sexta-feira, 30 de abril de 2010

IN MEMORIAM JOSÉ VITORINO DE PINA MARTINS


"O verdadeiro bibliófilo é aquele que deseja possuir livros para com eles dominar a logosfera e pelo respeito que eles merecem tanto no plano da cultura como no da própria beleza, raridade da espécie e da elegância das próprias encadernações – factores, estes, de autêntica estesia"

[João Vicente de Pinto Marques, aliás pseud. de José Vitorino de Pina Martins, in "Para o Perfil de um Bibliófilo", Catálogo da Biblioteca R. de G. (admirável e terno texto de Pina Martins, de leitura necessária), Leilão da Azevedo & Burnay, Lisboa, Maio de 1984]

José Vitorino de Pina Martins foi um dos mais brilhantes estudiosos da História do Livro, um erudito da História do Humanismo e do Renascimento, um fulgurante investigador e bibliófilo notável. O seu saber admirável, autêntico, iluminado, marcou exuberantemente a cultura portuguesa. A sua obra literária e científica é sublime, mesmo desconcertante. O seu legado de bibliófilo de excepção, perturbante pela sua imensa erudição e de raríssimo entusiasmo sobre os alfarrábios, deixou-nos estudos extraordinários e um acervo bibliográfico sem igual. A sua opulenta biblioteca pessoal – decerto a mais valiosa dos nossos tempos -, adquirida há anos pelo grupo Espírito Santo, é disso testemunha. Até sempre doutor Pina Martins. Um abraço fraterno!

Sobre a biografia e a bibliografia (muito copiosa) de José Vitorino de Pina Martins consultar a entrada da Wikipédia (que está conforme o texto de Manuel Cadafaz de Matos, publicado nos "129 Trabalhos Científicos de um Grande Investigador José Vitorino de Pina Martins", Catálogo de Exposição Bibliográfica, B. N., Lisboa, Março de 1998, pp. 7-12). Como curiosidade, observa-se em textos (sob pseudónimo, como o que atrás referimos, mas outros mais sugerem ter saído da mesma pena, e curiosamente aparecidos em Catálogos) uma inquietação em torno da simbologia, uma curiosa escrita de teor, que se pode apelidar, "esóterica" ("secreto amador de obras raras" ?), o que não será alheio o profundo conhecimento que tinha das obras de Camões, Bernardim Ribeiro, D. Francisco Manuel de Melo, Dante e do grande Padre António Vieira. Por último, Pina Martins escreve, ainda, poesia, sob o nome de Duarte de Montalegre.

Outros Locais: Pina Martins (Diário de Coimbra)/ Obituário: Pina Martins faleceu hoje em Lisboa (Correio da Beira Serra) / J. V. de Pina Martins em Convívio com os Clássicos (Aires A. Nascimento) / Palavras de afecto, com memória (Aires A. Nascimento) / Giovanni Pico della Mirandola: (1463-1494)

via Almocreve das Petas

J.M.M.

CIRCULAR DO G.O.L.U.



CIRCULAR n.º 1: Grande Oriente Lusitano Unido, Sup. Cons. da Maçonaria Portuguesa [clicar na foto]

Data - 10 de Dezembro de 1931

via Torre do Tombo.

J.M.M.

1º REPÚBLICA E A EDUCAÇÃO - CONGRESSO


"No Centenário da 1.ª República Portuguesa, que teve o seu emergir no Norte de Portugal, com o primeiro deputado republicano eleito pelo círculo do Porto e com a malograda revolta de 31 de Janeiro de 1891, que assinalou o caminho para a instauração da República em Portugal, consagrando o seu hino e a sua bandeira, não poderíamos deixar no esquecimento tão importante data. Na realidade, ela assinala não só uma mudança de regime, mas também de mundividência de carácter laico e democrático, fundada na igualdade das pessoas, que estrutura ainda hoje a nossa sociedade. A co-organização deste Congresso sobre a 1.ª República e a Educação, partindo de uma Escola Secundária em conjunção com um Centro de Investigação e uma Sociedade Científica, demonstra a capacidade de iniciativa e de organização dos professores do Ensino Básico e Secundário, assim como o apreço pela colaboração e contributo que a Investigação em Ciências da Educação pode trazer à qualificação das suas iniciativas. A Educação é a empresa que nos une, enquanto objecto de estudo e campo de intervenção e profissional dos/as docentes de todos os níveis de ensino. A organização do Congresso em Joane, Vila Nova de Famalicão assinala a força e capacidade das escolas em constituírem-se em centros de cultura, reflexão e formação. É o testemunho de que a República é hoje e ainda uma ideia que une a sociedade portuguesa, exigindo por isso uma análise crítica e serena das ideias estruturantes da Democracia Portuguesa e suas práticas concretas, que não se compadece com uma atitude de comemoração panegírica" [ler AQUI]

CONGRESSO - 1ª República e a Educação
Dias - 7, 8 e 9 de Maio de 2010
Organização - Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, de Joane, concelho de Vila Nova de Famalicão

J.M.M.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

COLÓQUIO LEIS DA REPÚBLICA


Vai realizar-se amanhã, 29 de Abril, pelas 18 h, nos Paços do Concelho, em Lisboa, uma conferência inserida num conjunto amplo de eventos (18 colóquios) organizados pela Fundação Mário Soares.

Amanhã, o orador será o Doutor Luís Bigotte Chorão, jurista e historiador que vai analisar as Leis da República.

Pode ler-se no texto de divulgação deste colóquio:

Implantada a República, o Governo Provisório aprovou de imediato um conjunto de disposições legais que marcaram o novo regime político. Essas Leis da República mostram claramente como os principais dirigentes do Partido Republicano tinham exacta consciência das orientações que, no seu entender, importava imprimir à nova realidade institutucional e política, respondendo desse modo quer aos desenvolvimentos produtivos verificados nos últimos anos, quer aos anseios de modernização ideológica expressos por amplos sectores da sociedade. Logo no primeiro Conselho de Ministros, a 7 de Outubro, o Governo Provisório adoptou medidas de amnistia para os crimes políticos e de imprensa, a supressão do "juízo de instrução criminal" (criado por João Franco e cujo primeiro titular foi o famoso Juiz Veiga), a revogação das leis de imprensa franquistas, a adopção do novo formulário de posse dos funcionários públicos ("Declaro pela minha honra que cumprirei fielmente os deveres do meu cargo"), a dissolução das guardas municipais, que serão substituídas pela Guarda Nacional Republicana, a dissolução da "polícia civil de Lisboa", que será substituída pela Polícia Cívica, e a reposição em vigor das leis do Marquês de Pombal e de Joaquim António de Aguiar que determinavam que os jesuítas (e outros religiosos regulares estrangeiros ou naturalizados) fossem "havidos por desnaturalizados e proscritos" e "expulsos de todo o país e seus domínios para neles mais não poderem entrar" e a extinção de todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens regulares, compelindo os religiosos portugueses a viver vida secular ou, pelo menos, a não viver em comunidade religiosa. Este diploma remeteu ainda para futura legislação sobre as relações do Estado português com as igrejas (a futura Lei da Separação), sem embargo de, desde logo, prever a sua apreciação pela próxima Assembleia Nacional Constituinte. Apreciar hoje essas e outras medidas legislativas da República, conhecer a sua eficácia, apreender a sua relevância histórica e social é o que nos propomos neste 4.º colóquio organizado em parceria pela Fundação Mário Soares e a Câmara Municipal de Lisboa.

Esta actividade resulta da parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação Mário Soares, e conta com o apoio institucional da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

Uma actividade que o Almanaque Republicano não podia deixar de divulgar a todos os seus ledores, esperando que decorra com o maior sucesso.

A.A.B.M.

terça-feira, 27 de abril de 2010

JOÃO DE DEUS RAMOS


Assinalou-se ontem o aniversário do nascimento do pedagogo João de Deus Battaglia Ramos.

Filho do poeta João de Deus e de Guilhermina Battaglia Ramos, foi aluno interno num Colégio de Jesuítas, em Campolide, donde foi expulso aos 14 anos por suscitar questões em torno da obrigatoriedade de comungar diariamente: 'Se eu não estiver em estado de graça comungo para obedecer ou cometo sacrilégio?". Começou a levantar determinadas questões teológicas e a exigir as respectivas respostas, que não o satisfaziam e a incomodar o corpo docente do colégio com a sua perspicácia.

O seu pai morreu quando tinha 17 anos, em Março de 1896. Acabado o liceu, vai para a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra onde trava amizade com João de Barros.Vivem na mesma “república”, na Rua da Couraça, em Coimbra. [Manuel Henrique Figueira, Dicionário de Educadores Portugueses, coord. António Nóvoa, Asa, Lisboa, 2003, p. 1151-1154]

Entre 1896 a 1902, enquanto estudante na Universidade de Coimbra, João de Deus Ramos, que se destacou como guitarrista, deixou, ao sair de Coimbra, bacharel formado em Direito, um fado no tom “dó menor” que ainda hoje se ouve muitas vezes tocado pelos melhores artistas da especialidade. É certo que João de Deus Ramos, desde os primeiros anos da Universidade, começou a revelar o seu mérito em tal instrumento. O guitarrista João de Deus Ramos foi o autor da melodia do Fado João de Deus, também tocado a título de peça instrumental.

Após concluir o curso, publicou o livro Os Altos Princípios do Método João de Deus e iniciou uma série de conferências pedagógicas, bem como uma imensa propaganda das Escolas Móveis, dando, assim, continuidade e nova luz aos projectos do pai. Empreendeu ainda uma visita à Europa, com o intuito de compreender o funcionamento de novos métodos de ensino nos Jardins-de-infância, beneficiando, pois, do contacto com os grandes pedagogos europeus. Movido pelas observações que efectuou, criou, à chegada a Lisboa, os Jardins-Escola, com uma cuidada adaptação à realidade portuguesa.

Foi professor no Liceu Camões, em Lisboa, após concluir o curso de Direito em Coimbra.

Foi deputado às Constituintes de 1911, por Alcobaça, 1912 foi Governador-Civil da Guarda, em 1913, foi eleito por Lamego. Ainda nesse ano foi nomeado Governador Civil de Coimbra.
Entretanto, em Março de 1911, João de Barros e João de Deus Ramos elaboraram a 1ª Reforma do Ensino da 1ª República, chamada Reforma de 1911, que visava principalmente o Ensino Primário. O objectivo da Reforma era diminuir o analfabetismo e valorizar a formação do indivíduo a todos os níveis: físico, intelectual e moral.

Promulgou-se a instrução oficial e livre para todas as crianças nos níveis infantil e primário, passando o último a ser obrigatório e gratuito entre os sete e os dez anos de idade. Aumentou o número de escolas primárias, confiou-se aos municípios a organização e superintendência da instrução primária. A maior crítica a esta Reforma foi a descentralização do ensino, uma vez que os professores se queixavam que os seus salários, cujo pagamento pertencia às câmaras municipais, estavam sistematicamente em atraso. Por isso, em 1918, essas competências passaram novamente para o pelouro do Governo que procurou melhorar a qualidade do ensino com a criação de escolas que visavam a formação de professores e onde foram introduzidas novas metodologias e materiais didácticos actualizados. Os professores foram protegidos, dignificados e os seus vencimentos aumentados.
A preparação do professorado primário passaria a ser feita em escolas normais primárias; estas só começaram a funcionar 7 anos depois da promulgação da lei em 1922. O instrumento didáctico seguido foi o método de leitura da Cartilha Maternal (1876), vulgo Método de João de Deus.

Em 12 de Outubro de 1910, quando João de Barros é nomeado Director-Geral da Instrução Primária, João de Deus Ramos ocupa a posição de Chefe da Repartição Pedagógica, tendo ambos sido encarregues pelo ministro do Interior, António José de Almeida, de procederem ao estudo e à redacção da reforma do ensino primário. Tratava-se de, conforme escreve Rómulo de Carvalho, pôr em prática uma 'educação republicana, educação interessada na criação e consolidação de uma nova maneira de ser português, capaz de expurgar a Nação de quantos males a tinham mantido, e mantinham, arredada do progresso europeu, sem força, sem coragem, sem meios para sacudir de si a sonolência em que mergulhara.' A 13 de Março de 1911, João de Barros pede a demissão, justificando o abandono do cargo devido a 'modificações introduzidas no texto original da Reforma do Ensino Primário, que viria a ser publicada por decreto de 29 de Março de 1911'. Três dias depois, João de Deus Ramos acompanha-o.

Em 1911 inaugura o primeiro Jardim-Escola em Coimbra, projecto concebido e executado por Raul Lino. Em 1917 organiza o Museu João de Deus, a que João de Deus Ramos chamava de Biblioteca da Cultura Portuguesa, em que se iriam realizar importantes conferências e debates sobre temas da cultura nacional.

Envolveu-se em polémica com Tomás da Fonseca sobre o ensino religioso nas escolas.

Recusou desempenhar funções no governo de Sidónio Pais.

Foi Ministro da Instrução Pública de 21 de Janeiro a 8 de Março de 1920, no governo de Domingos Pereira sobraçando, mais tarde a pasta do Trabalho no governo de José Domingos dos Santos, de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925.

A 30 de Agosto de 1928 João de Deus Ramos foi ainda Sócio-Director do "Colégio Bairro Escolar do Estoril" no Monte Estoril em sociedade com o Dr. João Lopes Soares (pai de Mário Soares) e do Dr. Américo Limpo de Negrão Buisel (filho do conhecido professor de Portimão José Negrão Buisel). João Lopes Soares saiu deste projecto em 1935 e, no ano seguinte, também João de Deus Ramos o abandona, para criar o Colégio de João de Deus, na Vila Pomares, Monte Estoril.

A Escola Superior de Educação João de Deus nasceu da reconversão do Curso de Didáctica Pré-Primária pelo Método João de Deus, criado em 1920. Este foi o primeiro e, durante muitos anos, o único espaço a formar Educadores de Infância em Portugal, prestando um contributo decisivo no incremento da Educação Infantil.

Colaborou durante várias décadas com Joaquim Manso no Diário de Lisboa. Fez parte da tertúlia literária e política oposicionista a que pertenciam Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Augusto Casimiro, o padre Abel Varzim, Ramada Curto, Azevedo Gomes, Pulido Valente, Jaime Cortesão, Vieira de Almeida.


João de Deus Ramos é autor, entre outras, das seguintes obras sobre pedagogia:
Reforma da Instrução Primária, 1911;
A Reforma do Ensino Normal, 1912;
O Estado Mestre Escola e a Necessidade das Escolas Primárias Superiores, 1924;
A Criança em Portugal antes da Educação Infantil, 1940.

Colaborou em vários jornais de educação e ensino como:
O Académico Figueirense, 1933-1934; 1959;
Atlântida, Lisboa, 1915-1919 e 1920;
Escola Nova, Lisboa, 1911-1912;
A Higiene Popular, 1909-1910;
Ecos do Bairro, 1932 e Jornal do Bairro Escolar do Estoril (1935-1941) que pertenciam à Associação de Estudantes do Bairro Escolar do Estoril, tendo fundado em 1928 uma Escola Nova, no Bairro Escolar do Estoril, a denominada Ecole dês Roches que chegava a Portugal e conquistou uma identidade nacional.

Colaborou ainda nas seguintes publicações:
- A Águia, Porto, 1910-1932;
- Arte e Vida,Coimbra, 1904-1906;
- O Comércio do Lima, Ponte de Lima, 1906-1919;
- O Diabo, Lisboa, 1934-1940;
- Diário de Povo, Lisboa, 1925;
- Figueira, Figueira da Foz, 1911-1916;
- Folha de Saudação, Setúbal, 1902;
- Gente Lusa, Praia da Granja, 1916;
- Mocidade, Lisboa, 1899-1905;
- O Povo, Lisboa, 1911-1916;
- A Rajada, Coimbra, 1912;
- Revista Coimbrã, Coimbra, 1899-1900;
- Revista Nova, Lisboa, 1901-1902;


João de Barros afirma que João de Deus Ramos “lançou as bases da Escola Nacional Moderna, onde se praticam três grandes virtudes: a liberdade, civismo e solidariedade”.

Em 10 de Março de 1951 e nos anos seguintes, presidiu, na Casa do Algarve em Lisboa, à sessão solene comemorativa do 21º aniversário da Fundação da Casa do Algarve e do nascimento do poeta João de Deus.
Foi iniciado na Maçonaria em 1909, na loja Solidariedade, em Lisboa,com o nome simbólico de Antero. Em 1913, passa para a loja Redenção, regressando em 1922 à loja onde fora iniciado. Em 1924 atingiu o 7º grau do Rito Francês.[A.H. de Oliveira Marques, Dicionário de Maçonaria Portuguesa, vol. II, Editorial Delta, Lisboa, 1986, col. 1193-1194]

Morreu na sala do Museu João de Deus, vítima de trombose, a 15 de Novembro de 1953.

A.A.B.M.

sábado, 24 de abril de 2010

OPOSIÇÃO À DITADURA



Movimento(s) de Crítica e Oposição à Ditadura [via documentos Virgínia de Moura (?)]

J.M.M.

REVISTA ORDEM NOVA



Revista Mensal Anti-Moderna, Anti-Liberal, Anti-Democrática, Anti-Burguesa e Anti-Bolchevique. ORDEM NOVA Contra-Revolucionária; Reaccionária; Católica, Apostólica e Romana; Monárquica; Intolerante e Intransigente; Insolidária com Escritores, Jornalistas e quaisquer profissionais das letras, das artes e da imprensa. Lisboa, Ano I, nº 1 (Março de 1926) ao nº 12 (Fevereiro de 1927). Director: Marcello Caetano.

ler Ficha Bibliográfica AQUI.

J.M.M.

ESTADO NOVO


Comício anti-comunista, em Setúbal (11 de Setembro de 1937).

Na mesa, que presidiu ao comício: Gilberto Arroteia; dr. António Barreiros Cardoso; dr. Águedo de Oliveira; dr. João Pinto da Costa Leite (Lumbrales); tenente-coronel Dowens [via Torre do Tombo]

J.M.M.

CARMONA E SALAZAR



Oscar Carmona e Oliveira Salazar - postal

J.M.M.

AO POVO PORTUGUÊS



"Ao Povo Português" - panfleto assinado pelo General Sousa Dias, Jaime de Morais (Comité Militar Central), Jaime Cortesão (Capitão médico miliciano e delegado do C.M.C. no Norte), Capitão Sarmento Pimentel (delegado do Comité Militar do Norte), João Pereira de Carvalho (do Comité Militar do Norte) - clicar para ler.

via Torre do Tombo.

J.M.M.

O REVIRALHO - ORGÃO DO COMITÉ DE DEFESA DA REPÚBLICA



O REVIRALHO. Orgão do Comité de Defesa da República [Ano I, nº7 ? - clicar para ler] - via Torre do Tombo.

J.M.M.

A VICTORIA - JORNAL CLANDESTINO


"A Victória". Jornal clandestino, defensor dos princípios republicanos. PELA REPÚBLICA! PELA LIBERDADE! PELA CONSTITUIÇÃO!; Ano 1, n.º 2, de 19 de Novembro de 1927 [nº1, de Novembro de 1927 ?)

"Nesta hora de fé, entusiasmo, de acrisolado amor pela Pátria, é-nos grato gritar, vibrantemente: PELA REPÚBLICA! PELA LIBERDADE! PELA CONSTITUIÇÃO! A luta, a batalha, o triunfo dos nossos ideais, estão próximos!

Exercito, marinha, tudo quanto sinta vibrar dentro de si amor patrio: Ás Armas! Viva a República!
" [clicar na foto para ler]

via Torre do Tombo.

J.M.M.

O GRÉMIO MONTANHA AOS LIBERAIS




Grémio Montanha: "Aos Liberais" - via Torre do Tombo [clicar para ler]

J.M.M.

A COMUNA - ORGÃO COMUNISTA LIBERTÁRIO DO PORTO


"A COMUNA" (Orgão Comunista Libertário. Antigo quinzenário A Aurora), Porto, Ano I, nº6, de 6 de Junho de 1920 [clicar na foto para ler]

- semanário comunista libertário, Orgão do Grupo de Propaganda Libertária (Antigo quinzenário A Aurora), Porto (Rua do Sol, 131), Ano I, nº1 (2 de Maio 1920) ao Ano VI, nº? (20 de Dezembro 1925 - ?). Propriedade do Grupo de Propaganda Libertária; Editor: António Teixeira; A. Alves Pereira); Admin.:Damião Castelo; Director: Serafim Cardoso Lucena (Damião Castela); Redactor: Serafim Cardoso Lucena; Colaboradores: A. Alves Pereira, C. Vieira dos Santos, Abílio Ribeiro, António José de Almeida, Manuel Joaquim de Sousa, Alfredo Guerra, ...

via Torre do Tombo.

J.M.M.

BANDEIRA VERMELHA


"BANDEIRA VERMELHA", Ano I, nº24, 14 de Março de 1920 [clicar na foto para ler]

[semanário editado pela Federação Maximalista Portuguesa, I série, Ano I, nº1 (5 de Outubro de 1919) ao nº? (19 de Junho de 1921), e seu porta-voz - note-se que o P.C.P. é fundado em Março de 1921 (vidé a ligação entre a então Federação Maximalista Portuguesa e o PCP em "Contribuição para a história do Partido Comunista Português na I República 1921-1926", de José Pacheco Pereira, Análise Social, 67-68, 1981).

Editor: Jaime Neves Guimarães (depois José Rodrigues). Director: Manuel Ribeiro (que era o Secretário Geral da Federação). Redactores e colaboradores: António Lopes Jorge, António Peixe, Caetano de Sousa, Carlos Rates, Dinis Rocha, Ferreira Quartel, Manuel Ribeiro, Marcelino da Silva, Sobral de Campos. Redacção e Administração: Rua Arco Marquês do Alegrete, 30, 2ºDto, Lisboa. Composição e impressão, Tipografia Rua do Século] - ler o que publicámos AQUI.

Foto - via Torre do Tombo.

J.M.M.

PCP - PRIMEIRO MANIFESTO - JULHO DE 1921



"AO PAÍS" - Primeiro Manifesto do Partido Comunista Português, Julho de 1921

"O Partido Comunista Português, ao publicar o seu primeiro manifesto, saúda todos os trabalhadores, intelectuais e manuais, como as únicas forças vivas e produtivas capazes de uma profunda e enérgica reconstrução social da sociedade portuguesa.

O Partido saúda igualmente o Proletariado internacional e bem assim os Partidos Comunistas de todo o mundo - salientando nestas saudações, como preito de homenagem ao seu heróico sacrifício, todos os trabalhadores que hajam sucumbido na luta contra a reacção burguesa-capitalista, ou que jazem nos cárceres lúgubres do capitalismo mundial, mercê da mesam luta ...
" [clicar na foto para ler]

via Torre do Tombo.

A GÉNESE DA DITADURA - por RAMADA CURTO


"A Génese da Ditadura", por Ramada Curto - in Portugal Republicano, 12 de Maio de 1934 [clicar na foto, para ler o artigo]

J.M.M.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ABRIL: II ou III República?



A Associação Alternativa, Associação 25 de Abril / Delegação do Centro e a Comissão Cívica de Coimbra para as Comemorações do Centenário da República, de Coimbra, vai realizar amanhã, 23 de Abril, uma tertúlia/conversa intitulada Conversas em Democracia, que vai debater o tema em epígrafe.

Pode ler-se no texto de divulgação:

Num tempo em que parecem periclitar os valores republicanos do serviço público desinteressado, do culto do Bem Comum e da escrupulosa gestão dos valores patrimoniais, num momento em que muitos inimigos da República, da Liberdade, da Justiça Social e do 25 de Abril se aproveitam das fraquezas dos maus republicanos para as darem como inerentes e contaminadoras do próprio ideal democrático, há que afirmar orgulhosamente os princípios por que se bateram os combatentes da Rotunda, dizendo que o 25 de Abril de 1974 prolongou e aprofundou o 5 de Outubro de 1910, a bem de Portugal e dos portugueses.

Participam na tertúlia:

Amadeu Carvalho Homem
Fernando Fava
Isabel Vargues
Miguel Santos

Uma iniciativa a que nos associamos, que divulgamos a todos os nossos ledores e apelamos à participação cívica.

A.A.B.M.

CONFERÊNCIA SOBRE VEIGA SIMÕES EM ARGANIL


Vai realizar-se amanhã, dia 23 de Abril, em Arganil, na Biblioteca Municipal Miguel Torga, uma conferência sobre Veiga Simões. Este evento, insere-se no âmbito das Comemorações do Centenário da República que vão decorrendo no município.

A conferente será a doutoranda Lina Madeira, que tem dedicado a sua pesquisa a analisar a questão da promoção (ou não) dos diplomatas durante o Estado Novo, em função das suas opiniões e atitudes políticas.

Recorde-se que Lina Maria Gonçalves Alves Madeira publicou Alberto da Veiga Simões. Esboço biográfico, em 2002, resultante da dissertação de Mestrado em História Contemporânea, que recebeu o prémio da Fundação Mário Soares.

Quanto a Alberto da Veiga Simões, nasceu em Arganil a 16 de Dezembro de 1888. Começou a distinguir-se ainda enquanto estudante na Universidade de Coimbra, colaborou em diversas publicações como a A Comarca de Arganil, A Águia, A Capital, No Circo, Correio de Arganil, Diário de Coimbra, Diário do Povo, A Farça, Jornal de Arganil, República, Serões, A Voz da Oficina.

Publicou diversas obras, entre as quais destacamos:
- Plágios, Coimbra, 1904;
- Homenagem ao poeta Vasco Vidal. Do seu maior admirador e amigo, Coimbra, 1904;
- Nitockris, Coimbra, 1908;
- A Nova Geração. Estudo sobre as tendências actuais da literatura portuguesa, Coimbra, 1911;
- Elegia da Lenda. Livro das Saudades, Porto, 1912;
- A Escola de Coimbra. Palavras ditas no festival do Casino Peninsular da Figueira da Foz em benefício do Jardim-Escola Joâo de Deus, Coimbra, 1910.
- Sombras, Porto, 1912;
- Interesses Portugueses na Amazónia, Lisboa, 1917;
- A Crise Europeia e os Problemas Actuais da Política Comercial Portuguesa, Lisboa, 1930;
- Para uma nova política colonial, Lisboa, 1933.

Diplomata de carreira, acabou por adoptar uma atitude crítica face ao regime salazarista. Viveu em diversos países, Brasil, Áustria, em destaque a sua passagem pela Alemanha.Ostracizado pelo governo de António de Oliveira Salazar, acabou por leccionar em França onde passou a parte final da sua vida e onde veio a falecer.

Faleceu em Paris, a 1 de Dezembro de 1954.

Uma actividade que recomendamos vivamente a todos e que permitirá certamente conhecer melhor uma personalidade que merece ser reabilitada.

A.A.B.M.