quinta-feira, 28 de março de 2013

3º CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DE DEMOCRÁTICA – 40 ANOS DEPOIS

 
VAMOS FALAR DE LIBERDADE * 3º CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DE DEMOCRÁTICA – 40 ANOS DEPOIS


DIA: 7 de Abril 2013 (16 horas);
LOCAL: Sede da Assembleia Municipal de Aveiro;

INTERVENÇÕES: António Neto Brandão, António Pinho Regala, Flávio Sardo e Joaquim de Silveira;
ORGANIZAÇÃO: Associação José Afonso (Núcleo de Aveiro).

FOTO: via Associação José Afonso Facebook

J.M.M.

quarta-feira, 27 de março de 2013

IMPRENSA TEATRAL NA HEMEROTECA

A Hemeroteca Municipal de Lisboa, na senda do excelente trabalho que tem vindo a fazer, de disponibilizar parte do seu espólio de colecções da imprensa, aproveitou a efeméride do dia: Dia Mundial do Teatro, para colocar online um conjunto de dez publicações sobre a arte de Talma.

Assim, no âmbito da colecção Imprensa Teatral, ficaram online as seguintes publicações, que podem ser consultadas nos links que se seguem:

O Elenco, Lisboa: Typographia de J. F. Sampaio, 1839, Existências: N.º 1 (15 Maio 1839)-n.º6 (1 Agosto 1839);

Jornal do ConservatorioPortugal. Conservatório Geral da Arte Dramática, ed. com., Existências: N.º 2 (15 Dez. 1839)-n.º 11 (16 Fev. 1840);

- Revista do Conservatório Real de Lisboa, Portugal. Conservatório Real de Lisboa, Existências: T.1, n.º 1 (1842)-T.1, n.º 2 (Julho 1842);

- Galeria theatral: jornal critico-literario, Existências: N.º 1 (21 Out. 1849)-n.º 30 (8 Fev. 1850);

Ribaltas e gambiarras, Torresão, Guiomar, 1844-1898, red., Existências: S. 1, n.º 1 (1 Jan. 1881)-s. 2, n.º 45 (30 Out. 1881);

Os theatros : jornal de critica, Amaral, Henrique Pinto do, ca. 1893-, ed. lit.; Leite, Diamantino, ca. 1891-, ed. lit., A. 1, n.º 1 (7 Nov. 1895)-a. 1, n.º 6 (1 Jan. 1896);

- Revista do Conservatório Real de Lisboa : publicação mensal ilustrada, Portugal. Conservatório Real de Lisboa, ed. com.; Schwalbach, Eduardo, 1860-1946, dir. publ., Existências N.º 1 (Maio 1902)-n.º 6 (Out. 1902);

- A mascara : arte, vida, theatro, Pinto, Manuel de Sousa, 1880-1934, dir. publ., Existências: Vol. 1, n.o 1 (20 Jan. 1912)-vol. 1, n.o 12 (13 Abr. 1912);

 
O palco: revista teatral, Empresa de O Palco, ed. com.; Correia, E. Nascimento, ca. 18--, dir., Existências: A. 1, n.º 1 (5 Jan. 1912) - a. 1, n.º 9 (20 Mai. 1912);

Acompanhando as publicações periódicas disponibiliza-se o livro de Júlio César Machado, Os Teatros de Lisboa.

Recomenda-se uma visita demorada às publicações supra referidas.

A.A.B.M.

sexta-feira, 22 de março de 2013

IN MEMORIAM DE ÓSCAR LOPES (1917-2013)


“Óscar Lopes nasceu em 1917 em Leça da Palmeira e aos 19 anos mudou-se para Lisboa, para estudar Filologia Clássica, na Faculdade de Letras, formação complementada mais tarde em Coimbra, com cadeiras de Histórico-Filosóficas. Os seus primeiros textos foram sobre música e para um pequeno jornal de Sintra. Óscar Lopes era um amante de música e chegou mesmo a fazer o curso do Conservatório de Música do Porto.

Militante do Partido Comunista Português desde 1944, Óscar Lopes entrou para a política “conspirando” com Vitorino Magalhães Godinho e o grupo dos socialistas liderado por António Macedo. Autor de uma vasta e importante obra no domínio da Linguística, em que se destaca a Gramática Simbólica do Português, o ensaísta chegou tarde à docência na Faculdade de Letras do Porto devido à sua filiação política, tendo mesmo chegado a ser preso duas vezes durante o Estado Novo …” [Jornal Público]
 
“Desempenhou funções docentes como professor do ensino secundário, até integrar, entre 1974 e 1987, os quadros da Faculdade de Letras do Porto, onde foi professor catedrático e onde fundou o Centro de Linguística, desenvolvendo uma actividade ensaística que sempre soube conciliar com o seu interesse pela música e pela linguística.

Foi presidente da Associação Portuguesa de Escritores e sócio de mérito da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e integrou os júris de vários prémios literários. Mercê do seu envolvimento na oposição ao regime salazarista, foi, durante a ditadura, duas vezes detido, afastado temporariamente do serviço lectivo oficial e viu obras suas apreendidas, sendo ainda múltiplas vezes impedido de participar em congressos ou outros eventos para que fora convidado no estrangeiro. Pertencendo à geração que, nos anos 40, nas páginas de Seara Nova ou Vértice defende uma arte comprometida e teorizada a partir das coordenadas ideológicas do marxismo dialéctico, o nome de Óscar Lopes, ao lado de outros, como Mário Dionísio, Mário Sacramento, Álvaro Cunhal ou Joaquim Namorado, é indissociável do processo que, integrando, além da criação, a teorização e a crítica literárias, conduzirá à afirmação e progressiva revisão crítica dos pressupostos do neorrealismo” [AQUI]
 
 
J.M.M.

quinta-feira, 21 de março de 2013

ABRAÇA(R) A HISTÓRIA SOCIAL

Realiza-se amanhã, 22 de Março de 2013, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, um colóquio dedicado ao tema da História Social. Assim, a partir das 14.30h, na Sala de Reuniões, vão ser apresentadas duas conferências pelas professoras Maria José Moutinho e Maria Antonieta Cruz, conforme consta do cartaz que supra se apresenta.

Para quem reside na região do Porto e que tem interesse pela temática pode ser uma boa oportunidade para aprender um pouco mais sobre a sociedade portuguesa durante o século XIX e inícios do século XX, em particular na zona norte do País.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

«A GUERRA SECRETA» NO PORTUGAL DE SALAZAR

A Secção de História da Sociedade de Geografia de Lisboa vai promover, amanhã, 22 de Março de 2013, pelas 17.30h, uma conferência pelo Dr. José António Barreiros subordinada ao tema: A Guerra Secreta no Portugal de Salazar.

O conferencista, que se tem dedicado com grande interesse à temática da espionagem em Portugal, durante a II Guerra Mundial, vai certamente contar alguns episódios e evocar figuras que estiveram ligados a essa questão durante o período salazarista.

Uma sessão com muito interesse que recomendamos aos que nos vão acompanhando.

A.A.B.M.

terça-feira, 19 de março de 2013

NO PORTUGAL MODERNO – ESPAÇOS, TRATOS E DINHEIROS


LIVRO: No Portugal Moderno – Espaços, tratos e dinheiros;
AUTOR: Joaquim Romero de Magalhães;
EDIÇÃO: Imprensa da Universidade de Coimbra.



LANÇAMENTO EM COIMBRA:

DIA: 20 de Março (18 horas);
LOCAL: Almedina Estádio (Coimbra);
APRESENTAÇÃO: Profª Leonor Freire Costa (I.S.E.G.).
Obra miúda, recebeu a designação de miunças. Aqui vem mais uma compilação de artigos reunidos pela proximidade temática, agora a economia. Escritos entre 1994 e 2010 dentro da linha da história económica tal como a concebo, a procuro escrever – e como afinal a ensinei de 1973 a 2012.
A partir da construção dos espaços, apreciar os homens que neles vivem nas suas motivações, dinâmicas e expectativas materiais. Espaços, tratos e dinheiros convergem para ajudar à explicação do Portugal Moderno (séculos XVI a XVIII). Quase todos os escritos atingem também uma amplitude maior do que o cantinho português no continente europeu. A história da expansão e a vida além-mar está soldada à das gentes que labutaram e foram resistindo neste rectângulo continental e nas ilhas próximas.
Nestas Miunças 3 destaque cabe à história da fiscalidade indispensável à explicação do passado. Que lições dá quando se observa o efeito a que pode conduzir os excessos ou o desregramento do Estado, como que orientado contra a sociedade. A igualdade tributária tem sido várias vezes proposta e mesmo aprovada, sem êxito na sua aplicação. Porque contra os propósitos niveladores se erguem sempre os poderosos, que se furtam ou minimizam o que pagam. Assim com as décimas da Restauração... Encerra esta compilação a Oração de Sapiência que me coube proferir na abertura solene do ano lectivo de 2009 (16 de Setembro) na Universidade de Coimbra. Supõe-se útil como visão panorâmica da historiografia do século XX – e não apenas da que respeita aos aspectos económicos. Assim se juntam mais umas miunças" [Ler AQUI]
J.M.M.

CONTINUIDADES E RUTURAS NOS REGIMES POLÍTICOS DO OITOCENTO E NOVECENTO PORTUGUÊS: CONFERÊNCIA

O Prof. André Freire vai realizar na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, a convite da Professora Maria Inácia Rezola, uma conferência subordinada ao título: Continuidades e Ruturas nos Regimes Políticos do Oitocento e Novecento Português, amanhã, dia 20 de Março de 2013.

A sessão, conforme comprova o cartaz de divulgação, realiza-se pelas 18.30.

A.A.B.M.

segunda-feira, 18 de março de 2013

SEMINÁRIO: “IMAGENS DA PIDE – DO ARQUIVO AO DOCUMENTÁRIO”


SEMINÁRIO: “Imagens da PIDE – Do Arquivo ao Documentário” [1,5, ESTs);
CREDITAÇÃO: FCSH – Universidade Nova de Lisboa;
COORDENAÇÃO: Jacinto Godinho.


SESSÕES E TEMAS:

  • 1ª Sessão 16/4: Sessão teórica com o docente
  • 2ª Sessão 17/4: Sessão teórica com o docente
  • 3ª Sessão 18/4: Visita aos arquivos de imagens da Torre do Tombo
  • 4ª Sessão 19/4: Visita aos arquivos de imagens da RTP
  • 5ª Sessão 23/4: Debate sobre as imagens da PIDE com Prof. Jacinto Godinho, Profª. Irene Pimentel, Dr. José Pacheco Pereira (a confirmar) e Dr. Silvestre Lacerda (a confirmar)

 “A formação e a actuação das polícias políticas em Portugal durante o período da Ditadura Militar e Estado Novo (1926-1974), baseadas na investigação da historiadora Irene Pimentel e do investigador e jornalista Jacinto Godinho. Documentos, imagens e testemunhos que constituem um trabalho inédito, orientado para a constituição de um acervo audiovisual para estudos futuros e também para uma série documental, actualmente em produção pela RTP.

A partir de 1933, a polícia política passa a fotografar os detidos e a integrar essas imagens nos seus livros de cadastro. A polícia proibia vários tipos de recolha e de divulgação de imagens, dotava-se a si mesma de meios para conhecer visualmente aqueles que perseguia e geria-se, ao mesmo tempo, como potência invisível e fantasmática.

Ver sem ser visto - tal é o dispositivo óptico que estará em análise, lançando-se também um conjunto de questões actuais sobre a relação entre poderes e imagens: falta clareza na interpretação das leis sobre os direitos à imagem e direitos de autor? As imagens fotográficas são alvo de um mercado apetecível que se sobrepõe ao interesse público para estudo e divulgação? O que é um documentário histórico? Quem tem o dever de recolher os testemunhos orais e as imagens da história?”
 
VER Contactos e Informações AQUI
 
J.M.M.

 

MEDALHA COMEMORATIVA DO I ANIVERSÁRIO DA REPÚBLICA PORTUGUESA


"Medalha comemorativa do primeiro aniversário da República Portuguesa. Numa face figura a efígie da República, a qual, além do tradicional barrete frígio, vem adornada com uma tiara e um colar"

[via FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES]

J.M.M.

domingo, 17 de março de 2013

AS RAÍZES DO PENSAMENTO HISTÓRICO-SOCIOLÓGICO DE ANTÓNIO SÉRGIO: CONFERÊNCIA

Amanhã, 18 de Março de 2013, vai realizar-se no ICS - Universidade de Lisboa, pelas 16 horas, uma conferência no âmbito do Seminário de Teoria Social e Pensamento Contemporâneo. Este ciclo dedicado ao Pensamento Social em Portugal, com coordenação de José Luís Garcia, vai analisar As Raízes do Pensamento Histórico-Sociológico de António Sérgio.

O conferencista convidado para esta iniciativa é João Príncipe, da Universidade de Évora.

Uma interessante iniciativa que se recomenda e se divulga a todos os potenciais interessados em conhecer melhor o pensamento do seareiro, historiador e oposicionista ao Estado Novo: António Sérgio.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

quinta-feira, 14 de março de 2013

DR. AFONSO COSTA

 
 






quarta-feira, 13 de março de 2013

I CONGRESSO DE HISTÓRIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM PORTUGAL


 
I Congresso de História do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal
 
DIAS: 13 a 15 de Março;
LOCAL: FCSH – Universidade Nova de Lisboa (Edifício I&D);

COORDENAÇÃO: Raquel Varela (IHC/FCSH-UNL); Paula Godinho (IELT/ FCSH-UNL) e José Virgílio Borges Pereira (ISFL/UP)
ORGANIZAÇÃO: Ana Sofia Ferreira, Cátia Teixeira, Joana Alcântara, João Baía, João Edral, Natacha Nunes, Rita Couto, Miguel Pérez.

O recrudescimento dos conflitos sociais na última década tem vindo a impulsionar o regresso à academia do estudo do movimento operário e dos movimentos sociais. O I Congresso de História do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal visa recuperar, fomentar e divulgar a história do trabalho, categoria central de análise na compreensão das sociedades humanas. Do movimento operário e dos movimentos sociais e dos conflitos sociais do Portugal Contemporâneo (séculos XIX e XX)”.  
 
 

 
►  [SUGESTÕES NOSSAS] ALGUMAS SESSÕES:
 
13 de Março:
- (11,30-13 horas) “Movimento Estudantil” [ver, Giulia Strippoli, “Os protestos estudantis nos finais dos anos Sessenta: o papel do PCP em perspectiva comparada” | João Moreira, “O Trotskismo em Portugal: 1969-1974”];
- (14,30-16 horas) “Arte, Lazer e Resistência Operária” [ver, Cláudia Figueiredo, “Os usos do palco: o proletariado e o teatro no inicio do século XX”];
- (14,30-16 horas) “Cidades, Trabalho e Resistência” [ver, Ana Alcântara, “Uma geografia da Lisboa operária em 1890” | Paulo Cruz Terra, “Os trabalhadores do transporte em Lisboa, 1870-1906”];
- (16,15-17,45 horas) “Trabalho, Greves e Sindicalismo no Século XX” [ver, Nuno Simão Ferreira, “O Sindicalismo orgânico proposto pelo integralismo lusitano e nacional-sindicalismo” | Paulo Bruno Alves, “A questão das greves dos trabalhadores dos jornais católicos na década de 1920: os casos do Diário do Minho e das Novidades”];
- (18-19,30 horas) “Oposição no Estado Novo” [ver, Susana Martins, “Os socialistas e o movimento operário nos primórdios da ditadura salazarista” | João Madeira, “Sindicalismo no Estado Novo: entrismo ou sindicatos clandestinos?”];
 
14 de Março:
- (9,30-11 horas) “Movimento Operário durante a Monarquia” [ver, Artur Ângelo Barracosa Mendonça (nosso camarada de blog), “Notas para a História do Movimento Associativo e Operário no Algarve no final da Monarquia Constitucional (1870-1910)” | José Tengarrinha, “1872: O início da ofensiva operária em Portugal”];
- (11,15-12,45 horas) “Greves e Conflitos Sociais Durante o Estado Novo” [ver, Cristina Nogueira, “O PCP e a sua influência nas lutas sociais em Portugal durante o Fascismo”];
- (14,30-16 horas) “Greves e Movimento Operário” [ver, Vanessa de Almeida, “A greve de 1943 no Barreiro resistência e usos de memória” | Célia Taborda Silva, “Conflitualidade operária no Porto oitocentista”];
- (16,15-17,45 horas) “Movimentos Sociais e Militâncias Femininas” [ver, Ana Mateus, “Teorias e Práticas Anarcofeministas” | Paulo Marques Alves, “A militância no feminino nos primórdios do sindicalismo em Portugal”];
 
15 de Março:
- (9,30-11 horas) “Cultura e Resistência Anarquista” [ver, Adelaide Gonçalves, “Afinidades libertárias em Portugal e no Brasil” | Albérico Afonso, “Germinal, um roteiro acrata para a revolução social” | Cristina Clímaco, “Os anarquistas no exílio (1930-1936)];
- (14,30-16 horas) “Revolução dos Cravos” [ver, Mickaël Robert-Gonçalves, “O cinema da revolução ao serviço das lutas operárias (1974-1975)” | Célia Taborda Silva, “Conflitualidade operária no Porto oitocentista”];
- (16,15-17,45 horas) “Movimentos Sociais e Militâncias Femininas” [ver, Ana Mateus, “Teorias e Práticas Anarcofeministas”].
 
J.M.M.

terça-feira, 12 de março de 2013

OPOSIÇÃO E ELEIÇÕES NO ESTADO NOVO

Vai ser hoje apresentada, em Coimbra, na Sala Sá de Miranda, na Casa da Cultura, pelas 17.30 h, a nova obra de Mário Matos e Lemos dedicada ao tema Oposição e Eleições no Estado Novo e coordenada pelo Prof. Luís Reis Torgal.

Esta obra, agora publicada pela Assembleia da República, na sua colecção Parlamento vai ser apresentada pelo Doutor Álvaro Garrido.

Um evento a acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

A REVISTA "SEARA NOVA" NOS ANOS 60 E 70

Hoje, pelas 18 horas, na Biblioteca Museu República e Resistência, vai ter lugar a primeira conferência deste ciclo de conferências subordinado ao tema Das Revistas Políticas e Literárias no Estado Novo.

O conferencista hoje é o Prof. António Reis, que vai analisar a revista Seara Nova no contexto das décadas de sessenta e setenta, com as posições dos autores sobre os acontecimentos políticos e culturais na época.

Com os votos do maior sucesso para a iniciativa.

A.A.B.M.

segunda-feira, 11 de março de 2013

JOAQUIM MAGALHÃES (1909-1999)


Inaugura-se hoje, na Universidade do Algarve (Gambelas), nas instalações da Biblioteca da UALG uma Mostra do Espólio Documental do Dr. Joaquim Magalhães.

Esta mostra vai estar patente até 27 de Abril de 2013.

O professor Joaquim da Rocha Peixoto de Magalhães, natural do Porto (03-05-1909), chega a Faro em Outubro de 1933, no âmbito da sua  profissão como docente, sendo colocado na cidade, supostamente por um ano, como pensava e acaba por ficar o resto da vida na cidade algarvia. Desenvolveu, nesta cidade, ao longo  durante várias décadas, uma muito interessante actividade cultural. Promoveu ciclos de palestras, reuniu textos de autores locais (com particular destaque para António Aleixo), mas também colaborou em várias publicações de índole cultural promovendo a região.

A sua capacidade como organizador, conversador e homem de cultura foi conquistando o reconhecimento da terra que considerava sua, tendo recebido medalhas de cidadão honorário de Faro e Tavira, tendo o seu nome sido atribuído a uma escola na cidade de Faro e a toponímia de algumas localidades algarvias já preservam o seu nome.

Conheceu e conviveu com algumas das figuras mais conhecidas da vida política e cultural do seu tempo. O espólio que agora está em exposição merece uma demorada visita e deveria ser investigado para se conhecer melhor a personalidade, os interesses e a actividade cultural e também política de Joaquim Magalhães. A Universidade do Algarve que tem este espólio, deveria incentivar a sua divulgação e fomentar a pesquisa sobre o Professor Joaquim Magalhães e o seu papel nas várias vertentes da vida algarvia.

Sobre o Professor Joaquim Magalhães recomendamos a leitura de um artigo do  Prof. Vilhena Mesquita inicialmente publicado na revista Stilus, nº 2, e que o mesmo reproduziu no seu blogue Algarve História & Cultura que pode ser consultado AQUI.

Recorde-se que o Professor Joaquim Magalhães faleceu em Faro em 16 de Outubro de 1999.

Um mostra documental a visitar com toda a atenção, numa louvável iniciativa do Prof. António Rosa Mendes, como director da referida instituição.

Com os nossos votos do maior sucesso para a iniciativa, que merece a melhor divulgação.

A.A.B.M.

sábado, 9 de março de 2013

LIBERALISMO E ANTILIBERALISMO

Vai ser apresentado no próximo dia 12 de Março de 2013, uma nova obra do Centro de História da Universidade de Lisboa, coordenada pelo Doutor Ernesto Castro Leal e que se debruça sobre a temática em apreço.

A obra conta com um conjunto de artigos agora reunidos de diversos autores como: Manuel M. Cardoso Leal, Ernesto Castro Leal, Marco António Barroso, Alexandro Ferreira de Souza, José Maurício de Carvalho, José Esteves Pereira, António Ventura e Ricardo Vélez Rodriguez.

A apresentação da presente obra estará a cargo do Professor Diogo de Abreu (Professor Catedrático – IGOT/Centro de Estudos Geográficos).


Esta iniciativa realizar-se-á no Anfiteatro III, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pelas 18:30 horas.

Uma obra com diferentes contributos de vários autores sobre a questão do Liberalismo e do Antiliberalismo e as suas polimórficas formas nos diferentes contextos e épocas.

A acompanhar e uma obra a ler com atenção.

A.A.B.M.


quarta-feira, 6 de março de 2013

HISTÓRIA POLÍTICA COMPARADA NA FCSH-UNL

No âmbito do seminário de História Política Comparada, coordenado pelo Prof. Fernando Rosas, está a realizar-se na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa um conjunto de apresentações seguidas de comentário de alguns momentos e episódios importantes da História Contemporânea de Portugal.

A 7 de Março de 2013, pelas 18 horas, Ana Catarina Pinto propõe-se Pensar o fim da República a partir do processo de polarização política (1919-1926), a que se segue um comentário do Prof. António Reis.

Este ciclo de apresentações comentadas prolonga-se até ao mês de Julho e conta com mais oito intervenções com vários convidados com reconhecimento público.

Interessante iniciativa que merece a melhor divulgação.

A.A.B.M.

NOVAS PERSPECTIVAS EM HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA

Realiza-se amanhã, 7 de Março de 2013, no Centro de Estudos de História Contemporânea do ISCTE, pelas 18 horas, em Lisboa, uma conferência inserida no ciclo Novas Perspectivas em História Contemporânea.

A conferencista desta vez é a Professora Fátima Sá e Melo Ferreira vai debruçar-se sobre a análise dos conceitos de Povo, Plebe e Multidão - um percurso através da História dos conceitos (1808-1850).

Uma iniciativa que se prolonga até Maio e com um conjunto de convidados muito bom, cruzando gerações e ideias sobre as problemáticas da História.

Um evento que se recomenda a todos os que nos vão acompanhando.

A.A.B.M.

segunda-feira, 4 de março de 2013

JOSÉ AUGUSTO FRANÇA NO CICLO MEMÓRIA E CIDADANIA


Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.
Na próxima quinta-feira, dia 7 de Março de 2013, realiza-se mais uma confereência do ciclo subordinado ao tema "Memória e Cidadania" e vai contar com um convidade de peso: o Professor José Augusto França, que vai falar sobre  "As Artes durante  a Ditadura".

Pode ler-se, na nota de divulgação, da sexta conferência, deste ciclo organizado pela Fundação Mário Soares:
Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.

Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.
Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.
Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.
Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.
Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.

Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.

Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?

Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.

Um evento que certamente chamará a atenção dos nosso ledores e que acompanharão de forma empenhada as palavras do ilustre historiador da arte portuguesa e a sua noção das dificuldades e problemas sentidos durnte a Ditadura.

O evento terá lugar às 18 horas no auditório da Fundação.
A não perder.

A.A.B.M.

domingo, 3 de março de 2013

PORTUGAL, DIÁRIO CATÓLICO, ONLINE


A Biblioteca Nacional retomou a sua actividade de digitalização de periódicos, após alguns meses de interregno nesta área, embora tenham continuado a disponibilizar  livros antigos online.

Um dos jornais disponibilizados merece particular atenção, porque serve de contraponto à propaganda republicana, e acompanha todo o período entre 1907 e 1910. Funcionava como órgão do Partido Nacionalista.

Portugal, diário católico, iniciou publicação em 5 de Fevereiro de 1907. Tinha como director J. Fernando de Sousa (Nemo) e, a partir de Fevereiro de 1908 passa a ser dirigido pelo Padre José Lourenço de Matos.

O administrador era Alexandre do Amaral Pyrrait, depois Adriano Ferreira Pinto Basto Martins, mais tarde o padre Manuel Francisco Pessoa da Luz e, na fase final da existência do jornal, Fernando Pais de Figueiredo.

O jornal começou por pertencer à Empresa do Jornal Portugal (Limitada), posteriormente, passou para a Sociedade Veritas e, por fim passou a ter a denominação Empresa Portugal Limitada. A existência do jornal termina a 4 de Outubro de 1910, com o número 1130. Nessa altura, o jornal já deixara de sair diariamente e tornara-se trissemanário desde 6 de Janeiro de 1910.

Foram dirigentes da empresa que detinha o jornal católico Domingos Pinto Coelho, Carlos Pinto Coelho, Alberto Pinheiro Torres e o padre Manuel Francisco Pessoa da Luz, mas afastaram-se quando a posse do jornal passou para as mãos da Sociedade Veritas.

Bibliografia consultada:
LEMOS, Mário Matos e, Jornais Diários Portugueses do Século XX. Um Dicionário, Ariadne Editora/CEIS 20, Coimbra, 2006, p. 499-501

A.A.B.M.


 

REVISTA DE HISTÓRIA DAS IDEIAS, VOL. 33

O Instituto de História e Teoria das Ideias da Faculdade de Letras da Universidade Coimbra vai apresentar na próxima terça-feira, dia 5 de Março de 2013, pelas 16 horas, o volume 33 da Revista de História das Ideias referente a 2012.

O tema central do presente volume é a ideia do corpo ao longo da História.

Nessa ocasião e aproveitando o momento a Prof. Maria Rita Lino Garnel, profere a seguinte conferência Epistemologia médica do corpo.

A apresentação deste volume da revista realizar-se-a na sala 12, da Faculdade de Letras.

A.A.B.M:

sábado, 2 de março de 2013

CASA COMUM


O projecto Casa Comum, desenvolvido pela Fundação Mário Soares disponibilizou online, um conjunto assinalável de documentação, que merece uma demorada visita e uma pesquisa aturada entre os documentos agora digitalizados.

Assim, pode ler-se na nota de divulgação sobre o projecto que o mesmo:
desenvolve em matéria de salvaguarda da Memória há mais de 12 anos – este projeto pretende ser uma Casa Comum na Internet, em língua portuguesa.
Já se encontram acessíveis em CasaComum.org mais de 1.500.000 objetos digitais de interesse histórico, oriundos de diferentes países e organizações. Ao mesmo tempo, esta plataforma eletrónica abre-se às novas realidades culturais e sociais desses países, partilhando recursos com outras organizações, com vista ao reforço dos instrumentos de acesso ao Conhecimento e à Cultura.
Documentos, Fotografias, Vídeos, Sons, materiais de contextualização – eis o que se pretende disponibilizar livremente através desta plataforma na Internet. O enriquecimento progressivo e aberto destes materiais constitui outro objetivo essencial desta iniciativa cultural e cívica.
Não há Futuro sem Memória. E, por isso, estamos hoje aqui a partilhar as nossas memórias comuns, seguros do seu valor e da eficácia mútua que é possível obter com as parcerias estabelecidas, sem as quais nada do que aqui se apresenta teria sido possível.

Assim, entre os principais núcleos documentais disponibilizados encontram-se um conjunto de arquivos que podem ser consultados AQUI. De entre eles destacam-se um conjunto de publicações periódicas importantes no século XX em Portugal, a saber:
O Diabo (1934-1940);
- A Águia (1910-1932);
- A Sementeira (1908-1913);
- Alma Nacional (1910-1911);
- Germinal (1916-1917);
- O Tempo e o Modo (1963-1970);
- Sol Nascente (1937-1940).

Além disso, disponibiliza também a todos os interessados um conjunto de fotografias, caricaturas e gravuras da Monarquia Constitucional, da República, da Ditadura Militar, do Estado Novo, das oposições ao Estado Novo, do 25 de Abril de 1974, da II República e da situação internacional, pode ser consultado AQUI. Este núcleo contem varias centenas de fotografias que podem ter interesse.

Excelente e louvável iniciativa que merece a melhor atenção de todos os interessados na História Contemporânea de Portugal.

A.A.B.M.

sexta-feira, 1 de março de 2013

AS ARMAS DE PAPEL


LIVRO: As Armas de Papel. Publicações Periódicas clandestinas e do Exílio Ligadas a Movimentos Radicais de Esquerda Cultural e Política (1963-1974), 2013, 598 pág.;
AUTOR: José Pacheco Pereira;
EDITORA: Temas e Debates.


Trabalhei neste livro de forma intermitente nos últimos vinte anos. Fazia e faz parte de um projeto mais vasto sobre a extrema-esquerda em Portugal, que podia ter tido tradução académica, mas que ganhou tais dimensões que muito dificilmente cabe numa tese, com as limitações que hoje existem. (è um trabalho individual, com recursos próprios, como agora se diz, ‘sem apoios’. E não se deu mal por isso […]

Conheci de experiência direta - de a escrever, de a fazer, de a imprimir, de a distribuir - a imprensa clandestina radical. O impulso de revolta, os riscos da ilegalidade, a vida escondida, as tensões subjetivas, morais e éticas desses anos, a política no sentido mais lato de ação cívica pelo bem comum têm a ver com dilemas que sempre estiveram associados à ação e ao pensamento. Isso fica sempre. […]

O meu gosto pessoal por aquilo que no passado era conhecido como «erudição» levou-me a complicar o meu trabalho, até ao limite da incompletude e do erro. […]. Mas tal é útil para as bibliotecas, os centros de investigação, os arquivos, que pretendem salvar todo este material, muitas vezes raríssimo, e quase sempre perecível. Uma das minhas intenções foi ajudar essa conservação, fornecendo um inventário que permita aferir coleções, e circunscrever as faltas. […].

Neste trabalho são citadas (e foram lidas, com frequência duas ou três vezes) integralmente milhares de publicações, não só as coleções de periódicos, mas também panfletos, brochuras, livros, manuscritos associados com a imprensa radical, para além de uma extensa bibliografia nacional e internacional. E, claro, os processos da PIDE, matéria que exige um peculiar cuidado na interpretação e na utilização dos seus dados. […]

Tenho consciência de que a história da imprensa clandestina esquerdista e radical nos últimos quinze anos da ditadura começa aqui, mas não acabará aqui. É o que se pretende" [Da Nota Prévia]

J.M.M.