sábado, 18 de maio de 2013

O LIBELO – PELA REPÚBLICA! PELA LIBERDADE!


O LIBELO – Pela República! Pela Liberdade! [depois, “O jornal clandestino de maior circulação"] – nº 1 (31 Outubro de 1926) ao nº 8 (23 Agosto de 1927), Lisboa, VIII numrs.

Director: “Doutor X”; Redactor: “Libert Bell'.

Trata-se do periódico clandestino de oposição à ditadura militar saída do 28 de Maio de 1926. Tem colaboração (não assinada) de Raul Proença [cf. Raul Proença panfletário e jornalista de folhas clandestinas, 1984]. Refira-se que Raul Proença participou (se não foi ele o único redactor) no também periódico clandestino “Pelourinho”. Pelo “actividade” revelada teve de fugir a mandato de captura e passar à clandestinidade [sobre este assunto “Raul Proença” consultar o curioso “O Caso da Biblioteca”, editado pela BNP] e depois para o exílio.

1 (pdf) digitalizado AQUI [Hemeroteca Municipal]
1 ao nº6 AQUI digitalizado [Fundação Mário Soares]
7 digitalizado AQUI [Torre do Tombo]

J.M.M.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

OS VISCONDES DE LAGOA: LIVRO


Realiza-se na próxima sexta-feira, 17 de Maio de 2013, na Biblioteca Municipal de Lagoa, pelas 18 horas, a apresentação da obra de João Nuno Aurélio Marcos, Os Viscondes de Lagoa, publicada pela Arandis Editora.

Uma obra de investigação sobre os titulares do viscondado de Lagoa, sobretudo aos aspectos genealógicos e biográficos das referidas personalidades, estabelecendo a teia de ligações familiares, os poderes, as influências e os interesses políticos e económicos dos mesmos.

Esta obra, de história local, elaborada por João Nuno Aurélio Marcos, natural de Lagoa, licenciado em Direito, pela Universidade de Lisboa, onde foi ainda monitor da disciplina de História Económica e Social Portuguesa. Envereda depois pela advocacia, regressando à sua terra natal, onde colabora na imprensa regional e publicou em 2010, Lagoa Liberal, Republicana e Maçónica.

Uma interessante iniciativa na cidade de Lagoa, que recomendamos aos nossos ledores, com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A MAÇONARIA EM ELVAS


CONFERÊNCIA: "A Maçonaria em Elvas;

ORADOR: António Ventura;
DIA: 17 de Maio (18,00 horas
LOCAL: Biblioteca Municipal de Elvas.
J.M.M.

terça-feira, 14 de maio de 2013

II CONGRESSO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA EM ÉVORA

A partir de quinta-feira e até sábado vai realizar-se em Évora, o II Congresso de História Contemporânea.



Para a edição de 2013 a Rede HC elegeu o tema História e Ciências Sociais: desafios transdisciplinares da História Contemporânea para o formato da  Mesa Redonda. À semelhança do que aconteceu no I Congresso, realizado em Lisboa em Maio de 2012, prevê-se uma ampla participação de investigadores de todas as Universidades nacionais, constituindo uma expressão significativa da dinâmica de investigação nesta área do conhecimento.



Contando na Comissão Organizadora com Maria de Fátima Nunes/ José Pedro Sousa Dias / José Brandão (CEHFCi); Gaspar Martins Pereira/ Luís Alberto Marques Alves (CITCEM); Danny Rangel (Apoio).

Na Comissão Científica assinala-se a presença deFernanda Rollo (IHC); Hélder Adegar Fonseca (U.Évora); Jaime Reis (ICS-UL); Jorge Alves (CITCEM-Porto); José Pedro Sousa Dias (CEHFCi); Manuela Tavares Ribeiro (Ceis 20); Maria João Vaz (CEHCP); Nuno Estêvão Ferreira (CEHR-UCP); Nuno Valério (GHES); Sérgio Campos Matos (FL-UL) e Viriato Capela (CITCEM-Minho).

Na conferência inaugural vai estar presente o Prof. Boaventura Sousa Santos. Depois segue-se um painel em mesa-redonda com moderação: Fernando Rosas (IHC-FCSH_UNL) e tendo como intervenientes: Augusto Santos Silva (FE-UP); Irene Vaquinhas (FL-UC); Fernando Catroga (FL-UC); José Manuel Sobral (ICS-UL).

As sessões temáticas organizam-se da seguinte forma:
Quinta-feira, dia 16 de Maio
- Sessão B (1): História, Memória e Património;
- Sessão I (1): Relações Internacionais, História e Diplomacia;
- Sessão F (1): História da Ciência e Tecnologia;
- Sessão M (1): Cidades e Património Urbano;
- Sessão G: Movimentos Sociais e Associativismo;
- Sessão O: Práticas religiosas, religiosidade e laicismo;
- Sessão C (1): Colonialismo, Anticolonialismo e Descolonização;
- Sessão J: Historiografia e Teoria da História;

Sexta-feira, dia 17 de Maio
- Sessão M (2): Cidades e Património Urbano;
- Sessão D (1): Representações Culturais e Políticas;
- Sessão B (2): História, Memória e Património;
- Sessão E (1): Ideologias, Pensamento e práticas políticas;
- Sessão F (2): História da Ciência e Tecnologia;
- Sessão C (2): Colonialismo, Anticolonialismo e Descolonização;
- Sessão N (1): Educação e cidadania;
- Sessão I (2): Relações Internacionais, História e Diplomacia;
- Sessão E (2): Ideologias, Pensamento e práticas políticas;
- Sessão E (3): Ideologias, Pensamento e práticas políticas;
- Sessão H (1): Agentes, atividades e políticas económicas;
Sessão N (2): Educação e cidadania;
- Sessão F (3): História da Ciência e Tecnologia
- Sessão H (2): Agentes, atividades e políticas económicas;
- Sessão D (2): Representações Culturais e Políticas;
- Sessão A: Construção do Estado Liberal;

Sábado, dia 18 de Maio
- Sessão E (4): Ideologias, Pensamento e práticas políticas;
- Sessão D (3): Representações Culturais e Políticas;
- Sessão D (4): Representações Culturais e Políticas;
- Sessão E (5): Ideologias, Pensamento e práticas políticas.

No total são várias dezenas de comunicações, com vários nomes prestigiados da historiografia contemporânea portuguesa, para além dos supracitados elementos da mesa de abertura, constam ainda nomes como: Teresa Nunes, Ângela Salgueiro, Inês Queiroz, Luís Farinha, Cristina Nogueira, Rogério Santos, Maria Inácia Rezola, Luís Nuno Rodrigues, David Luna da Carvalho, Manuel Pimenta Baiöa, Ana Paula Pires, Joaquim Pintassilgo, entre muitos outros.

Programa do Congresso encontra-se disponível em http://congressohc2013.blogspot.pt/.

O programa completo pode ser descarregado AQUI

Uma excelente iniciativa que se repete e que merece toda a divulgação entre os interessados por estes temas.

A.A.B.M.

MOÇAMBIQUE - MANOEL PEREIRA (1815-1894): LIVRO


Amanhã, 15 de Maio de 2013, pelas 18 horas, vai ser apresentada a obra de Luísa Vilarinho Pereira, sobre o bisavô Manoel Romão Pereira (1815-1894), fotógrafo português radicado em Moçambique, onde viveu durante largo período tendo acompanhado o processo de transformação que foi tendo lugar na antiga colónia portuguesa durante os finais do século XIX.

Refere a autora na nota de divulgação da obra:


Além do interesse particular que dediquei a esta obra, por divulgar o trabalho de meu bisavô, este bosquejo ilustrado com algumas das suas fotografias, tem por objectivo recordar um curto período da história, a partir da chegada a Lourenço Marques da Expedição de Engenharia, em 07.03.1877, liderada pelo Eng. Joaquim José Machado (bisavô dos Lobo Antunes). Este desembarque, ficou assinalado na toponímia da antiga Praça Picota de Lourenço Marques.

Durante cerca de15 anos, o empenhado projecto de desenvolvimento da Província Moçambique, idealizado pelo Ministro Andrade Corvo, foi transformando o arrabalde do velho presídio e terras alagadas circundantes, nos pilares da futura cidade hoje designada por Maputo. Derrubada a antiga muralha protectora do velho casario, foi decretada a extinção do pântano e traçada a quadrícula dos arruamentos do novo aglomerado urbano, livre da malária que dizimava a população local. Em Dezembro de 1887, foi inaugurado o primeiro troço do Caminho de Ferro, que ficou apenas a cerca de 8 Km da fronteira com o Transvaal. Meu bisavô, a quem fora entregue o desenho do ajardinamento da Praça Sete de Março, foi também responsável por fotografar a construção do Caminho de Ferro, obra há muito projectada mas apenas iniciada em meados de 1886.

Do arrabalde do antigo Presídio, junto à margem da baía, Manoel Pereira mudou a localização da sua Residência-Atelier para o alto do morro, frente ao Hospital e à nova Igreja em construção. Veio depois a Lisboa propor ao Ministro Ressano Garcia a Expedição Phototographica que viria a liderar por todo o Moçambique. A reportagem desta obra de vulto, executada pela engenharia militar, a par do relacionamento pacífico estabelecido com a população indígena, com quem se negociava  a permanência e o ensino escolar no território, bem como a exploração do minério, teve amplo testemunho de imagem que foi servindo para modelo das gravuras, anonimamente publicadas na revista O Occidente, ilustrando textos de Augusto Castilho.

A cobiça internacional, que levou às decisões estabelecidas na Conferência de Berlim, em 1885, atribuindo soberania a quem verdadeiramente ocupasse o território, condenou este viver construtivo e pacífico. Após o Ultimatum de 1890, a visita do Comissário Régio Mariano de Carvalho teve detalhada reportagem fotográfica que registou o avanço da Agricultura praticada nos Prazos da Zambézia, bem como o funcionamento escolar para ambos os sexos, por todo o território de Moçambique.

Nesta colecção de fotografias que vieram a figurar na Exposição Insular e Colonial Portugueza de 1894, ficou bem expressa em imagem a confraternização com os Régulos locais e até mesmo um processo eleitoral, com fila de votantes em frente à Alfandega da Ilha de Moçambique. A presença de António Ennes e a campanha de Mouzinho de Albuquerque, puseram termo a este período notável, que  precedeu a implantação do regime dito Colonial e bem merece hoje ser divulgado.


Ver mais informação detalhada AQUI.

Sobre o trabalho desenvolvido por Manoel Pereira podem encontrar-se algumas fotografias disponíveis no Arquivo Científico Tropical do Instituto de Investigação Científica e Tropical, AQUI.

A.A.B.M.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

COIMBRA : MEMÓRIA DA RESISTÊNCIA CÍVICA E CULTURAL NOS ANOS 60 - TERTÚLIA

Realiza-se no próximo sábado, dia 18 de Maio de 2013, pelas 15 horas, na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra, uma tertúlia dedicada ao tema da Memória da Resistência Cívica e Cultural nos anos 60.

Este evento promovido pelo Movimento Cívico Não Apaguem a Memória, vai ter como moderador Miguel Cardina e conta com intervenções de Abílio Hernandez, José Dias, Manuela Cruzeiro e Rui Namorado.

Um momento de conversa descontraída, com pessoas civicamente envolvidas e empenhadas na vida cultural em Coimbra, vivendo, conhecendo e recordando alguns momentos a que ele próprios assistiram ou foram participantes.

Uma oportunidade para recordar algumas das dificuldades por que passavam as pessoas com problemas agora já distantes dos mais jovens como a Guerra Colonial, a Censura, a PIDE, a Legião Portuguesa, a Imprensa, a Universidade, os movimentos políticos clandestinos, a emigração, o exílio, as lentas mudanças de mentalidade, as instituições locais, o fado/canção de Coimbra, as lutas estudantis, entre outros temas e subtemas que a conversa irá tocar.

Com os votos de maior sucesso.

A.A.B.M.

domingo, 12 de maio de 2013

5 DE OUTUBRO DE 1910: CONFERÊNCIA

Academia das Ciências de Lisboa tem vindo a promover ao longo deste mês de Maio, no âmbito do ciclo  Portugal: Da Fundação à Actualidade um conjunto de interessante conferências.

Amanhã, dia 13 de Maio, pelas 17 horas, o Prof. António Ventura vai apresentar uma conferência subordinada ao título: 5 de Outubro de 1910.




Uma interessante iniciativa da Academia das Ciências, aberta ao público, com um convidado que tem abundante obra publicada sobre o tema.

A.A.B.M.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

GUIA DO REGISTO CIVIL


GUIA DO REGISTO CIVIL. Util a Nacionaes e Extrangeiros. Meio Facil de promover Quaesquer Registos Civis Baseado na Lei e na Pratica. Homenagem à Associação de Beneficiencia Propaganda da Lei do Registo Civil
Editor: Eduardo Pinto, Typographia do Commercio, 1897
via Torre do Tombo
J.M.M.

A MINHA VIVÊNCIA PESSOAL COM O DR. JOAQUIM MAGALHÃES: CONFERÊNCIA


Realiza-se amanhã, mais uma conferência do ciclo dedicado ao Dr. Joaquim Magalhães, na Biblioteca da Universidade do Algarve.

O conferencista de amanhã é Manuel Paleta do Carmo e vai tratar da sua vivência pessoal com o Dr. Joaquim Magalhães.

A sessão realiza-se como tem sido habitual pelas 18 horas.

Entretanto, e por curiosidade durante as minhas divagações investigativas pela imprensa do Algarve, encontrei, há poucos dias, este poema de António Aleixo, que entretanto foi publicado na obra "Este Livro que vos Deixo" e que foi originalmente publicado no jornal Moca, semanário farense, que se dizia defensor dos direitos do consumidor, dirigido pelo tenente Manuel Caetano de Sousa.


“Alma poética do Povo”
Mote
Um pobre velho perdido
À minha porta parou
Foi no meu lar recolhido
Até que a morte o levou

I
Em noite chuvosa e fria
Sem haver estrelas nem lua,
Encontrei na minha rua
Alguém que esperava o dia.
E eu, que não o conhecia,
Passei muito distraído,
Não vi que aquele indivíduo
Tinha aspecto de mendigo…
E que era, assim, sem abrigo,
Um pobre velho perdido.

II
Estava a uma porta arrumado
Com as mãos nas algibeiras;
Mas a água das goteiras
Molhava o pobre, coitado!
Entrei em casa maguado [sic]
E o infeliz lá ficou!
E o pobre a tremer de susto
Veio correndo e muito a custo
À minha porta parou.

III
Eu ordenei-lhe que entrasse.
E o filho da pouca sorte tinha a figura da morte
Na sua pálida face.
Disse à mulher que arranjasse
Ceia para o desconhecido.
E ele então de agradecido
Entre soluços dizia,
Que quando tanto chovia
Foi no meu lar recolhido.

IV
Depois o pobre, a tremer,
Dum dos bolsos do seu fato
Tirou para fora um retrato
Que era o da minha mulher!
Chamei-a veio a correr,
Logo ao pobre se abraçou,
Porque era o pai que a creou
Que chegou aquele estado!
E ali foi agasalhado
Até que a morte o levou.

António Fernandes Aleixo

“A Alma poética do povo”, Moca, Faro, 26-08-1923, Ano I, nº 50, p. 2, col. 4.

Uma iniciativa a continuar a acompanhar até final deste mês.

A.A.B.M.

LER HISTÓRIA, Nº 63


O presente número da revista Ler História, recentemente apresentado, conta com o dossier "A transição democrática portuguesa: novos contributos historiográficos". Além disso, o índice contém os seguintes trabalhos de investigação:

Apresentação
Ana Mónica Fonseca e David Castaño

Tiago Moreira de Sá
«Quando Portugal contou para a América». Os Estados Unidos e a Transição Democrática Portuguesa

Maria Inácia Rezola
Um Projeto Alternativo de Esquerda. Melo Antunes, os militares e a transição para a democracia em Portugal

David Castaño
Mário Soares e o sucesso da transição democrática: breves notas

Ana Mónica Fonseca
Apoio da Social-Democracia Alemã à Democratização Portuguesa (1974-1975)

Thiago Carvalho
Transição e Descolonização. As relações entre Portugal e o Brasil (1974-1976)

Raquel Varela
O Partido Comunista Português e a Esquerda Militar. Contributo para o estudo da Crise Político-Militar na Revolução dos Cravos

Riccardo Marchi
As direitas radicais na transição democrática portuguesa (1974-1976)

Uma interessante e prestigiada publicação no âmbito da História Contemporânea que interessa divulgar junto de todos os interessados, até porque a temática é aliciante, além de potencialmente polémica, porque aborda temas plenos de actualidade, com o risco de muitos dos intervenientes no processo terem, e certamente que alguns têm, leituras e interpretações dos acontecimentos muito diversas de quem investiga sobre o assunto.

A.A.B.M.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

MEMÓRIA E HISTÓRIA DO SÉCULO XX: CONFERÊNCIA POR JOSÉ NEVES

No âmbito do ciclo Novas Perspectivas em História Contemporânea, organizadas pelo Centro de Estudos de História Contemporânea, do ISCTE-IUL, vai realizar-se amanhã uma nova conferência.

O conferencista é José Neves, cujo currículo académico poder ser consultado AQUI.

Este ciclo tem a coordenação científica da Prof. Maria de Fátima e Melo Ferreira e tem por objectivo discutir questões relativas à história do Estado, dos nacionalismos, dos sujeitos colectivos, da biografia, bem como a relação entre História e Ciências Sociais e a própria sensibilidade a alguns contributos da Teoria da História.

Uma iniciativa que se saúda, se divulga e a que desejamos o maior sucesso.

A.A.B.M.

terça-feira, 7 de maio de 2013

TERTÚLIA “LIBERDADE NA PRAÇA 8 DE MAIO” - NOS 90 ANOS DO CAFÉ SANTA CRUZ


EVENTO: Tertúlia “Liberdade na Praça 8 de Maio”;
DIA: 8 de Maio (21,30 horas);
LOCAL: Café Santa Cruz (Pr. 8 de Maio), Coimbra.

PROGRAMA:

- Apresentação da Pró-Associação “8 de Maio” [Eduardo Francisco]

- Mesa Redonda: “Liberdade: o que é hoje ser Pessoa?” [com Vasco Pereira da Costa, Madalena Alarcão, Paula Forjaz, Luís Francisco e João Redondo (moderador)

- Conclusão: por António Arnaut.

- [AINDA]: Declamação do poema "Liberdade" de F. Pessoa (por Francisco Paz); Performance Teatral (Rui Damasceno) & Música de Tânia Ralha.
 
 
J.M.M.

A QUEDA DA MONARQUIA: CONFERÊNCIA NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA

A Academia das Ciências de Lisboa tem vindo a promover ao longo deste mês de Maio, no âmbito do ciclo  Portugal: Da Fundação à Actualidade um conjunto de interessante conferências.

Amanhã, dia 8 de Maio, pelas 17 horas, a Prof. Maria Filomena Mónica vai apresentar uma conferência subordinada ao título: A Queda da Monarquia.

Uma interessante iniciativa da Academia das Ciências, aberta ao público, com uma convidada com bastante visibilidade e com obra abundante obra publicada sobre o tema, conforme se pode constatar consultando o seu currículo AQUI.


Voltaremos a este certamente a este ciclo para divulgar novos eventos ali promovidos.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

A OCIDENTE: REVISTA PORTUGUESA (LISBOA: 1938-1973): CONFERÊNCIA

Realiza-se, hoje, dia 7 de Maio de 2013, pelas 18horas, na Biblioteca Museu República e Resistência/Cidade Universitária a quarta conferência do ciclo Das Revistas Políticas e Literárias no Estado Novo.

O convidado para esta conferência e para analisar o percurso longo da revista Ocidente (1938-1973) é o Doutor Luís Bigotte Chorão que vai dar a conhecer algumas dos momentos e das figuras que marcaram a história desta revista, dirigida mensalmente por Manuel Múrias e tendo como redactor responsável Álvaro Pinto e onde colaboram grandes nomes da cultura portuguesa do século XX.

Sobre esta revista pode consultar-se o artigo de Conceição Meireles Pereira AQUI e o pequeno verbete sobre a revista AQUI.

Com os nossos votos do maior sucesso.
A.A.B.M.

HISTÓRIA DAS SOCIEDADES SECRETAS POLÍTICAS E RELIGIOSAS


PIERRE ZACCONEHISTÓRIA DAS SOCIEDADES SECRETASPolíticas e Religiosas, trad. de Heliodoro Salgado, Lisboa, Typographia Lusitana (Editora de Arthur Brandão), II vols. 911-V e 959-V págs. E.

Do índice: Os Carbonários; A Inquisição; Os Franco-Maçons; Os Estranguladores; Os Comburadores; A Camorra; Os Amigos do Povo; Os Companheiros; A Internacional; Os Mutilados Russos; Os Nihilistas; Os Fenianos; Os Illuminados; Os Jesuitas; Os Juízes Livres; Os Templários, Os Assassinos. [AQUI]

J.M.M.

REVISTA DA FIGUEIRA



REVISTA DA FIGUEIRA. Publicação mensal de Arte, Sciencia e Litteratura. Redactores: João Templário, Manoel d’Almeida e Cardozo Marta. Figueira. Imprensa Lusitana. 1903. 19,5x28 cm. 47-I págs. E.

… Tanto podemos condemnar os males d’uma sociedade pelo sentimento, na sua accepção mais restricta, como pela ironia, como pelo combate. O combate, ferindo, produz a exaltação; a ironia, mordendo, produz a vergonha, quando não dá a indifferença, e o sentimento verdadeiro são e forte, falando á alma, incute-lhe o bem com os mais santos exemplos. E assim, o que deve ser, é convicção e sinceridade nas palavras que ellas traduzem bem como a ideia nobre e uma alma nobre, e tenham só em vista a perfeição e o bem. Então que se siga por qualquer caminho. É a isto que nos propômos — rapazes no vigor da vida, e por isso cheios de convicção e justiça …

"Número único desta publicação dada a lume em Abril de 1903 e que contou com a colaboração de: Alberto Bastos, Aníbal Fernandes Tomás, Duarte Lima, João de Barros, Pedro Fernandes Tomás, Sousa Viterbo, Teixeira de Carvalho e de Tomás da Fonseca.

Ilustrada em extra-texto com um desenho do “Caes da Figueira da Foz por occasião da visita regia” impresso em papel couché e em folha á parte.. No final, impressa em folha à parte tem ainda a letra e a notação musical da “Modinha”, de J. F. Pereira da Costa".  [ler TUDO AQUI]
 
J.M.M.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

JOÃO CHAGAS

 
 
 

in O ESPECTRO, Ano 1º, nº2, 8 de Junho de 1925 [AQUI digitalizado]
J.M.M.


A NOVA PÁTRIA

 
 


A NOVA PÁTRIA. Ordem e Trabalho Todos por Todos. Número Commemorativo do 31 de Janeiro de 1891; Edição da Empreza de La Revue de Portugal (Av. Rodrigues de Freitas, nº 295, Porto); Editor: António d’Almeida Marcos; Director: G. de Medeiros; Typ. a Vapor de Arthur de Souza & Irmão, Succ, Largo de S. Domingos, 67, Porto;, Porto, 31 de Janeiro de 1891.
 
digitalizado AQUI
 
J.M.M.

BOURBON E MENEZES (PARTE III)

No início da década de vinte, Bourbon e Menezes foi um dos subscritores da denominada “União Cívica”. Esta organização apesar de não se apresentar como um partido político chegou a esboçar um modelo de organização descentralizado. Na comissão directiva de Lisboa vamos encontrar Bourbon e Menezes, acompanhado das principais figuras do movimento: António Sérgio, Jaime Cortesão, Filomeno da Câmara, Ferreira do Amaral, Quirino de Jesus e Francisco Aragão [António Ventura, O Imaginário Seareiro. Ilustradores e Ilustrações da revista Seara Nova (1921-1927), Instituto Nacional de Investigação Científica, Lisboa, 1989, p. 34]. Este grupo heterogéneo de personalidades dos mais variados quadrantes e, consequentemente, uma das suas principais fragilidades. Apesar de no dia 4 de Março de 1923, na sala Algarve, da Sociedade de Geografia de Lisboa, quando o “Manifesto à Nação” foi apresentado publicamente por António Sérgio, o projecto já tinha começado a ser preparado alguns meses antes e a imprensa da época foi acompanhando e apoiando a iniciativa junto da opinião pública.

Ainda no final da década de vinte, envolve-se numa acesa polémica com Raúl Proença, como assinala o António Reis, porque Bourbon e Menezes publicou um artigo no Diário de Notícias de 4 de Dezembro de 1929 onde “equiparava a Ditadura Militar a uma simples regência tornada necessária pela renúncia prática ao poder por parte das forças civis da democracia dissociadas «no frenesi das competições partidárias sem freio»” [António Reis, Raul Proença. Biografia de um intelectual político republicano, vol. II, col. Temas Portugueses, INCM, Lisboa, 2003, p. 92-93]. Proença entende que Menezes tentava fazer uma legitimação de um regime opressivo, quando Menezes se afirmava publicamente como republicano democrata. Isto conduziu ambos os publicistas a uma controvérsia pública crescente que se arrasta entre Novembro de 1930 até Abril de 1931 (Vide Daniel Pires, Raul Proença. Polémicas, Publicações D. Quixote, Lisboa, 1988, p. 751-819], tornando muito difíceis as relações entre ambos, que até ali eram cordiais e que conduziu à publicação de um folheto por parte de Bourbon e Menezes intitulado Proença Furioso e Lastimoso ou a Megalomania de um Messias sem Juízo e a que Raúl Proença responde com a publicação de A Peste …Burbónica, que acabou por não chegar a ser editado, mas que consta no espólio do escritor na Biblioteca Nacional.

A sua faceta polémica acentua-se com a polémica que envolve a saída do Partido Socialista, liderado por Amílcar Ramada Curto. Nessa altura, concede várias entrevistas, uma ao Diário de Lisboa [14-03-1933, Ano XII, nº 3711, p. 5 e pode ser consultado AQUI] outra ao jornal República [16-03-1933, Ano XX, 2ª série, nº 839, p. 1, que pode ser consultada AQUI]

Bourbon e Menezes colaborou nas páginas de A Manhã, jornal dirigido por Mayer Garção, passando depois pelas redacções de O Agitador, O Protesto, Diário da Tarde, República, O Povo, O Mundo, Primeiro de Janeiro, Voz do Operário e Diário de Notícias, onde assinou com regularidade a coluna «Pedras soltas». Grande prosador e polemista, colaborou nas revistas Seara Nova, Ilustração entre muitas outras. Deixou também vários livros de contos e o poema Menino (1925) que Fernando Pessoa teria chegado a verter para inglês.

Em Fevereiro de 1946 foi alvo de uma homenagem por parte dos funcionários do Arquivo de Identificação de Lisboa, mas a notícia do evento foi censurada na maior parte dos jornais.

Algumas pistas apontam no sentido de que a Bourbon e Menezes teria sido oferecida a condecoração com o grau de cavaleiro de Santiago, mas ele ter-se-ia recusado a aceitar, no entanto não conseguimos recolher outras informações mais concretas sobre esta situação, para podermos aferir da sua veracidade.

Os seus pais eram Gaspar Augusto Falcão Cotta de Bourbon e Menezes e Elvira Maria do Carmo Garcia Lopes Van-Zeller. Era irmão da pintora Helena de Bourbon e Meneses, de Luísa Gonzaga Van-Zeller Fernandes e de Georgina Gonzaga Garcia Van-Zeller. Casou com Lívia de Bourbon e Menezes e teve um filho de nome Gilberto de Bourbon e Menezes que foi funcionário da Companhia dos Diamantes de Angola, onde se encontrava aquando do falecimento do pai.

Bourbon e Menezes sofria de problemas cardíacos, tendo a sua situação de saúde sofrido complicações com uma tuberculose pulmonar, a que se juntaram depois outros problemas que culminaram com a sua morte.

Morreu em Lisboa, na rua de S. Mamede, ao Caldas, 15, em 8 de Setembro de 1948 (quarta-feira), contando 58 anos.

No seu funeral participaram muitas personalidades onde se destacam: Boavida Portugal, Francisco José Rocha Martins, Julião Quintinha, o general Ferreira Martins, general Rui Fragoso Ribeiro, coronel Henrique de Sousa Guerra, Ricardo Covões, Bernardino Machado Júnior, Manuel Serras, Alexandre Ferreira, António Lazano, Mário Portocarrero Casimiro, Norberto de Araújo, Cristiano Lima, Herculano Nunes, Matos Sequeira, Artur Portela, Pinto Quartim, David Lopes, António Lopes Ribeiro, António Luís Gomes, João de Deus Ramos, António Joyce, Henrique de Vilhena, Barbosa Soeiro, Ramon la Féria, Jacinto Simões, Feliciano Fernandes, Jaime de Figueiredo, José Pinto Serra, Grácio Ramos, Alfredo Brochado, Augusto Bandeira, Alfredo Cândido, Jacob Levy, Euclides da Costa, entre muitos outros [“O Funeral de Bourbon e Meneses”, República, Lisboa, 09-09-1948, Ano XXXVIII, 2ª Série, nº 6413, p. 5, col.3 e 4].

Alguns dias após o seu falecimento, o jornalista e escritor Julião Quintinha, numa das suas crónicas no jornal República, afirmava sobre Bourbon e Menezes “a sua grande tristeza por ter o filho ausente, e não se poder despedir, ele a soube disfarçar, com exemplar estoicismo. Por certo, muito no íntimo devia ter pena de partir, porque amava a vida. Mas pelo esforço da sua inteligência soube ser superior às sedutoras ilusões, naturalmente, sem os menores sintomas de necrofobia. Acho admirável a maneira natural como Bourbon e Menezes resolveu para si esse antigo e doloroso problema do Homem e a Morte, conseguindo encará-lo com relativa simplicidade” [Julião Quintinha, “Crónica: O Homem e a Morte”, República, Lisboa, 20-09-1948, Ano XXXVIII, 2ª Série, nº 6424, p. 4, col. 2 e 3].

Foi secretário particular de Bernardino Machado, tendo a propósito disso publicado, aquando do falecimento do ex-presidente da República, uma carta que foi enviada sob a forma de artigo para publicação no jornal Notícias da Huíla em 26 de Junho de 1944.

Colaboração na Seara Nova, ver por exemplo aqui:

Sobre a colaboração na Atlântida ver AQUI.

Bourbon e Meneses reconhecia no início de 1920, algo que podemos continuar a apontar aos aparelhos político partidários, mesmo nos dias actuais:
«Sem o contacto popular, que dia a dia vão perdendo, os partidos estão hoje fechados de mais nos seus centros. Direi até: nos seus directórios [...] Mas, sobretudo, do que eles carecem é de um idealismo austero, da comunhão sincera com os anseios do país, de, numa palavra, se mobilizarem para o bem público, democratizando-se genuinamente.»
in A Manhã, 7-3-1920

Publicou na imprensa, entre muitas centenas de artigos:
O NORTE, Porto,
- “Oiro do Reno”, 26-05-1918

CAPITAL, Lisboa (1910-1938)
- “Sobre uma sepultura”, 08-02-1918, nº 2680, p. 2, col. 3 e 4;
- “À Margem da política… Impressões do «Front» Entrevista com o alferes Sr. Bernardino Machado, Filho”, 25-02-1918, nº 2697, p. 1

DIÁRIO DE NOTÍCIAS (1938-1973), NEW BEDFORD:
- “Pedras Soltas: Novos e Velhos,” Jan. 16, 1942, p. 3;
-  “Pedras Soltas: Como Trabalham os Escritores,” Sept. 3, 1942, p. 3.
  
O MUNDO (1900-1926)
- “A Arrábida e o Mar”, 01-01-1923, Ano XXIII, nº 7593, p. 3, col. 3 a 5;
- “O Ensino Religioso e a Constituição”, 08-01-1923, Ano XXIII, nº 7599, p. 1, col. 3 a 5;
- “Uma carta. O Sr. Dr. Germano Martins e a Cerimónia da Ajuda”, 10-01-1923, Ano XXIII, nº 7610, p. 2, col. 1 e 2;
- “A Besta Humana”, 15-01-1923, Ano XXIII, nº 7606, p. 1, col. 2 a 4;
- “Memórias (Apontamentos para um dos capítulos do primeiro volume)”, 20-01-1923, Ano XXIII, nº 7611, p. 1, col. 6 e 7;
- “A Conversão de Junqueiro é uma torpe mistificação da imprensa monárquica”, 29-01-1923, Ano XXIII, nº 7626, p. 1, col. 1 e 2;
- “O que falhou na Revolução Russa”, 05-02-1923, Ano XXIII, nº 7626, p. 1, col. 4 a 6;
(artigo critico em relação a Carlos Rates e ao comunismo que estava a organizar-se nessa altura);
- “A Ocupação do Ruhr. De coração com a França”, 12-02-1923, Ano XXIII, nº 7633, p. 1, col. 3 a 5;
- “As teias de aranha do sr. Conselheiro”, 19-02-1923, Ano XXIII, nº 7639, p. 1, col. 1 e 2 (artigo muito critico sobre Fernando de Sousa – Nemo);
- “Renan”, 26-02-1923, Ano XXIII, nº 7646, p. 1, col. 1 a 3;
- “Verdades escandalosas/ À margem do Apelo à Nação”, 08-03-1923, p. 1 e 2;
 A MANHÃ
- “Seara Nova – uma revista política que não é feita por políticos”, 18-10-1921, p. 1;
SEARA NOVA, Lisboa (1922-  )
- As mães desnaturadas, nº 130 (1928), p. 192-193.

Publicou ainda os seguintes folhetos, capítulos de livros e livros:
- Os Paradoxos de Ademe, Lisboa, 1917;
- Soliloquios Espirituais, Lisboa, 1922;
- Menino (poema em prosa), Lisboa, 1925;
- Diamantes Negros (Pref. e Comp. de poemas de Eduardo Metzner), Lisboa, 1925;
- “Deixando falar a saudade”, À Memória de Luís Derouet. Palavras Justas, Imprensa Nacional, Lisboa, 1928, p. 41-44
- Os Crimes de 19 de Outubro - Revelações & Interrogações Sensacionais, Lisboa, 1929;
- O Diário de João Chagas - A Obra e o Homem, Lisboa, 1931;
- Os Intelectuais e a Causa Operária (Conferência), Porto, 1932;
- Grandeza e Fatalidade do Socialismo (Conferência), Porto, 1932;
- Almas deste Mundo (Contos e Novelas), Lisboa, 1934;
- O Génio e o Coração de Antero, Lisboa, 1934;
- A Ronda da Noite (Contos), Lisboa, 1936;
- Páginas de Combate. Crítica & Doutrina, Lisboa, 1933;
- Figuras Históricas de Portugal, Porto, 1933;
- Sua Graça é Lisboa, Lisboa, 1944 [Digitalizado, mas em cópia interna da BNP];
- A Significação do Anti-Judaísmo Contemporâneo, s.l., 1940;
- Os Portugueses perante a aliança inglesa, Lisboa, 1941;
- Luiz, Pepe, Fado, Mulheres e Toiros, (Pref. Bourbon e Menezes), Lisboa, 1945.
Aproveitamos também para agradecer a referência feita ao Almanaque Republicano no blogue do Dr. Manuel Sá Marques AQUI e AQUI, onde se recorda também a figura de Bourbon e Menezes.

Bibliografia Consultada:
- Pires, Daniel  Raul Proença. Polémicas, Publicações D. Quixote, Lisboa, 1988;
- Quem é Alguém, Lisboa, 1947;
- Reis, António, Raul Proença. Biografia de um intelectual político republicano, vol. II, col. Temas Portugueses, INCM, Lisboa, 2003;
- Ventura, António  O Imaginário Seareiro. Ilustradores e Ilustrações da revista Seara Nova (1921-1927), Instituto Nacional de Investigação Científica, Lisboa, 1989.

A.A.B.M.

sábado, 4 de maio de 2013

PELA SANTA LIBERDADE TRIUNFAR OU PERECER!

 


 

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
 
J.M.M.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

ELOGIO DA FALTA DE VERGONHA


"Elogio da Falta de Vergonha. Pílulas amargas da História oferecidas à contemplação dos tristes para salvaguarda dos trouxas", por João Paulo Freire (Mário), Livraria Nelita-Editora, Porto, s/d (1940?), 218-II pags.
"Por vontade expressa do Conde de Mangancha, o manuscrito deste livro, foi entregue a João Paulo Freire, ‘jornalista autor das Várias Notas do Jornal de Notícias, do Porto (...)’, com uma carta, que começa assim:

‘Confio às suas mãos a minha única obra. Creio que fui um inútil na vida, mas a minha longa existência de oitenta anos deu-me uma soma de conhecimentos psicológicos sobre a humanidade do meu tempo que se me afigurou possivelmente útil para os que vierem depois de mim(...)’

O jornalista [João Paulo Freire (Mário)] resolveu ‘… dá-lo à estampa sem lhe alterar uma vírgula …’

Obra interessante para a história portuguesa do século XIX. Raro, uma vez que foi apreendido pela censura, como consta no Arquivo Nacional da Torre do Tombo" [ler AQUI]

via In-Libris

J.M.M.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

JOAQUIM MAGALHÃES: SECRETÁRIO DO POETA: CONFERÊNCIA

Realiza-se hoje, 2 de Maio de 2013, pelas 18 horas, no âmbito do ciclo de Homenagem ao Dr. Joaquim de Magalhães, desenvolvido pela Biblioteca da Universidade do Algarve, uma nova conferência.

Conforme já anunciamos AQUI, está a decorrer a exposição sobre este ilustre professor do Liceu de Faro que tem vindo a ser acompanhada de um conjunto interessante de conferências. Hoje, realiza-se a conferência por João Romero Chagas Aleixo, que abordará a vertende do Dr. Joaquim Magalhães como secretário de António Aleixo.

Uma iniciativa que merece toda a divulgação e o maior sucesso.

A.A.B.M.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

ANTÓNIO MACIEIRA – UMA FIGURA SINGULAR DA PRIMEIRA REPÚBLICA



AUTOR: António Macieira-Coelho;
EDITORA: Chiado Editora.

LANÇAMENTO DO LIVRO:


DIA: 2 de Maio (18 horas);
ORADOR: Luís Bigotte Chorão. 



SOBRE António Macieira (1875-1918):

LER – “RecordandoAntónio Macieira, um líder da Primeira Républica com fortes ligações a TorresVedras” | António Macieira.

 J.M.M.

VIVA O 1º DE MAIO


Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar

...
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!

...
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós…


Alexandre O'Neill, in "Portugal"

J.M.M.