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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

COLÓQUIO INTERNACIONAL "DETENÇÃO, DEGREDO E DEPORTAÇÃO NO IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS: HISTÓRIA E MEMÓRIA


Realiza-se nos próximos dias 23 a 25 de Novembro de 2016, com organização do Instituto de História Contemporânea, realiza-se no Museu de Angra do Heroísmo, nos Açores, o Colóquio Internacional "Detenção, Degredo e Deportação no Império Colonial Português: História e Memória".

Pode ler-se na nota de apresentação do colóquio:
O colóquio internacional Detenção, Degredo e Deportação no Império Colonial Português. História e Memória visa debater o papel e a importância da prisão e do degredo no quadro da repressão e da brutalidade no espaço imperial, expressão dos múltiplos níveis e manifestações da violência dos regimes políticos vigentes de finais do século XIX ao terceiro quartel do século XX.

O Colóquio toma como objecto a prisão e o degredo do ponto de vista do movimento social e político no espaço imperial, mas também como local de destino agravado para muitos dos que, a partir do centro do império, resistiam e combatiam pela liberdade e pela justiça social. Assim, esta iniciativa procurará estimular a discussão em torno da preservação da Memória, de lugares de sofrimento no império português e a sua transformação em lugares de liberdade.

Partindo do facto de se assinalarem os 110 anos da morte de Ngungunhana, imperador de Gaza no Forte de S. João Baptista na Ilha Terceira, nos Açores, os 80 anos da abertura do campo de concentração do Tarrafal e os 20 anos de criação da CPLP, o encontro decorrerá no período entre 23 e 25 de novembro de 2016.

O colóquio pretende analisar o processo histórico, nas suas vertentes do passado, presente e futuro, a partir de um ponto de vista inter e transdisciplinar, as linhas de pensamento colonial, as orientações ideológicas, o modo como o regime encarou os territórios insulares e coloniais como locais de deportação e os rumos que o império trilhou, assim como as estratégias, desafios e as expectativas dos novos Estados – Português e Africanos, na construção de uma Nova História.

Propõe-se que o colóquio reúna investigadores de diferentes países no sentido de darem o seu contributo em torno das várias temáticas, designadamente:

I – Tempo colonial: um inventário de homens e lugares (1875-1975)

- Revisitando arquivos no continente, ilhas e colónias;
- Os locais de sofrimento e de liberdade – património material e imaterial;
- Deportados e degredados: movimentos colectivos e percursos individuais.

II – Rota de Lugares: História e Memória (1875-2016)

- Uma arqueologia da violência e uma epistemologia da Memória;
- Os desafios da Democracia, uma nova museologia e o papel da CPLP na preservação do património.

PROGRAMA
Quarta-feira, 23 de Novembro
 Manhã 
10h00-11h00 – Sessão de Abertura 
Doutor Avelino Freitas de Menezes - Secretário Regional da Educação e Cultura 
Dr.º José Gabriel do Álamo de Meneses - Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo Dr.º Jorge Augusto Paulus Bruno - Director do Museu de Angra do Heroísmo 
Doutor Luís Farinha – Director do Museu do Aljube/Membro do Instituto de História Contemporânea 

Moderador: Sérgio Rezendes
11h00-11h15 – Coffe-Break 

11h00-13h00 
Mesa I 
Em África também se come pão!” Ou não... - Miguel Romão 
Deportação em massa - da I República à Ditadura Militar: arcaísmo e modernidade de uma prática de expulsão dos «indesejáveis» - Luís Farinha 
Degredo perpétuo do Imperador de Gaza em Angra do Heroísmo (1896-1906): reflexos no conto “Os ossos de Ngungunhana” (2004), de Marcelo Panguana. - Denise Rocha 

Moderador: Ana Sofia Ferreira 

Debate 

13h00-15h00 – Almoço Casa do Jardim, sito no Jardim Duque da Terceira 

Tarde 
15h00 -16:30h00
Mesa II 
Consulta ao Arquivo Historico da Direcção Geral do Ultramar: o registo central dos degredados para o Ultramar , 1870-1910 Sónia Henriques 
German Deportees in Portuguese Hands, Portuguese Prisoners in German Hands. Scenes from the First World War in Southern Africa” - Jacob Zollmann 
Carlos Rates e Mário Castelhano - duas diferentes experiências de degredo no Império Colonial Português - Luís Carvalho 

Moderador: Olga Iglesias 
Debate 

Quinta-feira, 24 de Novembro 
Manhã 
10h00-12h30 

Mesa III 
10H00-11H00: Da deportação sem aviso à falta de condições: a receção dos <criminosos políticos>nos AçoresSérgio Rezendes 
<Amanhã, será para ti>: Ditas e Desditas dos deportados algarvios em Angra do Heroísmo e no Tarrafal - Maria João Raminhos 
Tarrafal: os presos e a vida prisional (1936-1954) - João Madeira 

11h00-11h15 – Coffe-Break 

11h15- 12h30 
O grito da oposição goesa (1946)Filipa Sousa Lopes 
Escaping from social banishment: Amílcar Cabral and the war of liberation in west Africa portuguese colonies (1924-1975) - Ludovic Boris Pountougnigni Njuh 

Moderador: Susana Martins 
Debate 12:30 – 14:30 

Almoço 

Tarde 14h30-16h00 
Mesa IV 
Desterro, repatriamento e construção de memórias pós-coloniais em torno de Ngungunyane - Matilde Muocha 
Prisões de Mabalane e Sommerchild: locais de sofrimento, de sangue e morte, de solidariedade e fraternidade, de identidade e consciência política (1960-1974)Alda Saíde 
A “Vila Algarve” - Olga Iglésias 
Debate Moderador: João Madeira 

16h00-16h30 
Sessão de Encerramento Coronel Sebastião Joaquim Rebouta Macedo – Comandante do Regimento de Guarnição n.º 1 
Doutor João Maria Mendes - Instituto Histórico da Ilha Terceira 
Doutora Ana Sofia Ferreira - Instituto de História Contemporânea 
Moderador: João Madeira 
16:30 – Visita ao Forte de São João Baptista 

Sexta-Feira, 25 de Novembro 
10h00-17h00 - Visita guiada à Ilha Terceira (mediante inscrição)


O programa do congresso pode ser descarregado AQUI.

Com os votos do maior sucesso para mais esta interessante iniciativa.

A.A.B.M.

domingo, 20 de novembro de 2016

ENCONTROS DE OUTONO 2016: CENSURA EM PORTUGAL (1910-1974)

Nos próximos dias 25 e 26 de Novembro de 2016, realiza-se em Famalicão, no Museu Bernardino Machado, mais uma das edições dos ENCONTROS DE OUTONO, desta vez subordinado ao tema: Censura em Portugal (1910-1974).

Uma edição com muitos investigadores de renome que vão apresentar os resultados das suas pesquisas, reflexões e análises sobre o tema em análise. 

O programa do colóquio é o seguinte:


25 de Novembro (6ª Feira)

9h30
Abertura
Dr. Paulo Cunha
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

Doutor Norberto Ferreira da Cunha
Coordenador Científico do Museu Bernardino Machado

10h00
A censura na I República (1910-1926)
Doutor José Manuel Tengarrinha
Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

10h30
A censura nos governos republicanos "bloquistas" (1911-1913)
Doutor Norberto Ferreira da Cunha
Universidade do Minho


11h00
Debate

Intervalo

11h30
A censura no Governo de Afonso Costa (1913)
Doutor Jorge Pais de Sousa
Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20)
Universidade de Coimbra

12h00
A censura em Portugal durante a I Guerra Mundial (1914-1918)
Coronel Doutor Luís Alves de Fraga
Universidade Autónoma de Lisboa

12h30
Debate

Almoço

15h00
A proibição da censura e a repressão a periódicos durante o Governo Provisório (1910-1911)
Doutor Ernesto Castro Leal
Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

15h30
A censura no ocaso da I República (1919-1926)
Doutor António José Queiroz
Centro de Filosofia
Universidade Católica Portuguesa (Porto)

16h00
Debate

Intervalo

16h30
A censura salazarista: a lei e a prática
Doutor Alberto Arons de Carvalho
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Nova de Lisboa

17h00
Debate

Conclusão


26 de Novembro (Sábado)

10h00
A censura durante a Ditadura Militar e os primeiros anos do Estado Novo (1926-1939)
Doutor Luís Farinha
Instituto de História Contemporânea da FCSH
Universidade Nova de Lisboa

10h30
Censura e publicações periódicas infanto-juvenis no Estado Novo (1954-1974): O Papel da Comissão para a Literatura e Espetáculos para Menores
Mestre Ricardo Leite Pinto
Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa
Vice-Chanceler das Universidades Lusíada

11h00
Debate

Intervalo

11h30
A censura ao teatro durante o Estado Novo
Doutora Ana Cabrera
Instituto de História Contemporânea da FCSH
Universidade Nova de Lisboa


12h00
Censura e cinema durante o Marcelismo
Doutora Ana Bela Morais
Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

Debate

Encerramento

NOTA: As inscrições e a participação nas conferências são gratuitas e dão direito a Certificado de Participação.

Creditação pelo CFAE (Centro de Formação de Associação de Escolas de Vila Nova de Famalicão).
Acreditado pelo Centro de Formação Científica. Grupos: Português e HGP (200); Português e Francês (210); Português e Inglês (220); Português (300); História (400). 
Duração: 13h
Créditos: 0,5.

Um colóquio muito interessante e que se recomenda aos seguidores do Almanaque Republicano, que nos últimos anos tem divulgado este evento, porque nos parece de grande qualidade.

A.A.B.M.

terça-feira, 19 de julho de 2016

ENCARCERAMENTO COLONIAL NO SÉCULO XX: UMA ABORDAGEM COMPARATIVA - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL

Nos próximos dias 21, 22 e 23 de Julho de 2016, no Museu do Aljube, em Lisboa, vai realizar-se a Conferência Internacional Encarceramento Colonial no Século XX: Uma abordagem comparativa.

Ao longo de três dias vários especialistas internacionais vão analisar os vários casos de encarceramento colonial, quando é importante recordar que se assinalam os 80 anos da abertura do Campo do Tarrafal. Na nota de divulgação desta conferência internacional pode ler-se:

A historiografia sobre o encarceramento colonial no período do colonialismo europeu moderno, de finais do século 19 até às independências do século 20, tem manifestado uma vitalidade assinalável nos últimos anos, com uma explosão de estudos empíricos e novas abordagens teóricas. Um dos casos mais estudados é o da África do Sul, onde se criaram os primeiros campos de detenção de prisoneiros políticos no seguimento da guerra Anglo-Boer. A investigação sobre outros contextos coloniais europeus no império britânico, francês, holandês, belga e Italiano também revelou a utilização frequente de campos em África e Ásia para o encarceramento de membros da oposição política perseguidos em contextos metropolitanos e coloniais.
No caso do III Império Português, o encarceramento de opositores é geralmente identificado com a Ditadura Militar e o Estado Novo, que criou campos especiais de detenção para este efeito nas colónias de então. O campo de prisioneiros do Tarrafal na Ilha cabo-verdiana de Santiago é o caso mais notório, denunciado internacionalmente como o primeiro campo de concentração português. Pese embora os africanos que também aí estiveram detidos já em plena guerra colonial, é a sua ligação à política metropolitana que lhe tem conferido um maior peso simbólico e visibilidade. Se alargarmos o foco a todo o império, verificamos que, exceptuando alguns estudos recentes, a história dos campos coloniais portugueses de detenção política no século XX se encontra ainda largamente por explorar. A historiografia crescente do encarceramento colonial tem-se sobretudo focado outros impérios europeus em África e Ásia.
O Instituto de História Contemporânea (Universidade NOVA de Lisboa) e o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade pretendem marcar o 80º aniversário da abertura do campo do Tarrafal em Cabo Verde através da organização de uma conferência sobre o encarceramento político em colónias europeias durante o século XX. São bem-vindas propostas com investigações em curso sobre prisões e prisioneiros políticos nos impérios britânico, francês, holandês, belga, alemão e português, bem como olhares transversais e transnacionais sobre o encarceramento político em situação colonial. Uma selecção das comunicações apresentadas será incluída num número especial de uma revista internacional de revisão por pares.
A Conferência terá lugar no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, Lisboa, Portugal

Rua Augusto Rosa, 42, 1100-059 Lisboa.

Contactos

Endereço electrónico: colonialincarceration20century@gmail.com

Telefones: (351) 218 172 400 | (351) 218 170 983

O programa detalhado pode ser consultado/descarregado AQUI.

Entrada é livre, mas é necessária inscrição.

A página da conferência deve ser consultada AQUI.
Uma iniciativa que o Almanaque Republicano não pode deixar de divulgar e de recomendar a todos aqueles que se interessam pelo estudo da oposição ao Estado Novo, aos que combateram a Ditadura e que conheceram as terríveis consequências para a maioria daqueles que conheceram a prisão e as torturas no Campo do Tarrafal.

Para que não se apague a memória!!!

A.A.B.M.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

BENTO DE JESUS CARAÇA: RECORDADO NO MUSEU DO ALJUBE

Bento de Jesus Caraça vai ser recordado amanhã, 17 de Junho de 2016, pelas 18 horas no Museu do Aljube em Lisboa, com uma exposição bibliográfica e testemunhas de quem o conheceu e investigou o seu percurso biográfico, como Helena Neves, João Caraça, Cristina Antunes e Diana Andringa. No âmbito do ciclo Intelectuais e Artistas da Resistência que tem vindo a ser promovido nos últimos meses com organização do Professor Luís Farinha.

Pode ler-se na nota de divulgação:

No dia 17 de junho, às 18 horas, temos uma evocação de Bento de Jesus Caraça - vida e obra: com Helena Neves e João Caraça e a presença de Cristina Antunes e Diana Andringa, realizadora e autora, respetivamente, do documentário «Bento de Jesus Caraça. Matemático Cidadão». O Museu do Aljube reúne ainda um conjunto de documentos originais, numa mostra biobibliográfica de Bento Caraça, que estará patente ao público até 30 de junho´.

Uma iniciativa a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

sábado, 7 de março de 2015

RAMADA CURTO – REPUBLICANO, SOCIALISTA E LAICO



AUTOR: Luís Farinha;
EDITORA: Edições Assembleia da República, 403 p.

Amílcar da Silva Ramada Curto reúne a feliz particularidade de ter sido um parlamentar e ministro que iniciou a sua carreira política no Partido Republicano Português (PRP) e que, depois da Jornada de Monsanto de 1919, se tornou socialista, iluminando, assim, um percurso riquíssimo de transição política.

Inicia-se na política com a Greve Académica de 1907 e entra nas Constituintes como uma jovem promessa dos 'anos da propaganda'. Integra a designada Geração do Resgate, revolucionária e radical, profundamente anticlerical e, simultaneamente, democrática e socializante.

Desenvolveu uma intensa atividade política e parlamentar, como um convicto afonsista, numa primeira fase do regime, até ao golpe sidonista.

Depois da 'guerra civil', empenhou-se na refundação da República. É durante esta segunda fase que faz o trânsito para o Partido Socialista Português (PSP), de que se tornou líder em 1920).

Manteve a condição de parlamentar - com um significativo interregno entre 1921-1925 –, até à queda da República, mas abandonou o Parlamento uma semana antes do Golpe Militar de 28 de Maio. Neste período, livre da atividade parlamentar, enceta uma reorganização do PSP, especialmente a partir do X Congresso Nacional do partido, realizado em Tomar, em 1922. A partir destes anos, no Parlamento ou na imprensa, Ramada Curto e os seus 'companheiros' socialistas assumem-se como uma espécie de consciência crítica da República.

O livro continua a acompanhar o seu percurso socialista durante a Ditadura Militar, até à Conferência de Coimbra de 1933, onde fica clarificada a estratégia do PSP, tanto no que diz respeito às suas relações com a Ditadura Militar/Estado Novo, como no que concerne à tática seguida nas relações com as restantes oposições.

O trabalho alicerça-se sobre a dimensão processual da atividade política de Ramada Curto, articulando, por patamares, a implantação, consolidação e queda do regime republicano com a experiência individual:
 
i) do estudante que contribuiu para a “sindicalização” da luta estudantil e desse modo se tornou um obreiro indiscutível da República; ii) do Constituinte e do parlamentar que lutou arduamente pela instalação de um novo regime, por meio de um processo revolucionário; iii) do homem de Direito que quis harmonizar as leis do país com os novos princípios democráticos em que acreditava; iv) do combatente que exigia uma República democrática e social; v) ou, por fim, do militante que acreditou na via reformista do socialismo democrático, ao mesmo tempo que em Portugal e na Europa vingavam as experiências totalitárias.

Ramada foi um advogado ilustre em casos que, pelas suas relações com o mundo político, escancaravam as portas para o interior do regime, como aconteceu com o processo sobre a Noite Sangrenta ou com o processo sobre O Caso Angola e Metrópole; como muitos outros, foi também advogado de opositores à Ditadura Militar e ao Estado Novo. Personalidade multifacetada, Ramada foi, ainda, um dramaturgo de renome, 'o mais fecundo autor de teatro' português no período entre as duas Guerras, como considerou o insuspeito Luís Francisco Rebello” [AQUI - sublinhados nossos]

J.M.M.
 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

ENCONTROS DE OUTONO 2013

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, a rede de museus de Famalicão e o Museu Bernardino Machado levam a efeito nos próximos dias 22 e 23 de Novembro de 2013 uma nova realização dos Encontros de Outono, este ano subordinado ao tema Violência e Poder Político.

Ao longo de dois dias vai ser possível ouvir e ver, em Famalicão, alguns especialistas em História Contemporânea com maior destaque na historiografia portuguesa actual: Fernando Catroga, Ernesto Castro Leal, Luís Farinha, Irene Pimentel, António Matos Ferreira, António José Queiroz, Miguel Dias Santos, Paulo Guimarães, João Madeira, Pezerat Correia e Miguel Nunes Ramalho.

As inscrições nestes encontros podem ser realizadas AQUI.

Uma excelente iniciativa, que temos vindo a divulgar nos últimos anos e que merece o maior apoio e divulgação, com os votos de grande sucesso.

A.A.B.M.

domingo, 19 de maio de 2013

O REVIRALHO, POR LUÍS FARINHA: CONFERÊNCIA


Amanhã, 20 de Maio de 2013, pelas 17 horas, realiza-se na Academia das Ciências de Lisboa mais uma conferência do ciclo de conferências Portugal: Da Fundação à Actualidade

O convidado para mais esta palestra deste ciclo é o Professor Luís Manuel Farinha que se vai debruçar sobre um dos seus temas de eleição na investigação histórica O Reviralho

Uma iniciativa que temos vindo a divulgar junto de todos os interessados.

Com os nossos votos de muito sucesso.

A.A.B.M.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O REVIRALHO: REVOLTAS REPUBLICANAS CONTRA A DITADURA E O ESTADO NOVO: CONFERÊNCIA


No âmbito do ciclo de conferências Memória e Cidadania, organizadas pela Fundação Mário Soares, vai realizar-se na próxima quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013, pelas 18 horas, uma nova conferência.

A conferência está subordinada ao título O Reviralho: Revoltas Republicanas contra a Ditadura e o Estado Novo e estará a cargo do Prof. Luís Farinha.

Um evento a acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O MITO DOS GOVERNOS TÉCNICOS NA I REPÚBLICA PORTUGUESA: COLÓQUIO


Realiza-se no próximo dia 21 de Novembro de 2012, na FCSH-UNL, através do Instituto de História Contemporânea (Grupo de Trabalho sobre a I República) um colóquio sobre O Mito dos Governos Técnicos na I República Portuguesa (1910-1917) - II.

Afirma-se na nota de divulgação deste colóquio coordenado pelos Doutores Ernesto Castro Leal e Luís Farinha:
Uma conversa sobre um tema sempre actual: o que legitima as decisões do Estado e dos regimes políticos que nos governam? O grau de liberdade que lhes concedemos por contrato social e político ou as decisões (impostas e aceites) em função de conhecimentos e de poderes de que nos alienamos em nome da urgência e do pragamatismo? Propomos-vos uma incursão na História de um período em que a “urgência de salvação nacional” também parecia poder justificar todas as situações de excepção.

O programa do colóquio é o que abaixo se apresenta:

Para esta sessão, certamente muito profícua, devido ao valor e qualidade de todos os intervenientes só podemos desejar o maior sucesso.

A.A.B.M.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A REPÚBLICA E A I GUERRA MUNDIAL


Nos Paços do Concelho, em Lisboa, vai realizar-se, no próximo dia 27 de Janeiro, pelas 18 horas, uma conferência pelo Doutor Luís Farinha.

O tema desta conferência é A República e a I Guerra Mundial.

Será certamente uma oportunidade para se reflectir sobre as razões profundas que levaram o nosso País a envolver-se neste primeiro grande conflito mundial. Encontrando também um conjunto de factores que produziram a divisão na sociedade portuguesa do tempo, apoiando ou criticando essa mesma intervenção. Por outro lado, as dificuldades enfrentadas pelo CEP, tanto em África como em França. O aparecimento do movimento sidonista e as suas repercussões no desenrolar da participação portuguesa na Guerra. Finalmente, todo o conjunto de consequências que se verificaram no contexto político-económico português no pós-guerra.

Pode ler-se na apresentação desta conferência:
O nosso país entrou formalmente no conflito em função da declaração de guerra que lhe foi comunicada pela Alemanha a 9 de Março de 1916, na sequência do apresamento dos navios germânicos na costa lusitana, realizado a pedido da Grâ-Bretanha. A verdade é que, anteriormente, tropas portuguesas já haviam sido enviadas para Angola e Moçambique com o intuito de travar as investidas alemãs contra essas colónias africanas.

A participação portuguesa no teatro de operações europeu, que se efectivou em 1917, com a chegada à Flandres do Corpo Expedicionário Português (CEP) e com o envio do Corpo de Artilharia Independente (CAPI), representou um enorme esforço de mobilização de meios humanos e financeiros, implicando a incorporação de cerca de 200.000 homens e a afectação, directa e indirecta, de recursos militares e civis.

Nesse mesmo ano, emergiam no campo de batalha novos instrumentos de destruição, como o carro de combate, a aviação militar e a intensificação do uso de gases letais, ao mesmo tempo que desembarcavam forças norte-americanas no teatro de operações europeu.

Também em 1917, a revolução russa punha fim ao império csarista e levava ao poder o partido bolchevique, dirigido por Lenine, confirmando assim de algum modo o seu entendimento de que a revolução nasceria necessariamente da acumulação das tensões e rivalidades das forças económicas imperialistas do capitalismo.

Em Portugal, entretanto, é instituída a censura, são proibidas actividades consideradas contrárias ao interesse do esforço de guerra, é restabelecida a pena de morte, é limitado o consumo de electricidade e gás, são adoptadas medidas de racionamento de bens alimentares, é aceite a criação de uma base naval norte-americana em Ponta Delgada, etc. - cavando ainda mais o fosso que afastava a população da difícil e intrincada vida política, em que se sucediam governos, como o de União Sagrada, e golpes militares, como o de Sidónio Pais.

A 9 de Abril de 1918, uma vigorosa ofensiva alemã no sector português de La Lys desarticula o Corpo Expedicionário Português (CEP). As baixas cifram- se em mais de 7.000 homens, entre soldados e oficiais.

Iniciada a 28 de Julho de 1914, a Grande Guerra arrastar- se-ia até 11 de Novembro de 1918, deixando Portugal à beira do colapso financeiro e com um agravamento substancial dos problemas sociais, além da incapacidade política de formação de governos capazes de levar por diante programas continuados e coerentes.

Justificada pela defesa das possessões coloniais, a entrada de Portugal na guerra alcançou, embora com pesadas consequências, esse objectivo, garantida a sua permanência pelo Tratado de Versalhes
.

Uma actividade desenvolvida em parceria com a Fundação Mário Soares, que recomendamos a todos nossos ledores que possam assistir.

A.A.B.M.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A REPÚBLICA NO FEMININO


Inserta no ciclo de conferências As Grandes Utopias da República e do Republicanismo vai ter lugar no Auditório da Cordoaria Nacional, no próximo dia 6 de Novembro, pelas 12h 15, vai ter lugar a conferência com o título em epígrafe, a realizar por Maria Alice Samara.

Este ciclo de conferências tem sido coordenado pelo Doutor Luís Farinha.

O comentário à intervenção será feito por Manuela Tavares.

A Organização pertence ao Instituto de História Contemporânea, à Cultra –Cooperativa Culturas do Trabalho e do Socialismo e à Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

Mais informações sobre este ciclo de conferências ver AQUI.

Uma conferência a acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

CICLO DE CONFERÊNCIAS: LUTA ARMADA E RESISTÊNCIA REPUBLICANA – O REVIRALHO (1926-1940)


Inicia-se, amanhã, 28 de Outubro, o conjunto de sessões subordinada ao tema: A Luta Armada e Resistência Republicana - O Reviralho (1926-1940), com coordenação científica do Doutor Luís Farinha.

Datas: 28 de Outubro a 25 de Novembro de 2010
Local: Lisboa, Livraria Ler Devagar (Lisboa)
Organização: Instituto de História Contemporânea e Movimento Cívico Não Apaguem a Memória.
Coordenação Científica: Luís Farinha

Uma iniciativa da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

28 de Outubro de 2010, 21h30
A Queda da República e a instauração da Ditadura Militar
Fernando Rosas

4 de Novembro de 2010, 21h30
Revoltas Republicanas contra a Ditadura Militar e o Estado Novo (1926-1940)
Luís Farinha

11 de Novembro de 2010, 21h30
A Ditadura Militar – a tomada do poder e os instrumentos de repressão
Irene Pimentel

18 de Novembro de 2010, 21h30
Exílio e deportação (1926-1940)
Susana Martins

25 de Novembro de 2010, 21h30
Sindicalismo livre e movimentos sociais na crise do Estado liberal
João Madeira

Um ciclo de conferências digno de destaque e que merece ampla divulgação junto dos nossos ledores.

[FOTO: A artilharia governamental instalada no Monte da Virgem, durante o bombardeamento no Porto. 06-02-1927. Com a devida vénia retirada DAQUI.]


A.A.B.M.

terça-feira, 20 de julho de 2010

MENDES CABEÇADAS. DO CRUZADOR «ADAMASTOR» À REVOLUÇÃO DE MAIO, EM LOULÉ


Realiza-se amanhã, em Loulé, a partir das 22 horas, a conferência do Doutor Luís Farinha, inserida no programa das Comemorações do Centenário da República.

O título da conferência é Mendes Cabeçadas. Do Cruzador «Adamastor» à Revolução de Maio.

O Doutor Luís Farinha é membro do Instituto de História Contemporânea e publicou, entre outros, os seguintes trabalhos:

O Reviralho, Revoltas Republicanas contra a Ditadura e o Estado Novo (1926-1940), Editorial Estampa, Lisboa, 1998;

Fotobiografia da Guerra Colonial, (em colab.), Edições D. Quixote, 2ª edição, Lisboa, 2002;

Estudo sobre a Acção Política Parlamentar de Francisco Pinto Cunha Leal como Deputado ao Congresso da República (1918-1926), Colecção Parlamento, Assembleia da República, Edições Afrontamento, Lisboa, 2002;

“O Parlamento Republicano. Funcionamento e Reformas (1918-1926)”, in Elites e Poder A Crise do Sistema Liberal em Portugal e Espanha (1918-1931), CIDEHUS, Edições Colibri, Lisboa, 2004;

Francisco Pinto Cunha Leal, Biografia de um notável rebelde, Texto Editora, Lisboa, 2009.

Uma actividade a não perder, que certamente agradará aos interessados na temática e que o Almanaque Republicano divulga junto dos seus ledores.

A.A.B.M.

sexta-feira, 24 de abril de 2009


CUNHA LEAL, DEPUTADO E MINISTRO DA REPÚBLICA. UM NOTÁVEL REBELDE
Autor: Luís Farinha
Editor: Texto Editores
Ano de Edição: 2009
N.º Páginas: 368

Sinopse: O livro Cunha Leal, Deputado e Ministro da República - Um notável Rebelde integra uma colecção de estudos monográficos sobre os parlamentares da I República que se distinguem como deputados e ministros do novo regime implantado em 1910. Precursor - muito precoce - do reformismo político e social, num país que se balanceava entre duas situações antagónicas. Trilhou, quase sempre, um caminho político estreito e isolado. No entanto, da sua coragem física e moral, extraiu sempre a palavra com que contra ventos e marés, abriu inegáveis espaços de liberdade.

Chegou ao nosso conhecimento que o Doutor Luís Farinha publicou recentemente mais um título,desta vez dedicado à figura de Cunha Leal. Depois de se ter dedicado ao estudo do reviralho e às revoltas militares contra o Estado Novo, dedicou-se nos últimos anos a elaborar a sua tese de doutoramento sobre a figura controversa, mas politicamente muito interessante de Francisco Pinto Cunha Leal.

Ao longo de três centenas e meia de páginas aprofunda o conhecimento sobre este engenheiro que se tornou uma das figuras mais importantes do final da 1ª República e, se, no início, era apenas um critico da Ditadura Militar, com o decorrer do tempo transforma-se num dos opositores ao Estado Novo. Foi preso em 1930 e vive exilado em Espanha, onde desencadeia forte ataque jornalístico à situação que se vivia em Portugal. Figura ligada aos meios conspirativos apesar de manter alguma distância em relação ao MUD e à candidatura do general Norton de Matos, o que lhe valeu algumas criticas por parte dos restantes oposicionistas, acaba por recuperado por essa mesma oposição como candidato a deputado pela oposição em 1953.

Em 1961, assume, em Luanda, uma posição de defesa da autodeterminação negociada com os povos africanos, que pudesse conduzir a uma solução confederada, onde os povos independentemente da cor da pele pudesem ser cidadãos portugueses.

Cunha Leal, deixou uma quantidade significativa de textos publicados em livros, revistas e jornais onde é possível verificar a evolução do seu pensamento, as suas bases de orientação política e as fragilidades de alguns aspectos do seu pensamento político. Temos também presente, através da leitura das suas memórias, que um dos homens que o acompanhou durante um largo período da sua vida foi José Mendes Cabeçadas Júnior.

A.A.B.M.