domingo, 1 de dezembro de 2013

1º DE DEZEMBRO – FESTA DA AUTONOMIA DA PÁTRIA PORTUGUESA


“A Europa jaz, posta nos cotovellos:
De Oriente a Occidente jaz, fitando,
E toldam-lhe romanticos cabellos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovello esquerdo é recuado;
O direito é em angulo disposto.
Aquelle diz Italia onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se appoia o rosto.

Fita, com olhar sphyingico e fatal,
O Occidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal”
 
[Fernando Pessoa, O Dos Castellos]
 

… Na verdade, a reacção, política e moral, que vem seguindo seus tramites neste país parece que não está cerce ainda do término do impulso de seu movimento primário; antes a todos se prefigura que ela continuará a desenrolar-se por âmbito ainda longo também. De dia para dia, os governantes vão desgastando, com efeito, em todas as regalias liberais.
 
O que há de mais desanimador neste painel de uma retrogação constante é a indiferença com que uma população inerte assiste a semelhante progressiva usurpação dos seus direitos. Se o movimento descensional não encontrasse os embargos de causas exteriores, poderíamos, mesmo, supor que na ordem política se regressaria ao puro governo absoluto e na ordem moral á extrema intolerância religiosa. Não seria, pois, inteiramente abusiva a hipóteses de que em Portugal se reintegrassem as instituições de períodos históricos ultrapassados e supostos, logicamente, extintos. Em Lisboa voltar-se-ia a acender as fogueiras dos autos-de-fé da Inquisição; e, no Porto, volver-se-ia a montar as forcas das execuções da Alçada. Se hoje há corregedores, breve haveria também sargentos da ordenança; e uma turba embrutecida gritaria novamente: ‘Viva o senhor capitão-mor, que já nos pode mandar enforcar!
 
[Sampaio Bruno, in O Encoberto]
 


"O novo mundo é todo uma alma nova,
Um homem novo, um Deus desconhecido!
Tronos, tiaras, cetros, potestade,
Que pesam na balança da Verdade?
 
É a Revolução! a mão que parte
Coroas e tiaras!
É a Luz! a Razão, é a Justiça!
É o olho da Verdade!"
 
[Antero de Quental]
 
J.M.M.
 


sábado, 30 de novembro de 2013

FORA DA LEI! PERIÓDICO PANFLETÁRIO E REPUBLICANO


FORA DA LEI! Periódico Panfletário e Republicano – 1915; Proprietários, Editores e Directores: Hermano Neves & Herculano Nunes; Administração e Depósito: Livraria Ventura Abrantes (Rua do Alecrim, 80), Lisboa; Impressão: Tip. Leiria (Rua da Horta Seca, 64), Lisboa; 1915, II numrs [29 de Abril 1915-6 de Maio de 1915]


O facto de voluntariamente nos collocarmos fora da lei, outra coisa não significa mais do que a affirmação de uma necessidade urgente: entendemos que n’este grave momento da vida nacional é indispensável proclamar-se sem rodeios e sem hesitações tudo o que suppomos a verdade.

Fóra da lei, quuer dizer, libertos de preconceitos, de convenções, de hypocrisias, de conveniências, orientados apenas pelo interesse supremo de um paiz cujas energias tardam em despertar, guiados tão somente pelo desejo de contribuir, com um pouco de esforço, para o grande esforço de patriótica ressureição que é indispensável surgir em Portugal. Fora da lei é tudo isto, mas é mais alguma coisa ainda: é a garantia de uma independência formal de clientellas e de partidos políticos, cujos interesses só consideramos legítimos quando se confundem com os interesses geraes da nação ..." [in nº I, 29 de Abril 1915]
 
 
J.M.M.

RAUL REGO – HISTÓRIA DA REPÚBLICA [REED.]


 
História da República, por Raul Rego – trata-se da reedição da obra publicada em V volumes, pelo Círculo de Leitores, em Outubro de 1986. Com prefácio de Mário Soares, este trabalho da maior importância bibliográfica para a história da República, sairá agora sob a chancela da Âncora Editora.  
 

LIVRO: “História da República (vol I)”;
AUTOR: Raul Rego;
EDIÇÃO: Âncora Editora.


LANÇAMENTO:

DIA: 5 de Dezembro (18 horas);
LOCAL: Sala do Arquivo dos Paços do Concelho do Município de Lisboa;
APRESENTAÇÃO: Fernando Pereira Marques.
ORGANIZAÇÃO: CML | Âncora Editora.


Resumo:

"Entre 1910 e 1926, ensaiou-se em Portugal a primeira experiência democrática e republicana. Mas o que sabemos nós sobre a história desse período? O que foi, de facto, a Primeira República Portuguesa? Um caos partidário e financeiro, um regime corrupto e anárquico, como insistentemente foi apregoado pela ditadura de Salazar?

No centenário do nascimento do jornalista, ensaísta e político Raúl Rêgo, reedita-se o primeiro de cinco volumes da sua mais importante obra, que, fruto de um rigoroso trabalho de investigação histórica, repõe a verdade dos factos. Inclui o prefácio original de Mário Soares ..." [ler MAIS AQUI]
 
J.M.M.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

TODOS SOMOS VIANA! SOLIDARIEDADE E LUTA!


"Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!"
 
[FERNANDO PESSOA, in "Mensagem"]
 
 
"… desde há três mil anos, o sal do que hoje é portugal chegava aos fundos do mediterrâneo graças ao impulso de sermos eldorado em minérios para o tempo e templo solimão e depois, por arrasto e desde balsa, sal e peixe - sobretudo sardinha, biqueirão e cavala em garum, a grã-da púrpura, o figo, o azeite, o mel e a amêndoa. Há quinhentos anos, as sinagogas do “velho mundo” bebiam vinho fino e judengo do algarve e portugal era o nome da laranja doce em todas as medinas e até aos fundos do mediterrâneo - sem esquecer que na flandres do pano e do trigo se festejava la mer de cocagne com os nossos arroz doce, figo e amêndoa …"
 
[Francisco Palma Dias]
 
FOTO s/n, s/l
 
J.M.M.


ARISTIDES DE SOUSA MENDES, ALBERTO DA VEIGA SIMÕES E CÂNDIDO GUERREIRO

No espólio de Cândido Guerreiro, cuja nota biográfica já AQUI deixamos há algum tempo, têm sido disponibilizadas algumas imagens  e documentos pouco conhecida de algumas figuras de relevo da nossa história no século XX. Mostrando o contacto que mantiveram com o poeta do Algarve (Alte-Loulé), alguns com correspondência interessante ao longo do tempo, outros de forma pontual.

Dos vários documentos digitalizados, destacamos duas fotografias, que apresentamos de seguida:
Aristides de Sousa Mendes (N:19-07-1885-F: 3-04-1954) e o seu irmão César de Sousa Mendes (F: 18-07-1885- F: 1955)

e Alberto da Veiga Simões (N:16-12-1888-F:1-12-1954)


Esta documentação e outra que tem vindo a ser disponibilizada prende-se com o lançamento, no próximo dia 3 de Dezembro de 2013, das obras completas de Francisco Xavier Cândido Guerreiro, em Loulé.

Um evento a acompanhar com toda a atenção e interesse.
A.A.B.M.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

III CONGRESSO INTERNACIONAL FERNANDO PESSOA

Iniciou-se hoje e vai decorrer ao longo de três dias até ao próximo sábado, 30 de Novembro de 2013, o III Congresso Internacional Fernando Pessoa, organizado pela Casa Fernando Pessoa, comissariado por Inês Pedrosa, que conta com um excelente leque de especialistas no trabalho produzido pelo escritor português.

Do extenso programa permita-se-nos o destaque às intervenções de: Eduardo Lourenço, Teresa Rita Lopes, Richard Zenith, José Gil, Maria Manuela Parreira, Fernando Cabral Martins, José Barreto, Fernando B. Martinho, Fernando Pinto do Amaral, entre muitos outros.

O programa está organizado da seguinte forma, para hoje e nos próximos dias: 
consultar a página do congresso AQUI.

Vale a pena uma passagem pelo Teatro Aberto, para conhecer um pouco mais sobre Fernando Pessoa e todo o seu desassossego.

A.A.B.M.

domingo, 24 de novembro de 2013

O PAPEL DO 25 DE NOVEMBRO NA HISTÓRIA DA DEMOCRACIA EM PORTUGAL

Amanhã, dia 25 de Novembro, assinala-se uma etapa importante na consolidação da Democracia em Portugal. Nesta mesma data, em 1975, Portugal esteve muito perto de conhecer um período de guerra civil.
As opiniões políticas na época, depois do denominado Verão Quente, estavam exacerbadas de todos os lados e os líderes políticos encontravam-se entrincheirados nas suas convicções e ideologias. Todos procuravam defender as suas causas e o contexto era tenso nos seus diferentes planos. 

A Associação 25 de Abril vai assinalar a efeméride com um frente-a-frente entre alguns dos protagonistas. Pode ler-se na nota de divulgação do evento na Associação 25 Abril, via Facebook:

O papel do 25 de Novembro na história da democracia em Portugal, analisado sob os diferentes olhares dos protagonistas que estiveram em trincheiras opostas - Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço- e o olhar interpretativo e sintético do historiador António Reis.

O evento vai ter lugar na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, pelas 18.30 h.

Curioso é como o acontecimento, passadas quase quatro décadas, ainda provoca tanta polémica e comoção entre muitos dos que viveram os acontecimentos.

A acompanhar com atenção.

[Negritos da nossa responsabilidade.]

A.A.B.M.

[ALJUBE, MARÇO DE 1933] CARTA ABERTA AO EX.MO SR. MINISTRO DO INTERIOR

 
CARTA ABERTA ao Ex.mo Sr. Ministro do Interior pelos PRESOS POLÍTICOS , na cadeia do Aljube [30 de Março de 1933]

via Torre do Tombo, com a devida vénia

J.M.M.

sábado, 23 de novembro de 2013

JOAQUIM NAMORADO


“Não há grandeza que baste
Quando a desgraça é tamanha!..."
 
Calados, mudo,
No buraco metidos,
Sem coragem de nos mexermos,
De medo transidos,
Sempre despertos os cinco sentidos
Não cheguem lá fora os ruídos
Do mastigar das migalhas
Das mesas caídas;
A vida cobarde a toda a hora agradecida,
Como esmola recebida …
Isto não, não é vida!"
 
 Joaquim Namorado, in “Incomodidade
 
 
J.M.M.

CADEIA DO ALJUBE


Entrada da Exposição "A Voz das Vítimas"
 
Fotografia da entrada da Exposição "A Voz das Vítimas", com reconstituição do gradão original da antiga cadeia do Aljube  [Quinta, 14 de Abril de 2011]

Foto de António Coelho, in Aljube/Exposição "A Voz das Vítimas"

via Casa Comum

J.M.M.

EL HOMBRE QUE MATÓ AL DIABLO – AQUILINO RIBEIRO


AQUILINO RIBEIRO – “El Hombre Que Mató al Diablo” [trad. A. González-Blanco], Madrid, Publicaciones Prensa Gráfica (1ª ed.), 20 de Setembro de 1924, 64 pags


Trata-se da absoluta edição original de uma novela a que, mais tarde, em 1930, Aquilino veio a dar uma forma literária diversa, expandindo-a para um romance com umas boas três centenas e meia de páginas

via FRENESI
 
J.M.M.
 

PRESOS POLÍTICOS – DOCUMENTOS DA C.N.S.P.P.




PRESOS POLÍTICOS – Documentos 1970/1971 e 1972/1974Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos

 “Publicam-se agora em livro os documentos da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos referentes aos dois primeiros anos da sua actividade: circulares, exposições, cartas e telegramas, enviados às entidades oficiais ou aos interessados, suficientemente claros para permitirem ajuizar dos ses objectivos e intenções, da sua acção e dos seus limites …”


J.M.M.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

MANUEL D’ARRIAGA – NA PRIMEIRA PRESIDENCIA DA REPUBLICA PORTUGUEZA

 


MANUEL D’ARRIAGA – “Na primeira Presidencia da Republica Portugueza. Um rápido relatório” [com estudo introdutório e notas de Joana Gaspar de Lemos e Luís Bigotte Chorão], Lisboa, 1916 [aliás, Outubro de 2013]

 Ao abandonar a presidência da República, dedica-se à redacção das suas memórias e publica o seu último livro intitulado Na Primeira Presidência da República Portuguesa. Um Rápido Relatório, com o qual procura justificar a sua conduta política” [AQUI]
 

J.M.M.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

OS PAINÉIS DE S. VICENTE DE FORA: A ICONOGRAFIA EM QUESTÃO

 
CICLO DE CONFERÊNCIAS DO MONTE DA LUA - Os Painéis de S. Vicente de Fora: a iconografia em questão,  por João David Zink (historiador de arte).
 
DIA: 27 de Novembro (19,30 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência – GRANDELLA (Estrada de Benfica, 419 – LISBOA);
ORGANIZAÇÃO: Biblioteca-Museu República Resistência | VITRIOL
 
DIA: 30 de Novembro (VISITA);
LOCAL: Museu Nacional de Arte Antiga (guia: João David Zink)
 
Os 'Painéis de S. Vicente de Fora' que hoje se encontram no Museu Nacional de Arte Antiga, ainda que não suscitem grandes divergências no que respeita a considerações de ordem estética, sendo consensual o fascínio que exercem, são, no entanto, o objecto da maior controvérsia na historiografia do património artístico português, aquela que já fez correr mais tinta e despertou maiores paixões, e que apesar disso, volvido mais de um século da sua redescoberta, se encontra longe de estar definitivamente solucionado.
 
A presente abordagem, incidirá sobre os grandes pontos de divergência: a disposição dos painéis e o destino iniciais, o seu significado, a identificação da personagem central e demais figuras, as diferentes teses («vicentina», «catarinista», «fernandina», «cardinalícia», «crispiniana», «carlista» e dualistas destas), a autoria, o(s) patrocinador(es), e a data de execução. Serão demonstrados os resultados da própria investigação do conferencista, e à luz desta apontados novos caminhos a percorrer
 
J.M.M.

JOSÉ BOAVIDA- PORTUGAL (1889-1931)

Foi funcionário do Ministério dos Abastecimentos e do Trabalho, mais tarde integrou também o quadro de funcionários do Instituto de Seguros Sociais Obrigatórios.

Em 1912, Boavida-Portugal iniciou no jornal República um conjunto de artigos sobre o Inquérito Literário que depois viria a ser publicado em 1915.

Ainda nesse ano faz parte da Associação de Classe dos Trabalhadores do Teatro, que chegou a ter projectado um semanário desta associação intitulado O Trabalhador do Teatro, tendo uma redacção constituída por João Coimbra, João Ferreira, Victoriano Braga, Guedes Vaz, Araújo Pereira e Jorge Roldão.

Em 1913 esteve ligado à fundação da revista Teatro, uma efémera revista de critica onde colabora de forma quase anónima um jovem escritor de nome Fernando Pessoa publicou três artigos bastante agressivos que conseguem obter alguma visibilidade. Da revista Teatro, de que saem quatro números e onde Pessoa publica três artigos, nº1, de 01-03-1913, onde faz uma critica demolidora ao livro de Afonso Lopes Vieira,  Bartolomeu Marinheiro; nº2, 08-03-1913, onde se dedica ao livro de Manuel de Sousa Pinto; nº3, de 25-03-1913, "Novas Publicações Literárias", onde apreciava em tom satírico a Teatrália, Gente Moça e Talassa. [Manuela Parreira da Silva, “Boavida Portugal”, Dicionário de Fernando Pessoa, Dir. Fernando Cabral Martins, Editorial Caminho, Lisboa, 2008, p. 672].

Esteve ainda ligado à direcção do jornal O Jornal, que se publicou em 1915 e durante 47 números, entre 4 de Abril e 19 de Maio, curiosamente, este um jornal monárquico. Nesse jornal colaboravam ainda Alfredo Pimenta, Almada Negreiros, Bulhão Pato, Cândido Guerreiro, António Correia de Oliveira e Fernando Pessoa. Segundo o Prof. Oliveira Marques, este jornal funcionou como órgão oficioso do Governo do General Pimenta de Castro. Em 1915, quando dirige O Jornal, Fernando Pessoa também mantém uma coluna intitulada "Crónica da Vida que passa", onde saíram seis artigos todos no mês de Abril de 1915 (5, 8, 11, 15, 18 e 21). Este último artigo obrigou Boavida Portugal a intervir, já que houve reacção por parte dos leitores e, em particular, da classe dos chauffeurs que enviaram um abaixo assinado ao jornal e o director teve que escrever um artigo intitulado "Explicação Necessária", publicado a 23 de Abril, onde informava que o autor da coluna tinha deixado de colaborar com o jornal. Mas o poeta e o jornalista já se conheciam desde 1912 e mantiveram relações de amizade mesmo após estes incidentes.

Participou entre Outubro de 1920 e Julho de 1921 no grupo político denominado Federação Nacional Republicana, liderado por Machado Santos e integrando personalidades como João Viegas Paula Nogueira, Joaquim Meira e Sousa, Manuel Gomes da Costa, Alexandre Barbosa e José Boavida-Portugal, juntamente com José de Freitas Ribeiro, João Manuel de Carvalho, Aniceto Xavier Horta entram nesta organização política em Junho de 1921, porém este agrupamento político dissolve-se em 13 de Julho de 1921. Fez ainda parte do Directório do Partido Reformista, liderado por Machado Santos, onde pontuavam ainda Dr. Abranches de Figueiredo (advogado); Dr. Mário Ramos (deputado); Lameira Bueri (engenheiro); Melo Simas (tenente coronel); Dr. Alberto Osório de Castro (Juiz da Relação); José de Freitas Ribeiro (capitão de fragata); Dr. Paula Nogueira (Lente Instituto de Medicina Veterinária); Mendes do Passo (tenente coronel); Aniceto Horta (capitão de fragata) ; Dr. Lopes Vieira (Juiz do Tribunal do C.E.P.); Osório de Castro (tenente coronel); e Dr. Albuquerque Stockler (major médico).

Fez parte da comissão que organizou a homenagem a Gomes Leal, realizada por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, em 1925, onde participaram também Sebastião de Magalhães Lima, Alfredo Guisado, Humberto Pelágio, Gomes Monteiro, Avelino de Almeida, João de Barros, Amadeu de Freitas, Ladislau Batalha, Alves Martins e Ferreira de Castro, entre outros. [António Ventura, O Imaginário Seareiro. Ilustradores e Ilustrações da Revista «Seara Nova» (1921-1927), Lisboa, Instituto Nacional de Investigação Científica, 1989, p. 102].

Colaborou em publicações como: Serões (1909), República, Diário da Tarde (1913), A Lanterna Ilustrada (1913), O Teatro (1913), Orfeu (1915), O Jornal (1915), pertenceu ainda às redacções de jornais diários, tendo maior permanência no Século e no Portugal (dirigido pelo coronel Pestana de Vasconcelos).

Publicou os seguintes títulos:

Inquérito literário, Lisboa, Clássica, 1915.

Depois da guerra... : o que deverá ser a educação em Portugal : as Câmaras e o ensino e os problemas nacionais, Lisboa : [s.n.], 1918.

O que deverá ser a educação em Portugal depois da guerra... , [S.l. : s.n.]. 1918.´

Portugal, Terra de Heróis, 1918.

Cartilha nova : doutrina moral, [S.l. : s.n.], 1900.

Da liberdade à democracia, Lisboa : Livr. Central, 1923.

A mulher de luto : processo ruidoso e singular Polyanthéa / Gomes Leal ; prefácios de Boavida Portugal, Fernando Reis e Luis Cebola. 2a ed ilustrada. Lisboa : Livraria Central, 1924.

Duas teses queimadas : notas e comentários a um caso escandaloso / Boavida Portugal e Calado Rodrigues. Lisboa : [s.n., 1924].

Eça de Queirós, bolchevista : ensaio crítico, Lisboa : Livr. Central, 1930.

Paraiso perdido, Lisboa : Livr. Central, 192?

Organização nacional,  [S.l. : s.n., 19??].

A.A.B.M.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

BIBLIOTECA NACIONAL - OUTONO DOS LIVROS


OUTONO DOS LIVROS 2013: Feira de edições na BNP 19 a 23 de novembro | BNP | 3.ª a 6.ª das 10h00 às 19h00 / sáb. das 10h00 às 17h00 | Entrada livre

São edições da BNP – publicadas até 2011, inclusive – a 1€, 3€, 5€, 10€ e 15€. Uma oportunidade única para adquirir livros com descontos que podem atingir 80% do preço de capa.  A Feira inclui ainda um conjunto de edições da Inapa e da Direção-Geral das Artes (DGArtes).

São livros sobre diversos temas: história, literatura, história do livro, da ciência e das artes, bem como catálogos e roteiros de exposições, bibliografias, guiam e inventários, fac-símiles e edições críticas, a preços muito reduzidos


J.M.M.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

UM SÉCULO DE LUTAS ACADÉMICAS


“UM SÉCULO DE LUTAS ACADÉMICAS” [Coordenação de Amadeu Carvalho Homem | capa de Alberto Péssimo], Editorial Moura Pinto, 2007, 150-II pags

Um século de lutas académicas aí está para o atestar e para transportar para o século XXI a mensagem de que se hoje vivemos no melhor dos mundos, para tal contribuiu a penosa busca, por um mundo melhor, de todos quantos, por um ideal, foram à luta e com ela venceram o despotismo dos sistemas, das instituições e as arbitrariedades das pessoas, na convicção plena de que nenhuma ordem social é melhor do que os seus membros (...)”.

Obra que comemora os 120 anos da Associação Académica de Coimbra, com coordenação de Amadeu Carvalho Homem.

Índice: Para Além da Utopia, por  Manuel Francisco da Costa; Texto do Presidente da AAC, Paulo Fernandes; A Crise Académica de 1907 e o Franquismo, por Amadeu Carvalho Homem; Activismo Estudantil Em Coimbra Durante o Marcelismo, por Miguel Cardina; Coimbra: Luta Estudantil e o Património Identitário da Cidade, por Rui Bebiano.
 
 
J.M.M.

CONGRESSO TRABALHO E MOVIMENTO OPERÁRIO NO BARREIRO


DIAS: 28, 29 e 30 de Novembro de 2013;
LOCAL: Auditório Municipal Augusto Cabrita (Barreiro);
ORGANIZAÇÃO: Câmara Municipal do Barreiro.

[ALGUMAS COMUNICAÇÕES]: “A primeira República e o Movimento Operário. Roteiro Politico e Social das Greves Gerais” (por Fernando Rosas) | “Sindicalismo, sexismo, separatismo: contributos para o conhecimento de uma página obscura do sindicalismo português” (por Paulo Marques Alves & Raul Tomé) | “Poemas anarquistas: o caso d’A Sementeira” (por Joana Dias Pereira) | “A revolução russa na imprensa em Portugal: o caso da Bandeira Vermelha” (por Tomás Ramalhete) | “José Nobre Madeira: um militante libertário condenado à deportação para Cabo Verde" (Rosalina Carmona) | “A oposição operária e popular à ditadura militar em Setúbal” (Albérico Afonso Costa) | “Cortar o nó górdio do corporativismo nos anos 40: a organização do PCP e o entrismo sindical no Algarve” (Maria João Raminhos Duarte) | “Hoje ninguém trabalha! Resistência Operária no concelho do Seixal em 1943” (Fátima Afonso & Fernanda Ferreira) | “Assalto ao Palácio de Inverno … em Olhão” (Silvestre Lacerda)   


J.M.M.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

ENCONTROS DE OUTONO 2013

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, a rede de museus de Famalicão e o Museu Bernardino Machado levam a efeito nos próximos dias 22 e 23 de Novembro de 2013 uma nova realização dos Encontros de Outono, este ano subordinado ao tema Violência e Poder Político.

Ao longo de dois dias vai ser possível ouvir e ver, em Famalicão, alguns especialistas em História Contemporânea com maior destaque na historiografia portuguesa actual: Fernando Catroga, Ernesto Castro Leal, Luís Farinha, Irene Pimentel, António Matos Ferreira, António José Queiroz, Miguel Dias Santos, Paulo Guimarães, João Madeira, Pezerat Correia e Miguel Nunes Ramalho.

As inscrições nestes encontros podem ser realizadas AQUI.

Uma excelente iniciativa, que temos vindo a divulgar nos últimos anos e que merece o maior apoio e divulgação, com os votos de grande sucesso.

A.A.B.M.

XII CURSO LIVRE DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA

Está a decorrer durante toda esta semana, entre 18 e 22 de Novembro, o XII Curso Livre de História Contemporânea, organizado em parceria entre a Fundação Mário Soares e o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, desta vez subordinado ao tema A Segunda Grande Depressão. Dinâmicas e Debates da Crise

O presente curso está a ser coordenado pelo Professor Francisco Louçã.

Entre os professores convidados contam-se Carlos Batien, Fernando Rosas, João Ferreira do Amaral, Eduardo Paz Ferreira, Vítor Bento, José Maria Castro Caldas, Carlos Farinha Rodrigues, Renato Miguel do Carmo, Isabel Moreira e Michael Ash.

O programa completo pode ser consultado AQUI.

A.A.B.M.