quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

CONFERÊNCIA – AS LUZES E AS INVASÕES NAPOLEÓNICAS. MAÇONARIA EM PORTUGAL


CONFERÊNCIA:"As Luzes e as Invasões Napoleónicas. Maçonaria em Portugal”.

ORADOR: António Ventura;
DIA:
17 de Dezembro (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano (Palácio Maçónico),Lisboa;

ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Novos Paradigmas e Maçonaria”]


“O movimento de tolerância, defendido pelos experimentalistas e iluminista de Inglaterra, post Glorious Revolution de 1688, contra a intolerância religiosa e os abusos do poder absolutista, protagonizado, entre outros ilustres pensadores, por John Locke e Isaac Newton e pelo escol da Royal Society, pode ser considerado um movimento de ideias liberais precursor das actuais concepções da democracia liberal, da democracia moderna e dos direitos humanos. Este movimento cultural da elite intelectual inglesa do séc. XVIII influenciou fortemente a formação do actual modelo da maçonaria, mormente o emergente em Londres, em 24 de Junho de 1717 e o dos inícios da maçonaria em Portugal.
A prevalência da razão defendida por estes pensadores do iluminismo, como a faculdade capaz de libertar o homem dos principais inimigos de todo o conhecimento – a ignorância, o obscurantismo e a superstição – e propondo uma religião e moral naturais, molda todo o ideário maçónico, reforçado com os importantes contributos decantados com as contribuições dos enciclopedistas Diderot e d’Alembert e de relevantes pensadores, filósofos e intelectuais dos salões de França, como, entre outros, foi o caso de Descartes, Voltaire e Montesquieu.
Este movimento de ideias cognominado como o Século das Luzes, da luz que irradia da razão, do progresso e do desenvolvimento, estabelece uma fractura na linha de pensamento na sociedade da época, que se repercute ao nível político e maçónico em Portugal.
Associado a este poderoso movimento de ideias, os ventos da Revolução Francesa de 1789 deixam profundas marcas na intelectualidade portuguesa de finais do séc. XVIII e início do séc. XIX, com a adopção do decorrente ideário de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, vindo de além Pirenéus, que ainda hoje é adoptado como divisa pela maçonaria agnóstica portuguesa.
Neste período a presença das figuras dos embaixadores Marechal Jean Lannes, que chega a exigir a demissão de Pina Manique e posteriormente a actuação do Marechal Junot, que é colocado em Portugal por Napoleão com a missão diplomática de induzir o país a fechar os portos aos navios ingleses e a estipular um tratado de aliança com o império francês e Espanha, permite-nos perceber a complexidade da situação que então se vivia em Portugal, com os evidentes reflexos no funcionamento e organização da Maçonaria em Portugal, que culminou com a saída da Família Real para o Brasil e com as Invasões Napoleónicas em Portugal, começando estas com a Guerra das Laranjas, seguidas das restantes três comandadas pelos maçons General Junot, General Soul e Marechal Massena.
A entrada então em Portugal de inúmeros oficiais franceses é terreno para a criação de lojas maçónicas militares francesas, em contraponto com as militares inglesas dos inícios do séc. XVIII, o que é mais uma razão para a conflitualidade verificada nas instituições maçónicas portuguesas de então.
As lutas entre as duas grandes potências dessa época – a Inglaterra e a França – no palco geográfico de Portugal, reflectem-se na emergência de um período extraordinariamente rico da história nacional, mas profundamente conturbado da maçonaria portuguesa.
Esta conferência visa aprofundar as implicações que este movimento iluminista, a Revolução Francesa e as Invasões Napoleónicas tiveram na Maçonaria em Portugal, nos finais do séc. XVIII e inícios do séc. XIX.
Pretende, assim, contribuir para uma melhor compreensão das linhas de clivagem, das lutas e das consequências que então se manifestaram de forma tão profunda na sociedade portuguesa e na maçonaria de então, e que ainda nos dias de hoje se repercute nas visões e formas diferenciadas de praticar a maçonaria – a inglesa e saxónica e a francesa e continental europeia -, que se reflectiram nas questões da regularidade ou não regularidade e nas diferenças da prática ritualística maçónicas, através da adopção e organização de distintos ritos maçónicos.
A importância e relevância crucial destas situações pretéritas, permitem-nos clarificar alguns problemas magnos que se centram em torno destas questões e dos reflexos que ainda hoje se expressam, e de que maneira, na praxis e organização da Maçonaria em Portugal" [ler AQUI]
[Fernando Castel-Branco Sacramento, Director do Museu Maçónico Português - Rua do Grémio Lusitano nº 25, Lisboa]

J.M.M.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES (AIT)


CONFERÊNCIA / DEBATE: "A Associação Internacional dos Trabalhadores.


ORADORES: Alexandre Samis & Paulo Guimarães;
DIA:
25 de Janeiro (16 horas);
LOCAL: Biblioteca/Museu da República e Resistência – Grandela, Estrada de Benfica.

J.M.M.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O PARTIDO REPUBLICANO NACIONALISTA E AS ELEIÇÕES DE 1925

"A Capital, 27 de Fevereiro de 1923"
 

CONFERÊNCIA: "O Partido Republicano Nacionalista e as eleições de 1925.
 

ORADOR: Manuel Baiôa - Universidade de Evora;

DIA: 17 de Janeiro (15 horas);
LOCAL: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (Auditório).

J.M.M
 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

RENOVAÇÃO (1925-1926)


A revista Renovação publicou-se em Lisboa entre 2 de Julho de 1925 e 15 de Junho de 1926. Sub-intitulada Revista Quinzenal de Arte, Literatura, e Actualidades. A publicação era impressa na Imprensa Beleza que se situava na Rua da Rosa, nº 99 a 107, enquanto a redacção e administração se situavam na Calçada do Combro, 38-A, 2º.

Esta revista que era dirigida por Gonçalves Vidal e editada por Alexandre de Assis

Era propriedade do jornal operário A Batalha, situando-se muito próximo dos ideais anarquistas, defendendo o sindicalismo revolucionário preconizado na altura pela Confederação Geral do Trabalho (C.G.T.). Muitos dos seus colaboradores eram também colaboradores da Batalha e, entre eles encontramos personalidades sonantes da nossa literatura do início do século XX como Ferreira de Castro, Rocha Martins, Emílio CostaJulião Quintinha, Ladislau Batalha, Mário Domingues, Augusto PintoNogueira de Brito, Jaime Brasil, Bento Faria, David de Carvalho, Eduardo Frias, Cristiano Lima e contando com ilustrações de Stuart Carvalhaes e Roberto Nobre.

Ao longo dos 24 números que se publicaram, encontram-se curiosas fotografias a ilustrar a secção de Actualidades, com textos curtos mas de feição doutrinal. As temáticas da revista eram diversificadas e passavam pelas artes plásticas, pela valorização do papel da mulher, pela memória do movimento anarquista internacional com biografias de alguns elementos em destaque, pelas viagens e pelas mentalidades da época.

A publicação desta revista foi suspensa depois do 28 de Maio de 1926, com o aparecimento da Censura e a destruição da redacção, após os acontecimentos de 3 e 7 de Fevereiro de 1927.

BIBLIOGRAFIA:
-PIRES, Daniel, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do séc. XX (1900-1940), Grifo, Lisboa, 1996, p. 303.

A.A.B.M.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

LEILÃO DA BIBLIOTECA DO CORONEL JOSÉ PINTO FERREIRA (2ª PARTE)


LEILÃO: “Biblioteca do Coronel José Pinto Ferreira (2ª Parte)”;
DIAS: 13, 14 e 15 de Janeiro 2014 (21 horas);

LOCAL:
Palácio da Independência (Largo de S. Domingos, 11 – ao Rossio);
ORGANIZAÇÃO:
José Vicente Leilões

Restauração * Camoneana * Camiliana * Monografias * Bibliografia * Constitucionalismo * Literatura * Guerra Peninsular * Estrangeiros Sobre Portugal * História * …*

CATÁLOGO DO LEILÃO AQUI ONLINE

J.M.M.

domingo, 5 de janeiro de 2014

UMA HISTÓRIA DA MAÇONARIA EM PORTUGAL (1727-1986)



LIVRO: "Uma História da Maçonaria em Portugal 1727-1986" (2014, 1º ed., 896 p.);
AUTOR: António Ventura;
EDITOR: Círculo de Leitores

“A caminho de quase três séculos de Maçonaria em Portugal, a sua história confunde-se com a história do nosso país. Por entre anátemas e elogios cegos, importa desbravar a floresta de enganos, positivos e  negativos, que rodeia a Maçonaria. Formada por homens, ela contém, como qualquer instituição humana, qualidades e defeitos, sombras e  claridades, exemplos a apontar e erros a denunciar. Mas para tal é  preciso conhecer. Talvez este livro contribua para esse conhecimento, num exercício que não é – nunca é – definitivo, mas sim dinâmico" [António Ventura]
 

• O papel da Maçonaria na nossa História
• Protagonistas e acontecimentos marcantes
• Glossário de expressões e termos maçónicos
Dos primórdios à cisão de 1986
Informação e iconografia inédita
• As primeiras Lojas maçónicas em Portugal: fundação e origens.
• A acção da Maçonaria e o Liberalismo. Da Revolução Liberal ao fim das  Guerras Liberais (1820-1834).
• A tentação política durante o século XIX (1834-1868).
• O Grande Oriente Lusitano Unido (1869-1879). Conceito e história da  sua fundação.
• A caminho da República (1900-1910).
• O período áureo de 1910 a 1914.
• A cisão de 1914 e o Grémio Luso-Escocês.
• Os anos tempestuosos de 1915 a 1925.
• República e (ou) Ditadura (1926-1929).
• O grão-mestrado de Norton de Matos (1930-1935).
• A proibição e perseguição da Maçonaria durante o Estado Novo (1935-1974).
• O Reavivar das Luzes e a história mais recente (1974-1986).
[ler TUDO AQUI]
 
J.M.M.

 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

VOTOS DE 2014 SOLIDÁRIO E FRATERNO! SAÚDE E FRATERNIDADE!


 
"Isto vai, caro amigo.
Não como nós queremos, é certo,
Mas isto vai.

Pelos carris do medo, pelas árvores
Pela inocência e fome, pelos perigos
Pelos sinais fraternos, pelas lágrimas
Isto vai, caro amigo.

Pela dureza do espaço
E em jardins falsíssimos
Isto vai, caro amigo” [João Rui de Sousa, Ça Ira!]

Votos de 2014 Solidário & Fraterno, com muita Saúde, Prosperidade e Paz!

Viva a República!
 
J.M.M.
A.A.B.M.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

HISTORIOGRAFIA CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA DE 2013 - 10 LIVROS

 
1. Nova História da Imprensa Portuguesa: Das Origens a 1865José Tengarrinha (Temas& Debates), 1003+48 p.
 
 
3. Na Primeira Presidencia da Republica Portugueza. Um Rapido Relatorio – Manuel de Arriaga [Estudo Introdutório e Notas de Joana Gaspar de Freitas & Luís Bigotte Chorão] (Assoc. dos Antigos Alunos do Liceu da Horta), 1916 (reed.), 72+306 p.
 
 4. A Marinha de Guerra e a Maçonaria - António Ventura (Nova Vega), 236 p.
 
5. A Universidade de Lisboa, Séculos XIX-XX (Vols I e II) – AAVV [Dir. de António Nóvoa; Coord. Sérgio Campos Matos & Jorge Ramos do Ó], (Tinta da China), 1288 p.
 
6. José Domingues dos Santos. O Defensor do Povo (1887-1958)António José Queiroz (Assembleia da República, Col. Parlamento), 383 p.
 
 
8. Oposição e Eleições no Estado NovoMário Matos e Lemos (Assembleia da República), 530 p.
 
9. História do Partido Comunista PortuguêsJoão Madeira (Tinta da China), 672 p.
 
10. António Ferro. A Vertigem da Palavra. Retórica, Política e Propaganda no Estado NovoMargarida Acciaiuoli (Bizâncio, 2ª ed.), 432 P.
 
A.A.B.M.
J.M.M.

domingo, 29 de dezembro de 2013

A LOJA “LIBERDADE” NO FUNERAL DE CÂNDIDO DOS REIS E DE MIGUEL BOMBARDA

 

"Fotografia muito curiosa do funeral de Cândido dos Reis e de Miguel Bombarda, a 16 de Outubro de 1910. Nela se vê a delegação da Loja Liberdade, do Grande Oriente Lusitano Unido

[A Loja “Liberdade”, nº 197, do REAA foi instalada em Lisboa em 1896 (cf. A.H.O.M., Dicionário de maçonaria Portuguesa, II). Loja do GOLU, foi Capitular e Areopagita nesse mesmo ano e Consistorial em 1909. Acompanhou a dissidência do Supremo Conselho de Grau 33 (Grémio Luso Escocês) em 1914. Regressou à Obediência em 1920 (em 1922, funcionava no RF, e o seu Venerável era José Bernardo Ferreira – cf. Anuário do GOLU para 1922. José Bernardo Ferreira era, em 1912, Venerável da Loja, pertencia ao Conselho da Ordem, sendo membro efectivo do Supremo Conselho do Grau 33º), mantendo-se durante a clandestinidade]

, com o respectivo estandarte. Foi uma das raras Lojas que chegaram até ao 25 de Abril de 1974.

 A ela pertenceram durante a clandestinidade, entre muitos outros, Raul Rego, Armando Adão e Silva, Vasco da Gama Fernandes [iniciado na Loja “Magalhães Lima, em 1931, com o n.s. Giordano Bruno], Francisco Marques Rodrigues, Nuno Rodrigues dos Santos [tinha sido iniciado na Loja “Magalhães Lima, em 1935, com o n.s. Danton], Carlos Ernesto da Sá Cardoso, António Marcelino Mesquita – antigo tarrafalista - e Gustavo Soromenho"

[António Ventura Facebook - sublinhados e acrescentos nossos]

J.M.M.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

GRUPO REPUBLICANO DE ESTUDOS SOCIAIS

Em finais de Agosto de 1896, constituiu-se em Lisboa, o denominado Grupo Republicano de Estudos Sociais, onde é possível encontrar alguns dos nomes importantes da vida cultural  e política portuguesa no século XX, já a colaborarem ou a aproximarem-se do Partido Republicano

Este manifesto do Grupo Republicano de Estudos Sociais que acima se apresenta, consta de um conjunto de princípios orientadores que reunem à sua volta dezenas de médicos, advogados, homens de letras e bacharéis pelo País, num total de 68 personalidades que subscrevem o documento, sendo oriundos das mais variadas localidades de norte a sul do País. Ao longo do tempo e em várias localidades foi realizando conferências, comícios. Durante o VII Congresso do Partido Republicano, realizado em Coimbra, entre 25 e 27 se Setembro de 1897, a actividade do grupo foi reconhecida e alguns dos seus fundadores e elementos directivos passaram a integrar o Directório do partido.

Este grupo, dentro da organização política dos republicanos, acabou por dar origem em 1900 à Liga Académica Republicana. Desenvolveu um trabalho de consolidação e reconhecimento intelectual do partido através de diversas acções públicas e da divulgação do ideário republicano através de conferências e comícios.

A.A.B.M.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ARQUIVO NACIONAL


ARQUIVO NACIONAL (Arquivo de História Antiga e de Crónicas Contemporâneas) Ano I, nº1 (15 Janeiro de 1932) ao Ano XI, nº 573 (30 Dezembro de 1942); Editor: Arménio de Oliveira; Director: Rocha Martins [depois por Gomes Monteiro e Alberto Calderon Diniz]; Calçada do Sacramento, 44 [Rua da Rosa, 51, 2º]; Impressão: Rua do Corpo Santo, 46 [a partir nº3, Rua do Norte, 102-104], 1932-1942, 573 numrs.

"O [Arquivo] Nacional tem um lema: bem servir a Pátria. Claro que não é um semanário anodino. Para isso escusava de aparecer. Tem intentos, vontades, aspirações. Dirige-o quem, tendo vivido sózinho a mór parte da sua existência e servindo um único senhor, o público, já agora não mudará nem de processos nem de amo. (...)

Por isso o Nacional aparece com êste programa: bem servir a Pátria. E como para a bem servir é necessário conhecê-la nas suas tradições, nos seus lances,  nas suas grandezas e nas suas desgraças, lembrámo-nos de, numa fôlha volante, barata, sem luxos, mas aceada, limpinha, propagandear a História de Portugal de forma a instruir o povo, sendo um auxiliar para os escolares, a entreter ócios, não sendo uma saca de erudição como as escritas pelos académicos nem romantizada em suas verdades como num folhetim, mas natural, viva, ardente, brava, a História da nossa terra que canta nas águas e nos ares antes de cantar nas almas. Assim o Nacional dirá do passado que foi epopeia dos navegadores, hoje conglobada na marinha de guerra e mercante; o que representaram as batalhas doutros tempos, evocando os exércitos de então e os da actualidade; mistérios dos palácios, lances de aventureiros, lágrimas de princesas (...).

Dêste modo o Nacional constitui um album onde os estudiosos podem aproveitar, os amigos da leitura divertir-se e as crianças encontram pàginazitas simples nas quais, em vez de contos de fadas, se lhes narra a mais surpreendente das Histórias: a de Portugal (...)" [ler AQUI]

via In-Libris

J.M.M.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

REVISTA "NAÇÃO PORTUGUESA" – ÓRGÃO DO INTEGRALISMO LUSITANO


NAÇÃO PORTUGUESA. [Pola Ley e Pola Grey]. Revista de Filosofia Política [depois, Revista de Cultura Nacionalista] [Órgão do Integralismo Lusitano]; Editores: França e Arménio (Arco de Almedina, 2-4, Coimbra; Impressão: Tip. Teixeira de Mário Antunes Leitão (Rua da Cancela Velha), Porto; 1914-1938, XI Séries:

- I Série, nº 1 (8 de Abril de 1914) ao nº 12 (Novembro de 1916); Dir. Alberto de Monsaraz (Secretário, Nuno de M. Teixeira) [NOTA: A revista “Nação Portuguesa” interrompe-se, sendo substituída pelo diário integralista da tarde “A Monarquia” – 12 de Fevereiro de 1917, com Alberto de Monsaraz na direcção e redactor-chefe, João do Amaral -, reaparecendo depois em Julho de 1922, já sob a direcção de António Sardinha]; Composição: Rua Serpa Pinto, 38, 2º; Impressão Largo do Calhariz, 29 e a partir do nº 8 (Junho 1915) na Tip. Minerva, Av. Trovisqueira, Famalicão;

- II Série [subtítulo: “Revista de Cultura Nacionalista"], nº 1 (Julho de 1922) ao nº 12 (1923);Dir. António Sardinha (Secretario, Domingos de Gusmão Araújo); [NOTA: Alfredo Pimenta sai, em 1924, formando a Acção Realista Portuguesa]; Editor: J. Fernandes Júnior; Propr: a partir do nº 2, Empresa da “Nação Portuguesa” e a partir do nº5 (Novem 1922), da “Sociedade Integralista Editora, Lda”; Composição: largo do Directório, nº8, 3º; Impressão: Largo do Calhariz, 29 [no nº 9 – por dificuldades (!?) de tipografia – e no nº 12, na Typ. Tirsense, Santo Tirso];

- III Série [subtítulo: “Revista de Cultura Nacionalista"], nº 1 (1924) ao nº 12 (1926); Dir. António Sardinha [apenas nos 2 primeiros números, tendo, pela morte de A. Sardinha a 10 de Janeiro de 1925, assumido a direcção da revista Manuel Múrias e Rodrigues Cavalheiro (nº3) no lugar de secretário] (Secretário, Manuel Múrias); Editor e Propr.: J. Fernandes Júnior; Impressão: Rua da Horta Seca, 7, Lisboa [no seu nº3, na Imprensa Beleza, R. da Rosa, 99-107, Lisboa];

- IV Série [subtítulo: “Revista de Cultura Nacionalista"], de 1926 a 1928; Dir. Manuel Múrias (Secretário, Marcelo Caetano, a partir de Novembro de 1927); Editor e Propr.: J. Fernandes Júnior; Redacção: Largo do Directório, 8, 3º; Impressão: Imprensa Beleza, R. da Rosa, 99-107, Lisboa;

- V Série, nº1 (Julho de 1928) ao nº12 (Junho de 1929); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Marcelo Caetano); idem

- VI Série, nº1 (1929) ao nº12 (1931); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Marcelo Caetano);
 
DEPOIS, a revista passa a publicar-se em volumes:

- Volume VII, nº1 (1932) ao nº 12 (1933); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Fernando Campos);

- Volume VIII, 1933 a 1934 (seis fasc.); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Fernando Campos);

- Volume IX, 1934 (seis fasc.); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Fernando Campos);

- Volume X, 1936 a 1937 (seis fasc.); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Fernando Campos);

- Volume XI, 1937 a 1938 (seis fasc.); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Fernando Campos);
 
[Alguma] Colaboração/Artigos: A. Botelho da Costa Veiga, Adriano Xavier Cordeiro, Afonso Lopes Vieira, Afonso Lucas, Alberto de Monsaraz, Alfredo Pimenta, Álvaro Maia, Amadeu de Vasconcelos (Mariotte), António Ferro, António Pedro, António Sardinha (António de Monforte), Ayres de Ornelas, Augusto da Costa, Avelino Soares, Bettencourt Rodrigues, Caetano Beirão, Carlos Malheiro Dias, Carlos de Passos, Castelo Branco Chaves, Cunha Saraiva, D. Luís de Castro, Domingos Garcia Pulido, Domingos de Gusmão Araújo, Eduardo Brasão, Feliciano Ramos, Fernando Amado, Fernando Campos, Fernando Pires de Lima, Ferreira Deusdado, Francisco L. Vieira de Almeida, Francisco de Sousa Gomes Veloso, Francisco Vieira de Almeida, Gonçalves Cerejeira, Gustavo Ferreira Borges, Henrique Galvão, Hipólito Raposo, J. Lúcio de Azevedo, João do Amaral, João Ameal, João de Castro, João da Rocha Páris, José de Azevedo Castelo Branco, José Osório de Oliveira, José Rebelo, Luís de Almeida Braga, Luís Cabral Moncada, Luís Chaves, Manuel Múrias, Marcelo Caetano, Mário de Albuquerque, Martinho Nobre de Melo, Mussolini, Nuno de Montemor, Pedro Teotónio Pereira, Pequito Rebelo, Rodrigo de Sá Nogueira, Rodrigues Cavalheiro, Rolão Preto, Silva Rego, Simeão Pinto Mesquita.
 
► Precedida pela revista “Alma Portuguesa” [Lovaine, 1913] - onde aparece pela primeira vez a expressão “Integralismo Lusitano” sob a pena de Luís de Almeida Braga - e pelos “Meus Cadernos” (1913-1916), de Mariotte [aliás, padre Amadeu de Vasconcelos], a revista “Nação Portuguesa” assume o projecto e a “direcção do movimento de que foi órgão” [cf. Carlos Ferrão, O Integralismo e a República, vol. I] - o “Integralismo Lusitano” [de 1914 a 1922, ano em que a sua Junta Central decreta a auto-dissolução do movimento].
 
[“O Integralismo Lusitano, como o seu nome indica, pretende reformar integralmente a vida social portuguesa (…) não somos retrógrados, nem somos conservadores – não queremos voltar atrás, nem conservar o que está -; somos, sim, reaccionários e renovadores, - reagimos contra o presente tal qual é e desejamos restabelecer, não o passado que tivemos, mas o presente que hoje teríamos, se influências não portuguesa nos não houvessem desviado do rumo natural da nossa evolução” (Alberto Monsaraz), in Raul Proença. Polémicas, org. Daniel Pires, 1988]
 
Nacionalista, doutrinariamente antiliberal e anti-parlamentar, contra a Democracia e a República, o Integralismo Lusitano decalca a “Action Française” [com evidentes conflitos com o então exilado maurrasiano Mariotte], embora muitos pretendam - em escusa do alto pensamento intelectual e filosófico evidenciado (?) pelo escol, putativamente encarnado na figura recorrente de António Sardinha ou em textos de Hipólito Raposo e outros bons espíritos da época - não ter nenhum fundamento. Como, aliás, a germanofilia assumida de António Sardinha é, de igual modo, e para os seus apaniguados, não provada.  
 
O Integralismo apoia o Sidonismo, participa na revolta de Monsanto (1919) e na Monarquia do Norte, acolhe esperançoso o “28 de Maio”. Ao mesmo tempo desvincula-se da obediência a D. Manuel II. Extingue-se em 1932, integrando-se na Causa Monárquica, se bem que o seu ideário se tenha mantido ao longo de gerações, configurando uma curiosa mixagem de teor neo-integralista.
 
Diga-se que o seu “organicismo tradicionalista” estabelece um conflito com a corrente salazarista [muitos integralistas são demitidos de cargos públicos, como Hipólito Raposo, Afonso Lucas; ou presos, caso de Hipólito Raposo, César de Oliveira; deportados, como o mesmo Hipólito Raposo e Rolão Preto; ou passado á oposição, como Rolão Preto, Pequito Rebelo ou Luís de Almeida Braga], passe o facto de muitos se terem submetido a Salazar (como Costa Leite, Marcelo Caetano, Manuel Múrias, Pedro Teotónio Pereira). Curiosamente, Pequito Rebelo considera [cf. José Manuel Quintas, Filhos de Ramires, 2004, p. 19] que “o salazarismo viria a ser um integralismo pervertido e invertido porque democratizado (embora sob a espécie da democracia cristã) e maçonizado”, contrariando a tese avançada por Braga da Cruz [idem] para quem o salazarismo era uma “democracia-cristã pervertida e invertida, porque integralizada e fascizada”.
 
[ALGUMAS OBRAS A CONSULTAR]: António Costa Pinto, “A formação do integralismo lusitano 1907-17”, revista Análise Social, 72-73-74, 1982 | António Sardinha, “Ao Principio era o verbo”, 1939 | Carlos Ferrão, “O Integralismo e a República”, III vols, | Cecília Barreira, “Sindicalismo e integralismo: o jornal A Revolução 1922-23”, revista Análise Social, 67-68, 1981 | Cecília Barreira, “Três nótulas sobre o integralismo lusitano”, revista Análise Social, 72-73-74, 1982 | Jacinto Ferreira, “O Integralismo Lusitano. Uma doutrina política de ideias novas”, 1991 | João Medina, “Salazar e os Fascistas”, 1978 | José Manuel Quintas, "Filhos de Ramires. As origens do Integralismo Lusitano”, 2004 | Manuel Braga da Cruz, “As origens da Democracia Cristã e o Salazarismo””, 1980 | Manuel Braga da Cruz, “Monárquicos e Republicanos no Estado Novo”, 1986 | Mariotte (Amadeu de Vasconcelos), “O Nacionalismo Rácico do Integralismo Lusitano”, 1917 | Miguel Dias Santos, “A Contra-Revolução na I República (1910-1919)", Impr. U. Coimbra, 2010“ | “Raul Proença, “Obra Política de Raul Proença”, Seara Nova, 1972 | Raul Proença, “Polémicas”, D. Quixote, 1988 | ...| ...|]
 
J.M.M.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

GRUPO EXCURSIONISTA E DE PROPAGANDA ANTI-CLERICAL HELIODORO SALGADO


"Folheto anunciando a realização de uma festa de solidariedade promovida pelo Grupo Excursionista e de Propaganda Anti-Clerical Heliodoro Salgado, em homenagem a A. Bastos Flávio" [10 de Abril de 1910]

via Casa Comum

J.M.M.

ENFERMEIRAS PORTUGUESAS NA GRANDE GUERRA (1914-1918)


Segundo a informação disponibilizada no grupo do Facebook Corpo Expedicionário Português, procede-se à identificação das Enfermeiras Portuguesas da Cruz Vermelha que foram enviadas para a frente de combate:

Relação Nominal do Corpo de Damas Enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa.

As enfermeiras estavam equiparadas a oficiais.
Com o posto de tenente a Sr.ª D.ª Maria Antónia Ferreira Pinto foi superintendente das enfermeiras, ou seja, dama-chefe das enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa na Grande Guerra, tendo prestado serviço de Março de 1917 a Outubro de 1918. Foi a primeira enfermeira a partir para França, logo após os primeiros contingentes de tropas. As restantes enfermeiras tinham todas, o posto de Alferes e foram as seguintes: Sr.ª D.ª Eugénia da Gama Ochoa que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Adelina Galvez que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Eugénia Lapa Botelho que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Antónia Baptista que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Margarida de Brito que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Vivência Teixeira que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Judith Coelho que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Mayer que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Francisca de Oliveira Ferreira que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Amélia Alves Ribeiro que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Dora Westood que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Amélia Sotto Mayor que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Irene Kemp Pinto de Carvalho que serviu de Dezembro de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Eugénia Manoel que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Maria França que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Angélica Plantier que serviu de Novembro de 1917 a Julho
de 1918; Sr.ª D.ª Ângela Botto Machado que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Mary Rangel que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Gladys Cannell que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Eveling Rangel que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Conceição Botelho que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Alda Calheiros Viegas que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Maria da Câmara Leme que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Eduarda Machado que serviu de Novembro de 1917 a Abril de 1918, Sr.ª D.ª Eugénia Machado que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª Maria de Jesus Zarco da Câmara que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª Laurentina Pires que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª May Farmer que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª Luísa da Câmara que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Maria Gil Beltrão que serviu de Novembro de 1917 a Agosto de 1918; Sr.ª D.ª Aurora Shirley que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Geanne Germsys que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Izolinda Veloso da Veiga que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Maria Francisca de Castro Menezes que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Maria da Piedade Lacerda que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Maria Helena da Conceição Silva que serviu de Agosto a Dezembro de 1918.


(Mary Rangel)

Segundo o Jornal o Seculo de 31 de Agosto de 1917 as enfermeiras que partiram para França foram vinte e oito, e “encontram-se, entre elas, dos mais ilustres nomes da nossa terra”.
Ditosa Pátria que tais filhas tem…

A informação foi disponibilizada por Fernando Gomes, AQUI.

Seria muitíssimo interessante conhecermos mais dados biográficos sobre estas corajosas mulheres num contexto tão complexo. Agradecem-se contributos e esclarecimentos.

A.A.B.M.

A MARINHA DE GUERRA PORTUGUESA E A MAÇONARIA


LIVRO: "A Marinha de Guerra e a Maçonaria";
AUTOR: António Ventura;
EDITORA: Nova Veja.

LANÇAMENTO:

DIA: 19 de Dezembro (18,30 horas);
LOCAL: Museu da Marinha (Praça do Império), Lisboa;
ORADOR: Contra-almirante Rui de Abreu & João Freire (ISCTE/IUL).

"A presença de militares na Maçonaria Portuguesa foi uma constante desde o século XVIII, constituindo um dos grupos mais representados nos seus quadros.

Neste livro estuda-se a presença de oficiais da Marinha de Guerra naquela associação, com maior destaque para o segundo quartel do século XIX e as primeiras décadas do século XX, até 1935, ano em que a Maçonaria foi proibida.

 Deste estudo podemos concluir que algumas das figuras fundamentais da História da Marinha Portuguesa estiveram ligadas à Maçonaria, em diversos contextos políticos e com diferentes evoluções nos seus percursos biográficos; exerceram cargos de destaque tanto na Marinha como fora dela, e os seus nomes ficaram associados, àquela instituição militar.

A obra inclui quase duas centenas de biografias de oficiais da Marinha, com referência especial aos seus currículos maçónicos" [ler AQUI]

J.M.M.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A OPOSIÇÃO POLÍTICO-MILITAR AO ESTADO NOVO NO INÍCIO DO 3º QUARTEL DO SÉCULO XX

Hoje, 12 de Dezembro, pelas 18.30h, vai ser apresentada a obra A Oposição Político-Militar ao Estado Novo no Início do 3º Quartel do Século XX, nas instalações da antiga Cooperativa Militar, situada na rua de São José nº 24, em Lisboa.

O interesse desta obra reside muito particularmente na questão da abordagem a alguns acontecimentos ainda com pouco tratamento histórico como o Golpe da Sé, a Abrilada de 1961 e o Assalto ao Quartel de Beja. Segundo consta no convite na apresentação desta obra estarão presentes alguns dos protagonistas destes acontecimentos.

Esta obra resulta da compilação de testemunhos e reflexões apresentadas na conferência sob o mesmo título realizada em 2007.

Este evento conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa.

Uma obra que se recomenda aos interessados no tema.

A.A.B.M.