No âmbito do ciclo Novas Perspectivas em História Contemporânea, organizadas pelo Centro de Estudos de História Contemporânea, do ISCTE-IUL, vai realizar-se amanhã uma nova conferência.
O conferencista é José Neves, cujo currículo académico poder ser consultado AQUI.
Este ciclo tem a coordenação científica da Prof. Maria de Fátima e Melo Ferreira e tem por objectivo discutir questões relativas à história do Estado, dos nacionalismos, dos sujeitos colectivos, da biografia, bem como a relação entre História e Ciências Sociais e a própria sensibilidade a alguns contributos da Teoria da História.
Uma iniciativa que se saúda, se divulga e a que desejamos o maior sucesso.
A.A.B.M.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
TERTÚLIA “LIBERDADE NA PRAÇA 8 DE MAIO” - NOS 90 ANOS DO CAFÉ SANTA CRUZ
EVENTO: Tertúlia “Liberdade na Praça 8 de Maio”;
DIA: 8 de Maio (21,30 horas);
LOCAL: Café Santa Cruz (Pr. 8 de Maio), Coimbra.
LOCAL: Café Santa Cruz (Pr. 8 de Maio), Coimbra.
► PROGRAMA:
- Apresentação da Pró-Associação
“8 de Maio” [Eduardo Francisco]
- Mesa Redonda: “Liberdade: o
que é hoje ser Pessoa?” [com Vasco Pereira da Costa, Madalena Alarcão, Paula
Forjaz, Luís Francisco e João Redondo (moderador)
- Conclusão: por António
Arnaut.
- [AINDA]: Declamação do poema
"Liberdade" de F. Pessoa (por Francisco Paz); Performance Teatral (Rui Damasceno)
& Música de Tânia Ralha.
J.M.M.
A QUEDA DA MONARQUIA: CONFERÊNCIA NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA
A Academia das Ciências de Lisboa tem vindo a promover ao longo deste mês de Maio, no âmbito do ciclo Portugal: Da Fundação à Actualidade um conjunto de interessante conferências.
Amanhã, dia 8 de Maio, pelas 17 horas, a Prof. Maria Filomena Mónica vai apresentar uma conferência subordinada ao título: A Queda da Monarquia.
Uma interessante iniciativa da Academia das Ciências, aberta ao público, com uma convidada com bastante visibilidade e com obra abundante obra publicada sobre o tema, conforme se pode constatar consultando o seu currículo AQUI.
Voltaremos a este certamente a este ciclo para divulgar novos eventos ali promovidos.
A acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.
Amanhã, dia 8 de Maio, pelas 17 horas, a Prof. Maria Filomena Mónica vai apresentar uma conferência subordinada ao título: A Queda da Monarquia.
Uma interessante iniciativa da Academia das Ciências, aberta ao público, com uma convidada com bastante visibilidade e com obra abundante obra publicada sobre o tema, conforme se pode constatar consultando o seu currículo AQUI.
Voltaremos a este certamente a este ciclo para divulgar novos eventos ali promovidos.
A acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.
A OCIDENTE: REVISTA PORTUGUESA (LISBOA: 1938-1973): CONFERÊNCIA
Realiza-se, hoje, dia 7 de Maio de 2013, pelas 18horas, na Biblioteca Museu República e Resistência/Cidade Universitária a quarta conferência do ciclo Das Revistas Políticas e Literárias no Estado Novo.
O convidado para esta conferência e para analisar o percurso longo da revista Ocidente (1938-1973) é o Doutor Luís Bigotte Chorão que vai dar a conhecer algumas dos momentos e das figuras que marcaram a história desta revista, dirigida mensalmente por Manuel Múrias e tendo como redactor responsável Álvaro Pinto e onde colaboram grandes nomes da cultura portuguesa do século XX.
Sobre esta revista pode consultar-se o artigo de Conceição Meireles Pereira AQUI e o pequeno verbete sobre a revista AQUI.
Com os nossos votos do maior sucesso.
A.A.B.M.
HISTÓRIA DAS SOCIEDADES SECRETAS POLÍTICAS E RELIGIOSAS
PIERRE ZACCONE — HISTÓRIA DAS SOCIEDADES SECRETASPolíticas e Religiosas, trad. de Heliodoro Salgado, Lisboa, Typographia
Lusitana (Editora de Arthur Brandão), II vols. 911-V e 959-V págs. E.
Do índice: Os Carbonários; A Inquisição; Os
Franco-Maçons; Os Estranguladores; Os Comburadores; A Camorra; Os Amigos do
Povo; Os Companheiros; A Internacional; Os Mutilados Russos; Os Nihilistas; Os
Fenianos; Os Illuminados; Os Jesuitas; Os Juízes Livres; Os Templários, Os
Assassinos. [AQUI]
J.M.M.
REVISTA DA FIGUEIRA
REVISTA DA FIGUEIRA. Publicação mensal de Arte,
Sciencia e Litteratura. Redactores: João Templário, Manoel d’Almeida e Cardozo
Marta. Figueira. Imprensa Lusitana. 1903. 19,5x28 cm. 47-I págs. E.
“… Tanto podemos condemnar os males d’uma
sociedade pelo sentimento, na sua accepção mais restricta, como pela ironia,
como pelo combate. O combate, ferindo, produz a exaltação; a ironia, mordendo, produz
a vergonha, quando não dá a indifferença, e o sentimento verdadeiro são e
forte, falando á alma, incute-lhe o bem com os mais santos exemplos. E assim, o
que deve ser, é convicção e sinceridade nas palavras que ellas traduzem bem
como a ideia nobre e uma alma nobre, e tenham só em vista a perfeição e o bem.
Então que se siga por qualquer caminho. É a isto que nos propômos — rapazes no
vigor da vida, e por isso cheios de convicção e justiça …”
"Número único desta publicação dada a lume em Abril de 1903 e que contou com a
colaboração de: Alberto Bastos, Aníbal Fernandes Tomás, Duarte Lima, João de
Barros, Pedro Fernandes Tomás, Sousa Viterbo, Teixeira de Carvalho e de Tomás
da Fonseca.
Ilustrada em extra-texto com um desenho do “Caes da Figueira da Foz por occasião da visita regia” impresso em papel couché e em folha á parte.. No final, impressa em folha à parte tem ainda a letra e a notação musical da “Modinha”, de J. F. Pereira da Costa". [ler TUDO AQUI]
J.M.M.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
A NOVA PÁTRIA
A NOVA PÁTRIA. Ordem e Trabalho Todos por Todos.
Número Commemorativo do 31 de Janeiro de 1891; Edição da Empreza de La Revue de
Portugal (Av. Rodrigues de Freitas, nº 295, Porto); Editor: António d’Almeida
Marcos; Director: G. de Medeiros; Typ. a Vapor de Arthur de Souza & Irmão,
Succ, Largo de S. Domingos, 67, Porto;, Porto, 31 de Janeiro de 1891.
digitalizado AQUI
J.M.M.
BOURBON E MENEZES (PARTE III)
No início da década de vinte, Bourbon e Menezes foi um dos subscritores da denominada “União Cívica”. Esta organização apesar de não se apresentar como um partido político chegou a esboçar um modelo de organização descentralizado. Na comissão directiva de Lisboa vamos encontrar Bourbon e Menezes, acompanhado das principais figuras do movimento: António Sérgio, Jaime Cortesão, Filomeno da Câmara, Ferreira do Amaral, Quirino de Jesus e Francisco Aragão [António Ventura, O Imaginário Seareiro. Ilustradores e Ilustrações da revista Seara Nova (1921-1927), Instituto Nacional de Investigação Científica, Lisboa, 1989, p. 34]. Este grupo heterogéneo de personalidades dos mais variados quadrantes e, consequentemente, uma das suas principais fragilidades. Apesar de no dia 4 de Março de 1923, na sala Algarve, da Sociedade de Geografia de Lisboa, quando o “Manifesto à Nação” foi apresentado publicamente por António Sérgio, o projecto já tinha começado a ser preparado alguns meses antes e a imprensa da época foi acompanhando e apoiando a iniciativa junto da opinião pública.
Ainda no final da década de vinte, envolve-se numa acesa polémica com Raúl Proença, como assinala o António Reis, porque Bourbon e Menezes publicou um artigo no Diário de Notícias de 4 de Dezembro de 1929 onde “equiparava a Ditadura Militar a uma simples regência tornada necessária pela renúncia prática ao poder por parte das forças civis da democracia dissociadas «no frenesi das competições partidárias sem freio»” [António Reis, Raul Proença. Biografia de um intelectual político republicano, vol. II, col. Temas Portugueses, INCM, Lisboa, 2003, p. 92-93]. Proença entende que Menezes tentava fazer uma legitimação de um regime opressivo, quando Menezes se afirmava publicamente como republicano democrata. Isto conduziu ambos os publicistas a uma controvérsia pública crescente que se arrasta entre Novembro de 1930 até Abril de 1931 (Vide Daniel Pires, Raul Proença. Polémicas, Publicações D. Quixote, Lisboa, 1988, p. 751-819], tornando muito difíceis as relações entre ambos, que até ali eram cordiais e que conduziu à publicação de um folheto por parte de Bourbon e Menezes intitulado Proença Furioso e Lastimoso ou a Megalomania de um Messias sem Juízo e a que Raúl Proença responde com a publicação de A Peste …Burbónica, que acabou por não chegar a ser editado, mas que consta no espólio do escritor na Biblioteca Nacional.
A sua faceta polémica acentua-se com a polémica que envolve a saída do Partido Socialista, liderado por Amílcar Ramada Curto. Nessa altura, concede várias entrevistas, uma ao Diário de Lisboa [14-03-1933, Ano XII, nº 3711, p. 5 e pode ser consultado AQUI] outra ao jornal República [16-03-1933, Ano XX, 2ª série, nº 839, p. 1, que pode ser consultada AQUI]
Bourbon e Menezes colaborou nas páginas de A Manhã, jornal dirigido por Mayer Garção, passando depois pelas redacções de O Agitador, O Protesto, Diário da Tarde, República, O Povo, O Mundo, Primeiro de Janeiro, Voz do Operário e Diário de Notícias, onde assinou com regularidade a coluna «Pedras soltas». Grande prosador e polemista, colaborou nas revistas Seara Nova, Ilustração entre muitas outras. Deixou também vários livros de contos e o poema Menino (1925) que Fernando Pessoa teria chegado a verter para inglês.
Em Fevereiro de 1946 foi alvo de uma homenagem por parte dos funcionários do Arquivo de Identificação de Lisboa, mas a notícia do evento foi censurada na maior parte dos jornais.
Algumas pistas apontam no sentido de que a Bourbon e Menezes teria sido oferecida a condecoração com o grau de cavaleiro de Santiago, mas ele ter-se-ia recusado a aceitar, no entanto não conseguimos recolher outras informações mais concretas sobre esta situação, para podermos aferir da sua veracidade.
Os seus pais eram Gaspar Augusto Falcão Cotta de Bourbon e Menezes e Elvira Maria do Carmo Garcia Lopes Van-Zeller. Era irmão da pintora Helena de Bourbon e Meneses, de Luísa Gonzaga Van-Zeller Fernandes e de Georgina Gonzaga Garcia Van-Zeller. Casou com Lívia de Bourbon e Menezes e teve um filho de nome Gilberto de Bourbon e Menezes que foi funcionário da Companhia dos Diamantes de Angola, onde se encontrava aquando do falecimento do pai.
Bourbon e Menezes sofria de problemas cardíacos, tendo a sua situação de saúde sofrido complicações com uma tuberculose pulmonar, a que se juntaram depois outros problemas que culminaram com a sua morte.
Morreu em Lisboa, na rua de S. Mamede, ao Caldas, 15, em 8 de Setembro de 1948 (quarta-feira), contando 58 anos.
No seu funeral participaram muitas personalidades onde se destacam: Boavida Portugal, Francisco José Rocha Martins, Julião Quintinha, o general Ferreira Martins, general Rui Fragoso Ribeiro, coronel Henrique de Sousa Guerra, Ricardo Covões, Bernardino Machado Júnior, Manuel Serras, Alexandre Ferreira, António Lazano, Mário Portocarrero Casimiro, Norberto de Araújo, Cristiano Lima, Herculano Nunes, Matos Sequeira, Artur Portela, Pinto Quartim, David Lopes, António Lopes Ribeiro, António Luís Gomes, João de Deus Ramos, António Joyce, Henrique de Vilhena, Barbosa Soeiro, Ramon la Féria, Jacinto Simões, Feliciano Fernandes, Jaime de Figueiredo, José Pinto Serra, Grácio Ramos, Alfredo Brochado, Augusto Bandeira, Alfredo Cândido, Jacob Levy, Euclides da Costa, entre muitos outros [“O Funeral de Bourbon e Meneses”, República, Lisboa, 09-09-1948, Ano XXXVIII, 2ª Série, nº 6413, p. 5, col.3 e 4].
Alguns dias após o seu falecimento, o jornalista e escritor Julião Quintinha, numa das suas crónicas no jornal República, afirmava sobre Bourbon e Menezes “a sua grande tristeza por ter o filho ausente, e não se poder despedir, ele a soube disfarçar, com exemplar estoicismo. Por certo, muito no íntimo devia ter pena de partir, porque amava a vida. Mas pelo esforço da sua inteligência soube ser superior às sedutoras ilusões, naturalmente, sem os menores sintomas de necrofobia. Acho admirável a maneira natural como Bourbon e Menezes resolveu para si esse antigo e doloroso problema do Homem e a Morte, conseguindo encará-lo com relativa simplicidade” [Julião Quintinha, “Crónica: O Homem e a Morte”, República, Lisboa, 20-09-1948, Ano XXXVIII, 2ª Série, nº 6424, p. 4, col. 2 e 3].
Foi secretário particular de Bernardino Machado, tendo a propósito disso publicado, aquando do falecimento do ex-presidente da República, uma carta que foi enviada sob a forma de artigo para publicação no jornal Notícias da Huíla em 26 de Junho de 1944.
Colaboração na Seara Nova, ver por exemplo aqui:
Sobre a colaboração na Atlântida ver AQUI.
Bourbon e Meneses reconhecia no início de 1920, algo que podemos continuar a apontar aos aparelhos político partidários, mesmo nos dias actuais:
«Sem o contacto popular, que dia a dia vão perdendo, os partidos estão hoje fechados de mais nos seus centros. Direi até: nos seus directórios [...] Mas, sobretudo, do que eles carecem é de um idealismo austero, da comunhão sincera com os anseios do país, de, numa palavra, se mobilizarem para o bem público, democratizando-se genuinamente.»
in A Manhã, 7-3-1920
Publicou na imprensa, entre muitas centenas de artigos:
O NORTE, Porto,
- “Oiro do Reno”, 26-05-1918
CAPITAL, Lisboa (1910-1938)
- “Sobre uma sepultura”, 08-02-1918, nº 2680, p. 2, col. 3 e 4;
- “À Margem da política… Impressões do «Front» Entrevista com o alferes Sr. Bernardino Machado, Filho”, 25-02-1918, nº 2697, p. 1
DIÁRIO DE NOTÍCIAS (1938-1973), NEW BEDFORD:
- “Pedras Soltas: Novos e Velhos,” Jan. 16, 1942, p. 3;
- “Pedras Soltas: Como Trabalham os Escritores,” Sept. 3, 1942, p. 3.
O MUNDO (1900-1926)
- “A Arrábida e o Mar”, 01-01-1923, Ano XXIII, nº 7593, p. 3, col. 3 a 5;
- “O Ensino Religioso e a Constituição”, 08-01-1923, Ano XXIII, nº 7599, p. 1, col. 3 a 5;
- “Uma carta. O Sr. Dr. Germano Martins e a Cerimónia da Ajuda”, 10-01-1923, Ano XXIII, nº 7610, p. 2, col. 1 e 2;
- “A Besta Humana”, 15-01-1923, Ano XXIII, nº 7606, p. 1, col. 2 a 4;
- “Memórias (Apontamentos para um dos capítulos do primeiro volume)”, 20-01-1923, Ano XXIII, nº 7611, p. 1, col. 6 e 7;
- “A Conversão de Junqueiro é uma torpe mistificação da imprensa monárquica”, 29-01-1923, Ano XXIII, nº 7626, p. 1, col. 1 e 2;
- “O que falhou na Revolução Russa”, 05-02-1923, Ano XXIII, nº 7626, p. 1, col. 4 a 6;
(artigo critico em relação a Carlos Rates e ao comunismo que estava a organizar-se nessa altura);
- “A Ocupação do Ruhr. De coração com a França”, 12-02-1923, Ano XXIII, nº 7633, p. 1, col. 3 a 5;
- “As teias de aranha do sr. Conselheiro”, 19-02-1923, Ano XXIII, nº 7639, p. 1, col. 1 e 2 (artigo muito critico sobre Fernando de Sousa – Nemo);
- “Renan”, 26-02-1923, Ano XXIII, nº 7646, p. 1, col. 1 a 3;
- “Verdades escandalosas/ À margem do Apelo à Nação”, 08-03-1923, p. 1 e 2;
- “Seara Nova – uma revista política que não é feita por políticos”, 18-10-1921, p. 1;
SEARA NOVA, Lisboa (1922- )
Publicou ainda os seguintes folhetos, capítulos de livros e livros:
- Os Paradoxos de Ademe, Lisboa, 1917;
- Soliloquios Espirituais, Lisboa, 1922;
- Menino (poema em prosa), Lisboa, 1925;
- Diamantes Negros (Pref. e Comp. de poemas de Eduardo Metzner), Lisboa, 1925;
- “Deixando falar a saudade”, À Memória de Luís Derouet. Palavras Justas, Imprensa Nacional, Lisboa, 1928, p. 41-44
- Os Crimes de 19 de Outubro - Revelações & Interrogações Sensacionais, Lisboa, 1929;
- O Diário de João Chagas - A Obra e o Homem, Lisboa, 1931;
- Os Intelectuais e a Causa Operária (Conferência), Porto, 1932;
- Grandeza e Fatalidade do Socialismo (Conferência), Porto, 1932;
- Almas deste Mundo (Contos e Novelas), Lisboa, 1934;
- Os Paradoxos de Ademe, Lisboa, 1917;
- Soliloquios Espirituais, Lisboa, 1922;
- Menino (poema em prosa), Lisboa, 1925;
- Diamantes Negros (Pref. e Comp. de poemas de Eduardo Metzner), Lisboa, 1925;
- “Deixando falar a saudade”, À Memória de Luís Derouet. Palavras Justas, Imprensa Nacional, Lisboa, 1928, p. 41-44
- Os Crimes de 19 de Outubro - Revelações & Interrogações Sensacionais, Lisboa, 1929;
- O Diário de João Chagas - A Obra e o Homem, Lisboa, 1931;
- Os Intelectuais e a Causa Operária (Conferência), Porto, 1932;
- Grandeza e Fatalidade do Socialismo (Conferência), Porto, 1932;
- Almas deste Mundo (Contos e Novelas), Lisboa, 1934;
- O Génio e o Coração de Antero, Lisboa, 1934;
- A Ronda da Noite (Contos), Lisboa, 1936;
- Páginas de Combate. Crítica & Doutrina, Lisboa, 1933;
- Figuras Históricas de Portugal, Porto, 1933;
- Sua Graça é Lisboa, Lisboa, 1944 [Digitalizado, mas em cópia interna da BNP];
- A Significação do Anti-Judaísmo Contemporâneo, s.l., 1940;
- Os Portugueses perante a aliança inglesa, Lisboa, 1941;
- Luiz, Pepe, Fado, Mulheres e Toiros, (Pref. Bourbon e Menezes), Lisboa, 1945.
- A Ronda da Noite (Contos), Lisboa, 1936;
- Páginas de Combate. Crítica & Doutrina, Lisboa, 1933;
- Figuras Históricas de Portugal, Porto, 1933;
- Sua Graça é Lisboa, Lisboa, 1944 [Digitalizado, mas em cópia interna da BNP];
- A Significação do Anti-Judaísmo Contemporâneo, s.l., 1940;
- Os Portugueses perante a aliança inglesa, Lisboa, 1941;
- Luiz, Pepe, Fado, Mulheres e Toiros, (Pref. Bourbon e Menezes), Lisboa, 1945.
Aproveitamos também para agradecer a referência feita ao Almanaque Republicano no blogue do Dr. Manuel Sá Marques AQUI e AQUI, onde se recorda também a figura de Bourbon e Menezes.
Bibliografia Consultada:
- Pires, Daniel Raul Proença. Polémicas, Publicações D. Quixote, Lisboa, 1988;
- Quem é Alguém, Lisboa, 1947;
- Reis, António, Raul Proença. Biografia de um intelectual político republicano, vol. II, col. Temas Portugueses, INCM, Lisboa, 2003;
- Ventura, António O Imaginário Seareiro. Ilustradores e Ilustrações da revista Seara Nova (1921-1927), Instituto Nacional de Investigação Científica, Lisboa, 1989.
A.A.B.M.
sábado, 4 de maio de 2013
PELA SANTA LIBERDADE TRIUNFAR OU PERECER!
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
J.M.M.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
ELOGIO DA FALTA DE VERGONHA
"Elogio
da Falta de Vergonha. Pílulas amargas da História oferecidas à contemplação dos
tristes para salvaguarda dos trouxas", por João Paulo Freire
(Mário), Livraria Nelita-Editora, Porto, s/d (1940?), 218-II pags.
"Por vontade expressa
do Conde de Mangancha, o manuscrito deste livro, foi entregue a João Paulo Freire,
‘jornalista autor das Várias Notas do Jornal de Notícias, do Porto (...)’, com
uma carta, que começa assim: ‘Confio às suas mãos a minha única obra. Creio que fui um inútil na vida, mas a minha longa existência de oitenta anos deu-me uma soma de conhecimentos psicológicos sobre a humanidade do meu tempo que se me afigurou possivelmente útil para os que vierem depois de mim(...)’
O jornalista [João Paulo Freire (Mário)] resolveu ‘… dá-lo à estampa sem lhe alterar uma vírgula …’
Obra interessante para a história portuguesa do século XIX. Raro, uma vez que foi apreendido pela censura, como consta no Arquivo Nacional da Torre do Tombo" [ler AQUI]
via In-Libris
J.M.M.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
JOAQUIM MAGALHÃES: SECRETÁRIO DO POETA: CONFERÊNCIA
Realiza-se hoje, 2 de Maio de 2013, pelas 18 horas, no âmbito do ciclo de Homenagem ao Dr. Joaquim de Magalhães, desenvolvido pela Biblioteca da Universidade do Algarve, uma nova conferência.
Conforme já anunciamos AQUI, está a decorrer a exposição sobre este ilustre professor do Liceu de Faro que tem vindo a ser acompanhada de um conjunto interessante de conferências. Hoje, realiza-se a conferência por João Romero Chagas Aleixo, que abordará a vertende do Dr. Joaquim Magalhães como secretário de António Aleixo.
Uma iniciativa que merece toda a divulgação e o maior sucesso.
A.A.B.M.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
ANTÓNIO MACIEIRA – UMA FIGURA SINGULAR DA PRIMEIRA REPÚBLICA
AUTOR: António Macieira-Coelho;
EDITORA: Chiado Editora.
LANÇAMENTO DO LIVRO:
DIA: 2 de Maio (18 horas);
ORADOR: Luís Bigotte Chorão.
SOBRE António
Macieira (1875-1918):
LER – “RecordandoAntónio Macieira, um líder da Primeira Républica com fortes ligações a TorresVedras” | António Macieira.
J.M.M.
VIVA O 1º DE MAIO
Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar
...
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!
...
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós…
Alexandre O'Neill, in "Portugal"
J.M.M.
terça-feira, 30 de abril de 2013
HOMENAGEM À MEMÓRIA DE AQUILINO RIBEIRO
CONFERÊNCIA: "Homenagem
à Memória de Aquilino Ribeiro por ocasião do Cinquentenário da sua Morte”.
ORADOR: Mário Soares, António Valdemar e
Manuel João Lemos de Sousa;
DIA: 23 de Maio (15 horas);
LOCAL: Academia das Ciências de Lisboa;
“A palavra foi para
Aquilino Ribeiro o espelho do mundo: uma expressão de vida e de cultura, um
instrumento de trabalho, de realidade e de ficção; um encontro permanente com
as raízes; e uma descoberta contínua das virtualidades da língua portuguesa.
Fez da literatura – caso muito raro entre nós – um ofício em tempo inteiro e
empenhou-se na dignidade da condição social do escritor e do seu estatuto
profissional (…)DIA: 23 de Maio (15 horas);
LOCAL: Academia das Ciências de Lisboa;
As atribulações da
militância política no final da Monarquia e contra o regime de Salazar não
conseguiram ofuscar o prestígio de Aquilino Ribeiro. A Academia da Ciências de
Lisboa sempre lhe reconheceu os altos méritos. Atribui-lhe, em 1933, o Prémio
Ricardo Malheiros ao livro As Três Mulheres de Sansão; admitiu-o, em 1935, como
sócio correspondente; elevou-o, em 1958, e por unanimidade, a sócio efectivo.
Também partiu da classe de Letras da Academia das Ciências a comemoração, em
1963, das bodas de ouro do primeiro livro, Jardim das Tormentas, prefaciado por
Carlos Malheiro Dias.
O jubileu do
escritor foi um acontecimento memorável em todo o País, interrompido pela morte
inesperada que o surpreendeu a 27 de Maio de 1963, em plena apoteose literária.
Decorria, entretanto, uma mobilização nacional e internacional para que lhe
fosse atribuído o Prémio Nobel da Literatura”
[António Valdemar –
LER AQUI]
J.M.M.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
I CONGRESSO I REPÚBLICA E REPUBLICANISMO
Encontra-se aberto a todos os interessados, a fase de Call for Papers para o I Congresso da I República e Republicanismo, que se vai realizar em Coimbra a 4 e 5 de Outubro de 2013. Assim, todos os interessados devem apresentar propostas de comunicação até 31 de Maio de 2013.
Esta iniciativa resulta da parceria entre o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra e Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e tem a seguinte comissão organizadora: António Rafael Amaro (CEIS20); João Paulo Avelãs Nunes (CEIS20); Luís Farinha (IHC); Maria Fernanda Rollo (IHC); Vítor Neto (CEIS20).
Pode ler-se na nota de divulgação deste Call for Papers:
O encontro I REPÚBLICA E REPUBLICANISMO é promovido pelo Centro de Documentação e Estudos sobre a História da I República e do Republicanismo.
O Centro República (http://www.centrorepublica.pt) tem por missão garantir a preservação e a disponibilização do património digital, bibliográfico e documental produzido e reunido no âmbito do Programa das Comemorações do Centenário da República e realizar iniciativas destinadas a promover a investigação e a elaboração de estudos científicos sobre a I República e o Republicanismo.
Entre essas atividades inclui-se a realização de um congresso anual dedicado à apresentação de estudos no domínio da História da I República e do Republicanismo.
O I Congresso do Centro República realizar-se-á em 2013, organizado pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20), e pelo Instituto de História Contemporânea (IHC) da FCSH – UNL.
O Congresso terá lugar em Coimbra, na Faculdade de Letras, nos dias 4 e 5 de Outubro de 2013.
Este importante fórum de discussão aberto e pluridisciplinar, decorridos que foram três anos sobre as comemorações do primeiro centenário da implantação da I República em Portugal, procurará analisar o caminho percorrido pela investigação em resultado das mais recentes conclusões, contribuindo ainda para que, a partir destas, se alargue o espaço de reflexão e de conhecimento sobre o republicanismo enquanto movimento político, ideológico, filosófico e cultural, mas também para que se renovem as interpretações sobre as experiências históricas concretas de afirmação e/ou rejeição do modelo republicano.
O encontro I República e Republicanismo reúne intervenções proferidas por conferencistas internacionais e nacionais convidados, bem como a apresentação de comunicações submetidas através de call for papers.
A seleção das propostas será orientada pelo propósito de garantir o máximo de qualidade, originalidade e diversidade dos trabalhos.
Call for Papers: as propostas de comunicação devem ser apresentadas num texto máximo de 500 palavras e devem ser acompanhadas por três palavras-chave. Os proponentes deverão juntar uma breve nota biográfica (200 palavras), assim como a filiação institucional e contactos do autor ou autores (email e telefone).
As comunicações têm a duração máxima de 30 minutos e poderão ser apresentadas em português, castelhano, inglês e francês.
Submissão das Propostas de comunicação: até 31 de Maio de 2013.
Data da comunicação aos autores dos resultados da submissão das propostas: 30 de Junho de 2013.
Divulgação do Programa: 31 de Julho de 2013.
Data da comunicação aos autores dos resultados da submissão das propostas: 30 de Junho de 2013.
Divulgação do Programa: 31 de Julho de 2013.
Está também disponível para consulta o portal do Centro Republica onde se disponibiliza alguma informação sobre as iniciativas que vão continuar a realizar-se depois das Comemorações do Centenário da República, com destaque para a disponibilização digital de material produzido no âmbito do centenário.
Um espaço a visitar com a lguma regularidade, pois novos conteúdos vão sendo gradualmente acrescentados.
Um conjunto de iniciativas a que o Almanaque Republicano se associa na divulgação do portal e dos projectos que entretanto forem sendo avançados.
A.A.B.M.
domingo, 28 de abril de 2013
TRABALHO E INDÚSTRIA: CRISES E MUDANÇAS (SÉCULOS XIX -XX): COLÓQUIO
Pode ler-se no texto de apresentação:
O mundo do trabalho adquiriu uma nova dinâmica com o advento da Revolução Industrial e da industrialização .Surgiram então novas formas de organização do trabalho que não tinham apenas impacto ao nível da produção e produtividade, mas também ao nível do trabalhador, impondo formas, métodos e ritmos que escapavam à lógica tradicional, quebrando e substituindo os vínculos profissionais pré-existentes. Trata-se de uma temática ampla, complexa em múltiplas dinâmicas e lógicas, envolvendo problemáticas diversas como a questão da formação profissional, da integração no mercado de trabalho e das políticas de protecção e integração social do trabalhador.
Entre tudo, está sempre presente o impacto das conjunturas: políticas, económicas e sociais tornando-se indispensável observar as problemáticas do trabalho e da industrialização e do desenvolvimento industrial considerando o impacto das crises e das soluções apresentadas pelo Estado, pelas associações patronais e pelos sindicatos.
O programa completo do colóquio pode ser consultado AQUI.
Por seu lado, os resumos das comunicações e respectivos currículos pode ser consultado AQUI.
Com um conjunto ainda assinalável de investigadores destacam-se as presenças de José Maria Brandão de Brito, Teresa Nunes, Fátima Mariano, Joana Dias Pereira entre vários outros.
Com os nossos votos do maior sucesso nesta iniciativa.
A.A.B.M.
A REVISTA "INTEGRALISMO LUSITANO" (LISBOA: 1932-1934): CONFERÊNCIA
No âmbito do ciclo de conferências Das Revistas Políticas e Literárias no Estado Novo, organizado pela Biblioteca Museu República e Resistência e pela Hemeroteca Municipal de Lisboa, vai realizar-se na próxima terça-feira, 30 de Abril, pelas 18 horas, mais uma conferência.
O convidado desta vez é o Prof. António Costa Pinto, que vai analisar o percurso, contexto e identificação das principais linhas de força que marcaram a revista Integralismo Lusitano. O conferencista é por demais conhecido como comentador político habitual nas nossas televisões, mas o seu currículo profissional e científico pode ser consultado AQUI, através da sua página pessoal.
Quanto à revista e à temática a abordar, permitam-nos uma passagem por alguns dos tópicos onde esse problema foi aqui abordado, consultando AQUI. Além disso, consultar um artigo do conferencista sobre o assunto AQUI, outro texto AQUI, de Manuel Braga da Cruz, ainda um artigo de Paulo Archer de Carvalho, relativamente recente, que pode ser consultado AQUI e um trabalho talvez menos conhecido, sobre uma das principais figuras do Integralismo Lusitano, António Sardinha, cujo texto pode ser consultado AQUI.
Uma sessão certamente muito interessante e proveitosa, para a qual chamamos a atenção dos nossos ledores.
A.A.B.M.
Uma sessão certamente muito interessante e proveitosa, para a qual chamamos a atenção dos nossos ledores.
A.A.B.M.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
25 DE ABRIL: O QUE MELHORARIA NA DEMOCRACIA PORTUGUESA?
► DIOGO RAMADA CURTO
(Historiador):
Melhoraria a distribuição da riqueza, multiplicaria as formas de
participação política, quebraria o monopólio dos profissionais da política,
tornaria transparente o financiamento dos partidos, lutaria por uma sociedade sem
discriminações de classe, raça, credo e género, criaria quotas para a
representação das mulheres, salvaguardaria o serviço nacional de saúde e a
protecção aos idosos, tornaria mais acessível a leitura de livros, continuaria
a rede de bibliotecas, daria melhores condições aos museus e aos arquivos,
dignificaria por todos os meios a função dos professores, sobretudo do básico e
do secundário, investiria mais na pesquisa científica e na criação artística e
musical, trataria os emigrantes como parte integrante do que somos,
estabeleceria relações de franca igualdade com as antigas colónias, sem
derrapar em mitos paternalistas, e não esqueceria os ideais da Primeira
República ridicularizados pelo Estado Novo.
► IRENE PIMENTEL (Historiadora):
A minha reflexão prende-se
ainda com os conceitos de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, estruturantes de
um século XVIII que para mim é o século I da nova Era.
Mas impõe-se:
1. Recuperar a Ética quanto à
dignidade de carácter, à honestidade intelectual, ao respeito mútuo, liberdade
e correspondente responsabilidade, na intervenção social e política.
2. Recuperar a Estética:
embora Platão expulse o poeta da cidade perfeita, a dimensão do Belo amplia, na
sua criação e contemplação, uma actividade e um sentimento que devem ser
repartidos dando condições de acesso a toda a sociedade.
3. Por fim: valorizar a Educação
e a Cultura, nos seus espaços próprios, fomentando uma contínua existência e
desenvolvimento.
J.M.M.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
VIVA O 25 DE ABRIL! VIVA A REPÚBLICA!
MORTE AO FASCISMO REPÚBLICA MORTE AO FASCISMO REPÚBLICA MORTE AO FASCISMO REPÚBLICA ABAIXO A GUERRA COLONIAL LIBERDADE ABAIXO A GUERRA COLONIAL LIBERDADE ABAIXO A GUERRA COLONIAL LIBERDADE M.F.A. 25 DE ABRIL O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO M.F.A. 25 DE ABRIL O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO M.F.A. 25 DE ABRIL O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO M.F.A. PÃO PAZ TERRA INDEPENDÊNCIA NACIONAL VITÓRIA PÃO PAZ TERRA INDEPENDÊNCIA NACIONAL VITÓRIA PÃO PAZ TERRA INDEPENDÊNCIA NACIONAL VITÓRIA
FOTO de Elisa M., com a devida vénia
J.M.M.
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