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sábado, 3 de dezembro de 2011

PORTUGAL LAICO - A EMÍLIO LOUBET (1905)



PORTUGAL LAICO - A EMÍLIO LOUBET (1905)- Medalha comemorativa da visita do presidente da república francesa, Emilio Loubet, a Lisboa.

Emílio Loubet [1838-1929], [7º] Presidente da República Francesa visitou Portugal em Outubro de 1904 (onde foi recebido em apoteose pelo povo de Lisboa) e, novamente, no ano seguinte (27 de Outubro de 1905), prosseguindo "intensa actividade diplomática" com o Rei D. Carlos.

Como AQUI referimos, uma "delegação maçónica constituída por Luís Augusto Ferreira de Castro, Luís Filipe da Mata e José Maria de Moura Barata Feio Terenas vão receber o presidente francês Loubet e entregam-lhe uma mensagem". Do mesmo modo, a instituição O Vintem das Escolas organizou "em honra do Presidente Loubet um canto coral com 1500 crianças das suas escolas, que entoam entre outros cânticos a Marselheza e vão decorados com a medalha comemorativa da visita de Loubet a Portugal e os rapazes com os seus vistosos fardamentos".

FOTOS via Memória da República, com a devida vénia.

J.M.M.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O SOL BAILOU AO MEIO-DIA A CRIAÇÃO DE FÁTIMA


LIVRO: "O Sol Bailou ao meio-dia A criação de Fátima";
AUTOR: Luís Filipe Torgal;
EDITORA: Tinta-da-China

SESSÃO DE LANÇAMENTO: Dia 19 de Março (16,30 horas)
LOCAL: Livraria Bertrand (Dolce Vita - Coimbra)
APRESENTAÇÃO por Armando Malheiro da Silva.

"As 'aparições» de Fátima' (1917) ocorreram num dos momentos económicos, sociais e políticos mais difíceis e mais dramáticos da história de Portugal, que bem podia sistematizar-se na trilogia do caos: 'fome, peste e guerra'. Nesse período, mas, sobretudo, anos antes, havia-se registado uma grande ofensiva dos governos republicanos em defesa da laicização do Estado e da secularização da sociedade, que acabou por restringir como nunca os privilégios e as liberdades da Igreja Católica. Rebentou a Primeira Guerra Mundial, onde Portugal teve uma participação controversa e trágica. Estoiraram motins e rebeliões. Proliferaram epidemias agudas de tifo e varíola e eclodiu depois a pandemia da 'gripe pneumónica'. Acentuou-se a crise económica e financeira, que gerou inflação galopante, falta de víveres essenciais, racionamento, pobreza, miséria e fome. Nesta conjuntura de extrema adversidade, surgiu, na Cova da Iria, um culto popular espontâneo que logo se propagou num país católico, rural, analfabeto e dado a superstições e a devoções messiânicas. Um culto popular que — como este livro pretende demonstrar — a Igreja Católica desde muito cedo estimulou, disciplinou, enquadrou ideologicamente e apresentou, com grande sucesso, a Portugal e ao Mundo" [ler AQUI - sublinhados nossos]

J.M.M.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

LEI DA SEPARAÇÃO DA IGREJA DO ESTADO



LEI da Separação da Igreja do Estado. Decretada pelo Governo Provisório da República Portugueza em 20 de Abril de 1911, Livraria Popular de Francisco Franco, Travessa de S. Domingos, 30-34, Lisboa

via Frenesi Loja

J.M.M.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

9 DE DEZEMBRO – "JOURNÉE DE LA LAICITÉ EN FRANCE"



"La France est une République Laïque. C'est à dire qu'elle reconnaît à tous ses citoyens:

1) la Liberté de Conscience: chacun a le droit de croire ou de ne pas croire, le droit de choisir en toute liberté une option spirituelle (religieuse, athée, agnostique) ou de n'en pas choisir
2) l'Égalité des options spirituelles ou philosophiques
3) l'Universalité de la Loi qui est la même pour tous et qui est soucieuse du seul intérêt général.

La Laïcité implique la neutralité de l'État qui ne doit privilégier aucune option spirituelle ou religieuse. Cela a été rendu possible en France par la loi du 9 décembre 1905 dite loi de séparation des églises et de l'État.

La Laïcité permet et impose de séparer sphère publique et sphère privée:

-dans la sphère publique ce qui rassemble les citoyens, hommes et femmes, à égalité de droits et de devoirs. On y trouve la justice, l'enseignement, la santé et la protection sociale, la sécurité et les autres services publics.
-dans la sphère privée ce qui peut diviser les citoyens: foi, convictions, particularismes. C'est le lieu de la liberté de conscience.

Cette séparation permet le Vivre Ensemble dans une société riche de la diversité de ses membres.

Pour construire la République Laïque, notre pays a mis en place l'École Publique, gratuite, obligatoire et laïque qui a pour mission de former les citoyens instruits, libres et responsables sans lesquels une Démocratie ne peut pas fonctionner.

En ce jour anniversaire de la promulgation de la loi de séparation des églises et de l'État, les organisations sous signées désirent attirer l'attention des Pouvoirs Publics, des Élus, des Collectivités, des Associations et de tous les Citoyens sur l'impérieuse nécessité de défendre chaque jour et partout le principe de Laïcité, les Services Publics et l'Ecole Publique, Laïque, Obligatoire et Gratuite.
A Niort le 9 décembre 2010


[ce texte a été conçu et approuvé par les représentants deux sèvriens des associations suivantes – ver AQUI]

Délégués départementaux de l'Education Nationale(DDEN)
Fédération des Conseils de Parents d'Elèves (FCPE)
Grand Orient de France
Libre Pensée des Deux Sèvres
Ligue de l'Enseignement
UNSA Education"

J.M.M.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

I REPÚBLICA - LIBERDADE RELIGIOSA



Bispo defende que I República deu mais liberdade à Igreja

"O bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, defende que 'a I República deu à Igreja mais liberdade, mesmo cortando algumas liberdades'. Num debate inédito ontem à tarde, em Fátima, onde também participou o historiador Fernando Rosas, Carlos Azevedo recordou os 'muitos custos' que os privilégios da Igreja tinham durante a Monarquia constitucional: o governo controlava as dioceses, os dirigentes e os compêndios dos seminários ou os professores, entre outros factores.

Utilizando palavras mais duras em relação à posição da Igreja Católica na época, Fernando Rosas alinhou pela mesma avaliação positiva: 'A obra de laicização da República, com os seus desvios, com os seus exageros jacobinos, com as suas perversões, é uma das obras modernizadoras mais importantes do século XX português'

O dirigente do Bloco de Esquerda acrescentou que a Igreja da época 'estava transformada numa espécie de repartição pública' e que a separação do Estado e da Igreja é 'uma reforma fundamental da modernidade'.

Mas que Igreja Católica era esta? Aqui, notou-se mais divergência entre os dois intervenientes. Fernando Rosas, que fez questão de referir várias vezes a sua posição de ateu, descreveu o catolicismo do início do século XX português como muito diferente do actual: 'Apesar de variada e plural, a Igreja era em muitos aspectos, no seu discurso doutrinário e nas posições dos principais responsáveis, subsidiária da Sillabus', disse o historiador, numa referência ao documento do Papa Pio IX, do final do século XIX, em que se condenava a modernidade. Era uma Igreja 'ultramontana, desconfiada da democracia e da modernidade'.

Carlos Azevedo, também historiador - dirigiu a História Religiosa de Portugal -, olha para o catolicismo da época de forma menos negativa: a Igreja não atacou a República, antes se defendeu dos ataques; nem se moveu para 'restaurar a monarquia'; 'havia bispos amigos da família real, havia abades minhotos que aderiram à monarquia do Norte, a imprensa católica tinha um fundo monárquico, mas a realidade era muito mais vasta que isso', defendeu.

Carlos Azevedo citou a propósito uma intervenção do patriarca de Lisboa, António Mendes Belo, em Setembro de 1909, na Câmara dos Pares, em que lamentava a 'triste, tristíssima situação do episcopado português, cuja jurisdição' estava 'quase extinta'.

Perante cerca de duas centenas de participantes nas jornadas do Secretariado das Comunicações Sociais da Igreja Católica, Rosas defendeu que a Igreja de há 100 anos tinha um 'carácter subversivo' contra a República. E citou, entre outros exemplos, os 'muitos párocos envolvidos em manobras' contra o regime implantado em 5 de Outubro de 1910.

Rosas admitiu que havia muitos padres republicanos, mas acentuou: 'A Igreja, na voz de muitos dos seus principais dirigentes, era hostil ao republicanismo.' Mesmo se parte da Igreja 'não põe em causa' o 'regime republicano' e se nunca houve uma posição oficial contra a República, 'o espírito da coisa era muito anti-republicano: houve padres que pegaram em armas contra a República e a cultura anti-republicana e monárquica era largamente dominante na Igreja'.

Neste quadro, o historiador e dirigente do Bloco de Esquerda Fernando Rosas identifica um 'erro mortal' da I República: 'Permitir que a questão da laicidade do Estado, que era uma justa prioridade, se convertesse em questão religiosa. O governo republicano tratou não de criar um ambiente de separação, mas de restaurar muitos dos privilégios que existiam na Monarquia a favor da República.' Com isso, criou-se uma questão religiosa, apaziguada a partir de 1918"

[Bispo defende que I República deu mais liberdade à Igreja - Debate inédito junta Carlos Azevedo e Fernando Rosas em Fátima para falar da Igreja na I República, in jornal Público, 24 de Setembro de 2010, p. 16 - sublinhados nossos]

J.M.M.