domingo, 9 de junho de 2013

CANCIONEIRO MUSICAL PORTUGUEZ


G.[Gustavo] R.[Romanoff] Salvini, “Cancioneiro Musical Portugueza. Quarenta melodias na língua portugueza com acompanhamento de Piano compostas Letras dos principaes poetas portuguezes”, Lisboa, David Corazzi (Empreza Horas Romanticas), 1884, 2ª ed, XVI+240 pags [capa de Rafael Bordalo Pinheiro]

Porque apenas esta edição tem capa desenhada por Bordalo Pinheiro, tornou-se peça de procura coleccionista. Mas a sua importância vai mais longe, procura impor a língua nacional no seio das artes musicais; palavras do autor:

«[...] Os dilletanti portuguezes gostam de cantar em italiano, do qual ás vezes não entendem palavra, e não só não tem remorsos d’abandonar a sua lingua ás cantigas do povo, mas não se aventurariam mesmo a cantar n’ella um romance nos nossos salões e concertos! [...]» E um tal provincianismo não encontra alibi num país com poetas (aqui representados) como Alexandre Braga, João de Deus, Gonçalves Crespo, Garrett, Guerra Junqueiro, João de Lemos, até o próprio Camilo... [AQUI]

via FRENESI

J.M.M.

sábado, 8 de junho de 2013

X CURSO LIVRE DE HISTÓRIA DO ALGARVE: OS INTELECTUAIS NO ALGARVE (SÉCS. XVIII -XIX)

No próximo mês de Julho, realiza-se na Universidade do Algarve, o X Curso Livre de História do Algarve. Este ano subordinado ao tema Intelectuais no Algarve (Séculos XVIII e XIX).

Ao longo de nove sessões a realizar ao longo do mês, um conjunto de investigadores vai apresentar alguns elementos da sua pesquisa sobre a História da região e sobre as personalidades que se destacaram ao longo dos séculos XVIII e XIX. Assim, vão ser tratadas as seguintes:
O Reino do Algarve Da Restauração Económica à Restauração Cultural, por Patrícia Palma;
- Francisco Fernandes Lopes (1864-1969), por Andreia Fidalgo;
- D. Francisco Gomes do Avelar (1739-1816), por Marco Sousa Santos;
- Ataíde Oliveira (1842-1915), por José Joaquim Dias Marques;
- Manuel Viegas Guerreiro (1912-1997), por Luís Guerreiro;
- José de Sande Vasconcelos (1730?-1808), por Daniela Nunes Pereira;
- Mateus Moreno (1892-1970), por António Paulo Oliveira;
- Maria Veleda (1871-1955), por Salomé Horta;
- Sebastião Estácio da Veiga (1828-1891), por Ismael Estevens Medeiros.

Os contactos para inscrição no curso constam na parte inferior do cartaz que apresentamos ou pode ser AQUI. Mas, ao consultarmos o cartaz, verificamos que ele é muito pequeno e dificulta a leitura, as inscrições devem ser feitas para:

Serviços de Secretariado da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (UALG)
Telf. 289 800 914

Uma organização do Centro de Estudos de Património e História do Algarve.
Departamento de Artes e Humanidades da Universidade do Algarve.


Uma excelente oportunidade para conhecer um pouco melhor alguns dos intelectuais que viveram ou nasceram na região algarvia nos século XVIII e XIX e o seu papel no contexto da época. A não perder!

A.A.B.M.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

FIGURAS DO JUDICIÁRIO (SÉC. XIX E XX): COLÓQUIO

Realiza-se amanhã, 7 de Junho de 2013, no Salão Nobre do Supremo Tribunal de Justiça, um interessante colóquio Figuras do Judiciário (Sec. XIX - XX), organizado pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses e pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Neste colóquio algumas palestras recordam figuras importantes do Direito Português, advogados, professores, juízes e outras personalidades ligadas ao movimento judiciário em Portugal em Portugal.
Destacam-se, entre outras, a revisitação aos primeiros presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, as figuras de José da Silva Carvalho, Augusto Carlos Cardoso Pinto Osório, José Maria Barbosa de Magalhães, Adelino da Palma Carlos, Manuel Rodrigues Júnior, Octávio Dias Garcia e Manuel Cavaleiro Ferreira.

Entre os conferencistas convidados contam-se Isabel Graes, Nuno Camarinhas, Luís Eloy Azevedo, José António Barreiros, Luís Bigotte Chorão, Paulo Dá Mesquita, Maria da Glória Garcia e Paulo Pinto de Albuquerque.

Como se afirma na cartaz de divulgação do evento, num momento em que se assiste ao regresso do indivíduo, o retorno do indivíduo como protagonista da história tem suscitado um  interesse crescente. No domínio do judiciário português está quase tudo por desvendar em torno das suas maiores figuras.

Um excelente oportunidade para trocar conhecimentos e aprender mais sobre algumas das personalidades que vão ser analisadas. 

A.A.B.M

quarta-feira, 5 de junho de 2013

ROCHA MARTINS - CONTRA O PODER, ESCREVER, ESCREVER


"Perante um país sufocado, deprimido e amordaçado pela ditadura de Salazar ouviam-se, em períodos eleitorais, os ardinas de Lisboa, ao fim da tarde, que gritavam ao anunciar a jornal "República". Fala o Rocha! Fala o Rocha! Fala o Rocha... Eram os libelos, em forma de cartas, da autoria de Francisco José Rocha Martins. Tinham como principais destinatários o primeiro-ministro, Salazar; o Presidente da República, general Óscar Carmona ("o general de tomates cor de rosa" conforme o definiu Raul Proença); o patriarca de Lisboa, cardeal Gonçalves Cerejeira, e outras personalidades das cúpulas que asseguraram a manutenção e funcionamento das estruturas do regime.

Rocha Martins - jornalista ardoroso e combativo que se evidenciara, logo no começo do seculo XX, entre políticos e intelectuais, e, fundamentalmente, junto das camadas populares - tinha um percurso versátil, mas possuía capacidade de enfrentar o poder constituído. Principiou a carreira num jornal monárquico, o "Diário Popular", de Mariano de Carvalho; prosseguiu na "Vanguarda", dirigida par Magalhães Lima, grão-mestre da maçonaria; ligou-se depois a João Franco e à ditadura que implantou, no "Jornal da Noite"; foi braço direito de Malheiro Dias na "Ilustração Portuguesa".

Proclamada a Republica combateu-a no "Liberal". Editou os panfletos "Fantoches", notas semanais escaldantes sobre acontecimentos políticos arrasando Afonso Costa e a Partido Democrático. Foi deputado no consulado de Sidónio Pais. Fundou e dirigiu a semanário "ABC" (de 1920 a 1930) que apoiou a 28 de Maio e a arrancada do general Gomes da Costa. Contava com a publicidade do Bristol Club - famoso cabaré e urna das mais concorridas salas de jogo. Os anúncios do Bristol Club estavam explícitos no alto das capas concebidas par Jorge Barradas, Stuart, António Soares, Emmérico Nunes e outros artistas do Modernismo. Da redacção faziam parte desde burocratas para serviços de expediente até nomes em ascensão literária como Ferreira de Castro, Mário Domingues e Reinaldo Ferreira, a mítico, mitómano e cocainómano Repórter X.

Rocha Martins dirigiu de 1932 a 1943 o "Arquivo Nacional", outro semanário que divulgava factos, acontecimentos, biografias e memórias de contemporâneos e de figuras de outras épocas, quase sempre marcadas pela controvérsia. Era editor Américo de Oliveira, maçom e carbonário, chefe dos civis que resistiram ao lado de Machado Santos, na Rotunda.

Quando muitos se surpreendiam por vê-lo, com a oposição republicana, a insurgir-se contra o salazarismo e a reclamar a República, Rocha Martins, justificava que se libertara da fidelidade ao rei e a monarquia com a morte de D. Manuel, em Julho de 1932.

No "ABC" e no "Arquivo Nacional" publicou (para depois reunir em volume) João Franco, a sua política, os seus políticos e adversários; os reinados turbulentos de D. Carlos e D. Manuel; os governos de Pimenta de Castro e Sidónio Pais; a tentativa de restauração monárquica, liderada por Paiva Couceiro, em 1919; os bastidores e o triunfo da ditadura militar de 1926 e a chegada ao poder de Salazar.

Na continuidade dos folhetins de Pinheiro Chagas, Campos Júnior e Eduardo Noronha, a história em rodapé de jornais e em fascículos a vender ao domicílio, lançou com efabulação patriótica, emocional e satírica, diversos romances e editou com prefácio e notas "Palmela na Emigração", que lhe valeu o acesso a sócio correspondente da Academia das Ciências, a partir de 13 de Março de 1916. Os historiadores e eruditos apontavam-lhe falhas e erros. Foi, mais tarde, rejeitada a candidatura a sócio efectivo da Academia das Ciências.

Viveu exclusivamente da escrita. Encerradas as redacções do "ABC" e do "Arquivo Nacional", repartia-se em colaborações assíduas no "Diário de Notícias", no "Primeiro de Janeiro", no "Comércio do Porto" e no "República". A popularidade de Rocha Martins ganhou nomeada no tempo do MUD, na candidatura de Norton de Matos e de Quintão Meireles, devido as cartas, estampadas a toda a largura da primeira página, do jornal "República".

Privou de perto com muita gente de todos os sectores políticos e partidários. Poi iniciado na maçonaria - conforme comprovei no arquivo do Grande Oriente Lusitano (GOL) - na loja Simpatia e União, a 31 de Maio de 1906, tal corno Carlos Malheiro Dias, em 1896, na loja Luís de Camões, no tempo em que lá estava Luz de Almeida. Ambos saíram mas ficaram a conhecer o que lhes interessava. Um contínuo de "O Século" que pertencia à Carbonária, a troco de pequenos favores, deu a Rocha Martins muitas informações, a avaliar pelo que escreveu em "Vermelhos Brancos e Azuis".

Rocha Martins deixou a sua biblioteca a Sociedade Voz do Operário, mas é muito difícil de consultar. Escreveu memórias políticas e pessoais. Ao falecer, a 23 de maio de 1952, Rocha Martins tinha em preparação a "História da Ditadura Portuguesa" e o acabamento de pormenores das memórias, cujo manuscrito tive oportunidade de ver, numa letra quase ilegível. Encontrava-se na posse de Jaime Carvalhão Duarte, já falecido, um dos filhos de Carvalhão Duarte, director do "República". Disse-lhe que estava disponível para anotar e publicar, desde que o texto fosse decifrado.
 
As memórias de Rocha Martins não foram legadas a Fundação Mário Soares, com outros documentos, por Sérgio Carvalhão Duarte e sua mulher, Luísa Irene Dias Amado. Tem contributos de muito interesse - pelo que verifiquei na altura - para esclarecer, no contexto dos séculos XIX e XX, versões bastante divergentes da História conhecida e do papel atribuído a alguns protagonistas"
 
ANTÓNIO VALDEMAR - "Rocha Martins Contra o Poder, escrever, escrever", in Revista do EXPRESSO (100 Anos 100 Portugueses), 1 de Junho de 2013, p. 62 - sublinhados nossos.
 
J.M.M.

ANTÓNIO ROSA MENDES (1954-2013): IN MEMORIAM

Nascido em Vila Nova de Cacela, em 1954, António Manuel Nunes Rosa Mendes licenciou-se em Direito e História e doutorou-se em História, em 2004, com a tese sobre Damião António de Lemos Faria e Castro (1715-1789). Cultura e Política no Algarve Setecentista, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve.

Era professor na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, leccionou as disciplinas de História da Cultura, História do Algarve e Direito do Património Cultural. Actualmente era Director da Biblioteca da Universidade. 

Nos últimos anos coordenava o curso de mestrado em História do Algarve e era o responsável pelo Centro de Estudos de Património e História do Algarve (CEPHA).

Em 2005 foi presidente de Faro, Capital Nacional da Cultura.

António Rosa Mendes era geralmente apontado como um personagem comprometido com a região algarvia, com uma sólida personalidade e uma cultura invejável, sempre disponível para as iniciativas que conduzissem à valorização do conhecimento.
Realizou inúmeras conferências pela região e pelo País e no estrangeiro.
Publicou, entre outras os seguintes textos: A Fundação de Vila Real de St. António vista por um estrangeiro, 1984.Mais tarde a sua dissertação de mestrado intitulava-se Ribeiro Sanches e o Marquês de Pombal / intelectuais e poder no absolutismo esclarecido, Universidade Nova de Lisboa, foi publicada em 1998. Depois colaborou na História de Portugal, dirigida pelo Prof. José Mattoso, no volume III. No Alvorecer da Modernidade, coordenado pelo Prof. Joaquim Romero Magalhães, com um artigo intitulado A vida cultural, 1993, p. 375-383; 1755  / terramoto no Algarve, 2005; Espírito e poder  / Tavira nos tempos da modernidade (com Francisco Lameira e José Carlos Vilhena Mesquita), 2006; Escritor algarvio do século XVIII em Ayamonte: Damião Antònio de Lemos Faria e Castro, Separata das: XI Jornadas de Història de Ayamonte, 2007, p. 79-86; Manuscrito de João da Rosa  / 1808-2008, 2008; Olhão fez-se a si próprio, 2009; Brito Camacho e o Algarve, in Viajantes, Escritores e Poetas: Retratos do Algarve, 2009; Vila Real de Santo António e o Urbanismo Iluminista , coordenação do catálogo da exposição, 2010; Algarve 100 anos de República, 100 personalidades 1910-2010 (em parceria com Neto Gomes),  2010; Alcoutim - Terra de Fronteira, 2010; Faro  / roteiros republicanos, 2010Castro Marim, baluarte defensivo do Algarve, 2010; Olhão nos primeiros dias da República, 2010; publicou ainda A Peregrinação e a peregrinação de Fernão Mendes Pinto, 2011; "Um bispo reformador, D. Inácio de Santa Teresa, 1741-1751", in Anais do Município de Faro, 2012, p. 27-37;  O Que é Património Cultural, 2012; Manuel Veneno, in Al gharb  / nº 00  / p. 11-13.
Fundador da editora algarvia Gente Singular.
Depois de algumas semanas hospitalizado no Hospital de Faro, a situação de saúde debilitada agravou-se com outras complicações e acabou por conduzir ao seu falecimento em 4 de Junho de 2013.
Um historiador algarvio, apaixonado pelas temáticas regionais e também um amigo. 
Com as nossas condolências aos familiares e amigos neste momento triste.
A.A.B.M.

terça-feira, 4 de junho de 2013

CARLOS CALLIXTO: JORNALISTA DESPORTIVO (1913-2013)

Realiza-se amanhã, no Palácio Foz, em Lisboa, a apresentação da obra Carlos Callixto: Jornalista Desportivo (1913-2013).


Carlos Callixto nasceu em Serpa a 03-03-1862.
Foi uma figura política de relevo e conhecido jornalista, para além de ter sido um dos principais impulsionadores do automobilismo nacional. Propagandista republicano, colabora em várias publicações como Almanaque Vitória da República, no Século, Vanguarda, País, Debate, Marselheza, Pátria e em especial no diário republicano A Lucta.

Foi correspondente do diário francês L´Auto-Vélo e foi um dos organizadores da célebre corrida de automóveis Figueira da Foz - Lisboa, disputada em 1902, vindo a ser, poucos meses mais tarde, um dos fundadores do Automóvel Club de Portugal e o seu primeiro Secretário-Geral, cargo que ocupou até à data de sua morte. 

Pertenceu à direcção do Centro Fraternidade Republicana.

Deputado da Nação e chefe de gabinete do Ministro do Fomento, em parte também se lhe deve a publicação do primeiro Código da Estrada, a 27 de Maio de 1911. 

Jornalista, activo dirigente desportivo, professor, deputado à Assembleia Nacional Constituinte, funcionário superior ao Congresso da República e popular tribuno. É considerado o primeiro jornalista desportivo português, tendo-se iniciado em 1885 nas páginas de O Século, incidindo a sua actividade jornalística desportiva sobre o ciclismo (fundou a União Velocipédica Portuguesa), o tiro (fundou a União dos Atiradores Civis Portugueses) e o Automobilismo (fundou o Automóvel Clube de Portugal).

Sobre a personalidade em apreço encontram-se alguns dados biográficos AQUIAQUI e AQUI.

A obra vai ser apresentada por Francisco Pinheiro, António Florêncio e Vasco Callixto.

A.A.B.M.

domingo, 2 de junho de 2013

DR. EDUARDO MAIA (PARTE I)

Nasceu em Alijó, distrito de Vila Real, a 8 de Janeiro de 1845.

Ingressou na Escola Médico Cirúrgica de Lisboa, onde apresentou a sua tese subordinada ao título Ruptura do Útero, sendo presidente do jurí José Eduardo de Magalhães Coutinho e como examinadores Manuel Nicolau Bettencourt Pitta, Pedro Francisco Alvarenga, Joaquim Teotónio da Silva e José Gregório Teixeira Marques. Enquanto estudante de medicina, curso que  fez com o apoio dos irmãos e durante o qual se dedicou ao ensino secundário.

Exerceu actividade clínica em Lisboa, tendo inicialmente um consultório homeopático e a partir de 1882 instala-se no Hotel da Saúde, a Rua Saraiva de Carvalho.

Foi um dos fundadores da Associação do Registo Civil em 1876. Além disso foi ainda um dos fundadores da Federação Académica de Lisboa.

Casou em 9 de Setembro de 1877 com Júlia de Faria Maia, celebrando-se a cerimónia na Igreja de S. Nicolau.

Desde muito cedo envolvido na vida política, colaborando na imprensa política da época, em particular a republicana, mas também a socialista e anarquista. Participando no Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas foi convidado, em 1872, a participar como relator, na comissão redactora dos novos estatutos para a associação operária juntamente com José Fontana, Sousa Brandão, Nobre França e Luís Eça. Esses estatutos foram aprovados em reunião de 8 de Março de 1872. A propósito, o Dr. Eduardo Maia, assume em 1873, a sua função de membro da secção portuguesa da Associação Internacional dos Trabalhadores e um dos primeiros anarquistas do País, publica nesse ano A Internacional, Sua História, Sua Organização e seus Fins. Colaborando no jornal República Federal, que se publicou em Lisboa que saúdam com entusiasmo a proclamação da República em Espanha em 12 de Fevereiro de 1873. Nessa fase viu dois dos seus artigos serem querelados judicialmente pelas autoridades, facto que demonstra a dureza dos seus escritos. Sabe-se que o Dr. Eduardo Maia esteve também ligado ao primeiro directório do partido republicano, mas que rapidamente se desvinculou do mesmo devido às várias cisões internas a que se assistiram nesse período. Terá participado nas reuniões iniciais mas depois afastou-se desta agremiação política. Era ainda um dos elementos da tertúlia que habitualmente se reunia na Livraria Nova Internacional de Carrilho Videira, juntamente com Silva Pinto, Nobre França, Silva Lisboa e Martins Contreiras.

O seu percurso político inicia-se com o republicanismo federal depois envereda pelo socialismo libertário. Após o congresso da Associação Internacional de Trabalhadores realizado em Haia, em 1872, Eduardo Maia desenvolve claramente uma actividade libertária, convertendo-se mesmo ao anarco-comunismo de Kroptkine, em 1879, facto que assume com naturalidade, mas que é muito criticado pela sociedade do seu tempo, quando essa situação era extremamente rara.

O falecimento do Dr. Ayres Maia, em 1874, irmão de Eduardo Maia e, tudo indica, o primeiro funeral civil que se realizou em Lisboa. Esta situação acabou por gerar alguma polémica, pois no jornal Nação, surgiram alguns artigos do pároco de Santa Justa criticando esta situação e sobretudo o aproveitamento feito pelos defensores do Registo Civil. A estas publicações respondeu o Dr. Eduardo Maia com a publicação de uma carta opúsculo em que defendia a memória do irmão falecido.

[em continuação]

A.A.B.M.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

AFONSO COSTA – CONTINUIDADES E PERMANÊNCIAS NA ORATÓRIA PARLAMENTAR



CONFERÊNCIA: "Afonso CostaContinuidades e Permanências na Oratória Parlamentar.

ORADOR: Paulo Guinote
;
DIA: 30 de Maio (17,30
horas);
LOCAL: Sociedade de Geografia de Lisboa.


J.M.M.

ANTÓNIO BORGES COELHO: PERFIL

Ontem passou, talvez de forma despercebida, na rádio, a meio da tarde, um documentário radiofónico que tive oportunidade de ouvir na parte final, dedicado ao Prof. António Borges Coelho.

O programa, muito bem estruturado e com vários depoimentos de antigos alunos e colegas, traçava o perfil humano, político e historiográfico deste reputado historiador português que se dedicou em particular ao estudo da Idade Média e da ocupação muçulmana no sul da Península Ibérica (Al-Andalus). 

O programa chama-se Vidas Que Contam, pode ser ouvido na página da Antena 1 AQUI. Um programa com autoria e apresentação de Ana Aranha, para poder ouvir com toda a atenção.

A.A.B.M.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A CONSPIRAÇÃO DE 1817 – GOMES FREIRE


 
A Conspiração de 1817 Gomes Freire, de RAUL BRANDÃO, Typ. Emprêsa Literaria e Tipographia (Companhia Portuguesa Editora), Porto, 1914, 8-360 pags.
via FRENESI
 
J.M.M.

terça-feira, 28 de maio de 2013

PARLAMENTARES DA REPÚBLICA EM LIVRO



No próximo dia 30 de Maio de 2013, pelas 18.30 h, vão ser apresentadas três obras, publicadas na colecção Parlamento, editada pela Assembleia da República. As três obras referem-se a três figuras incontornáveis da I República Portuguesa: António Granjo, Bernardino Machado e José Domingues dos Santos.


Os títulos e autores completos são os seguintes:
- Ernesto Castro Leal e Teresa Nunes, António Granjo: República e Liberdade;
- Maria Alice Samara, Bernardino Machado: Uma Vida de Luta;
- António José Queiroz, José Domingues dos Santos.

As três obras vão ser apresentadas pelo Prof. António Reis.

Uma sessão a não perder e três obras que também desejamos conhecer melhor,com os nossos votos de muito sucesso para a sessão.

A.A.B.M.

III ENCONTRO DE ARQUIVOS DO ALGARVE

Realiza-se nos próximos dias 31 de Maio e 1 de Junho, em Olhão, no Auditório Municipal desta cidade algarvia, um interessante congresso reunindo alguns dos especialistas nacionais e internacionais em arquivo e gestão da informação, contando também com a presença do Sr. Subdirector da Direcção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas o Dr. Silvestre Lacerda, bem como do Director do Arquivo Distrital de Faro, Dr. João Sabóia.

Uma iniciativa que se saúda, pela perseverança e pela dinâmica que se mantendo, reforçando laços, trocando experiências e dinamizando iniciativas em comum, procurando sobretudo preservar a memória documental do que existe no Algarve.

PROGRAMA

31 de maio de 2013 (sexta feira)

14:00 Entrega da documentação e receção aos participantes
14:15 Sessão de Abertura e Boas vindas
Presidente da Câmara Municipal de Olhão (Engº Francisco Leal)
Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (Dr. Pedro Penteado)
Direção Regional de Cultura do Algarve (Dr. Rui Parreira)
... Diretor do Arquivo Distrital de Faro (Dr. João Sabóia)
Presidente da Associação de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas – Delegação do Sul (Dra. Margarida Vargues)


Moderadora: Conceição Feliciano

14:30 Dr. Pedro Penteado (Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas – DGLAB): Políticas e programas para a informação pública: o desafio da interoperabilidade
15:05 Prof. Doutor Carlos Guardado da Silva (Câmara Municipal de Torres Vedras): Para um novo paradigma na gestão da informação arquivística da Administração Local: o Plano de Classificação
15:40 Dr. Nuno Marques (Câmara Municipal de Vila do Bispo), Dr. Tiago Barão (Câmara Municipal de Faro) e Dra. Helena Vinagre (Câmara Municipal de Olhão): Macroestrutura Funcional: Abordagem Prática ao Sistema de Gestão Documental da AIRC
16:15 Engº Davide Rosa e Técnico de Informática David Lopes (Câmara Municipal de Olhão): O Município de Olhão na Era Digital
16:30 Debate
16:45 Coffee Break

Moderadora: Dra. Helena Barreto

17:00 Prof. Dr. André Porto Ancona Lopez (Universidade de Brasília – Faculdade de Ciência da Informação. Brasil): DigifotoWeb: programa piloto para construção de repositório digital de materiais fotográficos de arquivo
17:35 Dr. João Sabóia (Arquivo Distrital de Faro): O Arquivo da Escola do Magistério Primário de Faro: uma proposta de classificação
17:55 Dras. Luísa Pereira e Vera Gonçalves (Câmara Municipal de Silves): Classificações: o trabalho desenvolvido pelo Arquivo Municipal de Silves
18:15 Dra. Isabel Salvado e Dr. António Monteiro (Câmara Municipal de Tavira): Análise à Classificação da Câmara Municipal de Tavira
18:35 Dr. Nelson Vaquinhas (Câmara Municipal de Loulé - CIDEHUS/UÉ): A gestão da informação nas habilitações do Santo Ofício e das Ordens Militares
18:50 Debate


1 de junho de 2013 (Sábado)

9:30 Workshop pelo Prof. Doutor Carlos Guardado da Silva intitulado A Macroestrutura Funcional (MEF) e a sua aplicação na Administração Local
11:30 Coffee Break

Moderador: José João Cabaço

11:45 Prof. Doutor António Rosa Mendes (Universidade do Algarve): Arquivos e memória
12:05 Dra. Marisa Caixas (Hospital de Faro EPE): Produção Documental no Sanatório Carlos Vasconcelos Porto: os registos clínicos
12:25 Dra. Vanda Germano (Câmara Municipal de Portimão): O Fundo documental da Administração de Concelho: case study de Portimão
12:45 Dra. Andreia Fidalgo (Universidade do Algarve): O Fundo Documental Francisco Fernandes Lopes do Arquivo Histórico Municipal de Olhão: a visão de uma investigadora
13:00 Debate
13:15 Sessão de Encerramento
Director do Arquivo Distrital de Faro (Dr. João Sabóia)
Directora de Departamento de Administração Geral da Câmara Municipal de Olhão (Dra. Carla Martins)
Vice-Presidente da Câmara Municipal de Olhão (Dr. António Pina)

15:00 Passeio de Caíque pela Ria Formosa

Aos profissionais do ramo, aos interessados no tema e a todos os potenciais interessados em aprender alguma coisa sobre o funcionamento dos arquivos locais e distritais, esta pode ser uma interessante oportunidade. 

Uma iniciativa que já anteriormente divulgamos e a que desejamos o maior sucesso, desejando antecipadamente que o evento se mantenha com regularidade e continue a reunir um conjunto de participantes tão interessante.

A.A.B.M.

O DYABO


O DYABO - Editor Responsável, João Victorino Ribeiro [a partir do nº2. Manuel Inácio Alves Pereira], Typographia Gutenberg, Porto. 1895, VI números.
 
Ano I, nº 1 (12 Maio 1895) ao nº 6 (17 Agosto de 1895);
 
Manuel Inácio Alves Pereira (1869- ), escriturário por profissão e guarda-livros da Liga das Associações de Socorros Mútuos (de Gaia), foi um curioso editor [colabora n’A Portugueza, Velocipedista, O Carapau, A Luz, Zé Povinho, O Má Língua, Revista Nova, Moncorvo, O Arauto – ver AQUI], por diversas vezes condenado por abuso de liberdade de imprensa (como foi o caso passado com “A Portugueza”).  
 
Cavalheiro! Parece-me que lhes vejo os narizes torcidos! Pois destorçam-n’os que eu vou fallar. Sou o Dyabo, volto do exilio, venho sadio e mau, sem o desalento e a gloria que se amalgamaram na fronte do senhor João Chagas, mas disposto, se a minha popularidade não chegar ás fabricas de louça ou bolacha, a leval-os todos para as profundas do Inferno. Quem disse que eu morrera, mentiu-lhes. É verdade que o Guerra Junqueiro me atou uma lata ao rabo, e me fez coisas do arco-da-velha, mas nesse tempo, andava eu faminto, anemico de bolsa, como os manos Arroios de vesga memoria (...)”.
 
O seu programa diz o seguinte: “É coisa que não fazemos, ao inverso da estafada praxe. O nosso programma está na nossa consciencia; sebel-o-ha quem nos lêr. Fazer programmas para mentil-os, é uma torpeza reles ou incoherencia estupida. De resto, não nos bandeamos com ninguem: queremos fazer fogo de franco-atiradores (...)” [ler AQUI]
 
J.M.M.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O ABADE CORREIA DA SERRA NA AMÉRICA (1812-1820): LIVRO

Vai ser apresentado no próximo dia 29 de Maio de 2013, pelas 18.30 h, na Academia das Ciências de Lisboa, uma obra que traça o percurso de José Francisco Correia da Serra, conhecido como Abade Correia da Serra, enquanto residiu nos Estados Unidos da América. Conhece-se a sua amizade com Thomas Jefferson, que pode ser comprovada AQUI onde se pode encontrar muita documentação digitalizada. Ainda pode ser possível uma fotografia daquele que era o quarto do abade em Monticello, residência de Jefferson, que pode ser consultada AQUI.

Por outro lado, também na casa museu do presidente Thomas Jefferson se encontram múltiplas referências à ligação pessoal entre os dois homens que se admiravam mutuamente, situação que pode ser comprovada consultando AQUI ou através de outra ligação que remete para documentos existentes com referências a José Francisco Correia da Serra na referida página AQUI.

De referir ainda que o Abade Correia da Serra foi, com o Duque de Lafões, um dos fundadores na Academia das Ciências de Lisboa.

A presente obra da autoria de Richard Beale Davis (1907-1981) , professor da Universidade de Virgínia, que investigou a documentação de  Thomas Jefferson e que publicou, em 1955, uma recolha de epistolografia sobre a sua ligação ao Abade Correia da Serra (Ver AQUI) que agora foi traduzida para português e vai ser apresentada pelos Prof. Onésimo Teotónio de Almeida, José Luís Cardoso, Mário Mesquita e Ilídio do Amaral

Uma excelente iniciativa para se conhecer melhor aquele que o terceiro presidente dos Estados Unidos da América considerava "o Homem mais erudito que jamais conheci", referindo-se ao cientista e botânico português.

A.A.B.M.

domingo, 26 de maio de 2013

GUERRA E PROPAGANDA NO SÉCULO XX: CALL FOR PAPERS


Encontra-se nos últimos dias para submeter propostas para o congresso Guerra e Propaganda no Século XX, conforme se pode ver no texto abaixo de divulgação do referido evento científico, para o qual se chama a atenção de todos os interessados. 

Um tema aliciante e sempre utilizado e aproveitado pelos vários estados em momentos de conflito. Aguardam-se contributos inovadores e propostas sobre os variados assuntos conexos com o tema base.

Organização: Maria Fernanda Rollo (IHC e FCSH-UNL), Ana Paula Pires (IHC-FCSH-UNL), Noémia Malva Novais (Ceis20 e FCSH-UNL)
Local: Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Datas: 11 e 12 de Novembro de 2013
DATA LIMITE PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS: 1 de Junho de 2013

O século XX foi fértil em experiências sobre o poder da propaganda em contexto de guerra. Desde a Primeira Guerra Mundial à Guerra Civil de Espanha, à Segunda Guerra Mundial, à Guerra do Ultramar (no caso de Portugal), à Guerra Fria, à Guerra na Bósnia e à Guerra no Golfo, foram muitas as ocasiões em que a propaganda se afirmou como uma das armas de combate.

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) constituiu o contexto em que pela primeira vez os estados perceberam a importância da propaganda como instrumento de guerra. Tornou-se evidente o papel, a importância e o potencial da comunicação gráfica. A propaganda passou a ser encarada como uma ferramenta essencial, capaz de fazer de elo de ligação entre a frente de combate e a frente interna, instrumento de galvanização e de predisposição das populações para aceitar a ‘inexorabilidade’ da Guerra e os sacrifícios que daí decorriam.

A propaganda surgiu assim como uma representação, quase sempre com expressão pictórica da identidade nacional em combate, enaltecendo as virtudes dos exércitos nacionais e diabolizando o inimigo, representando-o de forma desumanizada, instigando ao ódio entre civis e militares, ao mesmo tempo que eliminava a noção de culpa ou responsabilidade por parte dos dirigentes governamentais. Aos olhos da propaganda, as guerras surgiram sempre como consequência inevitável de choques civilizacionais, legitimadas aos olhos do colectivo: combate-se por um ideal, luta-se por um interesse.

À medida que a frente interna foi crescendo em importância nos conflitos contemporâneos, o controlo da opinião pública, através da propaganda, tornou-se mais sofisticado. Criaram-se ministérios para pensar e gerir a propaganda, investiram-se verbas avultadas e aproveitaram-se todos os meios de comunicação de massas desenvolvidos entre o final de Novecentos e as primeiras décadas do século XX, colocando-os ao serviço dos Estados: imprensa, rádio, televisão e cinema.

A propaganda representava o sacrifício dos soldados em guerra e enaltecia o poderio dos países. Um pouco por todo o mundo foi em torno destas imagens que se mobilizaram populações inteiras em torno da conquista da vitória. Através da imagem estática dos cartazes impressos ou do movimento dos jornais de actualidades projectados em salas de cinema espalhadas um pouco por todo o globo, os governos procuravam promover o espírito patriótico, incentivando o esforço de sacrifício individual através do envio de um conjunto de mensagens claras e directas em que se apelava ao alistamento voluntário nos exércitos, ao racionamento de bens essenciais, à
intensificação da produção ou à compra de obrigações ou títulos de guerra, exacerbando sentimentos, despertando emoções e projectando uma imagem repartida entre a noção de superioridade e a ideia de temor pelo adversário.

Desde a Imprensa, na Primeira Guerra Mundial, à Rádio, na Segunda Guerra Mundial, à televisão, ao cinema e à publicidade, sobretudo a partir da década de 50, a propaganda revelou poder ser tão mortífera como as armas manuseadas pelos soldados em guerra.
Por isso, afigura-se fundamental debater a problemática da Guerra e da Propaganda no Século XX.
O colóquio organizado em parceria pelo IHC e pelo CEIS20 integra o Programa do Centenário da Grande Guerra, organizado pelo IHC, e o Programa Internacional, coordenado pelo Imperial War Museum, de Londres.

O encontro reúne intervenções proferidas por conferencistas convidados e a apresentação de comunicações submetidas através de cal for papers. A selecção das propostas será orientada pelo propósito de garantir o máximo de qualidade e diversidade dos trabalhos.

Submissão de propostas: 1 de Fevereiro a 1 de Junho de 2013
Data de comunicação do resultado da submissão: 1 de Julho de 2013
Enviar: título da comunicação, resumo (700 palavras), afiliação e currículo académico (1 página)
Línguas do congresso: Português e Inglês

Organização:
Maria Fernanda Rollo (IHC e FCSH-UNL)
Ana Paula Pires (IHC-FCSH-UNL)
Noémia Malva Novais (Ceis20 e FCSH-UNL)

Por favor envie a sua identificação (nome, filiação institucional e endereço electrónico)
bem como o resumo da comunicação por e-mail para: guerraepropaganda@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

Guerra e Propaganda no século XX
Instituto de História Contemporânea
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Nova de Lisboa
Av. de Berna, 26-C
1069-061 LISBOA
Email: guerraepropaganda@gmail.com
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A.A.B.M.

A MEMÓRIA COMO CAMPO DE BATALHA: CONFERÊNCIA

No próximo dia 28 de Maio de 2013 (terça-feira), pelas 18.30 h, realiza-se a última conferência deste ciclo, subordinado ao tema As Portas que Abril Abriu - Abordagens dos processos de transformação no período pós-25 de Abril realizado na Biblioteca Museu República e Resistência (espaço Grandella).

Nesta sessão vão trocar opiniões sobre A Memória como campo de batalha as investigadoras Joana Pereira Bastos, Raquel Varela e Paula Godinho.

Num período em que muita bibliografia memorialística sobre o 25 de Abril tem sido publicada, seja por intervenientes directos, seja por aqueles que sejam que assistiram aos acontecimentos, com maior ou menor distanciamento, seja os que investigam e consultam documentação e colocam-se alguns problemas: toda a informação será fidedigna? Todos os ângulos de análise serão válidos, mas as interpretações serão inocentes? Quando se escolhe determinados autores e perspectivas de análise, seria importante ou não um esclarecimento prévio por parte dos autores? Existirão leituras e análises dos acontecimentos muito condicionadas por questões ideológicas? Distinguindo o tipo de documentação e os relatos já anteriormente produzidos temos uma quantidade imensa de documentação produzida sobre os acontecimentos, que critérios utilizar para seleccionar a informação?

Certamente algumas destas questões acabarão por ser abordadas pelas intervenientes, porque certamente são problemas e dúvidas que nunca serão completamente resolvidos e alguns seguirão um percurso e outros adoptarão outros critérios, mas pelo menos a reflexão sobre o assunto merecerá a atenção dos investigadores.

A.A.B.M.

NAS GARRAS DA KULTUR



NAS GARRAS DA KULTUR. Impressões de um Prisioneiro de Guerra na Alemanha”, de António Dias (alferes miliciano), Ceia, Typ. “Montes Hermínios”, 1920, 140 p.

J.M.M.

sábado, 25 de maio de 2013

A MULHER E A CRIANÇA. ORGÃO DA LIGA REPUBLICANA DAS MULHERES

 
 

A MULHER E A CRIANÇA. Órgão da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas –Typ. Francisco Luiz Gonçalves (T. do Sequeiro das Chagas, 16 A, Lisboa), 1909-1911, XIV numrs.

Ano I, nº 1 (Abril 1909) ao Ano II, nº 24 (Maio de 1911); Propr: Comissão Dirigente composta por Ana de Castro Osório, Benedita Mouzinho de Albuquerque Pinho, Fausta Pinto da Gama (até 1909); Editora: Ana Maria G. Dias (a partir de Novembro de 1910) ao nº25); Administradora: Lénia Loyo Pequito; Redacção: Rua do Alecrim, 82, Lisboa (ao nº3, Rua dos Castelinhos, 6, 2º, Lisboa; depois, ao nº9, Rua dos Poyaes de S. Bento, 129, 2º, Lisboa); Directora: Maria Veleda (a partir de Agosto de 1910, nº 25); Impressa na Typ. Francisco Luiz Gonçalves (T. do Sequeiro das Chagas, 16-A, Lisboa) [ao nº4, na Typ Adolpho de Mendonça, Rua do Corpo Santo, 46-48); revista mensal, que precede “A Madrugada”, folha mensal da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, sob direção de Maria Veleda; no seu nº1, apresenta os Estatutos da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas; com curiosas referências à formação, em todo o país, de secções da Liga Republicana das Mulheres e os nomes das associadas.   

[Alguma] Colaboração/Textos: A. Brazão, Adelaide Cabete, Ana Caron, Ana de Castro Osório, Ann Moore, António José de Almeida (nº3), Benedita Mouzinho de Albuquerque Pinho, Coelho Neto, Costa Alegre, Eduardo Sequeira, Fausta Pinto da Gama, Fazenda Júnior, Guerra Junqueiro, Guilherme Braga, Jaime de Almada, João Chagas, José do Vale (“As mulheres e a liberdade”, ao nº5), Ladislau Patrício, Leão Grave, Leopoldina Carrilho Balsas, Loff de Vasconcelos, Lucinda Tavares, Luís de Almeida Nogueira, Magalhães Lima, Maria d’Azevedo, Maria Clara Correia Alves, Maria Feyo, Maria Gonçalves de Freitas (“Feminismo”, nº6), Maria Veleda, Luís de Almeida Nogueira, Ribeiro de Carvalho, Teresa Deslandes, Tomás da Fonseca.


A MULHER E A CRIANÇA, AQUI digitalizado

FOTO (e inf.) via António Ventura Facebook

J.M.M.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

ANTÓNIO SÉRGIO, PEDAGOGO: CONFERÊNCIA

Realiza-se amanhã, no Museu Bernardino Machado, em Famalicão, no âmbito do ciclo de conferências subordinado ao tema Pedagogos e Pedagogia em Portugal, uma interessante conferência pelas 21.30 h.

O conferencista convidado é, desta vez, o Prof. Sérgio Campos Matos, da Faculdade de Letras de Lisboa, que vai analisar o papel de António Sérgio enquanto pedagogo, que influenciou grande parte da mentalidade portuguesa dos anos 30, 40 e 50 do século XX.

Uma excelente iniciativa que se recomenda para todos os que tiverem oportunidade de poder assistir.

A.A.B.M.

HOMENAGEM A AQUILINO RIBEIRO NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA

Realiza-se amanhã, 23 de Maio, na Academia das Ciências de Lisboa (sessão conjunta da Classe de Letras e Ciências), uma sessão de homenagem à memória de Aquilino Ribeiro, pelas 15 horas, assinalando o cinquentenário da sua morte.

São oradores convidados para a ocasião os académicos Mário Soares, António Valdemar e Manuel João Lemos de Sousa.

Uma sessão a não perder para os apreciadores de Aquilino Ribeiro e para todos os interessados na cultura portuguesa contemporânea.

A.A.B.M.