segunda-feira, 29 de junho de 2009


VI CURSO DE HISTÓRIA DO ALGARVE 2009

A Universidade do Algarve, através do Departamento de História, Arqueologia e Património, vai organizar, durante o próximo mês de Julho, a VI edição do curso de História do Algarve.

Ao longo de nove sessões, com alguns investigadores de História regional, vão ser apresentadas diversas comunicações sobre as diferentes épocas históricas. As sessões vão iniciar-se no próximo dia 2 de Julho e vão decorrer até 30 de Julho, às terças e quintas-feiras, entre as 17.30h e as 19.30h, com o seguinte programa de trabalhos:

02- António Faustino de Carvalho, "A passagem para o Atlântico: o Algarve no processo de expansão da agricultura neolítica mediterrânea"
07- João Pedro Bernardes, "O negócio do peixe no Algarve da Época Romana"
09- Marco Santos, "A produção artística no Algarve em finais do Antigo Regime: o caso da Igreja da Ordem Terceira do Carmo de Tavira"
14- Luís Filipe Oliveira, "O outro reino: o Algarve Medieval"
16- António Rosa Mendes, "As Invasões Francesas no Algarve"
21- António Paulo Oliveira, "Síntese sobre o Integralismo Lusitano no Algarve"
23- Catarina Almeida Marado, "A extinção das ordens religiosas no Algarve: o processo e as consequências"
28- Isabel Dias,"Lendas do Cabo de S. Vicente"
30- Adriana Nogueira, "O Algarve como recurso estilístico"

Inscrições:
Gabinete de Eventos da FCHS
Campus de Gambelas
tel. 289 800914
Email: gefchs@ualg.pt

Informações adicionais
http://cursohistoriaalgarve.wordpress.com

Uma iniciativa que o Almanaque Republicano não podia deixar de divulgar junto dos seus ledores, esperando que alcance bastante sucesso junto dos algarvios.

A.A.B.M.

quinta-feira, 25 de junho de 2009


COMISSÃO MUNICIPAL REPUBLICANA DO PORTO

Foi eleita, no Porto, a 22 de Junho de 1904, a Comissão Municipal Republicana do Porto, por sufrágio directo.

Foram eleitos como efectivos:
- Dr. Afonso Augusto da Costa;
- Dr. António Luís Gomes;
- António dos Santos Pousada;
- António da Silva Cunha;
- Delfim Pereira da Costa;
- Dr. Duarte Leite Pereira da Silva;
- Dr. Henrique Pereira de Oliveira;
- Dr. Joaquim de Azevedo Albuquerque;
- Dr. Paulo José Falcão;
- Dr. Severiano José da Silva.

Como substitutos foram eleitos:
- Alfredo Pinto Osório;
- António Amorim Carvalho;
- António Emílio Magalhães;
- Dr. Germano Martins;
- Francisco Xavier Esteves;
- José Pinto de Sousa Lelo;
- José Maria da Silva Dória;
- David d’Almeida Coimbra;
- Dr. José Joaquim Osório;
- Joaquim de Castro e Silva.

[Foto: Joaquim de Azevedo Sousa Vieira da Silva Albuquerque (16-08-1839;21-01-1912), era filho de João de Azevedo de Sousa Vieira da Silva e Albuquerque e de Joaquina Carlota Barreto da França. Casou em 5 de Abril de 1869 com Helena Eulália Gonçalves Pinto de quem teve 5 filhos. Engenheiro civil formado pela Academia Politécnica do Porto, professor do liceu, lente da Academia Politécnica do Porto e matemático. Era sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa-filial do Porto, onde desempenhou as funções de primeiro secretário. Foi presidente da direcção da Sociedade de Instrução do Porto em 1884. Foi um dos republicanos indigitados para o Governo Provisório proclamado durante a revolta de 31 de Janeiro de 1891. Apresentou-se como candidato a deputado ainda durante a Monarquia. Por limite de idade foi jubilado em 1910 e um dos membros da Comissão Municipal Republicana do Porto em 1904. Terá sido colaborador de Camilo Castelo Branco na tradução do Dicionário de Educação e Ensino. Autor de vasta bibliografia escolar e científica na área da Matemática. Iniciado na Maçonaria em 1892 na Loja Independência do Porto com o nome simbólico de Condorcet. Ver mais informações sobre esta personalidade ver AQUI

Bibliografia Consultada:
CABRAL, Alexandre, Dicionário de Camilo Castelo Branco, Caminho, 1988;
MARQUES, António Henrique de Oliveira, Dicionário de Maçonaria Portuguesa, vol. I, Editorial Delta, 1986, p. 32.]

[Resistência, Coimbra, 26 de Junho de 1904, Ano 10, nº 913, p. 1, col. 3]

A.A.B.M.

SIMÃO JOSÉ DA LUZ SORIANO: NOTA BREVE

Nasce em Lisboa a 8 de Setembro de 1802. Foi abandonado pelo pai [Domingos José Soriano, barbeiro de profissão e que partiu para o Brasil – cfª Dicionário de Autores Casapianos, Lisboa, 1982, p.186] e vai viver para Famalicão da Nazaré com a mãe (empregada de servir). Entra, por intermédio de um seu tio [frade carmelita, ibidem] na Casa Pia a 31 de Agosto de 1811 ["data em que a Instituição reabriu no Convento do Desterro", ibidem].

Em Agosto de 1813, Luz Soriano, "saiu para aprender o ofício de Encadernador" [ibidem]. Vai para Coimbra, sua "forte ambição", para estudar, mas é "roubado de todos os seus haveres", tendo regressado, depois de trabalhar "como criado de lavoura" (na Azambuja), à Casa Pia. Abandona-a, de novo, devido a incompatibilidades escolares com o administrador da Instituição e decide-se pela "vida monástica". Tenta ingressar, curiosamente, no Mosteiro de Santa Maria da Arrábida [ibidem], mas não é aceite por "não saber latim". Decide, então, estudar engenharia. Parte para Coimbra [a 7 de Junho de 1825 – ibidem], instalando-se no "velho colégio da Broa". Troca Engenharia por Medicina, tornando-se bacharel anos depois, na cidade onde diz ter assado "o melhor tempo da sua mocidade".

Defendendo, ainda como estudante, o ideário liberal, liga-se (1828) à revolução constitucional do Porto, "proclamada em 16 de Maio" [cfª. Dicionário Biographico Portuguez, de Inocêncio Francisco da Silva]. Malograda a intentona, é obrigado a exilar-se em Espanha, fazendo aí parte do Batalhão de Voluntários Académicos [Dicionário, ibidem]. Parte para Plymouth e depois para a Ilha Terceira [Fevereiro de 1829, ibidem], tomando parte no desembarque do Mindelo, "vindo depois na expedição ao Porto em 1832", em cujo cerco serviu. Refira-se que veio de Plymouth para Angra, via ordens do Marquês de Palmela, e transportada pela galera "James Cropper" [chegada no dia 14 de Fevereiro de 1829 – Dicionário, ibidem], a "imprensa" para "uso da junta provisória", que Luz Soriano e outros "voluntários" montaram e que tinha na sua chefia Pedro Alexandrino da Cunha [alferes do regimento nº43 – ibidem]. Sobre a questão da introdução da imprensa nos Açores, a que este facto se refere, é conveniente consultar o Dicionário do Inocêncio, onde é transcrita um carta de Luz Soriano [do Conimbricense n.º 3:944] que clarifica o assunto.

Com a vitória liberal, entra como Amanuense de primeira classe na Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros [Dezembro de 1832] e acaba o seu curso de Medicina [1842]. Deputado por Angola (1851-54). É aposentado (1867) no cargo de oficial maior do Ministério da Marinha e do Ultramar.

Escritor prolífico [com dezenas de obras publicadas], é como historiador e memorialista (notável) que é reconhecido. A sua merecida e estimada bibliografia histórica é de importância fundamental para o estudo da instauração do liberalismo em Portugal.

Morre em 18 de Agosto de 1891, "deixando testamento que teve larga divulgação por conter disposições realmente merecedoras dessa publicidade, e entre elas algumas que bem revelam o seu civismo e o seu acrisolado amor à Pátria" [ibidem]. Aí, contempla especialmente a Casa Pia de Lisboa [deixando-lhe, entre prestações pecuniárias e imóveis vários, a sua "vasta Biblioteca"] e a Misericórdia de Coimbra.

Foto: in Dicionário Enciclopédico da História de Portugal, Publicações Alfa, 1993.

J.M.M.


HISTÓRIA DO CERCO DO PORTO

Obra importante e copiosa (2000 págs.) de Simão José da Luz Soriano, onde se descreve a antiga Lusitânia e a formação da monarquia portuguesa, bem como os eventos mais notáveis da guerra civil em Portugal, desde o reinado de D. João VI até ao Cerco do Porto.

Esta nova edição (luxuosa), é precedida da biografia do autor por Sampaio Bruno, traz o retrato do autor e mais outros 35 retratos de personagens relevantes da época, e contém inúmeras reproduções dos tipos de uniformes dos batalhões voluntários.

S.[imão] J.[osé] da Luz Soriano - História do Cerco do Porto, Nova edição ilustrada, Porto, A. Leite Guimarães, 1889-90, II vols

J.M.M.

quarta-feira, 24 de junho de 2009


ALVORADAS REPUBLICANAS - UM GRUPO HISTÓRICO (1884)

Da esquerda para a direita, de pé: Silva Lisboa, Manuel de Arriaga, Sebastião de Magalhães Lima, Dr. Consiglieri Pedroso.

Sentados: Dr. Alves da Veiga e Emydgio d’Oliveira (Spada)

[clicar na imagem para ver melhor]

J.M.M.

LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE


"Toda a igualdade é ilusória se desconhece as diferenças individuais e, sob o pretexto de se realizar, não dá a todos o igual direito de desenvolver a própria personalidade. Por outro lado, toda a liberdade é ilusória quando dá a muitos dos homens, para empregar a forte expressão de Parodi, o direito sem o poder, o direito de ser livre sem o poder de o ser.

É uma irrisão dizer-se aos deserdados da fortuna que são livres quando se lhes dá apenas a liberdade de morrer de fome; que têm absoluta liberdade de voto, quando de facto estão subordinados aos beati possidentes; que têm o direito da instrução, quando as vantagens do ensino só podem ser desfrutadas pelos ricos.

Todos esses direitos de que a liberdade civil e política hoje se ufana só podem, pois, tornar-se efectivos, deixando de ser teóricos e abstractos, como até aqui, por uma realização progressiva das ideias igualitárias. A condição necessária da igualdade dos direitos é a igualdade dos poderes: tanto monta dizer que a liberdade é um ideal inteiramente vão na medida em que não marcha de par com a igualdade. Liberdade e igualdade, assim despidas dos sofismas e dos abusos do pensamento em que as enredam alguns dos seus pretendidos partidários e muitos dos seus inimigos, longe de se nos apresentarem como contraditórias, não são, pois, mais do que as suas faces necessárias da mesma inspiração social, do mesmo desejo de criar na terra, para todos e por todos, uma vida inteiramente humana.

Eliminados, pois, todos os abusos, todas as falsificações e todos os sofismas, Liberdade, Igualdade e Fraternidade, por maiores crimes que em nomes delas tenham sido cometidos, são ainda as três estrelas máximas que alumiam o firmamento da Razão humana"

Raul Proença, in Páginas de Política.

J.M.M.

segunda-feira, 22 de junho de 2009


HENRIQUE TENREIRO, UMA BIOGRAFIA POLÍTICA

Vai realizar-se na próxima quarta-feira, dia 24 de Junho, pelas 18.30 h, na Fundação Mário Soares, o lançamento da obra Henrique Tenreiro - Uma Biografia Política da autoria de Álvaro Garrido.

O apresentante da obra será o Prof. Doutor Fernando Rosas.

Do Índice da obra destacamos os principais capítulos, conforme se apresenta a seguir:

Prefácio
Introdução
O enigma do poder
Capítulo I – Percursos de infância e juventude. 1901‑1926
Capítulo II – Da Ditadura Militar à entrada política no regime. 1927‑1936
Capítulo III – 1936: o ano de todas as coisas
Capítulo IV – Patrão das pescas: a oligarquia corporativa. 1936‑1974
Capítulo V – A volúpia do poder e as tensões do apos‑guerra.1945‑1974
Capítulo VI – O fim da ribalta e o último combate. 1974‑1994
Conclusões
Fontes e bibliografia
Fontes primárias – documentação de arquivo
Outros arquivos e Centros de Documentação
Documentação particular
Escritos publicados de autoria de Henrique Tenreiro
Depoimentos orais
Outras fontes impressas
Bibliografia

Esta obra resulta “no terceiro acto deste longo curso sobre o “bacalhau corporativo” e suas Oligarquias”[p. 9]. Depois de ter publicado “Henrique Tenreiro – a volúpia dos poderes”, História, III série, n.º 26, Junho 2000, pp. 17‑25; “Henrique Tenreiro: patrão das pescas e guardião do Estado Novo”, Análise Social, n.º 160, vol. XXXVI, Outono de 2001, pp. 839‑862; “Henrique Tenreiro: um empresário do sector publico‑corporativo da economia salazarista?”, Estudos do Século xx, n.º 4, Coimbra, CEIS20/Quarteto, 2005, pp. 297‑322; O Estado Novo e a Campanha do Bacalhau, Lisboa, Círculo de Leitores, 2004 [vide o que se disse AQUI], a biografia política do homem que corporizou o projecto, Henrique Tenreiro, torna-se um culminar do trabalho, apesar de como afirma o autor na Introdução, “a escrita deste livro não exprime um especial encanto do biógrafo” [p.13] antes uma tentativa de compreensão do sistema corporativo construído durante o Estado Novo no sector das pescas.

Afirma ainda mais adiante:
O principal objectivo deste livro consiste em narrar a trajectória de vida de Henrique Tenreiro na sua relação com o poder. Procurar‑se‑á situar o nosso personagem no espaço público do salazarismo e acompanhar o seu itinerário de poder em dois territórios principais: a oligarquia corporativa das pescas e o sistema político do Estado Novo, dimensões fortemente imbricadas, é certo, mas sobretudo por acção do próprio.

Uma obra muito bem escrita, cuidada e denotando uma das características do seu autor, um conhecimento profundo sobre a organização corporativa do Estado Novo, em particular no domínio das pescas, utilizando fontes diversificadas e afirmando-o como um dos investigadores mais respeitados sobre o período da Ditadura.

No dia 4 de Julho, sábado, às 18h30, no Museu Marítimo de Ílhavo, haverá nova apresentação a cargo do Dr. Joaquim Feio, da FEUC.

A.A.B.M.

domingo, 21 de junho de 2009

ANTÓNIO BORGES COELHO - HONORIS CAUSA


No passado dia 17 de Junho, a Universidade do Algarve atribuiu o Doutoramento Honoris Causa a António Borges Coelho ["historiador dos esquecidos e vencidos"], Doutor em História e professor catedrático jubilado pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi seu padrinho o historiador José Mattoso.

"Nascido em Murça, em 1928, António Borges Coelho teve um percurso que foi, no mínimo, atípico (...)

Aluno do Seminário Franciscano de Montariol, durante cinco anos, viria a deixar a possibilidade de uma vida eclesiástica para ingressar em 1949 na Faculdade de Letras de Lisboa. O curso de História viria também a ser abandonado em 1951. As décadas seguintes foram, para este transmontano de Murça, um período conturbado. A luta política entrou na vida de António Borges Coelho nesse início da década de 50 ao subscrever a candidatura de Ruy Luís Gomes à Presidência da República. Esse acto, hoje uma mera formalidade administrativa, era então uma atitude de coragem política e um desafio claro à ditadura. Seguiu-se, para o jovem Borges Coelho, o percurso trilhado por outros democratas: a militância no Partido Comunista Português e o mergulho na clandestinidade, a prisão pela PIDE e seis anos e meio de cativeiro no Aljube, em Caxias e no Forte de Peniche.

Em Peniche conviveu com Álvaro Cunhal, com Carlos Costa e com Alexandre O’Neill. Amizades que o tempo consolidou e que nem os diferentes caminhos jamais apagaram. Data desses anos o poema "Sou barco", que a música e a voz grave de Luís Cília ajudariam a imortalizar. Muitos outros se seguiram, e uma vez que a produção poética nunca deixou de estar presente na sua vida.

Libertado em 1962, continuou a viver até ao 25 de Abril de 1974 sob medidas de segurança, um eufemismo que designava a ausência de direitos políticos, a obrigatoriedade de apresentações periódicas na sede da polícia política, a impossibilidade de tirar a carta de condução ou de leccionar.

É durante esses anos que António Borges Coelho intensifica a sua produção literária e regressa aos bancos da universidade. Licenciou-se em 1967 com uma dissertação sobre Leibniz, mas continuou a ver vedado o acesso ao mundo do ensino ou a qualquer outra actividade pública. Desenvolveu entretanto trabalho como jornalista - foi fundador de A Capital e redactor do Diário de Lisboa e do Diário Popular -, deu explicações e leccionou em vários sítios ...
"

- ler todo o Parecer de Santiago Macias, AQUI.

J.M.M.

sexta-feira, 19 de junho de 2009


HISTÓRIA DA PRIMEIRA REPÚBLICA PORTUGUESA

«Propomos, neste volume, vários entendimentos para essa curta mas rica e complexa República de 16 anos que, longe de ser a aurora emancipadora e progressista que os seus apologistas e apoiantes anunciavam, desejavam e por que se bateram, acabou por se transformar na conturbada crise terminal do liberalismo português a que sucederia o longo ciclo de autoritarismo. Como venceu a República em 1910? Que contradições, que dificuldades viveu, como as resolveu, ou não, até à terrível aventura da participação na Grande Guerra? Que projectos delineou, que portas abriu ou tentou abrir nos vários campos em que procurou apostar? E como renasceu do pós-guerra, após o breve mas premonitório intervalo sidonista? Que República ou que repúblicas e anti-repúblicas foram essas que então se realinharam, também em Portugal, para a grande batalha social e política que anunciava na Europa a época dos fascismos? Afinal, porque venceu e porque morreu a Primeira República? E o que ficou dela como património de memória e reflexão para a democracia de hoje?»

in Introdução, "História da Primeira República", Edição Tinta da China, 2009

Foi recentemente publicada esta nova perspectiva sobre a Primeira República em Portugal, coordenada por Fernando Rosas e Maria Fernanda Rollo, editada pela Tinta da China, ao longo das mais de seis centenas de páginas com os contributos de alguns dos especialistas no tema como: Aniceto Afonso, Sílvia Correia, Luís Farinha, Ernesto Castro Leal, Isabel Pestana Marques, Maria Eugénia Mata, Filipe Ribeiro de Meneses, Vítor Neto, David Pereira, Joana Dias Pereira, Ana Catarina Pinto, Ana Paula Pires, Maria Cândida Proença, António Reis, Maria Fernanda Rollo, Fernando Rosas, Maria Alice Samara e João B. Serra.

Uma obra de conjunto que se aguardava e que, certamente, irá dar origem a outros estudos mais detalhados nas diferentes áreas com novos contributos, perspectivas de análise e documentos que entretanto foram sendo descobertos.

Uma obra a não perder.

A.A.B.M.

HISTÓRIA DA PRIMEIRA REPÚBLICA

Coordenação de Fernando Rosas e Maria Fernanda Rollo, Editora Tinta da China, Junho de 2009.

J.M.M.

MAÇONARIA NO CONCELHO DE MAFRA (1910-1935)

O Professor Doutor António Ventura continua a publicar uma série de estudos dedicados à Maçonaria. Desta vez, dedicou a sua investigação ao concelho de Mafra, no período correspondente a 1910 - 1935.

Numa publicação da Mar de Letras Editora , a apresentação decorrerá no Palácio de Mafra no próximo dia 25 de Junho,conforme se pode ver no convite.

A todos os interessados, este será sem dúvida um momento de se conhecerem algumas das personalidades que, neste concelho, pertenceram à organização que tanta influência teve na 1ªRepública.

Ainda a propósito do Professor António Ventura, encontramos também uma interessante prancha intitulada A Maçonaria Portuguesa perante as Invasões Francesas que pode ser consultada AQUI.

A.A.B.M

quinta-feira, 18 de junho de 2009


LITORAIS Nº 10. REVISTA DE ESTUDOS FIGUEIRENSES

Acaba de sair a publicação semestral da Associação Doutor Joaquim de Carvalho (Figueira da Foz): LITORAIS. A interessante revista de "estudos figueirenses", coordenada desde o seu número inicial (nº 0, Maio de 2004) por António Tavares e Isabel Cardoso Ferreira, dedica esta sua 10ª edição ao "fascinante" Século XIX figueirense.

Da sua tábua regista-se um importante artigo de Lia Ribeiro, "A popularização cultural na Figueira da Foz (1880-1910)", onde a autora se propõe "analisar o universo da divulgação cultural por parte do movimento republicano nas derradeiras três décadas da monarquia na Figueira da Foz". Trabalho (págs 7-41) curioso e estimado para o estudo deste período, com várias referências sobre a dinâmica vida associativa local (via centros, agrupamentos e grémios republicanos), justificada com "as temáticas popularizadas à luz do republicanismo" e acompanhada com numerosas notas bibliográficas.

Pode ler-se, ainda, um cuidado texto de António Manuel Ribeiro sobre um invulgar artigo publicado em 1868 no Archivo Pittoresco ("Villa da Figueira") pela pena de Augusto Mendes Simões de Castro, justamente intitulado "A Figueira da Foz nas imagens e nos textos da imprensa oitocentista. A ‘Vila da Figueira’ no Archivo Pittoresco (1868)". Apresenta o artigo um breve estudo sobre esse "incontornável" periódico, fazendo depois um levantamento biográfico sobre alguns dos seus colaboradores (Augusto Simões de Castro, Joaquim de Mariz Júnior, João Pedroso Gomes da Silva), terminando com a análise do texto saído no Archivo em 1868 (que se reproduz em fac-símile).

No mesmo número da revista são incluídos outros artigos: um sobre os "Sinistros ocorridos na Mina de Carvão do Cabo Mondego e suas consequências na lavra mineira" (por José Soares Pinto & Pedro Callapez) e duas recensões, a primeira sobre "As Teias e os Dias" de João S. Soares (por Maria Helena Monteiro) e uma outra sobre a "A Figueira e a invasão franceza" (reed. 2008) de Pedro Fernandes Tomás (por António Tavares).

J.M.M.

terça-feira, 16 de junho de 2009


COLÓQUIO INTERNACIONAL GUERRA E MEMÓRIA (1914-1919)

Vai realizar-se na Universidade Nova de Lisboa, entre os próximos dias 22 e 27 de Junho de 2009, o Colóquio Internacional sobre a I Guerra Mundial - From the Trenches to Versailles: War and Memory (1914-1919), organizado pelo Instituto de História Contemporânea da FCSH/ UNL com a colaboração do CEIS 20 da Universidade de Coimbra.

Ao longo de seis dias vão encontrar-se em Lisboa, nas instalações da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, alguns dos especialistas no tema para apresentarem os novos elementos das suas investigações.

Entre os principais conferencistas encontramos: Aniceto Afonso, António Sousa Ribeiro, Beatriz Echeverri Davila, Daniel Lefeuvre, Fernando Catroga, Filipe Ribeiro de Meneses, Javier Ponce, José Manuel Pureza, José Medeiros Ferreira, Luigi Tomassini, Marvin Benjamin Fried, Maurizio Ridolfi, Nádia Marchioni, Naoko Shimazo, Patrizia Dogliani e Ruy Vieira Nery.

No dia 22, destacam-se após a sessão solene de abertura e conferência inaugural de Fernando Catroga, destacam-se durante a sessão da tarde, subordinada ao tema, A Grande Guerra, as apresentações de João Paulo Avelãs Nunes e Catrionna Pennell.

No dia 23, na sessão da manhã, destinada a debater O Mundo em Guerra, destacamos na sessão da manhã Nic Clarke e António Rafael Amaro. Na parte da tarde, dedicada a discutir As Experiências Nacionais, apontamos Noémia Malva Novais, António Paulo Duarte, Miguel Dias Santos e Manuel Filipe Canaveira.

No dia 24, discutir-se à a Guerra e os Impérios Coloniais, com as conferências de Dick van Galen Last, Luís Farinha e Daniel Steinbach. Na sessão paralela sobre A Vida nas Trincheiras, destacam-se Isabel Pestana Marques e Augusto Moutinho Borges. No painel intitulado Atrás das Linhas, salientamos Ana Paula Pires e Samuel Kruizinga.No painel intitulado Viver em Guerra, salientamos as conferências de Alice Samara, Paulo Jorge Fernandes, Armando Malheiro da Silva, Angels Carles e Helena Pinto Janeiro.

No dia 25, a sessão sobre Doenças e Saúde Pública, terá entre os oradores Maria Rita Lino Garnel, João Rui Pita, Célia Lopes e Ana Luísa Santos. Por seu lado, no painel subordinado à Ciência Inovação e Guerra, destacam-se Fernanda Rollo, José Morgado Pereira e Maria Inês Queiroz. Na sessão intitulada Pinturas e Gravuras, destacam-se as apresentações de Cláudia Siebrecht, Michael J. K. Walsh e Emmanuelle Danchin. O painel intitulado Intelectuais em Armas conta com as presenças de Luís Trindade, Ana Leonor Pereira, Nuno Bessa Moreira, Eurico Gomes Dias e Maximiliano Fuentes.

Durante o dia 26 decorrem os seguintes painéis: Propaganda de Guerra, Paz sem Promessas e Políticas da Memória. No primeiro apresentam trabalhos de investigação William Kenefick, Paul Alliés e Jorge Pais de Sousa. Na segunda sessão, destacam-se as presenças de Gallit Hadad, Laura Rowe e Anne Samson. Finalmente, na terceira sessão, sobre Políticas da Memória, salientamos os trabalhos de Yucel Yanikdag, Sílvia Correia e Ingrid Sharp.

Finalmente, no dia 27, realiza-se uma visita guiada ao Quartel do Entroncamento.

O programa detalhado pode ser consultado AQUI.

A.A.B.M.

GARRETT. MEMÓRIAS BIOGRAPHICAS

Amorim (Francisco Gomes de) — GARRETT. MEMÓRIAS BIOGRAPHICAS, Lisboa, Imprensa Nacional, 1881-1884 III vols.

["A mais completa obra que até hoje se publicou sobre Almeida Garrett. Preserva no primeiro volume um bom retrato de Garrett e no último, em folhas desdobráveis, 5 fac-símiles de autógrafos do mesmo autor"]

in novo Catálogo da Livraria In-Libris (Porto)

J.M.M.

segunda-feira, 15 de junho de 2009


ASSOCIAÇÃO CULTURAL SERPA PINTO - PALESTRA

Nuno Resende irá apresentar no próximo dia 20 de Junho (pelas 15h), no Clube Literário do Porto, uma palestra intitulada "As vistas estereoscópicas da quinta do Paço (Cinfães, séc. XIX): uma visão de mundos num Portugal em mudança".

Trata-se de "apresentar e explorar um conjunto de fotografias datadas de finais do século XIX que narram não só o percurso do conhecido militar, explorador africanista e político A.A. de Serpa Pinto (1846-1900), mas também o modo de vida e quotidiano da sociedade portuguesa da mesma época".

Palestra: Clube Literário do Porto - dia 20 de Junho, pelas 15 horas.

J.M.M.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

GRÉMIO LUSITANO Nº14 - REVISTA


Saiu a revista nº14 (I semestre de 2009) Grémio Lusitano [Propr. Grémio Lusitano; Direcção: Salvato Teles de Menezes, António Lopes; Coord.: S.T.M., A.L., Silvino G. Silva], contendo alguns curiosos textos, entre eles:

"As Origens da Maçonaria. Lenda(s) e Realidade", por Salvado Teles de Menezes [trata-se da comunicação apresentada nas XI Jornadas Históricas de Seia, que decorreram nos passados dias 14 e 15 de Novembro de 2008] / "O lado operativo dos Símbolos e o papel da Maçonaria" [assinada por Moreira (n.s.), da Loja Atlântico] / "A importância do Nível no percurso iniciático maçónico" [pr. da Loja Sete Irmãs (G.L. Feminina de Portugal)] / um curioso artigo de António Lopes, "Dos cavaleiros do Templo à maçonaria escocesa" / "As Finanças Públicas no Tempo da República", por Francisco Carromeu / um texto de interesse olisipográfico, de registo simbólico e iconográfico muito curioso, "A simbologia maçónica nos bairros operários de Lisboa", por António Lopes [documento estimado, com referências interessantes sobre a "condição de vida do operariado", a habitação, as vilas e os bairros operários [em especial, na Graça (Bairro Estrela d’Ouro) e em S. Domingos de Benfica (Bairro Grandela)], registando-se a presença simbólica do maçonismo e carbonarismo, enriquecido por diversas e elucidativas fotos] / breve texto sobre a "Loja Sympathia e União, nº4, ao Oriente de Lisboa", a "mais antiga Loja maçónica em Portugal" [por Pedro M. Pereira e António Neves Pereira] / "Loja O Futuro. Um pouco da sua história" [assinado por Cephas (n.s.), da Loja O Futuro] / "Centenário da Loja Estrela d'Alva", texto da Loja Estrela d'Alva / reprodução de um artigo de Rui Delgado, saído no Jornal do Fundão, intitulado "Uma loja maçónica na Real Fábrica da Covilhã" / uma curiosa "Carta de Fraternidade da Sociedade Keporática", com texto de John Coustus (n.s.), da Loja Vitorino de Nemésio [Sociedade Keporática ou Sociedade dos Jardineiros, era uma sociedade secreta, simbolicamente próxima da maçonaria – aliás os seus membros deviam ser iniciados antes nas suas lojas –, mas de características carbonárias ou da maçonaria florestal – ver AQUI uma referência feita à essa sociedade] / "Fausto Correia um grande encontro", por Marão (n.s.), da Loja Fernandes Tomás / "Trindade Coelho. Um vulto do pensamento político e social" [por José Elvas (n.s.) da Loja Renascer] / estimado texto biográfico sobre "Augusto Goltz de Carvalho", por Baden-Powell (n.s.), da Loja Coerência / "Recordar João Soares Louro", por Pimenta (n.s.), da Loja Alberto Sampaio / "Emídio Guerreiro", texto de Mazzini (n.s.) da Loja Convergência.

J.M.M.

quarta-feira, 10 de junho de 2009


OS LUSÍADAS

Edição Comemorativa do III Centenário da Restauração da Independência de Portugal [prefácio de Hernâni Cidade e um estudo sobre as duas edições datadas de 1572 por Eleutèrio Cerdeira], Barcelos, Companhia Editora do Minho, 1960.

J.M.M.

TRICENTENARIO DE LUIS DE CAMOES

"AO TRICENTENÁRIO DE LUÍS DE CAMÕES

Ao tricentenário de Luiz de Camões [Visual gráfico. - Rio de Janeiro : [s.n.], 1880 ([Rio de Janeiro?] : Lith. António Lobo. - 1 gravura : litografia]"

via Biblioteca Nacional

J.M.M.

DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

"Pai ...
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!
...
A bênção como espada,
A espada como bênção!
"

Fernando Pessoa

J.M.M.

CENTENÁRIO DE CAMÕES EM 1880

Quando se assinala mais um aniversário do 10 de Junho, recordamos o que se passou em Lisboa em 1880, quando se realizaram as grandes comemorações camoneanas que hoje muita gente se queixa não saber a origem.

Nesse período tinha sido descoberto um documento na Torre do Tombo, que Teófilo Braga depois divulgou num periódico dirigido por Magalhães Lima, intitulado Comércio de Portugal, onde referia a data de falecimento do nosso poeta mais consagrado na época: Luís Vaz de Camões. Foi então deliberado assinalar a data em 10 de Junho de 1880, passando a partir daí a ser feriado nacional para assinalar o Dia de Portugal e de Camões e só mais recentemente passou também a homenagear as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

A.A.B.M.