segunda-feira, 11 de novembro de 2013

ENFERMEIRAS PORTUGUESAS DA CRUZ VERMELHA NA I GUERRA MUNDIAL


Bilhete-postal com imagem fotomecânica retratando as enfermeiras portuguesas da Cruz Vermelha, em França, durante a 1.ª Guerra Mundial. Fotografia de Arnaldo Garcez. Serviço Fotográfico do C.E.P. 1917. (13,8x8,8 cm) - via CASA COMUM
 
J.M.M.

 

LA PARTICIPATION DU PORTUGAL A LA GUERRE



Artigo de jornal em francês relativo à participação de Portugal na I Guerra Mundial
 
via Casa Comum
 
J.M.M.

ARMISTICIO DE 11 NOVEMBRO DE 1918 – RENDIÇÃO DA ALEMANHA



“O Armistício de Compiègne foi um tratado assinado em 11 de Novembro de 1918 entre os Aliados e a Alemanha, dentro de um vagão-restaurante, na floresta de Compiègne, com o objectivo de encerrar as hostilidades na frente ocidental da Primeira Guerra Mundial. Os principais signatários foram o Marechal Ferdinand Foch, comandante-em-chefe das forças da Tríplice Entente, e Matthias Erzberger, representante alemão …” [ler MAIS AQUI]
 
in Diário de Notícias, 11 de Novembro de 1918 [via Casa Comum, com a devida vénia]

J.M.M.
 


domingo, 10 de novembro de 2013

ESTEIROS - SOEIRO PEREIRA GOMES [CAPA & ILUSTRAÇÕES DE ÁLVARO CUNHAL]


ESTEIROS, de SOEIRO PEREIRA GOMES, Edições Sirius (Oficinas de Severo, Freitas, Mega & C.ª), 1941, 297-V pgs [capa e ilustrações de ÁLVARO CUNHAL] – a obra de Soeiro Pereira Gomes foi proibida de circular pela censura.

"... Para os filhos dos homens que nunca foram meninos, escrevi este livro..." [S.P.G.]
 
J.M.M.

"UM CERTO TIPO DE INTELECTUAIS" - 100 ANOS SOBRE O NASCIMENTO DE ÁLVARO CUNHAL

 

ÁLVARO CUNHAL, “UM CERTO TIPO DE INTELECTUAIS”, in semanário “O DIABO”, Ano V, nº 224, 7 de Janeiro de 1939 [clicar na Foto para ler ou faça o download – texto completo de Álvaro Cunhal LER AQUI]

J.M.M.

ÁLVARO CUNHAL - "AVISO PRÉVIO"


ÁLVARO CUNHAL, “AVISO PRÉVIO”, in semanário “O DIABO”, Ano VI, nº 276, 6 de Janeiro de 1940 [clicar na Foto para ler ou faça o download – texto completo de Álvaro Cunhal LER AQUI]
 
J.M.M.

100 ANOS SOBRE O NASCIMENTO DE ÁLVARO CUNHAL


 
ÁLVARO CUNHAL, “UM PROBLEMA DE CONSCIÊNCIA”, in semanário “O DIABO”, Ano V, nº 233, 11 de Março de 1939 [clicar na Foto para ler ou faça o download – texto completo de  Álvaro Cunhal LER AQUI]
 
J.M.M.

sábado, 9 de novembro de 2013

GUERRA E PROPAGANDA NO SÉCULO XX - COLÓQUIO

Nos próximos dias 11 e 12 de Novembro de 2013, realiza-se em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, um colóquio internacional sobre o tema acima indicado.

A comissão científica do congresso é constituída por Maria Fernanda Rollo, Ana Paula Pires e Noémia Malva Novais que apresentavam a seguinte nota de abertura e apresentação do colóquio:

A Conferência Internacional «Guerra e Propaganda no Século XX» integra o Programa do Centenário da Grande Guerra, coordenado pelo Imperial War Museum de Londres.
O século XX foi fértil em experiências sobre o poder da propaganda em contexto de guerra. Desde a Primeira Guerra Mundial à Guerra Civil de Espanha, à Segunda Guerra Mundial, à Guerra do Ultramar (no caso de Portugal), à Guerra Fria, à Guerra na Bósnia e à Guerra no Golfo, foram muitas as ocasiões em que a propaganda se afirmou como uma das armas de combate.

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) constituiu o contexto em que pela primeira vez os estados perceberam a importância da propaganda como instrumento de guerra. Tornou-se evidente o papel, a importância e o potencial da comunicação gráfica. A propaganda passou a ser encarada como uma ferramenta essencial, capaz de fazer de elo de ligação entre a frente de combate e a frente interna, instrumento de galvanização e de predisposição das populações para aceitar a ‘inexorabilidade’ da Guerra e os sacrifícios que daí decorriam.

A propaganda surgiu assim como uma representação, quase sempre com expressão pictórica da identidade nacional em combate, enaltecendo as virtudes dos exércitos nacionais e diabolizando o inimigo, representando-o de forma desumanizada, instigando ao ódio entre civis e militares, ao mesmo tempo que eliminava a noção de culpa ou responsabilidade por parte dos dirigentes governamentais. Aos olhos da propaganda, as guerras surgiram sempre como consequência inevitável de choques civilizacionais, legitimadas aos olhos do colectivo: combate-se por um ideal, luta-se por um interesse.

À medida que a frente interna foi crescendo em importância nos conflitos contemporâneos, o controlo da opinião pública, através da propaganda, tornou-se mais sofisticado. Criaram-se ministérios para pensar e gerir a propaganda, investiram-se verbas avultadas e aproveitaram-se todos os meios de comunicação de massas desenvolvidos entre o final de Novecentos e as primeiras décadas do século XX, colocando-os ao serviço dos Estados: imprensa, rádio, televisão e cinema.
A propaganda representava o sacrifício dos soldados em guerra e enaltecia o poderio dos países. Um pouco por todo o mundo foi em torno destas imagens que se mobilizaram populações inteiras em torno da conquista da vitória. Através da imagem estática dos cartazes impressos ou do movimento dos jornais de actualidades projectados em salas de cinema espalhadas um pouco por todo o globo, os governos procuravam promover o espírito patriótico, incentivando o esforço de sacrifício individual através do envio de um conjunto de mensagens claras e directas em que se apelava ao alistamento voluntário nos exércitos, ao racionamento de bens essenciais, à intensificação da produção ou à compra de obrigações ou títulos de guerra, exacerbando sentimentos, despertando emoções e projectando uma imagem repartida entre a noção de superioridade e a ideia de temor pelo adversário.


Desde a Imprensa, na Primeira Guerra Mundial, à Rádio, na Segunda Guerra Mundial, à televisão, ao cinema e à publicidade, sobretudo a partir da década de 50, a propaganda revelou poder ser tão mortífera como as armas manuseadas pelos soldados em guerra.
Por isso, afigura-se fundamental debater a problemática da Guerra e da Propaganda no Século XX.

O programa do colóquio conta com números participantes dos mais variados países para debaterem vários ângulos de análise da temática da Guerra e da Propaganda em tempo de guerra.

Assim o congresso organiza-se nos seguintes painéis:
-I Grande Guerra: a propaganda e os neutrais;
- Propaganda, exílio e emigração;
- Propaganda e Império;
- Propaganda, os alívios da guerra e a desumanização do inimigo;
- I Grande Guerra: Experiências Nacionais;
- Propaganda, Ciência e Diplomacia Cultural;
- Guerra Civil de Espanha;
- Imprensa e Propaganda;
- II Guerra Mundial;
- Propaganda, História e Educação;
- Arte Imagem e Propaganda;
- A Guerra Fria;
- Propaganda Visual;
- Guerra Colonial Portuguesa;
- Propaganda na Era da Tecnologia Digital.

O programa completo do colóquio pode ser consultado AQUI.

Uma importante iniciativa sobre a Guerra e a Propaganda que merece a melhor atenção e divulgação junto dos nossos ledores, com os votos do maior sucesso para as organizadoras.

A.A.B.M.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

TARRAFAL - NO PATRIMÓNIO DA RESISTÊNCIA

António Valdemar publicou hoje, no jornal Público, o artigo com título em epígrafe que recomendamos aos nossos ledores.



Para debate e reflexão entre os interessados.

A.A.B.M.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

PEDAGOGIA E EMANCIPAÇÃO NOS ESCRITOS E NA ACTIVIDADE DE BENTO DE JESUS CARAÇA



Realiza-se amanhã, 8 de Novembro de 2013, pelas 21.30 horas, uma nova conferência do ciclo "Os Pedagogos e a Pedagogia em Portugal", desenvolvido pelo Museu Bernardino Machado, tendo por base o pensamento e a figura de Bento de Jesus Caraça.

A con
ferência a proferir pelo Professor Luís Crespo de Andrade  intitula-se Pedagogia e Emancipação nos escritos e na Actividade de Bento de Jesus Caraça.

Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1977), mestre em História Cultural e Política pela FCSH-UNL (1996), doutor em História e Teoria das Ideias pela FCSH-UNL (2006).

O conferencista é Professor Auxiliar do Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, doutor em História e Teoria das Ideias (Ideias Políticas), tem-se dedicado à investigação de temas ligados à História do Pensamento Contemporâneo.
Tem leccionado as disciplinas de Filosofia da História, Filosofia da Natureza e Didáctica da Filosofia. Coordenador do Mestrado em Ensino da Filosofia no Ensino Secundário.

Entre as suas publicações contam-se:
“Planetário Utópico e Cultura Integral: aspectos do discurso utópico português contemporâneo”, 1996;
- “O substantivo ‘intelectuais’”, Cadernos de Cultura, nº. 2, Centro de História da Cultura – Universidade Nova de Lisboa, 1999. pp. 23-41.
- Revistas, ideias e doutrinas. Leituras do pensamento contemporâneo, Lisboa, Livros Horizonte, 2003 (coord. com Zília Osório de Castro).
- “A grande viragem. Transformações na figura do intelectual nos anos 30”, in António Pedro Pita e Luís Trindade (coords.), Transformações estruturais do campo cultural português 1900-1950, Coimbra, Ariadne Editora/ceis20, pp. 315 a 331.
- Fundamentos da esperança política. A alegria comunista, Lisboa, FCSH, 2006.
- “Utopia: conceito e concepção”, Cultura. Revista de História e Teoria das Ideias, vol. XXII, Centro de História da Cultura – Universidade Nova de Lisboa, 2006, pp. 71 a 83.
Sol Nascente: da cultura republicana e anarquista ao neo-realismo, 2007;

- Intelectuais, Utopia e Comunismo: a inscrição do marxismo na cultura portuguesa, 2010.

Uma iniciativa que merece a maior atenção e uma personalidade que marcou o século XX português de forma muito significativa.

A.A.B.M.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

VII ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO


 "Alma! Eis o que nos falta. Porque uma nação não é uma tenda, nem um orçamento uma bíblia". [Guerra Junqueiro]
Cumpre-nos hoje assinalar o nosso (e vosso) VII ANIVERSÁRIO. Desta (e vossa) tribuna memoramos a Grande Alma Republicana, viveza de outros rostos e outras discursividades, oração aos frescos e virtuosos itinerários d’antanho.

Com luzimento celebrámos a festa da Pátria, essa Alma Lusitana – nossa paixão e nosso antigo dever -, admirável e generosa, com o afecto à memória da res publica, trabalho legado e nunca acabado. Inventariámos recordações, exaltámos princípios – Liberdade, Igualdade e Fraternidade -, desafogámos prantos que o despotismo e as ditaduras atribularam, saudámos revoltas, evocámos insubmissões, combates, utopias. Estamos vivos!
Nos trágicos dias por que passa a nação, entrapados que estamos nesta vil agonia cacarejada por gente apátrida, medíocre e sem escrúpulos, caminhamos de fronte erguida, sem mácula, certos que a hora soará.

Até lá um forte, vivo e fraterno abraço republicano.

Viva a República!
Viva Portugal 
J.M.M.
A.A. B.M.

HISTÓRIA DE UM GORDO CHINÊS QUE ESTAVA DE BARRIGA PARA O AR – NO CENTENÁRIO DE ÁLVARO CUNHAL


EXPOSIÇÃO: História de um gordo chinês que estava de barriga para oar: no centenário de Álvaro Cunhal.


DIA: 7 de Novembro (18 horas);
LOCAL: Torre do Tombo


"A História de um gordo chinês que estava de barriga para o ar" é um conto infantil de Álvaro Cunhal "desconhecido", escrito durante a Guerra Civil de Espanha, e que vai ser tema de uma exposição na Torre do Tombo.

Silvestre Lacerda, diretor-geral da Direção Geral de Arquivos e do Arquivo  Nacional da Torre do Tombo, disse à Lusa que o conto infantil, "praticamente  desconhecido ou mesmo totalmente desconhecido", foi escrito pelo líder comunista  português sob o pseudónimo de Frederico Navarro e que foi lido aos microfones  da Rádio Portugal Livre, na capital espanhola durante a Guerra Civil (1936-1939).

"É um conto infantil que ele escreveu talvez em 1937 para a Rádio Portugal  Livre que emitia durante a Guerra Civil de Espanha, a partir de Madrid,  e que está no processo da Carolina Loff", explicou Silvestre Lacerda. 

Carolina Loff, militante comunista portuguesa que desempenhou funções  políticas em Moscovo antes de ter participado no conflito espanhol acabou  por ser expulsa do partido por ter iniciado uma relação com o agente da  PIDE que a prendeu nos anos 1940, em Portugal. 

"No processo de Carolina Loff há uma cópia datilografada e a identidade  é assumida pelo próprio Cunhal. No auto ele assume a autoria do texto que  assina como Frederico Navarro. O original datilografado está no Arquivo  Histórico Militar. Nós temos aqui uma cópia e, para já, ainda não se conseguiu  o manuscrito" do conto para crianças escrito por Álvaro Cunhal. 

"É uma história moral de um 'gordo chinês que estava deitado de barriga  para o ar' e que era o dono dos campos. Há dois meninos que o vão visitar  e ele diz que é muito cansativo ficar de barriga para o ar. Depois, os meninos  também tentaram ficar de barriga para o ar mas não conseguem porque são  muito irrequietos dizendo que de facto é muito cansativo estar de barriga  para o ar. Os miúdos encontram depois um camponês pobre que desmonta a situação  e que lhes explica que o homem gordo está de barriga para o ar porque os  outros trabalham para ele ...", relatou o diretor da Torre do Tombo, que  prepara uma exposição sobre o primeiro centenário do nascimento de Álvaro  Cunhal (1913-2005) e que deve abrir ao público no dia 07 de novembro. 

"Vamos tentar, com base em documentação que temos vindo a pesquisar,  chamar a atenção de dados que são menos conhecidos sobre Cunhal. Naturalmente  que a intervenção política também consta, mas vamos ter outros assuntos  com base nos arquivos da PIDE, nos Arquivos Salazar, com base nos Arquivos  da Censura e vamos tentar encontrar algumas coisas no Arquivo de Melo Antunes  e do Conselho da Revolução para chamar a atenção de outros aspetos - do  ponto de vista arquivístico - sobre Álvaro Cunhal", adiantou Silvestre Lacerda,  que destaca o conto infantil escrito em Espanha durante a Guerra Civil.

"Esse é um documento novo: mostrar a cópia datilografada e o documento  do processo em que o pseudónimo é assumido pelo Cunhal", acrescentou Silvestre  Lacerda [via SIC Notícias]
 
J.M.M.

CONVERSANDO COM MOZART | PESSOA NA PRIMEIRA PESSOA


CONFERÊNCIA(s) / DEBATE com CARLOS OTERO

LOCAL: Palácio Quinta da Regaleira (Sala da Renascença) – pelas 16 horas;
ORGANIZAÇÃO: Cultursintra FP & Carlos Otero;
ORADOR: Carlos Otero 

DIA 9: “Conversando com Mozart”;

DIA 10: “Pessoa na Primeira Pessoa”

Dá-me  os óculos! Foram estas as últimas palavras do poeta no dia 30 de Novembro de 1935. As últimas palavras de Goethe, grande poeta que ele muito admirava, tinham sido: “Mais Luz”.

A distância é pequena e apenas simbólica entre as duas súplicas. “Mais Luz” era para iluminar o espírito de Goethe; Fernando Pessoa, com os óculos, seria para sondar mais profundamente o fundo obscuro da sua alma.

Hoje, passados todos estes anos, aqui está Fernando Pessoa para falar dele... Do seu EU íntimo. Aquele que raramente mostrou. Poderá mesmo parecer-lhe difícil, para não dizer enfatuado, falar na primeira pessoa sem se esconder” [AQUI - sublinhados nossos]

Carlos Otero “nasceu em Lisboa e vive em Paris há 50 anos, onde desenvolveu a sua actividade como actor, cantor lírico e encenador de teatro e de ópera.

Com mais de 3.200 representações públicas em palcos tão distintos como o Teatro Nacional Popular, o Théâtre de la Ville, o Théâtre Marigny, o Festival Lírico de Aix-en-Provence e o Festival de Avignon, Carlos Otero trabalhou ao longo da sua carreira com nomes tão distintos como a actriz Edwige Feuillère, o actor e encenador Georges Wilson, ou ainda Jerome Robbins, produtor, realizador e coreógrafo da Broadway, com quem apresentou, em 1969, no Théâtre Marigny, a comédia musical Violino sobre o Telhado.

Realizou e encenou no Théatre des Champs Elysées, de Paris, o drama “Themos” de Mozart, assim como a ópera “A Flauta Mágica”, representações que foram saudadas pela crítica como “tendo conseguido transmitir o essencial do aspecto sobrenatural e maravilhoso das obras-primas de Mozart”. [ler MAIS AQUI]

J.M.M.

CENTENÁRIO DE CARLOS CALLIXTO

Depois de em Junho passado, no Museu Nacional do Desporto, se ter assinalado o centenário do falecimento de Carlos Callixto, por muitos considerado o primeiro jornalista desportivo português. Republicano, que acabou por alcançar as funções de deputado e senador da República, fundador da União dos Atiradores Civis Portugueses, da União Velocipédica Nacional e do Automóvel Clube Português, foi publicado um pequeno opúsculo que reuniu os textos das quatro intervenções então realizadas. Foram elas feitas por Augusto Baganha, Francisco Pinheiro, António Murillo Lopes e Vasco Callixto.

São 42 páginas ilustradas, reunidas por iniciativa do seu neto, que agora foram trazidas a público e apresentadas pelo professor Luís Nandin de Carvalho.

A edição desta pequena publicação é das Edições Acalanto.

Uma boa oportunidade para se conhecer um pouco mais sobre esta personalidade republicana e ligada ao desporto em Portugal no início do século XX.

A.A.B.M.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

FRANCISCO SALGADO ZENHA - VIDAS COM SENTIDO

No próximo dia 7 de Novembro de 2013, pelas 18 horas, no Auditório da Fundação Mário Soares vai realizar-se mais uma sessão deste interessante conjunto de iniciativas de recordar algumas figuras ilustres que marcaram o século XX português, desenvolvido pela Fundação Mário Soares.

Nestas sessões procura-se lembrar Homens e Mulheres que pelos seus ideais, pela sua postura cívica e política, pelos seus combates, souberam dar sentido às suas vidas e, embora já falecidos, permanecem como exemplos, conforme consta na nota de divulgação.

Os intervenientes nesta sessão em que se recordará Salgado Zenha serão Jorge Sampaio e Mário Soares.
"

Francisco de Almeida Salgado Zenha nasceu em Braga a 2 de Maio de 1923 e faleceu em Lisboa a 1 de Novembro de 1993. Advogado e político. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, sendo eleito Presidente da Associação Académica, em 1944, e destituído por se recusar a acompanhar o Reitor numa homenagem a Salazar. Militante do PCP, participou na fundação do MUD Juvenil, integrando a sua Comissão Central. Data desta época a sua relação de amizade com Mário Soares. Preso pela primeira vez pela PIDE em 1947, participa activamente na candidatura presidencial de Norton de Matos, em 1949. Depois de abandonar o PCP, adere à Resistência Republicana e Socialista, em 1955. Em 1958, apoia a candidatura do General Humberto Delgado. Subscritor do Programa para a Democratização da República, em 1961, voltou a ser detido pela PIDE. 

Colaborador da Vértice, participa igualmente em O Tempo e o Modo. É candidato da CEUD à Assembleia Nacional em 1965 e 1969. 

Iniciando a sua vida profissional nos finais da década de 40, participa na defesa de numerosos presos políticos e afirma-se como advogado, culminando, em 1973, na defesa de António Champalimaud no caso da Herança Sommer.

Em 1964, participa na fundação da Acção Socialista Portuguesa. Embora reticente, faz-se representar por Maria Barroso na reunião de fundação do Partido Socialista, em 1973. 
Após 1974, enquanto dirigente do Partido Socialista, assume diversos cargos ministeriais, negoceia com a Santa Sé a revisão da Concordata permitindo o divórcio nos casamentos canónicos e assume frontal oposição à unicidade sindical. Em 1980, entra em ruptura com Mário Soares a propósito do apoio do PS à recandidatura de Ramalho Eanes. Em 1985, candidata-se a Presidente da República, afastando se do PS e alcançando 20% dos votos, enquanto Mário Soares será eleito à segunda volta. Salgado Zenha afasta-se da intervenção política activa.

Permitam-se-nos mais alguns apontamentos biográficos sobre esta figura de destaque da nossa democracia:

Participou nas Juntas de Acção Patriótica, tendo desempenhado as funções de dirigente dessa organização em 1962, e sendo um importante elemento na constituição da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Em 1969, apresenta, juntamente com Duarte Vidal, no II Congresso Republicano de Aveiro, uma tese subordinada ao tema "Justiça e Polícia".  Em 1973 esteve preso entre 19 de Fevereiro a 30 de Abril desse ano. Tendo-se afastado do Partido Comunista, adere à Resistência Republicana e Socialista, criada em 1955 por Mário Soares e por outros dissidentes comunistas e integra a organização que entretanto foi criada, a Acção Socialista Portuguesa, que, depois deu origem ao Partido Socialista. Ainda em 1973 foi candidato suplente pelo círculo de Lisboa nas eleições legislativas desse ano. 

Após o 25 de Abril de 1974 foi Ministro da Justiça nos quatro primeiros governos provisórios, entre Maio de 1974 e Julho de 1975. Depois foi Ministro das Finanças entre Outubro de 1975 e Julho de 1976. Foi presidente do grupo parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República, de que veio a ser afastado em 1982, foi vice-presidente do Conselho da Europa e presidente do Conselho Nacional do Plano.

Publica várias obras, de onde se destacam:
- Universidade: processo de uma expulsão disciplinar - José Medeiros Ferreira, 1967, em parceria com Jorge Sampaio e Jorge Santos;
- Quatro Causas, 1969;
- A Quinta Causa - os católicos e os Direitos do Homem, 1969;
- O Direito de Defesa e a Defesa do Direito, 1971, com Abranches Ferrão;
- A Prisão do Doutor Domingos Arouca, 1972;
- As Reformas Necessárias, 1988, com selecção, prefácio e notas de Mário Mesquita.

Em 2003, assinalando o décimo aniversário do seu falecimento publicou-se uma fotobiografia de Francisco Salgado Zenha, com textos de Ana Cardoso Pires, Antero Monteiro Diniz e outros, foi-lhe ainda atribuída a medalha de ouro da Ordem dos Advogados e reuniram-se depoimentos de mais de meia centena de personalidades numa obra intitulada Liber Amicorum, em sua homenagem.

Uma sessão a acompanhar com todo o interesse e atenção.
A.A.B.M.

Colaborador da Vértice, participa igualmente em O Tempo e o Modo. É candidato da CEUD à Assembleia Nacional em 1965 e 1969.
Iniciando a sua vida profissional nos finais da década de 40, participa na defesa de numerosos presos políticos e afirma-se como advogado, culminando, em 1973, na defesa de António Champalimaud no caso da Herança Sommer.
Colaborador da Vértice, participa igualmente em O Tempo e o Modo. É candidato da CEUD à Assembleia Nacional em 1965 e 1969.
Iniciando a sua vida profissional nos finais da década de 40, participa na defesa de numerosos presos políticos e afirma-se como advogado, culminando, em 1973, na defesa de António Champalimaud no caso da Herança Sommer.Colaborador da Vértice, participa igualmente em O Tempo e o Modo. É candidato da CEUD à Assembleia Nacional em 1965 e 1969. 
Iniciando a sua vida profissional nos finais da década de 40, participa na defesa de numerosos presos políticos e afirma-se como advogado, culminando, em 1973, na defesa de António Champalimaud no caso da Herança Sommer.
Colaborador da Vértice, participa igualmente em O Tempo e o Modo. É candidato da CEUD à Assembleia Nacional em 1965 e 1969.
Iniciando a sua vida profissional nos finais da década de 40, participa na defesa de numerosos presos políticos e afirma-se como advogado, culminando, em 1973, na defesa de António Champalimaud no caso da Herança Sommer.
Em 1964, participa na fundação da Acção Socialista Portuguesa. Embora reticente, faz-se representar por Maria Barroso na reunião de fundação do Partido Socialista, em 1973.
Após 1974, enquanto dirigente do Partido Socialista, assume diversos cargos ministeriais, negoceia com a Santa Sé a revisão da Concordata permitindo o divórcio nos casamentos canónicos e assume frontal oposição à unicidade sindical. Em 1980, entra em ruptura com Mário Soares a propósito do apoio do PS à recandidatura de Ramalho Eanes. Em 1985, candidata-se a Presidente da República, afastandose do PS e alcançando 20% dos votos, enquanto Mário Soares será eleito à segunda volta. Salgado Zenha afasta-se da intervenção política activa.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

GUERRA, UNIVERSIDADE E CIÊNCIA - COLÓQUIO



Realiza-se no próximo dia 7 de Novembro de 2013, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o Colóquio Internacional subordinado ao tema: Guerra, Universidade e Ciência.

Num evento onde participam investigadores portugueses, brasileiros, espanhóis, franceses entre outros vão abordar-se temáticas conexas com o tema em epígrafe. Uma sessão muito interessante, para se compreender a pluralidade de perspectivas sobre a temática da guerra em diferentes contextos.

Destacam-se as conferências de investigadores portugueses como Tiago Brandão, Cláudia Ninhos, Ana Dâmaso, Fernando Clara e Sónia Correia.

O programa completo e detalhado por ser consultado AQUI.

A.A.B.M.

sábado, 2 de novembro de 2013

JOHN BULL E ZÉ POVINHO. ANÁLISE Á VIDA PORTUGUESA POR A. KOTNAY


JOHN BULL E ZÉ POVINHO. Análise á Vida Portuguesa por A. Kotnay (Y. B. A. & L. U. – aliás Abílio Caetano da Silva – ver AQUI) - Editado por Hygino J. Assumpção, Tipografia de “A Intermediaria, Lda”, Porto, 1918, 359-VII pags [Curiosa e impenitente crítica aos costumes portugueses em confronto com a vida inglesa.]
Na antologia de crónicas John Bull e Zé Povinho: Análise à Vida Portuguesa (1918), escrita por Abílio Caetano da Silva sob o heterónimo Albert Kotnay, procede-se a uma análise exaustiva da vida política portuguesa no período da Primeira República, bem como a uma apreciação dos costumes, temperamento e estilo de vida lusos em contraste com os britânicos.

A obra, caída no esquecimento, aborda também temas sociais, a corrupção, os jogos de poder, a influência dos políticos e dos jornalistas sobre os eleitores e dos padres sobre os fiéis, sobretudo do sexo feminino, e a religiosidade supersticiosa.
O texto transmite as ideias de um autor português que se oculta sob uma identidade heteronímica britânica para se proteger contra eventuais ataques pessoais. As estratégias adoptadas para expor e censurar as práticas e os métodos manipulativos da classe política e do clero excercidos sobre um povo iletrado e supersticioso são a ironia, o humor, a caricatura e a comparação entre os sistemas e os valores britânicos e portugueses, elogiando sempre os primeiros. Essas estratégias narrativas são utilizadas pelo autor quando aborda os tópicos que iremos analisar - política e religião - especialmente quando interpreta o ethos, os costumes e as características de cada uma das nações.

Kotnay recorre às caricaturas John Bull e Zé Povinho, dois estereótipos nacionais, para contrastar as idiossincrasias de ambas as personagens e povos e para corrigir as “anomalias” lusas, apresentando imagens caricatas e plenas de realismo …”  [Cristina Manuel Teixeira Matos, ler TUDO AQUI]
FOTO via In-Libris
J.M.M.

ESPIÕES EM PORTUGAL DURANTE A II GUERRA MUNDIAL

No próximo dia 5 de Novembro de 2013, terça-feira, pelas 18.30, na FNAC ao Chiado, em Lisboa, vai ser apresentada a obra Espiões em Portugal Durante a II Guerra Mundial, de Irene Pimentel.

Uma obra de investigação de Irene Pimentel, que trata um assunto sobre o qual se começa a saber algumas coisas. Neste caso muito com base nas informações da Legião Portuguesa, que a autora identifica claramente como sendo de influência germanófila. Conhecem-se já alguns episódios e espiões que circularam por Lisboa e pelo Estoril, mas também se conhece ainda pouco por exemplo pela chamada "Rede Shell" e o papel que teve nesta actividade durante a II Guerra Mundial.

Sobre esta obra recomenda-se a leitura destes artigos AQUI ou AQUI.

A apresentação da obra estará a cargo de Júlia Leitão de Barros.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

A MADEIRA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Vai ser apresentada no próximo dia 4 de Novembro de 2013, segunda-feira, pelas 19 horas, no Bar da Ordem dos Engenheiros, sito na Rua António Augusto de Aguiar, 3º-D, Lisboa, a obra A Madeira na Segunda Guerra Mundial. Economia, Política e Sociedade, da autoria de João Abel de Freitas.

A apresentação da obra estará a cargo de Lília Bernardes.

Pode ler-se na nota de divulgação da editora da obra:
O grande objectivo desta obra foi identificar, através de investigação própria, os principais impactos na política, economia e sociedade, na Madeira e Porto Santo. Da análise à gestão política da Madeira, evidencia-se a deficiente articulação entre o governo central e as autoridades na Madeira como causa principal das carências e da fome que atingiu a população. Na economia, identificam-se os efeitos em áreas transversais como as relações com o exterior, o plano Ventura Terra e os aproveitamentos hidráulicos e, nas actividades económicas, os sectores turismo, bordados, vinho, lacticínios, vime e indústria da cerveja. Na sociedade, para além do grande flagelo do desemprego, foi também abordado o papel das “Gibraltinas” na mudança e transformação dos comportamentos e costumes sobretudo na cidade do Funchal.
João Abel de Freitas é licenciado em Economia (ISCEF – Universidade Técnica de Lisboa). Desempenhou as funções de director-geral do Gabinete de Estudos e Prospectiva Económica do Ministério da Economia, entre 1998 e 2003 e director da revista Economia & Prospetiva, de 1999 a 2003.Publicou ainda as seguintes obras, nomeadamente Madeira que Futuro? d'A Revolta do Leite Madeira 1936 e é co-autor e coordenador de A Madeira na História Escritos sobre a Pré AutonomiaPublicou na imprensa portuguesa mais de uma centena de artigos de natureza económica e social, com enfoque nas temáticas de desenvolvimento e da prospectiva/cenarização e alguns outros a nível internacional. Tem intervenções ou textos publicados em vários outros livros colectivos. Em 1975 (Abril/Setembro) integrou a Junta de Planeamento da Madeira como responsável das áreas de economia e finanças.
Uma análise da obra pode ser encontrada AQUI.
A acompanhar com interesse.
A.A.B.M.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

IV COLÓQUIO INTERNACIONAL HISTÓRIA DA CONSTRUÇÃO: PERSPECTIVAS ACTUAIS

Vai realizar-se em Braga, no Campus de Gualtar, nos próximos dias 7 e 8 de Novembro de 2013, um colóquio internacional com o título em epígrafe que conta na comissão organizadora Arnaldo Sousa Melo e Maria do Carmo Ribeiro, do Departamento de História da Universidade do Minho.

O programa do colóquio segue abaixo:

Com o programa do colóquio centrado em períodos mais antigos, no entanto com interesse, por ser ainda uma temática pouco explorada ainda pela História, cruzando conhecimentos com a Engenharia Civil e a Arquitectura, entre outras áreas.

A acompanhar com interesse.
A.A.B.M.