quinta-feira, 4 de abril de 2013

MAÇONARIA EM TORRES VEDRAS (1898-1911)


Nos próximos dias 5, 12 e 19 de Abril, há lugar ao lançamento de um conjunto de livros de importância republicana e maçónica, relacionados com o concelho de Torres Vedras, escritos por Jorge Paulino Pereira.

Trata-se de 4 copiosas obras, compreendendo o período entre 1898 e 1911, de autoria de Jorge Paulino Pereira, com uma invulgar e vasta documentação para o amador estudioso da organização republicana, carbonária e maçónica em Torres Vedras. Apresenta, curiosamente, um conjunto apreciável de dados biográficos maçónicos sobre os obreiros desse Vale, quadros e anexos sobre as Oficinas e as Associações civis e culturais, elementos bem curiosos sobre a carbonária local e nacional, num estudo sério e muito estimado.

LANÇAMENTOS/PALESTRAS:

 

LOCAL: Câmara Municipal de Torres Vedras (Edifício dos Paços do Concelho) 
 
* LIVRO: Maçons de Torres Vedras (1898-1911) Grande Oriente Lusitano Unido.
 
 


DIA: 5 de Abril 2013 (18,30 horas);
LIVRO: “A Maçonaria Portuguesa em Torres Vedras. Dos Inícios do Século 19 até 1910”, Ed. Santa Cruz dos Templários, 301 pags.
 
DIA: 12 de Abril 2013 (18,30 horas);
LIVRO: “O Final da Monarquia. O Organização revolucionária da Maçonaria e da Carbonária de Torres Vedras (1898-1908)”, Ed. Santa Cruz dos Templários, 353 pags.
 
DIA: 19 de Abril 2013 (18,30 horas);
LIVRO: “Rumo à República. A vitória da Maçonaria e da Carbonária de Torres Vedras (1909-1910)”, Ed. Santa Cruz dos Templários, 375 pags.
 
J.M.M.

terça-feira, 2 de abril de 2013

I ENCONTRO ANUAL «A EUROPA NO MUNDO "PELA PAZ" (1849-1939)»

Realiza-se, nos próximos dias 4 e 5 de Abril de 2013, em Coimbra, na Faculdade de Letras, um colóquio internacional subordinado ao tema em epígrafe.

No momento em que se aproximam as comemorações do Centenário da Grande Guerra, em que a participação portuguesa vai ser vista e revista, em que as alterações introduzidas no mapa político mundial produziram consequências nefastas e acabaram por conduzir a uma nova guerra mundial. Torna-se imperativo perceber que sempre houve projectos de paz, personalidades que se envolveram na manutenção da paz no mundo e que esses resultados terão demorado mais ou menos tempo a concretizar-se, mas existiram e convém agora recordá-los neste colóquio.

Contando com um conjunto apreciável de investigadores que vão reflectir sobre alguns dos projectos que se esboçaram ao longo do tempo para reflectir sobre a importância da Paz. Entre eles destacam-se algumas personalidades como: João Madeira, Albérico Costa, Cristina Clímaco, Sónia Rebocho, Bruno Cardoso Reis, João Esteves, Fátima Mariano, Cláudia Ninhos, José Manuel Pureza, Nuno Severiano Teixeira, José Luís Assis entre vários outros investigadores.

Ao longo de dois dias de trabalho vão-se trocar ideias e informações sobre a forma (s) de se lutar pela paz mesmo em momentos de guerra e acreditar que a via pacífica e negocial é sempre preferível à guerra.

Na Comissão Organizadora deste colóquio internacional contam-se os Professores Maria Manuela Tavares Ribeiro, Maria Fernanda Rollo, Isabel Valente, Alice Cunha, Ana Paula Pires e Joana Pereira.

O programa completo e detalhado das sessões pode ser consultado AQUI.

Com os nossos votos do maior sucesso para o evento.
A.A.B.M.

domingo, 31 de março de 2013

OS ÚLTIMOS PRESOS DO ESTADO NOVO



LIVRO: Os Últimos Presos do Estado Novo;
AUTORA: Joana Pereira Bastos;
EDITORA: Oficina do Livro.
Depois de uma curta 'Primavera Marcelista', o País assistiu a uma escalada da repressão contra os portugueses que enfrentavam a ditadura. Entre 1973 e 1974, mais de 500 pessoas, pertencentes a vários movimentos políticos e oriundos de diferentes classes sociais, do operariado à alta burguesia, foram presas e violentadas pela PIDE.

No forte de Caxias, os presos eram sujeitos às mais sofisticadas formas de tortura, ensinadas à polícia política portuguesa pela CIA, enquanto lá fora se preparava a revolução de 25 de Abril. Depois de meses de sofrimento, os homens e mulheres encarcerados em Caxias enfrentaram momentos de angústia e incerteza quando souberam que houvera um golpe militar em Lisboa – seria um golpe da esquerda ou, tal como acontecera pouco antes no Chile, da direita radical? De trás das grades, privados de informação credível, os prisioneiros enfrentaram essa dúvida insuportável durante horas a fio.

Alguns temeram pela própria vida, esperando que um pelotão de fuzilamento os viesse buscar às celas. Sofrendo até ao fim, os últimos presos políticos do Estado Novo só conheceram a liberdade na madrugada de 27 de Abril de 1974 – dois dias depois da revolução que acabou com 48 anos de ditadura [AQUI]
 
J.M.M.

PATRIMÓNIO, MEMÓRIA E CIDADANIA EM FARO

A Câmara Municipal de Faro vai realizar ao longo deste próximo mês de Abril um ciclo de conferências intitulado Património, Memória e Cidadania, a realizar no auditório do Museu Municipal de Faro. A primeira conferência deste ciclo vai ter lugar já no próximo dia 2 de Abril de 2013, pelas 18.30h.

O primeiro convidado é o Prof. António Rosa Mendes que vai falar sobre Património Cultural, Constituição e Cidadania.

Um conjunto de sessões a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

sábado, 30 de março de 2013

A CONSTRUÇÃO DO ESTADO LIBERAL

Na próxima segunda-feira, 2 de Abril de 2013, o Centro de História da Universidade de Lisboa, através do Grupo de Investigação Memória e Historiografia promove um seminário dedicado à Construção do Estado Liberal (Seculo XIX), com a coordenação da Professora Teresa Nunes, a partir das 14 horas e conta com intervenções de Ernesto Castro Leal, José Brissos, Teresa Nunes e a intervenção final do Prof. António Ventura.

Uma iniciativa que se saúda, que divulgamos junto de todos os potenciais interessados que nos vão seguindo e a que enviamos os nossos votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 28 de março de 2013

NOITES DE VIGILIA. APONTAMENTOS PELA VIA FORA



NOITES DE VIGILIA. APONTAMENTOS PELA VIDA FORA, de SILVA PINTO, Empreza Litteraria Lisbonense – Libanio & Cunha, Lisboa, 1896-1897, 24 fascículos (série completa) [Editor, Libanio da Silva, fasc. 1 a 3 | Empreza Litteraria Lisbonense – Libanio & Cunha (fasc. 4 e segs.)], 404 pags.
 
"Polemista prolífico (polemizou com Camilo), jornalista e importante memorialista. Amigo de Cesário Verde, foi o editor do seu Livro póstumo. Fundou e foi redactor (como Gomes Leal, Antero, Teófilo, Guilherme Braga e Junqueiro) do jornal Espectro deJuvenal. Crítico e teórico de arte, defensor do realismo, em Do Realismo na Arte (1878), isso não o impediu de tomar posição inversa em Realismos (1880). [...]"  via FRENESI
 
Sobre Silva Pinto AQUI o nosso Verbete.
 
J.M.M.

BOURBON E MENEZES


Uma das personalidades recorrentes que surgem quando se fala da República é o escritor, jornalista e polemista Bourbon e Menezes. Porém, curiosamente, não conseguimos encontrar uma nota biográfica de conjunto com os dados mais importantes e decidimos reunir alguns elementos para traçar a que se segue.

Afonso Augusto Falcão Cotta de Bourbon e Menezes, nasceu em Lisboa, no Chiado, no 3º andar direito do nº 48, a 20 de Fevereiro de 1890 e ficou, sobretudo, ligado ao jornalismo republicano. O pai era monárquico, católico e de princípios conservadores, era amanuense no Ministério das Obras Públicas, onde trabalhou durante cerca de trinta anos.

Em 1910, com pouco mais de 20 anos, participava nos trabalhos de propaganda e demolição do regime monárquico e andava próximo das ideias anarquistas. Participou em algumas reuniões clandestinas como o próprio descreveria mais tarde, onde o seu jacobinismo e radicalismo lhe permitiram conhecer algumas das personalidades curiosas do seu tempo, como João Borges, o célebre carbonário bombista que foi capa da revista Ilustração Portuguesa com José do Vale ou Henrique Trindade Coelho  [cf. Bourbon e Menezes, “Autobiografia (Fragmento)”, Ilustração, Lisboa, 16-01-1926, p. 18, que pode ser consultada aqui: http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ilustracao/1926/N2/N2_master/N2.pdf]. Segundo ele nessa altura terá também conhecido o Dr. Bernardino Machado. Na véspera do 5 de Outubro de 1910, realizou uma conferência no Círio Civil do Monte, em Lisboa. Teria sido nessa altura que Bourbon e Menezes afirmaria: Como vai ser a República? Não se sabe. O que é preciso é fazê-la.

No ano seguinte assumiu, ainda que por curto período de tempo, a direcção do jornal semanário anarco-sindicalista Germinal, de Setúbal, facto que depois lhe valeu algumas polémicas com o jornal A Sementeira, pois, entretanto, Bourbon e Menezes adere de forma clara ao republicanismo e os seus antigos reagem de forma agressiva [João Freire, “A Sementeira do arsenalista Hilário Marques”, Análise Social, Lisboa, vol. XVII (67-68), 1981-3.°-4.º, p. 778 consultada aqui: http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1224069124O3yAI0xs9Hd74FP0.pdf]

Ingressou na função pública com funcionário do Arquivo de Identificação Civil de Lisboa, tendo chegado a 2º oficial na referida repartição pública e recebido em 1927 um diploma por funções públicas conferido por Cancela de Abreu, enquanto Director Geral do Ministério da Justiça [ver aqui: http://acpc.bn.pt/imagens/colecoes/n13_meneses_bourbon.jpg]

Foi administrador do Concelho de Viana do Castelo após a implantação da República, onde adoptou uma postura repressiva face aos movimentos grevistas que se desencadearam na cidade. Tendo sido o responsável pela prisão de Aurélio Quintanilha, em Viana do Castelo, em 1914, bem como de outras personalidades de relevo da cidade. O próprio Bourbon e Menezes relata que esta experiência como administrador do concelho minhoto foi a sua “desgraça” e foi acusado de se ter vendido à burguesia e de se ter aderido à causa da República.

[em continuação]

A.A.B.M.

AQUILINO RIBEIRO E GAGO COUTINHO

 
 
FOTO: Aquilino Ribeiro e Gago Coutinho, no Paquete "Vera Cruz", a caminho do Brasil (1952)
 
 
 
J.M.M.

3º CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DE DEMOCRÁTICA – 40 ANOS DEPOIS

 
VAMOS FALAR DE LIBERDADE * 3º CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DE DEMOCRÁTICA – 40 ANOS DEPOIS


DIA: 7 de Abril 2013 (16 horas);
LOCAL: Sede da Assembleia Municipal de Aveiro;

INTERVENÇÕES: António Neto Brandão, António Pinho Regala, Flávio Sardo e Joaquim de Silveira;
ORGANIZAÇÃO: Associação José Afonso (Núcleo de Aveiro).

FOTO: via Associação José Afonso Facebook

J.M.M.

quarta-feira, 27 de março de 2013

IMPRENSA TEATRAL NA HEMEROTECA

A Hemeroteca Municipal de Lisboa, na senda do excelente trabalho que tem vindo a fazer, de disponibilizar parte do seu espólio de colecções da imprensa, aproveitou a efeméride do dia: Dia Mundial do Teatro, para colocar online um conjunto de dez publicações sobre a arte de Talma.

Assim, no âmbito da colecção Imprensa Teatral, ficaram online as seguintes publicações, que podem ser consultadas nos links que se seguem:

O Elenco, Lisboa: Typographia de J. F. Sampaio, 1839, Existências: N.º 1 (15 Maio 1839)-n.º6 (1 Agosto 1839);

Jornal do ConservatorioPortugal. Conservatório Geral da Arte Dramática, ed. com., Existências: N.º 2 (15 Dez. 1839)-n.º 11 (16 Fev. 1840);

- Revista do Conservatório Real de Lisboa, Portugal. Conservatório Real de Lisboa, Existências: T.1, n.º 1 (1842)-T.1, n.º 2 (Julho 1842);

- Galeria theatral: jornal critico-literario, Existências: N.º 1 (21 Out. 1849)-n.º 30 (8 Fev. 1850);

Ribaltas e gambiarras, Torresão, Guiomar, 1844-1898, red., Existências: S. 1, n.º 1 (1 Jan. 1881)-s. 2, n.º 45 (30 Out. 1881);

Os theatros : jornal de critica, Amaral, Henrique Pinto do, ca. 1893-, ed. lit.; Leite, Diamantino, ca. 1891-, ed. lit., A. 1, n.º 1 (7 Nov. 1895)-a. 1, n.º 6 (1 Jan. 1896);

- Revista do Conservatório Real de Lisboa : publicação mensal ilustrada, Portugal. Conservatório Real de Lisboa, ed. com.; Schwalbach, Eduardo, 1860-1946, dir. publ., Existências N.º 1 (Maio 1902)-n.º 6 (Out. 1902);

- A mascara : arte, vida, theatro, Pinto, Manuel de Sousa, 1880-1934, dir. publ., Existências: Vol. 1, n.o 1 (20 Jan. 1912)-vol. 1, n.o 12 (13 Abr. 1912);

 
O palco: revista teatral, Empresa de O Palco, ed. com.; Correia, E. Nascimento, ca. 18--, dir., Existências: A. 1, n.º 1 (5 Jan. 1912) - a. 1, n.º 9 (20 Mai. 1912);

Acompanhando as publicações periódicas disponibiliza-se o livro de Júlio César Machado, Os Teatros de Lisboa.

Recomenda-se uma visita demorada às publicações supra referidas.

A.A.B.M.

sexta-feira, 22 de março de 2013

IN MEMORIAM DE ÓSCAR LOPES (1917-2013)


“Óscar Lopes nasceu em 1917 em Leça da Palmeira e aos 19 anos mudou-se para Lisboa, para estudar Filologia Clássica, na Faculdade de Letras, formação complementada mais tarde em Coimbra, com cadeiras de Histórico-Filosóficas. Os seus primeiros textos foram sobre música e para um pequeno jornal de Sintra. Óscar Lopes era um amante de música e chegou mesmo a fazer o curso do Conservatório de Música do Porto.

Militante do Partido Comunista Português desde 1944, Óscar Lopes entrou para a política “conspirando” com Vitorino Magalhães Godinho e o grupo dos socialistas liderado por António Macedo. Autor de uma vasta e importante obra no domínio da Linguística, em que se destaca a Gramática Simbólica do Português, o ensaísta chegou tarde à docência na Faculdade de Letras do Porto devido à sua filiação política, tendo mesmo chegado a ser preso duas vezes durante o Estado Novo …” [Jornal Público]
 
“Desempenhou funções docentes como professor do ensino secundário, até integrar, entre 1974 e 1987, os quadros da Faculdade de Letras do Porto, onde foi professor catedrático e onde fundou o Centro de Linguística, desenvolvendo uma actividade ensaística que sempre soube conciliar com o seu interesse pela música e pela linguística.

Foi presidente da Associação Portuguesa de Escritores e sócio de mérito da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e integrou os júris de vários prémios literários. Mercê do seu envolvimento na oposição ao regime salazarista, foi, durante a ditadura, duas vezes detido, afastado temporariamente do serviço lectivo oficial e viu obras suas apreendidas, sendo ainda múltiplas vezes impedido de participar em congressos ou outros eventos para que fora convidado no estrangeiro. Pertencendo à geração que, nos anos 40, nas páginas de Seara Nova ou Vértice defende uma arte comprometida e teorizada a partir das coordenadas ideológicas do marxismo dialéctico, o nome de Óscar Lopes, ao lado de outros, como Mário Dionísio, Mário Sacramento, Álvaro Cunhal ou Joaquim Namorado, é indissociável do processo que, integrando, além da criação, a teorização e a crítica literárias, conduzirá à afirmação e progressiva revisão crítica dos pressupostos do neorrealismo” [AQUI]
 
 
J.M.M.

quinta-feira, 21 de março de 2013

ABRAÇA(R) A HISTÓRIA SOCIAL

Realiza-se amanhã, 22 de Março de 2013, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, um colóquio dedicado ao tema da História Social. Assim, a partir das 14.30h, na Sala de Reuniões, vão ser apresentadas duas conferências pelas professoras Maria José Moutinho e Maria Antonieta Cruz, conforme consta do cartaz que supra se apresenta.

Para quem reside na região do Porto e que tem interesse pela temática pode ser uma boa oportunidade para aprender um pouco mais sobre a sociedade portuguesa durante o século XIX e inícios do século XX, em particular na zona norte do País.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

«A GUERRA SECRETA» NO PORTUGAL DE SALAZAR

A Secção de História da Sociedade de Geografia de Lisboa vai promover, amanhã, 22 de Março de 2013, pelas 17.30h, uma conferência pelo Dr. José António Barreiros subordinada ao tema: A Guerra Secreta no Portugal de Salazar.

O conferencista, que se tem dedicado com grande interesse à temática da espionagem em Portugal, durante a II Guerra Mundial, vai certamente contar alguns episódios e evocar figuras que estiveram ligados a essa questão durante o período salazarista.

Uma sessão com muito interesse que recomendamos aos que nos vão acompanhando.

A.A.B.M.

terça-feira, 19 de março de 2013

NO PORTUGAL MODERNO – ESPAÇOS, TRATOS E DINHEIROS


LIVRO: No Portugal Moderno – Espaços, tratos e dinheiros;
AUTOR: Joaquim Romero de Magalhães;
EDIÇÃO: Imprensa da Universidade de Coimbra.



LANÇAMENTO EM COIMBRA:

DIA: 20 de Março (18 horas);
LOCAL: Almedina Estádio (Coimbra);
APRESENTAÇÃO: Profª Leonor Freire Costa (I.S.E.G.).
Obra miúda, recebeu a designação de miunças. Aqui vem mais uma compilação de artigos reunidos pela proximidade temática, agora a economia. Escritos entre 1994 e 2010 dentro da linha da história económica tal como a concebo, a procuro escrever – e como afinal a ensinei de 1973 a 2012.
A partir da construção dos espaços, apreciar os homens que neles vivem nas suas motivações, dinâmicas e expectativas materiais. Espaços, tratos e dinheiros convergem para ajudar à explicação do Portugal Moderno (séculos XVI a XVIII). Quase todos os escritos atingem também uma amplitude maior do que o cantinho português no continente europeu. A história da expansão e a vida além-mar está soldada à das gentes que labutaram e foram resistindo neste rectângulo continental e nas ilhas próximas.
Nestas Miunças 3 destaque cabe à história da fiscalidade indispensável à explicação do passado. Que lições dá quando se observa o efeito a que pode conduzir os excessos ou o desregramento do Estado, como que orientado contra a sociedade. A igualdade tributária tem sido várias vezes proposta e mesmo aprovada, sem êxito na sua aplicação. Porque contra os propósitos niveladores se erguem sempre os poderosos, que se furtam ou minimizam o que pagam. Assim com as décimas da Restauração... Encerra esta compilação a Oração de Sapiência que me coube proferir na abertura solene do ano lectivo de 2009 (16 de Setembro) na Universidade de Coimbra. Supõe-se útil como visão panorâmica da historiografia do século XX – e não apenas da que respeita aos aspectos económicos. Assim se juntam mais umas miunças" [Ler AQUI]
J.M.M.

CONTINUIDADES E RUTURAS NOS REGIMES POLÍTICOS DO OITOCENTO E NOVECENTO PORTUGUÊS: CONFERÊNCIA

O Prof. André Freire vai realizar na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, a convite da Professora Maria Inácia Rezola, uma conferência subordinada ao título: Continuidades e Ruturas nos Regimes Políticos do Oitocento e Novecento Português, amanhã, dia 20 de Março de 2013.

A sessão, conforme comprova o cartaz de divulgação, realiza-se pelas 18.30.

A.A.B.M.

segunda-feira, 18 de março de 2013

SEMINÁRIO: “IMAGENS DA PIDE – DO ARQUIVO AO DOCUMENTÁRIO”


SEMINÁRIO: “Imagens da PIDE – Do Arquivo ao Documentário” [1,5, ESTs);
CREDITAÇÃO: FCSH – Universidade Nova de Lisboa;
COORDENAÇÃO: Jacinto Godinho.


SESSÕES E TEMAS:

  • 1ª Sessão 16/4: Sessão teórica com o docente
  • 2ª Sessão 17/4: Sessão teórica com o docente
  • 3ª Sessão 18/4: Visita aos arquivos de imagens da Torre do Tombo
  • 4ª Sessão 19/4: Visita aos arquivos de imagens da RTP
  • 5ª Sessão 23/4: Debate sobre as imagens da PIDE com Prof. Jacinto Godinho, Profª. Irene Pimentel, Dr. José Pacheco Pereira (a confirmar) e Dr. Silvestre Lacerda (a confirmar)

 “A formação e a actuação das polícias políticas em Portugal durante o período da Ditadura Militar e Estado Novo (1926-1974), baseadas na investigação da historiadora Irene Pimentel e do investigador e jornalista Jacinto Godinho. Documentos, imagens e testemunhos que constituem um trabalho inédito, orientado para a constituição de um acervo audiovisual para estudos futuros e também para uma série documental, actualmente em produção pela RTP.

A partir de 1933, a polícia política passa a fotografar os detidos e a integrar essas imagens nos seus livros de cadastro. A polícia proibia vários tipos de recolha e de divulgação de imagens, dotava-se a si mesma de meios para conhecer visualmente aqueles que perseguia e geria-se, ao mesmo tempo, como potência invisível e fantasmática.

Ver sem ser visto - tal é o dispositivo óptico que estará em análise, lançando-se também um conjunto de questões actuais sobre a relação entre poderes e imagens: falta clareza na interpretação das leis sobre os direitos à imagem e direitos de autor? As imagens fotográficas são alvo de um mercado apetecível que se sobrepõe ao interesse público para estudo e divulgação? O que é um documentário histórico? Quem tem o dever de recolher os testemunhos orais e as imagens da história?”
 
VER Contactos e Informações AQUI
 
J.M.M.

 

MEDALHA COMEMORATIVA DO I ANIVERSÁRIO DA REPÚBLICA PORTUGUESA


"Medalha comemorativa do primeiro aniversário da República Portuguesa. Numa face figura a efígie da República, a qual, além do tradicional barrete frígio, vem adornada com uma tiara e um colar"

[via FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES]

J.M.M.

domingo, 17 de março de 2013

AS RAÍZES DO PENSAMENTO HISTÓRICO-SOCIOLÓGICO DE ANTÓNIO SÉRGIO: CONFERÊNCIA

Amanhã, 18 de Março de 2013, vai realizar-se no ICS - Universidade de Lisboa, pelas 16 horas, uma conferência no âmbito do Seminário de Teoria Social e Pensamento Contemporâneo. Este ciclo dedicado ao Pensamento Social em Portugal, com coordenação de José Luís Garcia, vai analisar As Raízes do Pensamento Histórico-Sociológico de António Sérgio.

O conferencista convidado para esta iniciativa é João Príncipe, da Universidade de Évora.

Uma interessante iniciativa que se recomenda e se divulga a todos os potenciais interessados em conhecer melhor o pensamento do seareiro, historiador e oposicionista ao Estado Novo: António Sérgio.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

quinta-feira, 14 de março de 2013

DR. AFONSO COSTA

 
 






quarta-feira, 13 de março de 2013

I CONGRESSO DE HISTÓRIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM PORTUGAL


 
I Congresso de História do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal
 
DIAS: 13 a 15 de Março;
LOCAL: FCSH – Universidade Nova de Lisboa (Edifício I&D);

COORDENAÇÃO: Raquel Varela (IHC/FCSH-UNL); Paula Godinho (IELT/ FCSH-UNL) e José Virgílio Borges Pereira (ISFL/UP)
ORGANIZAÇÃO: Ana Sofia Ferreira, Cátia Teixeira, Joana Alcântara, João Baía, João Edral, Natacha Nunes, Rita Couto, Miguel Pérez.

O recrudescimento dos conflitos sociais na última década tem vindo a impulsionar o regresso à academia do estudo do movimento operário e dos movimentos sociais. O I Congresso de História do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal visa recuperar, fomentar e divulgar a história do trabalho, categoria central de análise na compreensão das sociedades humanas. Do movimento operário e dos movimentos sociais e dos conflitos sociais do Portugal Contemporâneo (séculos XIX e XX)”.  
 
 

 
►  [SUGESTÕES NOSSAS] ALGUMAS SESSÕES:
 
13 de Março:
- (11,30-13 horas) “Movimento Estudantil” [ver, Giulia Strippoli, “Os protestos estudantis nos finais dos anos Sessenta: o papel do PCP em perspectiva comparada” | João Moreira, “O Trotskismo em Portugal: 1969-1974”];
- (14,30-16 horas) “Arte, Lazer e Resistência Operária” [ver, Cláudia Figueiredo, “Os usos do palco: o proletariado e o teatro no inicio do século XX”];
- (14,30-16 horas) “Cidades, Trabalho e Resistência” [ver, Ana Alcântara, “Uma geografia da Lisboa operária em 1890” | Paulo Cruz Terra, “Os trabalhadores do transporte em Lisboa, 1870-1906”];
- (16,15-17,45 horas) “Trabalho, Greves e Sindicalismo no Século XX” [ver, Nuno Simão Ferreira, “O Sindicalismo orgânico proposto pelo integralismo lusitano e nacional-sindicalismo” | Paulo Bruno Alves, “A questão das greves dos trabalhadores dos jornais católicos na década de 1920: os casos do Diário do Minho e das Novidades”];
- (18-19,30 horas) “Oposição no Estado Novo” [ver, Susana Martins, “Os socialistas e o movimento operário nos primórdios da ditadura salazarista” | João Madeira, “Sindicalismo no Estado Novo: entrismo ou sindicatos clandestinos?”];
 
14 de Março:
- (9,30-11 horas) “Movimento Operário durante a Monarquia” [ver, Artur Ângelo Barracosa Mendonça (nosso camarada de blog), “Notas para a História do Movimento Associativo e Operário no Algarve no final da Monarquia Constitucional (1870-1910)” | José Tengarrinha, “1872: O início da ofensiva operária em Portugal”];
- (11,15-12,45 horas) “Greves e Conflitos Sociais Durante o Estado Novo” [ver, Cristina Nogueira, “O PCP e a sua influência nas lutas sociais em Portugal durante o Fascismo”];
- (14,30-16 horas) “Greves e Movimento Operário” [ver, Vanessa de Almeida, “A greve de 1943 no Barreiro resistência e usos de memória” | Célia Taborda Silva, “Conflitualidade operária no Porto oitocentista”];
- (16,15-17,45 horas) “Movimentos Sociais e Militâncias Femininas” [ver, Ana Mateus, “Teorias e Práticas Anarcofeministas” | Paulo Marques Alves, “A militância no feminino nos primórdios do sindicalismo em Portugal”];
 
15 de Março:
- (9,30-11 horas) “Cultura e Resistência Anarquista” [ver, Adelaide Gonçalves, “Afinidades libertárias em Portugal e no Brasil” | Albérico Afonso, “Germinal, um roteiro acrata para a revolução social” | Cristina Clímaco, “Os anarquistas no exílio (1930-1936)];
- (14,30-16 horas) “Revolução dos Cravos” [ver, Mickaël Robert-Gonçalves, “O cinema da revolução ao serviço das lutas operárias (1974-1975)” | Célia Taborda Silva, “Conflitualidade operária no Porto oitocentista”];
- (16,15-17,45 horas) “Movimentos Sociais e Militâncias Femininas” [ver, Ana Mateus, “Teorias e Práticas Anarcofeministas”].
 
J.M.M.