terça-feira, 24 de dezembro de 2013

GRUPO REPUBLICANO DE ESTUDOS SOCIAIS

Em finais de Agosto de 1896, constituiu-se em Lisboa, o denominado Grupo Republicano de Estudos Sociais, onde é possível encontrar alguns dos nomes importantes da vida cultural  e política portuguesa no século XX, já a colaborarem ou a aproximarem-se do Partido Republicano

Este manifesto do Grupo Republicano de Estudos Sociais que acima se apresenta, consta de um conjunto de princípios orientadores que reunem à sua volta dezenas de médicos, advogados, homens de letras e bacharéis pelo País, num total de 68 personalidades que subscrevem o documento, sendo oriundos das mais variadas localidades de norte a sul do País. Ao longo do tempo e em várias localidades foi realizando conferências, comícios. Durante o VII Congresso do Partido Republicano, realizado em Coimbra, entre 25 e 27 se Setembro de 1897, a actividade do grupo foi reconhecida e alguns dos seus fundadores e elementos directivos passaram a integrar o Directório do partido.

Este grupo, dentro da organização política dos republicanos, acabou por dar origem em 1900 à Liga Académica Republicana. Desenvolveu um trabalho de consolidação e reconhecimento intelectual do partido através de diversas acções públicas e da divulgação do ideário republicano através de conferências e comícios.

A.A.B.M.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ARQUIVO NACIONAL


ARQUIVO NACIONAL (Arquivo de História Antiga e de Crónicas Contemporâneas) Ano I, nº1 (15 Janeiro de 1932) ao Ano XI, nº 573 (30 Dezembro de 1942); Editor: Arménio de Oliveira; Director: Rocha Martins [depois por Gomes Monteiro e Alberto Calderon Diniz]; Calçada do Sacramento, 44 [Rua da Rosa, 51, 2º]; Impressão: Rua do Corpo Santo, 46 [a partir nº3, Rua do Norte, 102-104], 1932-1942, 573 numrs.

"O [Arquivo] Nacional tem um lema: bem servir a Pátria. Claro que não é um semanário anodino. Para isso escusava de aparecer. Tem intentos, vontades, aspirações. Dirige-o quem, tendo vivido sózinho a mór parte da sua existência e servindo um único senhor, o público, já agora não mudará nem de processos nem de amo. (...)

Por isso o Nacional aparece com êste programa: bem servir a Pátria. E como para a bem servir é necessário conhecê-la nas suas tradições, nos seus lances,  nas suas grandezas e nas suas desgraças, lembrámo-nos de, numa fôlha volante, barata, sem luxos, mas aceada, limpinha, propagandear a História de Portugal de forma a instruir o povo, sendo um auxiliar para os escolares, a entreter ócios, não sendo uma saca de erudição como as escritas pelos académicos nem romantizada em suas verdades como num folhetim, mas natural, viva, ardente, brava, a História da nossa terra que canta nas águas e nos ares antes de cantar nas almas. Assim o Nacional dirá do passado que foi epopeia dos navegadores, hoje conglobada na marinha de guerra e mercante; o que representaram as batalhas doutros tempos, evocando os exércitos de então e os da actualidade; mistérios dos palácios, lances de aventureiros, lágrimas de princesas (...).

Dêste modo o Nacional constitui um album onde os estudiosos podem aproveitar, os amigos da leitura divertir-se e as crianças encontram pàginazitas simples nas quais, em vez de contos de fadas, se lhes narra a mais surpreendente das Histórias: a de Portugal (...)" [ler AQUI]

via In-Libris

J.M.M.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

REVISTA "NAÇÃO PORTUGUESA" – ÓRGÃO DO INTEGRALISMO LUSITANO


NAÇÃO PORTUGUESA. [Pola Ley e Pola Grey]. Revista de Filosofia Política [depois, Revista de Cultura Nacionalista] [Órgão do Integralismo Lusitano]; Editores: França e Arménio (Arco de Almedina, 2-4, Coimbra; Impressão: Tip. Teixeira de Mário Antunes Leitão (Rua da Cancela Velha), Porto; 1914-1938, XI Séries:

- I Série, nº 1 (8 de Abril de 1914) ao nº 12 (Novembro de 1916); Dir. Alberto de Monsaraz (Secretário, Nuno de M. Teixeira) [NOTA: A revista “Nação Portuguesa” interrompe-se, sendo substituída pelo diário integralista da tarde “A Monarquia” – 12 de Fevereiro de 1917, com Alberto de Monsaraz na direcção e redactor-chefe, João do Amaral -, reaparecendo depois em Julho de 1922, já sob a direcção de António Sardinha]; Composição: Rua Serpa Pinto, 38, 2º; Impressão Largo do Calhariz, 29 e a partir do nº 8 (Junho 1915) na Tip. Minerva, Av. Trovisqueira, Famalicão;

- II Série [subtítulo: “Revista de Cultura Nacionalista"], nº 1 (Julho de 1922) ao nº 12 (1923);Dir. António Sardinha (Secretario, Domingos de Gusmão Araújo); [NOTA: Alfredo Pimenta sai, em 1924, formando a Acção Realista Portuguesa]; Editor: J. Fernandes Júnior; Propr: a partir do nº 2, Empresa da “Nação Portuguesa” e a partir do nº5 (Novem 1922), da “Sociedade Integralista Editora, Lda”; Composição: largo do Directório, nº8, 3º; Impressão: Largo do Calhariz, 29 [no nº 9 – por dificuldades (!?) de tipografia – e no nº 12, na Typ. Tirsense, Santo Tirso];

- III Série [subtítulo: “Revista de Cultura Nacionalista"], nº 1 (1924) ao nº 12 (1926); Dir. António Sardinha [apenas nos 2 primeiros números, tendo, pela morte de A. Sardinha a 10 de Janeiro de 1925, assumido a direcção da revista Manuel Múrias e Rodrigues Cavalheiro (nº3) no lugar de secretário] (Secretário, Manuel Múrias); Editor e Propr.: J. Fernandes Júnior; Impressão: Rua da Horta Seca, 7, Lisboa [no seu nº3, na Imprensa Beleza, R. da Rosa, 99-107, Lisboa];

- IV Série [subtítulo: “Revista de Cultura Nacionalista"], de 1926 a 1928; Dir. Manuel Múrias (Secretário, Marcelo Caetano, a partir de Novembro de 1927); Editor e Propr.: J. Fernandes Júnior; Redacção: Largo do Directório, 8, 3º; Impressão: Imprensa Beleza, R. da Rosa, 99-107, Lisboa;

- V Série, nº1 (Julho de 1928) ao nº12 (Junho de 1929); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Marcelo Caetano); idem

- VI Série, nº1 (1929) ao nº12 (1931); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Marcelo Caetano);
 
DEPOIS, a revista passa a publicar-se em volumes:

- Volume VII, nº1 (1932) ao nº 12 (1933); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Fernando Campos);

- Volume VIII, 1933 a 1934 (seis fasc.); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Fernando Campos);

- Volume IX, 1934 (seis fasc.); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Fernando Campos);

- Volume X, 1936 a 1937 (seis fasc.); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Fernando Campos);

- Volume XI, 1937 a 1938 (seis fasc.); Dir. Manuel Múrias (Secretário, Fernando Campos);
 
[Alguma] Colaboração/Artigos: A. Botelho da Costa Veiga, Adriano Xavier Cordeiro, Afonso Lopes Vieira, Afonso Lucas, Alberto de Monsaraz, Alfredo Pimenta, Álvaro Maia, Amadeu de Vasconcelos (Mariotte), António Ferro, António Pedro, António Sardinha (António de Monforte), Ayres de Ornelas, Augusto da Costa, Avelino Soares, Bettencourt Rodrigues, Caetano Beirão, Carlos Malheiro Dias, Carlos de Passos, Castelo Branco Chaves, Cunha Saraiva, D. Luís de Castro, Domingos Garcia Pulido, Domingos de Gusmão Araújo, Eduardo Brasão, Feliciano Ramos, Fernando Amado, Fernando Campos, Fernando Pires de Lima, Ferreira Deusdado, Francisco L. Vieira de Almeida, Francisco de Sousa Gomes Veloso, Francisco Vieira de Almeida, Gonçalves Cerejeira, Gustavo Ferreira Borges, Henrique Galvão, Hipólito Raposo, J. Lúcio de Azevedo, João do Amaral, João Ameal, João de Castro, João da Rocha Páris, José de Azevedo Castelo Branco, José Osório de Oliveira, José Rebelo, Luís de Almeida Braga, Luís Cabral Moncada, Luís Chaves, Manuel Múrias, Marcelo Caetano, Mário de Albuquerque, Martinho Nobre de Melo, Mussolini, Nuno de Montemor, Pedro Teotónio Pereira, Pequito Rebelo, Rodrigo de Sá Nogueira, Rodrigues Cavalheiro, Rolão Preto, Silva Rego, Simeão Pinto Mesquita.
 
► Precedida pela revista “Alma Portuguesa” [Lovaine, 1913] - onde aparece pela primeira vez a expressão “Integralismo Lusitano” sob a pena de Luís de Almeida Braga - e pelos “Meus Cadernos” (1913-1916), de Mariotte [aliás, padre Amadeu de Vasconcelos], a revista “Nação Portuguesa” assume o projecto e a “direcção do movimento de que foi órgão” [cf. Carlos Ferrão, O Integralismo e a República, vol. I] - o “Integralismo Lusitano” [de 1914 a 1922, ano em que a sua Junta Central decreta a auto-dissolução do movimento].
 
[“O Integralismo Lusitano, como o seu nome indica, pretende reformar integralmente a vida social portuguesa (…) não somos retrógrados, nem somos conservadores – não queremos voltar atrás, nem conservar o que está -; somos, sim, reaccionários e renovadores, - reagimos contra o presente tal qual é e desejamos restabelecer, não o passado que tivemos, mas o presente que hoje teríamos, se influências não portuguesa nos não houvessem desviado do rumo natural da nossa evolução” (Alberto Monsaraz), in Raul Proença. Polémicas, org. Daniel Pires, 1988]
 
Nacionalista, doutrinariamente antiliberal e anti-parlamentar, contra a Democracia e a República, o Integralismo Lusitano decalca a “Action Française” [com evidentes conflitos com o então exilado maurrasiano Mariotte], embora muitos pretendam - em escusa do alto pensamento intelectual e filosófico evidenciado (?) pelo escol, putativamente encarnado na figura recorrente de António Sardinha ou em textos de Hipólito Raposo e outros bons espíritos da época - não ter nenhum fundamento. Como, aliás, a germanofilia assumida de António Sardinha é, de igual modo, e para os seus apaniguados, não provada.  
 
O Integralismo apoia o Sidonismo, participa na revolta de Monsanto (1919) e na Monarquia do Norte, acolhe esperançoso o “28 de Maio”. Ao mesmo tempo desvincula-se da obediência a D. Manuel II. Extingue-se em 1932, integrando-se na Causa Monárquica, se bem que o seu ideário se tenha mantido ao longo de gerações, configurando uma curiosa mixagem de teor neo-integralista.
 
Diga-se que o seu “organicismo tradicionalista” estabelece um conflito com a corrente salazarista [muitos integralistas são demitidos de cargos públicos, como Hipólito Raposo, Afonso Lucas; ou presos, caso de Hipólito Raposo, César de Oliveira; deportados, como o mesmo Hipólito Raposo e Rolão Preto; ou passado á oposição, como Rolão Preto, Pequito Rebelo ou Luís de Almeida Braga], passe o facto de muitos se terem submetido a Salazar (como Costa Leite, Marcelo Caetano, Manuel Múrias, Pedro Teotónio Pereira). Curiosamente, Pequito Rebelo considera [cf. José Manuel Quintas, Filhos de Ramires, 2004, p. 19] que “o salazarismo viria a ser um integralismo pervertido e invertido porque democratizado (embora sob a espécie da democracia cristã) e maçonizado”, contrariando a tese avançada por Braga da Cruz [idem] para quem o salazarismo era uma “democracia-cristã pervertida e invertida, porque integralizada e fascizada”.
 
[ALGUMAS OBRAS A CONSULTAR]: António Costa Pinto, “A formação do integralismo lusitano 1907-17”, revista Análise Social, 72-73-74, 1982 | António Sardinha, “Ao Principio era o verbo”, 1939 | Carlos Ferrão, “O Integralismo e a República”, III vols, | Cecília Barreira, “Sindicalismo e integralismo: o jornal A Revolução 1922-23”, revista Análise Social, 67-68, 1981 | Cecília Barreira, “Três nótulas sobre o integralismo lusitano”, revista Análise Social, 72-73-74, 1982 | Jacinto Ferreira, “O Integralismo Lusitano. Uma doutrina política de ideias novas”, 1991 | João Medina, “Salazar e os Fascistas”, 1978 | José Manuel Quintas, "Filhos de Ramires. As origens do Integralismo Lusitano”, 2004 | Manuel Braga da Cruz, “As origens da Democracia Cristã e o Salazarismo””, 1980 | Manuel Braga da Cruz, “Monárquicos e Republicanos no Estado Novo”, 1986 | Mariotte (Amadeu de Vasconcelos), “O Nacionalismo Rácico do Integralismo Lusitano”, 1917 | Miguel Dias Santos, “A Contra-Revolução na I República (1910-1919)", Impr. U. Coimbra, 2010“ | “Raul Proença, “Obra Política de Raul Proença”, Seara Nova, 1972 | Raul Proença, “Polémicas”, D. Quixote, 1988 | ...| ...|]
 
J.M.M.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

GRUPO EXCURSIONISTA E DE PROPAGANDA ANTI-CLERICAL HELIODORO SALGADO


"Folheto anunciando a realização de uma festa de solidariedade promovida pelo Grupo Excursionista e de Propaganda Anti-Clerical Heliodoro Salgado, em homenagem a A. Bastos Flávio" [10 de Abril de 1910]

via Casa Comum

J.M.M.

ENFERMEIRAS PORTUGUESAS NA GRANDE GUERRA (1914-1918)


Segundo a informação disponibilizada no grupo do Facebook Corpo Expedicionário Português, procede-se à identificação das Enfermeiras Portuguesas da Cruz Vermelha que foram enviadas para a frente de combate:

Relação Nominal do Corpo de Damas Enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa.

As enfermeiras estavam equiparadas a oficiais.
Com o posto de tenente a Sr.ª D.ª Maria Antónia Ferreira Pinto foi superintendente das enfermeiras, ou seja, dama-chefe das enfermeiras da Cruz Vermelha Portuguesa na Grande Guerra, tendo prestado serviço de Março de 1917 a Outubro de 1918. Foi a primeira enfermeira a partir para França, logo após os primeiros contingentes de tropas. As restantes enfermeiras tinham todas, o posto de Alferes e foram as seguintes: Sr.ª D.ª Eugénia da Gama Ochoa que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Adelina Galvez que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Eugénia Lapa Botelho que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Antónia Baptista que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Margarida de Brito que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Vivência Teixeira que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Judith Coelho que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Mayer que serviu de Novembro de 1917 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Francisca de Oliveira Ferreira que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Amélia Alves Ribeiro que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Dora Westood que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Maria Amélia Sotto Mayor que serviu de Agosto de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Irene Kemp Pinto de Carvalho que serviu de Dezembro de 1918 a Janeiro de 1919; Sr.ª D.ª Eugénia Manoel que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Maria França que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Angélica Plantier que serviu de Novembro de 1917 a Julho
de 1918; Sr.ª D.ª Ângela Botto Machado que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Mary Rangel que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Gladys Cannell que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Eveling Rangel que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Conceição Botelho que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Alda Calheiros Viegas que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Maria da Câmara Leme que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Eduarda Machado que serviu de Novembro de 1917 a Abril de 1918, Sr.ª D.ª Eugénia Machado que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª Maria de Jesus Zarco da Câmara que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª Laurentina Pires que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª May Farmer que serviu de Novembro de 1917 a Junho de 1918; Sr.ª D.ª Luísa da Câmara que serviu de Novembro de 1917 a Julho de 1918; Sr.ª D.ª Maria Gil Beltrão que serviu de Novembro de 1917 a Agosto de 1918; Sr.ª D.ª Aurora Shirley que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Geanne Germsys que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Izolinda Veloso da Veiga que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Maria Francisca de Castro Menezes que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Maria da Piedade Lacerda que serviu de Agosto a Dezembro de 1918; Sr.ª D.ª Maria Helena da Conceição Silva que serviu de Agosto a Dezembro de 1918.


(Mary Rangel)

Segundo o Jornal o Seculo de 31 de Agosto de 1917 as enfermeiras que partiram para França foram vinte e oito, e “encontram-se, entre elas, dos mais ilustres nomes da nossa terra”.
Ditosa Pátria que tais filhas tem…

A informação foi disponibilizada por Fernando Gomes, AQUI.

Seria muitíssimo interessante conhecermos mais dados biográficos sobre estas corajosas mulheres num contexto tão complexo. Agradecem-se contributos e esclarecimentos.

A.A.B.M.

A MARINHA DE GUERRA PORTUGUESA E A MAÇONARIA


LIVRO: "A Marinha de Guerra e a Maçonaria";
AUTOR: António Ventura;
EDITORA: Nova Veja.

LANÇAMENTO:

DIA: 19 de Dezembro (18,30 horas);
LOCAL: Museu da Marinha (Praça do Império), Lisboa;
ORADOR: Contra-almirante Rui de Abreu & João Freire (ISCTE/IUL).

"A presença de militares na Maçonaria Portuguesa foi uma constante desde o século XVIII, constituindo um dos grupos mais representados nos seus quadros.

Neste livro estuda-se a presença de oficiais da Marinha de Guerra naquela associação, com maior destaque para o segundo quartel do século XIX e as primeiras décadas do século XX, até 1935, ano em que a Maçonaria foi proibida.

 Deste estudo podemos concluir que algumas das figuras fundamentais da História da Marinha Portuguesa estiveram ligadas à Maçonaria, em diversos contextos políticos e com diferentes evoluções nos seus percursos biográficos; exerceram cargos de destaque tanto na Marinha como fora dela, e os seus nomes ficaram associados, àquela instituição militar.

A obra inclui quase duas centenas de biografias de oficiais da Marinha, com referência especial aos seus currículos maçónicos" [ler AQUI]

J.M.M.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A OPOSIÇÃO POLÍTICO-MILITAR AO ESTADO NOVO NO INÍCIO DO 3º QUARTEL DO SÉCULO XX

Hoje, 12 de Dezembro, pelas 18.30h, vai ser apresentada a obra A Oposição Político-Militar ao Estado Novo no Início do 3º Quartel do Século XX, nas instalações da antiga Cooperativa Militar, situada na rua de São José nº 24, em Lisboa.

O interesse desta obra reside muito particularmente na questão da abordagem a alguns acontecimentos ainda com pouco tratamento histórico como o Golpe da Sé, a Abrilada de 1961 e o Assalto ao Quartel de Beja. Segundo consta no convite na apresentação desta obra estarão presentes alguns dos protagonistas destes acontecimentos.

Esta obra resulta da compilação de testemunhos e reflexões apresentadas na conferência sob o mesmo título realizada em 2007.

Este evento conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa.

Uma obra que se recomenda aos interessados no tema.

A.A.B.M.

CONFERÊNCIA - RECONHECIMENTO DO GOL EM 1802. INTERESSES EM CONFRONTO


CONFERÊNCIA:"Reconhecimento do GOL em 1802 – Interesses em confronto”.

ORADOR: Manuel Pinto dos Santos;
DIA: 13
de Dezembro (19,00 horas);
LOCAL:
Grémio Lusitano;
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Sextas de Arte Real”].

"Esta conferência visa abordar um tema fundacional da organização da Maçonaria em Portugal em que, ainda nos dias de hoje, o enquadramento da actividade dos seus membros, neste período do século XVIII e início de XIX, não se encontra completamente decifrado e compreendido.


Esta época foi um período de extrema riqueza da história da Maçonaria em Portugal e do próprio país, no concerto da Europa e dos interesses dos grandes impérios que então se degladiavam no nosso país: Inglaterra e França.

A intervenção da figura carismática do primeiro ministro de D. José, Sebastião de Carvalho e Melo, que ficou para a história como Marquês de Pombal, déspota iluminista, e que teve um papel determinante na história de Portugal (pela expulsão dos jesuítas, o término da inquisição, a reforma do ensino, da administração, da economia, das finanças e do sistema militar), igualmente o teve na história da maçonaria portuguesa, ao permitir o seu alargado funcionamento e desenvolvimento.

 Posteriormente as figuras dos embaixadores Marechal Jean Lannes, que chega a exigir a demissão de Pina Manique e seguidamente a actuação do Marechal Junot, que é colocado em Portugal por Napoleão com a missão diplomática de induzir o país a fechar os portos aos navios ingleses e a estipular um tratado de aliança com o império francês e Espanha, permite-nos compreender a complexidade da situação que então se vivia em Portugal, com os evidentes reflexos no funcionamento e organização da Maçonaria em Portugal, e que culminou mais tarde nas Invasões Francesas, com a saída da Família Real para o Brasil.

É neste contexto complexo que a figura impar de Hipólito José da Costa, secretário pessoal do Duque de Sussex, filho do Rei Jorge III de Inglaterra e posterior Grão-Mestre da Grande Loja Unida de Inglaterra, desempenha um papel decisivo (confirmado por William Preston, no seu “Illustrations of Masonry”, de 1812) ao conseguir, como representante plenipotenciário de quatro Lojas portuguesas, em 12 de Maio de 1802, junto da Grande Loja dos Modernos, a Carta Patente de reconhecimento de uma Grande Loja em Portugal.

Esta conferência visa abordar detalhadamente esta situação então vivida por Portugal, no concerto dos interesses das grandes potências europeias de então e o papel decisivo de Hipólito José da Costa na criação da estrutura organizativa da Maçonaria em Portugal, que se encontra em funcionamento permanente e ininterrupto desde essa época até agora, mas também da enorme importância que desempenhou na independência e na cultura do Brasil, concretamente, na criação da imprensa brasileira.

A importância e relevância crucial destas situações pretéritas, projectou até aos dias de hoje duas visões e formas diferenciadas de praticar a maçonaria – a inglesa e saxónica e a francesa e continental europeia -, que se reflectiram nas questões da regularidade ou não regularidade e nas diferenças da prática ritualística maçónicas, através da adopção e organização de distintos ritos maçónicos

Esta conferência visa, deste modo, clarificar alguns problemas magnos que se centram em torno destas questões e dos reflexos que ainda hoje se expressam, e de que maneira, na praxis e organização da Maçonaria em Portugal” [ler AQUI]

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do MuseuMaçónico Português]
 J.M.M.

 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

MARCELO CAETANO, MARCELISMO E "ESTADO SOCIAL"

 
Realiza-se amanhã, 10 de Dezembro de 2013, na Fundação Mário Soares, em Lisboa, pelas 18 horas, a apresentação da obra do Professor Luís Reis Torgal intitulada Marcelo Caetano, Marcelismo e "Estado Social".
 
A apresentação da obra será feita pelo Doutor Luís Bigotte Chorão.
 
Uma oportunidade para conhecer um pouco melhor a obra de investigação e interpretação histórica dos momentos finais do Estado Novo, sobretudo na sua dimensão de "Estado Social" e os objectivos que estavam subjacentes à política então seguida. Relembrando que alguns dos pressupostos das políticas assistencialistas começaram a ser desenvolvidas ainda que de forma embrionária no período final da Ditadura, tendo sido sobretudo aprofundados e alargados com o advento da Democracia em Abril de 1974.
 
A.A.B.M.

domingo, 8 de dezembro de 2013

PERFIS DOS HOMENS MAIS NOTÁVEIS DA PARVÓNIA POR UM CONHECEDOR DE ESPÉCIES RARAS – RAUL PROENÇA


[Ms] Perfis dos homens mais notáveis da parvónia por um conhecedor de espécies rarasRaul Proença [Outubro de 1907 ?]

Raul Proença, polemista temível e um dos maiores propagandistas da República, colaborou em diversos periódicos, desde os seus 20 anos. Em alguns, como o semanário “Círculo das Caldas”, “Democracia do Sul” (Montemor-o-Novo), “Semana Alcobacense”, “Heraldo de Tavira”, “O Republicano” (de Alcobaça), “A Vanguarda”, deixou prosa farta, irónica, combativa, mordaz.

De Raul Proença há um manuscrito de 9 pgs que “representa um documento vivo sobre a sociedade alcobacense da época”. De referir que Raul Proença vai residir em Alcobaça a partir de 1906, onde lecciona um curso particular. Num artigo seu publicado no “Círculo das Caldas”, em Novembro desse ano, afirma: “Sou republicano e livre-pensador por um ditame de consciência ou, por outras palavras, por um mandamento de moral” [in “O teatro”, nº 549 – cf. Daniel Pires, “Raul Proença. Polémicas”, 1988]

Desse manuscrito, que só se conhece o I fascículo, possivelmente datado [cf. Daniel Pires, ibidem] de Outubro de 1907, há uma curiosa referência que foi publicada no jornalDiário de Lisboa”, de 13 de Julho de 1978. [ver AQUI e AQUI] 
 
J.M.M.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

OBRIGADO, NELSON MANDELA!




NELSON MANDELA [1918-2013]

“De dentro da noite que me cobre,
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.

Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.
 
Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.
 
Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma”
 
[William Ernest Henley, in Invictus – poema que inspirou Nelson Mandela, durante o seu tempo de prisão]


"Olá MADIBA, chegou a hora da partida, sei que vais decerto para a alameda da liberdade que nos falava o Allende, na tua procura em primeiro lugar pela Igualdade e Fraternidade entre os meninos/homens, os quais pela tua postura fizeste-os crescer.

É com orgulho meu, participar na tua Demanda nesta nossas vidas com Ar, mas, estou grato por te conhecer, embora longe em kilómetros, mas perto nas ideias.
Para um 'anjo' caido como tú, vais decerto ser recebido no Alto, com o respeito que mereces, obrigado pela tua lição..."

[João Batista, via João Batista Facebook]

J.M.M.

III CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA DE AVEIRO (1973-2013)

No próximo sábado, 7 de Dezembro de 2013, realiza-se a cerimónia comemorativa dos 40º aniversário do III Congresso da Oposição Democrática de Aveiro (1973-2013), com um conjunto de iniciativas com alguns dos participantes, historiadores e políticos.

O encontro realiza-se na Universidade de Aveiro a partir das 9 horas da manhã.

O programa conta com a participação de Vítor Dias, José Tengarrinha, Pedro Coelho, Fernando Rosas, José Pacheco Pereira, Luís Reis Torgal e Luísa Tiago de Oliveira, Rui Tavares, Pedro Adão e Silva, Manuel Carvalho da Silva, Frei Bento Domingues, Tatiana Moutinho, Flávio Sardo e Neto Brandão.

O programa completo pode ser consultado AQUI.

Um evento cuja memória viva ainda existe, onde a História já tem dado alguns contributos, mas essencialmente, foi o impulso para derrubar o Estado Novo.

Porque por aqui nos preocupamos com a preservação da memória...

Uma iniciativa que se recomenda a todos os que se interessam pela temática. 

A.A.B.M.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

NÓS, OS DE "ORFEU" - COLÓQUIO NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA

No próximo dia 5 de Dezembro de 2013, entre as 10 h e as 18 h, vai realizar-se sob a coordenação da Professora Doutora Teresa Rita Lopes, um excelente colóquio dedicado à revista "Orfeu" e ao papel que desempenhou na sociedade portuguesa do início do século XX, na Academia das Ciências de Lisboa.

Contando com um conjunto extremamente interessante de colaboradores onde a dificuldade reside em destacar especialistas no tema, sendo todos de grande qualidade como a coordenadora do colóquio, Teresa Rita Lopes, João Bigotte Chorão, Eugénio Lisboa, José Augusto-França, António Valdemar, Mário Vieira de Carvalho, Júlio Pomar ou Artur Anselmo, entre os mais prestigiados.

O programa detalhado do colóquio pode consultado AQUI.

Uma excelente iniciativa que se recomenda vivamente a quem tiver oportunidade de acompanhar este excelente colóquio, com a garantia de qualidade e prestígio da Academia de Ciências de Lisboa.

A.A.B.M.

JAIME CORTESÃO NO EXÍLIO (1929)


JAIME CORTESÃO e esposa, Filipe Mendes e esposa, e Raul Proença, no exílio de Jaime Cortesão, em Boulogne-sur-Mer (1929)
FOTO via Casa Comum
J.M.M.

A FLECHA. PANFLETO POLÍTICO


A FLECHA. Panfleto político de publicação quinzenal – Ano I, nº1 (28 Fevereiro 1926) ao nº 3 (1 Abril 1926); Director, Editor e Proprietário: Evaristo de Carvalho; Administração e Oficinas: Travessa das Mercês, 31, Lisboa; Impressão: Tip. Formosa (Rua do Século, 2 C, 1º), Lisboa; 1926, III numrs [Ficha Histórica AQUI]


“… A nossa política, é hoje, um grande arraial, com balcões e tavolagens, por toda a parte. Por todas a parte, se compra e vende e, por toda a parte, se joga. A mercadoria mais cotada, a mais cobiçada, a mais disputada, é o inconsciente voto do aldeão, a influência eleitoral do caíque provinciano. E os jogos mais em voga são: o jogo da incompetência, o jogo da ignorância atrevida e louca, o jogo da ambição grotesca, o jogo do videirismo trepador, o jogo das deslealdades e traições, ….”

A FLECHA. Panfleto Político AQUI DIGITALIZADO

J.M.M.

domingo, 1 de dezembro de 2013

LEILÃO DE LIVROS DA LIVRARIA LUÍS BURNAY

Realiza-se a partir de 3, 4 e 5 de Dezembro um importante leilão de livros e manuscritos, na sua maior parte provenientes da biblioteca do Coronel Anacleto Pinto da Cunha e Paiva, na Livraria Luís Burnay.

Pode ler-se a informação essencial no texto que se segue disponível na página electrónica da livraria:

Os Exmos. Clientes interessados no leilão e que não possam assistir, ao mesmo, poderão enviar-nos a indicação dos limites máximos das suas ofertas, para cada lote, por escrito ou telefonicamente, com a devida antecedência
ORDEM DOS LOTES
3 de Dezembro, terça-feira…………….…………………..1 a 300
4 de Dezembro, quarta-feira……………………………301 a 600
5 de Dezembro, quinta-feira……………………601 a 869

O leilão realiza-se nos dias 3, 4 e 5 de Dezembro pelas 18 horas, na sala de pregão da nossa livraria

Os livros encontram-se em exposição na livraria nos dias 29 e 30 de Novembro e dia 2 de Dezembro no horário normal de funcionamento (10h- 13h / 15h – 19h) e nas manhãs dos próprios dias de leilão.
Porque o catálogo é muito interessante, com múltiplas obras e publicações relacionadas com o período da República, desde as obras de Rocha Martins, muitas publicações periódicas, algumas delas, sobretudo as ligadas ao movimento socialista e operário em Portugal no início do século XX, que terão sido inicialmente reunidas por José Cipriano da Costa Goodolphim e que são bastante raras. Permitam-nos portanto o destaque ao lote:

439. JORNAIS POLITICOS PORTUGUESES DO SÉC.XIX.- Colecção de 28 jornais políticos de finais do século XIX quase todos de índole socialista/republicana, com especial destaque para alguns anarquistas. Este importante conjunto foi formado por José Cipriano da Costa Goodolfim, notável publicista e paladino das associações mutualistas portuguesas, é muito significativo, não só por estarem todos muito bem conservados o que nestas publicações periódicas é muito raro, mas também porque quase sempre apresentam sequências seguidas ou com faltas pouco importantes. Salientamos ainda que de muitos dos títulos presentes só se conhecem exemplares na Biblioteca Nacional, e em alguns deles as sequências aqui presentes são inclusivamente mais ricas. Num ou noutro caso parecem mesmo não existir em nenhuma das principais bibliotecas públicas, ou não estão registados na Porbase. Apresentamos por ordem alfabética os Jornais:

- AURORA COMMERCIAL : Orgão dos Caixeiros Portuguezes.- 1º Anno Nº 1 ( 31 de Outubro de 1876) a 1º Anno Nº 8 (17 de Dezembro de 1876).-Lisboa: Typographia popular, 1876.- 8 numeros; 44cm.-E Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Só existe na B.N. e esta colecção apresenta a mesma sequencia de numeros.

- BOHEMIO (O) : Semanario litterario e Humoristico .- Anno I Nº 1 ( 7 Julho 1891) a Anno I Nº 7 (18 Agosto, 1891).- Elvas: S.n., 1891.- 7 numeros; 37cm.-E Colecção provavelmente completa de tudo quanto se publicou. Só existe na B.N. e na Biblioteca do Porto e ambas as colecções terminam no Nº 6.

- CAMINHO (O) / editor A. J. Costa .- 1º Anno Nº 1 (21 Março 1897) a 1º Anno Nº 5 (25 Abril 1897).- Coimbra: Typographia d' O Caminho, 1897.- 5 numeros; 43cm.-E Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Parece só existir o 1º numero na B.N.

- CONQUISTA DO BEM : Anarchista / editor Antonio José da Costa.- Anno I Nº 1 (27 Maio 1894) a Anno I Nº 4 ( 29 Junho 1894).- Coimbra: S.n., 1894.- 4 numeros; 36cm.-E + MANIFESTO do Grupo Anarchista de Coimbra - Conquista do Bem .- Folha volante. Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Parece só existir na B.N. e esta colecção apresenta a mesma sequência e também o raríssimo manifesto.

- COOPERATIVA (A) : Orgão das Associações Operarias e do Operariado em Geral / editor Georgino Alberto Corrêa.- Anno I Nº 1 (18 Julho 1895) a Anno I Nº 11 (26 Setembro1895).- Alenquer: Typographia e Papelaria H. Campeão, 1895.-11 numeros; 45cm.-E Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou deste jornal politico e regional de Alenquer. Só existe na B.N. e apenas os primeiros seis numeros.

- ECCO SOCIALISTA: Orgão do Centro Operario de Propaganda Socialista / editor responsável Primo José da Rocha.- 1º Anno Nº 1 (8 Fevereiro 1892) a 1º Anno Nº 39 (18 Dezembro 1892).- Porto: Typographia de Antonio Alexandrino, 1892.- 39 numeros; 45cm.-B

- ECCO SOCIALISTA: Orgão do Partido Socialista no Norte / editor responsável Manuel Filippe Ratto.- Anno II (2º serie) Nº 1 (1 Janeiro 1899) a Anno IV (2ª serie) Nº 116 (1 Maio 1901).- Porto: Typographia da Empresa Litteraria e Typographica, 1899-1901.- 116 numeros; 49cm.-E Conjunto seguido e provavelmente de tudo quanto se publicou. Presumimos que deva ser a colecção seguida mais significativa e sem faltas conhecida até agora, pois só existe na B.N. (até ao 1º numero da 2ª Serie) e na Biblioteca do Porto até ao Nº 78 da 2ª serie. De particular interesse o ultimo numero desta colecção (116) constituir um numero especial dedicado ao 1º de Maio de 1901.

 - ECHOS DA GARDUNHA / editor e proprietario Antonio Maria Novo.- Anno I Nº 1 (9 Agosto 1900) a Anno I Nº 13 (1 Novembro 1900).- Fundão: Typographia Correia & Irmão-Alpedrinha, 1900.- 13 numeros; 44cm.-E Conjunto seguido e provavelmente de tudo quanto se publicou. Presumimos que possa ser a única colecção até agora conhecida, pois parece estar ausente das principais bibliotecas publicas.

 - ECHO (O) METALLURGICO : Jornal Semanal ; orgão da Confederação das Associações de Classe Metallurgicas de Lisboa e do Povo / editor responsavel Paulo Fonseca.- Anno I Nº 1 ( 3 Novembro 1895) a Anno II Nº 85 ( 22 Agosto 1897).- Lisboa: Typographia do Commercio, 1895-1898).- 81 numeros; 45cm.-E A esta colecção faltam os numeros 49, 78-80. Só existe na B.N. com sequencia igual, mas sem faltas. Nesta colecção está presente um numero especial (último publicado?) não numerado publicado no 1º de Maio de 1898, e não referido na colecção da B.N.

- FEDERAÇÃO-COMMERCIAL: Orgão dos Empregados no Commercio.- 1º Anno Nº 1 ( 25 de Março de 1877) a 1º Anno Nº 13 ( 17 de Junho de 1877).- Lisboa: Typographia do Diario do Commercio, 1877.- 13 numeros;44cm.-E. Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Parece só existir na B.N. e a nossa colecção apresenta a mesma sequência de numeros.

- GARLOPA (A) : Orgão dos Carpinteiros Civis ; publicação mensal redactor Costa Goodolphim.- 1º Anno Nº programma (Março, 1886) e 1º Anno Nº 1 (Abril, 1886).-Lisboa: Atheneu Operario Cooperativa de Producção typographica, 1886.- 2 numeros; 42cm.-E Parece que só se publicaram dois números deste jornal mensal. Só existem na B.N.

 - GAZETA (A) LITTERARIA: Periodico artistico e recreativo / redactor P.M. da Silva Costa; responsavel J.J. E. de Carvalho.- 1º Anno Nº 1 (5 Outubro 1867) a 1º Anno Nº 24 ( 28 Março 1868).-Lisboa: Typ. De Maria da Madre de Deus, 1867-1868.- 24 numeros; 37 e 39cm.-E Colecção seguida. A B.N. possui uma colecção seguida até ao Nº 31.

- GRAPHICO (O) : Orgão da Liga das Artes Graphicas / editor responsavel Victor José de Sousa.- Anno I Nº 1 ( 1 Junho 1890) a Anno I Nº 18 ( 9 Novembro 1890).- Lisboa: Typographia "Phenix", 1890.- 18 numeros; 45cm.-E. Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Parece só existir na B.N. e a nossa colecção apresenta a mesma sequência.

- LANTERNA HOSPITALAR (A) : Folha Bi-Mensal ; orgão dos empregados dos Hospitaes do Reino / fundador José Maria de Mendonça ; editor responsável J. Garcia de Lima.- Anno I Nº 1 (10 Outubro 1896) a Anno I Nº 7 (14 Janeiro 1896).- Lisboa: Typographia Lucas, 1896.- 7 numeros; 46cm.-E Colecção seguida e já muito significativa. Parece só existir na B.N.( com 8 numeros).

- LUZ (A) : Periodico Republicano / Redactor principal Felizardo de Lima; collaboradores : Dr. Alves da Veiga, Dr. Antonio Claro, Dr. António José d'Almeida, Dr. Consiglieri Pedroso, Heleodoro Salgado, DR. Jacintho Nunes, João Chagas, José Sampaio (Bruno), Dr. Theophilo Braga…-I Anno Nº 1 ( 31Janeiro 1894) a I Anno Nº 40 (5 Dezembro 1894).- Lamego: Minerva da Loja Vermelha, 1894.- 40 numeros; 48cm.-E Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Parece só existir na B.N. e com sequência igual a esta.

 - OBRA (A) : orgão dos Carpinteiros Civis ; hebdomadario / editor Paulo Fonseca.- Anno V Nº 120 ( 1 Maio 1897) a Anno XIII Nº 584 (21 Abril 1906).- Lisboa:Tipografia do Commercio, 1897-1906.- 3 vols. ; 47cm.-E Apenas com falta dos seguintes numeros; 257-360, 369. Parece só existir na B.N. A nossa colecção apesar de não conter os primeiros 119 numeros apresenta mais 46 numeros (542 a 584) que a da B.N.

 - OBRA (A) : orgão dos Carpinteiros Civis ; hebdomadario / editor Paulo Fonseca.- Anno V Nº 120 ( 1 Maio 1897) a Anno XIII Nº 584 (21 Abril 1906).- Lisboa:Tipografia do Commercio, 1897-1906.- 3 vols. ; 47cm.-E Apenas com falta dos seguintes numeros; 257-360, 369. Parece só existir na B.N. A nossa colecção apesar de não conter os primeiros 119 numeros apresenta mais 46 numeros (542 a 584) que a da B.N.

- PARTIDO (O) OPERARIO : Folha Socialista / editor Paulo da Fonseca.- Anno I Nº 1 (9 Setembro 1894) a Anno I Nº 7 ( 30 Outubro 1894).- Lisboa: Typographia do Commercio, 1894.- 7 numeros.; 46cm.-E Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Parece só existir na B.N. e apenas até ao Nº 4.

- PLEBE (A): Semanario Independente / proprietario e gerente C. d'Avila; administrador A.J. da Silva.- Lisboa: Illydio Analide da Costa, 1894.- 35 numeros; 46cm.-E Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Parece só existir da B.N. e com sequência igual a esta.

 - 1º DE MAIO (O) : Folha Operária / redactor Alfredo Cabral ; administrador Correia de Carvalho.- 1º Anno Nº 1 (1 de Maio 1891) a 1º Anno Nº 2 (10 de Maio 1891).-Lisboa: Paulo da Fonseca, 1891.- 2 numeros; 42cm.-E Estes dois números devem provavelmente devem ser tudo quanto se publicou. Parece só existir na B.N. e que só possui o 1º numero.

 - PROPAGANDA (A) : Anarchista / editor Francisco Borges Espirito Santo .- Anno I Nº 1 (13 Fevereiro 1894) a Anno II Nº 61 ( 23 Junho 1895).- Lisboa: Typ. Rua do Diario de Noticias, 1895.- 61 numeros; 38cm.-E Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Parece só existir na B.N. uma colecção apenas até ao nº 31.

 - QUESTÃO (A) SOCIAL : orgão dos trabalhadores; publicação semanal/ administrador Antonio Ernesto Dias da Silva; editor responsavel Thomaz Rodrigues Mathias.- Anno I Nº 1 ( 1 Maio 1900) a Anno I Nº 26 ( 4 Novembro 1900).- Lisboa: A Liberal, 1900.- 26 numeros; 44cm.-E Colecção seguida e muito significativa. Parece só existir na B.N. uma colecção com um oitavo número.

 - REPUBLICA (A) SOCIAL: Publicação Semanal / editor responsável e administrador Victor José de Souza ; Redacção, Azedo Gneco, Nobre França, Ramos Lourenço, Augusto de Macedo, Nunes da Silva.- Anno I Nº 1 ( 1 Maio 1890) a Anno I Nº 10 (6 Julho 1890).-Lisboa: Typographia "Phenix", 1890.- 10 numeros; 46cm.-E Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Parece só existir na B.N. e esta colecção apresenta a mesma sequencia.

 - REVOLTADO (O): Publicação Mensal.- Anno I nº 1 (Fevereiro de 1887) a Anno I Nº 3 (Maio de 1887).- Lisboa: S.n., 1887.- 3 numeros; 34cm.-E Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou deste jornal mensal dirigido por Guedes Quinhones. Parece só existir na B.N. e a nossa colecção apresenta a mesma sequência de numeros.

- REVOLUÇÃO (A) SOCIAL: Orgão Communista-Anarchista ; publicação semanal / editor responsável A.C. de S. Faria.- 1º Anno Nº 1 (15 Janeiro de 1888) a 1º Anno Nº 10 ( 18 Março de 1888).- Porto: S.n., 1888.- 10 numeros; 42cm.-E Conjunto seguido e muito significativo deste jornal semanal que parece ter-se publicado até ao Nº 13  segundo a existência da B.N. que também refere a presença de um número "Programa" publicado um ano antes em  1877.

- SEMANA D'ABRANTES: Jornal Independente / fundador-proprietario Julio C. Nogueira.- Anno 1 Nº 1 (12 Dezembro 1897) a Anno I Nº 27 ( 12 Junho 1898). Abrantes: Typ. De Julio C. Nogueira, 1897-1898.- 27 numeros; 45cm.-E Colecção provavelmente de tudo quanto se publicou. Parece só existir na B.N. e esta colecção apresenta a mesma sequência.

 - TRABALHO (O) : semanario da classe operaria / editor e administrador José dos Santos Nunes.- Anno I Nº 1 ( 9 Dezembro 1900) a Anno IX Nº 397 ( 13 Dezembro 1908).- Setúbal: S.n., 1900-1908.- 6 vols.; 48cm.-E Colecção importante deste jornal politico setubalense. Segundo a B.N. foi publicado até ao nº 843 (1921). Esta colecção tem as seguintes faltas: 74, 252-331. Apresenta 3 suplementos e dois nºs 397 que apesar de terem a numeração e a data de publicação repetidas têm os textos diferentes.

- VIA (A) FÉRREA : Publicação quinzenal auxiliada pelos empregados dos Caminhos de Ferro do Minho e Douro / editor Joaquim de Azuaga.- 1º Anno Nº 1 (Valença do Minho 1 de Maio de 1892) a 1º Anno Nº 15 (Valença do Minho 1 de Dezembro de 1892).- Porto: Imprensa Civilização, 1892.- 15 numeros; 44cm.-E Conjunto seguido e provavelmente de tudo quanto se publicou. Presumimos que deva ser a colecção seguida mais significativa e sem faltas conhecida até agora pois a B.N. só possue o 1º numero. E a Biblioteca do Porto um conjunto não seguido apenas até ao nº 10.

- VOZ DO TRABALHO : Orgão dos Fabricantes de Calçado e da Classe Operaria em geral / editor Paulo da Fonseca.- Anno I Nº 1 (1 Maio 1896) a Anno I Nº 36 ( 17 Janeiro 1897).- Lisboa: Typographia do Commercio, 1896-1897.- 36 numeros: 44cm.-E Colecção de tudo quanto se publicou da primeira serie. Parece só existir na B.N. com sequência igual a esta, mas ainda com uma "Segunda série" iniciada em 1899.

Os jornais estão todos encadernados em volumes (16) não por ordem alfabética, revestidos por meias-encadernações de tela, da época, algumas com charneiras fracas. Um ou outro restauro não significativo nas folhas iniciais. Não encontrámos á venda em em leilão nos últimos anos nenhum conjunto semelhante. Colecção de evidente raridade e do maior interesse histórico.

Vale a pena consultar/descarregarAQUI o catálogo completo

A.A.B.M.

1º DE DEZEMBRO – FESTA DA AUTONOMIA DA PÁTRIA PORTUGUESA


“A Europa jaz, posta nos cotovellos:
De Oriente a Occidente jaz, fitando,
E toldam-lhe romanticos cabellos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovello esquerdo é recuado;
O direito é em angulo disposto.
Aquelle diz Italia onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se appoia o rosto.

Fita, com olhar sphyingico e fatal,
O Occidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal”
 
[Fernando Pessoa, O Dos Castellos]
 

… Na verdade, a reacção, política e moral, que vem seguindo seus tramites neste país parece que não está cerce ainda do término do impulso de seu movimento primário; antes a todos se prefigura que ela continuará a desenrolar-se por âmbito ainda longo também. De dia para dia, os governantes vão desgastando, com efeito, em todas as regalias liberais.
 
O que há de mais desanimador neste painel de uma retrogação constante é a indiferença com que uma população inerte assiste a semelhante progressiva usurpação dos seus direitos. Se o movimento descensional não encontrasse os embargos de causas exteriores, poderíamos, mesmo, supor que na ordem política se regressaria ao puro governo absoluto e na ordem moral á extrema intolerância religiosa. Não seria, pois, inteiramente abusiva a hipóteses de que em Portugal se reintegrassem as instituições de períodos históricos ultrapassados e supostos, logicamente, extintos. Em Lisboa voltar-se-ia a acender as fogueiras dos autos-de-fé da Inquisição; e, no Porto, volver-se-ia a montar as forcas das execuções da Alçada. Se hoje há corregedores, breve haveria também sargentos da ordenança; e uma turba embrutecida gritaria novamente: ‘Viva o senhor capitão-mor, que já nos pode mandar enforcar!
 
[Sampaio Bruno, in O Encoberto]
 


"O novo mundo é todo uma alma nova,
Um homem novo, um Deus desconhecido!
Tronos, tiaras, cetros, potestade,
Que pesam na balança da Verdade?
 
É a Revolução! a mão que parte
Coroas e tiaras!
É a Luz! a Razão, é a Justiça!
É o olho da Verdade!"
 
[Antero de Quental]
 
J.M.M.