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domingo, 3 de abril de 2016

A MADEIRA NOS TEMPOS DE SALAZAR. A ECONOMIA (1926-1974)



LIVRO: A Madeira nos Tempos de Salazar. A Economia (1926-1974);
Autor: João Abel de Freitas;
EDIÇÃO: Colibri, 2016, p. 196.


LANÇAMENTO:

DIA: 4 de Abril (18 horas);
LOCAL: Reitoria da Universidade da Madeira (Auditório);
ORADOR: Francisco Faria Paulino

“Com este livro procurei cumprir um objectivo que há muito tempo acalentava: o de reconstituir a economia da Madeira no período “das ditaduras” do século XX.

Razões objectivas, enunciadas no ponto como foi desenhado este livro, levaram-me a uma obra mais descritiva que analítica, contrariando o meu propósito inicial.

De qualquer modo, abordaram-se temas importantes como a polémica da cana sacarina, ou seja quem foram os beneficiados com a organização do sector e a tendência conseguida para que a acumulação de ganhos se processasse na família Hinton’s em detrimento dos outros agentes sobretudo os agricultores-produtores da cana-de-açúcar; as crises de dependência de abastecimento atingindo em certas circunstâncias, como no período das guerras, situações dramáticas de carência de bens alimentares e ainda o desenvolvimento do capitalismo agrário na Madeira, algo de muito específico, com caraterísticas evidenciadas, em termos de trabalhadores por conta de outrem, próximas do Alentejo e Ribatejo, regiões de latifúndio, quando, à primeira vista, a lógica era a Madeira próxima de zonas de minifúndio, como o Minho.

Por outro lado, também se demonstrou que os governos e, em especial Salazar, nunca promoveram nem definiram uma estratégia de desenvolvimento integrado para a economia da Madeira” [AQUI]

J.M.M.

domingo, 6 de abril de 2014

A REVOLUÇÃO NA ILHA DA MADEIRA


LAVRADOR (José) — A REVOLUÇÃO NA ILHA DA MADEIRA. Depoimento para a história da política portuguesa. Editorial Alba (2ª ed.), Rio de Janeiro, 1931, 176 p.
"Refere-se o Autor – cônsul do Brasil – a acontecimentos ocorridos na vila de Machico, na Madeira, entre Fevereiro e Abril de 1931. Foi assim: quando a banca deixa de cumprir as suas obrigações perante os depositantes, por “falta de liquidez”, e quando os monopólios cerealíferos transformam o comércio em pura extorsão das populações, brota o desespero amotinado, com seus confrontos policiais, o saque de lojas e armazéns, etc... Mas uma ilha é como um barco! – Uma ratoeira sem saída, onde ganha o mais forte, aquele que estiver armado até aos dentes. E como o governo salazarista se achou pouco, ainda fez apelo à armada inglesa, a “invencível”.

Das condições pré-revolucionárias existentes na altura diz-nos, a certo passo, o Lavrador:

«[...] O Governo da Dictadura agglomerava de deportados a Ilha da Madeira. Era para ahi, que, depois de ligeiras estadias pelas possessões africanas portuguezas, seguiam, mais por um acto de benevolencia do proprio Governo, todos os chefes de goradas conspirações, de movimentos abortados ou revoluções vencidas.
Havia, entre os deportados, homens publicos notaveis pelo seu saber e de certo renome no paiz, altas patentes do exercito e da marinha, e tambem jornalistas e alguns funccionarios publicos.


É preciso ter estudado a psychologia das multidões para se poder comprehender o vulto que essas figuras tomavam na imaginação do povo madeirense. Ellas evidenciaram-se como verdadeiros martyres, sacrificadas por um ideal, sendo, assim, acolhidas com admiração, não só na intimidade das familias como tambem – principalmente os officiaes deportados – em fraternal camaradagem pelas forças aquarteladas na Madeira.

Deu-se o que era inevitavel. As idéas anti-situacionistas foram-se alastrando e, creando profundas raizes no espirito da collectividade, diffundiram-se por todas as classes. E o povo ficou completamente empolgado por essas idéas, convencido que nellas estava a sua propria redempção.

O espirito da revolta, que condensou todo o movimento militar, foi inspirado em amistoso convivio numa pensão da rua dos Netos, em Funchal, entre officiaes deportados e especialmente vindos com as tropas do Continente para manter a ordem. [...]»

via FRENESI
 
J.M.M.

sábado, 2 de novembro de 2013

A MADEIRA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Vai ser apresentada no próximo dia 4 de Novembro de 2013, segunda-feira, pelas 19 horas, no Bar da Ordem dos Engenheiros, sito na Rua António Augusto de Aguiar, 3º-D, Lisboa, a obra A Madeira na Segunda Guerra Mundial. Economia, Política e Sociedade, da autoria de João Abel de Freitas.

A apresentação da obra estará a cargo de Lília Bernardes.

Pode ler-se na nota de divulgação da editora da obra:
O grande objectivo desta obra foi identificar, através de investigação própria, os principais impactos na política, economia e sociedade, na Madeira e Porto Santo. Da análise à gestão política da Madeira, evidencia-se a deficiente articulação entre o governo central e as autoridades na Madeira como causa principal das carências e da fome que atingiu a população. Na economia, identificam-se os efeitos em áreas transversais como as relações com o exterior, o plano Ventura Terra e os aproveitamentos hidráulicos e, nas actividades económicas, os sectores turismo, bordados, vinho, lacticínios, vime e indústria da cerveja. Na sociedade, para além do grande flagelo do desemprego, foi também abordado o papel das “Gibraltinas” na mudança e transformação dos comportamentos e costumes sobretudo na cidade do Funchal.
João Abel de Freitas é licenciado em Economia (ISCEF – Universidade Técnica de Lisboa). Desempenhou as funções de director-geral do Gabinete de Estudos e Prospectiva Económica do Ministério da Economia, entre 1998 e 2003 e director da revista Economia & Prospetiva, de 1999 a 2003.Publicou ainda as seguintes obras, nomeadamente Madeira que Futuro? d'A Revolta do Leite Madeira 1936 e é co-autor e coordenador de A Madeira na História Escritos sobre a Pré AutonomiaPublicou na imprensa portuguesa mais de uma centena de artigos de natureza económica e social, com enfoque nas temáticas de desenvolvimento e da prospectiva/cenarização e alguns outros a nível internacional. Tem intervenções ou textos publicados em vários outros livros colectivos. Em 1975 (Abril/Setembro) integrou a Junta de Planeamento da Madeira como responsável das áreas de economia e finanças.
Uma análise da obra pode ser encontrada AQUI.
A acompanhar com interesse.
A.A.B.M.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A REVOLTA DO LEITE - MADEIRA 1936


"Com este livro, procura-se devolver à Revolta do Leite a dimensão que merece e o espaço a que tem lugar na História da Madeira e do País. È um livro no essencial constituído de duas partes. A primeira começa por uma breve resenha, onde se apontam os marcos importantes da Revolta; é seguida por outros capítulos onde se fala dos dias críticos, sobretudo o Verão de 1936; dos presos e das condições nas prisões com relevância para o Forno do Lazareto; da prisão do padre César Teixeira da Fonte, a personalidade que acabou por ter maior destaque em todo este processo; do tema do Tarrafal e os presos da revolta, terminando esta parte com os ecos externos da Revolta do Leite. A segunda parte de índole mais económica centra-se na importância da fileira do leite na economia da Madeira com maior enfoque no período – inícios do século XX a 1975/6. Esta análise é apenas antecedida de um muito curto sobrevoo do papel do leite na história, nos mitos e na religiosidade dos povos de todo o mundo" [ler AQUI]

LIVRO: A Revolta do Leite;
AUTOR: João Abel de Freitas;
EDIÇÃO: Colibri.

APRESENTAÇÃO: dia 27 de Maio (18.00 horas);
PARTICIPAÇÃO: Maria Fernanda Rollo (CN para as Comemorações do Centenário da República);
LOCAL: Restaurante da Ordem dos Engenheiros (Av. António Augusto de Aguiar, 3, 5.º, Lisboa)

J.M.M.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ILHA DA MADEIRA - SOLIDARIEDADE



" ... Estas são sempre as casas. E se vamos morrer nós mesmos,
espantamo-nos um pouco, e muito, com tais arquitectos
que não viram as correntes infindáveis
das rosas, ou as águas permanentes,
ou um sinal de eternidade espalhado nos corações
rápidos.
...
Falemos de casas como quem fala da sua alma ...
"

in A Colher na Boca (1953), de Herberto Helder [nascido no Funchal em 1930 e, aí mesmo, meteorologista nos tempos idos de 1954]

J.M.M.