sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

EM NOME DA HISTÓRIA


COMUNICADO DA REDE DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA SOBRE A ACTUAL POLÍTICA CIENTÍFICA.

Aberto à subscrição de todos os investigadores através da indicação do nome para o endereço de mail:
rhcemnomeadahistoria@gmail.com
A Rede de História Contemporânea tem acompanhado com crescente preocupação as orientações que têm presidido e condicionado a política científica nacional. 

Em Março de 2013 a RHC manifestou a sua apreensão a propósito do que se perspectivava relativamente ao financiamento das unidades de investigação, alertando, entre outras aspectos, para os riscos inerentes ao modelo subjacente à proposta apresentada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, apontando, desde logo, a valorização do “imediato” em detrimento de impactos dificilmente “mensuráveis” onde a dimensão reflexiva e problematizadora das ciências sociais e humanas surgia com pouca, ou nenhuma, importância. Acrescentava-se o receio de que o novo modelo imposto para a ciência em Portugal, para além dos aspectos negativos para o conjunto do sistema nacional em todos os domínios científicos, assentasse no pressuposto grave e comprovadamente errado da dispensabilidade das Ciências Sociais e Humanas. 

A sucessão de acontecimentos que ocupou o ano de 2013 não só comprova o pior dos receios como ainda ultrapassa negativamente as expectativas mais pessimistas. 

A comunidade científica nacional, as unidades de investigação, os investigadores em geral, pela sua actividade e produção científica, conquistaram um notável e inquestionável reconhecimento nacional e internacional nos últimos anos que importaria preservar e estimular. Acresce a essa afirmação os inegáveis caminhos percorridos e as expectativas reais que se geraram no sentido de alcançar uma investigação cada vez mais dinâmica e competitiva e crescentemente assente em fontes de financiamento cada vez mais diversificadas e não provenientes da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

As orientações que têm presidido à política científica nacional, a progressiva e gritante demissão e desresponsabilização do Estado perante o sistema científico, que não se esgota na gravíssima diminuição de recursos financeiros, a forma como se têm aplicado os seus instrumentos, nomeadamente através da FCT e dos concursos que tem promovido, compromete não só a continuidade como, na realidade, a sobrevivência do próprio sistema.

O estrangulamento financeiro que tem condicionado a actividade das universidades em combinação com a galopante escassez de meios dedicada às actividades de investigação conduz inexoravelmente à paralisia da investigação científica que se faz em Portugal. Se fôssemos cúmplices desse massacre estaríamos a dar cobertura à visão e à estratégia paralisante perfilhada por este Governo e pela FCT em relação a ramos inteiros da ciência o que significaria um grave retrocesso no que respeita ao sistema científico, com consequências graves e duradouras para o País, envolvendo pesados e imprevisíveis custos sociais e científicos.

Sentimos, neste momento, as dificuldades crescentes que põem em causa a nossa actividade científica; entre tudo, porém, como sua dimensão pior, assistimos à negação do futuro.  A tudo isso se soma e de tudo isso decorrem os resultados dos concursos realizados ao longo de 2013. Concurso de projectos, acessível apenas a uma reduzida fatia da comunidade científica, investigador FCT, bolsas individuais de doutoramento e de pós-doutoramento ... contemplando uma percentagem ridícula das candidaturas. Os resultados dos últimos concursos constituem de facto o golpe mais profundo num sistema que está em perda e ameaça desmoronar-se.

De tudo isto, resulta esta tomada de posição da RHC, de inequívoco repúdio quanto às actuais orientações prosseguidas em matéria de política científica, alcançando uma tal proporção de desinvestimento na investigação que na prática a compromete. Procurando a sensibilização dos poderes públicos, reivindicando a contenção de uma prática que nos retira, a todos nós, parte essencial dos recursos humanos em todos investimos, e que, excluídos do sistema e mesmo do País, comprometem a nossa própria recuperação.

Preocupa-nos ainda a natureza da relação da FCT com as unidades de investigação, na prática reduzida à vertigem descoordenada e avassaladora que tem caracterizado o pedido permanente, redundante e desorganizado de informação em concursos sobrepostos com prazos sucessivamente adiados e refém de um sistema de submissão electrónica que raramente funciona de forma eficaz. Para além da falta de respeito pela comunidade científica revela a necessidade de auto-avaliação.

É patente a contradição dos termos, entre a erosão do apoio às unidades de investigação científica e o exacerbamento de pedidos de informação sobre uma produção científica progressivamente comprometida pela escassez de recursos.
Importa garantir um sistema de avaliação rigoroso e eficaz que sirva a comunidade científica e que constitua um estímulo à produção de conhecimento inovador e reconhecido; se mal orientado, arrisca tornar-se num fim em si mesmo, reduzindo-se a um exercício desgastante, inútil e estéril, em vez de cumprir o seu propósito fundamental ao serviço da ciência e da comunidade.

Assinala-se ainda a perversidade que reveste parcialmente o sistema de avaliação e financiamento das candidaturas a bolsas individuais em dois aspectos: pela penalização indirecta de que são objecto os candidatos mais jovens, cuja formação se fez num sistema de Bolonha relativamente ao qual não têm opção e pela penalização directa que sofrem por não integrar um projecto de investigação num contexto generalizadamente adverso e na sequência de um concurso (projectos exploratórios) que só estando aberto a uma pequena parcela de investigadores teve resultados tão insignificantes.

Refira-se a esse propósito um aspecto que afecta directamente a investigação histórica, e com certeza, outras áreas científicas. A orientação da actual política científica ao condicionar o financiamento individual à integração em programas e projectos de investigação é inadequada como filosofia e prática da investigação histórica. Para além do plano dos princípios e dos efeitos que em matéria de limitação da liberdade de opção e da criatividade suscita, a verdade é que boa parte da investigação histórica não tem que ocorrer em cenário de investigação colectiva e isso em nada diminui o seu interesse social. Conviria portanto, também por isso, um diálogo com a comunidade científica ou no mínimo um olhar mais atento para a diversidade e especificidade das diversas áreas disciplinares a não ser, claro, que se mantenha essa orientação enviesada de privilégio a algumas em particular.

Reconhece-se, sem grande margem para enganos, a mudança de paradigma defendida pela FCT, diminuindo drasticamente o financiamento-base do sistema científico nacional, sobrevém porém, de forma cada vez mais aguda e angustiante, a enorme dúvida e reserva quanto essa estratégia de investigação em que o financiamento institucional deixa de ser uma opção estratégica de investimento público e o desenlace de uma política científica ao serviço da comunidade científica e da sociedade em geral.

24 de Janeiro de 2014
Instituto de História Contemporânea (IHC) da FCSH da UNL
Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa (CEHC), do Instituto Universitário de Lisboa Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência (CEHFCi)
Centro de Estudos de História Religiosa (CEHR), da Universidade Católica Portuguesa
Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), da Universidade de Coimbra
Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (CITCEM), da Faculdade de Letras da Universidade do Porto Gabinete de História Económica e Social (GHES), do Instituto Superior de Economia Gestão da Universidade Técnica de Lisboa


Maria Fernanda Rollo, IHC
António Matos Ferreira 
António Pedro Pita, CEIS20 
Gaspar Martins Pereira, CITCEM
Magda Pinheiro, CEHC-IUL 
Maria de Fátima Nunes, CEHFCi 
Nuno Valério, GHES
Luís Farinha, IHC 
Ana Paula Pires, IHC
Pedro Oliveira, IHC 
Miriam Halpern Pereira 
Maria Inês Queiroz, IHC

Reproduzimos e divulgamos o comunicado da Rede de História Contemporânea apelando aos investigadores que o subscrevam e que o divulguem, solicitando, em simultâneo, às instâncias superiores que analisem de forma clarividente a situação que foi criada e procurem encontrar soluções.
A.A.B.M.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

DICIONÁRIO DE HISTÓRIA EMPRESARIAL PORTUGUESA, SÉCULOS XIX E XX. VOL. I: INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS


Foi recentemente editado, depois de um longo processo de investigação, coordenado pelo Professores José Maria Amado Mendes e Miguel Figueira de Faria  e desenvolvido pelo Centro de Estudos de História Empresarial da Universidade Autónoma de Lisboa o Dicionário de História Empresarial Portuguesa, Séculos XIX e XX. Vol. I: Instituições Bancárias, editado pela Imprensa Nacional Casa da Moeda.

Sobre o processo de organização e preparação deste trabalho inédito na Historiografia Portuguesa, pode encontrar-se um interessante texto apresentado pelo Prof. José Amado Mendes, no XXXI Encontro da Associação Portuguesa de História Económica e Social, que pode ser consultado AQUI e se referem a quantidade de empresas bancárias, a sua origem, a distribuição geográfica, a longevidade das instituições, entre outros aspectos. Apontam-se ainda o número de investigadores envolvidos e o número de instituições bancárias e seguradoras, que acabaram por dar origem a um segundo volume que se encontra em fase de conclusão da edição.

Este primeiro volume, dedicado às instituições bancárias, podem encontrar-se quase duas centenas de bancos e casas bancárias referenciadas, entre elas destacam-se as seguintes:

Banco Borges & Irmão (1937-1996)
Banco Burnay (1925-1967)
Banco Comercial Português (1985 -  )
Banco da Madeira (1920-1966)
Banco de Portugal (1846-  )
Banco Espírito Santo (1920-   )
Banco Fonsecas & Burnay (1921-1991)
Banco Lisboa & Açores (1875-1969)
Banco Nacional Ultramarino (1864-2001)
Banco Pinto & Sotto Mayor (1925-2000)
Banco Português de Investimentos – BPI (1981-  )
Banco Português do Atlântico (1942-2000)
Banco Totta & Açores (1970-2004)
Caixa Geral de Depósitos (1876 - )
União de Bancos Portugueses (1978-1996).

As instituições seguradoras, que ficaram num segundo volume, são também quase uma centena. Entre elas permitimo-nos destacar algumas como:

Aliança Seguradora (1979-1995)
Companhia de Seguros Açoreana (1892 -  )
Companhia de Seguros Bonança (1808-2000)
Companhia de Seguros Europeia (1922-2002)
Companhia de Seguros Fidelidade (1835- 2002)
Companhia de Seguros Garantia (1853-1994)
Companhia de Seguros Império (1942 -  )
Companhia de Seguros Tagus (1877-1979)
Companhia de Seguros Tranquilidade (1871 -   )
Grémios dos Seguradores (1934-1975)
Instituto de Seguros de Portugal (1982 – )
Mundial (A), Companhia de Seguros, S. A. R. L. (1913-1978)
Mútua dos Pescadores (1942-)
Sagres (1917-1976)
Sociedade Portuguesa de Seguros (1900-1999)


Os colaboradores nesta obra de grande envergadura são algumas dezenas, entre doutores, mestres, licenciados e investigadores com trabalho publicado sobre o tema em apreço. São eles:

Alda Mourão - Instituto Politécnico de Leiria. Investigadora do Centro “Ceis 20 da Universidade de Coimbra”.
Ana Bragança Gomes - Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa.
Ana Bela Nunes - Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade  de Lisboa.
Ana Margarida Cruz - Centro de História do Banco Espírito Santo.
António Pedro Ferreira - Universidade Autónoma de Lisboa / Banco de Portugal.
António Rafael Amaro - Faculdade Economia, Universidade de Coimbra.
Anabela Sérgio - Visiting Professor – University of St. Joseph – Macau
Artur Barracosa Mendonça – Investigador.
Carlos Alberto Damas - Centro de História do Banco Espírito Santo.
Carlos Gabriel Guimarães - Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil.
Clarisse Mendes - Professora do Ensino Secundário.
Cristina Dias - Universidade Autónoma de Lisboa.
Duarte Manuel Freitas - Doutorando da Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra
Elisa Calado Pinheiro - Universidade da Beira Interior.
Fátima Sequeira Dias - Departamento de Economia e Gestão, Universidade dos Açores.
Fernando Lopes - Departamento de Economia e Gestão, Universidade dos Açores.
Filipe Pinhal – Economista.
Helder Adegar Fonseca - Universidade de Évora
Hugo Silveira Pereira - Investigador do CITCEM - Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória», Faculdade Letras da Universidade do Porto.
Irene Vaquinhas - Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra.
José Amado Mendes - Universidade de Coimbra/Universidade Autónoma de Lisboa.
José Afonso Diz - Universidade Autónoma de Lisboa.
José Luís Cardoso - Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa
José Manuel Lopes Cordeiro - Universidade do Minho
Manuel Faria - Professor EB 2,3 de Prado.
Manuel Ferreira Rodrigues - Universidade de Aveiro
Maria Eugénia Mata - Nova SBE, INOVA, Faculdade de Economia, Universidade Nova de Lisboa.
Maria Eugénia Neves - Professora do Ensino Secundário
Marta Guilherme Cruz – Bibliotecária
Maria Inês de Abrunhosa Mansinho - Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa
Nuno Guilherme Cruz - Investigador
Nuno Valério - Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade de Lisboa
Otília Guerreiro – Bibliotecária
Paulo Eduardo Guimarães - Departamento de História da Universidade de Évora
Paulo Jorge Fernandes -Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Pedro Freire – Investigador
Pedro Lains - Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa

Pedro Neves - Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade de Lisboa.

Uma obra de referência, um contributo inicial que exige agora aprofundamentos e melhorias específicas nas diferentes situações que são sumariamente tratadas. A obra pode ser  e certamente que é um bom ponto de partida, fornece boas indicações para tentar descobrir mais sobre cada uma das organizações que é tratada e sobre aspectos genéricos, mas pede/exige mais investigação, leitura e reflexão sobre os muitos casos que ainda estão por analisar e estudar.

Uma obra que se saúda e que se vai certamente tornar uma referência para a Historiografia Económica Portuguesa. 

Agora aguardam-se as sugestões e críticas que os leitores interessados queiram fazer.

A.A.B.M.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

JORNAIS DIGITALIZADOS NA BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL


A Biblioteca Nacional Digital disponibilizou recentemente um conjunto de publicações periódicas que merecem a atenção dos nossos ledores.

Vamos indicar algumas das publicações que ficaram disponíveis para consulta, porque a política de digitalizar e colocar em consulta interna provoca ainda alguma confusão, sobretudo quando já são publicações em domínio público, sem problemas de direitos de autor.

Vejamos então algumas das publicações:

- Aª monarchia / publicação do Centro Republicano do Porto. - N. comemorativo. - Porto : C.R.P., [189-]. - 37 cm;
O alarme : justiça a quem a merecer : semanário republicano / dir. Marques Moura. - A. 1, nº 1 (27 set. 1913) - a. 1, nº 8 (15 nov. 1913). - Porto : João da Costa Coutinho, 1913. - 47 cm;
- O alarme : diário republicano da tarde / red. Heliodoro Salgado. - A. 1, nº 1 (31 out. 1904) - a. 1, nº 109 (11 mar. 1905) ;S. 2, a. 1, nº 1 (21 jun. 1905) - s. 2, a. 1, nº 6 (30 jun. 1905). - Porto : António Manuel Vilhena, 1904-1905. - 56 cm;
- A barricada : semanario radical / orgão dos oprimidos. - A. 1, nº 1 (30 Mar. 1890). - Lisboa : [s.n.], 1890. - 40 cm;
- Diario d'Evora : folha independente / dir. Henrique Freire. - A. 1, nº 1 (16 out. 1894) - a. 2, nº 370 (21 jan. 1896). - Evora : Typ. Eborense, 1894-1896. - 45 cm;
- O Districto de Faro. - A. 1, nº 1 (6 abr. 1876) - a. 38, nº 1932 (1 maio 1913). - Faro : Typ. de R.P. Fortado, 1876-1913. - 43 cm;
A gazeta de Braga : semanario independente, commercial, litterario e noticioso / propr. adm. J. M. da Cunha ; red. e dir. M. J. da Rocha. - A. 1, nº 1 (16 out. 1896) - nº 12 (1 jan. 1897). - Braga : Manuel Antonio de Paiva, 1896-1897. - 45 cm;
Jornal de Condeixa / red. e ed. Alberto Martins de Carvalho. - A. 1, nº 1 (18 jul. 1896) - a. 1, nº 43 (8 maio 1897). - Condeixa : A. M. Carvalho, 1896-1897. - 46 cm;
O liberal : folha independente / adm. M. da Cruz Ferreira. - A. 1, nº 1 (10 maio 1896) - nº 22 (4 nov. 1896). - Lisboa : Paulo da Fonseca, 1896. - 48 cm;
O liberal : semanario politico / ed. resp. António Velloso. - A. 1, nº 1 (7 abr. 1895) - a. 3, nº 140 (2 jan. 1898). - Póvoa de Varzim : A. Veloso, 1895-1898. - 48 cm;
- A madrugada : revista noticiosa, critica, litteraria, biographica e bibliographica / dir. Oscar Leal. - S. 1, a. 1, nº programa (28 Out. 1894) - s. 4, a. 3 (Dez. 1896). - Lisboa : F. Palmeirim, 1894-1896. - 46 cm;
- O moncorvense : semanario politico, litterario e noticioso. - A. 1, nº 1 (25 out. 1891) - a. 6, nº 272 (17 jan. 1897). - Moncorvo : A. Birros, 1891-1897. - 49 cm;
O norte transmontano : semanario progressista / propr. e ed. Pires Avellanoso. - [S. 2], a. 1, nº 1 (5 fev. 1897) - [s. 3], a. 1, nº 4 (5 dez. 1897). - Bragança : António José Pereira, 1897. - 44 cm;
A obra : orgão dos carpinteiros civis. - A. 1, nº 1 (19 jul. 1891) - a. 11, nº 584 (21 Abr. 1906). - Lisboa : Typ. do Commercio, 1891-1906. - 37 cm;
O povo de Chaves : folha do povo e para o povo / adm. Annibal Pereira ; dir. Annibal de Barros. - A. 1, nº 1 (5 out. 1890) - a. 4, nº 194 (31 jan. 1897). - Chaves : Typographia Flaviense, 1890-1897. - 42 cm;
A rabeca : jornal satyrico, noticioso e politico / adm. Manoel Vicente Ventura. - A. 1, nº 1 (31 jan. 1897) - a. 1, nº 15 (1 maio 1897). - Evora : F. de Paula Henriques, 1897. - 45 cm;
O regenerador : folha politica, litteraria e noticiosa / dir. João Manuel Fernandes dªAlmeida. - A. 1, nº 1 (24 jun. 1886) - a. 11, nº 1016 (30 jul. 1896). - Braga : João Antunes Machado Moreira, 1886-1896. - 46 cm;
A rua : jornal academico republicano / ed. resp. Illydio Analide da Costa. - A. 1, nº 1 (1 abr. 1897) - a. 1, nº 3 (18 abr. 1897). - Lisboa : I. A. Costa, 1897. - 40 cm;
Theophilo Braga : homenagem prestada / Associação Escolar de Ensino Liberal. - Nº único (3 Dez. 1899). - Lisboa : A.E.E.L., 1899. - 38 cm.

Com publicações de maior longevidade e outras de curta duração, encontram-se jornais de vários pontos do País, de várias tendências políticas.

Uma iniciativa que não podemos deixar de enaltecer e elogiar nas instituições públicas. A Biblioteca Nacional Digital facilita a vida aos investigadores de fora de Lisboa [e mesmo aos estrangeiros] que se dedicam a procurar informações na imprensa que se publicou em Portugal.

A.A.B.M. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

18 DE JANEIRO DE 1934 – A REVOLTA NA MARINHA GRANDE


"A revolta do 18 de Janeiro de 1934 surgiu como movimento nacional de contestação à ofensiva corporativa contra os sindicatos livres, por força do recém-publicado “Estatuto do Trabalho Nacional e Organização dos Sindicatos Nacionais”, em Setembro de 1933, pelo Estado Novo.

O movimento saiu para a rua e desenrolou-se, embora desarticulado. Contudo, a falta de apoio militar e a fraca adesão e repercussão nacional condenou-o ao fracasso.

Registaram-se greves gerais de caráter pacífico em Almada, Barreiro, Sines, Silves, e manifestações operárias, mais ou menos violentas na Marinha Grande, Seixal, Alfeite, Cacilhas e Setúbal.


Foram sabotadas estruturas de transportes, comunicações e de energia entre Coimbra e o Algarve, com destaque para Leiria, Martingança e Póvoa de Santa Iria. Registaram-se confrontos armados com forças policiais em Lisboa e Marinha Grande, onde o movimento atingiu grandes repercussões.

Quando, em finais de 1933, se iniciaram os preparativos da insurreição e Greve Geral nacional do dia 18 de Janeiro de 1934, o centro industrial vidreiro da Marinha Grande não ficou de fora.

Em articulação com as organizações sindicais nacionais, o movimento foi liderado por José Gregório, Teotónio Martins, Manuel Baridó, António Guerra, Pedro Amarante Mendes, Miguel Henrique e Manuel Esteves de Carvalho.

Entre a meia-noite e as duas da manhã do dia 18 de Janeiro de 1934, vários trabalhadores da Marinha Grande, na sua maioria vidreiros, reuniram-se em Casal Galego.

Estavam munidos de ferramentas para corte de árvores e vias de comunicação, de espingardas, revólveres, pistolas e bombas. Organizaram-se em brigadas e receberam instruções por parte dos dirigentes do movimento. Cortaram as estradas de acesso à Marinha Grande e a via-férrea.

Ocuparam a Estação dos Correios e Telégrafos e o Posto da GNR, com a consequente rendição e desarmamento dos soldados da Guarda Republicana e distribuição de armas pelos revoltosos.

Foram assim criadas condições para que se pudesse realizar a paralisação geral do trabalho na manhã do dia 18 de Janeiro. Porém, o movimento foi contido logo ao início da manhã. Os insurrectos foram surpreendidos com a chegada à Marinha Grande das forças policiais vindas de Leiria. Seguiram-se o Regimento de Artilharia Ligeira 4 e do Regimento de Infantaria 7.

Os revoltosos ainda resistiram, mas, pela manhã, as autoridades tomaram a cidade, onde declararam o estado de sítio.

Mandaram encerrar as fábricas, iniciando as buscas e detenções daqueles que participaram no movimento, gorando o objectivo da paralisação geral do trabalho.

O número de detidos terá ascendido, a 131 pessoas. 45 revoltosos foram processados e condenados ao desterro pelo Tribunal Militar Especial, com penas entre 3 e 14 anos de prisão e ao pagamento de pesadas multas.

Nesta conjuntura iniciou-se um longo processo de luta contra o Estado Novo, contra a ditadura, a censura e o estado corporativo.

Reclamou-se o direito elementar à liberdade, do qual resultaram milhares de presos políticos, considerados de “especial perigosidade”. Alguns foram deportados para a ilha de Santiago, no arquipélago de Cabo Verde, nomeadamente para a Colónia Penal do Tarrafal, conhecida como o “campo da morte lenta”.

Os revolucionários do 18 de Janeiro foram derrotados num combate em que a heroicidade não bastava para vencer a enorme desigualdade de forças"
 
FOTO e TEXTO via VITRIOL Associação, com a devida vénia.

 J.M.M.

18 DE JANEIRO DE 1934 – MILITANTES DA CGT PRESOS EM PENICHE


Militantes da CGT presos na Fortaleza de Peniche pela sua acção no movimento do 18 de Janeiro de 1934

Na sequência das prisões que acompanharam e sucederam ao movimento do 18 de Janeiro de 1934, foram presos muitos militantes confederais.

NA FOTO: Sentado ao centro, encontra-se "Manuel Joaquim de Sousa. À sua esquerda, José Francisco; à direita, António Inácio Martins. De pé, da esquerda para a direita: José António Machado, José Vaz Rodrigues e José Meste Vargas Júnior, este morto na Guerra Civil de Espanha." (No verso da fotografia)

via Arquivo Histórico-Social/ProjectoMOSCA
J.M.M.
 

 

18 DE JANEIRO DE 1934 – MILITANTES PRESOS EM PENICHE


Militantes presos na Fortaleza de Peniche pela sua acção no movimento do 18 de Janeiro de 1934

José Francisco, fogueiro da marinha mercante e posteriormente empregado de escritório, e militante anarco-sindicalista, aqui num grupo de presos políticos na fortaleza de Peniche.
 
[Fotógrafo não identificado. No verso: “Ao meu amigo (*) Joaquim Montes ofereço esta fotografia tirada no dia 25-12-1934 na Fortaleza de Peniche. (assina) José Bernardo”. (Nota de JF: Morto no Tarrafal). Adenda no verso, coluna à direita (autógrafo de JF): “Militantes presos em Peniche pela sua acção no 18 de Janeiro de 1934].
 
Ao centro [está] a mãe de José Francisco, 80 anos, de visita ao filho".
 
Alguns dos OUTROS PRESOS: Raposo, Vaz Rodrigues, Quaresma, Indeo (?) Martins, Barnabé, Le Pequeno (sic). Camponeses e trabalhadores de conservas, construção civil e marítimos. Estavam representadas todas as províncias de Portugal de Norte ao Sul”.
 
Texto dactilografado de J. Francisco (?) em folha A4 que acompanha as fotos: “Fortaleza de Peniche – 1936. Um dia de visita. Os presos que fazem parte desta foto, na sua maioria militantes cegetistas, cumprindo penas várias ou detidos sem culpa formada, após o 18 de Janeiro de 1934, pertencem a todas as regiões de Portugal, desde o Algarve ao Norte do país e das mais variadas profissões: camponeses, conserveiros, construção civil, alfaiates, comércio, etc.
 
Entre os que puderam ser identificados encontram-se: José Francisco, ao lado de sua mãe, que por unanimidade de todos resolveram que figurasse na foto, com os seus 83 anos de idade; Barnabé Fernandes, do Barreiro; José Quaresma, de Setúbal, Jorge Viancad R Raposo, da Juventude Libertária de Lisboa; António Inácio Martins, anarquista do Porto; José Bernardo, de Setúbal".
 
Esta fotografia foi conservada pelo próprio, e por ele entregue ao Arquivo Histórico-Social, criado pelo Centro de Estudos Libertários, reunido em Lisboa nos anos 1980-1987 e depositado na Biblioteca Nacional, o qual foi depois doado a esta instituição e posteriormente acrescentado de mais alguns espólios e doações.


J.M.M.

PRESIDENCIAIS DE 1949 – COMÍCIO DE NORTON DE MATOS (II)


Presidenciais de 1949: comício de Norton de Matos na Voz do Operário (Lisboa)

Comício da campanha do General Norton de Matos às eleições presidenciais de 1949, na Voz do Operário: o candidato preferindo um discurso.

Na mesa do comício, distinguem-se Manuel Mendes, Fernando Lopes-Graça, Mário de Azevedo Gomes, entre outros. Ao fundo, o desenho retratando o candidato, da autoria de Júlio Pomar. [ADITAMENTO: Na foto, "a pessoa sentada mais à esquerda [talvez] seja a Dr.ª Maria Isabel Aboim Inglês - inf. prof. João Esteves (ver comentário)]

via Casa Comum

J.M.M.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

PRESIDENCIAIS DE 1949 – COMÍCIO DE NORTON DE MATOS


PRESIDENCIAIS DE 1949 – COMÍCIO DE NORTON DE MATOS

Presidenciais de 1949: comício de Norton de Matos na Voz do Operário (Lisboa)

 via Casa Comum

J.M.M.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

ASSOCIAÇÃO DE CLASSE DOS OPERÁRIOS CONDEIXENSES


Na tradição que se desenvolveu ao longo do século XIX pelo País, acompanhando a evolução que se fazia sentir no resto da Europa e nos Estados Unidos da América, os operários começaram a sentir necessidade de se organizar e enfrentar algumas das imposições que lhe eram colocadas. Quando Costa Goodolfim escreveu, em 1876, a sua obra A Associação, elencou pelo País 282 associações constituídas pelos operários que começaram a organizar-se de forma gradual desde 1848 em diante. As mais significativas associações operárias começam por ser a Associação dos Artistas Lisbonenses, a Associação Tipográfica Lisbonense e Artes Correlativas e, sobretudo, o Centro Promotor das Classes Laboriosas. Estas associações visavam sobretudo apoiar os trabalhadores nos seus momentos de dificuldade, difundir a aprendizagem das primeiras letras, o ensino técnico das artes e ofícios, organizar bibliotecas, conferências, entre outras tarefas.
Com a publicação do decreto de 9 de Maio de 1891, assinado por António Cândido Ribeiro da Costa, Augusto José da Cunha e Tomás António Ribeiro Ferreira, tornou possível que as associações de classe compostas por mais de vinte indivíduos que exercessem a mesma profissão ou profissões correlativas se associassem, ainda que com algumas limitações. Foi depois da publicação desta legislação que se começaram a organizar pelo País centenas de associações de classe nas mais variadas localidades.
Em Condeixa-a-Nova, onde os trabalhadores eram essencialmente rurais, organiza-se em 18 de Novembro de 1904 a Associação de Classe dos Operários Condeixenses. Os primeiros subscritores da associação eram:
- Manoel Diniz da Costa Coelho;
- Miguel Joaquim Augusto Preces;
- José da Costa;
- Ayres Diniz da Costa Coelho;
- Francisco Duarte Pocinho;
- António Lopes Agapito;
- Elysiario da Costa;
- João Fernandes Pico;
- Leonel Duarte Pocinho;
- João Duarte Pocinho;
- Joaquim Augusto Preces;
- Joaquim d’Assumpção;
- Joaquim Mendes Caridade;
- José Antunes Cocenas;
- Augusto José Marques;
- Joaquim Fontes;
- António Augusto Quaresma;
- Manuel Antunes Cocenas;
- António Gorgulho;
- João Mendes Galvão;
- Francisco Mendes Galvão;
- José Carvalho;
- Abel Ramos Sansão.
Os responsáveis pelo envio dos estatutos aprovados em assembleia-geral de trabalhadores para aprovação no Governo Civil e no Governo foram: Manuel Diniz Coelho; Ayres Diniz Coelho e Augusto José Marques.
O percurso dos estatutos é possível de acompanhar: em 24 de Novembro de 1904, o Governador Civil de Coimbra envia os estatutos para a Direcção Geral do Comércio e Indústria, repartição do Comércio, onde deu entrada em Janeiro de 1905, tendo sido enviada carta a comunicar a recepção da mesma. Em 16 de Janeiro de 1905, a referida repartição pública considerava aprovada a proposta de estatutos, um mês depois o Governador Civil de Coimbra recebia a informação que posteriormente a reencaminhou para os elementos que tinham apresentado a proposta de estatutos.
Esta associação de classe recebeu o alvará em 5 de Junho de 1905, tendo sido publicado em Diário do Governo, nº 32, de 10 de Fevereiro de 1906.
Nos seus objectivos, esta associação de classe seguia o modelo padrão que já acima se explicou, como a defesa dos interesses económicos dos operários condeixenses e a difusão “por todos os meios ao seu alcance da ilustração literária e profissional entre os seus associados”. Os sócios deviam pagar mensalmente uma quota de 30 réis, aceitar os cargos para que sejam eleitos e, caso a associação fosse dissolvida, os bens deviam ser vendidos e o produto dessa venda deveria ser entregue às pessoas necessitadas da freguesia conforme se pode ler na proposta de estatutos aprovada.

[em continuação]


A.A.B.M.

CONFERÊNCIA – AS LUZES E AS INVASÕES NAPOLEÓNICAS. MAÇONARIA EM PORTUGAL


CONFERÊNCIA:"As Luzes e as Invasões Napoleónicas. Maçonaria em Portugal”.

ORADOR: António Ventura;
DIA:
17 de Dezembro (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano (Palácio Maçónico),Lisboa;

ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Novos Paradigmas e Maçonaria”]


“O movimento de tolerância, defendido pelos experimentalistas e iluminista de Inglaterra, post Glorious Revolution de 1688, contra a intolerância religiosa e os abusos do poder absolutista, protagonizado, entre outros ilustres pensadores, por John Locke e Isaac Newton e pelo escol da Royal Society, pode ser considerado um movimento de ideias liberais precursor das actuais concepções da democracia liberal, da democracia moderna e dos direitos humanos. Este movimento cultural da elite intelectual inglesa do séc. XVIII influenciou fortemente a formação do actual modelo da maçonaria, mormente o emergente em Londres, em 24 de Junho de 1717 e o dos inícios da maçonaria em Portugal.
A prevalência da razão defendida por estes pensadores do iluminismo, como a faculdade capaz de libertar o homem dos principais inimigos de todo o conhecimento – a ignorância, o obscurantismo e a superstição – e propondo uma religião e moral naturais, molda todo o ideário maçónico, reforçado com os importantes contributos decantados com as contribuições dos enciclopedistas Diderot e d’Alembert e de relevantes pensadores, filósofos e intelectuais dos salões de França, como, entre outros, foi o caso de Descartes, Voltaire e Montesquieu.
Este movimento de ideias cognominado como o Século das Luzes, da luz que irradia da razão, do progresso e do desenvolvimento, estabelece uma fractura na linha de pensamento na sociedade da época, que se repercute ao nível político e maçónico em Portugal.
Associado a este poderoso movimento de ideias, os ventos da Revolução Francesa de 1789 deixam profundas marcas na intelectualidade portuguesa de finais do séc. XVIII e início do séc. XIX, com a adopção do decorrente ideário de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, vindo de além Pirenéus, que ainda hoje é adoptado como divisa pela maçonaria agnóstica portuguesa.
Neste período a presença das figuras dos embaixadores Marechal Jean Lannes, que chega a exigir a demissão de Pina Manique e posteriormente a actuação do Marechal Junot, que é colocado em Portugal por Napoleão com a missão diplomática de induzir o país a fechar os portos aos navios ingleses e a estipular um tratado de aliança com o império francês e Espanha, permite-nos perceber a complexidade da situação que então se vivia em Portugal, com os evidentes reflexos no funcionamento e organização da Maçonaria em Portugal, que culminou com a saída da Família Real para o Brasil e com as Invasões Napoleónicas em Portugal, começando estas com a Guerra das Laranjas, seguidas das restantes três comandadas pelos maçons General Junot, General Soul e Marechal Massena.
A entrada então em Portugal de inúmeros oficiais franceses é terreno para a criação de lojas maçónicas militares francesas, em contraponto com as militares inglesas dos inícios do séc. XVIII, o que é mais uma razão para a conflitualidade verificada nas instituições maçónicas portuguesas de então.
As lutas entre as duas grandes potências dessa época – a Inglaterra e a França – no palco geográfico de Portugal, reflectem-se na emergência de um período extraordinariamente rico da história nacional, mas profundamente conturbado da maçonaria portuguesa.
Esta conferência visa aprofundar as implicações que este movimento iluminista, a Revolução Francesa e as Invasões Napoleónicas tiveram na Maçonaria em Portugal, nos finais do séc. XVIII e inícios do séc. XIX.
Pretende, assim, contribuir para uma melhor compreensão das linhas de clivagem, das lutas e das consequências que então se manifestaram de forma tão profunda na sociedade portuguesa e na maçonaria de então, e que ainda nos dias de hoje se repercute nas visões e formas diferenciadas de praticar a maçonaria – a inglesa e saxónica e a francesa e continental europeia -, que se reflectiram nas questões da regularidade ou não regularidade e nas diferenças da prática ritualística maçónicas, através da adopção e organização de distintos ritos maçónicos.
A importância e relevância crucial destas situações pretéritas, permitem-nos clarificar alguns problemas magnos que se centram em torno destas questões e dos reflexos que ainda hoje se expressam, e de que maneira, na praxis e organização da Maçonaria em Portugal" [ler AQUI]
[Fernando Castel-Branco Sacramento, Director do Museu Maçónico Português - Rua do Grémio Lusitano nº 25, Lisboa]

J.M.M.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES (AIT)


CONFERÊNCIA / DEBATE: "A Associação Internacional dos Trabalhadores.


ORADORES: Alexandre Samis & Paulo Guimarães;
DIA:
25 de Janeiro (16 horas);
LOCAL: Biblioteca/Museu da República e Resistência – Grandela, Estrada de Benfica.

J.M.M.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O PARTIDO REPUBLICANO NACIONALISTA E AS ELEIÇÕES DE 1925

"A Capital, 27 de Fevereiro de 1923"
 

CONFERÊNCIA: "O Partido Republicano Nacionalista e as eleições de 1925.
 

ORADOR: Manuel Baiôa - Universidade de Evora;

DIA: 17 de Janeiro (15 horas);
LOCAL: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (Auditório).

J.M.M
 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

RENOVAÇÃO (1925-1926)


A revista Renovação publicou-se em Lisboa entre 2 de Julho de 1925 e 15 de Junho de 1926. Sub-intitulada Revista Quinzenal de Arte, Literatura, e Actualidades. A publicação era impressa na Imprensa Beleza que se situava na Rua da Rosa, nº 99 a 107, enquanto a redacção e administração se situavam na Calçada do Combro, 38-A, 2º.

Esta revista que era dirigida por Gonçalves Vidal e editada por Alexandre de Assis

Era propriedade do jornal operário A Batalha, situando-se muito próximo dos ideais anarquistas, defendendo o sindicalismo revolucionário preconizado na altura pela Confederação Geral do Trabalho (C.G.T.). Muitos dos seus colaboradores eram também colaboradores da Batalha e, entre eles encontramos personalidades sonantes da nossa literatura do início do século XX como Ferreira de Castro, Rocha Martins, Emílio CostaJulião Quintinha, Ladislau Batalha, Mário Domingues, Augusto PintoNogueira de Brito, Jaime Brasil, Bento Faria, David de Carvalho, Eduardo Frias, Cristiano Lima e contando com ilustrações de Stuart Carvalhaes e Roberto Nobre.

Ao longo dos 24 números que se publicaram, encontram-se curiosas fotografias a ilustrar a secção de Actualidades, com textos curtos mas de feição doutrinal. As temáticas da revista eram diversificadas e passavam pelas artes plásticas, pela valorização do papel da mulher, pela memória do movimento anarquista internacional com biografias de alguns elementos em destaque, pelas viagens e pelas mentalidades da época.

A publicação desta revista foi suspensa depois do 28 de Maio de 1926, com o aparecimento da Censura e a destruição da redacção, após os acontecimentos de 3 e 7 de Fevereiro de 1927.

BIBLIOGRAFIA:
-PIRES, Daniel, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do séc. XX (1900-1940), Grifo, Lisboa, 1996, p. 303.

A.A.B.M.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

LEILÃO DA BIBLIOTECA DO CORONEL JOSÉ PINTO FERREIRA (2ª PARTE)


LEILÃO: “Biblioteca do Coronel José Pinto Ferreira (2ª Parte)”;
DIAS: 13, 14 e 15 de Janeiro 2014 (21 horas);

LOCAL:
Palácio da Independência (Largo de S. Domingos, 11 – ao Rossio);
ORGANIZAÇÃO:
José Vicente Leilões

Restauração * Camoneana * Camiliana * Monografias * Bibliografia * Constitucionalismo * Literatura * Guerra Peninsular * Estrangeiros Sobre Portugal * História * …*

CATÁLOGO DO LEILÃO AQUI ONLINE

J.M.M.

domingo, 5 de janeiro de 2014

UMA HISTÓRIA DA MAÇONARIA EM PORTUGAL (1727-1986)



LIVRO: "Uma História da Maçonaria em Portugal 1727-1986" (2014, 1º ed., 896 p.);
AUTOR: António Ventura;
EDITOR: Círculo de Leitores

“A caminho de quase três séculos de Maçonaria em Portugal, a sua história confunde-se com a história do nosso país. Por entre anátemas e elogios cegos, importa desbravar a floresta de enganos, positivos e  negativos, que rodeia a Maçonaria. Formada por homens, ela contém, como qualquer instituição humana, qualidades e defeitos, sombras e  claridades, exemplos a apontar e erros a denunciar. Mas para tal é  preciso conhecer. Talvez este livro contribua para esse conhecimento, num exercício que não é – nunca é – definitivo, mas sim dinâmico" [António Ventura]
 

• O papel da Maçonaria na nossa História
• Protagonistas e acontecimentos marcantes
• Glossário de expressões e termos maçónicos
Dos primórdios à cisão de 1986
Informação e iconografia inédita
• As primeiras Lojas maçónicas em Portugal: fundação e origens.
• A acção da Maçonaria e o Liberalismo. Da Revolução Liberal ao fim das  Guerras Liberais (1820-1834).
• A tentação política durante o século XIX (1834-1868).
• O Grande Oriente Lusitano Unido (1869-1879). Conceito e história da  sua fundação.
• A caminho da República (1900-1910).
• O período áureo de 1910 a 1914.
• A cisão de 1914 e o Grémio Luso-Escocês.
• Os anos tempestuosos de 1915 a 1925.
• República e (ou) Ditadura (1926-1929).
• O grão-mestrado de Norton de Matos (1930-1935).
• A proibição e perseguição da Maçonaria durante o Estado Novo (1935-1974).
• O Reavivar das Luzes e a história mais recente (1974-1986).
[ler TUDO AQUI]
 
J.M.M.

 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

VOTOS DE 2014 SOLIDÁRIO E FRATERNO! SAÚDE E FRATERNIDADE!


 
"Isto vai, caro amigo.
Não como nós queremos, é certo,
Mas isto vai.

Pelos carris do medo, pelas árvores
Pela inocência e fome, pelos perigos
Pelos sinais fraternos, pelas lágrimas
Isto vai, caro amigo.

Pela dureza do espaço
E em jardins falsíssimos
Isto vai, caro amigo” [João Rui de Sousa, Ça Ira!]

Votos de 2014 Solidário & Fraterno, com muita Saúde, Prosperidade e Paz!

Viva a República!
 
J.M.M.
A.A.B.M.