segunda-feira, 5 de abril de 2010

PELA REPÚBLICA E PELA REGIÃO


[CARTAZ] Pela República e pela região - Comissão Municipal do Partido Republicano Português em Aveiro, composto e impresso na Tip. "Lusitania", Rua Direita (Aveiro)

"... O regionalismo será uma formosissima ideia se consegue reunir a roda do seu pendão a maior soma de vontades e a simpatia dedicada dos governos da República ..."

via Biblioteca Nacional Digital.

J.M.M.

domingo, 4 de abril de 2010

ADELINO MALTEZ NAS COMEMORAÇÕES DA REPÚBLICA EM CONDEIXA


Amanhã, 5 de Abril de 2010, pelas 18 horas, vai realizar-se mais uma iniciativa das Comemorações do Centenário da República promovidas pelo município de Condeixa-a-Nova.

Desta vez o conferente será o Professor José Adelino Maltez, politólogo e conhecido comentador político analizará a Carbonária e a Maçonaria na implantação da República.

Uma actividade que o Almanaque Republicano recomenda a todos os seus ledores.

A.A.B.M.

sábado, 3 de abril de 2010

CARBONÁRIA PORTUGÁLIA - COIMBRA 1910


A "Carbonária Portugália" seria uma organização carbonária autónoma, formada no princípio de Janeiro 1910, sob iniciativa de Ramada Curto e credenciais da A.V. da C.I.P..

Era composta por diversos grupos de civis e militares e esteve activa até depois do 5 de Outubro de 1910. Do grupo de civis, "todos" fazendo parte do Grémio Revolta (ligação à Loja Revolta de Coimbra, RF, fundada em 1909 e, posteriormente integrada – 1911 – no G.O.L.U., com o nº 336), estão vários estudantes, como Emílio Martins, Bissaya Barreto, Francisco Lino Gameiro, João Garraio da Silva, Manuel Pestana Júnior. Outro grupo civil, fora da Universidade, era formado por António Henriques, Floro Henriques, Francisco Costa Ramos (todos professores), Dr. Júlio da Fonseca (med.) e João Simões Fava (comerciante). O grupo "militar" estava sob a direcção de Ramada Curto e Floro Henriques, e faziam parte, por expl., os militares Belisário Pimenta, Correia de Almeida, Fernandes Duarte, Oliveira Franco, 1º sargento Conceição, e Flabiano Henriques Miranda (irmão de Floro Henriques) – ref. Almanach da Republica. Districto de Coimbra, 1913, pp 177-185]

FOTO: credencial da Carbonária Portugália, in obra cit.

J.M.M.

FLORO HENRIQUES - NOTA BREVE


Nasceu em 1880 [cf. Rita Correia, Folhas NovasFicha Histórica], foi um importante republicano conimbricense, tendo pertencido ao comité militar, da denominada, "Carbonária Portugália" de Coimbra [cf. Almanach da Republica. Districto de Coimbra, 1913, pp 177-185].

Fez parte da Loja Portugal [Loja do R.F., nº 215, fundada em Coimbra em 1901, passando a Capitular em 1903. Separou-se do GOLU em finais de 1908 – ao mesmo tempo que a Loja Perseverança, nº 198, e Pro Veritate, nº 240, ambas de Coimbra -, tendo regressado ao GOLU em 1911 – cf. Dicionário de Maç. Porrtuguesa, de Oliveira Marques, 1986, vol. II] , tendo atingido o grau de Cavaleiro Rosa Cruz (1914). Esteve presente no Congresso Maçónico Nacional de 1913 [realizado em Lisboa entre os dias 2-6 de Abril] e, embora estando de início nos trabalhos da Comissão Executiva do Congresso Maçónico Nacional do Porto [19-23 de Junho] não participou totalmente, ao que se supõe, por motivos familiares e profissionais.

Floro Henriques foi vereador da Câmara de Coimbra em 1910 [curiosamente o presidente era Sidónio Pais], após a proclamação da República, e entre 1911-1913 [vereação de António Augusto Gonçalves]. Foi, ainda em 1913, comissário das forças policiais de Coimbra, tendo sido protagonista no célebre conflito (distúrbios), que opôs estudantes da Universidade, "futricas" e o corpo policial, que passou à história como o “Roubo do boné!" ou "Olha o boné" [ver Alberto Sousa Lamy, "A Academia de Coimbra 1537-1990", pp 196-201]. Foi professor, tendo sido um dos fundadores da "Universidade Livre de Coimbra" [existiu entre 1925-1933] e colaborou em diversos periódicos [como Folhas Novas ou a revista "Educação Social"].

[em actualização]

J.M.M.

FOLHAS NOVAS


FOLHAS NOVAS. Factos e Razões: Coimbra, Ano I, nº1 (Novembro de 1909) ao nº 5 (Abril 1910). Editor e Director: Floro Henriques. Redacção & Administração: Rua do Loureiro, nº 38-1º, Coimbra. Redactores: Floro Henriques, Tomás da Fonseca.

"… O plano d’estas folhas nasceu d’um grupo de homens de acção, que determinaram pôr por obra os seus ideaes, fazendo-os circular por toda a parte, sobretudo entre a gente do campo, onde a verdade é, quasi sempre, aquillo que o padre quer" [in Editorial, nº1]

Folhas Novas é “um dos raros exemplos do esforço de propaganda laicista especificamente orientada para a “gente do campo, onde a liberdade é, quase sempre, aquilo que o padre quer” (do editorial). Num universo marcado pelo analfabetismo e pelo catolicismo, como era o mundo rural, alguns republicanos e socialistas procuravam difundir os seus ideais, não se limitando às cidades. Um movimento surpreendente, com grande eco nas Folhas Novas” [ler mais sobre o periódico, AQUI]

Folhas Novas : factos e razões - nº1 ao nº 5
Ficha Histórica - AQUI

J.M.M.

ERNESTO RODRIGUES E O 5 DE OUTUBRO (UMA RECONSTITUIÇÃO)


O Professor Ernesto Rodrigues publicou, recentemente, uma obra que acompanha passo a passo os vários momentos que conduziram ao 5 de Outubro de 1910, editado pela Gradiva.

Pode ler-se na apresentação da obra:
Os dias 4 e 5 de Outubro de 1910 transformaram uma monarquia secular em República Portuguesa. A determinação de poucos venceu a apatia de forças minadas por dentro ou inactivas. Nesta perspectiva, o 5 de Outubro é o milagre da vontade, antes do idílio que atravessa a cidade.

Na presente obra, após algumas panorâmicas apoiadas em olhares antológicos pouco conhecidos, esses dias de Outubro são contados minuto a minuto, reconstituindo, por interpostas vozes de protagonistas e seus relatórios, o momento em que Portugal adquiriu um novo rosto. A narrativa, viva e empolgada, é acompanhada de ilustrações de documentos da época, proporcionando ao leitor a participação vívida nos sobressaltos, alegrias, incertezas e entusiasmos sentidos pelos protagonistas desta página decisiva da história de Portugal.


Alguns momentos da obra:

A República foi um milagre que resulta da vontade de alguns militares, não tão poucos quanto isso, enquadrados por civis armados pela Carbonária e pela Maçonaria.

O investigador sublinhou o facto de a República ter sido feita por militares graduados médios, do Exército e da Armada, que foram abandonados pelos seus oficiais.

Machado dos Santos é o herói inesperado que sozinho se bate na Rotunda.

Ernesto Rodrigues destacou ainda a acção de José Relvas e João Chagas que industriou os militares através da redacção das 'Cartas Políticas'.

Não há um vontade nacional, é uma República de lisboetas que depois o telégrafo anuncia ao resto do país, ilhas, Ultramar e chega a Timor no final de Outubro.

Uma obra acompanhada por um conjunto antológico da época, com textos publicados em algumas obras e jornais. Além disso, acescenta também uma bibliografia com obras de referência sobre o período.

Uma obra que recomendamos aos nossos ledores.

A.A.B.M.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

COLÓQUIO CARNAVAL LITERÁRIO - A MUNDIVIDÊNCIA DE TEIXEIRA GOMES NA LITERATURA E NA ARTE



Vai realizar-se em Portimão, nos próximos dias 16 de 17 de Abril, em Portimão, este colóquio dedicado a Manuel Teixeira Gomes, enquanto homem de cultura e apreciador de arte.

Do interessante programa que nos é apresentado, destacamos, as presenças de Eugénio Lisboa, Nuno Júdice, Helder Macedo, Miguel Real, Casimiro de Brito, Cristina de Almeida Ribeiro, Cristina Robalo Cordeiro, Vitor Wladimiro Ferreira e José Augusto França, conforme se pode observar no programa acima.

As inscrições devem ser efectuadas até ao próximo dia 13 de Abril através de telefone 282 458 061, fax 282 470 791, email: comemoracoesmtgomes@cm-portimao.pt.

Uma iniciativa louvável da Câmara Municipal de Portimão, que o Almanaque Republicano não pode deixar de saudar e divulgar junto dos seus ledores.

A não perder.

[Clicar na imagem do programa para aumentar.]

A.A.B.M.

quarta-feira, 31 de março de 2010

JORNAIS COMUNISTAS MANUSCRITOS NAS CADEIAS 1934-1945



EXPOSIÇÃO:"Cada fio de vontade são dois braços e cada braço uma alavanca" - O mundo clandestino dos jornais comunistas manuscritos nas cadeias 1934-1945.

"A colecção de jornais manuscritos feitos por presos políticos do PCP em diversas cadeias fascistas como Peniche, Caxias, Penitenciária de Lisboa, Cadeia de Monsanto, Aljube, Angra do Heroísmo e Tarrafal, num período que vai de 1934 a 1945 e que a partir de agora passa a estar disponível para consulta do público em resultado da cooperação que se estabeleceu entre o Partido Comunista Português e a Torre do Tombo, constitui a nosso ver um acontecimento cultural relevante e uma inegável contribuição para um melhor e maior conhecimento dessa negra e trágica realidade que foi a ditadura fascista em Portugal, realidade cada vez mais branqueada e mesmo remetida ao esquecimento (...)

Os 18 títulos dos jornais existentes, abrangendo cerca de seis dezenas de números constituem, infelizmente, apenas uma parte de todos os jornais que terão sido feitos nesses anos e que não foram recuperados até hoje.

Sabe-se que existiram outros títulos como é o caso do Jornal com o cabeçalho THALMANN, em homenagem ao Secretário-geral do PC Alemão assassinado pelos nazis, jornal de que existe apenas uma cópia e mesmo assim incompleta e que curiosamente é também o único caso em que se conhece o autor, Alfredo Caldeira, dirigente do PCP, também ele assassinado num campo de concentração - no Campo do Tarrafal.

A avaliar pelo número das séries e pela numeração dos exemplares existentes calcula-se que deverão ter sido editados cerca de 200 números, o que é um feito verdadeiramente espantoso se se atender às condições em que eram produzidos e aos complexos problemas que os seus promotores tiveram que resolver para trazer à luz do dia os jornais, os fazer circular e os defender dos carcereiros" [ler TUDO AQUI]

J.M.M.

JORNAIS COMUNISTAS MANUSCRITOS NAS CADEIAS 1934-1945


EXPOSIÇÃO: "Cada fio de vontade são dois braços e cada braço uma alavanca" - O mundo clandestino dos jornais comunistas manuscritos nas cadeias 1934-1945
LOCAL: Torre do Tombo, do dia 31 de Março a 31 de Maio 2010 (das 9,30 às 19,30 horas)

Está disponibilizado um conjunto 'absolutamente único de 900 páginas - mais de 50 exemplares de cerca de 18 títulos" de jornais manuscritos clandestinos feitos por militantes do PCP nas cadeias da PVDE' (...) Aos olhos do público estarão patentes, para já, um original do UHP, um do Pavel e um do O que entra, devidamente protegidos e iluminados, no piso de entrada da Torre do Tombo. Por detrás dos expositores, foram colocados ecrãs tácteis onde estão disponíveis para consulta as imagens digitalizadas de todas as páginas desses jornais manuscritos clandestinos. Posteriormente, todos os documentos serão colocados no sítio da Internet deste arquivo histórico nacional [via jornal Público]

"Os exemplares têm o tamanho aproximado de uma folha A5 e são a reprodução do modelo dos jornais da altura. Frisando que "obedecem ao modernismo nas artes gráficas e são feitos por verdadeiros artistas", o director da Torre do Tombo sublinha ainda que "não há conhecimento sobre quem são os seus autores" - mas esse, diz, " é um trabalho a fazer pelos investigadores". Nota, porém, que 'há sinais de que alguns foram escritos por pessoas que tinham de ser eruditas'. [ibidem]

«Estamos a falar de jornais clandestinos feitos nas cadeias fascistas, nas `barbas do inimigo´, com tudo o que isso implicava. Sabendo-se que os presos eram sujeitos a rigorosa vigilância, a buscas frequentes», salientou Jerónimo de Sousa, frisando que não se conhece nenhum outro caso de publicações produzidas no «interior de cadeias fascistas de outros países que tenham atingido tal dimensão». [via TSF]

Ver: Apresentação de fotos e legendas da Exposição (por São José Almeida)

J.M.M.

JOSÉ ESTÊVÃO - REVOLUÇÃO E LIBERDADE 1809-1862


EXPOSIÇÃO - "José Estêvão: Revolução e Liberdade 1809-1862"
LOCAL - Salão Nobre, Palácio de São Bento, de 24 de Março – 20 de Abril de 2010

"A exposição está dividida em seis núcleos que procuram enquadrar as vivências individuais de José Estêvão no seu contexto histórico, valorizando-se especialmente a sua actividade política e parlamentar: 'De Aveiro à Universidade de Coimbra (1809‑1825)'; 'Sob o signo da guerra civil (1829-1836)'; 'O jovem tribuno radical (1837-1844)'; 'Da Revolução à Regeneração (1845-1855)'; 'O grande orador da Regeneração (1856-1862)' e 'Morte e memória de José Estêvão'.

Os elementos que integram a exposição (gravuras, pinturas, fotografias, documentos de arquivo, peças) dão a conhecer os vários espaços em que se desenrolou a vida de José Estêvão e a sua participação activa em acontecimentos marcantes da histórica política portuguesa da primeira metade do século XIX, mostrando também o indivíduo nas suas relações afectivas e familiares. Destaca-se a qualidade de orador de José Estêvão, nomeadamente através da apresentação de documentos do Arquivo Histórico Parlamentar
" [ler AQUI]

J.M.M.

segunda-feira, 29 de março de 2010

DISCURSO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA - JORNADAS CULTURAIS DA ESC. DR. JOAQUIM CARVALHO



«Cidadãos!

Depois desta noite de intensa peleja, começo por vos agradecer e vos saudar fraternalmente, em nome do Partido Republicano Português, pela vitória retumbante que alcançámos! Apesar da escuridão em que decorreu esta luta, os corações revoltosos foram sempre eliminados pela esperança da liberdade, a única luz ao fundo da caverna tenebrosa de que hoje saímos triunfalmente.

No seu interior, decorreu toda a História da nossa Nação, uma história que aliou a vontade e o valor de muitos, ao parasitismo insolente daqueles que, julgando pairar sobre a realidade humana, se entregaram a vanglórias imerecidas, na elaboração de projectos faraónicos constantes, desprezando a própria existência de um povo que, na pobreza e na ignorância, definhava aos seus pés. Foram precisos séculos para chegarmos aqui, a este dia em que nos libertamos finalmente deste regime de ignomínia, de arrogância e de tirania.

Companheiros! No reino de Portugal os valores da responsabilidade cívica, da determinação e da audácia são ensinados à plebe, mas preteridos pelos próprios chefes. De facto, há muitos outros valores a falar mais alto: o património, a imagem, o estatuto. E estes bem perduraram até hoje, mas quando confrontados com os ventos da revolta, mostraram-se frágeis e rapidamente se desmoronaram. E, de hoje em diante, não mais se ergueram dentro das nossas fronteiras!

Amigos! No reino de Portugal a Lei é de estatura baixa - daí que não alcance a varanda de um palacete, nem suba as escadas de uma abadia, nem chegue às janelas de uma casa brasonada – mas tem altura para atormentar o povo, que no labor do dia-a-dia, anda pelas ruas rasas das cidades e dos campos. Mas de hoje em diante, a Lei estará por toda a parte, vertical e não inclinada; absoluta e não relativa; instrumento de união e nunca de segregação.

No reino de Portugal, a grei é mordoma do Estado. De hoje em diante, porém, a mesma grei será Senhora absoluta, e o Estado vergar-se-á para a servir.

No reino de Portugal, todos trabalham para a ascensão de alguns. De hoje em diante, cada um esforçar-se-á para glória comum.

Companheiros! A Monarquia já mostrou bem aquilo que quer do nosso país: uma coutada em que damas e fidalgos brinquem todo o dia à caça e à guerra, sustentados por nós, milhões de servos agrilhoados. É por isso que nesta manhã de Outono, resolvemos transformar o idílio de uns, na realidade de todos.

Meus irmãos! Somos os fundadores de uma Hora nova e, com ela, uma nova Nação! Hoje, Portugal afirmou que quer dar o salto. O salto do reino do opróbrio em que vivíamos, para uma Pátria em que a todo e mulher é concedida a dignidade de um cidadão. O grande salto da carruagem decadente da Monarquia para o comboio veloz da República, alimentado com o carvão da Democracia e sobre os carris firmes da Liberdade.

Neste novo país, não há nenhum rei que não seja cada um de nós. Juntos, sentar- -nos-emos no trono da Igualdade, gritando alto ao mundo que a nobreza não está na cor do sangue, mas no tamanho do coração.


Viva Portugal! Viva a República!»

Texto da autoria de Xavier Rodrigues, aluno do 12º ano, turma B, da Escola Secundária c/ 3º CEB Dr. Joaquim de Carvalho da Figueira da Foz, proferido durante as Jornadas Culturais da referida escola, na reconstituição do 5 de Outubro de 1910 [texto que nos foi enviado pela Prof. Cristina P., e que muito agradecemos]

J.M.M.

IMPRENSA REPUBLICANA DA FIGUEIRA DA FOZ - JORNADAS CULTURAIS




A Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho (Figueira da Foz) levou a cabo nos dias 25-27, do corrente mês, as suas XII Jornadas Culturais. Este ano, as actividades tiveram o tema: "Cem Anos de República". Refira-se, desde logo, a cerimónia de abertura, realizada no Palácio Sotto-Mayor, onde foi "dramatizada" a "cena da Proclamação da República feita por José Relvas e seus companheiros ao povo de Lisboa, no 5 de Outubro de 1910" por um grupo de alunos. Na altura foi representado um curioso discurso de "José Relvas", durante a sua reconstituição.

Contou as Jornadas Culturais da Escola Dr. Joaquim de Carvalho, com vários actividades, sendo de registar: uma Exposição, onde além de excelente "Painel Cronológico 100 Anos de República 1910-1926", houve lugar a um mostra de pintura alusiva às "personalidades dos 100 Anos de República", uma projeccão de animação sobre os acontecimentos de 1910, uma homenagem a Joshua Benoliel, exposição de livros, revistas e periódicos (figueirenses) republicanos, um curioso laboratório do princípio do século de Ciências Geográficas-Naturais, um outro excelente painel, dito, "Villa Madalena ou a arquitectura revivalista na Figueira da Foz durante a I República", uma "Conversa ..." com a profª. Ana Caetano (sobre Tavarede republicano, a SIT e o republicano José Ribeiro) e uma Conferência/Debate sobre "A República na Figueira da Foz" (realizada no Casino da Figueira), com a presença do prof. dr. Amadeu Carvalho Homem e o prof. Dr. Rui Cascão.

ver fotos das JORNADAS CULTURAIS - AQUI.

J.M.M.

BUSTO DA REPÚBLICA



BUSTO DA REPÚBLICA [via Carlos C., com a devida vénia]

J.M.M.

sábado, 27 de março de 2010

BICENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE ALEXANDRE HERCULANO EM LISBOA



No âmbito das Comemorações do Bicentenário do Nascimento de Alexandre Herculano (1810-2010), a Câmara Municipal de Lisboa organizará, no próximo dia 28 de Março (dia do nascimento de Alexandre Herculano e Dia Nacional dos Centros Históricos), pelas 17.30h, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, uma palestra intitulada Alexandre Herculano, Patrono do Municipalismo e dos Centros Históricos Portugueses, proferida pelo Prof. Doutor Pedro Gomes Barbosa (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Instituto Alexandre Herculano de Estudos Regionais e do Municipalismo).

Uma actividade que recomendamos.

A.A.B.M.

sexta-feira, 26 de março de 2010

A REPÚBLICA NA FIGUEIRA DA FOZ - CONFERÊNCIA


Integrada nas JORNADAS CULTURAIS – "Cem Anos de República" – da Escola Secundária c/ 3º CEB Dr. Joaquim de Carvalho, decorrerá, esta noite (às 21,30 horas), uma Conferência/Debate no Casino da Figueira da Foz (Sala Figueirense), sob o lema "República na Figueira da Foz", com a participação do Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem e o Professor Doutor Rui Cascão.

Conferência: “República na Figueira da Foz”, com o Dr. Amadeu Carvalho Homem e o dr. Rui Cascão;

Local: Casino da Figueira da Foz – Sala Figueirense, pelas 21,30 horas.

J.M.M.

terça-feira, 23 de março de 2010

NOVO LEILÃO DE LIVROS, MANUSCRITOS, FOTOGRAFIAS E ARTE


A Otium Cum Dignitate, está a levar a efeito um leilão de livros, manuscritos, fotografias e arte, que se vai prolongar de hoje, 23 a 25 de Março de 2010.

Entre os 1007 lotes que vão a leilão, encontra-se um importante conjunto de obras de arte de autores consagrados, fotografias e em espacial manuscritos e livros que não podemos deixar de assinalar. Entre os manuscritos destacamos:
- Conjunto de cartas trocadas entre António José Forte e variadas personalidades da cultura portugues, bem como várias publicações (lotes 367 a 384);
- Conjunto de fotografias sobre variados temas (lotes 385 a 429);
- Diversos cartazes, manifestos e folhetos da campanha de Humberto Delgado;
- Correspondências de António Barahona, Ruy Cinnati, Agostinho Neto, Fernando Assis Pacheco, entre muitos outros, a ver com todo o cuidado.

Sobre o final da Monarquia e a República encontramos:

499 - In Memoriam de José Régio. - Porto: Brasília Editora,1970. - 558, [2] pp.: il.; 200 mm.

505 - Junqueiro (Guerra ). - Edith Cavell. - Lisboa: Imprensa Nacional, 1916. - 12 pp.; 230 mm.

516 - Lamas (Maria). - A Mulher no Mundo. - Lisboa: Livraria Editora Casa do Estudante do Brasil, 1952. - 2 v.: il.; 255 mm.

518 - Leal (Gomes). - A Canalha. - Lisboa: Typographia Universal, 1873. - 8 pp.; 215 mm.

519 - Leal (Gomes). - A Orgia: Carta a El-Rei de Hespanha sobre a União Ibérica. - Lisboa: ed. autor, 1882. - 100 pp.; 155 mm.

520 - Leal (Gomes). - O Anti-Cristo. - Segunda edição do poema refundido e completo, e acrescentado com As Teses Selvagens. - Lisboa: Aillaud & C.ª, 1907. - XVIII, 498 pp.; 195 mm.

521 - Leal (Gomes). - O Renegado: a António Rodrigues Sampaio, carta ao velho pamphletario sobre a perseguição da imprensa. - Lisboa: Typographia, 1881. - 68 pp.; 210 mm

522 - Leal (Gomes). - Pátria e Deus e a Morte do Máo Ladrão: versos. - Lisboa: Livraria de João Carneiro, 1914. - 64 pp.; 195 mm.

523 - Leal (Gomes). - Retratos Femininos. - Porto: Parnaso,Jardim de Poesia, s.d.. - 64 pp.; 220 mm.

550 - Livro d’Ouro da Primeira Viagem de S.M. El-Rei D. Manuel II ao Norte de Portugal em 1908 / Chronica Photographica por Carlos Pereira Cardoso, Commentada por Joaquim Leitão, Marques Gomes e António de Azevedo. - Porto: Carlos Pereira Cardoso, 1909. - 194, [2] pp.: il.; 340 mm.

576 - Machado (Bernardino). - Notas d’um Pae. - Coimbra: Imprensa da Universidade, 1897. - 76 pp.; 245 mm.

577 - Machado (Bernardino). - Pela República (1906-1908) & (1908-1909). - Coimbra: Typographia França Amado, 1908-1910. - 2 v.; 190 mm.
[conjunto de obras de Bernardino Machado até ao lote 589]

624 - Soares (Ernesto). - [Apontamentos Bibliográficos de autores portugueses]. -
s.l.: s.n., 1901. - [8], 496 pp.; 175 mm.

679 - Nemo. - A Doutrina Maçonica. - Lisboa: Typ. da «Casa Catholica», 1901. - 240, [2] pp.; 175 mm.

701 - Pacheco (Luiz), tra d. - A Minha Mulher / Anton Tchekov. - Setúbal: Contraponto, 1996. - 120 pp.: il.; 165 mm.

[Importante conjunto de obras deste autor até ao lote 729]

787 - Proença (Raul). - Panfletos: I A Ditadura Militar, História e Análise de um Crime. - Lisboa: ed. autor, 1926. - 80 pp.; 180 mm.

825 - [Republica Portuguesa]. Postal comemorativo do primeiro aniversário da Primeira República, publicado por Albano Martins, com a reprodução de um retrato de Manuel de Arriaga, da Bandeira Portuguesa, contendo no verso a letra e música de “A Portuguesa”. 125x320 mm.

849 - Salgado (Heliodoro). - A Insurreição de Janeiro: história, filiação, causas e justificação do movimento revolucionário do Porto. - Porto: Typ. da Empreza Litteraria e Typographica, 1894. - 224 pp.; 190 mm.

872 Schwalbach (Eduardo). - À Lareira do Passado: Memórias. - Lisboa: edição do autor, 1944. - 398 pp.: il.; 225 mm.

919 - Al Berto. Carta manuscrita, assinada, data a lápis de 20 de Novembro de 1994, três anos antes da sua morte, lamentando não poder estar para ver “Titânia”, “Mas a vida é, quase sempre, sórdida e o amor, por vezes, louco... Desta vez é a sordidez da vida que me prende aqui”. 1 ff.
[segue-se um conjunto de correspondência de variados autores de proveniências, com destaque para Mário Cezariny , até ao lote 961]

O catálogo completo do leilão pode ser consultado AQUI.

As sessões realizam-se no Hotel Fénix, na Praça Marquês de Pombal, pelas 21.30 h.

Um leilão a não perder.

A.A.B.M.

LIVROS DAS PORTARIAS DO REINO


"O tesouro arquivistico nacional guardado na Torre do Tombo está longe de estar divulgado e ser conhecido. Tem sido nossa tarefa promover a divulgação dos acervos, através das edições que permitem o acesso público a muitos dos registos históricos existentes. Reescreve-se a História de Portugal, sempre que o público acede e aprofunda o manancial de informações sobre o nosso passado. É nessa perspectiva que as Edições Guarda-Mor, responsáveis por este site, publicam agora a obra coligida e ordenada por Luis Amaral 'Livros das Portarias do Reino' ..." [ler TUDO AQUI]

Luís Amaral - Livros das Portarias do Reino, Edição Guarda-Mor.

J.M.M.

CONFERÊNCIA: PARA A HISTÓRIA DO JORNALISMO LISBOETA NO SÉC XX



CONFERÊNCIA - Para a História do Jornalismo Lisboeta no Sec XX: o papel transformador dos vespertinos lisboetas nos anos 60 do séc. XX, por Fernando Correia.

DIA - 25 de Março, pelas 18 horas
LOCAL - Hemeroteca Municipal de Lisboa (Sala do Espelho)

J.M.M.

sábado, 20 de março de 2010

CARLOS CAMPEÃO DOS SANTOS




Em 21 de Março de 1857, nasce em Tomar o fundador do semanário A Emancipação e dedicado republicano Carlos Campeão dos Santos.

Com uma estrutura física débil, a que se associaram alguns problemas pessoais, começou a desenvolver uma doença incurável que o levou à morte aos 23 anos de idade. Uma vida curta, de luta pela divulgação das ideias republicanas, em Tomar, levará a ser considerado um exemplo de “estoicismo e lealdade” [Álbum Republicano, Lisboa, Typ. Adolpho de Mendonça, 1908].



A Emancipação foi o primeiro semanário publicado em Tomar. O nº 1, data de 2 de Fevereiro de 1879. Publicaram-se cerca de 68 números até 1880, quando suspendeu a sua publicação. Inicialmente suspendeu com a morte do seu director, mas voltou aparecer no número 53, dirigido por Angelina Vidal, poetisa, jornalista e amiga de Carlos Campeão dos Santos.

Morre em Tomar, a 18 de Fevereiro de 1880, Carlos Campeão dos Santos, era considerado o iniciador do movimento republicano e livre-pensador naquela cidade.

Quando faleceu, o pároco local impôs o enterramento católico contra a vontade dos familiares do falecido. No jornal O Operário, do Porto, relatava-se o enterro católico do redactor do jornal Emancipação, Carlos Campeão — que «tinha o máximo desprezo pela mascarada theocratica» — contra a vontade da família e dos amigos que tentaram realizar um enterro civil. Nessa ocasião teriam ocorrido incidentes provocados por uma força popular armada e apoiada pelo padre local. Mas, escreve-se, «concluido que foi o enterro catholico e retirado o padre, teve logar a imponente manifestação liberal; Angelina Vidal recitou uma poesia; em seguida foi lido o discurso enviado por Teixeira Bastos [...] e ainda falou Augusto Goes, censurando o acto religioso applicado a um livre pensador».

Uma figura muito esquecida que o Almanaque Republicano procura revisitar com esta pequena nota biográfica. Agradecem-se mais contributos biográficos sobre esta personalidade.

A.A.B.M.

quarta-feira, 17 de março de 2010

OS DIÁRIOS LISBOETAS NA HEMEROTECA DIGITAL



Vai realizar-se amanhã, pelas 18 h, na Hemeroteca Digital de Lisboa, uma conferência por Carla Baptista, para analisar os diários lisboetas Diário Ilustrado e A Capital, no âmbito da História do Jornalismo Lisboeta no Século XX.

Dois jornais incontornáveis na História do Jornalismo Escrito em Portugal. Particularmente no caso de A Capital, que já está digitalizado AQUI e que temos vindo a consultar em diferentes momentos, revela-se um jornal útil. Entre os seus colaboradores encontramos personalidade de diferentes quadrantes da vida republicana, entre os quais: Mayer Garção, Júlio Dantas, Norberto de Araújo, André Brun, Jorge de Abreu, Aquilino Ribeiro, Joaquim Manso, entre muitos outros.

No caso do Diário Ilustrado, que também seria importante digitalizar, mas cuja ficha história já foi elaborada pela mesma autora desta apresentação e para a qual recomendamos os nossos ledores.

Mais uma iniciativa da Hemeroteca que não podíamos deixar de divulgar.

A.A.B.M.