Mostrar mensagens com a etiqueta Lima de Freitas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lima de Freitas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de julho de 2015

VISITA GUIADA À ESTAÇÃO DO ROSSIO - PAINÉIS DE LIMA DE FREITAS


VISITA GUIADA AOS PAINÉIS DE AZULEJOS DE LIMA DE FREITAS, NA ESTAÇÃO DO ROSSIO.  

DIA: 4 de Julho 2014 (9,30 horas);
GUIA: Arq. João Cruz Alves;

LOCAL DO ENCONTRO: Átrio de acesso às plataformas de embarque da Estação do Rossio (último piso)
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Viagens entre o Esquadro e o Compasso”]

“No dia 4 de Julho de 2015, sábado, pelas 10.00H, Museu Maçónico Português leva a efeito, no âmbito do ciclo Viagens Entre o Esquadro e o Compasso, a visita aos Painéis de Azulejos da Estação do Rossio, alusiva aos Mitos e Figuras Lendárias de Lisboa, da autoria do Mestre Lima de Freitas, a conduzir pelo Arq. João Cruz Alves”.
[Mitos e Figuras Lendárias de Lisboa]

“Os painéis de azulejos, da autoria do Mestre Lima de Freitas, que ornam, desde 1996, a Estação de Caminhos de Ferro do Rossio, ‘ilustram’ a “outra” história de Lisboa, menos conhecida porventura, esclarecendo e iluminando os mitos da cidade de Ulisses».

 
Estes painéis procuram traduzir e identificar a essência e o ”espírito do lugar” de Lisboa, como cidade e capital da universalidade lusa, num momento em que a «vida moderna quase faz perder a alma das cidades e das gentes».

Como refere o Mestre Lima de Freitas, ‘importará tentar desvendar e revelar os tesouros do imaginário de Lisboa’, desse tecido de fábulas, tradições e mitos que se foi tecendo entre a sua vocação e a sua história, visível nas lendas e narrativa do passado e guardadas na memória e no fundo do inconsciente colectivo’ e que caracterizam a sua identidade. Estas ‘representações míticas projectam-se no presente e no futuro, definindo alguns dos grandes arquétipos da vivência de um povo ou de uma cidade’.

 
Refere igualmente Lima de Freitas, que, ‘segundo Nietzsche’, ‘o que a história ensina é na realidade o contrário daquilo que o espírito ‘histórico’ nela projecta, não uma progressão cada vez mais consciente do homem, mas o regresso ininterrupto das mesmas disposições, que jamais se esgotam ao longo das sucessivas gerações’. Na verdade, o regresso cíclico dos mesmos motivos universais, longe de ser o produto de um estreitamento do imaginário que se vai esvaziando no repetitivo e perdendo actualidade, gera uma riqueza sempre renovada de configurações fascinantes, à maneira das iterações fractais que desabrocham numa infinidade inesgotável de formas e se revelam, todas elas, de elevada intensidade estética».

Como lembra, ‘o inconsciente lusitano e lisboeta guarda ainda, oculto nos estratos profundos da memória ancestral, os vestígios de um saber antiquíssimo (um saber que abre sobre o ser), sementes de novas e cíclicas ressurreições. Nesse fundo subsistem, mineralizados, os tótemes primordiais do luso e humano imaginar; falo não do “manto diáfano da fantasia’, mas da magia da imagem, das encarnações sucessivas da imago intemporal. De lá nos chegam visões misteriosas e, quando escutamos atentamente, velhas palavras cheias de um estranho poder, que amamos rememorar porque, como disse um poeta, ‘hão-de volver a soar’.
Com estes painéis pretendeu, ‘antes de tudo, definir um temário do imaginário urbano, ou, melhor dizendo, decidir quais os temas universais e as constantes míticas que mais se iluminam e reverberam no ‘espaço’ que é o da alma, da saudade e dos sonhos de Lisboa e da sua memória colectiva, subliminal e arquetípica’.

As inscrições deverão ser feitas de preferência através do e-mail do Museu Maçónico Português.
Contando com a vossa participação, apresento os meus cumprimentos.”
[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director doMuseu Maçónico Português]

J.M.M.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

MUNDO FASCINANTE


"Vivemos num mundo fascinante em que se assiste ao colapso de todos os sistemas de pensamento dos últimos cem anos. E a reacção foi uma crise geral de descrença, de cepticismo e rancor relativamente aos ídolos abatidos (...)

Uma tal atitude tem de positivo um movimento salutar de interrogação, ao qual várias correntes inovadoras tentam responder. O que não invalida a instalação sistemática da palavra 'Crise' nesta era: crise epistemológica, crise filosófica, crise politica e, claro, crise económica (...)

O que provoca a História, penso eu, não é exclusivamente a dinâmica da economia, das relações de produção e troca de bens, mas fundamentalmente a produção e troca de mitos, de ideias"

[Lima de Freitas, Porto do Graal, Ésquilo, 2006]

J.M.M.