sábado, 30 de janeiro de 2010

31 DE JANEIRO 1891 - AUGUSTO MALHEIRO



Augusto Rodolfo da Costa Malheiro

Nasceu no Porto, na freguesia da Vitória, em 19 de Janeiro de 1869.

Militar, tinha a função de alferes em 1891, quando se tornou uma espécie de herói dos republicanos. Incorporado no Batalhão de Caçadores 9, instalado no Porto, foi um dos líderes militares da revolta. Fugiu para Espanha, passando por Vigo, de onde partiu para o Brasil.

Julgado à revelia, foi considerado desertor e expulso do Exército, devido à sua participação na revolta do Porto, foi em busca de fortuna para o Brasil.

Naquele país conquistou alguma reputação como engenheiro.Envolveu-se na revolução promovida por Saldanha da Gama contra o presidente brasileiro Floriano Peixoto. Distinguiu-se na luta e foi louvado e condecorado pelo Governo brasileiro.

Após o 5 de Outubro de 1910, mais concretamente em 22 de Novembro de 1910, quando se encontrava na Baía. Dessa cidade escreve uma carta de agradecimento ao então Ministro da Guerra e ao Governo Provisório Republicano. Regressou a Portugal e foi reintegrado no Exército como Capitão.

Durante a Primeira Guerra Mundial partiu para Angola, como voluntário, para fazer parte das forças expedicionárias.

Participou ainda no grupo das tropas que combateram as revoltas monárquicas de Monsanto (Lisboa) e do norte do País, em 1919.

Deixou parte dos seus bens para o Centro que tem o seu nome, visando a fundação de uma escola. Esta ainda se encontra em funcionamento.

Augusto Malheiro morreu em Lisboa no dia 9 de Dezembro de 1924.

OUTROS LOCAIS A CONSULTAR:
Museu Virtual da Educação
Germano Silva, "Militares envolvidos na conspiração desde o início", via Jornal de Notícias, Porto, 16-01-2010.

A.A.B.M.

FIGUEIRA DA FOZ - CENTENÁRIO IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA


DIA 5 DE FEVEREIRO (21,30 horas) - Salão Nobre da Assembleia Figueirense

CONFERÊNCIA: "Razão e Razões do Republicanismo Português", pelo Prof. Amadeu Carvalho Homem e moderação do Prof. António Reis.

ORGANIZAÇÃO: Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto

«No âmbito das celebrações do Centenário da República que este ano se cumpre, a Associação Cívica 24 de Agosto vai realizar na próxima Sexta-Feira, 5 de Fevereiro, pelas 21H30, no Salão Nobre da Assembleia Figueirense, uma Conferência subordinada ao tema “Razão e Razões do Republicanismo Português” pelo Prof. Dr. Amadeu Carvalho Homem com comentário do Prof. Dr. António Reis.

Amadeu Carvalho Homem, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tem centrado a sua investigação no aprofundamento do conhecimento da história do nosso republicanismo, procurando sobretudo salientar os contributos filosóficos em que essa proposta assentou. São da sua autoria obras como “A ideia republicana em Portugal: O contributo de Teófilo Braga”, “A propaganda republicana. 1870-1910”, “O Conde de Arnoso e o seu tempo” e “Da Monarquia à República”.

António Reis, Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa e integra a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Destacam-se das suas obras livros como “Portugal Contemporâneo (1820-1992)” e “Portugal: Vinte Anos de Democracia”, editado em 1994
»

via 100 Anos da República Figueira da Foz

J.M.M.

31 DE JANEIRO 1891 - GENERAL CORREIA DA SILVA


JOSÉ MARIA CORREIA DA SILVA

Nasceu no Porto, em 8 de Dezembro de 1820, na freguesia de Santo Ildefonso.
Assentou praça em 12 de Junho de 1840, com 19 anos, tendo sido promovido a alferes em 26 de Novembro de 1840, a Tenente em 9 de Agosto de 1851, a Capitão em 10 de Agosto de 1864, a Major em 16 de Dezembro de 1872, e a Tenente-Coronel, em 2 de Setembro de 1874. Passou à situação de reforma com o posto de General de Brigada, em 10 de Outubro de 1883.

Desempenhou as funções de Governador da Guiné em 1853, sendo o despacho de nomeação publicado em portaria de 2 de Março desse ano. Enfrentou uma revolta naquele território, tendo manifestado alguns problemas em conseguir aplicar as medidas necessárias para pôr fim à mesma.

Em 1891, foi um dos poucos militares de elevada hierarquia que participou na preparação da Revolução de 31 de Janeiro, no Porto. Porém, porque não concordou com os planos da organização, que se confirmou pouco eficaz, acabou por não participar no movimento. No entanto, o seu nome constava na lista proposta como governo provisório, onde constavam os nomes de Rodrigues de Freitas, Joaquim Bernardo Soares, José Ventura dos Santos Reis, António Joaquim de Morais Caldas, Alves da Veiga e Joaquim Azevedo de Albuquerque.

Foi preso como conspirador, julgado e condenado por não ter actuado de forma a reprimir os revoltosos.

Foi também subscritor do Manifesto do Emigrados de 31 de Janeiro, publicado no ano seguinte.

Casou com Maria Adelaide Dias, natural de Vimioso, que faleceu em 1879. Deste casamento resultaram 4 filhos: Luís, que nasceu em 22 de Janeiro de 1867, natural da freguesia de Bonfim; Maria Amália, que nasceu em 16 de Fevereiro de 1868, na freguesia de Bonfim e faleceu em Valongo em 19 de Dezembro de 1942; Irene, que nasceu em 5 de Abril de 1870; Clotilde Maria, que nasceu em 28 de Fevereiro de 1873, no Bonfim.

Faleceu, no Porto, a 28 de Fevereiro de 1896.

Bibliografia Consultada:

Os Generais do Exército Português, Coord. Coronel António José Pereira da Costa, Biblioteca do Exército, Lisboa, 2005, p. 175-176.

A.A.B.M.

POSTAIS DA PRIMEIRA REPÚBLICA



Foi recentemente lançado ao público uma interessante colecção iconográfica,com textos do Prof. Doutor António Ventura, numa edição da Tinta da China com o apoio da Comissão para as Comemorações do Centenário da República

Pode ler-se na apresentação da obra:
Os postais que seleccionámos para este livro são apenas isso: uma selecção, feita a partir de um universo imenso e riquíssimo. Vão acompanhados, sempre que possível, de notas explicativas e identificativas sumárias. São uma amostragem representativa que nos permite revisitar esse universo colorido e fantástico que ajudou a povoar o imaginário português desses tempos conturbados, no momento em que assinalamos o Centenário da República.

Uma obra que recomendamos a todos os nossos ledores.

A.A.B.M.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

JOÃO CHAGAS - "CARTAS POLÍTICAS"



JOÃO CHAGAS - CARTAS POLITICAS, Lisboa, MCMVIII-MCMX. 5 séries ou volumes. 16,5x24 cm. 320, 320, 320, 320 e 240 págs. E.

«Indispensável para a história dos importantes acontecimentos políticos da época. Inclui, entre outras, missivas dirigidas “ao Rei D. Manoel”; “aos senhores da liga monarquica”; “ao Doutor Bernardino Machado sobre a Revolução”; “à Imprensa Estrangeira a propósito do 1º anniversário do Regicídio”; “Carta ao Povo de Coruche depois do Comício Monarchico de 14 de Fevereiro”; “Carta a D. Miguel de Bragança em seguida à notícia da sua renuncia e do seu reconhecimento da Monarchia Liberal”; “Carta a um provinciano sobre a crise da semana e sobre o que se lhe vae seguir” etc. de um total de 95 documentos As cartas, em brochura, encontram-se conservadas em pastas cujas lombadas (decoradas a ouro) e cantos são em pele e apertadas com atilhos de seda»

via CATÁLOGO DE JANEIRO DA LIVRARIA IN-LIBRIS

J.M.M.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ARQUIVO E A GESTÃO DA INFORMAÇÃO PARA QUÊ?


No próximo sábado 30 de Janeiro, em Loulé, realiza-se uma conferência intitulada Arquivo e a Gestão da Informação para quê?, coordenada pela Dra. Luísa Martins.

Mais uma iniciativa do Arquivo Histórico Municipal de Loulé que tem vindo a desenvolver uma interessante e continuada actividade em prol da preservação e investigação da história local. A actividade deste arquivo preservando não só a documentação oficial e administrativa da câmara e outros organismos estatais, mas também a documentação que algumas instituições foram legando ao arquivo para salvaguarda e preservação.

Ao longo dos últimos anos, muitos investigadores estiveram em Loulé, a divulgar alguns aspectos menos conhecidos ou talvez pouco estudados na historiografia nacional. Alguns ilustres professores das Universidades de Lisboa, Coimbra, Évora e Algarve têm realizado as suas investigações no arquivo, utilizado os seus serviços e recursos e apresentado o resultado das suas pesquisas.

Uma actividade a acompanhar com interesse.

A.A.B.M.

31 DE JANEIRO DE 1891 - POR CÉSAR ANJO





artigo de Augusto César Anjo ("31 de Janeiro"), publicado no jornal REPÚBLICA, de 30 de Janeiro de 1969.

via Arquivo Digital da Torre do Tombo

[clicar na foto, para aumentar a imagem]

J.M.M.

1969 COIMBRA - COMEMORAÇÕES DO 31 DE JANEIRO 1891



Reprodução do panfleto das Comemorações do 31 de Janeiro de 1891, nos tempos idos de 1969, pela Comissão de Coimbra, e que se realizou no Teatro Avenida pelas 17.30 horas.

Refira-se os nomes dos oradores: Orlando Carvalho, Augusto da Costa Dias, Alexandre Cabral e António Arnaut.

via Arquivo Digital da Torre do Tombo.

J.M.M.

domingo, 24 de janeiro de 2010

31 DE JANEIRO


A Torre do Tombo Online disponibilizou um conjunto de documentação (241 documentos) da PIDE, à época já com a eufemística designação de Direcção Geral de Segurança, sobre as comemorações do 31 de Janeiro que se realizaram em Coimbra em 1969. O jantar realizou-se no Café Romano e a sessão pública decorreu no Teatro Avenida.

Encontramos muitos nomes conhecidos, alguns ainda vivos, outros já deixaram a nossa convivência. Alguns tornaram-se figuras políticas de peso após a Revolução dos Cravos.

O curioso e importante conjunto documental, agora disponibilizado, permite conhecer desde as palavras que foram proferidas com excerptos de discursos, com a identificação das personalidades presentes nas iniciativas e dos principais organizadores. Por outro lado, permite ainda verificar a capacidade de organização da PIDE e dos "bufos" que levavam muita desta informação à polícia política do Estado Novo.

Uma iniciativa de louvar disponibilizar esta informação ao público em geral e interessado nestas questões que vamos continuar a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

31 DE JANEIRO 2010 - PORTO


PROGRAMA DAS COMEMORAÇÕES DO 31 DE JANEIRO E INÍCIO OFICIAL DAS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA [ver AQUI]

[clicar na foto]

J.M.M.

MUSEU BERNARDINO MACHADO - PROGRAMAÇÃO 2010


Programa para 2010

1. Ciclo de Conferências: "Continuação e encerramento do ciclo de conferências - "As grandes questões da I República", iniciado em 2009, com a realização de 6 conferências a decorrer até final do ano"

Dia 26 de Fevereiro - "A I República e os militares, antes, durante e depois da Grande Guerra" - Prof. Doutor Medeiros Ferreira" (21,30 horas) [ver todo o Ciclo de Conferências, AQUI]

2. Colóquios: tema - "I República nos Municípios de Portugal"

3. Exposição Documental: "Bernardino Machado, republicano"

4. Publicações: "continuação da edição das Obras de Bernardino Machado, bem como a edição de publicações ligadas à temática da I República".

5. Concurso nacional de Caricatura de Bernardino Machado

6. Actividades pedagógico-didácticas: "O Museu irá desenvolver diversas actividades pedagógico-didácticas (concursos, ateliers, animação de visitas guiadas à exposição permanente, elaboração de materiais didácticos para o público mais jovem, etc.), centradas em Bernardino Machado e a I República, dirigidas aos diversos públicos, nomeadamente escolar e famílias famalicenses"

via Bernardino Machado

J.M.M.

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA - COIMBRA



CENTENÁRIO DA REPÚBLICA - INÍCIO DAS COMEMORAÇÕES EM COIMBRA - 31 DE JANEIRO

"Cidadãs / Cidadãos

As Comemorações do Centenário da República vão iniciar-se no dia 31 de Janeiro, último domingo do mês.

O Movimento Cívico de Coimbra para as Comemorações do Centenário da República, a Fundação Inatel – Agência de Coimbra, a Alternativa – Associação Cultural e a Associação 25 de Abril (Delegação do Centro), tem o prazer de lhe anunciar o Programa previsto para esse Dia Festivo ...
"

PROGRAMA: ver AQUI.

J.M.M.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

LEILÃO DA BIBLIOTECA DO DR. LAUREANO BARROS – II PARTE


DIAS DO LEILÃO: 21 a 23 e (ainda) do dia 27 a 30 de Janeiro – 21 HORAS
LOCAL: Junta de Freguesia do Bonfim (Campo 24 de Agosto), Porto
CATÁLOGO(s) Online: AQUI

Trata-se da “segunda parte do leilão da biblioteca, pertencente ao distinto bibliófilo Dr. Laureano Barros, uma das mais valiosas bibliotecas particulares do século XX. Este Leilão dividido em 3 partes, teve a sua primeira parte em Maio de 2009 e a terceira parte ainda com data a anunciar

Nesta segunda parte destacamos o excepcional espólio de manuscritos e edições de Luiz Pacheco [originais manuscritos e dactiloscritos], que apresentaremos para venda em exclusivo no último dia [dia 30 de Janeiro]; as «Leis Extravagantes» de Duarte Nunes de Leão, datadas de 1569; a edição original de «» de António Nobre: de Almada Negreiros [ver Livro II, pp 150-162] salientamos a polémica edição do «Manifesto Anti-Dantas», «K4 Quadrado Azul», «Bailados Russos em Lisboa», assim como a muito esclarecedora edição d’«A Questão dos Painéis»; entre outras, as revistas «Orpheu» e «Manifesto» estarão disponíveis nesta segunda parte; de Almeida Garrett [a Garretiana vai da p. 86 à p. 101, do Vol. I], «Viagens na Minha Terra», «Folhas Caídas», o semanário «O Chronista» totalmente redigido por Garrett; de Herberto Helder, a raríssima edição publicada por Luiz Pacheco nas edições Contraponto, «O Amor em Visita», «A Colher na Boca», segundo livro do autor, assim como o raríssimo catálogo de uma exposição de pintura de Maria Paulo, com texto em prosa de Herberto Helder. [ler tudo AQUI]

AMANHÃ – DIA 21 DE JANEIRO (pelas 21 horas) e DIAS SEGUINTES

Catálogo(s) online - AQUI

A não perder.

J.M.M.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SÁ PEREIRA


PEDRO JANUÁRIO DO VALE SÁ PEREIRA

Assinalou-se ontem o nascimento, desta personalidade. a 18 de Janeiro de 1877 em Lisboa. Era filho de Henrique António de Azevedo Osório e Brito e de Maria do Carmo do Vale.

Foi empregado comercial, funcionário público e presidente da Associação de Classe dos Caixeiros de Lisboa, no âmbito da qual fundou em 1896, o jornal O Caixeiro.

Foi o fundador do Partido Socialista Democrático em 1902, opondo-se a Azedo Gneco. Na direcção deste partido constavam Manuel José Gonçalves, Feliciano António da Silva, Agostinho da Silva, Teodoro Ribeiro, Mariano da Assunção Gonçalves, Luís José Alves, para além do próprio Sá Pereira, que se tornou na principal figura deste partido. No ano seguinte, este partido tentou realizar uma nova assembleia para eleger os seus órgão dirigentes, mas as autoridades não o permitiram de imediato, mas a 29 de Março de 1903 foi finalmente eleita a direcção que ficou confiada a Sá Pereira, Horácio Micali, Manuel Inês, Inácio Ferreira e Júlio Marques.

Tomou publicamente posição contra a Guerra dos Bóeres, participando na Conferência Contra a Guerra Sul-Africana, realizada em Lisboa, nos dias 27 e 28 de Março de 1902, na Associação Comercial dos Lojistas, numa organização conjunta entre a Federação Socialista Livre e o Círio Civil Estrela. Os participantes nesta conferência eram reconhecidamente republicanos entre destacavam-se Augusto José Vieira, José do Vale e Francisco Homem Cristo, entre outros.

Foi um dos participantes na reunião realizada em Abril de 1904, na Associação dos Lojistas de Lisboa, onde se criticaram os acontecimentos ocorridos em Alcalá del Valle a 1 de Agosto 1903. Esta manifestação de pendor anarquista, na vizinha Espanha, provocou grande emoção entre os libertários e socialistas europeus. Em Lisboa, os acontecimentos foram difundidos pela Federação Socialista Livre, tendo, na ocasião discursado, para além de Sá Pereira, Magalhães Lima, Heliodoro Salgado, França Borges, Ramada Curto e José do Vale, entre outros.

Participa em diversos comícios e conferências onde se destaca o comício organizado em Janeiro de 1905, em Lisboa, onde usaram a palavra para além de Pedro Sá Pereira, Augusto José Vieira e Dâmaso Teixeira.

Integrou, ainda em 1905, a Comissão do 2º Centenário de António José da Silva (O Judeu), que era constituída por Augusto José Vieira, Fernão Botto Machado, Carlos Cruz, Dâmaso Teixeira, França Borges, Joaquim Madureira, Luz de Almeida, Mayer Garção, Teófilo Braga, Magalhães Lima, Macedo Bragança, Israel Anahory, Martins Monteiro, Silva Fernandes e José do Vale.

Em 28 de Maio de 1911, como socialista independente, foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte pelo círculo oriental de Lisboa, na companhia de Afonso Costa, Anselmo Braamcamp, António José de Almeida, Ladislau Piçarra, Artur Duarte Luz de Almeida, Afonso Pala e Magalhães Lima. Foi novamente eleito deputado em 1915 e 1919 pelo PRP, embora no círculo de Vila Franca de Xira. Em 1922 voltou novamente a ser eleito deputado, mas agora pelo círculo de Beja. Enquanto membro do Directório do PRP foi director do jornal O Rebate. Exerceu ainda o cargo de secretário da Câmara dos Deputados.

Foi expulso do PRP em 1925, quando passou a integrar as listas da Esquerda Democrática, tendo sido candidato pelo círculo de Beja, embora não conseguindo vencer a eleição. Pertenceu também ainda à direcção do Centro Republicano Dr. José Domingues dos Santos, desempenhando as funções de vice-presidente. Em 1925, durante o Congresso da Esquerda Democrática, Sá Pereira, conseguiu ser eleito para o Directório do PRED.

Pertenceu à Maçonaria, tendo integrado a Loja Luís de Camões, em Lisboa, com o nome simbólico de Karl Marx.

Conhecem-se colaborações nas seguintes publicações:

- A Montanha, Dir. Ed. e Prop. A. F. Seixas Júnior, Porto, 1911-1936;
- O Rebate, Dir. Evaristo de Carvalho, Lisboa, 1922-1930;

Faleceu em 13 de Outubro de 1930.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
MARQUES, A. H. de Oliveira, Parlamentares e Ministros da 1ª República, Col. Parlamento, Edições Afrontamento, Porto, 2000, p. 343.
QUEIRÓS, António José, A Esquerda Democrática e o final da Primeira República, Livros Horizonte, Lisboa, 2008, p. 414.
VENTURA, António, Anarquistas, Republicanos e Socialistas em Portugal. As Convergências Possíveis (1892-1910), Edições Cosmos, Lisboa, 2000.

A.A.B.M.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

MÁRIO SOARES NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS


Mário Soares evoca Centenário da República
A Academia das Ciências de Lisboa promove hoje, quinta feira, dia 14 de Janeiro, pelas 15 horas, uma sessão comemorativa dos cem anos da implantação da República em Portugal.

A cerimónia decorrerá no Salão Nobre e nela usará da palavra o académico e antigo Presidente da República Dr. Mário Soares, que versará o tema "O Centenário da República".


Uma evocação do Centenário da República que o Almanaque Republicano não podia deixar de divulgar.
A.A.B.M.

OS CENTROS REPUBLICANOS



CICLO DE DEBATES - OS CENTROS REPUBLICANOS

Na Biblioteca/Museu República e Resistência (Espaço Cidade Universitária):

Dia 20 - "Educação dos Cidadãos nos Bairros Populares da Cidades", por Maria Helena Correa;

Dia 27 - "A Educação Racional em Portugal", por Luís Vaz.

J.M.M.

HOMENAGEM A JOÃO MEDINA




SESSÃO DE HOMENAGEM A JOÃO MEDINA - dia 20 de Janeiro (17 horas), Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

J.M.M.