sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TRECHOS LAPIDARES – NA HOMENAGEM NACIONAL A THEOFILO BRAGA


Trechos Lapidares – Na Homenagem Nacional a Theofilo Braga (LXIX Anniversario), Lisboa, Imprensa Libanio da Silva (Travessa do Fala-Só, 24), p.20

 Theofilo Braga, nesta bella arremettida de uma geração ardente contra a inércia de uma autocracia idiota, - tem desde então continuado sempre indeffectivelmente na brecha, na evidencia, na vanguarda: escrevendo de graça, desinteressadamente em satisfação do seu próprio prazer supremo, o prazer de espalhar ideias, segundo o testemunho de Ramalho Ortigão; apostolando, norteando, dirigindo com uma amplitude de efficacia, de que nem ainda hoje damos bem conta, a mentalidade portugueza” [Abel Botelho, p.6]

A renovação intellectual portugueza, encetada pela Eschola de Coimbra trazendo à mentalidade do paiz uma salutar emancipação das velharias do seu classicismo, alargou o espírito de investigação e curiosidade para todos os campos novos que o movimento litterario e scientifico europeu febrilmente revelara ao tempo, em uma demolidora fúria de todas as mentiras, de todos os erros, de todos os preconceitos artificiosos e seculares” [Alexandre Braga, p. 9]

J.M.M.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ADRIANO SOUSA LOPES, UM PINTOR NA GRANDE GUERRA


CONFERÊNCIA: "Sousa Lopes, um pintor na Grande Guerra";
ORADOR: Carlos Silveira;
DIA: 24 de Novembro (16 horas);
LOCAL: Museu Municipal – Núcleo de Alverca;
ORGANIZAÇÃO: Museu Municipal (Alverca).

"Nesta acção pretende-se dar a conhecer quem foi este pintor português que se voluntariou para ser artista do exército na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Que obras realizou no pós-guerra e o que nos contam da participação portuguesa num dos momentos mais dramáticos da história do século XX. Nomeado pelo governo da República capitão-artista do Corpo Expedicionário Português, Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) encetou em 1917 uma missão oficial com claros objetivos de propaganda. Porém, uma vez chegado à frente de batalha, o seu plano transformou-se numa visão mais pessoal da guerra, destinada a testemunhar o drama humano das trincheiras de França. Propomos a descoberta de um episódio único na arte portuguesa e uma reflexão sobre o significado cultural das pinturas monumentais legadas ao Museu Militar de Lisboa, importante testemunho para conhecermos melhor a história da presença portuguesa no conflito, em vésperas do seu centenário".

Biografia de [Adriano] Sousa Lopes AQUI.

J.M.M.

FERIADOS MUNICIPAIS EM PORTUGAL: VIVER A FESTA, CELEBRAR O DIA


CONFERÊNCIA: "Feriados Municipais em Portugal: Viver a Festa, Celebrar o Dia";
ORADOR: Prof. Luís Reis Torgal;
DIA: 24 de Novembro (15,30 horas);
LOCAL: Centro de Estudos de História Local e Regional Salvador Dias Arnaut (Penela);
ORGANIZAÇÃO: F.L.U.C. | CHSC | Município de Penela.

J.M.M.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

NORBERTO ARAÚJO: NOS 60 ANOS DA SUA MORTE


Vai realizar-se a partir do próximo dia 23 de Novembro e até finais do mês de Dezembro um conjunto de iniciativas para assinalar os 60 anos da morte de Norberto de Araújo.

A exposição bibliográfica, iconográfica, as conferências e o conjunto de conteúdos digitais disponibilizados pela Hemeroteca de Lisboa são de enaltecer. Além disso, complementam-se elementos e conteúdos com a documentação existente no Gabinete de Estudos Olisiponenses que também colabora nesta iniciativa.

A acompanhar com atenção ao longo do próximo mês.

A.A.B.M.


MELO ANTUNES - UMA BIOGRAFIA POLÍTICA

Vai ser apresentado na próxima quinta-feira, 22 de Novembro de 2012, pelas 18.30 h, na Fundação Calouste Gulbenkian, Auditório 3, a obra de Maria Inácia Rezola intitulada Melo Antunes - Uma Biografia Política.

A sessão conta com a presença do General Ramalho Eanes, do Coronel Vasco Lourenço e do Dr. Vasco Vieira de Almeida.

O livro agora editado pela Âncora Editora e pela Fundação Calouste Gulbenkian vai ser apresentado pelo Professor António Reis.

Um evento bastante interessante, com uma biografia de uma das personalidades marcantes do período pós 25 de Abril. Certamente uma das obras marcantes sobre Ernesto Melo Antunes (1933-1999) e sobre o período que se segue à "Revolução dos Cravos". Depois do trabalho de Manuela CruzeiroMelo Antunes, o sonhador pragmático (2004), este trabalho vem acrescentar novas perspectivas sobre a personalidade.

Uma obra que indubitavelmente se recomenda aos nossos leitores.

A.A.B.M.

MANUEL BAPTISTA - "A MINHA CRUZ DE GUERRA"


MANUEL BAPTISTA - "A Minha Cruz de Guerra. Memórias de Campanha", Luanda, Tip. Minerva, [ed. Autor], 1933, 333 [9] p. 

"Trata-se das Memórias da guerra do segundo sargento Manuel Baptista do 1º Grupo de Companhias de Saúde.
[Manuel Baptista], natural e residente em Coruche na altura que rebentou a guerra, barbeiro de profissão, com 33 anos de idade (em1916), tinha em 1902 ficado livre do serviço militar. Quando a Alemanha declara guerra a Portugal, Manuel Baptista, num forte apelo patriótico e nacionalista, temendo pela «independência de Portugal e integridade da República» dirige um requerimento ao Ministro da Guerra , General Norton de Matos a oferecer-se para ser incorporado de imediato. O ministro aceita «o patriótico oferecimento» e acaba por ser incorporado, antes de fazer os 34 anos no 1º Grupo de Companhias de Saúde de Lisboa.
A par dos exercícios militares tira o curso de enfermeiro. Faz parte do primeiro contingente de militares portugueses a partir para França de onde só regressa em Maio de 1919. Estas Memórias, escritas dez anos depois da guerra acabar, são um precioso testemunho das primeiras impressões após a chegada a França, a frente, o terror da guerra e de uma série de pormenores que retratam a vivência deste sargento enfermeiro durante toda a guerra.

O livro foi escrito em 1928 e editado em 1933. Tem 338 páginas e tem bastantes gravuras. Foi editado em Luanda porque nesta altura Manuel Baptista era enfermeiro no Hospital de Luanda"

[Luís Guerreiro, via Corpo Expedicionário Português (Facebook), com a devida vénia]

J.M.M.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

JOÃO CHAGAS - "AS MINHAS RAZÕES"


JOÃO CHAGAS, "As Minhas Razões", Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, MCMVI, p. 462

 "... Colectânea de crónicas publicadas n' O Primeiro de Janeiro, onde aparecem citados importantes personalidades da época. Camiliano."  

via Livraria Manuel Ferreira

J.M.M.

O LEGADO DO CONDE FERREIRA NO ALGARVE

A 24 de novembro, pelas 16h00, na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, em Loulé, vai ter lugar o lançamento do livro Legado do Conde de Ferreira no Algarve, de Idalina Rodrigues, cuja apresentação vai estar a cargo de Helena Batista, inspetora superior principal na Delegação Regional do Algarve da IGE.
Comerciante e filantropo, Joaquim Ferreira dos Santos – Conde de Ferreira nasceu a 4 de outubro de 1782, na Vila Meã, no Douro.
Emigrante, no Brasil, organizou e dinamizou uma economia colonial. Ao regressar ao Porto empenhou-se na causa “Cabralista”, mediante um mecanismo de projeção social conducente à nobilitação: Par do Reino, por carta régia de 3 de maio de 1842; Barão a 7 de outubro de 1842; Visconde a 21 de junho de 1843; Conde a 6 de agosto de 1850.

Conhecedor da situação vivida, em Portugal, na âmbito dos edifícios escolares e, por considerar a instrução pública em elemento essencial para o bem da sociedade, legou a quantia de 144.000$000 réis, destinada à construção de 120 casas para escolas primárias de ambos os sexos.

Faleceu em 24 de março de 1866, na sua residência do Bonfim, no Porto. Foi no seu testamento que o” Conde de Ferreira” deixou claro testemunho dos sentimentos altruístas que possuía. Esta obra debruça-se sobre o papel que teve na instrução público do Algarve.
A autora do livro, Idalina Maria Rocheta Rodrigues, nasceu a 19 de dezembro de 1942, natural de Pereiras-Quarteira, Concelho de Loulé. Diplomada pela Escola do Magistério Primário de Faro, em 1964, lecionou nos concelhos de Portimão, Silves, Loulé, Lagoa e Lagos. Licenciada em Administração Escolar, em 1993, pelo Instituto Superior de Ciências Educativas, em Odivelas.

Realizou o trabalho de investigação e intervenção institucional, aprovado pelo Conselho Científico Pedagógico do Instituto Superior de Ciências Educativas, intitulado “Cosmopolitismo Algarvio e sua Inserção na Instituição Escolar”.
É formadora na área da Formação Pessoal e Social.
Professora requisitada em funções inspetivas, na Delegação Regional do Alentejo da Inspeção Geral da Educação, desde 1994/95 até 1999/2000, cumpriu, entre outros, os seguintes projetos: Novo sistema de avaliação; funcionamento das EBIS; gestão pedagógica; participação em grupos de trabalho a nível da Delegação Regional do Alentejo da Inspeção Geral da Educação; auditoria pedagógica ao funcionamento de estabelecimentos de ensino básico; ação conjunta com a Inspeção Geral do Ministério do Trabalho, em Jardins de Infância; avaliação integrada das escolas, em agrupamentos vertical e horizontal.
Está aposentada desde 2003, mas como voluntária leciona a disciplina de “ História da Educação”, em Universidades Seniores do Centro de Estudos de Lagos, Associação Sénior Autodidata de Portimão e Instituto de Cultura de Portimão. Dedica-se à investigação. É presidente do Clube Lions de Portimão e presidente da Região F – 2010-2011. É autora do livro “Momentos da Jubilação” – 1.ª Edição – abril de 2011 - registo n.º 375/2012.

Sobre o Conde de Ferreira é possível encontrar algumas referências interessantes, como este artigo do professor Jorge Fernandes Alves AQUI ou na Wikipedia AQUI.

Um evento a acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

domingo, 18 de novembro de 2012

DR. FRANCISCO VIEIRA


Após os acontecimentos dos últimos dias, que abalaram os concelhos de Lagoa e Silves, com imagens que impressionaram pela rapidez e destruição causada pelo tornado. Entre os estragos causados pelo tornado encontra-se o estádio Dr. Francisco Vieira, do Silves Futebol Clube.

Quem foi então o Dr. Francisco Vieira que dá o nome ao estádio do clube silvense e que o tornado deixou agora em grande parte destruído?

Francisco Vieira nasceu no Funchal (Madeira) a 15 de Outubro de 1863. Foi Presidente da Academia Republicana de Coimbra e companheiro das marcantes figuras da geração de 1890. Presidiu a algumas assembleias magnas realizadas pelos estudantes no período entre o Ultimato de 11 de Janeiro de 1890 e a revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. João Chagas refere-se a ele na sua obra sobre a revolta republicana do Porto, de onde retiramos a imagem que ilustra esta nota biográfica. Era muito amigo de António José d’ Almeida. Foi para Silves como médico municipal em 1891, substituindo o velho médico Anselmo da Cruz Nogueira, o “pai dos pobres” da cidade.

Em termos políticos foi algo instável, começou por ser republicano e chegou a ser delegado ao Congresso   do Partido Republicano como representante do Centro Republicano da Ribeira Brava. Oscilou ao longodo seu percurso político entre progressistas, regeneradores-liberais (franquistas) e republicanos. 
A sua adesão à República só acontece de forma efectiva após o cinco de Outubro.



Foi sócio da Associação de Socorros Mútuos João de Deus e, em 1916, Provedor da Santa Casa da Misericórdia. Foi um dos fundadores da Caixa de Crédito Agrícola de Silves. No período da I Grande Guerra, foi Governador Civil do Algarve. Durante longos anos, exerceu o cargo de Director do Hospital e do Asilo dos Inválidos de Silves. Prestou à cidade um valioso serviço, aquando da pneumónica em 1918. Em 1925, foi Presidente da comissão política municipal do Partido Republicano Português. Ao longo da sua vida foi várias vezes homenageado pelo povo da cidade, nomeadamente em 1926 e em 1941, então em grandiosa homenagem pelos seus 50 anos ao serviço de Silves.

Médico ilustre, reconhecido muito para lá das fronteiras do Algarve, o Dr. Francisco Vieira contribuiu para o desenvolvimento da cidade de Silves. O seu nome surge ligado a instituições como o Lar de Idosos ou a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo (foi um dos fundadores).

Republicano e democrata, o Dr. Francisco Vieira desempenhou as funções de Governador Civil do Algarve, entre 10 de Maio de 1917 e 13 de Dezembro de 1917, durante o período sidonista. Quando, em 1917, foi nomeado Governador Civil do Distrito de Faro, o jornal de Silves, Voz do Sul (semanário democrático) acusava a Luta (ligado ao partido unionista de Brito Camacho) de ter publicado um artigo insultuoso contra o Dr. Francisco Vieira:


A "Luta» de 8 do corrente (Maio) tentou agredir o nosso ilustre correlegionário Dr. Francisco Vieira, dando-nos a novidade de que o nosso amigo havia sido progressista,regenerador e franquista» 
(Voz do Sul, Silves, 20-05-1917, Ano I, nº 33, p. 3, col. 4 e 5).

Casado com D. Catarina Amália Mascarenhas Neto Vieira, pertencente a uma das famílias mais importantes da região, acabou por ceder o terreno onde hoje se situa o estádio do Silves (que tem o seu nome). Inicialmente, o terreno foi alugado ao clube, mediante contrapartidas que tinham em conta, sobretudo, o auxílio a instituições da cidade, e, depois doado, já nos seus últimos anos de vida.

O Silves passou a disputar os seus jogos no terreno onde hoje se situa o estádio em 1922, por deferência do Dr. Francisco Vieira e o primeiro encontro que ali se realizou terá sido um Silves – Glória ou Morte Portimonense (com a vitória dos locais por 2-1), em 22 de Agosto do referido ano, em homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Foi um dos primeiros professores da Escola Comercial e Industrial de Silves, que foi criada devido a grande empenho da sua parte, tendo desenvolvido esforços pessoais nesse sentido e granjeou grande estima em toda a cidade, face ao importante contributo que deu para o avanço de diversas obras de assistência.

Em Outubro de 1945 manifesta o seu público apoio à reunião do Movimento de Unidade Democrática que se realizou em Silves, tendo este movimento recebido cerca de um milhar de adesões naquele concelho em poucos dias. [Maria João Raminhos Duarte, Silves e o Algarve. Uma História da Oposição à Ditadura, Edições Colibri, Lisboa, 2010]



Nunca chegou a integrar os Corpos Sociais do Silves Futebol Clube, mas demonstrou sempre grande carinho pelo clube, sendo sido eleito, tal como a esposa, sócio honorário numa Assembleia Geral realizada a 23 de Março de 1943.

Em 1940, o escultor João José Gomes ofereceu ao clube um busto em bronze do ilustre médico e benemérito do clube, encontrando-se colocado no portão de entrada do estádio.   Em 1949, aquando das comemorações do 30º aniversário do Silves, foi descerrado na sede, um retrato do Dr. Francisco Vieira, cedido pelo Dr. João Marreiros Neto e família, ainda existente.

A 5 de Junho de 1950, o doador do estádio foi homenageado a título póstumo, realizando-se no recinto que tem o seu nome, um jogo entre as equipas principais do Silves Futebol Clube e do Sporting Clube de Portugal.



O Dr. Francisco Vieira sempre demonstrou algum interesse pela Arqueologia, sobretudo a local conservando e guardando vestígios que lhe chegavam às mãos, tendo mesmo cedido, por empréstimo, alguns objectos ao Museu de Etnologia, dirigido pelo Prof. Leite de Vasconcelos, conforme o atestam as referências no Arqueólogo Português de 1906.
No seu funeral que constituiu grande manifestação de pesar. Milhares de pessoas assistiram, vindos de todo o Algarve e de fora da região. Realizaram-se 40 turnos e junto do seu jazigo falaram o Dr. João José da Silva Nobre, Ferreira da Silva e o major Manuel António do Olival sobre as qualidades que marcaram a vida deste médico notável que dedicou grande parte da sua vida a Silves.
Faleceu com 84 anos, em Silves, a 17 de Março de 1947.
No seu testamento deixou valiosas propriedades à Misericórdia de Silves para auxiliar a manutenção do Asilo das Velhinhas e a Cantina Escolar.


A.A.B.M.

OS ESTADOS UNIDOS DA EUROPA E OS INTELECTUAIS DE OITOCENTOS: CONFERÊNCIA


No âmbito do ciclo de conferências Revisitar o Século XIX, vai realizar-se amanhã, 19 de Novembro de 2012, em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas a conferência da Prof.ª Maria Manuela Tavares Ribeiro (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - UC).

A aula/conferência subordina-se ao título Os Estados Unidos da Europa e os Intelectuais de Oitocentos

Este evento vai realizar-se na sala multiusos 2 (4.º piso) do edifício I&D (antigo DRM) mesmo ao lado da entrada principal da FCSH..

Um evento a acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

sábado, 17 de novembro de 2012

FERNANDO NAMORA E A PIDE:ANATOMIA DE UM PROCESSO - CONFERÊNCIA

Vai realizar-se na próxima quinta-feira, 22 de Novembro de 2012, pelas 18 horas, na Casa Museu Fernando Namora, em Condeixa-a-Nova, uma conferência subordinada ao título em epígrafe, pelo Dr.  Paulo Marques da Silva.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
Para esta sessão foi convidado o Dr. Paulo Marques da Silva, que fará a desmontagem do processo da PIDE, em que é nuclear a figura de Fernando Namora, mas também outros intelectuais da sua época com quem conviveu. Serão abordadas as diligências daquela polícia secreta, nomeadamente no que se refere ao recurso aos informadores, o favorecimento das denúncias ou a colaboração com outras entidades como o poder local.


(Nota Biográfica)
Paulo Marques da Silva nasceu no dia 12 de Dezembro de 1966,em Condeixa-a-Nova. Ingressou no mercado de trabalho após cumprir o serviço militar e foi como trabalhador-estudante que se licenciou em História, em 2005, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Colaborador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS 20) da Universidade de Coimbra, tem vindo a estudar os processos de alguns escritores e de outras personalidades ligadas à oposição ao Estado Novo, nos arquivos da PIDE/DGS, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

A sua primeira publicação foi o livro Fernando Namora por entre os dedos da PIDE - A Repressão e os Escritores no Estado Novo. Neste momento, o autor encontra-se a preparar outro trabalho sobre a oposição ao regime de Salazar, em Condeixa-a-Nova.
Sobre a personalidade de Fernando Namora já se encontram disponíveis algumas (poucas) referências na plataforma digital da Torre do Tombo que podem ser consultadas AQUI.

Um evento a que convidamos todos os interessados não só na figura de Fernando Namora, mas também a problemática das oposições ao Estado Novo e das perseguições da PIDE na região circundante a Coimbra.

A.A.B.M.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA (1884-1890)

A Hemeroteca Digital de Lisboa continua a presentear-nos com algumas das boas publicações portuguesas do século XIX, ao colocá-las disponíveis online, para consulta e pesquisa de todos os interessados.

Desta vez disponibilizou a revista Ilustração Portuguesa, que se publicou entre Julho de 1884 e Outubro de 1890. Esta publicação ligada ao importante jornal diário lisboeta Diário Ilustrado (1872-1911), também já disponível e consultável na Biblioteca Nacional Digital  AQUI.

Nesta interessante revista ilustrada e literária colaboravam alguns dos mais importantes escritores portugueses dos finais do século XIX como: Casimiro Dantas, Manuel Pinheiro Chagas, Alberto Pimentel, Eugénio de Castro, Alberto Osório de Castro, Sérgio de Castro, Alfredo Gallis, Abílio Guerra Junqueiro, Gervásio Lobato, Lorjó Tavares, Bulhão Pato, Guiomar Torrezão, entre muitos outros.

A interessante ficha histórica da publicação elaborada por Rita Correia pode ser também consultada AQUI.

Uma iniciativa que não podemos deixar de saudar e que esperemos que continue.

A.A.B.M.

LINHA DA BEIRA ALTA 130 ANOS


MOSTRA COMEMORATIVA: LINHA DA BEIRA ALTA 130 ANOS

DIAS: 17 de Novembro - 13 de Dezembro;
LOCAL: CASO DO PAÇO (FIGUEIRA DA FOZ)

J.M.M.

O DESÍGNIO DA LUSOFONIA NOS 100 ANOS DA “RENASCENÇA PORTUGUESA”


O DESÍGNIO DA LUSOFONIA NOS 100 ANOS DARENASCENÇA PORTUGUESA

CONFERÊNCIA: O Desígnio da Lusofonia nos 100 Anos da “Renascença Portuguesa”;
ORADOR:
Renato Epifânio;
DIA16 de Novembro (19 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência Grandella (Estrada de Benfica, , Lisboa);
Apresentação/Lançamento da Revista “Nova Águia”, nº10/ semestre de 2012.
J.M.M.

JOSÉ AUGUSTO FRANÇA: EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA 1949-2012


JOSÉ AUGUSTO FRANÇA: EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA 1949-2012

DIAS: 15 de Novembro - 5 Janeiro de 2013;
LOCAL: Biblioteca Nacional de Portugal

"… De qualquer modo, acha o autor que noventa anos de idade e setenta e cinco de escrita continuada bastam-lhe para se retirar da vida pública assim preenchida, com mais várias práticas profissionalmente correlativas, em sua biografia. Aqui, a presente exposição bibliográfica, com o paralelo IVº Congresso Internacional da Associação Portuguesa de História da Arte marcam uma despedida que o autor muito sinceramente agradece. Sai ele, ao mesmo tempo, de Academias e outras instituições a que pertence e deixa práticas a que ainda se dá – mas voltará à Biblioteca Nacional para satisfazer curiosidades …

Expõem-se aqui noventa títulos, número coincidente mas perfeitamente ocasional. Autor mediano que se considera, com admiração pelos que lhe estiveram acima, desde Fernão Lopes até hoje, ele acha que metade das obras terá valido a pena escrever, com o trabalho, o tempo e o esforço despendidos; e dez por cento delas terá valido e valerá a pena ler, pelo que de reflexão e informação inédita trazem ao leitor."

J.M.M.

FIGUEIRA DA FOZ - GREVE DOS CORREIOS E TELEGRAFOS


GREVE DOS CORREIOS E TELEGRAFOS. Os grevistas de Figueira da Foz depois de 11 dias de prisão - 12 de Setembro de 1917

via Emílio Ricon Peres Facebook

J.M.M.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O MITO DOS GOVERNOS TÉCNICOS NA I REPÚBLICA PORTUGUESA: COLÓQUIO


Realiza-se no próximo dia 21 de Novembro de 2012, na FCSH-UNL, através do Instituto de História Contemporânea (Grupo de Trabalho sobre a I República) um colóquio sobre O Mito dos Governos Técnicos na I República Portuguesa (1910-1917) - II.

Afirma-se na nota de divulgação deste colóquio coordenado pelos Doutores Ernesto Castro Leal e Luís Farinha:
Uma conversa sobre um tema sempre actual: o que legitima as decisões do Estado e dos regimes políticos que nos governam? O grau de liberdade que lhes concedemos por contrato social e político ou as decisões (impostas e aceites) em função de conhecimentos e de poderes de que nos alienamos em nome da urgência e do pragamatismo? Propomos-vos uma incursão na História de um período em que a “urgência de salvação nacional” também parecia poder justificar todas as situações de excepção.

O programa do colóquio é o que abaixo se apresenta:

Para esta sessão, certamente muito profícua, devido ao valor e qualidade de todos os intervenientes só podemos desejar o maior sucesso.

A.A.B.M.

PELA REPÚBLICA!


PELA REPÚBLICA! PELA JUSTIÇA! PELA VERDADE! PELA HONRA! PELO PROGRESSO! PELA FRATERNIDADE!

Saúde, Paz, Prosperidades

FOTO: via Aires Barata Henriques Facebook

J.M.M.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O LUGAR DO LIVRO – NO CENTENÁRIO DA RENASCENÇA PORTUGUESA E DA LIVRARIA ACADÉMICA


MEMÓRIA E PATRIMÓNIO: O LUGAR DO LIVRO – NO CENTENÁRIO DA RENASCENÇA PORTUGUESA E DA LIVRARIA ACADÉMICA

COLÓQUIO | EXPOSIÇÃO (edições da "Renascença Portuguesa") | ROTEIRO CULTURAL

DIAS14 a 16 de Novembro (10,30 horas);
LOCAL: Palacete dos Viscondes de Balsemão (Pr. Carlos Alberto), Porto;
ORGANIZAÇÃO: Univ. Fernando Pessoa | FCSH | UNIV. Católica | Museu do Papel | C. M. Porto.


A “Renascença Portuguesa” deseja dar uma finalidade à vida nacional. É preciso impedir a dissolução das vontades pela criação de um ideal colectivo, que seja ao mesmo tempo uma indubitável afirmação das eternas forças do espírito. Como criar esse ideal colectivo? Tem de ser, na lusitana forma da alma popular, à luz do que é eterno e absoluto – o homem como parcela do espírito activo, eficaz e criador. Só assim os homens encontrarão a verdadeira fonte de uma fraternidade espontânea.  [Leonardo Coimbra]

J.M.M.

AMOR DE PERDIÇÃO: OLHARES CRUZADOS - COLÓQUIO


Nos próximos dias 16, 17 e 18 de Novembro de 2012, realiza-se no Auditório da Casa de Camilo, em São Miguel de Seide, um colóquio para assinalar os 150 anos da publicação da obra de Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição.

Pode ler-se na nota de divulgação: 
Para assinalar os 150 anos da edição da obra mais conhecida e estudada de Camilo Castelo Branco, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através da Casa de Camilo, promoverá o Colóquio «Amor de Perdição: Olhares Cruzados», que contará com a participação de personalidades de diversas áreas de investigação as quais proporcionarão perspetivas cruzadas de análise e de interpretação de «Amor de Perdição».

Neste colóquio participam, entre outros: Vasco Graça Moura, Fernando Pinto do Amaral, João Bigotte Chorão, José Pacheco Pereira, Paulo Motta Oliveira, Isabel Rocheta, Mário Cláudio e João Lopes.

Ao longo de três dias vai-se aprofundar o conhecimento sobre Camilo Castelo Branco, a sua época, a personalidade e a sua obra.

Avenida de S. Miguel, 758
4770 - 631 S. Miguel de Seide
Telef.:             252 309 750     
Fax: 252 309 759
e-mail: 
geral@camilocastelobranco.org
Sítio: 
http://www.camilocastelobranco.org/
Blogue: 
http://casadecamilo.wordpress.com/
Um evento a acompanhar com todo o interesse e não só pelos camilianos, mas também pelos interessados na Literatura e História da Cultura Portuguesa.

A.A.B.M.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O MOVIMENTO DA RENASCENÇA PORTUGUESA: CURSO


Está a decorrer desde a passada semana, nas instalações da Sociedade Histórica da Independência de Portugal um curso a realizar ao longo de 24 sessões, a terminar em Abril de 2012. O programa completo do presente curos pode ser consultado AQUI. Entre os oradores encontramos alguns nomes conhecidos como: Paulo Samuel, António Bráz Teixeira, Renato Epifânio, Celeste Natário, António Pedro Mesquita, António Cândido Franco, Cristina Nobre e Duarte Ivo Cruz.

Este curso foi organizado pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira (IFLB) com o apoio da Sociedade História da Independência de Portugal (SHIP).

As sessões terão lugar às terças-feiras, pelas 15 horas, no Anfiteatro do Conselho Supremo.
As inscrições estão já abertas na Tesouraria da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Mais informações sobre este extremamente interessante curso podem ser encontradas AQUI.

Uma excelente oportunidade para se conhecer um dos mais importantes movimentos literários e artísticos da I República Portuguesa, que reunia personalidades importantes da cultura e da vida política da época como: Teixeira de Pascoaes, Leonardo Coimbra, Raúl Proença, Teixeira Rego, António Sérgio, Jaime Cortesão, Fernando Pessoa, António Patrício, Raúl Brandão, Afonso Lopes Vieira e muitos outros. Cada uma das sessões do presente curso é dedicada a algumas dessas personalidades. Além disso, mensalmente, por regra, também tem uma temática dominante: os filósofos, os poetas, os ficcionistas, os dramaturgos, os músicos, os pintores.

A sessão de amanhã será conduzida por Joaquim Domingues e será dedicada  a Os Patronos do Movimento: Sampaio Bruno / Guerra Junqueiro.

Para os interessados na cultura, que vivam na região de Lisboa aqui está uma actividade a não perder.

A.A.B.M.

domingo, 11 de novembro de 2012

XXI COLÓQUIO DE HISTÓRIA MILITAR


Realiza-se a partir de 13 a 16 de Novembro e depois no dia 20 de Novembro, o XXI Colóquio de História Militar, organizado pela Comissão Portuguesa de História Militar - Direcção de História e Cultura Militar, a ter lugar no Palácio da Independência em Lisboa e no Porto (Comando do Pessoal – Exército, Praça da República).

O tema geral deste colóquio serve para assinalar a chegada do Conde de Lippe a Portugal e a necessidade, reformas e consequências da presença de militares estrangeiros no Exército Português. Pode ler-se na nota de abertura do colóquio:

No âmbito dos 250 anos da presença do Conde de Schaumbourg-Lippe (1724-1777) em Portugal, a Comissão Portuguesa de História Militar decidiu centrar o Colóquio que anualmente organiza nesta temática atribuindo-lhe o título: Nos 250 Anos da chegada do Conde de Lippe a Portugal: necessidade, reformas e consequências da presença de militares estrangeiros no Exército Português.
Portugal, sem ameaças externas desde a guerra da Sucessão de Espa-nha (1701-1714) e sem uma elite dotada de cultura militar que fosse capaz de acompanhar o pensamento e a acção da guerra europeia, abandonou o seu exército, deixando-o chegar à ruína apesar das tenta-tivas infrutíferas de D. João V em 1707 e 1735. A 15 de Agosto de 1761, ocorreu o denominado “Pacto de Família”, aliança entre as coroas de França e de Espanha. O Pacto é apresentado como uma iniciativa que não visava apenas servir os interesses das coroas france-sa e espanhola, mas também os de Portugal, que era considerado como uma vítima da hegemonia marítima e comercial inglesa. Portugal não aceitaria o aliciamento preconizado pela aliança franco-espanhola, bem como não tomaria a aliança como uma não-agressão. O Conde de Oeiras manteria o alinhamento diplomático com a Inglaterra e seria junto de Jorge II que iria solicitar o apoio para a defesa do território português. Esse pedido era explícito quanto à necessidade de se nomear um mestre-de-campo-general que fosse capaz de organizar o exército português e o apoio em tropas e equipamentos. O monarca inglês escolheu Frederico Guilherme Ernesto, Conde reinante de Schaumbourg-Lippe, membro da Família Real Inglesa e senhor de grande notoriedade militar.
A 2 de Julho de 1762 chegou a Portugal e no dia seguinte seria nomea-do, por decreto, marechal-general dos exércitos e governador de todas as armas. A situação militar era de enorme gravidade e as respostas que poderiam ser dadas estavam condicionadas pela desigualdade de forças. O exército invasor tinha um efectivo de 42.000 homens e Lippe apenas podia dispor entre 14.000 e 15.000.
"Nos 250 Anos da chegada do Conde de Lippe a Portugal: os militares estrangeiros no Exército Português ”
Face à situação, limitou-se a adoptar um plano defensivo, guerra de posição, procurando evitar que o exército espanhol penetrasse em Portugal. Em Março de 1763, é assinada a paz definitiva e o Conde de Lippe vai continuar com o seu esforço, notabilizando-se pelo contributo que deu às ciências militares, particularmente à organização e administração militares.
Ao longo dos séculos XVII a XX, foram vários os militares estran-geiros que nas diferentes armas e serviços desempenharam as mais altas funções no Exército Português. De entre aqueles destacamos Michel de Lescolles, Schomberg, João Forbes-Skellater, Charles-Joseph-Hyacinthe du Houx (Conde e Marquês de Vioménil), Louis-François Carlet (Marquês de la Rosière), Karl Alexander von der Goltz, Christian August von Waldeck (Príncipe de Waldeck e Pyr-mont), William Carr Beresford, João Carlos Conrado de Chelmic-ki, Louis Auguste Victor de Ghaisne (Conde de Bourmont), Jean-Baptiste Solignac, Wilhelm Ludwig von Eschwege, James Mac-Donell, Charles John Napier ou George Rose Sartorius.
Neste contexto, os conteúdos dos textos a apresentar deverão pau-tar-se pelas seguintes leituras:
 Política externa e relações internacionais – Portugal e o Exército no contexto das nações, (Guerra da Aclamação, Guerra da Suces-são Espanhola, Guerra dos Sete Anos, Guerra Peninsular e Guer-ras Civis);
 Política interna – Política de defesa do Reino e «reformas milita-res»;
 «Guerra Fantástica» – Preparativos, organização do exército e estratégias militares em confronto;
 Progresso e modernidade: a presença de militares estrangeiros ao serviço do Exército Português;
 Armamento e equipamento, recrutamento, instrução, logística, uniformes, insígnias e heráldica militar;
 Exército e Sociedade – ciência, cultura, economia, ideologia, jurisprudência, memórias militares, saúde militar e tecnologia.
[Imagem da capa - Schaumburg Lippe AHM - P51-I-4281]

Um conjunto vasto de investigadores apresentam as suas comunicações ao longo de cinco dias de trabalhos em várias sessões. O programa completo do congresso pode ser consultado AQUI

Um evento a acompanhar com toda a atenção e com naipe de especialistas digno de menção.

A.A.B.M.

XXXII ENCONTRO DE HISTÓRIA ECONÓMICA E SOCIAL

Nos próximos dias 16 e 17 de Novembro de 2012 realiza-se em Lisboa, no ISCTE, o XXXII Encontro APHES.

Com uma Comissão Científica constituída por:
  • Pedro Lains (ICS-UL) (presidente)
  • Mário Viana (Universidade dos Açores)
  • Mafalda Soares da Cunha (Universidade de Évora)
  • Pedro Neves (ISEG/UTL)
  • Maria de Fátima Sá de Melo Ferreira (ISCTE-IUL, CEHC-IUL)
  • Maria João Vaz (ISCTE-IUL, CEHC-IUL)
Na Comissão Organizadora encontram-se:
  • Magda Pinheiro (ISCTE-IUL, CEHC-IUL)
  • Maria de Fátima Sá de Melo Ferreira (ISCTE-IUL, CEHC-IUL)
  • Maria João Vaz (ISCTE-IUL, CEHC-IUL)
  • Frédéric Vidal (ISCTE-IUL, CRIA-IUL)
Ao longo de dois dias os investigadores de História Económica e Social vão apresentar o resultado das suas pesquisas centrando-se no tema A Construção da Fortuna e Malogro conforme se lê na nota de apresentação:

Fortuna e malogro são conceitos com significados historicamente mutáveis que correspondem a construções culturais muito presentes no pensamento ocidental. Trata-se de conceitos cuja aplicação em cada momento se baseia em percepções comparativas da realidade, dependendo a sua avaliação dos instrumentos disponíveis em contextos precisos. Mutações económicas, sociais e políticas são compreendidas de forma diferente através desta dupla de conceitos opostos ou de outros do mesmo campo semântico, como êxito / fracasso ou sucesso / insucesso, pelos diversos actores neles envolvidos. Para além de outras potencialidades, uma reflexão sobre a aplicação destes conceitos em diversos contextos históricas e em distintas áreas temáticas pode proporcionar um debate sobre o ofício de historiador e uma reflexão aprofundada sobre o modo como a linguagem se relaciona com a experiência histórica.

O convidado internacional é o Professor Leandro Prados, Professor Catedrático da Universidad Carlos III - Madrid, Espanha com uma comunicação intitulada: Capitalism and human development, 1870-2007. O currículo do conferencista pode ser consultado AQUI.

Uma excelente iniciativa que se repete com regularidade há várias décadas onde se reunem um conjunto muito interessante de colaborações e se trocam conhecimentos e ideias sobre investigações em curso.

O programa definitivo ainda não está disponível, mas nos próximos dias deve ficar online.

Um colóquio a não perder para todos os interessados.

A.A.B.M.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

NOS 20 ANOS DA MORTE DO PROFESSOR ADELINO DA PALMA CARLOS


CICLO DE EVOCAÇÃO NOS 20 ANOS DA MORTE  DO PROFESSOR ADELINO DA PALMA CARLOS

CONFERÊNCIA

ORADORESLuís Bigotte Chorão e Maria Inácio Rezolla;
DIA8 de Novembro (18 horas);
LOCAL: Biblioteca - Museu República e Resistência (Cidade Universitária).

J.M.M.

MAÇONARIA HOJE: CONFERÊNCIA COM ANTÓNIO REIS


CICLO DE CONFERÊNCIAS: A MAÇONARIA EM PORTUGAL DO SÉCULO XVIII AO SÉCULO XXI - MUSEU BERNARDINO MACHADO (Famalicão)

CONFERÊNCIA: MAÇONARIA HOJE;
ORADOR:  Prof. Doutor António Reis;
DIA9 de Novembro (21,30 horas);
LOCAL: Museu Bernardino Machado (Vila Nova de Famalicão).

FOTO via Museu Bernardino Machado Facebook.

J.M.M.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

6º ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO



No momento em que o AlmanaqueRepublicano alcança o seu sexto aniversário fazemos, e em jeito de balanço, foram colocados 2006 mensagens desde 2006, quando iniciamos esta aventura pelo mundo virtual. Ao longo deste período registaram-se no blogue 260 350 visitas e 438 700 visualizações de páginas, segundo o contador mais antigo que utilizamos. A média atualmente é de 173 visitas diárias que permanecem ligados ao blogue cerca de 1.26 min.

Estão registados 468 comentários feitos pelos nossos ledores do blogue, verifica-se que as cinco mensagens mais vistas foram por esta ordem: As três escolas de 2007 (1307); As caricaturas da I República (601); Gomes Freire de Andrade (592); Centenário da República em Miranda do Corvo (531); e Busto da República (424).

Os temas abordados estão sujeitos a uma etiqueta de entrada para se saber a temática que abordam. Assim, as dez etiquetas mais utilizadas são: Livros (208); Biografia (196); Maçonaria (117); Coimbra (113); Colóquios (108); Conferência (96); Exposição (82); Bibliografia (81); Comemorações da República (76); Periódicos (73)


Tal como nos comprometemos no quinto aniversário, iniciámos um conjunto de recolhas biográficas de autores, que deixaram livros sobre a participação de Portugal na I Guerra Mundial. Além disso vamos passar a dedicar alguma atenção ao movimento anarquista em Portugal nos finais do século XIX e início do século XX.

A.A.B.M.
J.M.M.

domingo, 4 de novembro de 2012

SILVA PINTO (1848-1911)


António José da Silva Pinto, também conhecido como Silva Pinto (Lisboa, 14 de abril de 1848- Lisboa, 4 de novembro de 1911), foi um escritor português, crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista de estética naturalista. Foi amigo de Cesário Verde, foi também um dos principais doutrinadores do Realismo-Naturalismo. Foi também um dos amigos de Camilo Castelo Branco.

Deixou-nos uma quantidade assinalável de obras de carácter memorialístico que nos permitem cohecer o meio literário português da segunda metade do século XIX e primeiros anos do século XX. Assinalava-se hoje a data em que faleceu.

Abaixo, com uma montagem de imagem fica a nota biográfica feita na revista O Ocidente, 20-11-1911, nº 1184, p. 254-255 e pode ser consultado AQUI.


A.A.B.M.

sábado, 3 de novembro de 2012

MANUEL CAETANO DE SOUSA



Nasceu em S. Matias, no concelho de Beja a 23 de Fevereiro de 1891 e morreu no Hospital da Estrela em Lisboa a 13 de Abril de 1974 com 83 anos de idade. Logo aos 16 anos ingressa na vida militar como voluntário. Em 1908 foi promovido a segundo-sargento e colocado no 3º Batalhão de Infantaria nº 17 em Lagos, de onde, alguns anos depois transitou para o Regimento de Infantaria nº 4 em Faro. Casa-se com Maria Francisca Dias, que era natural de Lagos, deste casamento vão nascer três filhas.

Oferece-se como voluntário no chamado “Batalhão de Portugal”, comandado pelo major Ferreira do Amaral e combate na Iª Guerra Mundial na França e na Flandres. Regressado a Portugal após a guerra, em 1918, fixa-se em Faro onde permaneceu até 1932. Na sequência da participação na Guerra, Manuel Caetano de Sousa recebeu a condecoração de cavaleiro da Ordem de Cristo, com palma, em Julho de 1920.

Funda em 1922 o jornal Moca que foi o primeiro jornal de defesa do consumidor no Algarve e possivelmente um dos primeiros em Portugal com essa preocupação. Foi também neste jornal que encontramos um poema de António Aleixo publicado quando ele exercia a profissão de polícia em Faro no início dos anos vinte.

Em 1925 foi candidato a deputado independente pelo círculo eleitoral de Silves, mas não conseguiu ser eleito. Envolveu-se activamente na revolta de 28 de Maio de 1926 devido à admiração que tinha por Mendes Cabeçadas e Gomes da Costa, como ele próprio reconhecia, mas desiludiu-se porque nunca desejou instaurar uma ditadura em Portugal e foi o que resultou da sua colaboração.

Colaborou com diversos jornais e revistas da época entre os quais O Lusitano, O DiaboFolha de Alte, Correio Teatral, Seara Nova, Portugal e Vida Algarvia, foi poeta de inspiração chegando mesmo a publicar um livro de versos muito bem acolhido pela crítica com o título Mãos Calejadas, dedicado a João Serra, que foi seu ordenança na Grande Guerra. Sabemos que também conseguiu ver publicados alguns dos seus versos na revista Seara Nova de que era admirador e assinante.

Exerceu diversos cargos públicos no Algarve como o de Presidente da Junta Geral do Distrito, onde prestou particular atenção aos pobres e desprotegidos, nomeadamente no Asilo Esperança Freire, em 1929, onde chegou a internar mais de cem crianças a partir de 3 anos de idade; conseguiu também do Ministério da Guerra um despacho favorável ao arrendamento à Junta Geral do Distrito do antigo Quartel-General ao Alto de Santana, em Faro, para aí ser instalado um Asilo-Oficina Distrital para o sexo masculino; nessas funções realizou uma récita no Cine Teatro Farense [realizada a 17 de Julho desse ano e contou com a actuação do orfeão do asilo] tratou ainda de conseguir para Faro um Sanatório-Hospital para tuberculosos tendo a Junta Geral a que presidia dotado com 50 contos em prestações trimestrais.

Manuel Caetano de Sousa fez parte da Comissão de Iniciativa e Turismo das Caldas de Monchique e de Faro, em 1931.

Foi um dos fundadores da Mutualidade Popular em Faro.


Foi um homem do 28 de Maio, no qual participou com acção importante, em Faro. Combateu os revoltosos de Fevereiro de 1927. As acusações que, no Moca, dirigiu ao Governador Civil custaram-lhe, como militar, o desterro para Évora, de onde continuou a clamar por justiça e contra a prepotência dos políticos. Regressado a Faro, continuou a querelar e a denunciar as ilegalidades das autoridades. Com a instauração e desenvolvimento da Ditadura Militar, afastou-se do regime, que nunca quis ditatorial, e esteve ligado ao movimento reviralhista. Colaborou em vários jornais. Foi poeta, chegando a publicar um livro de versos, Mãos Calejadas, dedicado ao olhanense João Serra que fora sua ordenança na Grande Guerra.

Publicou:

Ás Armas! Versos Patrióticos, Livraria das Novidades, Lisboa, 1916;
Saudades, Lisboa, Livraria das Novidades, 1916;
Versos, Faro, Livraria das Novidades, Faro, 1920;
Sacrifício de Enfermeira, Tip. Regional, Faro, 1922 [Peça de teatro de um acto em verso];
Rosa Maria (Novela), Livraria das Novidades, Faro, s.d., [1923];
Sinfonia Dolorosa, Livraria das Novidades, Faro, 1923;
- Amor e Dinheiro, s.n., Lisboa, s.d.,[1924?]; [Drama, em quatro actos]
- A Enxurrada, col. Amanhã, Lisboa, 1938; [Romance]
- Quem Canta..., Livraria Palma e Fazenda Ldª., Faro, s. d.[1924]; [Versos, com ilustrações de Raul Carneiro];
- Instruções necessárias aos que procuram organizar grupos espíritas, para trabalhos experimentais, Federação Espírita Portuguesa, Lisboa, 1943.

Na imprensa fica só uma amostra, já que são muitas as referências:
- “As tropas algarvias no dois de Março”, Correio do Sul, Faro, 05-02-1922, Ano III, nº 100, p. 12, col. 1 a 3.
- “Poetas do Algarve: Cantigas só para as almas que amarem a minha terra. Á Mocidade das Escolas”, Correio Teatral, Faro, 05-04-1923, Ano I, nº 6, p. 2, col. 2 e 3. [poesia do livro a publicar “Quem Canta…”].
- “A Fonte e a Alma das Coisas”, Revista de Metapsicologia. Boletim Oficial da Federação Espírita Portuguesa [FEP], Ano III, Nov.1951, nº11, p. 596-602.
[Congressos Espíritas Regionais só se realizaram no Algarve, idem, Agosto 1951, nº 8, organizados por influência de José Francisco Cabrita e Manuel Caetano de Sousa que tiveram influência na difusão do espiritismo no Algarve (Junho 1952, nº6). Em 1951-1953, existia a Sociedade Espírita de Lagos.]
- “«Novidades» ataca o espiritismo – o espiritismo defende-se”, Revista de Metapsicologia. Boletim Oficial da Federação Espírita Portuguesa [FEP], nº 3, Março 1953, p. 65-66, 104. [Trata-se de uma réplica a um artigo publicado no jornal Novidades, de 29 de Março de 1953]

Pertenceu à Maçonaria.
Foi um dos responsáveis pela “Revista de Espiritismo”, da Federação Espírita Portuguesa, e chegou a abrilhantar a lista dos Corpos Sociais da Federação, da qual fazia parte aquando do seu encerramento. Publicou inúmeros artigos baseados em fenómenos mediúnicos, com que enriqueceu as páginas daquela Revista. Destacamos entre eles: “Estranha Entrevista”, Viagem Inesperada”, “A Arte e os Artistas”, “A Fonte e a Alma das Coisas”, “Luz nas Trevas”, “Os fenómenos Supranormais da Universidade Portuguesa”, “Deus e o Conhecimento Humano”… Mas também poemas como “Luz no Natal”, “Ao mais pobre dos meus Irmãos Pobrezinhos…”, ou “Auto da Vida e de Jesus” (Teatro Espiritualista), “Homem!”, mostram bem a sua diversidade intelectual e de como, em prosa ou em verso, ele procurava sempre chamar a atenção para o Divino, para Deus! 

Este militar, combatente na Grande Guerra, foi este ano recordado com a atribuição do seu nome à toponímia farense, em reunião de 22 de Fevereiro de 2012.

A.A.B.M.