDO/THE MARQUIS DE SOVERAL
SON OF THE DOURO, MAN OF THE J.A. Gonçalves Guimarães
, Vila Nova de
Gaia, 2008

76 -PÁGINAS DA HISTÓRIA DE SANTARÉM, VOL. I, Prof. Dr. Joaquim Veríssimo Serrão , Coord. pela Profª. Drª. Fátima
Reis
e outros, Lisboa, 2008

77 - PALMEIROS E SAPATEIROS - A Confraria de S.Crispim e S.Crispiniano do Porto (Séculos XIV a XVI), Arnaldo Sousa Melo , Henrique Dias e outros, Porto, 2008

78 -PARTIDOS E PROGRAMAS - O Campo Partidário Republicano Português (1910-1926), Ernesto Castro Leal, Coimbra, 2008

79 - PRAÇAS REAIS - Passado, Presente e Futuro, Coord. Miguel Figueira de Faria, José-Augusto França e outros, Lisboa, 2008

80 -SÁ DA BANDEIRA E O FIM DA ESCRAVIDÃO - Vitória da Moral, Desforra do Interesse, João Pedro Marques , Lisboa, 2008

81 -SALAZAR E A IGREJA (1928-1932), Arnaldo Madureira , Lisboa, 2008

82 -SCRIPTORES ET NOTATORES - A Produção Documental da Sé do Porto (1113-1247), Maria João Oliveira e Silva , Porto, 2008


83 -SEXO INVISÍVEL (O) Destapando o Verdadeiro Papel das Mulheres na Pré-História, J.M. Adovasio , Olga Soffer e outros, Mem Martins, 2008

84 -TRAMA MAÇÓNICA (A), Manuel Guerra, Parede, 2008

85 -ÚLTIMOS MESES DE SALAZAR (OS) Agosto de 1968 a Julho de 1970, Paulo Otero , Coimbra, 2008

86 -UM OBITTUÁRIO DO MOSTEIRO DE S.VICENTE DE FARA - A Comemoração dos que
Passaram Deste Mundo
, Maria José Azevedo Samhoa Santos , 2008

87 -UMA FAMÍLIA DA BEIRA ALTA - Pinho e Seixas da Gama,
Coordenação Editorial: Rui do Amaral Leitão , Lisboa, 2008

88 -WELLINGTON CONTRA MASSENA - A Terceira Invasão de Portugal (1810-1811), David Buttery , , Lisboa , 2008

89 -ESTUDOS DE HISTÓRIA DO DIREITO - Vol.I - Direito Português, Paulo Merêa , , Lisboa, 2008

90 -AMÉRICA (A) PORTUGUESA NAS COLECÇÕES DA BIBL.NACIONAL DE PORTUGAL E DA BIBL.DA AJUDA, Jorge Couto , Lisboa, 2008

91 - 1776 HISTÓRIA DOS HOMENS QUE LUTARAM NA GUERRA PELA INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS, David McCullough, Lisboa, 2008

92 -50 ANOS DE ECONOMIA E MILITÂNCIA, Sérgio Ribeiro , Lisboa, 2008

93 -ANTOLOGIA A MAÇONARIA VISTA POR FERN. PESSOA E NORT. DE MATOS (Ed. Fac-similada)Fernando Pessoa , Organização: Medina Celli e outros, Lisboa, 2008

94 -BREVE HISTÓRIA DE LISBOA CIDADE DO MAR,Malcolm Jack, Lisboa, 2008

95 -COLLEÇÃO DAS ANTIGUIDADES DE ÉVORA (Ed. Fac-similada)
Bento José de Souza Farinha, Organização: Manuel Gomes e outros, Lisboa, 2008

96 -CRONOLOGIA DA GUERRA COLONIAL- Angola-Guiné-Moçambique 1961-1974, José Brandão, Lisboa, 2008

97 -D. JOSÉ, Nuno Gonçalo Monteiro , Lisboa, 2008

98 -D.FILIPE II, Fernanda Olival, Lisboa, 2008

99 -D.FILIPE III, António de Oliveira, Lisboa, 2008

100 -D.JOÃO III, Ana Isabel Buescu, Lisboa, 2008


Fonte: Boletins mensais da Livraria Portugal

[A 2ª Parte será publicada nos próximos dias.]

A.A.B.M.