sexta-feira, 27 de novembro de 2015

HISTÓRIA DE TAVIRA, POR OFIR CHAGAS

Amanhã, dia 28 de Novembro de 2015, pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, proceder-se-á à apresentação de dois volumes dedicados à História de Tavira, num trabalho extenso da autoria de Ofir Renato Chagas.

O primeiro volume dedicado à Monarquia e à República e o segundo volume dedicado ao Estado Novo e à Democracia.

Para apresentar a obra amanhã foi convidado o Professor da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve e historiador José Carlos Vilhena Mesquita.

Pode ler na nota de divulgação do evento:

História de Tavira” é um profundo trabalho deste tavirense que resume a vivência de Tavira, nestes dois volumes de 300 páginas cada, para os quais fez uma vasta pesquisa histórica.
O 1º Tomo1ª Parte é iniciado com uma análise aos primórdios de Tavira e aborda toda a época da Monarquia vivida entre os Séculos XII a XIX. A 2ª Parte recorda a 1ª República, desde a sua aclamação em Tavira, as lutas políticas da época, a participação dos militares tavirenses na I Grande Guerra, a Pneumónica, até ao colapso do velho regime republicano.
O 2º Tomo3ª Parte, constitui um estudo sobre o Estado Novo. O que foi a vida quotidiana de Tavira, o clima político do momento, a economia da terra, a evolução e decadência da pesca do atum, o urbanismo da época, o desenvolvimento turístico, etc. - 4ª e última Parte, recorda a vivência pós “5 de Abril”. A evolução urbana da cidade e o desenvolvimento social que envolveu esta terra.
Em referência especial, esta obra recorda as muitas centenas de tavirenses que deram vida a Tavira, quer no campo social e cultural, quer na vida politica e autárquica, com referência a todas as equipas governativas do concelho, desde o ano de 1835 até aos nossos dias.

Este extenso trabalho comporta a inclusão de 480 fotografias.

PROGRAMA DE APRESENTAÇÃO DA OBRA

Dia 28 de Novembro (16,00 horas) – Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
Apresentador  -  Prof. Doutor José Carlos Vilhena Mesquita  (da Universidade do Algarve)

Dia 5 de Dezembro (16,00 horas) – Auditório do Clube de Tavira
Apresentador:  Comandante  José Joaquim Peralta Castro Centeno (Capitão-de-mar-e-guerra)

Uma obra que já tivemos oportunidade de folhear brevemente, ainda em fase acabamento, e desejando o maior sucesso para o seu autor que se tem afirmado como um investigador persistente e uma das pessoas que bem conhece a História da cidade de Tavira.

A acompanhar com atenção.

A.A.B.M.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

I JORNADA DE HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA - UNIVERSIDADE DO PORTO



Hoje, dia 26 de Novembro de 2015, o CITEM da Faculdade de Letras da Universidade do Porto vai levar a efeito as I Jornada de História da Historiografia.

Ao longo do dia vários historiadores vão debruçar-se sobre a História e a Historiografia que se vai fazendo e que se tem feito nas instituições ao longo do tempo em vários contextos e conjunturas.

O programa da jornada está estruturado da seguinte forma:

Programa
 
11h00 Sessão de Abertura
 
11h15 Sessão 1 | Interdisciplinaridade e Políticas da História (Moderador Professor Doutor Eurico Gomes Dias)
 
Professora Doutora Amélia Polónia (FLUP, CITCEM) | Inter, multi e transdisciplinaridade – um desafio à construção historiográfica
 
Doutor Nuno Bessa Moreira (FLUP, CITCEM) | Reflexões de Vitorino Magalhães Godinho sobre a História no conspecto das Ciências Sociais e Humanas
 
Professor Doutor Francisco Azevedo Mendes (ICS, UM) e Doutor Nuno Bessa Moreira (FLUP, CITCEM) | Os trabalhos de Brian Fay – historicidade e sistema em revistas de Teoria da História
 
Professor Doutor Maciel Morais Santos (FLUP, CEAUP) | O memoricídio palestiniano
 
13h00 Intervalo
 
15h00 Conferência pelo Professor Doutor Sérgio Campos Matos (FLUL, CH-UL) | Historiografia e memória: uma perspectiva crítica
 
15h35 Sessão 2 | Instituições, Conceitos e Práticas Historiográficas (Moderador Doutor Nuno Bessa Moreira)
 
Professor Doutor Eurico Gomes Dias (ISCPSI) | O estímulo científico da historiografia promovido pela Academia Real das Ciências [1779-1820]
 
Mestre Ricardo de Brito (ICS-UL/CH-UL) | Inovações lexicais em Portugal na transição do século XVIII para o XIX: o caso do conceito de Revolução
 
Professor Doutor João Couvaneiro (Instituto Piaget, Almada) | Autonomia do ensino superior da História (1861-1911)
 
Mestre José de Sousa (ICS-UL/CH-UL) | Um projecto de institucionalização historiográfica no pós II Guerra Mundial: a Sociedade Portuguesa de História da Civilização
 
17h15 Pausa
 
17h30 Conferência pelo Professor Doutor João Paulo Avelãs Nunes (FLUC, CEIS XX) | Historiografia eparadigma neo-moderno
 
Organização: Nuno Bessa Moreira | CITCEM


Mais informações: http://www.citcem.org

A acompanhar com todo interesse devido ao facto de ser umas jornadas pouco vulgares em Portugal, os Historiadores a analisarem a História que se vai produzindo e as suas circunstâncias, problemas, dificuldades e, ao mesmo tempo, as vantagens e sucessos que se vão alcançando ao longo do tempo.

A.A.B.M.

OFICINA: ALGARVE E ALGARVIOS NA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

Uma excelente iniciativa do Ateneu Comercial e Industrial de Loulé para os dias 26 e 27 de Novembro de 2015, sobre o papel do Algarve e dos algarvios na Implantação da República.

Um encontro formativo sob a forma de oficina dinamizada por Luís Guerreiro, um apaixonado pela história local e regional, com muitas conferências e textos na imprensa regional. Desta vez num modelo de formação mais alargada.

Sendo que qualquer pessoa pode participar embora deva fazer a sua inscrição através dos seguintes contactos: luisa.martins@cm-loule.pt . Tm : 926817053.

Entrada Livre.

Uma sessão que se saúda com os votos do maior sucesso e se divulga junto de todos os interessados.

A.A.B.M.

MEMÓRIAS DA 1ª GUERRA MUNDIAL: ENCONTROS DE OUTONO EM FAMALICÃO

Realiza-se em Vila Nova de Famalicão, na Casa das Artes, no âmbito do projecto Encontros de Outono, um interessantíssimo congresso dedicado às Memórias da 1ª Guerra Mundial.

Ao longo de dois dias, conforme se pode constatar no cartaz do evento, alguns dos especialistas mais reputados no tema vão apresentar os seus estudos sobre a temática do memorialismo da 1ª Guerra Mundial. Contando com presenças como António José Queiroz, Teresa Nunes, José Carlos Seabra Pereira, José Barbosa Machado, Norberto Cunha, David Martelo, Ernesto Castro Leal e Ana Cabrera entre outros.

A não perder para quem estiver na região norte de Portugal e aprender mais sobre as memórias que alguns dos combatentes deixaram da sua participação na Grande Guerra.

A.A.B.M.

CIÊNCIA POLÍTICA NO PORTUGAL DOS ANOS 30. O SANEAMENTO DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS EM 1935 - ENCONTRO

Realiza-se no próximo dia 27 de Novembro de 2015, no Anfiteatro Manuel Valadares, do Museu Nacional de História Natural e Ciência - Universidade de Lisboa, um encontro científico onde se evocarão os professores universitários que o Estado Novo procurou silenciar: com a publicação do decreto-lei nº 25 317, de 13 de Maio de 1935.

Veja-se o decreto lei nº 25 317, conforme foi publicado no Diário do Governo:
Dias mais tarde, no dia 16 do mesmo mês, novo decreto publicado no Diário do Governo expulsava da função pública um conjunto de personalidades com fortes conotações à oposição ao Estado Novo de Salazar, conforme se pode ver na imagem abaixo:
Nessa ocasião foram afastadas todas as personalidades que o documento apresenta onde se destacam entre outras: o Professor Rodrigues Lapa da Faculdade de Letras de Lisboa e de Aurélio Quintanilha da Universidade de Coimbra, Nuno Simões, Germano Martins, Domingos Leite Pereira, Adelino da Palma Carlos, o General Joaquim Mendes Cabeçadas, o coronel Norberto Guimarães, o professor Sílvio Lima, da Faculdade de Letras de Coimbra, Álvaro Lapa, Abel Salazar, Norton de Matos, Manuel de Sousa Coutinho Júnior, Eduardo Santos Silva, Alberto Dias Pereira, Mem Verdial, Jaime Carvalhão Duarte, José Vicente Barata, Manuel da Silva, José de Oliveira Neves, Rafael de Sousa Ribeiro, Artur Guilherme Rodrigues Cohen, Álvaro Manuel dos Santos Machado, António Tavares Pereira, entre outros.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:

Com este Encontro pretende-se reflectir sobre o significado e o impacto político e científico dos saneamentos de 1935 – a institucionalização do autoritarismo em Portugal e a fascistização da Universidade, explorando como hipótese de trabalho as tensões corporativas e científicas dentro da Academia, nomeadamente o eventual aproveitamento da hierarquia universitária instalada para bloquear a progressão de carreira a jovens professores/investigadores universitários, verdadeiros corpos de inovação e de crítica à instituição e às suas práticas científicas e pedagógicas.
Pretendemos explorar as complexas interdependências entre Ciência, Política e Universidade, avaliando as repercussões destas medidas em Portugal nas décadas subsequentes, também em contexto de internacionalização científica.

Entrada livre.

Uma sessão para acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

"ALGARVIOS PELO CORAÇÃO - ALGARVIOS PELO NASCIMENTO", POR GLÓRIA MARIA MARREIROS


Depois de publicar Quem foi Quem? 200 Algarvios do Século XX, a autora, Glória Maria Marreiros começou a trabalhar naqueles que não sendo algarvios tiveram fortes relações com a região e deram contributos para melhorar as condições da região. Assim surgiu esta nova obra Algarvios pelo Coração - Algarvios pelo Nascimento, que homenageia algumas figuras destacadas da História de Portugal com fortes ligações ao Algarve.

Esta obra irá ser apresentada em Lagos, amanhã, 21 de Novembro de 2015, pelas 16 horas, no Laboratório de Artes Criativas, Rua Prof. Luiz Azevedo, nº 37, a apresentação da obra estará a cargo do Dr. José Manuel Furtado.

Pode ler-se na nota de divulgação da presente obra:
Ao dar por terminada, no ano 2000, a obra "Quem foi Quem? 200 Algarvios do Século XX", ficou-nos um certo peso na consciência pelo facto de termos incluído apenas cidadãos nascidos em terras algarvias. Esta opção levou à omissão de variadíssimas personalidades cujas vidas beneficiaram de alguma forma o Algarve, ou por ele foram tocadas. 
É, pois, procurando fazer um pouco de justiça que decidimos, na presente obra, juntar aos Algarvios por nascimento aqui biografados, e que certamente amaram o seu Algarve, um outro grupo a que decidimos chamar Algarvios pelo coração. 

Os Algarvios pelo coração presentes neste livro são uma homenagem a inúmeras personalidades das mais diversas profissões que, não tendo nascido no Algarve, a ele dedicaram muito das suas vidas, do seu saber ou labor. 

Quanto aos Algarvios por nascimento constituem, em certa medida, a continuidade da obra referida anteriormente, que pelo seu título 200 Algarvios… era limitativa. Assim, procurámos agora actualizá-la. Através de resumos de vida dos biografados pretendeu-se dar visibilidade a gente que, das mais diversas formas, oferece um panorama da vida no Algarve no decorrer da última centena de anos. Passaremos por vidas que se apagaram durante a Primeira República, por outras que viveram o longo período da ditadura e pelos falecidos mais recentemente, nos 40 anos de Democracia, 1974-2015.

Uma obra que não podemos deixar de saudar e a que fazemos votos de grande sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

CONDEIXENSES NA GRANDE GUERRA (1914-1918): EXPOSIÇÃO


EXPOSIÇÃO: CONDEIXENSES NA GRANDE GUERRA (1914-1918)
LOCAL: Centro Cultural, Recreativo e Desportivo da Barreira
HORÁRIO: Visitas nos Dias Úteis 18-20 horas/ Sábado e Domingo: 14-20 horas
DATA: Termina no próximo domingo 22 de Novembro de 2015


Fica a sugestão a todos os interessados no tema para realizarem uma visita à exposição nos horários que constam no cartaz. Interessará sobretudo aos naturais de Condeixa, que podem tentar descobrir 
se os antepassados constam nos registos, já que se reuniram mais de uma centena de nomes de condeixenses que combateram na Grande Guerra de todas as freguesias do concelho: Anobra, Belide, Bendafé, Condeixa-a-Nova, Condeixa-a-Velha, Ega, Furadouro, Sebal, Vila Seca e Zambujal.

Para acompanhar com atenção.

A.A.B.M.

domingo, 15 de novembro de 2015

"MARIANA COELHO. UMA EDUCADORA FEMINISTA LUSO-BRASILEIRA", POR AIRES ANTUNES DINIZ

Na próxima terça-feira, dia 17 de Novembro de 2015, na Biblioteca Central da UTAD vão ser apresentadas duas obras sobre a feminista, escritora e educadora Mariana Teixeira Coelho, nascida em Sabrosa, distrito de Vila Real, emigrante no Brasil onde se destacou no envolvimento com os movimentos feministas e que veio a falecer em 29 de Novembro de 1954, em Curitiba, Brasil.

Título: Mariana Coelho. Uma Educadora feminista Luso-Brasileira
Autor: Aires Antunes Diniz

Título: Mariana Coelho: a educadora feminista
Autor: Leonardo Iorio

Local: Biblioteca Central da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Data: 17 de Novembro de 2015

Apresentantes:
- Prof. Doutora Luzia Oca Gonzalez (UTAD)
- Prof. Doutora Maria José Magalhães (FPCEUP)
Horário: 17.30 h

Com os nossos votos do maior sucesso para esta iniciativa.

A.A.B.M.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

RECORDANDO SAMPAIO BRUNO: EXPOSIÇÃO NO PORTO

Quando se assinala o Centenário do Falecimento de Sampaio Bruno, a Biblioteca Pública Municipal do Porto inaugura hoje, pelas 19.30 h, uma exposição evocando a personalidade.

Subordinada ao título À Margem do Tempo. Recordando Sampaio Bruno (1857-1915) recorda-se a personalidade do publicista, republicano, filosofo e investigador portuense.

Para acompanhar com atenção.
A.A.B.M.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

SAMPAIO BRUNO, O PORTUENSE UNIVERSAL



Sampaio Bruno, o Portuense Universal” – por António Valdemar, in jornal Público

Centenário da morte do grande erudito e pensador deverá ter comemorações nacionais
Entre as efemérides a celebrar, ainda em 2015, e numa dimensão nacional, além de Silva Cordeiro (20-6-1859/2-1-1915), o professor que mais interessou Fernando Pessoa, na passagem episódica pelo Curso Superior de Letras, deparam-se os centenários da morte de Ramalho Ortigão (24-19-1836/27-9-1915) e da morte de Sampaio Bruno (30-11-1857/11-11-1915). Ambos são naturais do Porto e ambos ligados à história da cidade.

Não possui qualquer fundamento a informação da Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira ao salientar que Sampaio Brunoformou-se em Medicina em 1876 e passou ainda a frequentar a Antiga Escola Politécnica do Lisboa, mas em 1878 teve de abandonar os estudos por falta de saúde” (vol. 26 – pág. 891). Nos estudos biográficos e críticos de Joel Serrão verifica-se que Sampaio Bruno frequentara e não concluíra a Antiga Escola Politécnica do Porto. Não possuía qualquer curso. Tal como Herculano, Camilo, Oliveira Martins, Aquilino, Cesário Verde, Fernando Pessoa e Almada Negreiros. Mais próximo de nós: Sofia, Natália, Agustina, Saramago, Mário Cesariny e Eugénio de Andrade.

Leitor compulsivo, erudito multifacetado, Sampaio Bruno foi um trabalhador incansável. Umas vezes a esmiuçar a grande e a pequena história do passado remoto outras a fazer a análise crítica ou o enquadramento da realidade imediata. Outras, ainda, a dissertar em torno de questões esotéricas da antiguidade longínqua ou do mito sebastianista.
 
 
 

Bruno tem uma intervenção torrencial na imprensa, quer por solicitação política e partidária, quer – ele o confessa – como trabalho remunerado, para garantir a subsistência. Sampaio Bruno pretendia ocupar a direção da Biblioteca do Porto. O lugar encontrava-se vago, pela morte do diretor e fundador da Biblioteca Eduardo Allen (1824-1899), sócio da Academia das Ciências, licenciado em Direito por Coimbra.

O acesso, contudo, permanecia-lhe vedado, não por motivos políticos, pela filiação republicana e intervenção no 31 de Janeiro. Era exigido um curso universitário. Sampaio Bruno debatia-se com a falta de habilitações para ocupar o cargo. Procurou ser eleito sócio da Academia das Ciências de Lisboa. O seu mérito era amplamente reconhecido. Tinha admiradores, amigos pessoais, conterrâneos e correligionários políticos em ambas as classes da Academia das Ciências de Lisboa. Sampaio Bruno admitiu que tal distinção ultrapassaria os obstáculos e as exigências institucionais.

Contudo, o tempo de decisão das Academias não se compadece, nem coincide com o ritmo das tramitações burocráticas. Ignoro que diligências se fizeram. Se houve formalização da proposta; se chegou a ser apreciada e submetida à votação a candidatura de Bruno.

De momento, não é possível realizar qualquer investigação no arquivo documental da Academia das Ciências de Lisboa. Em face de um pedido de esclarecimento, a fim de aclarar, com a possível urgência, esta situação relativa a Sampaio Bruno, recebi a informação de que todo o acervo terá sido, recentemente, transferido e por ordem superior, para outras dependências das instalações do edifício. Não se podem consultar os processos de sócios efetivos e correspondentes nacionais e estrangeiros, com os respectivos elementos anexados e que se revestem da maior importância biográfica e bibliográfica. Nem muitos livros de atas. Mesmo recentes.

Sei, no entanto, que o cargo de diretor da Biblioteca do Porto foi ocupado por António Rocha Peixoto (1868-1909) licenciado pela Escola Politécnica do Porto, arqueólogo, etnógrafo e historiador. Passados alguns anos, Sampaio Bruno ingressava na Academia das Ciências de Portugal, fundada em Lisboa a 18 de Abril de 1907, que funcionou pouco mais de uma década, se estendeu a todo o Pais e chegou inclusive à Galiza.

Esta Academia - que resultou de uma cisão polémica com a Academia das Ciências de Lisboa - incluiu, logo de início, numerosos sócios de prestígio alguns deles da Academia das Ciências de Lisboa como Teófilo (um dos organizadores), Conde de Sabugosa, Alfredo da Cunha, Teixeira de Queiroz, Sousa Viterbo, Consiglieri Pedroso, Gonçalves Viana. Entre os propostos destaca-se Sampaio Bruno. A Academia das Ciências de Portugal teve o mérito de corrigir algumas injustiças, até que, de condescendência em condescendência, abriu indiscriminadamente a porta a carreiristas intelectuais e oportunistas políticos.

Só em 1909 Sampaio Bruno conseguiu, finalmente, com a morte de Rocha Peixoto ser nomeado bibliotecário e a seguir diretor da Biblioteca Municipal do Porto. A sua obra reflecte o Porto cívico e cultural de outros tempos e do seu tempo: o Porto de Antero de Quental, a presidir à Liga Patriótica do Norte. O Porto literário de Eça de Queiroz, à frente da Revista Portugal. O Porto de Camilo (mas a caminho dos editores e oftalmologistas). O Porto dos primórdios literários de António Nobre e Raul Brandão e de Manuel Teixeira Gomes a tentar fazer o curso de Medicina. O Porto do pintor Marques de Oliveira (mestre de Henrique Pousão), que retratou o mar e o areal da Póvoa de Varzim. O Porto de Soares dos Reis que, de insatisfação a insatisfação, e sufocado por intrigas e invejas, num desesperado encontro com a morte, resvalou nas garras do suicídio. O Porto medularmente republicano de Rodrigues de Freitas, de Basílio Teles, de Aurélio Paz dos Reis (o criador do cinema português) e de Sampaio Bruno. Reflete, ainda, o Porto, orgulhosamente, concentrado nas suas fronteiras territoriais, entregue à azáfama comercial, absorvido com a roda–viva industrial e, simultaneamente, recetivo às solicitações da cultura e ao sentido da universalidade.

Ainda Sampaio Bruno viveu seis anos enraizado na Biblioteca do Porto. A descobrir e editar velhos manuscritos. Sempre a trabalhar. A escrever n’A Águia de Teixeira de Pascoaes e de Leonardo Coimbra. A receber uma carta de Fernando Pessoa para colaborar no Orpheu.

Sampaio Bruno, o portuense universal – por António Valdemar [Jornalista e investigador, membro da Academia das Ciências], jornal Público, 2 de Novembro de 2015, p.46 – com sublinhados nossos.
 
António Valdemar
 

J.M.M.

MOVIMENTO OPERÁRIO PORTUENSE. NASCIMENTO E EVOLUÇÃO (1850-1914), DE VITOR RANITA

AUTOR: Vítor Ranita

TÍTULO: "Movimento Operário Portuense. Nascimento e Evolução (1850-1914)"

EDIÇÃO: Associação de Jornalistas e Homens do Porto

APRESENTANTE DA OBRA: Bruno Monteiro

LOCAL: Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto
Rua Rodrigues Sampaio, 140, 4000-424 Porto

HORÁRIO: 18.30 H

A acompanhar com toda a atenção, hoje 5 de Novembro de 2015, ao final da tarde, na cidade do Porto.

A.A.B.M.

REVISITAR GOA: EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA E APRESENTAÇÃO DE LIVRO EM CONDEIXA

Na próxima sexta-feira, 6 de Novembro pelas 17.30h, nas instalações da Casa Museu Fernando Namora, em Condeixa-a-Nova, inaugura-se uma interessante exposição bibliográfica subordinada ao título Revisitar Goa. Esta exposição é feita a partir da colecção particular do Dr. Joaquim Filipe Soares Rebelo, que se tem dedicado apaixonadamente à recolha de obras que se debruçam  sobre este tema, devido às suas origens familiares, mas também ao conhecimento e gosto que herdou de seus pais: Domingos José Filipe Inácio dos Remédios Roque da Conceição Soares Rebelo (1916-2013), nascido em Margão - Goa, investigador, bibliófilo e publicista ligado a este tema e sua mãe D. Rosalina Filomena da Cunha Soares Rebelo (1908-2007), também ela escritora, professora e feminista com grande visão humanista.

Pelas 18 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, realiza-se a apresentação do livro Goa, de Helena Rainha Coelho, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra. Podendo ler-se na sinopse da obra AQUI:
A acção da obra Goa decorre entre os finais da Segunda Guerra Mundial e os últimos anos da década de sessenta do séc. XX, abrangendo, com a devida relevância, a integração do Estado Português da Índia na União Indiana. Este facto irá alterar, com grande sofrimento, o destino das personagens. Apesar de se ocupar de acontecimentos relevantes dessa época, o livro não se enquadra na especificidade do romance histórico. É, antes, uma obra situada no tempo e nos espaços próprios, de acordo com a vida e a circunstância das personagens ficcionadas, e da influência de outras que são reais. Partilham, entre si, os factos descritos e suas consequências, vivendo as suas exacerbadas paixões, os amores, as amizades e os tormentos a que, como pessoas que são, não podem fugir.

Uma iniciativa que se saúda e se divulga entre os ledores do Almanaque Republicano e que merece a melhor atenção entre os bibliófilos e os interessados nos temas da História e da Cultura Portuguesa na Índia.

A.A.B.M.

domingo, 25 de outubro de 2015

PATRIMÓNIO CULTURAL, CONHECIMENTO E CIDADANIA - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL EM FARO

Assinalando o 10º aniversário da Convenção de Faro, realiza-se nesta cidade portuguesa, a Conferência Internacional Património Cultural, Conhecimento e Cidadania. 

Esta conferência, que irá ter lugar no Teatro das Figuras, em Faro, a partir das 9.30h, com um conjunto muito relevante de investigadores e ensaístas que se dedicam ao tema em apreço.

O programa do evento é o que a seguir se apresenta: 
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#Programa
09:30 Receção dos participantes

10:00 Sessão de abertura
Rogério Bacalhau, Presidente da Câmara Municipal de Faro
António Branco, Reitor da Universidade do Algarve
Alexandra Gonçalves, Diretora Regional da Cultura do Algarve
Desidério Silva, Presidente da Região de Turismo do Algarve
Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura

10:30 Mensagem de Pierre Paquet
Inspetor-geral do Património da região da Valónia, Bélgica

11:00 Comunicação de Lídia Jorge
Escritora

11:30 Comunicação de Guilherme d’Oliveira Martins
Presidente do Grupo de Trabalho que elaborou a Convenção Quadro do Conselho da Europa sobre o valor
do Património Cultural para a Sociedade, aprovada em 2005; Presidente do Centro Nacional de Cultura

14:00 Painel temático Património e Conhecimento
João Guerreiro, Universidade do Algarve - Moderador
João Pedro Bernardes, Universidade do Algarve - Património Arqueológico
Luís Filipe Oliveira, Universidade do Algarve - Património Histórico
Miguel Reimão Costa, Universidade do Algarve - Património Rural
Renata Araújo, Universidade do Algarve - Arte e Urbanismo

Debate

16:00 Painel temático Capitais Europeias da Cultura
Manuela Guerreiro, Universidade do Algarve - Moderadora
Ulrich Fuchs, Diretor, Linz ‘2009, Marselha ‘2013 - Capital Europeia da Cultura
Robert Palmer, Diretor, Glasgow ‘1990, Bruxelas ‘2000 - Capital Europeia da Cultura
Carlos Martins, Diretor Executivo, Guimarães ‘2012 - Capital Europeia da Cultura

Debate

18:00 Concerto de Música de Câmara da Orquestra Clássica do Sul

Nota: Estará patente na Universidade uma exposição sobre recursos para o estudo e conhecimento do
Património (exposição bibliográfica, incluindo obras temáticas e dissertações de Mestrado e Doutoramento).

Uma sessão a não perder em Faro.

A.A.B.M.

HOMENAGEM DOS SEUS AMIGOS AO EMINENTE SOCIALISTA ANTÓNIO ISIDORO RODRIGUES



Homenagem dos seus amigos ao eminente socialista de Coimbra, António Isidoro Rodrigues, em 30 de Janeiro de 1924 [peça de colecção]

Trata-se da Festa/Homenagem, feita por um grupo de amigos ao operário sapateiro António Isidoro Rodrigues, no dia do seu aniversário natalício (n. a 30 de Janeiro de 1866). A Homenagem (organizada possivelmente por José Lopes da Fonseca) realizou-se na sala da Associação de Classe dos Enfermeiros dos Hospitais da Universidade. Estiveram presentes 150 companheiros que lhe ofereceram no final uma pasta contendo uma “bela mensagem”, a sua fotografia (oferecida pelo fotografo Pedro Lencastre) e as assinaturas dos amigos presentes.      

António Isidoro Rodrigues foi um eminente socialista de Coimbra (Sé Nova) e pertenceu à direcção da Associação de Socorros Mútuos União Artística Conimbricense. Subscreveu [a 3 de Abril de 1896] um notável desagravo dos operários sapateiros contra a lei de 13 de Fevereiro de 1896, que cerceava a liberdade de imprensa [in O Defensor do Povo, Coimbra, 2 de Abril de 1896].
FOTO AQUI, com a devida vénia.   

J.M.M.

UMA TARDE NO MUSEU DO ALJUBE: MIGUEL TORGA - PRISÃO, CENSURA E OBRA PRISIONAL

No próximo dia 28 de Outubro de 2015, a partir das 18 horas, no Museu do Aljube Resistência e Liberdade, vai ser possível assistir a uma interessante sessão acerca da obra de Miguel Torga.

Pode lêr-se no cartaz:
" A partir de 1928, a Ditadura Militar alojou na prisão do Aljube os seus "presos políticos", a aguardar deportação ou julgamento.
É o caso de Miguel Torga, escritor e poeta maior da cultura portuguesa que foi encarcerado na prisão do Aljube em Dezembro de 1939. Aí permaneceu por três meses, tendo continuado a escrever alguns dos seus mais belos poemas".

Uma iniciativa em parceria entre o Centro de Estudos Comparatistas e Fundação José Saramago no âmbito do colóquio internacional Criação, Repressão e Censura no contexto Ibérico e Ibero-Americano.

Para acompanhar e divulgar o cartaz que acima se apresenta.

A.A.B.M.

1415-2015: DOS IMPÉRIOS À CPLP - DISCURSOS E PRÁTICAS: COLONIALISMO, ANTICOLONIALISMO E IDENTIDADES NACIONAIS - COLÓQUIO INTERNACIONAL

Em Coimbra, a partir dos próximos dias 28 a 30 de Outubro, realiza-se o III Colóquio Internacional: 1415-2015: Dos Impérios à CPLP - Discursos e Práticas: Colonialismo, Anticolonialismo e Identidades Nacionais para todos os interessados nestas temáticas que conheceram, contactaram e são herança destes múltiplos e longos contactos de séculos.

O colóquio conta com um conjunto muito interessante de investigadores de vários países e instituições, com leituras plurais e enriquecedoras de uma problemática que toca muito a Portugal.

O programa do colóquio organiza-se da seguinte forma:

Dia 28 de Outubro
9h 30m – Sessão de Abertura

10h - I Painel: Império e impérios: um inventário multissecular de homens e lugares (1415-1975) – Moderadora: Ana Luísa Santos (DCV-CIAS— Universidade de Coimbra)

1oh-“Lûmbu: democracia no antigo Kôngo”, por Patrício Batsikama (Universidade Agostinho Neto-Angola)

1oh 20m -“O que viu Barbosa quando viu o Theyyam?”, por José Filipe Pereira (Performer – Universidade de Coimbra)

1oh 45m – Debate

11h 15m - Pausa para Café

11h 30m Moderação: Julião Soares Sousa (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

11h 30m - “O Império francês na contradição republicana da estratégia mundial oitocentista”, por José Luís Lima Garcia (CEIS 20 – Universidade de Coimbra)

11h 5om - “Dominação e subalternização das identidades. A codificação dos “usos e costumes” no Moçambique colonial”, por Rui Pereira (IHC- Universidade Nova de Lisboa)

12h 10m – Debate

13h-Pausa para Almoço

14h 30m – II Painel: Império e impérios: cartografia imperial: analogias e contradições – Moderador: José Luís Lima Garcia (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

14h 30m - “Os desafios na construção dos estados na época da globalização”, por Maria Antónia Barreto (Instituto Politécnico de Leiria)

14h 50m - - "Ideal e utopia: uma cultura colonial específica", por António Faria (Universidade Lusófona)

15h 10m -O fim da guerra na Guiné - Operações Secretas, por José Matos (Associação de Física-Universidade de Aveiro)

15h 30m - Debate

16h – Pausa para Café

16h 15m - “A política de planeamento e integração económica das províncias ultramarinas portuguesas na década de 1960 – reconfiguração institucional e limites da interterritorialidade”, por Fátima Moura Ferreira (Universidade do Minho); Francisco Azevedo Mendes (Universidade do Minho); Bruno Fonseca (Universidade do Minho); Aníbal do Rosário da Costa (Bolseiro do Instituto Camões-MNE)

16h 35m - “A instituição do Estado Novo pela imprensa brasileira”, por Thiago Fidelis (Universidade Estadual Paulista - Brasil)

16h 55m - Debate

17h30m – Final do primeiro dia de trabalhos



Dia 29 de Outubro

9h 30m – Abertura


10h - III Painel – Pós-Colonialismo, Construção do Estado e CPLP (1975-2015) – Moderador: Clara Serrano (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

10h - “Descolonização e CPLP como produto pós-colonial”, por Laura Antonini (ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa)

10h 20m – “José Eduardo dos Santos e a ideia de Nação Angolana”, por Patrício Batsikama (Universidade Agostinho Neto-Angola)

10h 40m – “The Federal Republic of Germany and the Angolan War of Independence (1961-1974)”, por Nils Schliehe (Universidade de Hamburgo)

11h - Debate

11h 20m- Pausa para Café

11h 30m -“Entre a Descolonização e a CPLP. As relações entre Portugal e os novos estados africanos de língua portuguesa através dos programas de Governo”, por Pedro Pontes e Sousa (Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

11h 50m - “O processo de descolonização representado pela narrativa jornalística: o olhar do outro ocidental”, por Marco Gomes (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

 12h 10m – Debate

12h 45m-Pausa para Almoço

14h 30m – IV Painel – A visão do (s) outro (s) (1415-2015) – Moderador: Fernando Florêncio (DCV-Universidade de Coimbra)

14h 30m - Visões do paraíso hígido. A ilha da Madeira nos discursos médicos do século XIX”, por Luís Timóteo Ferreira (CEIS20-Universidade de Coimbra)

14h 50m - Relações cosmopolíticas entre a costa oriental da América do Sul e a África de Oeste”, por Camillo César Alvarenga (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- Brasil)

15h 10m - Debate

15h 2om – Pausa para Café

16h 5m-"A imagética do Império em Moçambique: história, memória e identidade", por Olga Iglésias Neves (ISEG-Universidade de Lisboa)

16h 25m - “As imagens somos nós – um ensaio sobre o retrato fotográfico”, por Isabel Calado (Instituto Politécnico de Coimbra)

16h 45m – Debate

17h 15m – Sessão de Encerramento


Comissão Científica:
                
                 Ana Luísa Santos (CIAS-DCV-UC)
Ana Paula Tavares (FL-UL)
Clara Carvalho (ISCTE)
Clara Isabel Serrano (CEIS 20-UC)
Eduardo Costa Dias (ISCTE)
Fernando Florêncio (DCV-UC)
Fernando Pimenta (CESNOVA-FCSH-UNL)
Heloísa Paulo (CEIS 20-UC)
Luís Reis Torgal (CEIS 20-UC)
José Luís Lima Garcia (CEIS 20-UC)
Julião Soares Sousa (CEIS 20-UC)
José Carlos Venâncio (FCSH-UBI)
Maria Manuela Tavares Ribeiro (CEIS 20-UC)
Pedro Aires Oliveira (IHC-UNL)
Sérgio Neto (CEIS 20-UC)
Vítor Neto (CEIS 20-UC)

Comissão Organizadora:
Clara Isabel Serrano
José Luís Lima Garcia
Julião Soares Sousa
Marlene Taveira
Sérgio Neto

Local da Realização:

Universidade de Coimbra (Anfiteatro 2-Departamento das Ciências da Vida - Antropologia)

Com os votos de maior sucesso para esta iniciativa que seja um ponto de encontro e de reflexão sobre uma temática tão interessante, ainda para mais quando se assinalou este verão os seis séculos do início da Expansão Portuguesa, com a conquista de Ceuta.

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

sábado, 24 de outubro de 2015

ESPAÇOS CULTURAIS TRANSATLÂNTICOS . COLÓQUIO


Nos próximos dias 28 a 30 de Outubro de 2015, na Faculdade de Letras de Lisboa e no Palácio Fronteira, em Lisboa, vai realizar-se um colóquio para finalizar um projecto de investigação que decorre entre várias instituições. Assim, reúnem-se investigadores de varias instituições de vários países, como Portugal, Espanha, Brasil, França e Inglaterra, que estudam temas correlacionados e apresentam-se as conclusões.

Permita-se-nos o destaque para a presença de Roger Chartier, Jean-Yves Mollier, Diogo Ramada Curto, entre outros prestigiados investigadores com reconhecida competência neste tipo de pesquisas relacionadas com a cultura e a sua difusão.

Pode ler na nota de divulgação do colóquio:

O encontro "Espaços culturais transatlânticos - conclusões de um projecto internacional" surge na sequência dos trabalhos que, desde 2010, têm sido desenvolvidos por uma equipa coordenada por investigadores da Universidade de Versailles - Saint-Quentin-en-Yvellines (UVSQ), com Jean-Yves Mollier, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com Márcia Abreu, sob o tema "A Circulação Transatlântica dos impressos e a mundialização da cultura no século XIX" (ver www.circulacaodosimpressos.iel.unicamp.br/index.php?cd=0&lang=pt). 

Inicialmente ancorado em três eixos (1. agentes, 2. instituições e lugares e 3. formas materiais e géneros), este projecto visa esclarecer os vários circuitos percorridos por livros e revistas da Europa para o Brasil (e vice-versa) e no interior do Brasil. Pretende-se também considerar a velocidade e a intensidade com que obras, pessoas e ideias viajavam entre Inglaterra, Portugal e Brasil e avaliar a sincronia do interesse despertado pelos mesmos livros em lugares diferentes, clarificando o papel de editores, livreiros e empresários teatrais, com actividade em diferentes países, dando especial atenção à tradução das obras.

O projecto reúne anualmente desde 2010 e é, desde 2011 financiado pela FAPESP (11/07342-9). Nos encontros anuais discute-se e confronta-se o trabalho realizado e, desde 2014, procura-se já apurar resultados e preparar o seu formato final. Os encontros realizaram-se em Paris (2010 e 2013), Lisboa (2011) e São Paulo (2012 e 2014) voltando agora em 2015 de novo em Lisboa. A equipa coordenou ainda painéis na Conferência SHARP, em Filadélfia 2013 e em diversos encontros regionais e organizou em 2012, em Campinas e em São Paulo uma Escola de Estudos Avançados com o tema do projecto de que resultou um livro que será apresentado em Londres, no próximo mês de Novembro (I. B. Tauris Publishers).

Os eixos do Encontro de 2015, em Lisboa, são seis: 1. Editores; 2. Romances; 3. Traduções; 4. Periódicos; 5. Circulação de pessoas e de ideias e 6. Teatro. Em cada tema intervirão especialistas exteriores à equipa criticando e reflectindo sobre os resultados obtidos. A abertura estará a cargo de Roger Chartier e o encerramento será feito por Jean-Yves Mollier, e todas as sessões plenárias estarão abertas a outros investigadores e ao público em geral, razão pela qual se escolheu começar os trabalhos no Palácio Fronteira. As sessões de trabalho por sub-grupo serão reservadas aos investigadores que o compõem.


O programa do colóquio organiza-se de acordo com o programa que abaixo se apresenta:

Espaços Culturais Transatlânticos – conclusões de um projecto internacional

De 28-10-2015 a 30-10-2015

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Palácio Fronteira


Programa 
28 Outubro (Palácio Fronteira)
14h30 – Abertura do Encontro e visita ao Palácio Fronteira
15h30 – Conferência abertura: Roger Chartier, Collège de France
16h15 – pausa
16h30 às 18h - debate dos temas (1ª parte)
                      "Editores" – Carlos Alberto Gonzalez Sanchez, Univ. Sevilla
                      "Teatro" – Maria João Brilhante, Univ. Lisboa

29 Outubro (Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa)
Debate dos temas (2ª parte)
10h-11h20 - "Romances e traduções" – James Raven, Univ. Cambridge & Essex
11h20 - 11h30 - pausa
11h30-12h50 - "Periódicos" – Fátima Nunes Ferreira, Univ. Évora 
                      "Circulação de pessoas e de ideias" – Diogo Ramada Curto, Univ. Nova de Lisboa
12h50 – 14h50 – almoço
15h – 16h10 – discussão por grupos
16h10 – pausa
16h30 – 18h – discussão por grupos

30 Outubro (Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa)
10h – 12h30 – Intervenções de encerramento dos grupos
                  (Lúcia Granja, Márcia Abreu, Tânia de Luca, Orna Levin, Claudia Poncioni e Sandra Vasconcelos)
12h30 – Intervenção de encerramento, Jean-Yves Mollier, UVSQ 

Na comissão organizadora deste evento científico encontram-se os seguintes elementos:

Comissão organizadora
João Luís Lisboa (CHAM - FCSH/NOVA-UAc)
Vanda Anastácio (Centro de Estudos Clásscios-FLUL)
Márcia Abreu (UNICAMP)

Apoio
Patrícia J. Palma
Beatriz Serrão
Carla Veloso




Organização
- CHAM / FCSH/NOVA | UAc
- CEC / FL/UL
Mais informação sobre este evento científico pode ser consultada AQUI.

Com os votos do maior sucesso para este interessante colóquio a ter lugar em Lisboa a partir do meio da próxima semana.

A.A.B.M.