segunda-feira, 31 de maio de 2010

UM ALVITRE À COMISSÃO NACIONAL PARA AS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA


Entre as muitas e variadas iniciativas que têm surgido por todo o País, impulsionadas pelos municípios, pelas associações, escolas e universidades que envolvem milhares de pessoas. Entre tertúlias, debates, conferências, exposições e colóquios,alguns dos quais temos tido oportunidade de divulgar neste espaço e que revelam algum envolvimento, análise e releituras da República que fomos e que somos, julgamos também necessário alertar os responsáveis para uma carência e uma oportunidade talvez única.

As Comemorações do Centenário da República ainda não ponderaram a necessidade de realizar um evento que desse a conhecer a implantação do Partido Republicano pelo País até 1910? Sabe-se, através da leitura das obras do Prof. Doutor António Henrique de Oliveira Marques, que a ideia de João Chagas tanta vezes repetida, de que a República foi transmitida de Lisboa por telégrafo ao resto do País, não foi só isso. Antes de 1910, o Partido Republicano dispunha de implantação, mais ou menos dispersa pelo País. No total, o Prof. Oliveira Marques assinala, em funcionamento, antes de 5 de Outubro de 1910, "de 12 comissões distritais, 152 comissões municipais, 385 comissões paroquiais e 159 associações, centros e escolas" [Portugal da Monarquia Para a República. Nova História de Portugal, Dir. Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques, coord. A. H. de Oliveira Marques, vol. XI, Editorial Presença, Lisboa, 1991, p. 406].

Os estudos de casos locais e regionais ainda são poucos e muito dispersos, era importante congregar e reflectir sobre a acção dos dirigentes regionais e locais. Os mecanismos de propaganda utilizados, os comícios, as conferências, as visitas dos líderes nacionais do partido, mas também sobre o papel da imprensa republicana, os panfletos, folhetos, os postais, as revistas. Faltam-nos estudos sobre os principais jornais republicanos (O Mundo, A Luta, Folha do Povo, A Democracia,O Século, O País, A Capital, A Vanguarda, República, O Intransigente- em Lisboa; Voz Pública, A Folha Nova, O Norte, A Montanha - no Porto; A Resistência, de Coimbra; Voz da Justiça, na Figueira da Foz; A Província do Algarve, de Tavira; O Debate, de Santarém; O Porvir, de Beja;A Voz Pública, de Évora, para citar somente alguns mais conhecidos), mas também sobre as elites políticas republicanas nas diferentes regiões, os dirigentes regionais (muitas vezes futuros ministros ou governadores-civis); a iconografia republicana, recolhendo e analisando fotografias e gravuras da época; os percursos e digressões dos ministros e chefes de governo, bem como a sociologia dos ministros e secretários de estado e os laços de parentesco ao longo do tempo (sugestões apresentadas pelo Prof. Oliveira Marques, numa conferência realizada na Faculdade de Letras, em Coimbra, a 12 de Novembro de 2003); a acção e evolução dos Centros Republicanos ao longo do tempo, dirigentes, actividades, entre muitas outras coisas.

Algumas destas propostas de actividades, sobretudo estudos regionais e locais podiam ser compiladas e recolhidos para publicação, em livro ou online, acessível a todos os interessados, funcionando como um repositório de trabalhos sobre a República em Portugal.

Estas reflexões que temos vindo a fazer e que aqui transformamos num alvitre, são fruto da análise que temos vindo a fazer dos eventos promovidos pela comissão, muitos estão a ser desenvolvidos em parceria com a CNCCR, mas porque longe dos grandes centros perdem grande parte da sua visibilidade pública.

Saúde e Fraternidade!

A.A.B.M.

NORTON DE MATOS E AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 1949 - 60 ANOS DEPOIS



LIVRO - "NORTON DE MATOS e as Eleições Presidenciais de 1949, 60 anos depois", com coordenação de Heloísa Paulo e Helena Pinto Janeiro.
EDITORA - Edições Colibri

APRESENTAÇÃO:

DIA - 31 de Maio (19 horas)
LOCAL - Sociedade de Geografia de Lisboa (Sala de Convívio), Rua das Portas de St.º Antão, 100 – Lisboa
APRESENTAÇÃO - por Manuel Loff.

J.M.M.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA EM SILVES


Vai realizar-se esta noite, 28 de Maio, em Silves, pelas 21h.30m, a apresentação do livro do Prof. António Ventura, a que se segue uma conferência sobre O Postal Ilustrado como instrumento de Propaganda.

No dia 4 de Junho de 2010, termos nova actividade sobre a Maçonaria em Silves (1904-1935).

Ambas as actividades decorrerão nas instalações da Biblioteca Municipal de Silves.

Uma actividade a acompanhar com todo o interesse.
(Clicar na imagem para aumentar)

A.A.B.M.

AS MULHERES NA MAÇONARIA DE PORTUGAL E ESPANHA - CONFERÊNCIA



DIA - 5 de Junho, 20 horas

CONFERÊNCIA (JANTAR) - "As Mulheres na Maçonaria de Portugal e Espanha"
PALESTRANTE - José Antonio Ferrer Benimeli [historiador, padre jesuíta e director do Centro de Estudos Maçónicos da Universidade de Saragoça]
LOCAL - Real Palácio Hotel (Rua Tomás Ribeiro, 115, Lisboa)
ORGANIZAÇÃO - Grémio Acácia [em comemoração do Centenário da criação do Ano Internacional da Mulher]

ler mais AQUI.

J.M.M.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

VIVA A REPÚBLICA ! - BLOG DO AGRUPAMENTO Nº2 DE ÉVORA



"Este blogue foi criado em Área de Projecto, numa parceria entre Português e H.G.P. pelo 5ºA, turma que o gere. Publicamos todos os trabalhos realizados por todos aqueles que estão a comemorar o centésimo aniversário da República. Somos o Blogue das Comemorações da República do Agrupamento nº2 de Évora. Viva a República!"

Blog do Agrupamento nº2 de Évora - ler AQUI.

J.M.M.

AMANHECER NA ROTUNDA - JOSÉ SEQUEIRA GONÇALVES & JOÃO ESPADA



"Imaginemos um sonho chamado 'República'. Um sonho que falava de justiça, liberdade, igualdade. Um sonho que levou dois mil anos a atravessar a História, da Roma Antiga à França Revolucionária. Tão perto no espaço e tão longe no tempo, afinal. Por esse sonho lutaram e morreram pessoas que se tornaram heróis, umas, e pessoas de que nunca ouviremos falar, outras. Entre o herói e o desconhecido se vai construindo a História de todos nós.

O sonho 'República' atravessou terras e mares, continentes e oceanos, e um dia chegou a Portugal. Para alguns vinha vestido de negro e simbolizava muito mais um pesadelo do que um sonho. Mas para outros era mesmo um sonho que tinha de ser tornado realidade.

O amanhecer daquele dia de Outubro, na Rotunda lisboeta onde mais tarde se ergueria a estátua do Marquês, trouxe uma nova esperança a Portugal. Acreditou-se que tudo iria ser melhor a partir daí. Nesse amanhecer houve heróis que deixaram o seu nome gravado a ouro na memória colectiva do povo português. Machado Santos foi o maior deles. Mas houve também desconhecidos, como Alcídio, o latoeiro da Calçada do Duque, que poderá ter contribuído para o êxito do movimento, ou Amadeu Santana, o alfaiate que terá procurado impedi-lo. Apesar de ninguém alguma vez ter referido os seus nomes. Até hoje...
"

LIVRO - Amanhecer na Rotunda, de José Sequeira Gonçalves e João Espada.
EDITORA - Saida de Emergência

APRESENTAÇÃO:

LISBOA: Dia 27 de Maio (18,30 horas) - Sala de Âmbito Cultural do Él Corte Inglés de Lisboa (piso 7) - presença dos autores e do prof. António Ventura

LOULÉ: Dia 29 de Maio (18 horas), Convento de Santo António.

J.M.M.

AUTO DE PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA



Auto de Proclamação da República (1910) - in Arquivo Municipal de Lagos

via Lagos da República

"Do encontro de vontades nascem os projectos de futuro ...

Em 2010 comemoram-se 100 anos da implantação da República em Portugal. Nacionalmente, vários foram os projectos que viram a luz, congregados no programa da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

Lagos, com a riquíssima história que detém, neste período, nunca se poderia manter à margem destas comemorações. Assim, uniram-se dois departamentos (o Departamento de Suporte Técnico e Administrativo e o Departamento de Educação, Cultura e Acção Social da Câmara Municipal de Lagos), adjuvados por insignes munícipes, num grupo de trabalho com o intuito de tornar esta data numa oportunidade única de celebrar a República, cumprindo os seus ideais!

A Câmara Municipal de Lagos, através do Arquivo Municipal (SAM) e do Serviço de Património Histórico e Arquitectónico (SPHA), em conjunto com os alunos do Curso Profissional de Técnico de Informática de Gestão da Escola Secundária Júlio Dantas, desenvolveu esta plataforma de comunicação à medida dos nossos objectivos ...
" [ler/ver TUDO AQUI]

J.M.M.

A GAFANHA - CAMPOS LIMA



"A Gafanha, meus caros senhores, não é senão esta boa terra de mesquinharias e de toleimas, a fingir de nação da Europa e que nem ao menos por decoro anda de tanga. A Gafanha é a ‘piolheira’, onde só é gente o sr. Burnay. A Gafanha são os padres do ‘Portugal’, é a intentona, é a juventude monárquica, é a barriga do sr. Alpoim, a chefia do sr. Vilhena, a lei de 13 de Fevereiro, a beleza do sr. D. Manuel, o ‘Vasco da Gama’, o discurso da coroa, a chalaça do sr. Ferreira do Amaral e os adiantamentos. A Gafanha é esta terra de cegos, onde não havendo ao menos quem tenha um olho para ser rei, por esse facto se pensa fazer a República ..." [in A Gafanha, nº1]

A Gafanha. Quinzenário(?) Anarquista [nº1 (Março ? 1909) a nº 8 ? (1909)]. Editado por Campos Lima [João Evangelista]; correspondência, Rua do Ouro, 149, 2º, Lisboa; composto e impresso na Typ. Minerva, de Gaspar Pinto de Souza & Irmão, Vila Nova de Famalicão.

A Gafanha é um periódico de grande raridade, dado a perseguição e as penas a que estavam sujeitos aqueles que pugnavam pelas "doutrina do anarquismo", resultante da Lei de 13 de Fevereiro de 1896 [cf. Rita Pereira, A Gafanha, Hemeroteca Municipal de Lisboa, Maio de 2010 – onde encontra a entrada bibliográfica ao periódico. Não consta da bibliografia consultada por R. Pereira, o livro de Alexandre Vieira, "Para a História do Sindicalismo em Portugal" onde é referido a existência de apenas 8 numrs d’A Gafanha], pelo que se desconhece quer o inicio da sua publicação quer o seu terminus.

A Gafanha, nº1 e nº2digitalizado pela Hemeroteca Municipal de Lisboa;
A GafanhaFicha histórica por Rita Pereira, H.M.Lisboa.

J.M.M.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

EXPOSIÇÕES E CONFERÊNCIAS EM LOURES


Vão iniciar-se amanhã, 27 de Maio, em Loures, as Comemorações do Centenário da República.

No programa para amanhã consta da inauguração da Exposição intitulada Da Criação do Concelho de Loures à Implantação da República que vai estar patente a partir das 18 horas de amanhã, no Arquivo Municipal de Loures.

Na mesma ocasião vai realizar-se uma conferência/debate intitulada Do Ultimatum de 1890 ao 31 de Janeiro de 1891 a ser proferida pelos Dr. Joffre Justino, Manuel Rodrigues Vaz e Prof. José Zaluar Basílio, a partir das 18.30 h.

Verifica-se então que as actividades vão prolongar-se até Janeiro de 2011. Estão previstas nove conferências/debates e três exposições. Num conjunto que nos parece interessante, abordando diversas questões e momentos do final da Monarquia até ao final da 1ª República. Mas, o que se destaca é a imensa quantidade e diversidade de eventos que vão ter lugar apelando a todo o tipo de públicos e participações, desde os mais novos aos de mais idade, desde quastões de carácter popular a iniciativas mais científicas. Todo o programa previsto de actividades a realizar no concelho pode ser consultado na Agenda das Comemorações do Centenário da República e pode ser consultado AQUI.

O programa completo das iniciativas a decorrer no Arquivo Municipal de Loures pode ser consultado AQUI.

Uma actividade a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

terça-feira, 25 de maio de 2010

FÁBRICA PROGRESSO - JOAQUIM MIRANDA & FILHO (COIMBRA)



"HOMENAGEM AOS DEPUTADOS DO POVO. HONRA À CIDADE DE DE LISBOA" - Fábrica PROGRESSO, de Joaquim Miranda & Filho, Coimbra

- Deputados: Afonso Costa, António José de Almeida, Alexandre Braga e João de Menezes.

NOTA: Há referência a uma Moagem Miranda, de Coimbra [onde antes se situava o Colégio de Santo António da Estrela]. Curioso é que desapareceu (do local onde estava?) nos finais do século XIX, "consumida por um incêndio". Possivelmente continuou noutro local, porque a referência feita aos deputados republicanos eleitos pelo Circulo de Lisboa (Oriental e Ocidental) - a que se presta homenagem - resulta das Eleições de 19 de Agosto de 1906, portanto muito depois do referido "incêndio". Nada se conseguiu apurar (até ao momento) sobre a empresa Joaquim Miranda & Filho.

A propósito do trabalho desempenhado por esses quatro ilustres representantes do PRP, consultar os "DISCURSOS dos illustres deputados republicanos ... Affonso Augusto da Costa, Alexandre de Braga, António José de Almeida e João de Meneses proferidos no Parlamento, Lisboa, Typ. Pereira, Vendinho & Ca, 1906.

FOTO via blog Bernardino Machado, com a devida vénia.

[em actualização]

J.M.M.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

EXPOSIÇÃO EM LOULÉ: MENDES CABEÇADAS E A PRIMEIRA REPÚBLICA NO ALGARVE


EXPOSIÇÃO: Mendes Cabeçadas e a Primeira República no Algarve [de 25 de Maio a 27 de Novembro]
DIA da INAUGURAÇÃO: 25 de Maio pelas 19 horas;
LOCAL:Convento de Santo António - Loulé;
ORGANIZAÇÃO: Câmara Municipal de Loulé.

"Vai estar patente ao público de 25 de Maio a 27 de Novembro, no Convento de Santo António, em Loulé, a Exposição "José Mendes Cabeçadas e a República no Algarve", dedicada ao primeiro estadista português nascido em Loulé.

Esta exposição, integrada na iniciativa pioneira da Rede de Museus do Algarve "Algarve - Do Reino à Região" e no programa de Comemorações do Centenário da República no Concelho de Loulé, tenta mostrar que Mendes Cabeçadas não foi somente o militar, embora essa fosse claramente a sua vertente visível. Ele envolveu-se na política, nos negócios, civicamente empenhado, regionalista e opositor ao regime salazarista" [ler AQUI]

"A personalidade evocada nesta exposição tem muitos aspectos controversos, por vezes ainda mal explicados e ainda por descobrir (...) Um dos exemplos é ter sido um dos responsáveis pela implantação da república, em 1910, e ter estado envolvido, em 1926, na conspiração para derrubar a mesma república.

A sua ligação à região algarvia e a Loulé manteve-se ao longo do tempo. Começou por ser deputado às constituintes de 1911, pelo círculo eleitoral de Silves, foi governador civil do distrito durante o sidonismo, capitão do porto de Vila Real de Santo António e comandante da Escola de Alunos Marinheiros do Sul, em Faro. Já em Lisboa, pertenceu aos órgãos fundadores da Casa do Algarve, onde colaborou ao longo de vários anos" [ler AQUI]

Horário da Exposição:
Terça a Sexta-feira, das 10h às 19h;
Sábado, das 10h às 20h;
Domingo, das 15h às 20h;
Encerra à Segunda-feira.

J.M.M.

ASSOCIAÇÃO DO REGISTO CIVIL E DO LIVRE PENSAMENTO


A Associação do Registo Civil e do Livre Pensamento, de cariz maçónica, é fundada a 5 de Agosto de 1895 [existia já a Associação Promotora do Registo Civil, criada a 18 de Novembro de 1876, de combate ao clericalismo e ao fanatismo religioso e em defesa do estado laico. Por sua vez a Associação dos Livres Pensadores surge em 1880] e "estava sedeada na Travessa dos Remolares, 30 – 1º" [cf. JPP, Ephemera] e, depois, teve sede no Largo do Intendente, nº45. Foram seus fundadores: Ferreira Chaves, Eduardo Pinto, José da Costa Lemos, Lomelino de Freitas, Vasco Gamito, Raul Joaquim Gil, Carlos Cruz, entre outros. Os seus Estatutos datam de 1899.

Em 1911 alterou o nome para Associação Propagadora da Lei do Registo Civil. Pertenceram à Associação alguns dos principais vultos libertários, socialistas e republicanos (maçónicos e positivistas), como Magalhães Lima, Alves da Veiga, Azedo Gneco, Guedes Quinhones, Faustino da Fonseca, António Xavier Correia Barreto, Teixeira Bastos, Augusto José Vieira, Júlio Berto Ferreira, José Justino Ferreira, Manuel da Arriaga, Miguel Bombarda, Alexandre Braga, Eduardo Augusto Pinto, Lucinda Alves, Maria Clara Correia Alves, Deolinda Lopes Vieira, bem como António Marques Nogueira, João Gonçalves, Jácome da Silva, Macedo de Bragança, Manuel Mendes de Almeida (todos directores da Associação – cf. Fernando Catroga, "O laicismo e a questão religiosa em Portugal. 1865-1911", Análise Social, vol. XXIV, 1988 – e todos, curiosamente, presos por "delitos" anti-religiosos) ou mesmo, Manuel Buiça e Alfredo Luís da Costa.

Em 1908 realizou-se [na Caixa Económica Operária] o I Congresso Nacional do Livre Pensamento, promovido pela Associação, em Lisboa [de 19 a 22 de Abril], onde é evidente a "luta" pelo registo civil obrigatório [o processo do registo civil inicia-se em 1832 (16 de Maio) por intermédio de Mouzinho da Silveira, sendo depois passado a lei em 1878 (através de Barjona de Freitas). Porém o registo civil obrigatório só virá a acontecer com o Código do Registo Civil, de 18 de Fevereiro de 1911, e onde são “criadas as Conservatórias do Registo Civil em todo o país e instituído o registo obrigatório que substituía (...) os registos paroquiais de Baptismo, Casamento e Óbito” - cf. Boletim do Arquivo Torre do Tombo. Tal mudança, seguida pela promulgação da Lei da Separação das Igrejas do Estado, de 20 de Abril de 1911, foi, de imediato, condenada pelos membros do clero e objecto de uma curiosa encíclica, de resistência às Leis, pelo Papa Pio X]. A 2 de Agosto de 1909, a Associação participa na grandiosa [100.000 pessoas] manifestação anticlerical, de Lisboa. Em 1912 (14 de Janeiro) promove uma manifestação anticlerical, de apoio à lei de Separação.

Em 1910 tinha "3544 sócios" [cf. Historia de Portugal, dir. José Mattoso, vol VI, p. 411] e em 1913 "6009". Teve a Associação um actividade cívica, cultural e benemérita de Instrução assinalável, tendo sido considerada de utilidade pública em 1926. A Associação foi administrativamente extinta e encerrada em 1938.



A Associação de Registo Civil editou o semanário (depois mensário) "O Livre Pensamento" [III séries; 1ª série, de Fevereiro de 1912 a Junho de 1913; 2ª série, de Setembro a Novembro de 1913; a 3ª série, de Outubro de 1919 a Abril de 1926 – cf. Guia de História da 1ª República Portuguesa, de Oliveira Marques, Estampa, 1981, p. 371 - Foto (ver mais), acima, retirada da "Ephemera"] a que se seguiu o “Boletim da Associação de Registo Civil e Livre Pensamento” [mensário, de Janeiro de 1931 a Maio de 1933, 21 nurs – ibidem].

Fotos: "Escola nº1 da Associação do Registo Civil", via "A Maçonaria e a Implementação da República", Lisboa, Gémio Lusitano e Fund. Mário Soares, 2010; "O Livre Pensamento. Boletim Mensal da Associação do Registo Civil" e os "Estatutos e Regulamento Interno da Associação do Registo Civil", via José Pacheco Pereira (Ephemera).

J.M.M.

domingo, 23 de maio de 2010

LITERATURA PORTUGUESA E A CONSTRUÇÃO DO PASSADO E DO FUTURO: COLÓQUIO



Vai decorrer a partir de amanhã, 24, 25 e 26 de Maio de 2010, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa este colóquio. A organização coube à
Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e a coordenação do evento ficou a cargo das Profs. Dras. Helena Buescu e Teresa Cristina Cerdeira.

Pode ler-se no texto de divulgação do colóquio:

As comemorações dos 100 anos da República Portuguesa exigem um trabalho da memória. Exigem, sobretudo, um olhar do presente que revisite as vertentes utópicas que a geraram, o empenho intelectual que a sustentou, a aposta de modernidade que ela continha e que desejaria ter visto prolongar-se por mais tempo.

Ao comemorar 100 anos da República Portuguesa, cabe uma outra exigência: a de fazê-la dialogar, por um lado, com a tradição cultural portuguesa, modo de afirmar as marcas de uma literatura de fundação e a evidente actualidade dos clássicos; por outro também com o presente, ao estabelecer, por exemplo, os elos possíveis entre a revolução republicana e a reconquista histórica da democracia portuguesa em Abril de 1974, revisitadas pela literatura dos séculos XX e XXI.

Celebrar a República é, antes de tudo, revisitar criticamente o seu processo.


O colóquio dispõe de página que pode ser visitado AQUI e o programa completo pode ser consultado AQUI.

Uma actividade a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

HISTÓRIA DA MAÇONARIA: CURSO DE VERÃO



A Maçonaria entre a História e o Mito

Vai realizar-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa um Curso de Verão com o título em epígrafe, que conta com as seguintes participações:

5 de Julho
14h00-15h30
Lição inaugural –HISTÓRIA DA MAÇONARIA: FONTES, MÉTODOS E PROBLEMAS
Jose Antonio Ferrer Benimeli
(U. Zaragoza)

16h00-17h30
ELEMENTOS BÍBLICOS NA ARQUITECTURA SIMBÓLICA DA MAÇONARIA
José Augusto Ramos (FLUL/CH)

6 de Julho
14h00-15h30
A PRESENÇA DO ANTIGO EGIPTO NA IMAGÉTICA MAÇÓNICA
Luís Manuel de Araújo (FLUL/CH)

16h00-17h30
MAÇONARIA E TRADIÇÃO TEMPLÁRIA
Pedro Gomes Barbosa (FLUL/CH)

7 de Julho
14h00-15h30
AS CONSTITUIÇÕES DOS FRANCOMAÇONS DE JAMES ANDERSON NA INGLATERRA DO SÉCULO XVIII
Salvato Teles de Meneses (Fundação D. Luís I)

16h00-17h30
A MAÇONARIA NO CONTEXTO DAS LUZES EM PORTUGAL
Norberto Ferreira da Cunha (U. Minho)

8 de Julho
14h00-15h30
A MAÇONARIA EM PORTUGAL DURANTE A MONARQUIA CONSTITUCIONAL
António Lopes (Museu Maçónico Português)

16h00-17h30
A MAÇONARIA EM PORTUGAL DURANTE A I REPÚBLICA E O ESTADO NOVO
António Ventura (FLUL/CH)

9 de Julho
14h00-15h30
MULHERES DA MAÇONARIA ENQUANTO LÍDERES FEMINISTAS, REPUBLICANAS E SUFRAGISTAS (1907-1928), João Esteves (FCSH-UNL)

16h00-17h30
CATOLICISMO E MAÇONARIA: UM CONFLITO HISTÓRICO INSOLÚVEL?
Paulo Fontes (UCP/CEHR)

18h00-19h30
Lição de Encerramento –FAZ SENTIDO A MAÇONARIA HOJE?
João José Alves Dias (FCSHUNL/CEH)

Informações: centro.historia.ul@gmail.com; centro.historia@fl.ul.pt
Coordenação geral:
José Varandas
Coordenação científica:
António Ventura

Uma actividade que não podíamos deixar de divulgar junto dos nossos ledores. Porque conta com a participação de alguns dos nossos melhores especialistas no tema em causa, permitindo-nos destacar a presença do Prof. Antonio Ferrer Benimeli, um dos respeitados historiadores da Maçonaria.

A.A.B.M.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

HERMANO NEVES - COMO TRIUNFOU A REPÚBLICA



"A Livraria Letra Livre acaba de editar numa edição fac-similada um dos mais interessantes livros sobre a Revolução Republicana de 1910. O livro «Como Triumphou a Republica» foi publicado pelo jornalista Hermano Neves logo após a Revolução, ainda em 1910, tendo tido então algumas reedições. A obra não voltou a ter qualquer edição nas décadas seguintes. Esta obra detalha a participação popular nos acontecimentos que levaram à derrubada da monarquia muitos dos quais raramente referidos na restante historigrafia da Revolução republicana.

A nova edição é prefaciada pelo Professor António Ventura.

LIVRO: Como Triumphou a Republica. Subsidios para a História da Revolução de 4 de Outubro de 1910 - Hermano Neves, Letra Livre (reed.), Lisboa, 2010, 143 p.

J.M.M.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

CONFERÊNCIA: ALEXANDRE HERCULANO JORNALISTA


Vai realizar-se hoje à tarde, pelas 18 horas, a conferência intitulada Alexandre Herculano Jornalista, por António Valdemar.

Mais uma iniciativa de louvar por parte da Hemeroteca Muncipal de Lisboa assinalando do bicentenário do nascimento deste escritor, jornalista, romancista e historiador que marcou, com as suas convicções liberais, o século XIX em Portugal.

Uma conferência a não perder.

A.A.B.M.

terça-feira, 18 de maio de 2010

REPÚBLICA DE LEITORES. LER A REPÚBLICA!



DIA 20 DE MAIO (11,30m) - "9000 alunos e 800 professores dos vários ciclos de ensino das escolas públicas dos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Proença-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão vão estar envolvidos numa iniciativa conjunta de celebração do Centenário da República por intermédio da leitura"

"A ideia partiu do núcleo de responsáveis pelas bibliotecas escolares, acabou por contar com a adesão das várias bibliotecas municipais e consistirá na suspensão simultânea das actividades lectivas durante 20 minutos para que os alunos usufruam do prazer de ler. Foram escolhidos diversos textos, que serão disponibilizados em diferentes suportes para que, à hora marcada, todos tenham algo para ler. A República serviu de critério de selecção dos textos e funcionou também como ideia norteadora do evento, visto que atravessamos o ano em que se comemoram os 100 anos da sua implantação em Portugal. O grande objectivo da actividade é a promoção da leitura, sublinhando a perspectiva de partilha alargada de uma experiência que se quer um momento único e diferente no dia-a-dia das escolas" [LER TUDO AQUI]

J.M.M.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

REPUBLICA ESPANHOLA



"Fragmentos de la Constitucion da REPÚBLICA ESPAÑOLA aprobada em 9 de Diciembre de 1931" (clicar na foto)

via República Española (Facebook).

J.M.M.

SENTIR A TERRA - MORTÁGUA REPUBLICANA



Amanhã (dia 13) - Dia do Município - a Câmara Municipal de Mortágua apresenta os seguintes eventos:

15 horas/16 horas: Início da Sessão Solene - no Centro de Animação Cultural; Apresentação do Livro "Os Combates do Cidadão Manuel Ferreira Martins e Abreu", a cargo do Prof. Doutor Joaquim Romero Magalhães;

16,15 horas: Abertura da EXPOSIÇÂO "Sentir a Terra - Mortágua Republicana" (Sala de Exposições do Centro de Animação Cultural).

J.M.M.