quarta-feira, 26 de março de 2014

CONFERÊNCIA – AS ORIGENS DO GRANDE ORIENTE LUSITANO E A SUA CONSOLIDAÇÃO


ORADOR: António Ventura;

DIA: 27 de Março 2014 (21,15 horas);
LOCAL: Amigo da História [Rua do Patrocínio, 19 B, Campo de Ourique,
Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Amigo da História

O Amigo da História | Esquadro e Compasso convida António Ventura, professor catedrático do Departamento de História, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para a próxima sessão sobre História da Maçonaria. Esta sessão é subordinada ao tema a História do Grande Oriente Lusitano desde 1803 até ao rescaldo do processo de Gomes Freire de Andrade.

O Prof. António Ventura tem dedicado a sua vida à investigação da História Moderna e Contemporânea, com particular relevo para o século XIX e início do século XX. Nos últimos anos, a investigação sobre a Maçonaria tem dominado a sua produção editorial, em particular a História da Maçonaria em Portugal, nas suas vertentes regionais, bem como nos aspectos institucionais e políticos. Das edições mais recentes destacamos a sua recente obra Uma História da Maçonaria em Portugal” [ler MAISAQUI]

J.M.M.

terça-feira, 25 de março de 2014

1969 - MÁRIO VIEGAS NA SEDE DA COMISSÃO DEMOCRÁTICA DO PORTO



“O actor e declamador, Mário Viegas, sempre assumiu um envolvimento activo. Cada poema declamado exaltava à resistência conta o fascismo. — com Pedro Ramajal, Romualdo Passos, Marques Gomes e esposa, Artur "Á Gouche", [José] Pacheco Pereira e Bernardino Pimenta no Porto.”

FOTO via Sérgio Valente Facebook, com a devida vénia

J.M.M.

HISTÓRIA DO POVO NA REVOLUÇÃO PORTUGUESA 1974-75


AUTORA: Raquel Varela;
EDITORA: Bertrand, 2014, 536 p.

“A luta política assume nas sociedades contemporâneas, em condições de calendário eleitoral estável, essencialmente, a forma da luta entre os partidos. Quando uma revolução se coloca em movimento, no entanto, tudo pode ser subvertido, porque milhões de pessoas inativas ou até desinteressadas despertam para a luta social.

Este livro apresenta-nos uma rigorosa investigação sobre a revolução portuguesa que ambiciona dar voz aos que não tiveram voz. Nos livros de história eles são, não poucas vezes, invisíveis. Mas são os rostos comoventes destas grandes massas populares que oferecem sentido àquelas maravilhosas fotografias da revolução portuguesa. Anónimos, os seus retratos nas manifestações dizem-nos tudo o que precisamos de saber sobre a esperança e a frustração, a fúria e o medo, o entusiasmo e a ilusão, e tudo aquilo que oferece grandeza à vida e não cabe em palavras.

Foram eles que fizeram a revolução. Nas páginas deste livro bate um coração que tem respeito e admiração por essa gente” [AQUI]
 
J.M.M

domingo, 23 de março de 2014

POLÉMICA – REVISTA DO GRUPO “REVOLUÇÃO SOCIALISTA”


POLÉMICA. Revista do Grupo “Revolução Socialista” – Ano I, 1 (21 Novembro 1970) ao nº 4 (1973).

Revista publicada pelo Grupo “Revolução Socialista”, publicada na Suíça e impressa em Itália [cf. Armas de Papel, José Pacheco Pereira, p.445]. O grupo fundador da revista era composto [ibidem] por estudantes que participaram na crise académica de 1962 e que se tinham exilado, como Ana Benavente, António Barreto, Carlos Almeida, Eurico Figueiredo, José Medeiros Ferreira, José Pinto Nogueira, Manuel Lucena. Alguns dos artigo foram publicados debaixo de pseudónimo, como “João Quental” [J. Medeiros Ferreira], “Marco”, “Fontana”, “A. Garcia” [ibidem]

Dispersos no exílio, “um grupo desses estudantes estabeleceu-se na Suíça, onde conseguiram obter um estatuto de refugiados políticos e onde optaram por conjugar as actividades políticas” [ibidem]. Fora os nomes citados, que integraram a revista “Polémica”, registe-se, também, a presença em Genebra de Valentim Alexandre, Francisco Delgado, Eduardo Chitas, Joaquim Fernandes, Luís Monteiro, Manuel Areias, Manuela Pinto Nogueira, Maria Emília Brederode, Mário Borges, Paula Coutinho [cf.Pátria Utópica. O Grupo de Genebra revisitado”, 2011]

Oriundos de diferentes sectores ideológicos – como o denominado grupo da Suíça, intitulado “1º de Maio” e que publicava os “Cadernos Lenine”, em volta dos militantes comunistas António Barreto, Eurico Figueiredo e Ana Benavente, que entram mais tarde (1968/69) em ruptura com o PCP; caso de Manuel Lucena, envolvido na greve académica de 1962, e com o curioso percurso político de ter sido militante da JUC, importante dirigente da “RIA” [Reunião Inter-Associações], fundador da revista “O Tempo e o Modo” (1963), militante do MAR [Movimento de Acção Revolucionária, 1962, que agrupou personalidades como Nuno Bragança, Lopes Cardoso, Jorge Sampaio, João Cravinho, Nuno Brederode dos Santos, Trigo de Abreu, Vasco Pulido Valente, A. H. de Oliveira Marques, Rui Cabeçadas] e, por isso, dirigente (de 1964 até 1968) da FPLN [Frente Patriótica de Libertação Nacional], tendo militado na “Aliança Democrática” no período pós-25 de Abril; ou de José Medeiros Ferreira, preso (1962) e expulso da Universidade em 1965, sendo desertor por ser contra a guerra colonial e exilando-se (1968-1974) na Suíça – a revista “Polémica” teve um papel importante na “formação de uma nova elite intelectual na área das ciências humanas que a ditadura impedia de ter expressão na universidade, como era o caso da sociologia, ou da história contemporânea” [ibidem, p. 446]  

 

A revista circulava entre os sectores da emigração política portuguesa e entrava clandestinamente em Portugal, distribuída por vários grupos de socialistas e antifascistas como [ibidem] Vítor Wengorovius, César de Oliveira, Manuel Lopes ou José Dias. 

FOTOS via Ephemera, com a devida vénia.


J.M.M.

PORTUGAL. A FLOR E A FOICE - J. RENTES DE CARVALHO


EDITORA: Quetzal, 2014.
 
No ano em que se comemora o 40.º aniversário da Revolução dos Cravos, a publicação de Portugal, a Flor e a Foice, até aqui inédito em Portugal, promete dar que falar.
 
Escrito em 1975, em cima dos acontecimentos que então convulsionavam Portugal (e que eram acompanhados com entusiasmo e apreensão pela Europa e o resto do Mundo), Portugal, a Flor e a Foice é a observação pessoal que um português culto e estrangeirado faz do seu país em mudança.
Nesta apreciação aguda e de tom sempre crítico, todos os mitos da História Portuguesa são, senão destruídos, pelo menos questionados: o Sebastianismo, os Descobrimentos, Fátima; denunciadas instituições como a Monarquia e a Igreja; e impiedosamente escalpelizado não apenas o antigo regime mas também, e sobretudo, o 25 de Abril. Com acesso a círculos restritos nos anos que antecederam e sucederam a Abril de 1974, e a documentos ainda hoje classificados, J. Rentes de Carvalho faz uma História alternativa da Revolução e das suas figuras de proa, em que novos factos e relações de poder se conjugam num relato sui generis, revelador e, no mínimo, desconcertante” – AQUI
 
[…] De inicio, não houve interesse em publicá-lo [“Portugal. A Flor e a Foice”] porque a minha visão do que se estava a passar era considerada desagradável e incómoda. Mesmo na Holanda, teve uma única edição pequena, e só saiu uma crítica ao livro num jornalzeco belga. Por causa do meu pessimismo, chamaram-me filho da puta, vendido ao capital e mais não sei o quê (…)
Há um continuum de falhanços. É a nossa tragédia (…) O povo é a única força verdadeira. Representa as nossas virtudes e o que temos de mais fraco, ou mau. Mas é consistente na sua atitude. As elites portuguesas nunca foram consistentes. Ou só foram num aspecto: ganho pessoal. As pessoas que têm fortuna sentir-se-iam envergonhadas [na Holanda] se não contribuíssem de alguma maneira para a sociedade, apoiando um museu, uma orquestra, uma escola, seja o que for […] Costumo dizer que no Museu da Janelas Verdes só há arte que foi roubada dos conventos, mas não há nada oferecido pelas famílias ricas, que, podendo contribuir para o bem comum, nunca o fizeram. É triste, mas é mesmo assim ” [“Voltar a Abril”, entrevista de José Mário Silva a J. Rentes de Carvalho, in Expresso /Atual, 22/03/2014]
 

J.M.M.

sábado, 22 de março de 2014

HISTÓRIA DA OPOSIÇÃO À DITADURA 1926-1974



AUTOR: Irene Pimentel;
EDITORA: Edições Figueirinhas, 2014, 774 p. [no prelo]

«A historiadora Irene Flunser Pimentel, autora da “História da Oposição à Ditadura 1926-1974” concluiu que, apesar da constante resistência ao regime, as várias oposições ficam marcadas por uma “cultura de derrota” que se prolongou durante décadas.
“Tratou-se de uma ‘cultura de derrota’, que foi acompanhada pelos erros aparentemente contrários do triunfalismo, do aventureirismo e da passagem voluntarista à ação”, escreve a historiadora (página 622) no livro “História da Oposição à Ditadura 1926-1974”, que vai ser lançado no final do mês.

De acordo com a autora do livro, a derrota da primeira tentativa de golpe do pós-guerra, em 1946/47, deveu-se ao facto de só uma coluna militar ter avançado de forma “voluntarista”, pensando que assim obrigaria outras unidades a acompanhá-la.

Nos casos das revoltas da Sé e de Beja (1959 e 1962 respetivamente) contribuíram de novo para o fracasso fatores como o isolamento político dos participantes, a falta de preparação e organização operacional, erros crassos de avaliação de forças, aventureirismo, deserções e desconfianças mútuas – políticas e pessoais -, nomeadamente as que ocorreram entre civis e militares que, segundo Irene Pimentel, foram incapazes de coordenarem esforços (…)

A investigadora acrescenta agora dois “grandes pilares” que ajudaram a manter o regime: a Igreja e as Forças Armadas.
“Se houve, certamente, espaços de dissidência e resistência em Portugal, a verdade é que a população, no seu conjunto, permaneceu apática e passiva, a ‘viver naturalmente’ e com ‘cada um no seu lugar’ e na sua função, como pretendia Salazar”, sublinha a historiadora»


J.M.M.

sexta-feira, 21 de março de 2014

CONFERÊNCIA – PENSAMENTO LIBERTÁRIO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO


 

DIA: 27 de Março 2014 (10,15 horas);
LOCAL: FCSH da UBI, Covilhã (Anf. 7.21);

ORGANIZAÇÃO: Grupo de Estudos Políticos da Universidade da Beira Interior
 

J.M.M.

COLÓQUIO INTERNACIONAL JOAQUIM DE CARVALHO: HISTORIOGRAFIA, FILOSOFIA, CULTURA

Organizado pelo CEIS 20 (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX) vai realizar-se na Casa da Escrita, em Coimbra, nos dias 27 e 28 de Março de 2014, um colóquio internacional dedicado à personalidade do Professor Joaquim de Carvalho.

Este colóquio apresenta o seguinte programa:

9h10  - Maria Manuela Tavares Ribeiro (FLUC/CEIS20)
Universalismo, pacifismo, criticismo: o legado kantiano da contemporaneidade.

9h45 - José Maurício de Carvalho (Universidade Federal de S. João del Rei) 
Joaquim de Carvalho e a Cultura 
10h 20 Débora Dias (Universidade de Coimbra)
  Joaquim de Carvalho e o Brasil: diálogos por via impressa

10h 50 - Debate

PAUSA PARA CAFÉ

11h 20 - José Carlos Seabra Pereira (Universidade de Coimbra)
Joaquim de Carvalho e o campo literário português

11h55 - Jean-Claude Rabaté (Prof. em. Universidade de Sorbonne-Nouvelle) 
Teixeira de Pascoaes et Joaquim de Carvalho face à l‘ibérisme de Miguel de Unamuno

12h 30 - Debate 
12h50 - PAUSA PARA ALMOÇO

14h30 - António Pedro Pita (FLUC/CEIS20)
Tempo e consciência, ou a consciência saudosa

15h05 - João Tiago Pedroso de Lima (Universidade de Évora)
De novo a Filosofia Portuguesa ou o diálogo não-escrito entre Eduardo Lourenço e o seu Mestre Joaquim de Carvalho

15h40 - Manuel Curado (Universidade do Minho) 
De Sábio a Crente: Joaquim de Carvalho, Castro Sarmento e a Ciência Judaico-Portuguesa

16h 15: Debate

PAUSA PARA CAFÉ

16h50 - Luís Reis Torgal (Universidade de Coimbra) 
Joaquim de Carvalho e a crise da Universidade no início do Estado novo

17h15 - Sérgio Campos Matos (Universidade de Lisboa)
Joaquim de Carvalho, consciência histórica e passado próximo.

17h50 -  Conferência de encerramento

Fernando Catroga (Universidade de Coimbra)
A Anteriana de Joaquim de Carvalho

18h30  - Debate

28 de março de 2014
11h00  - Conferência extra programa
Colette Rabaté e Jean-Claude Rabaté (Univerité François Rabelais, Tours / Prof. Em. da Université de la Sorbonne- Nouvelle)
Miguel de Unamuno face aux Guerres

Encerramento dos trabalhos

Sobre Joaquim de Carvalho, já nos referimos várias vezes no Almanaque Republicano ver as referências na etiqueta AQUI.

Recomenda-se também a leitura da nota biográfica do Professor Joaquim de Carvalho no Dicionário dos Historiadores Portugueses elaborada por Paulo Archer de Carvalho que pode ser consultada AQUI.

Uma iniciativa que se saúda e se recomenda a todos os interessados não só na personalidade mas nos seus contributos imprescindíveis para a Cultura Portuguesa.

A.A.B.M.

quarta-feira, 19 de março de 2014

A ACÇÃO DE DIPLOMATAS PORTUGUESES DURANTE A II GUERRA MUNDIAL

No próximo dia 21 de Março de 2014, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, numa organização conjunta entre a Fundação Aristides de Sousa Mendes e da Universidade de Coimbra vai realizar-se o colóquio sobre A Acção de Diplomatas Portugueses durante a II Guerra Mundial.

Pode ler-se na nota de divulgação do colóquio:
Esta conferência procura abordar o papel de diplomatas portugueses, nos tempos sombrios da II Guerra Mundial e do Holocausto, revelando a ação, entre outros, de Veiga Simões, ministro de Portugal em Berlim, em 1939, Aristides Sousa Mendes, cônsul em Bordéus, em 1940, bem como de Teixeira Branquinho e Sampaio Garrido, diplomatas na Hungria, em 1944. De que forma procuraram salvar judeus e outros perseguidos políticos do nacional-socialismo alemão, num contexto de fecho das fronteiras na Europa, incluindo Portugal? - é a principal pergunta à qual diversos historiadores se propõem responder.

Participam os seguintes investigadores: João Paulo Avelãs NunesCláudia NinhosDaniela NascimentoAnsgar SchaeferLina MadeiraAvraham MilgramSofia Leite e a encerrar uma conferência com Irene Pimentel.

O programa do evento pode ser consultado AQUI.

A acompanhar com toda a atenção e com os votos do maior sucesso para este evento.

A.A.B.M.

domingo, 16 de março de 2014

O CONGRESSO DE AVEIRO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA: COLÓQUIO


Realiza-se amanhã, 17 de Março de 2014, pelas 14.30 horas, no Auditório B 203, do Edifício II, o Colóquio O Congresso de Aveiro da Oposição Democrática.

Recordando o acontecimento, primeiro com os contributos e análises de Luísa Tiago de Oliveira, de Helena Pato, Natércia Coimbra, Alfredo Caldeira e com a moderação de Magda Pinheiro.

Segue-se depois com as memórias de alguns dos congressistas que estiveram na manifestação democrática de Aveiro como: Maria Barroso, Flávio Sardo, Henrique Neto, João Neves, Mário Simões Teles, com moderação de João Salis Gomes.

Por último, a conferência de João Madeira, subordinada ao tema As Oposições ao Estado Novo, os Militares e o derrube do Regime (1969-1974).

Uma sugestão aos que nos vão visitando para uma sessão amanhã para acompanhar com toda a atenção.

[Clicar na imagem para aumentar.]

A.A.B.M.

quinta-feira, 13 de março de 2014

AS IDEIAS COLONIALISTAS DE AIRES DE ORNELAS: CONFERÊNCIA

Realiza-se amanhã, sexta-feira, 14 de Março de 2014, pelas 21.30 horas, em Vila Nova de Famalicão, no Museu Bernardino Machado, no âmbito do ciclo de conferências Ideias e Práticas sobre o Colonialismo Português dos Fins do Século XIX a 1974, desta vez analisando o contributo de Aires de Ornelas (1866-1930).

O convidado para analisar o contributo de Aires de Ornelas e o seu discurso sobre as colónias é o Doutor Paulo Jorge Fernandes.

Sobre Aires d' Ornellas  e Vasconcellos recomendamos uma leitura AQUI, AQUI ou AQUI.

Uma sessão a acompanhar com mais referências e detalhes AQUI.

A.A.B.M.

terça-feira, 11 de março de 2014

[ÁLVARO] SALEMA, 100 ANOS


“As grandes questões intelectuais, sociais e políticas, desde Erasmo até ao fim do século XX, preencheram a inquietação cultural e o empenhamento cívico de Álvaro Salema, crítico literário e jornalista profissional, nascido há 100 anos (Viana do Castelo 11-3-1914 e Lisboa, 1991), que hoje se completam, porventura sem manifestações especiais. Tinha uma presença discreta. Vivia recolhido entre a casa e o emprego, apesar da luta permanente contra o salazarismo que motivou várias prisões pela PIDE.

Professor de Filosofia, afastado do ensino oficial por motivos políticos, lecionou no Colégio Moderno contribuindo para a formação de numerosos alunos que viriam a atingir dimensão pública. Destacam-se, por exemplo, Mário Soares e David Mourão-Ferreira, que nunca esqueceram a influência decisiva do seu magistério. Para Álvaro Salema – disse-me e também escreveu Mário Soares – a escola constituía um espaço de desenvolvimento e estímulo da personalidade do jovem aberto à pluralidade do saber e do conhecimento.

Embora vocacionado para o exercício pedagógico, Álvaro Salema resolveu optar pelo jornalismo e a colaboração em revistas de impacto cultural e político: Seara Nova, Sol Nascente, Vértice, Mundo Literário. Mas o vínculo profissional na imprensa decorreu através do Jornal do Comércio, no qual foi o editorialista durante mais de 30 anos.

Ficou, sob o anonimato, no Jornal do Comércio, o registo e comentário das conjunturas económicas e financeiras. Contudo, Álvaro Salema ganhou visibilidade e projeção nacional nos suplementos culturais do Diário de Lisboa e de A Capital que não só coordenou mas onde tinha a página semanal de crítica literária. Após o 25 de Abril recusou qualquer protagonismo (caso da direção do Diário de Noticias). Ficou a colaborar na revista Colóquio, nas Publicações Europa-América, e a dirigir as publicações do Instituto de Língua e Cultura Portuguesa.

Discípulo de um dos mais próximos amigos de António Sérgio, ligado à génese e evolução do neo-realismo, Álvaro Salema ocupou-se dos grandes clássicos, dos grandes contemporâneos e de poetas, escritores e ensaístas recentes, hoje já com o estatuto de clássicos da modernidade. Atento a tudo o que se publicava, em Portugal, no Brasil, na França, na Espanha e na Itália, Álvaro Salema, sempre controlado pela Censura, privilegiava a orientação politica e filosófica contra o salazarismo, mas não foi hostil a inovações literárias e ruturas estéticas. Reuniu, em Tempo de Leitura (1982), uma parte muito reduzida da sua extensa atividade critica.

A dispersão quotidiana nos jornais permitiu-lhe, todavia, publicar ensaios de referência: A Crise na Cultura Europeia do Renascimento, Erasmo e o Ideal Humanista, Nietzsche e a Civilização Contemporânea, Variações sobre o Quixote e o Ideal Quixotesco. Também é autor de estudos biográficos e literários sobre Ferreira de Castro: Uma Vida, Uma Personalidade e Uma Obra; Alves Redol, um escritor do povo português; e Bento Caraça, Um Humanista para o Nosso Tempo. Traduziu de Pablo Neruda Confesso que Vivi; de Santiago Carrillo Amanhã a Espanha; os três volumes da História Geral da Europa; e prefaciou e sistematizou uma Antologia do Conto Português Contemporâneo.

Álvaro Salema – na continuidade da militância luso-brasileira desenvolvida, entre outros, por João de Barros, Nuno Simões e Vitorino Nemésio – contribuiu para a intensificação da relação com o Brasil, divulgando obras e autores significativos no Diário de Lisboa, n'A Capital e na Colóquio. Deixou-nos o livro Jorge Amado, o Homem e a Obra. Presença em Portugal; prefaciou e organizou as edições das obras de Jorge Amado, António Calado e Adonias Filho. Por essa aproximação, foi distinguido com a medalha de honra Machado de Assis, atribuída pela Academia Brasileira de Letras e também eleito sócio da Academia Brasileira de Letras.

Tive a oportunidade de o conhecer, em casa de António Sérgio; na roda de amigos de Ferreira de Castro, na tertúlia da Veneza; de trabalhar com Álvaro Salema na arrancada de A Capital dirigida por Norberto Lopes e Mário Neves. Era uma figura humana de rara probidade. Redigia com enorme fluência e em forma definitiva. Com palavras poucas e próprias, na escrita e no convívio, sabia o momento certo e oportuno para intervir com lucidez e firmeza. Para afirmar, sem posições ortodoxas, os valores da liberdade e da democracia. A vida e a cultura, para Álvaro Salema, identificavam-se se com a exigência ética e o racionalismo humanista”.

[António Valdemarin jornal PÚBLICO (12/03/2014), sublinhados nossos]

 J.M.M.

COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL EM LOULÉ

Realizam-se no Cine-Teatro Louletano, no próximo sábado, 15 de Março de 2014, as cerimónias que iniciam as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril.

Pelas 20.45 horas, três dos militares que participaram há quarenta anos na revolta contra o Estado Novo, vão dar o seu testemunho sobre os acontecimentos, sobre as preparações e o papel que desempenharam no processo conspirativo, na revolução e no pós-revolução. São eles: Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Lourenço e Martins Guerreiro.

Para moderar as intervenções estará presente o Reitor da Universidade do Algarve, António Branco.

Uma iniciativa que se saúda e se divulga a todos os interessados.

A.A.B.M.

sábado, 8 de março de 2014

VI SEMINÁRIO DE HISTÓRIA E CULTURA POLÍTICA – ORDEM E PROGRESSO

 
VI SEMINÁRIO DE HISTÓRIA E CULTURA POLÍTICA: "Ordem e Progresso 
DIA: 11 de Março 2014 (10,00 horas);
LOCAL: Faculdade de Letras U. Lisboa [sala 5.2];
 
ALGUMAS ANOTAÇÕES [nossas]:
 
- “Misticismo e Ordem Simbólica em Euclides da Cunha”, por António Araújo e Isabel Corrêa da Silva;
- “Luís Augusto Ferreira de Castro: a Maçonaria com o paradigma da Ordem e Progresso”, por António Ventura;
- “Ordem e Progresso republicanos em Condorcet”, por Luís Andrade;
- “A Noção de Progresso em Leonardo Coimbra”, por António Martins da Costa;
- “A ideia de progresso em Félix Nogueira”, por Norberto Ferreira da Cunha.
 
e AINDA:
 
18,00 HORASLANÇAMENTO do livro “PÁTRIA E LIBERDADE
 
J.M.M.

MASSONERIA E SOCIETÀ CIVILE IN ITALIA DALLE ORIGINI AL FASCISMO



CONFERÊNCIA: "MASSONERIA E SOCIETÀ CIVILE IN ITALIA DALLE ORIGINI AL FASCISMO
ORADOR: Fulvio Conti;
DIA: 11 de Março 2014 (18,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, 25,
Lisboa];

… e AINDA:

DIA: 12 de Março 2014 (18,00 horas);
CONFERÊNCIA: "MASSONERIA, INTERZIONALISMO E PACIFISMO IN EUROPA: DAL SETTECENTO ALLA GRANDE GUERRA
ORADOR: Fulvio Conti;
LOCAL: Faculdade de Letras U. Lisboa [Anf. III];


ORGANIZAÇÃO: Centro História FL | Instituto Italiano | Instituto Português de Estudos Maçónicos | FLUL

 J.M.M.

DIA 8 DE MARÇO

 
"Quem escolhe, parte e rejeita.
Quem parte, vai e não colhe.
Quem vai, faz e não ama.
Quem faz, fala e não sente.
São teus olhos os sujeitos
São de granito os meus peitos.
Quem fia, borda e ajeita,
Quem espera, fica e não escolhe,
Quem cala, quieta na cama,
Sou eu, deitada a sentir
Tua roda de fugir
Tua cabeça em meu ventre.
 
[in Novas Cartas Portuguesas]
 
“O amor … é um combate (…) Se é verdade, no entanto, que o amor é um combate, é muito mais verdadeiro que tal combate é o que cada um de nós trava contra a sua própria miséria e a sua própria prisão. Não se luta contra o outro, mas sim contra si próprio”
 
[Giorgio Cesarano, in A Insurreição Erótica, Antígona, 1979]
 
[FOTO: Postal do Movimento Democrático das Mulheres Portuguesas comemorativo do dia 8 de Março - Sábado, 8 de Março de 1969]

J.M.M.

sexta-feira, 7 de março de 2014

IN MEMORIAM: FINA D'ARMADA (09-04-1945 a 7-03-2014)


Faleceu hoje a historiadora, poetisa, autora teatral e cronista Fina d'Armada (alias Josefina Teresa Fernandes Moreira) com 68 anos.

Natural do concelho de Caminha (freguesia de Riba de Âncora), onde nasceu em a 9 de Abril de 1945. 7ª filha de um casal de proprietários agrícolas da região minhota. Inicialmente enveredou pelo ensino primário, tendo sido docente neste nível de ensino. Estudou História na Universidade do Porto, tornando-se depois professora de História e Português no segundo ciclo do Ensino Básico, tendo leccionado entre outras na Escola E.B 2/3 do Monte da Burra. 

Conseguiu, entre 1977 e 1980, obter uma bolsa de investigação do Instituto de Investigação Científica  para estudar e analisar A Mulher Portuguesa na Primeira República. Durante esse período conseguiu ter acesso aos Arquivos Secretos de Fátima. Dessa investigação resultaram seis livros sobre o fenómeno de Fátima, tendo quatro deles sido escritos em co-autoria com o Professor Joaquim Fernandes (Universidade Fernando Pessoa) que vieram a ser traduzidos para várias línguas.
  
Veio depois a realizar o mestrado em Estudos sobre as Mulheres, na Universidade Aberta, em 2003. 

Publicou entre outros títulos:

- Rio Tinto - Apontamentos monográficos,1999;
- António de Sousa Neves (1832-1908), 2001;
- Monografia da Vila de Fânzeres, 2005;
- Mulheres Navegantes no Tempo de Vasco da Gama (2006) [Prémio Mulher Investigação Carolina MIchaelis de Vasconcelos];
- O Livro Feminista de 1715 – O Primeiro Grito Revolucionário;
- O Segredo da Rainha Velha, 2008;
- As Mulheres na Implantação da República
- Republicanas quase Desconhecidas, 2011;
- Beatriz - A Mulher que os Descobrimentos, 2013;
- A Herança do Senhor Reitor, 2013;

Colaborou nas seguintes obras colectivas:

- Grandes Enigmas da História de Portugal

- As Aparições de Fátima e o Fenómeno OVNI,1995 (em co-autoria com Joaquim Fernandes);

- Fátima – Os Bastidores do Segredo, 2002 (em co-autoria com Joaquim Fernandes);

Colaboradora regular dos jornais A Aurora do Lima (desde os 16 anos), do Jornal de Notícias (entre 1969 e 1984), do Comércio do Porto, entre 1987 e 1991 e mais tarde, entre 1995 e 1999. Colaborou ainda na revista do semanário Expresso (entre 1994 e 1998) com artigos sobre "As Mulheres nas Descobertas", entre outros órgãos de comunicação. No total, o seu currículo assinalava 1027 artigos inventariados até 2012, publicados em 38 semanários nacionais e estrangeiros. Publicou ainda alguns estudos na revista Estudos Regionais, do Alto Minho.

As suas obras são essencialmente dedicadas aos temas femininos, à história das mulheres, aos Descobrimentos e à História Local.

Recebeu algumas homenagens ainda em vida, sendo de destacar a homenagem feita pela UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) em 2010, foi condecorada pela Câmara Municipal de Caminha com a Medalha de Mérito Dourado e ainda pela Junta de Freguesia de Rio Tinto, em 6 de Julho de 2013.
Esta historiadora e publicista tinha como um dos seus lemas de vida uma frase de Carolina Michaelis que vale a pena reflectir: Eu não tenho biografia, passei a vida a estudar.


Residente em Rio Tinto, concelho de Gondomar, desde 1981, onde faleceu hoje 7 de Março de 2014 vítima de doença prolongada.

Informações complementares podem ser recolhidas AQUI , AQUI ou AQUI.

A.A.B.M.

quinta-feira, 6 de março de 2014

COLÓQUIO INTERNACIONAL: OPOSIÇÕES E EXÍLIOS

Durante a próxima semana, nos dias 12, 13 e 14 de Março de 2014, vai realizar-se na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra o Colóquio Internacional Oposições e Exílios.

Numa organização do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, 

Pode ler-se na nota de divulgação do colóquio:
O século XX foi marcado por grandes êxodos humanos, frutos de perseguições religiosas e políticas. A ascensão dos regimes de cariz autoritário e dos fascismos levaram ao exílio levas de opositores que procuravam fugir da morte pela execução sumária ou pelo confinamento nos campos de concentração. Portugal conhece um dos mais longos regimes de força no poder, o governo de Salazar. Continuidade de uma ditadura militar, o Estado Novo impôs aos seus opositores um longo degredo que para uma grande maioria durou toda uma vida. Estes exilados e emigrados políticos buscaram refúgio nas mais diferentes partes do mundo, quer nos antigos núcleos de emigração portuguesa ou em países onde o Estado democrático favorecia o seu acolhimento. No exílio, a luta contra o regime tomou forma em associações, jornais, manifestos e eventos, partes de uma história ainda por construir. Em 1974, com a Revolução dos Cravos, retornam os exilados e a democracia inverte a caracterização de Portugal com relação aos exílios. Centenas de opositores das ditaduras latino-americanas fazem do território português o destino de uma nova diáspora de exilados democratas. O objetivo do presente Colóquio é debater e conhecer a investigação realizada acerca destas diásporas políticas, não só através dos estudos acerca das organizações de exilados no exterior e as suas formas de luta, mas também do relacionamento que estabelecem com as comunidades locais, os governos e sociedades dos países de acolhimento. 


 Chamaram-nos a atenção as seguintes comunicações, entre as muitas que vão ser apresentadas:

- Luís Bigotte Chorão (CEIS20),  O Exílio na sua relação com o Direito, a problemática do asilo
- Heloisa Paulo (CEIS20),  História de Exílios e exilados: problemas metodológicos
- Susana Martins (IHC/UNL),  Uma cartografia do exílio português nos inícios da década de sessenta
Adelino Cunha (Universidade Europeia),  Os Comunistas Portugueses no Exílio entre 1960 e 1974 – Conceito de exílio funcional
- Sérgio Neto (Universidade de Coimbra),  Um Exílio Literário. O Caso de Carlos Selvagem
- João Paulo Avelãs Nunes (Universidade de Coimbra/CEIS20), Portugal, o Estado Novo e os emigrantes/refugiados judeus nos anos trinta e quarenta.

Adrião Cunha (Universidade do Porto), Humberto Delgado e seu exílio no Brasil
Débora Dias (Universidade de Coimbra), Joaquim de Carvalho e a missão portuguesa no Brasil
- Cristina Clímaco (Universidade Paris 8),  Oposição e exílio: redes e conexões antifascistas
nos anos 30.
- Marie Christine Volovitch-Tavares (Centre d’études et de recherches sur les migrations Ibériques - CERMI), Exilés portugais et liens avec la société française, à travers la presse portugaise d’opposition à la dictature publiée en France de 1963 à 1974
- Luis Farinha (Universidade Nova de Lisboa), O Exílio no Novo Mundo. José Rodrigues Miguéis, o “Companheiro Pombo”
- Alberto Pena-Rodríguez (Universidade de Vigo), Um Ex ministro contra Salazar: o exilio de João Camoesas nos Estados Unidos (1929-1951)

Filipa Alexandra Carvalho Sousa Lopes (Universidade do Porto), A voz da oposição exilada no Seminário de Nova Deli (1961).
- Fernando Tavares Pimenta (CESNOVA/CEIS20), A Frente de Unidade Angolana no Exílio em França e na Argélia (1962-1963)
- Julião Soares de Sousa (CEIS20), “Os movimentos de libertação da Guiné no exílio de Dakar e de Conakry. Problemas e rivalidades em tempos de anticolonialismo”
Mariana Lagarto dos Santos (CEIS20),  Fernando Vale – Percursos de um exílio interno
- Ángel Rodríguez Gallardo (Universidade de Vigo),  Exiliados y refugiados gallegos en Portugal desde la guerra civil española.

A informação detalhada sobre este colóquio pode ser encontrada AQUI.

Com os votos do maior sucesso para mais esta iniciativa.

A.A.B.M.

terça-feira, 4 de março de 2014

REVISTA DE HISTÓRIA DA SOCIEDADE E DA CULTURA, Nº 13

No próximo dia 6 de Março de 2014, quinta-feira, vai ser apresentado o novo número da Revista de História da Sociedade e da Cultura, referente a 2013, publicada pelo Centro de História da Sociedade e da Cultura, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

A coordenadora deste volume foi a Professora Leontina Ventura que reuniu os trabalhos que a seguir se discriminam no sumário do presente número:


A apresentação vai estar a cargo da Professora Maria de Fátima Nunes, da Universidade de Évora, que terá lugar na Sala de S. Pedro da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, pelas 14.30 horas.

Uma sessão a acompanhar, com um conjunto de artigos que podem interessar aos nossos ledores.

A.A.B.M.

segunda-feira, 3 de março de 2014

O DIA TRIUNFAL DE FERNANDO PESSOA: COLÓQUIO INTERNACIONAL NA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN


Vai realizar-se nos próximos dias 6, 7 e 8 de Março na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o Colóquio Internacional O Dia Triunfal de Fernando Pessoa.
Ao longo de três dias vai debater-se o contributo de Fernando Pessoa nas suas múltiplas dimensões, leituras e interpretações, redescobrindo as obras e os escritos deste autor português cada vez mais admirado e lido por todo o mundo.

Pode ler-se na nota de abertura do colóquio:
O Colóquio é celebrativo do centenário do dia triunfal de Fernando Pessoa, 8 de Março de 1914, e reúne perto de 50 especialistas num amplo debate em torno da vida e obra de Pessoa. A perspectiva crítica é a de uma revisão do Estado da Arte nos diversos campos dos Estudos Pessoanos.

Entre os conferencistas convidados podemos encontrar os seguintes: António M. FeijóManuela Parreira da SilvaHumberto BritoAna AlmeidaRui SousaJosé GilNuno AmadoFernando Cabral MartinsRichard ZenithAntónio Fernando CascaisSimão ValenteIvo Castro, entre muitos outros.

A comissão executiva do colóquio é constituída por: Pedro Sepúlveda, Humberto Brito, Jorge Uribe, Pablo Javier Pérez López.

O sítio oficial do colóquio pode ser consultado AQUI, com toda a informação necessária. O programa completo encontra-se disponível AQUI e as notas curriculares, bem como os resumos das conferências podem ser consultadas AQUI.

A acompanhar e a divulgar entre os potenciais interessados na temática pessoana.

A.A.B.M.

domingo, 2 de março de 2014

LIVRO CASTANHO SOBRE O INCÊNDIO DO REICHSTAG E TERROR HITLERIANO


LIVRO: Livro Castanho Sobre o Incêndio do Reichstag e Terror Hitleriano;
AUTOR: Comité Internacional de Auxílio às Vítimas do Fascismo Hitleriano;
EDIÇÃO: Ao Serviço do Direito (Rua 5 de Outubro, 233, Porto; ed. Petrus – Pedro Veiga), Gráfica da Lousan, 1933, 196 p.


A numerosa documentação reunida no LIVRO CASTANHO SOBRE O INCÊNDIO DO REICHSTAG E O TERROR HITLERIANO, sôbre os verdadeiros instigadores do incêndio do Parlamento alemão, assim como sôbre as atrocidades e assassinatos políticos cometidos no Reich nos primeiros seis meses de 1933 é verdadeiramente impressionante. No prefácio escrito por Lord Marley, algumas das suas palavras elucidam-nos sôbre o método que presidiu à compilação do material publicado: ‘Não utilisamos, diz êle, os documentos mais sensacionais. Cada facto consignado nêste livro foi submetido previamente a um exame minucioso e os casos que foram mencionados são a expressão duma série de factos análogos. Nós poderiamos fazer detalhes muito mais horriveis mas abstivemo-nos de o fazer precisamente por causa do caracter excepcional que estes casos apresentam’.”

Parece tratar-se de uma edição de iniciativa de Pedro Veiga facto indiciado pela indicação na segunda página: “Aos homens livres que lutam por idéias humanas. O Tr. P. V. Outubro XXXIII” e pelo ambiente gráfico tão característico de outros livros de sua lavra" [ler AQUI]
 
 
J.M.M.