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domingo, 10 de março de 2019

[EXPOSIÇÃO] CIDADÃOS ILUSTRES. MAÇONS DA LOJA “A REVOLTA” DE COIMBRA


EXPOSIÇÃO: Cidadãos Ilustres. Maçons da Loja “A Revolta” de Coimbra

DE: 9 de Março a 30 de Junho 2019;
LOCAL: Casa da Escrita [R. Dr. João Jacinto, nº8], Coimbra;

A exposição Cidadãos Ilustres, maçons d’A Revolta Coimbra, dá a conhecer a importância desta Loja e de seus prestigiados membros na história do Grande Oriente Lusitano e do país. Para compreender bem o presente é preciso conhecer e entender o passado, no caso da Loja d’A Revolta e dos seus membros, um passado de reflexão e conhecimento, de contributos para formação de homens e cidadãos mais livres, e de uma sociedade liberta de toda a sorte de tiranias, mais justa, mais igualitária, mais fraterna.

Hoje, guardiã desse rico passado, a Loja A Revolta mantém a sua idiossincrasia de mais de um século, em luta constante pela divisa Liberdade, Igualdade, Fraternidade, sempre e cada vez mais actual num mundo de sombras ameaçadoras de retrocessos político e sociais, mais, contribuindo para o conhecimento e pensamento das questões que as mudanças de paradigma civilizacional colocam prementemente sobre novas leituras do mundo, seja sobre o que os jovens hoje por esse mundo fora se indignam e revoltam quanto às questões ambientais, seja sobre a intensificação da crise de confiança e forma de pensar a democracia e os sistemas económicos e sociais, seja em novas controvérsias sobre o trabalho, o rendimento universal, u numérico, as novas tecnologias de comunicação, a inteligência artificial, o transhumanismo, as relações sociais e afectivas.

A exposição e o que nela se contém e sugere é a garantia que os maçons continuarão a trabalhar para o bem da Humanidade” 

[Fernando Lima, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, in folheto da Exposição]      

 


► [LOJA “A REVOLTA” – PEQUENA ANOTAÇÃO]

 A Loja “A Revolta” foi [conforme já AQUI dissemos] inicialmente fundada em Coimbra, justamente em 1909 [6 de Março] na “condição de independente”. A Loja teve, desde a sua instalação, um importante papel na constituição das estruturas carbonárias em Coimbra e na região (como em Soure, Cantanhede e na Figueira da Foz), dado principalmente o trabalho organizativo de um dos fundadores e seu primeiro Venerável, Amílcar da Silva Ramada Curto [Irmão Elysée Réclus, iniciado em 1903 na Loja Elias Garcia, de Lisboa]. Ramada Curto era possuidor das credenciais da Alta Venda da Carbonária e tinha plenos poderes para organizar, na cidade e na Academia, um grupo revolucionário que trabalhasse para o derrube da monarquia.

A Loja "A Revolta", do RF, instalada em Coimbra em 1909, na "condição de independente" integra-se, mais tarde, na Obediência do Grande Oriente Português [que nasce, em 1908, da dissidência de várias lojas do GOL, em Coimbra e que se mantém em atividade até Maio de 1911, sendo Grão Mestre, Francisco José Fernandes da Costa; a desinteligência das lojas com o GOL e que constituíram o Grande Oriente Português – lojas Perseverança, Portugal e Pro-Veritate - resultou da não aceitação da regularização do dr. Hermano de Carvalho, membro do partido franquista, na loja Gomes Freire, de Leiria e que, no mesmo ano se torna Venerável da loja de Coimbra, Estrela de Alva; diga-se que existia entre 1908 e 1910, nove lojas maçónicas a trabalhar na cidade de Coimbra, tendo duas delas abatido colunas já em 1909 – voltaremos mais tarde a este curioso assunto].

Em 3 de Maio de 1911, a loja “A Revolta”, pelo Decreto nº100, é regularizada no Grande Oriente Lusitano, com o nº 336. Torna-se Augusta e Benemérita pelo Decreto nº27, de 26 de Novembro de 1925, e durante a ditadura foi objeto de assaltos e perseguições várias, mas sobrevive à clandestinidade, mantendo-se em trabalho até aos dias de hoje.

Pela loja de Coimbra “A Revolta” (que teve um dos seus templos na rua Borges Carneiro,15) passaram ao longo destes 110 anos um rol de combativos cidadãos, merecedores de reconhecimento público, como Ramada Curto (Elysée Réclus), Agatão Lança (Robespierre), Emílio Maria Martins, Manuel Pestana Júnior (Bakunine), Bissaya Barreto (Saint Just), Francisco Lino Gameiro, João Garraio da Silva, Carlos Amaro, José Frederico Serra (foi VM 1912, 1914), José Diogo Guerreiro (foi VM em 1912), Zacarias da Fonseca Guerreiro (foi VM em 1916), António Nunes de Carvalho (Mendes da Maia), José Alves Ferreira Neves (Buiça), Manuel de Sousa Coutinho Júnior (Elmano), Eduardo Rodrigues Dias Correia (Koch), Joaquim de Carvalho (Guyau), António Lúcio Vidal, Henrique Videira e Melo (Afonso Costa), Basílio Lopes Pereira (Fernão Vasques), Luís Gonçalves Rebordão (João de Barros; foi GM entre 1957-75), Aurélio Quintanilha (Brotero), Gustavo Nolasco da Silva (Jean Jacques), Armando Celorico Drago (Karl Marx), Carlos Cal Brandão (Manuel de Arriaga), Mário Cal Brandão (Antero de Quental), Silo José Cal Brandão (Olislac), António Ribeiro dos Santos, Luís Baeta de Campos (Antero de Quental), Fernando Valle (Egas Moniz), Vitorino Nemésio (Manuel Bernardes), Manuel Luís da Costa Figueiredo (Ruy Barbosa; fundador da loja Silêncio e Combate, em Estarreja), Jaime Alves Tomaz Agria (Egas Moniz), José Maria de Castro Freire de Andrade (João de Deus), António Augusto Pires de Carvalho, António de Freitas Pimentel, Mário de Azevedo e Castro (Abraham Lincoln), Meliço Silvestre (Santiago da Beira), Fernando Nolasco da Silva (Sun Yat Sen), Emídio Guerreiro (Lenine), Artur Santos Silva (pai) (Camille Desmoulins), Mário Dias Coimbra (Magalhães Lima), António César Abranches (Spinozza), Flausino Esteves Correia Torres (Protágoras), Albano Correia Duque de Vilhena e Nápoles (Vigny; marido de Cristina Torres e um dos fundadores da loja Germinal, da Figueira da Foz), Raul Soares Pessoa (António José de Almeida), Frutuoso Soares Pessoa (Adamastor), Fausto Pereira de Almeida (D. Fuas), Manuel Lontro Mariano (António José de Almeida), Francisco de Freitas Lopes (José Relvas), Turíbio de Matos (João de Deus), César Alves (Magalhães Lima), Raul Gaspar de Oliveira (Fernandes Tomás), Manuel Mendes Monteiro (Teófilo Braga), Henrique da Silva Barbeitos Pinto, António Pais de Sousa, Abílio Fernandes, José de Barros Pinto Bastos, António de Sousa, Rodrigo Rodrigues dos Santos, António Arnaut (Jeaneanes), Fausto Correia (Gomes Freire), António Luzio Vaz (Domingos) e outros tantos mais.

J.M.M.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

[DIA 4 FEVEREIRO] CONFERÊNCIA – “A INICIAÇÃO DE [VITORINO] NEMÉSIO”



DIA: 4 de Fevereiro de 2019 (17,00 horas);
ORADOR: Luiz Fagundes Duarte;

LOCAL: Academia das Ciências de Lisboa (Rua da Academia das Ciências, 19);
ORGANIZAÇÃO: Academia das Ciências de Lisboa

No decorrer do Ciclo de Conferências “100 Anos de Prosa”, a Academia da Ciências de Lisboa promove, no dia 4 de Fevereiro, uma curiosa Conferência sobre Vitorino Nemésio, sendo ilustre orador o Professor Luiz Fagundes Duarte  


 
► “No seu romance de estreia –  Varanda de Pilatos  (1926) –, Nemésio descreve uma suposta iniciação maçónica: o 'iniciado', que adoptou Bartolomeu dos Mártires como nome simbólico, é a personagem Venâncio, na qual se identificam traços biográficos do autor – que por sua vez, pouco tempo antes (1923), fora iniciado como Manuel Bernardes na Loja ‘A Revolta’, de Coimbra. 

Mais tarde (no ensaio 'Da Poesia', 1961), Nemésio considera que o soneto de BaudelaireCorrespondances’ – de forte simbologia maçónica –, se viria a transformar em ‘um dos pretextos capitais da teoria da essência poética, senão o seu fundamento’.

Finalmente, na dedicatória de Limite de Idade (1972) a Aurélio Quintanilha, Nemésio aplica a este seu amigo – cientista, professor e maçon, além de conterrâneo da Ilha Terceira –, e à sua obra científica, o conceito maçónico do ‘eterno retorno’.

Sigamos, pois, o trilho de Nemésio pela «floresta de símbolos» que é a sua obra literária” [AQUI]

A não perder. 
 
J.M.M.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

VITORINO NEMÉSIO – UMA EVOCAÇÃO [TERTÚLIA EM COIMBRA]


TERTÚLIA: O VERBO E A MEMÓRIA / "Vitorino Nemésio – Uma Evocação”;
DIA: 20 de Fevereiro 2015 (21,00 horas);
LOCAL: Café Santa Cruz (Coimbra);
ORGANIZAÇÃO: Pro Associação 8 de Maio & Café Santa Cruz.

PARTICIPAÇÃO: Orfeão Académico de Coimbra | Manuel Freire | Ana Loureiro (soprano) | Tiago Nunes (teclas) | António Vilhena | Carlos Santarém Andrade | Emília Nave | José Garrucho | Pires de Carvalho | Ricardo Kalash | Francisco Paz

DIA 21 DE FEVEREIRO de 2015 (12,00 horas) – Descerramento de uma lápide na campa de Vitorino Nemésio, Cemitério dos Olivais (Coimbra)

Vitorino Nemésio (1901-1978), aliás Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva, nasceu na Praia da Vitória (Terceira, Açores) a 19 de Dezembro de 1901. Estudou no liceu de Angra (de onde foi “expulso”), terra, aliás, onde o ideário republicano (e libertário) o iluminou. Fez posteriormente os exames como externo no Liceu Nacional da Horta, concluindo esses estudos preliminares em Julho de 1918 [conclui o curso do liceu já em Coimbra, em 1921]. Antes (1916) publica o seu primeiro livro, “Canto Matinal”. Em 1919 serve a arma de infantaria, pelo que saiu por esses mares adiante, descansando da intriga do “mau tempo no canal”. 

 
Em Coimbra, matricula-se em Direito, mas três anos depois endereça os seus estudos para o curso de Histórico-Filosóficas e em 1925 em Filologia Românica.

O ano de 1923 foi-lhe particularmente benéfico: conhece Miguel de Unamuno (com quem não deixará de trocar correspondência pela vida fora) e é iniciado na Loja “A Revolta”, nº 336, do GOLU, com o n.s. de “Manuel Bernardes”. Em 1924 atinge o grau de Mestre. O maçon “Manuel Bernardes” teve afastado da actividade maçónica durante alguns anos, mas “comportou-se sempre como um verdadeiro maçon” [cf. António Ventura, “Uma História da Maçonaria em Portugal”, p. 830] e já depois do 25 de Abril de 1974 o seu processo de regularização na Loja “Liberdade e Justiça” estava em fase de conclusão [ibidem], o que não se verificou pelo seu falecimento.

Em 1924 é um dos fundadores da revista coimbrã “Tríptico”, juntamente com Afonso Duarte, António de Sousa, Branquinho da Fonseca e João Gaspar Simões. No ano seguinte (15 de Março de 1925) é o director do curioso jornal “Humanidade”, jornal quinzenal dos estudantes de Coimbra [fundado em 1912 pelas lojas maçónicas de Coimbra].

Em 1927, com actividade intensa no Centro Republicano Académico de Coimbra, Vitorino Nemésio e Carlos Cal Brandão, ambos obreiros da Loja “A Revolta”, iniciam a publicação do jornal republicano académico “Gente Nova” [com Paulo Quintela e Sílvio Lima]. Em 1928 termina Filosofia na Universidade de Coimbra com a tese, “O problema da recognição” e começa a escrever na “Seara Nova”. Em 1930, já na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, conclui Filologia Românica e lecciona (1931) nessa Universidade, literatura italiana e espanhola. Colabora poeticamente na revista “Presença” (1930). O ano de 1934 encontra-o doutorado com a tese (de que saiu livro) “A Mocidade de Herculano até à volta do Exílio”.

Entre 1937-1939 dirige a “Revista de Portugal” (Coimbra) e lecciona na Universidade Livre de Bruxelas, tendo regressado em 1939 à Faculdade de Letras de Lisboa, onde se jubilou a 12 de Setembro de 1971.


Romancista, escritor e poeta, Vitorino Nemésio deixou obra farta e primorosa, tendo colaborado em diversos jornais e revistas literárias. Assim, já em 1916, funda a revista literária “Estrela d’Alva”, colabora na revista “Bizãncio” (Coimbra, 1922), “Cadernos de Poesia”, revista “Aventura”, revista “Litoral”, na revista “Vértice”; é redactor do jornal “A Pátria” (1920), “A Imprensa de Lisboa” (1921), “Última Hora” (1921), no jornal “O Diabo” (1935), “Diário Popular (1946), revista “Observador” (1971) e é director do jornal “O Dia” (1975 – que abandona depois por não aceitar as “graves acusações [feitas por Henrique Cerqueira] a vários antifascistas” no caso Henrique Delgado].

A sua obra de perfeição, "O Mau Tempo no Canal” data de 1944, mas antes publicou "Paço do Milhafre" (1924), "Varanda de Pilatos" (1926), "A Casa Fechada" (1937). A sua bibliografia poética é extensa e valiosa: "Canto Matinal" (1916), "Nave Etérea" (1922), "O Bicho Harmonioso" (1938), "Eu, Comovido a Oeste" (1940), "Nem Toda a Noite a Vida" (1953), “O Pão e a Culpa" (1955), "O Verbo e a Morte" (1959), "O Cavalo Encantado" (1963), "Andamento Holandês e Poemas Graves" (1964), "Violão do Morro. Seguido de Nove Romances da Bahia" (1968), "Limite de Idade" (1972), "Sapateia Açoriana" (1976), entre outros.

Morre a 20 de Fevereiro de 1978, no hospital da CUF e será sepultado, a seu pedido, no cemitério de Santo António dos Olivais de Coimbra.  

Vitorino Nemésio foi um homem das letras, um poeta com génio, e mesmo que a história (datada de 1979) nunca totalmente esclarecida de uma sua putativa (e escandalosa) adesão ao separatismo açoriano (via FLA), de uma republica insular, e que o estigmatiza [tanto quanto o “indigna” – s/ o assunto ver Manuel Ferreira, "Vitorino Nemésio e a sapateia açoriana loucura ou traição”, 1988] no pós Abril de 1974, nada fará esquecer essa figura impar da nossa portugalidade. E bem estão aqueles que sabem que “em terra onde há ritos, tem que haver quem celebre” (V.N.). Como no dia 20 de Coimbra se cumprirá.
 
J.M.M.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

JOAQUIM DE CARVALHO WEB SITE



O Dr. JOAQUIM DE CARVALHO, republicano e maçon, "professor, erudito, filósofo, escritor, bibliófilo, homem de cultura de mérito excepcional – tem a homenagem, a lembrança e a presença de todos aqueles que, em testemunho de gratidão pelo cidadão, pelo mestre universitário e pela copiosa e insigne obra que nos legou, sempre se curvaram perante a sua saudosa memória" - dissemos NÓS AQUI.

HOJE passou o estimado Mestre (e o seu legado) a ter presença assídua entre nós, na Internet, onde nos acolhe num promissor Web Site. A seguir com justificada atenção!

"Pensador e ensaísta, erudito e professor, Joaquim de Carvalho foi, nas quatro décadas que vão de 1918 a 1958, ano da sua morte, uma das maiores figuras, em Portugal, dos estudos a que se dedicou, e em todos estes domínios deixou a marca duradoura da sua personalidade de excepção” [ler aqui joaquimdecarvalho.org]

WEB SITE DO DR. JOAQUIM DE CARVALHO [joaquimdecarvalho.org] AQUI

FOTO 1: Certificado de grau [Rito Francês] passado a Joaquim de Carvalho, obreiro da Loja A Revolta (Coimbra) do GOLU [Joaquim de Carvalho, em 1912, com vinte anos, foi iniciado na Maçonaria, com o nome simbólico de Guyau, na loja "A Revolta" de Coimbra (loja fundada em 1909, integrada posteriormente no Grande Oriente Português e em 1911 no Grande Oriente Lusitano Unido, com o nº 336. Manteve-se activa durante a clandestinidade), onde se manteve até 1924. Em 1919, Joaquim de Carvalho atinge o grau do Rito Francês]

FOTO 2: Joaquim de Carvalho com os amigos em Coimbra [da esquerda para a direita: dr. Manuel Monteiro, Vaz Serra, Sílvio Lima e Mário Santos] - in Fotobiografia

J.M.M.

domingo, 7 de novembro de 2010

COPIADOR DA RESP:. LOJA A REVOLTA, Nº 336, DE COIMBRA



Copiador [572 documentos] de cartas da loja "A REVOLTA" do Grande Oriente Lusitano Unido/Supremo Conselho da Maçonaria Portuguesa.

A Loja "A Revolta", nº336 do RF, foi fundada em Coimbra em 1909, na "condição de independente" [cf. A.H.O.M.] e foi, depois, "integrada no Grande Oriente Português". Em 1911 faz parte do Grande Oriente Lusitano Unido [G.O.L.U.], onde recebe o nº336. Foi uma das mais importantes lojas maçónicas da Região Centro e das mais combativas contra a ditadura e o Estado Novo. Foi objecto de assalto e perseguição durante a ditadura, mas sobreviveu à clandestinidade.

O documento acima referido - Copiador de Cartas da Loja - é bem curioso e importante. Tendo a Loja "A Revolta" a partir de finais de 1916 “adormecido”, por diversas razões, os [9?] obreiros residentes no Vale de Coimbra, reerguem a loja a partir de 1921. O copiador desse período [até 1923] está digitalizado pela Torre do Tombo. Esses ofícios são hoje muito raros.

Ver Copiador de cartas da Loja “A Revolta” AQUI.

J.M.M.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

FERNANDO VALE


FERNANDO VALE [m. 26 de Novembro de 2004] - "Fernando Valle nasceu na Cerdeira, Arganil, em 30 de Julho de 1900. Estudou inicialmente em Coja, tendo ido para Coimbra continuar os estudos liceais, completando posteriormente o curso de medicina. Foi exercer a profissão em Arganil, onde fez um trabalho meritório em prol do Hospital e das sociedades culturais e recreativas locais. Manifestando um interesse particular por questões sociais e políticas, este médico e maçon (o mais velho do mundo, possivelmente) é demitido de cargos públicos por apoiar a candidatura de Norton de Matos, apadrinha a candidatura de Humberto Delgado, é preso em 1962 (partilhou a cela com José Mário Branco), preside à reunião inicial da fundação do Partido Socialista, na Alemanha, tendo pertencido à Comissão Administrativa de Arganil a seguir ao 25 de Abril e, pelo I Governo Constitucional, exerceu o cargo de Governador Civil de Coimbra.

Uma vida inteira dedicada a lutar 'pela libertação do homem ... um regime de direito em que seja possível, de facto, a paz, a liberdade e a justiça social'. [ler AQUI]

Fernando Vale foi maçon, iniciado em 1923 na Loja "A Revolta" de Coimbra - Loja do R.F. fundada em 1909 (ao fim de 100 anos permanece ainda em actividade), foi integrada no G.O.L.U. em 1911, tendo recebido o nº336 -, com o nome simbólico de "Egas Moniz". Atingiu altos postos na Maçonaria, e pertenceu ao "Soberano Grande Capítulo de Cavaleiros Rosa-Cruz" (reactivado em 2003), mais tarde potência maçonica, "Grande Capítulo Geral do Rito Francês de Portugal" (a 5 de Setembro de 2003).

J.M.M.