terça-feira, 27 de abril de 2010

JOÃO DE DEUS RAMOS


Assinalou-se ontem o aniversário do nascimento do pedagogo João de Deus Battaglia Ramos.

Filho do poeta João de Deus e de Guilhermina Battaglia Ramos, foi aluno interno num Colégio de Jesuítas, em Campolide, donde foi expulso aos 14 anos por suscitar questões em torno da obrigatoriedade de comungar diariamente: 'Se eu não estiver em estado de graça comungo para obedecer ou cometo sacrilégio?". Começou a levantar determinadas questões teológicas e a exigir as respectivas respostas, que não o satisfaziam e a incomodar o corpo docente do colégio com a sua perspicácia.

O seu pai morreu quando tinha 17 anos, em Março de 1896. Acabado o liceu, vai para a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra onde trava amizade com João de Barros.Vivem na mesma “república”, na Rua da Couraça, em Coimbra. [Manuel Henrique Figueira, Dicionário de Educadores Portugueses, coord. António Nóvoa, Asa, Lisboa, 2003, p. 1151-1154]

Entre 1896 a 1902, enquanto estudante na Universidade de Coimbra, João de Deus Ramos, que se destacou como guitarrista, deixou, ao sair de Coimbra, bacharel formado em Direito, um fado no tom “dó menor” que ainda hoje se ouve muitas vezes tocado pelos melhores artistas da especialidade. É certo que João de Deus Ramos, desde os primeiros anos da Universidade, começou a revelar o seu mérito em tal instrumento. O guitarrista João de Deus Ramos foi o autor da melodia do Fado João de Deus, também tocado a título de peça instrumental.

Após concluir o curso, publicou o livro Os Altos Princípios do Método João de Deus e iniciou uma série de conferências pedagógicas, bem como uma imensa propaganda das Escolas Móveis, dando, assim, continuidade e nova luz aos projectos do pai. Empreendeu ainda uma visita à Europa, com o intuito de compreender o funcionamento de novos métodos de ensino nos Jardins-de-infância, beneficiando, pois, do contacto com os grandes pedagogos europeus. Movido pelas observações que efectuou, criou, à chegada a Lisboa, os Jardins-Escola, com uma cuidada adaptação à realidade portuguesa.

Foi professor no Liceu Camões, em Lisboa, após concluir o curso de Direito em Coimbra.

Foi deputado às Constituintes de 1911, por Alcobaça, 1912 foi Governador-Civil da Guarda, em 1913, foi eleito por Lamego. Ainda nesse ano foi nomeado Governador Civil de Coimbra.
Entretanto, em Março de 1911, João de Barros e João de Deus Ramos elaboraram a 1ª Reforma do Ensino da 1ª República, chamada Reforma de 1911, que visava principalmente o Ensino Primário. O objectivo da Reforma era diminuir o analfabetismo e valorizar a formação do indivíduo a todos os níveis: físico, intelectual e moral.

Promulgou-se a instrução oficial e livre para todas as crianças nos níveis infantil e primário, passando o último a ser obrigatório e gratuito entre os sete e os dez anos de idade. Aumentou o número de escolas primárias, confiou-se aos municípios a organização e superintendência da instrução primária. A maior crítica a esta Reforma foi a descentralização do ensino, uma vez que os professores se queixavam que os seus salários, cujo pagamento pertencia às câmaras municipais, estavam sistematicamente em atraso. Por isso, em 1918, essas competências passaram novamente para o pelouro do Governo que procurou melhorar a qualidade do ensino com a criação de escolas que visavam a formação de professores e onde foram introduzidas novas metodologias e materiais didácticos actualizados. Os professores foram protegidos, dignificados e os seus vencimentos aumentados.
A preparação do professorado primário passaria a ser feita em escolas normais primárias; estas só começaram a funcionar 7 anos depois da promulgação da lei em 1922. O instrumento didáctico seguido foi o método de leitura da Cartilha Maternal (1876), vulgo Método de João de Deus.

Em 12 de Outubro de 1910, quando João de Barros é nomeado Director-Geral da Instrução Primária, João de Deus Ramos ocupa a posição de Chefe da Repartição Pedagógica, tendo ambos sido encarregues pelo ministro do Interior, António José de Almeida, de procederem ao estudo e à redacção da reforma do ensino primário. Tratava-se de, conforme escreve Rómulo de Carvalho, pôr em prática uma 'educação republicana, educação interessada na criação e consolidação de uma nova maneira de ser português, capaz de expurgar a Nação de quantos males a tinham mantido, e mantinham, arredada do progresso europeu, sem força, sem coragem, sem meios para sacudir de si a sonolência em que mergulhara.' A 13 de Março de 1911, João de Barros pede a demissão, justificando o abandono do cargo devido a 'modificações introduzidas no texto original da Reforma do Ensino Primário, que viria a ser publicada por decreto de 29 de Março de 1911'. Três dias depois, João de Deus Ramos acompanha-o.

Em 1911 inaugura o primeiro Jardim-Escola em Coimbra, projecto concebido e executado por Raul Lino. Em 1917 organiza o Museu João de Deus, a que João de Deus Ramos chamava de Biblioteca da Cultura Portuguesa, em que se iriam realizar importantes conferências e debates sobre temas da cultura nacional.

Envolveu-se em polémica com Tomás da Fonseca sobre o ensino religioso nas escolas.

Recusou desempenhar funções no governo de Sidónio Pais.

Foi Ministro da Instrução Pública de 21 de Janeiro a 8 de Março de 1920, no governo de Domingos Pereira sobraçando, mais tarde a pasta do Trabalho no governo de José Domingos dos Santos, de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925.

A 30 de Agosto de 1928 João de Deus Ramos foi ainda Sócio-Director do "Colégio Bairro Escolar do Estoril" no Monte Estoril em sociedade com o Dr. João Lopes Soares (pai de Mário Soares) e do Dr. Américo Limpo de Negrão Buisel (filho do conhecido professor de Portimão José Negrão Buisel). João Lopes Soares saiu deste projecto em 1935 e, no ano seguinte, também João de Deus Ramos o abandona, para criar o Colégio de João de Deus, na Vila Pomares, Monte Estoril.

A Escola Superior de Educação João de Deus nasceu da reconversão do Curso de Didáctica Pré-Primária pelo Método João de Deus, criado em 1920. Este foi o primeiro e, durante muitos anos, o único espaço a formar Educadores de Infância em Portugal, prestando um contributo decisivo no incremento da Educação Infantil.

Colaborou durante várias décadas com Joaquim Manso no Diário de Lisboa. Fez parte da tertúlia literária e política oposicionista a que pertenciam Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Augusto Casimiro, o padre Abel Varzim, Ramada Curto, Azevedo Gomes, Pulido Valente, Jaime Cortesão, Vieira de Almeida.


João de Deus Ramos é autor, entre outras, das seguintes obras sobre pedagogia:
Reforma da Instrução Primária, 1911;
A Reforma do Ensino Normal, 1912;
O Estado Mestre Escola e a Necessidade das Escolas Primárias Superiores, 1924;
A Criança em Portugal antes da Educação Infantil, 1940.

Colaborou em vários jornais de educação e ensino como:
O Académico Figueirense, 1933-1934; 1959;
Atlântida, Lisboa, 1915-1919 e 1920;
Escola Nova, Lisboa, 1911-1912;
A Higiene Popular, 1909-1910;
Ecos do Bairro, 1932 e Jornal do Bairro Escolar do Estoril (1935-1941) que pertenciam à Associação de Estudantes do Bairro Escolar do Estoril, tendo fundado em 1928 uma Escola Nova, no Bairro Escolar do Estoril, a denominada Ecole dês Roches que chegava a Portugal e conquistou uma identidade nacional.

Colaborou ainda nas seguintes publicações:
- A Águia, Porto, 1910-1932;
- Arte e Vida,Coimbra, 1904-1906;
- O Comércio do Lima, Ponte de Lima, 1906-1919;
- O Diabo, Lisboa, 1934-1940;
- Diário de Povo, Lisboa, 1925;
- Figueira, Figueira da Foz, 1911-1916;
- Folha de Saudação, Setúbal, 1902;
- Gente Lusa, Praia da Granja, 1916;
- Mocidade, Lisboa, 1899-1905;
- O Povo, Lisboa, 1911-1916;
- A Rajada, Coimbra, 1912;
- Revista Coimbrã, Coimbra, 1899-1900;
- Revista Nova, Lisboa, 1901-1902;


João de Barros afirma que João de Deus Ramos “lançou as bases da Escola Nacional Moderna, onde se praticam três grandes virtudes: a liberdade, civismo e solidariedade”.

Em 10 de Março de 1951 e nos anos seguintes, presidiu, na Casa do Algarve em Lisboa, à sessão solene comemorativa do 21º aniversário da Fundação da Casa do Algarve e do nascimento do poeta João de Deus.
Foi iniciado na Maçonaria em 1909, na loja Solidariedade, em Lisboa,com o nome simbólico de Antero. Em 1913, passa para a loja Redenção, regressando em 1922 à loja onde fora iniciado. Em 1924 atingiu o 7º grau do Rito Francês.[A.H. de Oliveira Marques, Dicionário de Maçonaria Portuguesa, vol. II, Editorial Delta, Lisboa, 1986, col. 1193-1194]

Morreu na sala do Museu João de Deus, vítima de trombose, a 15 de Novembro de 1953.

A.A.B.M.

sábado, 24 de abril de 2010

OPOSIÇÃO À DITADURA



Movimento(s) de Crítica e Oposição à Ditadura [via documentos Virgínia de Moura (?)]

J.M.M.

REVISTA ORDEM NOVA



Revista Mensal Anti-Moderna, Anti-Liberal, Anti-Democrática, Anti-Burguesa e Anti-Bolchevique. ORDEM NOVA Contra-Revolucionária; Reaccionária; Católica, Apostólica e Romana; Monárquica; Intolerante e Intransigente; Insolidária com Escritores, Jornalistas e quaisquer profissionais das letras, das artes e da imprensa. Lisboa, Ano I, nº 1 (Março de 1926) ao nº 12 (Fevereiro de 1927). Director: Marcello Caetano.

ler Ficha Bibliográfica AQUI.

J.M.M.

ESTADO NOVO


Comício anti-comunista, em Setúbal (11 de Setembro de 1937).

Na mesa, que presidiu ao comício: Gilberto Arroteia; dr. António Barreiros Cardoso; dr. Águedo de Oliveira; dr. João Pinto da Costa Leite (Lumbrales); tenente-coronel Dowens [via Torre do Tombo]

J.M.M.

CARMONA E SALAZAR



Oscar Carmona e Oliveira Salazar - postal

J.M.M.

AO POVO PORTUGUÊS



"Ao Povo Português" - panfleto assinado pelo General Sousa Dias, Jaime de Morais (Comité Militar Central), Jaime Cortesão (Capitão médico miliciano e delegado do C.M.C. no Norte), Capitão Sarmento Pimentel (delegado do Comité Militar do Norte), João Pereira de Carvalho (do Comité Militar do Norte) - clicar para ler.

via Torre do Tombo.

J.M.M.

O REVIRALHO - ORGÃO DO COMITÉ DE DEFESA DA REPÚBLICA



O REVIRALHO. Orgão do Comité de Defesa da República [Ano I, nº7 ? - clicar para ler] - via Torre do Tombo.

J.M.M.

A VICTORIA - JORNAL CLANDESTINO


"A Victória". Jornal clandestino, defensor dos princípios republicanos. PELA REPÚBLICA! PELA LIBERDADE! PELA CONSTITUIÇÃO!; Ano 1, n.º 2, de 19 de Novembro de 1927 [nº1, de Novembro de 1927 ?)

"Nesta hora de fé, entusiasmo, de acrisolado amor pela Pátria, é-nos grato gritar, vibrantemente: PELA REPÚBLICA! PELA LIBERDADE! PELA CONSTITUIÇÃO! A luta, a batalha, o triunfo dos nossos ideais, estão próximos!

Exercito, marinha, tudo quanto sinta vibrar dentro de si amor patrio: Ás Armas! Viva a República!
" [clicar na foto para ler]

via Torre do Tombo.

J.M.M.

O GRÉMIO MONTANHA AOS LIBERAIS




Grémio Montanha: "Aos Liberais" - via Torre do Tombo [clicar para ler]

J.M.M.

A COMUNA - ORGÃO COMUNISTA LIBERTÁRIO DO PORTO


"A COMUNA" (Orgão Comunista Libertário. Antigo quinzenário A Aurora), Porto, Ano I, nº6, de 6 de Junho de 1920 [clicar na foto para ler]

- semanário comunista libertário, Orgão do Grupo de Propaganda Libertária (Antigo quinzenário A Aurora), Porto (Rua do Sol, 131), Ano I, nº1 (2 de Maio 1920) ao Ano VI, nº? (20 de Dezembro 1925 - ?). Propriedade do Grupo de Propaganda Libertária; Editor: António Teixeira; A. Alves Pereira); Admin.:Damião Castelo; Director: Serafim Cardoso Lucena (Damião Castela); Redactor: Serafim Cardoso Lucena; Colaboradores: A. Alves Pereira, C. Vieira dos Santos, Abílio Ribeiro, António José de Almeida, Manuel Joaquim de Sousa, Alfredo Guerra, ...

via Torre do Tombo.

J.M.M.

BANDEIRA VERMELHA


"BANDEIRA VERMELHA", Ano I, nº24, 14 de Março de 1920 [clicar na foto para ler]

[semanário editado pela Federação Maximalista Portuguesa, I série, Ano I, nº1 (5 de Outubro de 1919) ao nº? (19 de Junho de 1921), e seu porta-voz - note-se que o P.C.P. é fundado em Março de 1921 (vidé a ligação entre a então Federação Maximalista Portuguesa e o PCP em "Contribuição para a história do Partido Comunista Português na I República 1921-1926", de José Pacheco Pereira, Análise Social, 67-68, 1981).

Editor: Jaime Neves Guimarães (depois José Rodrigues). Director: Manuel Ribeiro (que era o Secretário Geral da Federação). Redactores e colaboradores: António Lopes Jorge, António Peixe, Caetano de Sousa, Carlos Rates, Dinis Rocha, Ferreira Quartel, Manuel Ribeiro, Marcelino da Silva, Sobral de Campos. Redacção e Administração: Rua Arco Marquês do Alegrete, 30, 2ºDto, Lisboa. Composição e impressão, Tipografia Rua do Século] - ler o que publicámos AQUI.

Foto - via Torre do Tombo.

J.M.M.

PCP - PRIMEIRO MANIFESTO - JULHO DE 1921



"AO PAÍS" - Primeiro Manifesto do Partido Comunista Português, Julho de 1921

"O Partido Comunista Português, ao publicar o seu primeiro manifesto, saúda todos os trabalhadores, intelectuais e manuais, como as únicas forças vivas e produtivas capazes de uma profunda e enérgica reconstrução social da sociedade portuguesa.

O Partido saúda igualmente o Proletariado internacional e bem assim os Partidos Comunistas de todo o mundo - salientando nestas saudações, como preito de homenagem ao seu heróico sacrifício, todos os trabalhadores que hajam sucumbido na luta contra a reacção burguesa-capitalista, ou que jazem nos cárceres lúgubres do capitalismo mundial, mercê da mesam luta ...
" [clicar na foto para ler]

via Torre do Tombo.

A GÉNESE DA DITADURA - por RAMADA CURTO


"A Génese da Ditadura", por Ramada Curto - in Portugal Republicano, 12 de Maio de 1934 [clicar na foto, para ler o artigo]

J.M.M.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ABRIL: II ou III República?



A Associação Alternativa, Associação 25 de Abril / Delegação do Centro e a Comissão Cívica de Coimbra para as Comemorações do Centenário da República, de Coimbra, vai realizar amanhã, 23 de Abril, uma tertúlia/conversa intitulada Conversas em Democracia, que vai debater o tema em epígrafe.

Pode ler-se no texto de divulgação:

Num tempo em que parecem periclitar os valores republicanos do serviço público desinteressado, do culto do Bem Comum e da escrupulosa gestão dos valores patrimoniais, num momento em que muitos inimigos da República, da Liberdade, da Justiça Social e do 25 de Abril se aproveitam das fraquezas dos maus republicanos para as darem como inerentes e contaminadoras do próprio ideal democrático, há que afirmar orgulhosamente os princípios por que se bateram os combatentes da Rotunda, dizendo que o 25 de Abril de 1974 prolongou e aprofundou o 5 de Outubro de 1910, a bem de Portugal e dos portugueses.

Participam na tertúlia:

Amadeu Carvalho Homem
Fernando Fava
Isabel Vargues
Miguel Santos

Uma iniciativa a que nos associamos, que divulgamos a todos os nossos ledores e apelamos à participação cívica.

A.A.B.M.

CONFERÊNCIA SOBRE VEIGA SIMÕES EM ARGANIL


Vai realizar-se amanhã, dia 23 de Abril, em Arganil, na Biblioteca Municipal Miguel Torga, uma conferência sobre Veiga Simões. Este evento, insere-se no âmbito das Comemorações do Centenário da República que vão decorrendo no município.

A conferente será a doutoranda Lina Madeira, que tem dedicado a sua pesquisa a analisar a questão da promoção (ou não) dos diplomatas durante o Estado Novo, em função das suas opiniões e atitudes políticas.

Recorde-se que Lina Maria Gonçalves Alves Madeira publicou Alberto da Veiga Simões. Esboço biográfico, em 2002, resultante da dissertação de Mestrado em História Contemporânea, que recebeu o prémio da Fundação Mário Soares.

Quanto a Alberto da Veiga Simões, nasceu em Arganil a 16 de Dezembro de 1888. Começou a distinguir-se ainda enquanto estudante na Universidade de Coimbra, colaborou em diversas publicações como a A Comarca de Arganil, A Águia, A Capital, No Circo, Correio de Arganil, Diário de Coimbra, Diário do Povo, A Farça, Jornal de Arganil, República, Serões, A Voz da Oficina.

Publicou diversas obras, entre as quais destacamos:
- Plágios, Coimbra, 1904;
- Homenagem ao poeta Vasco Vidal. Do seu maior admirador e amigo, Coimbra, 1904;
- Nitockris, Coimbra, 1908;
- A Nova Geração. Estudo sobre as tendências actuais da literatura portuguesa, Coimbra, 1911;
- Elegia da Lenda. Livro das Saudades, Porto, 1912;
- A Escola de Coimbra. Palavras ditas no festival do Casino Peninsular da Figueira da Foz em benefício do Jardim-Escola Joâo de Deus, Coimbra, 1910.
- Sombras, Porto, 1912;
- Interesses Portugueses na Amazónia, Lisboa, 1917;
- A Crise Europeia e os Problemas Actuais da Política Comercial Portuguesa, Lisboa, 1930;
- Para uma nova política colonial, Lisboa, 1933.

Diplomata de carreira, acabou por adoptar uma atitude crítica face ao regime salazarista. Viveu em diversos países, Brasil, Áustria, em destaque a sua passagem pela Alemanha.Ostracizado pelo governo de António de Oliveira Salazar, acabou por leccionar em França onde passou a parte final da sua vida e onde veio a falecer.

Faleceu em Paris, a 1 de Dezembro de 1954.

Uma actividade que recomendamos vivamente a todos e que permitirá certamente conhecer melhor uma personalidade que merece ser reabilitada.

A.A.B.M.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"O QUE O POVO QUER" - PANFLETO



"O QUE O POVO QUER" (?) - PANFLETO (clicar na foto)

via Torre do Tombo.

J.M.M.

COLÓQUIO REPÚBLICA E ENSINO


Vai realizar-se nos próximos dias 23 e 24 de Abril, em Lisboa, com o apoio da CNCCR, o Colóquio República e Ensino.

Este colóquio vai ter lugar no auditório da Reitoria da Universidade de Lisboa e conta com a colaboração de alguns dos nossos especialistas na questão do Ensino.
Entre os oradores contam-se Sérgio Niza, Fernando Catroga, Maria João Mogarro, Joaquim Pintassilgo, Justino Magalhães, Jorge Ramos do Ó, José Cardim, Luís Reis Torgal, Guilherme d`Oliveira Martins, Amadeu Carvalho Homem, Augusto Mateus, Jaime Reis, Maria José Artiaga, entre outros.

Pode ler-se na nota de abertura do colóquio:

República e Ensino
Com a realização do Colóquio República e Ensino pretende-se analisar a obra educativa da I República, sublinhando a sua importância enquanto projecto coerente e inovador de reforma do ensino. Esta análise que engloba os pressupostos pedagógico-didácticos que informaram a educação republicana e a forma como os mesmos se concretizaram nos diferentes níveis de ensino, é feita com o objectivo de captar os principais vectores da herança educativa republicana, no sentido de reflectir sobre a sua adequação aos nossos dias. A partir da visão das propostas e realizações republicanas, nos seus êxitos e nas suas limitações, proceder-se-á a uma análise prospectiva dos actuais problemas educativos, na busca de proposta que permitam projectar o futuro em ordem a uma educação de qualidade para todos, numa sã vivência democrática de participação cívica consciente.


O programa completo, com os conferencistas e respectivos resumos pode ser consultado AQUI.

Uma iniciativa que conta com o apoio da Comissão Nacional e que merece todo o apoio e divulgação. Esperemos que se aproveite para debater se os modelos de ensino têm sido os mais adequados, principais virtudes e defeitos e, sobretudo, projectar para o futuro os sonhos que se vão renovando a cada geração.

A.A.B.M.

A BATALHA - JORNAL




Jornal "A BATALHA". Porta-Voz da Organização Operária Portuguesa, Ano IV, nº1.139 (Suplemento), de 7 de Agosto de 1922 (clicar na foto)

via Torre do Tombo Digital

J.M.M.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CAPITÃO DE ABRIL, CAPITÃO DE NOVEMBRO



Vai realizar-se na próxima Quinta-feira, 22 de Abril, pelas 18 h, na Bertrand, do Centro Comercial Dolce Vita, Coimbra, a apresentação desta obra.

O autor da obra é o Coronel Rodrigo Sousa e Castro.

No evento serão apresentantes da obra o General Augusto Monteiro Valente e a Dra. Manuela Cruzeiro.

Sobre o livro já existem algumas coniderações que podem ser acompanhadas AQUI ou AQUI ou ainda AQUI.

Sobre o autor, a obra e a época recomendamos uma visita AQUI. Neste espaço é possível encontrar digitalizados alguns documentos que marcaram o complexo, mas riquíssimo período que se segue à revolução de 25 de Abril de 1974.

Uma obra e uma iniciativa que não podíamos deixar de divulgar a todos os interessados, ainda para mais quando se aproxima mais um aniversário da "Revolução dos Cravos".

A.A.B.M.

ANTÓNIO GINESTAL MACHADO



FOTO: Bilhete de Identidade do "sócio nº240" do Centro União Republicana (Lisboa), pertencente a António Ginestal Machado [via BNP]

J.M.M.

ESPÓLIO DE ANTÓNIO GINESTAL MACHADO (1874-1940) NA BNP



Realizou-se hoje, em Lisboa, nas instalações da Biblioteca Nacional, pelas 17.30 h, a apresentação do inventário e exposição sobre a figura, ainda pouco conhecida de António Ginestal Machado.

Com a doação do espólio, pela família, e a publicação do inventário, fica agora acessível aos investigadores um manancial de documentos sobre o período final da República que era fundamental salvaguardar, preservar, tratar, divulgar e tornar acessível à investigação.

Pode ler-se na nota publicada na BNP, que a seguir publicamos com a devida vénia:

No âmbito do seu programa de celebrações do Centenário da República, que conta com o Alto Patrocínio da Assembleia da República, a Biblioteca Nacional de Portugal promove um acto evocativo de António Ginestal Machado, Presidente do Conselho de Ministros da I República (1923).

A sessão, presidida pelo Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, inclui o lançamento, no Auditório da BNP, do Inventário do Espólio de António Ginestal Machado, - obra apresentada por Pedro Tavares de Almeida, da Universidade Nova de Lisboa -, bem como a inauguração de uma mostra alusiva à personalidade em apreço.


Professor, publicista, político e estadista republicano, António Ginestal Machado nasceu na vila de Almeida a 3 de Maio de 1874 e faleceu na cidade de Santarém a 28 de Junho de 1940.

Concluídos os estudos secundários no Liceu da Guarda, rumou a Lisboa, onde se diplomou na Escola Naval (1895) e depois no Curso Superior de Letras (1897). Renunciando a uma carreira na Marinha, dedicou-se à docência, tendo sido professor e também reitor (1911-1923) do Liceu Nacional de Santarém.

Antes da Implantação da República, iniciou uma colaboração regular na imprensa, tanto local como nacional, tendo publicado regularmente no Correio da Estremadura e A Luta (dirigida por Brito Camacho), bem como participado activamente na Liga Nacional de Instrução (criada em 1907 por Trindade Coelho e Borges Grainha) e na Junta Liberal (fundada em 1909 por Miguel Bombarda), tendo presidido às respectivas delegações na cidade de Santarém.

Em 1912 filiou-se na União Republicana e, após a sua dissolução, militou no Partido Republicano Liberal (1919-1923) e depois no seu sucedâneo, o Partido Republicano Nacionalista, a cujo Directório presidiu (1923-1927). Foi deputado eleito por Santarém em três legislaturas consecutivas (1921-1926), ministro da Instrução em dois governos (1921) e presidente do Conselho de Ministros (1923). Foi ainda provedor da Misericórdia de Santarém (1919-1933) e comissário do Governo junto da Companhia dos Caminhos-de-Ferro Portugueses (1911-1940)


Uma iniciativa que o Almanaque Republicano não podia deixar de divulgar junto dos seus ledores.

A.A.B.M.

sábado, 17 de abril de 2010

JOSÉ ANTÓNIO DOS REIS DÂMASO



Nasceu em Lagoa, Algarve, a 11 de Dezembro de 1850 e faleceu em Lisboa a 17 de Abril de 1895.
Aprendeu as primeiras letras com seu pai, que também lhe ensinou o latim. Continuou os seus estudos em Faro e em Lisboa. Seguiu a carreira das armas, assentando praça em artilharia, mas com pouca inclinação para a vida militar, conseguiu licença para frequentar o Curso Superior de Letras, o qual concluiu em 1887.

Colaborou literariamente na Gazeta de Setúbal, Liberdade, Distrito de Faro, Jornal dos Artistas e Correio do Meio Dia (Portimão).

Em 1883 foi nomeado conservador de primeira classe das bibliotecas da câmara municipal de Lisboa, onde alcançou bastantes simpatias.

Tomou parte no Congresso Pedagógico Hispano Português, que se reuniu em Madrid por ocasião das festas columbinas, tendo servido como secretário de uma das sessões. Nessa ocasião apresentou uma memória sobre João de Deus, que mais tarde refundiu e ampliou com a biografia respectiva. Encontrava-se já pronta para impressão com o título de João de Deus e a sua obra, quando faleceu.

Dirigiu os seguintes jornais:
Archivo Literário, Aurora Académica, Encyclopedia Republicana, de Lisboa; a Razão, de Belém.

Colaborou ainda nos seguintes periódicos:
Revolução de Setembro, Vanguarda, Lisboa, 1880; Crença Liberal, Democracia; Era Nova; Commercio de Portugal; Jornal do Commercio; Commercio de Lisboa; Galeria Republicana, Revista de Estudos Livres, Novidades, jornais publicados em Lisboa. Outras publicações: A Vitória da República. Almanaque Republicano (1895).

Colaborou ainda no Pantheon, Cancioneiro Português, Museu Ilustrado, Folha Nova, Discussão, Camões, A Semana, Revista do Norte, do Porto.

Na província colaborou:
Partido do Povo, Penafidelense, Commercio da Figueira; Povo Português, da Guarda; Emancipação, de Tomar; Defesa do Povo, de Silves; Serpense, onde publicou um conjunto de textos importantes sobre os modernos romancistas e o naturalismo, onde analisou os trabalhos de Júlio Diniz, que considerou como o precursor da escola naturalista.

Colaborou ainda com a imprensa estrangeira como:
Fígaro, de Espanha; Las Mujeres Españolas, portuguesas y americanas, de Madrid, Ecos de la Prensa Estranjera, Madrid; A Ilustration Iberica, Barcelona; em jornais italianos como: Revue Internacionale, de Florença; Cronaca Sibarita, Nápoles.

Estreou-se na Revolução de Setembro, publicando folhetins, como o Anjo da Caridade, que foi originalmente publicado em 1875 e mais tarde reunido em volume em 1877. Em 1882, publicou o livro de contos Scenographias (quadros naturalistas), e em 1887, escreveu dois estudos sobre João de Deus e o Dr. Teófilo Braga.
Recolheu as tradições e contos algarvios que forneceu ao Dr. Teófilo Braga, para os inserir na sua obra Contos Tradicionais Portugueses.
Colaborou ainda no Dicionário de Vida Prática, onde escreveu sobre os jogos infantis, acrescentando-lhe elementos sobre a tradição portuguesa.
Publicou textos nas publicações comemorativas dos centenários de Camões, Calderon e Pombal; no Álbum Literário, do Porto; Álbum Calderoniano, de Madrid; Homenagem a Pombal, do Rio de Janeiro, etc. Foi correspondente de alguns jornais estrangeiros como La Justicia e El Liberal e da revista Le Monde Poétique .

Responsável pela Biblioteca da Lapa em Lisboa.

Reis Dâmaso, na Revista de Estudos Livres vai-se insurgir contra a publicação de O Mandarim acusando Eça de ter atraiçoado o movimento. Estas acusações não eram infundadas porque de fato Eça já estava a descolar de um realismo ortodoxo para o seu estilo mais pessoal onde o seu humor e a sua fantasia se aliam num estilo único.

Desde a implantação do Realismo com a adesão de Eça que o movimento logrou um núcleo de apoiantes que se desmultiplicaram em explicar e defender o seu credo estético. Esse núcleo resvalou, regra geral, para uma posição mais extrema do Realismo, o Naturalismo, tornando-se ortodoxos e dogmáticos. Os defensores desta posição foram José António dos Reis Dâmaso (1850-1895) e Júlio Lourenço Pinto (1842-1907) autor da Estética Naturalista que pretendia ser um evangelho do Naturalismo.

Este autor é considerado uma figura secundária do ponto de vista literário e quase totalmente esquecida na actualidade.

Ao seu funeral presidiram Bernardino Machado e Teixeira Bastos, tendo discursado junto à sua sepultura Teixeira Bastos e Guilherme Santa Rita. Assinalam-se também as presenças de Brito Aranha, Cecílio de Sousa, Feio Terenas, Xavier da Silva e Alves Correia, entre muitos outros.

Reis Dâmaso tinha estabelecido ao longo da sua vida literária contactos com várias personalidades da vida cultural do seu tempo, não só em Portugal, mas sobretudo no estrangeiro. Trocou correspondência com personalidades como: Angelo de Gubernatis, Vittorio Pica, D. Rafael Altamira, Conde de Tolstoi (Leão Tolstoi), Carmen Sylvia (rainha da Roménia), entre muitos outros.

NOTAS BIOBIBLIOGRÁFICAS: [Sempre que possível, por ordem cronológica]
- Anjo da Caridade, romance, 1871;
- “A senhora Ratazzi e o sr. Camilo”, Commercio da Figueira, Figueira da Foz, 04-02-1880.
- “Os críticos de Madame Ratazzi”, Commercio da Figueira, Figueira da Foz, 22-02-1880.
- “Os críticos de Madame Ratazzi [???]”, Commercio da Figueira, Figueira da Foz, 27-02-1880.
- “No templo”, Museu Ilustrado, Porto, vol. II, 1880, p. 35-36;
- “No dia do noivado”, Museu Ilustrado, Porto, vol. II, 1880, p. 79-82;
- “Um cão”, Museu Ilustrado, Porto, vol. II, 1880, p. 149;
- “A Viúva”, Museu Ilustrado, Porto, vol. II, 1880, p. 190-193;
- “No camarim da actriz”, Museu Ilustrado, Porto, vol. II, 1880, p. 215-216;
- “No dia do Baptisado”, Museu Ilustrado, Porto, vol. II, 1880, p. 223-228;
- “Tradições poéticas no Algarve”, A Vanguarda, nº 47, 1881;
- “As manifestações democráticas”, Almanach do Século para 1882, Dir. Gomes Leal, Lisboa, Kiosque do Rocio, 1881, p. 68-71;
- Cenografias, contos, 1882;
- “O prato d’El-Rei”, Folha Nova, Porto, 20-02-1882.
- Anuário para o Estudos da Tradições Populares Portuguesas, Dir. Leite de Vasconcelos, Porto, Livraria Portuense de Clavel, 1882.
- “Tradições Populares (Colecção do Algarve): Romances” in Encyclopedia Republicana, Lisboa, Nova Minerva, 1882, pp. 154-156, 171-173, 184, prossegue com o título “Tradições Populares do Algarve: Romances”, ibidem, pp. 201-204, 215-216 e 232-237.
- “La mujer del Algarve”, Las Mujeres Españolas, Portuguesas y Americanas, Madrid, tomo III, p. 233-244.
- “El Nido (cuento de ninos)”[Trad. Blas Quito], Ilustracion Ibérica, Barcelona, 27-09-1884, Ano II, nº 91, p. 622-623.
- “Uma estátua a Saraiva de Carvalho (Estudo crítico)", Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1884, nº 1, p. 28-34.
- “Bibliografia: «O Salústio Nogueira», de Teixeira de Queirós”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1884, p. 229-234.
- “Júlio Dinis e o Naturalismo”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, Dezembro de 1884, Tomo I, p. 511-519.
- “Romancistas Naturalistas: Eça de Queirós”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1884, Tomo II, p. 73-80.
- “Romancistas Naturalistas: Eça de Queirós (conclusão)”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1885, Tomo II, p. 229-234.
- “Bibliografia: Rachilde –Francis Talman «Monsieur Vénus», Bruxelas, 1885 e Albert Savine, «Le Commandadeur Mendoza (costumes andaluces), Paris, 1885”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1887, p. 45-47.
- “Últimos Românticos: Camilo Castelo Branco”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1885, p. 553-558.
- “Romancistas Naturalistas: Júlio Lourenço Pinto”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1885, p. 598-606.
- “Revista das Revistas”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1887, p.49-52.
- “Revista das Revistas - Froebel”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1887, p. 103.
- “Romancistas Naturalistas: José Augusto Vieira”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1887, 278-288.
- “Romancistas Naturalistas: Fialho de Almeida, C. Castelo Branco, Gervásio Lobato, Alberto Braga, Lino de Macedo, Artur Lobo d’Ávila”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1887, p. 457-461.
- “Bibliografia: L. Tikomirev, «La Russie, Politique et social», Paris, 1886”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1887, p. 524.
- “Bibliografia: Edouard Dujardin, «Les Hantises», Paris, 1886”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1887, p. 524-524.
- “Bibliografia: Amédée Pigeon, «La Confission de Madame de Weyre”, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1887, p. 525-526.
- “Bibliografia: Guilherme Gama, «Prosas Simples: Impressões e Paisagens», Lisboa, 1887, Revista de Estudos Livres, Lisboa, 1887, p. 526-527.
- “La Vida Estranjera. Lisboa”, El Liberal, Madrid, 13-01-1890, Ano XII, nº 3884, p. 1, col. 4 e 5.
- “La Vida Estranjera. En Lisboa”, El Liberal, Madrid, 01-03-1890, Ano XII, nº 3911, p. 2, col. 2 e 3.
- “La Prensa Portuguesa”, El Liberal, Madrid, 26-02-1892, Ano XIV, nº 4633, p. 1, col. 3 a 5.
- “Lisboa”, El Liberal, Madrid, 06-09-1892, Ano XIV, nº 4825, p. 1, col. 5-6.
- “La miséria en Lisboa”, El Liberal, Madrid, 30-12-1892, Ano XIV, nº 4939, p. 1, col. 2.
- “Prison del Sr. Salmeron. En Lisboa”, El Liberal, Madrid, 08-10-1894, Ano XVI, nº 5464, p. 1, col. 2.
- “Republicanos Portugueses: Magalhães Lima (perfil)”, Las Dominicales del Libre Pensamiento, 16-06-1893, Ano XI, nº 562, p. 2, col. 3.
- Nova Alvorada, Vila Nova de Famalicão, 01-03-1894, nº 12, [número especial dedicado ao 5º Centenário do Nascimento do Infante D. Henrique].


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

- “Dâmaso, José António dos Reis”, Portugal. Dicionário Histórico, Corográfico, Biográfico, Bibliográfico, Heráldico, Numismático e Artístico, Dir. Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, vol. III (D-K), Lisboa, João Romano Torres Editores, 1907, p. 11-12
- VIEIRA, Célia Sousa , A superação do modelo narrativo zoliano: lugares de intersecção e estratégias paródicas
- “José António dos Reis Dâmaso”,Vanguarda, Lisboa, 19-04-1895, Ano 5, nº 1377, p. 1, col. 5;
- “José António dos Reis Dâmaso”,Vanguarda, Lisboa, 20-04-1895, Ano 5, nº 1378, p. 2, col. 3.
- "José António Reis Damaso", O Ocidente, Lisboa, 05-05-1895, Ano XVIII, nº 589, p. 104.

A.A.B.M.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PORTUGAL REPUBLICANO


PORTUGAL REPUBLICANO (Orgão do Centro Republicano Português Dr. Afonso Costa), Rio de Janeiro (Ano II, nº17, 12 de Maio de 1934)

Notas: Entrevista de Afonso Costa ao jornalista brasileiro José Jobim (em Paris); entrevista a José Domingues dos Santos; diversas fotos dos membros do Centro Republicano Português Dr. Afonso Costa.

in Documentos Afonso Costa (Fundação Mário Soares).

J.M.M.

BOLETIM DO CENTRO REPUBLICANO PORTUGUÊS AFONSO COSTA


Boletim do Centro Republicano Português Dr. Afonso Costa, Rio de Janeiro (Praça Tiradentes, 1933, 32 p.

Direcção: Alberto Bebiano Cepas (Pres.); António Leite da Costa (Vice-Pres.); W. Sousa Fernandes (Secretário); Joaquim Pinto Ribeiro (Tesoureiro); Joaquim Monteiro (procurador); José da Costa Queiroz (Bibliotecário).

Sumário: Afonso Costa, Entrevista publicada na A Pátria; Palavras do Eminente Republicano Bernardino Machado (Carta); Ditadura Arruinadora (publicada n'A Pátria), por Sarmento Pimentel; Doutor Bernardino Machado, por Eugenio Martins; José Domingues dos Santos. O Homem Publico Que Primeiro Teve a Visão, em Portugal, dos Novos Rumos da Politica Democratica, por Joaquim Monteiro; Memorias da Minha Vida Colonial, por Norton de Matos; Aspectos Economicos e Financeiros Portugueses, por H. Torres; Impossivel? Não!, por Antonio Amorim; De Longe, por Hermenegildo Antonio; A Idolatria nas Ditaduras.

in Documentos Afonso Costa (Fundação Mário Soares)

J.M.M.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

COLÓQUIO REPÚBLICA E REPUBLICANISMO(S)



Realiza-se amanhã, entre as 9.30 h e as 17.30h um colóquio sobre a República e Republicanismo(s), na Universidade do Minho. Este colóquio resulta do esforço e empenho dos Departamentos de Filosofia e História e conta com alguns especialistas no período em questão, onde vão apresentar alguns dos resultados das respectivas investigações.

Pode ler-se na apresentação do colóquio:

É sob o signo do tempo – passado e futuro – que se desenha o Colóquio República e Republicanismo(s), iniciativa conjunta dos Departamentos de Filosofia e de História, da Universidade do Minho. É seu fim, através do cruzamento disciplinar, proporcionar um espaço de reflexão crítica e analítica à comunidade académica, sobre a república, segundo um duplo olhar: o das ideias e ideações acerca da nova sociedade a criar e o mundo dos homens e das práticas políticas que corporizam, no seu todo, a experiência republicana portuguesa.

Programa
9h30 | Sessão de Abertura
Vice-reitor da Universidade do Minho | Doutor Vieira de Castro
Presidente do ICS/UM | Doutor Miguel Bandeira
Presidente do ILCH/UM | Doutora Maria Eduarda Keating
Director do Departamento de Filosofia/UM |Doutor Vítor Moura
Director do Departamento de História/UM | Doutor Arnaldo Melo
Directora do CEHUM | Doutora Ana Gabriela Macedo
Directora do PFP/CITCEM | Doutora Maria Augusta L. Cruz

Moderação: Fernando Machado (CEHUM-UM)
10h00 | Viagem ao reino da ideia republicana
Fernando Catroga (CHSC- UC)

10h45 – 11h00 | Intervalo

Moderação: Manuel Gama (CEHUM-UM)
11h00 | A teoria republicana hoje: comunitária, liberal ou crítica?
Roberto Merrill (CEHUM-UM)

11h25 | As grandes correntes ideológicas do republicanismo português (1870-1910)
Pedro Martins (CEHUM-UM)

12h30 | Almoço

Moderação: Arnaldo Melo (PFP/CITCEM-UM)
14h30 | O combate pelo domínio das almas
Lúcia Moura (CEHR- Universidade Católica)

15h15-15h30 | Intervalo

Moderação: Francisco Mendes PFP/CITCEM-UM)
15h30 | Revolução ou Traição? O 5 de Outubro no diário da rainha D. Amélia.
Margarida Durães (PFP/CITCEM-UM)

16h00 | A magistratura judicial sob o signo da República (1910-1926)
Fátima Moura Ferreira (PFP/CITCEM-UM)

17.00 | Sessão de Encerramento

Uma iniciativa que se saúda e que divulgamos junto dos nossos ledores, desejando os maiores sucessos à organização.

A.A.B.M.

OLIVEIRA DO HOSPITAL - ALBERTO MOURA PINTO: REPUBLICANO E OPOSITOR (PALESTRA)


Hoje (dia 15), pelas 14,45 horas, decorre em Oliveira do Hospital uma Palestra, (Auditório do Crédito Agrícola) integrada no Programa das Comemorações do Centenário da República, com o tema "Alberto Moura Pinto: Republicano e Opositor", por Heloísa Paulo (CEIS20).

Nos Paços do Concelho (de 15 de Abril a 1 de Maio): Exposição de FotografiaAlberto Moura Pinto.

Alberto Moura Pinto (1883-1960) nasceu em Arganil [ou Coimbra?], foi bacharel em Direito [entrou no ano de 1899] pela Univ. de Coimbra (1904), advogado, político [admin. Concelho de Arganil, Março 1908 – cf. As Constituintes e 1911 e os seus Deputados, 1911, p. 79], tendo desempenhado vários cargos [foi delegado do Procurador Régio em Miranda do Douro e S. João da Pesqueira – ibidem].

Foi um conhecido republicano, com "papel importante na propaganda dos seus ideais na região de Coimbra" [cf. Dicionário de Maçonaria Portuguesa, de A. H. de Oliveira Marques, 1986, vol II], com a participação em vários "núcleos revolucionários" [integrou a Junta Central Revolucionária de Coimbra – juntamente com os carbonários Dr. Manuel Alegre e Malva do Vale – e fundou outros núcleos, como em Águeda, Oliveira do Hospital e Arganil]. Foi nomeado (8 de Outubro de 1910), de novo, administrador do Concelho de Arganil e esteve como Delegado da Procuradoria da República em Mangualde e Leiria. Pertenceu ao Partido Unionista e ao Liberal [abandonou este partido a "uma ano de distância" do 28 de Maio – cf. Luis Bigotte Chorão, "A Crise da República e a Ditadura Militar", 2009], foi deputado constituinte [pelo círculo nº26, Arganil] e de novo entre 1919-25. Foi Ministro da Justiça no governo de Sidónio Pais, por escassos dois meses, tendo saído em completa ruptura [crise de 7 de Março de 1918, onde além de Moura Pinto outros ministros Unionistas saíram do governo sidonista, como Aresta Branco e Santos Viegas – sobre a acção parlamentar e legislativa de Moura Pinto, consultar Luís Biogotte Chorão, Op. cit, pag. 719-721]. Após o 28 de Maio de 1926, Moura Pinto combate a Ditadura e o Estado Novo, pelo que foi deportado (Açores, 20 de Julho de 1930), fugindo para Espanha (onde se integra no conhecido grupo dos "Budas"), passando depois a residir no Brasil, de onde regressou muito depois (1957).

Alberto Moura Pinto foi maçon, iniciado na Loja Tenacidade [loja nº 250 do RF, de Águeda, resultante do triângulo nº34, antes instalada em Sangalhos, que esteva activa entre 1905 e 1913], com o n.s. de "Passos Manuel".

FOTO: Sidónio Pais conversando com Moura Pinto, in Ilustração, 17 de Dezembro de 1917.

J.M.M.

FERNANDO AUGUSTO FREIRIA (Parte II)


Continuando com algumas notas biobibliográficas sobre o coronel Fernando Augusto Freiria, descobrimos que foi uma personalidade fundamental no período da Monarquia do Norte. Destacou-se no combate às tropas revoltosas, já que era chefe do Estado Maior da 2ª Divisão, com sede em Viseu.

No decorrer dos acontecimentos, começou por ser preso, mas acabou por conseguir escapar e comandar as tropas que derrotaram os revoltosos em Lisboa.

Na sequência dos acontecimentos de Fevereiro de 1927, Fernando Freiria, vai escolher para seu advogado de defesa o jovem licenciado em Direito e futuro Primeiro-Ministro, Adelino da Palma Carlos.

Como salientou o próprio Freiria em nota para Adelino da Palma Carlos:

como hoje e sempre considerei e considerarei repelentes os delatores, recusei-me altivamente e dentro das normas de disciplina a aceder aos desejos da Comissão [encarregue de elaborar uma lista dos funcionários militares que não dessem uma completa garantia da sua adesão à República e à Constituição], e nada informei sobre os oficiais que constam da lista que me foi enviada, e entre os quais, como pode verificar, constam os nomes dos meus camaradas e então meus colegas Artur Ivens Ferraz e capitão Júlio Ernesto de Morais Sarmento

[Luís Bigotte Chorão, A Crise da República e a Ditadura Militar, Sextante Editora, Lisboa, 2009, p. 205-206, nota 595].

A.A.B.M.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

GOVERNO CUNHA LEAL


O Governo presidido por Cunha Leal (Dezembro de 1921):

Presidente do Conselho de Ministros, Francisco Pinto da Cunha Leal / Ministro da Justiça, António Abranches Ferrão / Ministro da Marinha, João Manuel de Carvalho / Ministro dos Negócios Estrangeiros, Júlio Dantas / Ministro das Colónias, Francisco da Cunha Rego Chaves / Ministro da Instrução Pública, Alberto da Cunha Rocha Saraiva / Ministro da Agricultura, Mariano Martins / Ministro da Guerra, Fernando Augusto Freiria / Ministro das Finanças, Vitorino Guimarães / Ministro do Trabalho, Augusto Joaquim Alves dos Santos.

via Arquivo Municipal de Lisboa.

J.M.M.

terça-feira, 13 de abril de 2010

FERNANDO AUGUSTO FREIRIA


Nasceu em 12 de Janeiro de 1877, em Lisboa. Seguiu a carreira das armas, ingressando no Exército, na arma de Artilharia.
O seu percurso na hierarquia militar foi o seguinte: 1893, assenta praça no regimento de Lanceiros de El-Rei; alferes em 1897; tenente em 1897; capitão em 1911; major em 1917; tenente-coronel em 1917; coronel em 1919.

Foi professor na Escola de Guerra entre 1912 e 1919. A partir de 1914, passou a integrar o Corpo Expedicionário Português, chefiado por Gomes da Costa. Integra, em Outubro de 1914, a missão militar enviada para conferenciar com o Estado Maior britânico, composta ainda por Ivens Ferraz e Azambuja Martins. Fez parte da Comissão encarregue de receber em França as tropas expedicionárias portuguesas. Foi combatente na Flandres.
Em 1919, no regresso a Portugal, foi nomeado Chefe de Estado-Maior da Divisão encarregada de dominar os revoltosos da Monarquia do Norte.

Dirigiu o Instituto Central de Oficiais em 1920 e no ano seguinte o Instituto dos Pupilos do Exército. Foi professor no Instituto de Odivelas.

A partir de 1922 passou a integrar o Governo de Cunha Leal. Ocupou a pasta da Guerra, cargo que desempenhou entre 16 de Dezembro de 1921 e 6 de Fevereiro de 1922 e, mais tarde, entre 7 de Dezembro de 1922 a 21 de Julho de 1923.
Foi eleito deputado por Viana do Castelo entre 1922 e 1925 e director geral dos transportes. Durante um episódio grevista dos transportes tomou a decisão de chamar os soldados para conduzir os carros eléctricos e os comboios sendo ele próprio o primeiro a sair numa coluna que estava sob ameaça de bomba.
Durante o período em que ocupou a pasta de guerra pela segunda vez teve uma pendência de honra com o então deputado e depois brigadeiro António Maia.

Em 1926 era comandante do Regimento de Infantaria nº 16, de Santarém. Dizia Fernando Freiria em nota para Adelino da Palma Carlos: “Santarém, pela minha acção e dos oficiais de Infantaria 16 e da Guarda Nacional Republicana que sempre lealmente me acompanharam e esforçadamente actuaram, foi o último reduto armado da Constituição, como foi o único que, com êxito, e de armas na mão, se opôs à marcha triunfante dos de 28 de Maio” [Chorão, Luís Bigotte, A Crise da República e a Ditadura Militar, Sextante Editora, Lisboa, 2009, p. 202]

Assumiu a oposição à ditadura militar imposta pelo golpe de 28 de Maio de 1926 e participa activamente na revolta de 7 de Fevereiro de 1927. Foi deportado para S. Tomé e Príncipe entre 1927 e 1928, passando depois a viver na Madeira, entre 1928 e 1929. Neste último ano passou ainda pelo presídio militar de Elvas, sendo novamente encaminhado para o Funchal, onde lhe foi imposta residência. Na Madeira, foi um dos organizadores da revolta militar de 1931. Enquanto residiu na Madeira dedicou-se ao professorado criando e dirigindo o Instituto de Instrução Secundária. Em 1931 foi, de novo, chefe de Estado-Maior das Forças sublevadas. Foi novamente preso e passando a residir em Cabo Verde como deportado. Em Maio de 1931 foi um dos subscritores do manifesto intitulado “Ao Povo Liberal e ao Exército Republicano”.

Em 1935, após a morte do General Sousa Dias, o governador português da colónia de Cabo Verde enviou um telegrama ao Ministério do Interior propondo o seu repatriamento, juntamente com João Manuel Carvalho, Lobo Pimentel, Mendes Reis, Filipe Sousa, Inácio Severino, António Varão e Tavares de Carvalho.

Foi casado com Germana de Alcântara de Albuquerque e Castro Freiria, era pai de Rui Freiria, engenheiro; Renato Freiria, comandante da Marinha Mercante; e Mário Freiria, funcionário em Moçambique.
Regressou ao continente em 1936, já doente. Foi reformado, abandonando a actividade política.

Faleceu a 13 de Abril de 1955. O seu funeral realizou-se para o cemitério do Alto de S. João, no talhão dos Combatentes da Grande Guerra.

NOTAS BIOBIBLIOGRÁFICAS:

Publicou:
- Os Portugueses na Flandres (1918).

Colaborou:
-“Surge et ambula”, O Eco de Cabo Verde. - Nº 1 (1933), p. 2;
- “A massa de artilharia e o seu emprego em presença do material de tiro rápido”, Revista Militar, Lisboa, nº 1, 1905, Ano LVII;
- “A artilharia no combate”, Revista Militar, Lisboa, nº 9, 1905, Ano LVII;

Bibliografia Consultada:
Diário de Lisboa, 13-04-1955, p. 8 e 11.
CHORÃO, Luís Bigotte, Um processo judicial contra a Ditadura: a defesa de Sousa Dias e Fernando Freiria, in: "Colóquio: A Revolução de Fevereiro de 1927 contra a Ditadura: Oitenta anos depois" no Arquivo da Universidade de Coimbra, 2007
CHORÃO, Luís Bigotte, A Crise da República e a Ditadura Militar, Sextante Editora, Lisboa, 2009.
FARINHA, Luís, O Reviralho. Revoltas republicanas contra a Ditadura e o Estado Novo.1926-1940, Editorial Estampa, Lisboa, 1998.
MARQUES, A. H. de Oliveira, Parlamentares e Ministros da 1ª República, col. Parlamento, Edições Afrontamento, Porto, 2000, p. 222.

A.A.B.M.

"A DITADURA CLERICAL MILITARISTA EM PORTUGAL" - MANIFESTO POR BERNARDINO MACHADO




Bernardino Machado - "Manifestos Políticos (1927-1940)", comp., pref. e notas de A. H. de Oliveira Marques, Lisboa, Palas Editores, 1978.

- ler "A Ditadura Clerical Militarista em Portugal", "II - Liberalismo Ditatorial", de Bernardino Machado (Manifesto redigido e publicado em Paris, em 1929) - AQUI.

J.M.M.

CARTA PATENTE DE JOSÉ JOAQUIM RAMOS



Carta Patente de José Joaquim Ramos, assinada por António José de Almeida e Fernando Augusto Freiria [(1877-1955) Ministro da Guerra do Governo de Cunha Leal, opositor ao golpe de 28 de Maio e participante na revolta de Fevereiro de 1927 e na de 1931. Foi preso e deportado], em 22 de Junho de 1922 - via República 100 Anos

J.M.M.

sábado, 10 de abril de 2010

AS SOCIEDADES SECRETAS - POR ANTÓNIO LOPES


«No âmbito de um ciclo de conferências sobre o centenário da implantação da República que a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação Mário Soares têm vindo a realizar, António Lopes, director da revista Grémio Lusitano, proferiu recentemente uma palestra intitulada "As Sociedades Secretas".

Como o autor explicou logo no início da sua intervenção, foi convidado 'a falar das Sociedades Secretas ... ' e aceitou o desafio 'porque inerente ao convite estava a ideia, muito comum ainda, do facto de a Maçonaria ser uma sociedade secreta'.

Ora, a Maçonaria, 'de facto não o é, quando muito será discreta'. Por isso, António Lopes falou de uma sociedade secreta – a Carbonária – e de uma sociedade não secreta – a Maçonaria» [AQUI]

O texto da Conferência de António Lopes (acima transcrito) é importante pelos dados reunidos, contribui para aclarar alguns aspectos sobre a questão das "Sociedades Secretas" e, portanto, é muito oportuno. Como tal tomámos a liberdade de o publicar, com a devida vénia ao GOL e ao Dr. António Lopes.

Informamos, ainda, que temos à V. disposição - AQUI - outros textos que podem ser, de algum modo, úteis. E iremos continuar a arquivar mais documentos de interesse para a história republicana.

J.M.M.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA NA LOUSÃ



Vai ser apresentado hoje, pela Câmara Municipal da Lousã, o programa das Comemorações do Centenário da República e a respectiva comissão responsável.

O evento conta com a colaboração do Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem, que realizará uma conferência sobre o assunto.

O programa das actividades é o seguinte:

18h - Apresentação da Comissão de Honra e do Programa das Comemorações do Centenário da República, na Lousã

18h30m – Conferência pelo Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem acerca da República e de Beethoven

Local Meliá Hotel Palácio da Lousã

21h30m - Concerto pela Orquestra Sinfónica de Leiria - interpretando obras de Beethoven (entrada livre)
Local Igreja Matriz da Lousã
Organização Câmara Municipal da Lousã

A.A.B.M.

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA NA UNIVERSIDADE DO PORTO


A Faculdade de Letras da Universidade do Porto está a levar a efeito um ciclo de conferências que vão decorrer até Maio de 2010, com a participação de vários especialistas convidados.

Pode ler-se na apresentação das conferências:

Com consciência aguda da sua própria ligação histórica e matricial ao novo regímen e da enorme importância da dinamização, sob sua égide, de uma investigação, reflexão e debate alargados sobre as experiências colectivas e percursos a que a República foi dando lugar, a Universidade do Porto, no quadro das iniciativas e realizações comemorativas em curso, entendeu facultar à comunidade o Ciclo de Conferências cujo Programa aqui se apresenta.

Numa lógica interdisciplinar, na cidade do Porto, de 18 de Março a finais de Maio, em um serão inicial e nove sucessivos fins de tarde de Quinta-Feira, professores universitários especialistas em diferentes áreas da História (cultural e mentalidades, literária, política, social e económica), procurarão contribuir, sectorialmente, com cada conferência proferida, para um mais fundamentado, aprofundado e global conhecimento das ideias e representações, aspirações, realizações e legados caracterizadores dos complexos tempos da Primeira República.


O programa das conferências que restam é o que se apresenta a seguir:

15 de Abril - 18h00
Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto
José Carlos Seabra Pereira (FLUC)
O lema nacionalista do "Portugal maior" e a utopia neo-romântica das «novas Índias» (variações e contraponto nas tendências literárias da I República)

22 de Abril - 18h00
Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Ernesto Castro Leal (FLUL)
A construção do campo partidário republicano português (1910-1926)

29 de Abril - 18h00
Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto
António Costa Pinto (ISCTE)
A Primeira República e os dilemas da democratização

6 de Maio - 18h00
Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis
Maria João Reynaud (FLUP)
Raul Brandão entre dois fins de século

13 de Maio - 18h00
Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis
Agostinho Araújo (FLUP)
A criação do Museu Nacional de Arte Contemporânea e Columbano, seu segundo Director

20 de Maio - 18h00
Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis
Armando Malheiro da Silva (FLUP)
O republicanismo autoritário e a posição dos católicos: uma leitura do caso singular de Sidónio Pais e do sidonismo (1917-1918)

27 de Maio - 18h00
SESSÃO DE ENCERRAMENTO
Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis
Pedro Vilas Boas Tavares (FLUP)
Projectando e justificando a «refundação republicana»: polémicas e tensões no "tribunal" da História

O cartaz com a divulgação desta iniciativa pode ser consultada AQUI.

A.A.B.M.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

DOCUMENTO HISTÓRICO - COMISSÃO DE RESISTÊNCIA DA MAÇONARIA



O Almanaque Republicano apresenta mais um documento histórico que permite compreender o papel das sociedades secretas na preparação do movimento revolucionário que acabou por eclodir em 4 e 5 de Outubro de 1910.

Esta carta, como se pode ver, apresenta-se com o carimbo do Grande Oriente Lusitano Unido e foi dirigida por José de Castro, grão-mestre adjunto da Maçonaria Portuguesa, para Francisco Grandela, comerciante, republicano e maçon.

Outro detalhe curioso que se pode observar na carta é a data, 11 de Agosto de 1910, quando as reuniões preparatórias decorriam já de forma regular. Avizinhavam-se as últimas eleições da Monarquia Constitucional e Francisco Grandela anotou no verso da missiva quem eram os restantes elementos da Comissão de Resistência da Maçonaria, que são do domínio público:
- José de Castro;
- Simões Raposo;
- Machado Santos;
- Miguel Bombarda;
- José Cordeiro Júnior;
- Francisco Grandela;

A carta que reproduzimos, com a devida vénia, pode ser encontrada AQUI.

A.A.B.M.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

CONFERÊNCIA DE JOSÉ ADELINO MALTEZ EM CONDEIXA-A-NOVA



Hoje, pelas 18 horas, realizou-se no Salão Nobre do Paços do Concelho, em Condeixa-a-Nova, a conferência do Prof. Doutor José Adelino Maltez, que ontem anunciámos.

A apresentação e organização deste evento contou com a colaboração do músico e escritor José Fanha, também presente na ocasião. Numa sala bastante bem composta de assistentes, onde não podemos deixar de assinalar a presença do Dr. António Arnaud e muita população anónima, curiosa para ouvir expor as principais ideias do ilustre professor.

O conferente, natural de Cernache, freguesia do concelho de Coimbra, limítrofe com Condeixa-a-Nova, esclareceu desde logo que politicamente se definia como monárquico, mas que convivia bem com a República actual.

Entrando propriamente no tema, o Professor Adelino Maltez começou por esclarecer o que entende por Maçonaria e por definir a Carbonária. Relembra a Carbonária surgiu em Nápoles, como forma de resistir e combater a invasão napoleónica. Na mesma época, em Portugal, surgem os alicerces da resistência à invasão francesa com José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), que mais tarde vai estar ligado à independência e fundação do Brasil. Anos mais tarde (1833), surge nova choça da Carbonária em Angra do Heroísmo; no ano seguinte instala-se outra em Lisboa; depois de um período de interregno, ressurge em 1848, ligada a figuras como José Estêvão, António de Oliveira Marreca, entre outros; mais tarde, em 1862, ligado ao Partido Regenerador surge uma nova Carbonária, liderada pelo padre António de Jesus Maria da Costa (BP Ganganelli); finalmente, aquela que mais directamente interveio nos acontecimentos de 5 de Outubro de 1910, surge em 1897, criada por Luz de Almeida e António Maria da Silva.

A publicação de O Meu Depoimento, de António Maria da Silva revela-se de fulcral importância para se compreender o carácter místico desta sociedade. Na opinião do ilustre professor, “os portugueses são dotados de um grande misticismo”, esta característica advém da base popular, do apoio do povo. Aproveita para homenagear um homem da terra, que conheceu pessoalmente e que considera bastante esquecido: o Dr. João Simões Pereira Ribeiro (1926-1981), médico, com grande actividade como opositor ao Estado Novo, conspirador que acabou por ser julgado em Coimbra já depois de 25 de Abril de 1974. Este médico foi homenageado pela Câmara Municipal de Condeixa em Julho de 2007, por iniciativa da URAP.

Recorda também, e homenageia, a memória da sua esposa, recentemente falecida, também ela com ligações a Condeixa-a-Nova, por ser trineta de Francisco de Lemos Ramalho, personalidade ligada ao miguelismo e à Patuleia. A quem os franceses pouparam o edifício, devido à filiação maçónica do proprietário e do general francês que mandou incendiar Condeixa.

Muitas personalidades acabam por estar ligadas, de uma forma ou outra à Maçonaria, foram referidas na reflexão como Mouzinho da Silveira, na sua opinião, o criador do Estado Moderno em Portugal; Rodrigo da Fonseca Magalhães, principal responsável pela fundação do concelho, que não esconde a influência maçónica, presente na simbologia heráldica do brasão (por ex.: acácia e romã). Alexandre Herculano, que se assinala o bicentenário do nascimento ou Vicente Ferrer de Neto Paiva, importante professor e jurisconsulto português do século XIX .

Lembra ainda o problema destas sociedades, porque secretas ou discretas, levantam muitas suspeitas. Facilmente se criam teorias da conspiração, porque o segredo é um aspecto fundamental destas sociedades. Relembra a publicação da lei de proibição das sociedades secretas, da autoria de José Cabral, em 1935, quando o Estado Novo começou a obrigar, sob juramento, que todos os funcionários públicos jurassem que não pertenciam ou viriam a pertencer às ditas sociedades. Porém, estas sociedades, e, em particular, a Maçonaria, manifestam espiritualidade, filosofia e demonstram o pensamento humanista que as transcorre. A religiosidade popular enforma-se muitas vezes de heresias que se vão conciliando com elementos de diferentes.

O Professor José Adelino Maltez, chamou a atenção para uma das características basilares do povo português e razão de fundo para se compreender alguns dos fracassos da República: a ruralidade. A sociedade rural portuguesa tão bem retratada por Júlio Dinis nos seus romances A Morgadinha dos Canaviais ou As Pupilas do Sr. Reitor, prezava muito o conceito liberdadeiro. Os republicanos nunca conseguiram compreender essa sociedade ruralizada, mais receavam-na e tentaram manietá-la, impedindo-a de se expressar em eleições. Foi esta ausência de noção de liberdade, associada a problemas como o conceito de “Segredo de Estado” que permitiram manter algumas situações de penumbra, que vão afectando cada vez mais a nossa democracia e resultam numa crescente tensão na sociedade portuguesa.

Na opinião deste ilustre politólogo, todas as organizações possuem uma certa organização ritual que envolve algum segredo. Torna-se portanto necessário realizar uma etapa de iniciação para ultrapassar o vazio espiritual. Por fim, a espiritualidade de algumas organizações manifesta-se através do aspecto funcional, os gestos; pela vivência; e, pela linguagem utilizada. A Maçonaria, como organização, é como uma floresta, mas por vezes tendemos a confundir algumas árvores com o todo, facto que não corresponde à verdade. Refere-se ainda à análise de Edmund Burke, influente maçon inglês.

O conferencista termina tal como iniciou relembrando a ligação à terra dos portugueses. Na sua opinião um povo individualista, místico, muito apegado à terra. Recorda a este propósito o envolvimento dos seus antepassados nas lutas pela terra, na consolidação da noção de propriedade. Este facto originou, em 1936, uma revolta em Cernache, entre agricultores e moleiros, devido à utilização da água, facto que conduziu à prisão o seu avoengo. Em seu entender, “Portugal é um País livre, porque é minifundiário”, constituído por donos de pequenas parcelas, que garantem a sua liberdade porque asseguram a subsistência através das terras e das águas.

Na parte final, a assistência presente colocou diversas questões que gostariam de ver clarificadas por parte do conferente, tendo os trabalhos terminado cerca das 20.30h.

A.A.B.M.

PELA REPÚBLICA E PELA REGIÃO


[CARTAZ] Pela República e pela região - Comissão Municipal do Partido Republicano Português em Aveiro, composto e impresso na Tip. "Lusitania", Rua Direita (Aveiro)

"... O regionalismo será uma formosissima ideia se consegue reunir a roda do seu pendão a maior soma de vontades e a simpatia dedicada dos governos da República ..."

via Biblioteca Nacional Digital.

J.M.M.

domingo, 4 de abril de 2010

ADELINO MALTEZ NAS COMEMORAÇÕES DA REPÚBLICA EM CONDEIXA


Amanhã, 5 de Abril de 2010, pelas 18 horas, vai realizar-se mais uma iniciativa das Comemorações do Centenário da República promovidas pelo município de Condeixa-a-Nova.

Desta vez o conferente será o Professor José Adelino Maltez, politólogo e conhecido comentador político analizará a Carbonária e a Maçonaria na implantação da República.

Uma actividade que o Almanaque Republicano recomenda a todos os seus ledores.

A.A.B.M.

sábado, 3 de abril de 2010

CARBONÁRIA PORTUGÁLIA - COIMBRA 1910


A "Carbonária Portugália" seria uma organização carbonária autónoma, formada no princípio de Janeiro 1910, sob iniciativa de Ramada Curto e credenciais da A.V. da C.I.P..

Era composta por diversos grupos de civis e militares e esteve activa até depois do 5 de Outubro de 1910. Do grupo de civis, "todos" fazendo parte do Grémio Revolta (ligação à Loja Revolta de Coimbra, RF, fundada em 1909 e, posteriormente integrada – 1911 – no G.O.L.U., com o nº 336), estão vários estudantes, como Emílio Martins, Bissaya Barreto, Francisco Lino Gameiro, João Garraio da Silva, Manuel Pestana Júnior. Outro grupo civil, fora da Universidade, era formado por António Henriques, Floro Henriques, Francisco Costa Ramos (todos professores), Dr. Júlio da Fonseca (med.) e João Simões Fava (comerciante). O grupo "militar" estava sob a direcção de Ramada Curto e Floro Henriques, e faziam parte, por expl., os militares Belisário Pimenta, Correia de Almeida, Fernandes Duarte, Oliveira Franco, 1º sargento Conceição, e Flabiano Henriques Miranda (irmão de Floro Henriques) – ref. Almanach da Republica. Districto de Coimbra, 1913, pp 177-185]

FOTO: credencial da Carbonária Portugália, in obra cit.

J.M.M.

FLORO HENRIQUES - NOTA BREVE


Nasceu em 1880 [cf. Rita Correia, Folhas NovasFicha Histórica], foi um importante republicano conimbricense, tendo pertencido ao comité militar, da denominada, "Carbonária Portugália" de Coimbra [cf. Almanach da Republica. Districto de Coimbra, 1913, pp 177-185].

Fez parte da Loja Portugal [Loja do R.F., nº 215, fundada em Coimbra em 1901, passando a Capitular em 1903. Separou-se do GOLU em finais de 1908 – ao mesmo tempo que a Loja Perseverança, nº 198, e Pro Veritate, nº 240, ambas de Coimbra -, tendo regressado ao GOLU em 1911 – cf. Dicionário de Maç. Porrtuguesa, de Oliveira Marques, 1986, vol. II] , tendo atingido o grau de Cavaleiro Rosa Cruz (1914). Esteve presente no Congresso Maçónico Nacional de 1913 [realizado em Lisboa entre os dias 2-6 de Abril] e, embora estando de início nos trabalhos da Comissão Executiva do Congresso Maçónico Nacional do Porto [19-23 de Junho] não participou totalmente, ao que se supõe, por motivos familiares e profissionais.

Floro Henriques foi vereador da Câmara de Coimbra em 1910 [curiosamente o presidente era Sidónio Pais], após a proclamação da República, e entre 1911-1913 [vereação de António Augusto Gonçalves]. Foi, ainda em 1913, comissário das forças policiais de Coimbra, tendo sido protagonista no célebre conflito (distúrbios), que opôs estudantes da Universidade, "futricas" e o corpo policial, que passou à história como o “Roubo do boné!" ou "Olha o boné" [ver Alberto Sousa Lamy, "A Academia de Coimbra 1537-1990", pp 196-201]. Foi professor, tendo sido um dos fundadores da "Universidade Livre de Coimbra" [existiu entre 1925-1933] e colaborou em diversos periódicos [como Folhas Novas ou a revista "Educação Social"].

[em actualização]

J.M.M.

FOLHAS NOVAS


FOLHAS NOVAS. Factos e Razões: Coimbra, Ano I, nº1 (Novembro de 1909) ao nº 5 (Abril 1910). Editor e Director: Floro Henriques. Redacção & Administração: Rua do Loureiro, nº 38-1º, Coimbra. Redactores: Floro Henriques, Tomás da Fonseca.

"… O plano d’estas folhas nasceu d’um grupo de homens de acção, que determinaram pôr por obra os seus ideaes, fazendo-os circular por toda a parte, sobretudo entre a gente do campo, onde a verdade é, quasi sempre, aquillo que o padre quer" [in Editorial, nº1]

Folhas Novas é “um dos raros exemplos do esforço de propaganda laicista especificamente orientada para a “gente do campo, onde a liberdade é, quase sempre, aquilo que o padre quer” (do editorial). Num universo marcado pelo analfabetismo e pelo catolicismo, como era o mundo rural, alguns republicanos e socialistas procuravam difundir os seus ideais, não se limitando às cidades. Um movimento surpreendente, com grande eco nas Folhas Novas” [ler mais sobre o periódico, AQUI]

Folhas Novas : factos e razões - nº1 ao nº 5
Ficha Histórica - AQUI

J.M.M.

ERNESTO RODRIGUES E O 5 DE OUTUBRO (UMA RECONSTITUIÇÃO)


O Professor Ernesto Rodrigues publicou, recentemente, uma obra que acompanha passo a passo os vários momentos que conduziram ao 5 de Outubro de 1910, editado pela Gradiva.

Pode ler-se na apresentação da obra:
Os dias 4 e 5 de Outubro de 1910 transformaram uma monarquia secular em República Portuguesa. A determinação de poucos venceu a apatia de forças minadas por dentro ou inactivas. Nesta perspectiva, o 5 de Outubro é o milagre da vontade, antes do idílio que atravessa a cidade.

Na presente obra, após algumas panorâmicas apoiadas em olhares antológicos pouco conhecidos, esses dias de Outubro são contados minuto a minuto, reconstituindo, por interpostas vozes de protagonistas e seus relatórios, o momento em que Portugal adquiriu um novo rosto. A narrativa, viva e empolgada, é acompanhada de ilustrações de documentos da época, proporcionando ao leitor a participação vívida nos sobressaltos, alegrias, incertezas e entusiasmos sentidos pelos protagonistas desta página decisiva da história de Portugal.


Alguns momentos da obra:

A República foi um milagre que resulta da vontade de alguns militares, não tão poucos quanto isso, enquadrados por civis armados pela Carbonária e pela Maçonaria.

O investigador sublinhou o facto de a República ter sido feita por militares graduados médios, do Exército e da Armada, que foram abandonados pelos seus oficiais.

Machado dos Santos é o herói inesperado que sozinho se bate na Rotunda.

Ernesto Rodrigues destacou ainda a acção de José Relvas e João Chagas que industriou os militares através da redacção das 'Cartas Políticas'.

Não há um vontade nacional, é uma República de lisboetas que depois o telégrafo anuncia ao resto do país, ilhas, Ultramar e chega a Timor no final de Outubro.

Uma obra acompanhada por um conjunto antológico da época, com textos publicados em algumas obras e jornais. Além disso, acescenta também uma bibliografia com obras de referência sobre o período.

Uma obra que recomendamos aos nossos ledores.

A.A.B.M.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

COLÓQUIO CARNAVAL LITERÁRIO - A MUNDIVIDÊNCIA DE TEIXEIRA GOMES NA LITERATURA E NA ARTE



Vai realizar-se em Portimão, nos próximos dias 16 de 17 de Abril, em Portimão, este colóquio dedicado a Manuel Teixeira Gomes, enquanto homem de cultura e apreciador de arte.

Do interessante programa que nos é apresentado, destacamos, as presenças de Eugénio Lisboa, Nuno Júdice, Helder Macedo, Miguel Real, Casimiro de Brito, Cristina de Almeida Ribeiro, Cristina Robalo Cordeiro, Vitor Wladimiro Ferreira e José Augusto França, conforme se pode observar no programa acima.

As inscrições devem ser efectuadas até ao próximo dia 13 de Abril através de telefone 282 458 061, fax 282 470 791, email: comemoracoesmtgomes@cm-portimao.pt.

Uma iniciativa louvável da Câmara Municipal de Portimão, que o Almanaque Republicano não pode deixar de saudar e divulgar junto dos seus ledores.

A não perder.

[Clicar na imagem do programa para aumentar.]

A.A.B.M.