segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

[RUDYARD] KIPLING JORNADA


CONFERÊNCIAS / DEBATE: "[Rudyard] Kipling Jornada.
DIA: 17 de Dezembro 2015 (14,30 horas);
LOCAL: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa [sala 5.2.];

COORDENAÇÃO: António Ventura & J. Carlos Viana Ferreira

COMUNICAÇÃO/ORADOR:

► “The Jungle Book in postcolonial metropolis: Ian Iqbal Rashid’s Surviving Sabu and Bhaiju Shyam’s The London Jungle Book as intermedial acts of translation” [Ana Cristina Mendes];  

► “Could they have been ‘Masonic Friends?’ Rudyard Kipling and Annie Besant” [Teresa de Ataíde Malafaia];

► “Travelling between journalism and literature: Kipling’s art in crossing fixed textual borders [Isabel Ferreira Simões];

► “A man of this Time: the Scientific and Political Grounds for Kipling’s Imperialism[Carla Larouco Gomes];

► “Orwell and Kipling: an imperialist, a gentleman on a great artist[J. Carlos Viana Ferreira];

► “Kipling, Freemasonry and Death[Marie Mulvey-Roberts];

Debate [16,40 horas]

 
Once in so often," King Solomon said,
Watching his quarrymen drill the stone,
"We will club our garlic and wine and bread
And banquet together beneath my Throne,
And all the Brethren shall come to that mess
As Fellow-Craftsmen - no more and no less."

"Send a swift shallop to Hiram of Tyre,
Felling and floating our beautiful trees,
Say that the Brethren and I desire
Talk with our Brethren who use the seas.
And we shall be happy to meet them at mess
As Fellow-Craftsmen - no more and no less."

"Carry this message to Hiram Abif -
Excellent master of forge and mine:-
I and the Brethren would like it if
He and the Brethren will come to dine
(Garments from Bozrah or morning-dress)
As Fellow-Craftsmen - no more and no less (…)

 
[Rudyard Kipling, "Banquet Night", 1926]
 
 
 
 
J.M.M.

domingo, 13 de dezembro de 2015

ÁLVARO CUNHAL. UMA BIOGRAFIA POLÍTICA, VOL. 4, O SECRETÁRIO-GERAL


LIVRO: Álvaro Cunhal. Uma Biografia Política, vol.4, O Secretário-Geral;
AUTOR: José Pacheco Pereira;
EDIÇÃO: Temas e Debates, 2015, p. 480.

Álvaro Cunhal tinha saído algemado da casa clandestina do Luso em 1949. Agora, em 3 de Janeiro de 1960, estava livre mas continuava perseguido e entra de novo na clandestinidade. Tinham-se passado quase onze anos de prisão, uma das penas políticas mais longas do século XX português. Tem quarenta e seis anos, a sua vida pessoal mudaria significativamente a muito curto prazo e a sua acção política torná-lo-á de novo o dirigente máximo do PCP. Depois de uma atribulada estadia no interior de Portugal, sai para a URSS e depois para França, de onde só regressa em 1974. Na década de sessenta, terá uma afirmação indiscutível, como um dos grandes dirigentes comunistas mundiais, internacionalmente reconhecido. O seu pensamento e a sua acção nestes anos moldaram a história de Portugal e das colónias portuguesas até aos dias de hoje. O quarto volume de uma obra monumental, indispensável ao conhecimento da história de Portugal no século XX” [AQUI]

Trata-se do volume IV da estimada biografia política de Álvaro Cunhal (1913-2005), o “mítico” secretário-geral do Partido Comunista Português. O contributo de José Pacheco Pereira para a história do PCP e em particular para a biografia de Álvaro Cunhal é notável e imprescindível. Contra um Cunhal a “preto e branco”, Pacheco Pereira publica em 1999 o primeiro volume – “Daniel, O jovem revolucionário” (1913-1941) - excitando opiniosos protestatórios entre as carpideiras da paróquia.

Este quarto volume percorre a vida política e pessoal de Cunhal entre 1960-68, da sua fuga de Peniche (com outros camaradas), passando pela clandestinidade e seu exílio em Moscovo e Paris; fica-nos na memória a sua responsabilidade de dirigir o combate contra o “desvio de direita” no PCP, a permanência, em Cunhal, de uma incomodidade na dissidência de Francisco Martins Rodrigues (que formatou todos os agrupamentos dissidentes do PCP, em especial o movimento “maoista” português, via FAP/CMLP), a sua teorização da revolução democrática e nacional, o debate sobre a questão da luta armada e o conflito ideológico que esteve presente face ao republicanismo reviralhista, a sua posição tomada no conflito sino-soviético, etc; relembra-nos um Cunhal, aliás Manuel Tiago, deslumbrado pela literatura (curioso o que é referido sobre Aquilino Ribeiro), pela pintura e arte. Estamos, uma vez mais, perante um belíssimo testemunho biográfico sobre Álvaro Cunhal que não nos deixa indiferentes e que honra o investigador José Pacheco Pereira.  

J.M.M.

"MANUEL DE BRITO CAMACHO: UM INTELECTUAL REPUBLICANO NO PARLAMENTO" E "ANTÓNIO MARIA DA SILVA: O ENGENHEIRO DA REPÚBLICA"

Apresentação de mais duas obras da colecção Parlamento no próximo dia 16 de Dezembro de 2015, pelas 18.30, após a sessão do plenário, na Biblioteca da Assembleia da República.

Vão ser apresentadas as seguintes obras:
 - Manuel de Brito Camacho: Um intelectual Republicano no Parlamento, de Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires;

- António Maria da Silva: o Engenheiro da República, de Ricardo Revez.

Mais duas obras sobre personalidades da República que têm vindo a ser publicadas pelo Parlamento, numa excelente iniciativa de divulgação e investigação biográfica.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

sábado, 12 de dezembro de 2015

ALGARVIOS PELO CORAÇÃO - ALGARVIOS POR NASCIMENTO


LIVRO: Algarvios pelo Coração - Algarvios por Nascimento;
AUTOR: Glória Maria Marreiros;
EDIÇÃO: Edições Colibri, 2015, p. 434.

Colectâneas biográficas regionais são escassas entre nós. Glória Marreiros reincidiu, brindando-nos agora - depois do estimulante “Quem foi Quem? 200 algarvios do Séc. XX" (Colibri, 2000), fonte biográfica de necessária consulta – com mais 141 figuras algarvias, adornadas com os respectivos retratos.

Trata-se de um contributo inestimável para a historiografia local e regional, um estudo sério e de interesse, sendo obrigatório numa algarviana que se preze.     

Com um intenso carinho e no âmbito de uma continuada e persistente investigação própria, têm sido elaboradas as notas biográficas e comentários que compõem esta nova obra, inserida no seguimento da já publicada no ano 2000, Quem Foi Quem? – 200 Algarvios do Século XX, mas agora dedicada a mais algarvios, e com o título Algarvios pelo Coração – Algarvios por Nascimento.

Para além dos que nasceram no Algarve outros houve que embora não nascidos nesta região – dedicaram ao Algarve uma vida inteira tendo defendido esta terra de tal modo como se fora sua, tanto que foram adoptados por ela, tendo dado origem à feliz expressão Algarvios pelo Coração, que ora surge incluída no título. (...)

Os Algarvios pelo coração presentes neste livro são uma homenagem a inúmeras personalidades das mais diversas profissões que, não tendo nascido no Algarve, a ele dedicaram muito das suas vidas, do seu saber ou labor. Quanto aos Algarvios por nascimento constituem, em certa medida, a continuidade da obra referida anteriormente, que pelo seu título 200 Algarvios... era limitativa. Assim, procurámos agora actualizá-la” [AQUI]

J.M.M.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

CHAVE DIZ: FALTAM DUAS TÁBUAS E MEIA DE PINTURA NO TODO DA OBRA DE NUNO GONÇALVES



JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS: A CHAVE DIZ: FALTAM DUAS TÁBUAS E MEIA DE PINTURA NO TODO DA OBRA DE NUNO GONÇALVES “O pintor português que pintou o altar de s. Vicente na Sé de Lisboa”. (Da pintura antiga, Francisco da Hollanda). Depositaria Livraria Sá da Costa. Lisboa. (1950). 20,5x27 cm. 15-I págs. B. &

“Curioso ensaio em que Almada Negreiros pretende resumir algumas das noções matemáticas que o levam a  concluir que na disposição do retábulo de Nuno Gonçalves faltariam “duas tábuas e meia”.




[Almada Negreiros] “… Um evidente acerto e o erro gravíssimo de retirar do altar de S. Vicente na Sé de Lisboa, nem mais nem menos do que as seis tábuas em políptico, e ambos a um tempo no mesmo autor, confirmam não haver autoridade crítica para declarar evidente um acerto ou gravíssimo em erro, senão quando o senhor da ‘chave’ do todo do dito altar. Não é este o caso do crítico de arte, porquanto acrescenta erro a acerto, demonstrando ignorar o todo da obra do altar, o qual, de verdade já ignorava de há muito Portugal (embora o desconheçam ainda o Governo e a Nação, e os mandatários oficiais de ambos); e ignorando o todo da obra, demonstra não saber da  sua ‘chave’;  e desconhecendo esta, demonstra ignorar existir quem a tenha. Não tem por conseguinte autoridade crítica para decidir o que seja, no todo ou em parte da obra, a ignorância da ‘chave’ desta …


J.M.M.

1915 - O DESPERTAR DO ALGARVE: EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE PORTIMÃO

Inaugura-se no próximo sábado, dia 12 de Dezembro de 2015, pelas 16 horas no Museu de Portimão, assinalando o Centenário do Congresso Regional Algarvio, a Exposição 1915 - o Despertar do Algarve

Pode ler-se na nota de divulgação da exposição:
A exposição “1915 – O Despertar do Algarve”, que também integra a programação oficial das Comemorações do Dia da Cidade, pretende transmitir as fortes emoções despertadas no início do século XX em que, pela primeira vez num gesto de grande afirmação regionalista, o Algarve foi palco de uma iniciativa pioneira de reflexão e debate sobre os principais problemas e desafios que condicionavam o desenvolvimento da região.
A importância histórica desta iniciativa republicana e o que ela representou num período tão conturbado, em plena 1ª Grande Guerra Mundial, é refletida através da contextualização da situação do Algarve, uma região então bastante esquecida que se debatia com graves problemas de acessibilidade, isolamento e comunicação, face às restantes regiões do país.
O percurso expositivo através de imagens, documentos e peças referentes àquela época, onde não falta a saudosa carrinha, o mais utilizado meio de transporte dos participantes e congressistas, desde a estação de Ferragudo–Parchal até ao Casino da Praia da Rocha, pretende dar a conhecer as principais razões e iniciativas que estiveram na base deste autêntico grito regionalista que despertou o Algarve, em 1915.
O resto da nota de divulgação pode ser encontrada AQUI.
Já se encontram disponíveis em formato digital algumas (quatro) das teses apresentadas ao Congresso Regional Algarvio AQUI.

A notícia sobre a exposição pode ser encontrada AQUI.

Um evento que o Almanaque Republicano não pode deixar de saudar e divulgar junto dos que nos vão acompanhando nestas deambulações pelo espaço virtual, depois de já termos tratado do assunto em vários artigos AQUI.

A.A.B.M.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

REVISTA DE CULTURA LIBERTÁRIA - “A IDEIA” Nº75/76



 Vai sair do prelo a revista de “cultura libertária” “A Ideia”, comemorando os 40 anos do seu nascimento. A revista “A Ideia” tem, nesta sua nova fase de vida (a revista suspende a sua publicação em 1991), a direcção de António Cândido Franco e irá no seu número duplo nº75/76 recensear curiosos temas, como “Surrealismo & satanismo poético”, “Tradição Mágica e Anarquia”, assim como irá prestar homenagem ao poeta (surrealista), escritor e teatrólogo Vírgilio Martinho (1928-1994), autor em destaque nesta edição.
  
LANÇAMENTO:

DIA: 19 de Dezembro (15,00 horas);
LOCAL: Museu do Aljube (Rua Augusto Rosa, 42, Lisboa);
ORADORES: João Freire, Rui Martinho (filho de V. Martinho), José Maria Carvalho Ferreira e Manuel Parreira da Silva – Apresentação de Jorge Leandro Rosa.

J.M.M.


ARQUIVO GRÁFICO DA VIDA PORTUGUESA (1913-1918)



ARQUIVO GRÁFICO da vida portuguesa. [fascículo specimen] Ano I, nº 1 (1903) ao nº VI (1907); Administração e Redação: Travessa da Condessa do rio, 27, Lisboa; Impressão: Bertrand & Irmãos; 1933, 1+6 numrs

Trata-se de uma publicação póstuma (em fascículos e ilustrada) que, a partir do valioso espólio fotográfico de Joshua Benoliel (1873-1932) – “o mais aclamado fotógrafo do início do século XX, considerado por muitos o pai do foto-jornalismo português” - pretende apresentar a “história da vida nacional em todos os seus aspectos, de 1903 a 1918”. A publicação de Joshua Benoliel, que tem como mentor do projecto Rocha Martins, seu biógrafo em 1933 [“Os grandes objectivos duma objectiva célebre”, fasc. nº1], termina abruptamente (por “circunstâncias políticas da época” ou por “dificuldades económicas” – cf. Alexandre Pomar) no final do sexto fascículo, não cumprindo o seu plano inicial de seleccionar a sua colectânea de fotografias até ao ano de 1918.

Do plano inicial faziam parte textos/apontamentos/legendas - e além dos escritores/jornalistas que abaixo referimos - como os de Fernando de Sousa (“Nemo”), general Domingues de Oliveira, Bento Carqueja, Cristiano de Carvalho, Matos Sequeira, Norberto de Araújo, Joaquim Manso, Fidelino de Figueiredo, Albino Forjaz de Sampaio, Rogério Peres, Vasconcelos e Sá, Jorge de Faria, Augusto Pinto, Nobre Martins, Gomes Monteiro, Salazar Correia, Adelino Mendes, Carlos Rates, Manuel Joaquim de Sousa, Alfredo Marques, Costa Júnior, Ribeiro dos Reis.
Joshua Benoliel
 
Não deixa de ser curioso o “raminho” de jornalistas/escritores que (decerto) Rocha Martins escolheu para colaborar nesta homenagem a Joshua Benoliel, que vai de fundibulários monárquicos, integralistas, sindicalistas anarquistas, a aderentes do Estado Novo.  

De facto, alguns dos artigos são muito curiosos: “O que será o Arquivo Fotográfico” (nº specimen), “Os Grandes Objectivos duma Objectiva Celebre” (nº1, Rocha Martins), “O Movimento Operário em Portugal” (ao fasc.nº3, de Ramada Curto), “Procissões” (nº3, pelo padre Miguel de Oliveira), “Reinado de D. Carlos é a base onde assenta o moderno exército português” (fasc.nº4 e ss, com a pena do monárquico e conspirador contra a República, Eurico Satúrio Pires), “A revolta do cruzador D. Carlos”, 8 de Abril de 1906 (6º fasc.), “Os Intransigentes de 1907” (6º fasc., por Mário Monteiro, ex-intransigente da greve de 1907 e violentamente anti-republicano).
Colaboração: Mário Monteiro [aliás, Fortunato Maria Monteiro de Figueiredo, 1885-X; personagem violentamente anti-republicana; participou na Greve de 1907, em Coimbra; advogado, dirigiu o semanário “A Alvorada”, esteve implicado na insurreição militar de 27 de Abril de 1913, razão por que se hominizou no Brasil, perorando em várias conferências monárquicas (curiosamente com Homem Cristo, também ele em fuga no Brasil), regressando por breve tempo a Portugal, tendo regressado ao Brasil, onde se radicou, não sem uma vida complicada, acusado e levado por diversas vezes a tribunal. Mário Monteiro é, de facto, um estranho individuo, desde a publicação (em Coimbra, 1904), dos seus panfletos “Pavões”], Joshua Benoliel (1873-1932), (padre) Miguel A.[Augusto] de Oliveira (1897-1968), Ramada Curto (1886-1961), Rocha Martins (1879-1952), [Eurico] Satúrio Pires (1881-1952).

Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa AQUI digitalizado.

J.M.M.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

CATÁLOGO DE LIVROS – LIBERALISMO, QUESTÃO PORTUGUESA, JACOBINISMO, ABSOLUTISMO


Catálogo de Livros Raros e esgotados: Liberalismo, Questão Portuguesa, Jacobinismo, Absolutismo | Livraria Manuel Ferreira

Excelente acervo de obras, com peças bibliográficas de muita estimação, valiosas e raras, à venda pela Livraria Manuel Ferreira (Porto).

[ALGUMAS REFERÊNCIAS NOSSAS]: Carta datada de “Lisboa 29 de Dezbro 1846”, por João Coelho de Almeida [interesse história da Patuleia] / Revelações, e Memorias para a Historia da Revolução de 24 de Agosto de 1820, e de 15 de Setembro do mesmo ano por … José Maria Xavier de Araújo, 1846 / Os Dous dias d’Outubro ou a História da Prerrogativa por … D. João de Azevedo, 1848 [Convenção do Gramido] / Direitos de D. Miguel, dedicado aos Fieis Portuguezes, 1829, 2ª ed / lote de livros raros da estimada e procurada bibliografia comercial de José Ferreira Borges / Reflexões sobre a Conspiração Descuberta, e Castigada em Lisboa no anno de 1817 por Hum Verdadeiro Amigo da Pátria [fr. Mateus da Assunção Brandão – “Com interesse para a história da perseguição ao ‘Supremo Conselho Regenerador de Portugal, Brasil e Algarves’, sociedade secreta paramaçónica descoberta pelas autoridades portuguesas e inglesas, cujos responsáveis foram severamente julgados, deportados e exilados, tendo sido os mais relevantes condenados à morte, entre os quais o General Gomes Freire de Andrade”], 1818 / Resposta de João Carapuceiro Compadre de Lisboa às Cartas do Compadre de Belém …., 1821 [resposta de João Carapuceiro a Manoel Fernandez Thomaz, o Compadre de Belem] / lote de livros de Manuel Borges Carneiro / Cartas de diversas procedências, de importância para a história do Liberalismo / Conjunto de obras de Antonio Feliciano de Castilho / O Novo príncipe ou o Espirito dos Governos Monarchicos [José da Gama e Castro], 1841 / Relação Breve, e Verdadeira da Entrada do Exercito Francez, Chamado de Gironda …. [José de Abreu Bacelar Chichorro], 1809 / Elogio Historico de Jose Bonifacio de Andrada e Silva, 1877 / A Recepção de hum Maçon … por Francisco de Paula Ferreira da Costa [antimaçonismo], 1827 / lote de livros e opúsculos raros de José Daniel Rodrigues da Costa / lote de livros raros de João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun / Desagravo da Honra Militar, 1821 [raro opúsculo para a historia do liberalismo] / Estatutos da Sociedade Patriotica Portuense, 1823 / O Dia 24 de Agosto do Fausto Anno de 1820 … [António pereira de Figueiredo], 1821 / Epinicio ao Memorando Dia, Quatro de Junho de 1823 … por Aonio Duriense [aliás Almeida Garrett] / O Genio Constitucional, 1820, 77 numrs [raríssimo periódico portuense, com a colaboração de Manuel Fernandes Tomás, Garrett] / Galeria dos Deputados das Cortes Geraes Extraordinarias e Constituintes da nação portugueza Instauradas em 26 de Janeiro de 1821 [João Damásio Roussado Gorjão], 1822 / Instituições da Assemblea Periodical discutidas, e approvadas em suas Sessões Secretas, ou A Roda da Fortuna Periodiqueira, 1822 [folheto muito raro] / Ms do historiador algarvio João Baptista da Silva Lopes [interesse para a historia da organização militar portuguesa no séc. XIX] / As ideas liberaes, ultimo refugio dos inimigos da religião e do throno …, por Joaquim José Pedro Lopes, 1819 / lote (importante) de raros livros e opúsculos do padre José Agostinho de Macedo / Manifesto da Nação Portugueza aos Soberanos, e Povos da Europa, 1820 / Miscelanea de obras de interesse para a bibliografia do Miguelismo / Oracao à memoria do dia 26 de Janeiro de 1821 em que forao instaladas as Cortes Geraes Extraordinarios e Constituintes da Nação Portuguesa …, 1823 / Ms [Poema Anticlerical] O Capitulo geral dos Franciscanos. Imitação de Piron [“Tem no fim sete sonetos do mesmo teor, cremos que todos atribuídos a Bocage, dois dos quais com apontamento a lápis referenciado número de página, confirmando a sua publicação”] / conjunto valioso de Cartas do Cardeal Saraiva (Frei Francisco de S. Luiz)

CATÁLOGO ONLINE AQUI

J.M.M.         

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

HISTÓRIA DE TAVIRA, POR OFIR CHAGAS

Amanhã, dia 28 de Novembro de 2015, pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, proceder-se-á à apresentação de dois volumes dedicados à História de Tavira, num trabalho extenso da autoria de Ofir Renato Chagas.

O primeiro volume dedicado à Monarquia e à República e o segundo volume dedicado ao Estado Novo e à Democracia.

Para apresentar a obra amanhã foi convidado o Professor da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve e historiador José Carlos Vilhena Mesquita.

Pode ler na nota de divulgação do evento:

História de Tavira” é um profundo trabalho deste tavirense que resume a vivência de Tavira, nestes dois volumes de 300 páginas cada, para os quais fez uma vasta pesquisa histórica.
O 1º Tomo1ª Parte é iniciado com uma análise aos primórdios de Tavira e aborda toda a época da Monarquia vivida entre os Séculos XII a XIX. A 2ª Parte recorda a 1ª República, desde a sua aclamação em Tavira, as lutas políticas da época, a participação dos militares tavirenses na I Grande Guerra, a Pneumónica, até ao colapso do velho regime republicano.
O 2º Tomo3ª Parte, constitui um estudo sobre o Estado Novo. O que foi a vida quotidiana de Tavira, o clima político do momento, a economia da terra, a evolução e decadência da pesca do atum, o urbanismo da época, o desenvolvimento turístico, etc. - 4ª e última Parte, recorda a vivência pós “5 de Abril”. A evolução urbana da cidade e o desenvolvimento social que envolveu esta terra.
Em referência especial, esta obra recorda as muitas centenas de tavirenses que deram vida a Tavira, quer no campo social e cultural, quer na vida politica e autárquica, com referência a todas as equipas governativas do concelho, desde o ano de 1835 até aos nossos dias.

Este extenso trabalho comporta a inclusão de 480 fotografias.

PROGRAMA DE APRESENTAÇÃO DA OBRA

Dia 28 de Novembro (16,00 horas) – Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
Apresentador  -  Prof. Doutor José Carlos Vilhena Mesquita  (da Universidade do Algarve)

Dia 5 de Dezembro (16,00 horas) – Auditório do Clube de Tavira
Apresentador:  Comandante  José Joaquim Peralta Castro Centeno (Capitão-de-mar-e-guerra)

Uma obra que já tivemos oportunidade de folhear brevemente, ainda em fase acabamento, e desejando o maior sucesso para o seu autor que se tem afirmado como um investigador persistente e uma das pessoas que bem conhece a História da cidade de Tavira.

A acompanhar com atenção.

A.A.B.M.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

I JORNADA DE HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA - UNIVERSIDADE DO PORTO



Hoje, dia 26 de Novembro de 2015, o CITEM da Faculdade de Letras da Universidade do Porto vai levar a efeito as I Jornada de História da Historiografia.

Ao longo do dia vários historiadores vão debruçar-se sobre a História e a Historiografia que se vai fazendo e que se tem feito nas instituições ao longo do tempo em vários contextos e conjunturas.

O programa da jornada está estruturado da seguinte forma:

Programa
 
11h00 Sessão de Abertura
 
11h15 Sessão 1 | Interdisciplinaridade e Políticas da História (Moderador Professor Doutor Eurico Gomes Dias)
 
Professora Doutora Amélia Polónia (FLUP, CITCEM) | Inter, multi e transdisciplinaridade – um desafio à construção historiográfica
 
Doutor Nuno Bessa Moreira (FLUP, CITCEM) | Reflexões de Vitorino Magalhães Godinho sobre a História no conspecto das Ciências Sociais e Humanas
 
Professor Doutor Francisco Azevedo Mendes (ICS, UM) e Doutor Nuno Bessa Moreira (FLUP, CITCEM) | Os trabalhos de Brian Fay – historicidade e sistema em revistas de Teoria da História
 
Professor Doutor Maciel Morais Santos (FLUP, CEAUP) | O memoricídio palestiniano
 
13h00 Intervalo
 
15h00 Conferência pelo Professor Doutor Sérgio Campos Matos (FLUL, CH-UL) | Historiografia e memória: uma perspectiva crítica
 
15h35 Sessão 2 | Instituições, Conceitos e Práticas Historiográficas (Moderador Doutor Nuno Bessa Moreira)
 
Professor Doutor Eurico Gomes Dias (ISCPSI) | O estímulo científico da historiografia promovido pela Academia Real das Ciências [1779-1820]
 
Mestre Ricardo de Brito (ICS-UL/CH-UL) | Inovações lexicais em Portugal na transição do século XVIII para o XIX: o caso do conceito de Revolução
 
Professor Doutor João Couvaneiro (Instituto Piaget, Almada) | Autonomia do ensino superior da História (1861-1911)
 
Mestre José de Sousa (ICS-UL/CH-UL) | Um projecto de institucionalização historiográfica no pós II Guerra Mundial: a Sociedade Portuguesa de História da Civilização
 
17h15 Pausa
 
17h30 Conferência pelo Professor Doutor João Paulo Avelãs Nunes (FLUC, CEIS XX) | Historiografia eparadigma neo-moderno
 
Organização: Nuno Bessa Moreira | CITCEM


Mais informações: http://www.citcem.org

A acompanhar com todo interesse devido ao facto de ser umas jornadas pouco vulgares em Portugal, os Historiadores a analisarem a História que se vai produzindo e as suas circunstâncias, problemas, dificuldades e, ao mesmo tempo, as vantagens e sucessos que se vão alcançando ao longo do tempo.

A.A.B.M.

OFICINA: ALGARVE E ALGARVIOS NA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

Uma excelente iniciativa do Ateneu Comercial e Industrial de Loulé para os dias 26 e 27 de Novembro de 2015, sobre o papel do Algarve e dos algarvios na Implantação da República.

Um encontro formativo sob a forma de oficina dinamizada por Luís Guerreiro, um apaixonado pela história local e regional, com muitas conferências e textos na imprensa regional. Desta vez num modelo de formação mais alargada.

Sendo que qualquer pessoa pode participar embora deva fazer a sua inscrição através dos seguintes contactos: luisa.martins@cm-loule.pt . Tm : 926817053.

Entrada Livre.

Uma sessão que se saúda com os votos do maior sucesso e se divulga junto de todos os interessados.

A.A.B.M.

MEMÓRIAS DA 1ª GUERRA MUNDIAL: ENCONTROS DE OUTONO EM FAMALICÃO

Realiza-se em Vila Nova de Famalicão, na Casa das Artes, no âmbito do projecto Encontros de Outono, um interessantíssimo congresso dedicado às Memórias da 1ª Guerra Mundial.

Ao longo de dois dias, conforme se pode constatar no cartaz do evento, alguns dos especialistas mais reputados no tema vão apresentar os seus estudos sobre a temática do memorialismo da 1ª Guerra Mundial. Contando com presenças como António José Queiroz, Teresa Nunes, José Carlos Seabra Pereira, José Barbosa Machado, Norberto Cunha, David Martelo, Ernesto Castro Leal e Ana Cabrera entre outros.

A não perder para quem estiver na região norte de Portugal e aprender mais sobre as memórias que alguns dos combatentes deixaram da sua participação na Grande Guerra.

A.A.B.M.

CIÊNCIA POLÍTICA NO PORTUGAL DOS ANOS 30. O SANEAMENTO DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS EM 1935 - ENCONTRO

Realiza-se no próximo dia 27 de Novembro de 2015, no Anfiteatro Manuel Valadares, do Museu Nacional de História Natural e Ciência - Universidade de Lisboa, um encontro científico onde se evocarão os professores universitários que o Estado Novo procurou silenciar: com a publicação do decreto-lei nº 25 317, de 13 de Maio de 1935.

Veja-se o decreto lei nº 25 317, conforme foi publicado no Diário do Governo:
Dias mais tarde, no dia 16 do mesmo mês, novo decreto publicado no Diário do Governo expulsava da função pública um conjunto de personalidades com fortes conotações à oposição ao Estado Novo de Salazar, conforme se pode ver na imagem abaixo:
Nessa ocasião foram afastadas todas as personalidades que o documento apresenta onde se destacam entre outras: o Professor Rodrigues Lapa da Faculdade de Letras de Lisboa e de Aurélio Quintanilha da Universidade de Coimbra, Nuno Simões, Germano Martins, Domingos Leite Pereira, Adelino da Palma Carlos, o General Joaquim Mendes Cabeçadas, o coronel Norberto Guimarães, o professor Sílvio Lima, da Faculdade de Letras de Coimbra, Álvaro Lapa, Abel Salazar, Norton de Matos, Manuel de Sousa Coutinho Júnior, Eduardo Santos Silva, Alberto Dias Pereira, Mem Verdial, Jaime Carvalhão Duarte, José Vicente Barata, Manuel da Silva, José de Oliveira Neves, Rafael de Sousa Ribeiro, Artur Guilherme Rodrigues Cohen, Álvaro Manuel dos Santos Machado, António Tavares Pereira, entre outros.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:

Com este Encontro pretende-se reflectir sobre o significado e o impacto político e científico dos saneamentos de 1935 – a institucionalização do autoritarismo em Portugal e a fascistização da Universidade, explorando como hipótese de trabalho as tensões corporativas e científicas dentro da Academia, nomeadamente o eventual aproveitamento da hierarquia universitária instalada para bloquear a progressão de carreira a jovens professores/investigadores universitários, verdadeiros corpos de inovação e de crítica à instituição e às suas práticas científicas e pedagógicas.
Pretendemos explorar as complexas interdependências entre Ciência, Política e Universidade, avaliando as repercussões destas medidas em Portugal nas décadas subsequentes, também em contexto de internacionalização científica.

Entrada livre.

Uma sessão para acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

"ALGARVIOS PELO CORAÇÃO - ALGARVIOS PELO NASCIMENTO", POR GLÓRIA MARIA MARREIROS


Depois de publicar Quem foi Quem? 200 Algarvios do Século XX, a autora, Glória Maria Marreiros começou a trabalhar naqueles que não sendo algarvios tiveram fortes relações com a região e deram contributos para melhorar as condições da região. Assim surgiu esta nova obra Algarvios pelo Coração - Algarvios pelo Nascimento, que homenageia algumas figuras destacadas da História de Portugal com fortes ligações ao Algarve.

Esta obra irá ser apresentada em Lagos, amanhã, 21 de Novembro de 2015, pelas 16 horas, no Laboratório de Artes Criativas, Rua Prof. Luiz Azevedo, nº 37, a apresentação da obra estará a cargo do Dr. José Manuel Furtado.

Pode ler-se na nota de divulgação da presente obra:
Ao dar por terminada, no ano 2000, a obra "Quem foi Quem? 200 Algarvios do Século XX", ficou-nos um certo peso na consciência pelo facto de termos incluído apenas cidadãos nascidos em terras algarvias. Esta opção levou à omissão de variadíssimas personalidades cujas vidas beneficiaram de alguma forma o Algarve, ou por ele foram tocadas. 
É, pois, procurando fazer um pouco de justiça que decidimos, na presente obra, juntar aos Algarvios por nascimento aqui biografados, e que certamente amaram o seu Algarve, um outro grupo a que decidimos chamar Algarvios pelo coração. 

Os Algarvios pelo coração presentes neste livro são uma homenagem a inúmeras personalidades das mais diversas profissões que, não tendo nascido no Algarve, a ele dedicaram muito das suas vidas, do seu saber ou labor. 

Quanto aos Algarvios por nascimento constituem, em certa medida, a continuidade da obra referida anteriormente, que pelo seu título 200 Algarvios… era limitativa. Assim, procurámos agora actualizá-la. Através de resumos de vida dos biografados pretendeu-se dar visibilidade a gente que, das mais diversas formas, oferece um panorama da vida no Algarve no decorrer da última centena de anos. Passaremos por vidas que se apagaram durante a Primeira República, por outras que viveram o longo período da ditadura e pelos falecidos mais recentemente, nos 40 anos de Democracia, 1974-2015.

Uma obra que não podemos deixar de saudar e a que fazemos votos de grande sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

CONDEIXENSES NA GRANDE GUERRA (1914-1918): EXPOSIÇÃO


EXPOSIÇÃO: CONDEIXENSES NA GRANDE GUERRA (1914-1918)
LOCAL: Centro Cultural, Recreativo e Desportivo da Barreira
HORÁRIO: Visitas nos Dias Úteis 18-20 horas/ Sábado e Domingo: 14-20 horas
DATA: Termina no próximo domingo 22 de Novembro de 2015


Fica a sugestão a todos os interessados no tema para realizarem uma visita à exposição nos horários que constam no cartaz. Interessará sobretudo aos naturais de Condeixa, que podem tentar descobrir 
se os antepassados constam nos registos, já que se reuniram mais de uma centena de nomes de condeixenses que combateram na Grande Guerra de todas as freguesias do concelho: Anobra, Belide, Bendafé, Condeixa-a-Nova, Condeixa-a-Velha, Ega, Furadouro, Sebal, Vila Seca e Zambujal.

Para acompanhar com atenção.

A.A.B.M.

domingo, 15 de novembro de 2015

"MARIANA COELHO. UMA EDUCADORA FEMINISTA LUSO-BRASILEIRA", POR AIRES ANTUNES DINIZ

Na próxima terça-feira, dia 17 de Novembro de 2015, na Biblioteca Central da UTAD vão ser apresentadas duas obras sobre a feminista, escritora e educadora Mariana Teixeira Coelho, nascida em Sabrosa, distrito de Vila Real, emigrante no Brasil onde se destacou no envolvimento com os movimentos feministas e que veio a falecer em 29 de Novembro de 1954, em Curitiba, Brasil.

Título: Mariana Coelho. Uma Educadora feminista Luso-Brasileira
Autor: Aires Antunes Diniz

Título: Mariana Coelho: a educadora feminista
Autor: Leonardo Iorio

Local: Biblioteca Central da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Data: 17 de Novembro de 2015

Apresentantes:
- Prof. Doutora Luzia Oca Gonzalez (UTAD)
- Prof. Doutora Maria José Magalhães (FPCEUP)
Horário: 17.30 h

Com os nossos votos do maior sucesso para esta iniciativa.

A.A.B.M.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

RECORDANDO SAMPAIO BRUNO: EXPOSIÇÃO NO PORTO

Quando se assinala o Centenário do Falecimento de Sampaio Bruno, a Biblioteca Pública Municipal do Porto inaugura hoje, pelas 19.30 h, uma exposição evocando a personalidade.

Subordinada ao título À Margem do Tempo. Recordando Sampaio Bruno (1857-1915) recorda-se a personalidade do publicista, republicano, filosofo e investigador portuense.

Para acompanhar com atenção.
A.A.B.M.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

SAMPAIO BRUNO, O PORTUENSE UNIVERSAL



Sampaio Bruno, o Portuense Universal” – por António Valdemar, in jornal Público

Centenário da morte do grande erudito e pensador deverá ter comemorações nacionais
Entre as efemérides a celebrar, ainda em 2015, e numa dimensão nacional, além de Silva Cordeiro (20-6-1859/2-1-1915), o professor que mais interessou Fernando Pessoa, na passagem episódica pelo Curso Superior de Letras, deparam-se os centenários da morte de Ramalho Ortigão (24-19-1836/27-9-1915) e da morte de Sampaio Bruno (30-11-1857/11-11-1915). Ambos são naturais do Porto e ambos ligados à história da cidade.

Não possui qualquer fundamento a informação da Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira ao salientar que Sampaio Brunoformou-se em Medicina em 1876 e passou ainda a frequentar a Antiga Escola Politécnica do Lisboa, mas em 1878 teve de abandonar os estudos por falta de saúde” (vol. 26 – pág. 891). Nos estudos biográficos e críticos de Joel Serrão verifica-se que Sampaio Bruno frequentara e não concluíra a Antiga Escola Politécnica do Porto. Não possuía qualquer curso. Tal como Herculano, Camilo, Oliveira Martins, Aquilino, Cesário Verde, Fernando Pessoa e Almada Negreiros. Mais próximo de nós: Sofia, Natália, Agustina, Saramago, Mário Cesariny e Eugénio de Andrade.

Leitor compulsivo, erudito multifacetado, Sampaio Bruno foi um trabalhador incansável. Umas vezes a esmiuçar a grande e a pequena história do passado remoto outras a fazer a análise crítica ou o enquadramento da realidade imediata. Outras, ainda, a dissertar em torno de questões esotéricas da antiguidade longínqua ou do mito sebastianista.
 
 
 

Bruno tem uma intervenção torrencial na imprensa, quer por solicitação política e partidária, quer – ele o confessa – como trabalho remunerado, para garantir a subsistência. Sampaio Bruno pretendia ocupar a direção da Biblioteca do Porto. O lugar encontrava-se vago, pela morte do diretor e fundador da Biblioteca Eduardo Allen (1824-1899), sócio da Academia das Ciências, licenciado em Direito por Coimbra.

O acesso, contudo, permanecia-lhe vedado, não por motivos políticos, pela filiação republicana e intervenção no 31 de Janeiro. Era exigido um curso universitário. Sampaio Bruno debatia-se com a falta de habilitações para ocupar o cargo. Procurou ser eleito sócio da Academia das Ciências de Lisboa. O seu mérito era amplamente reconhecido. Tinha admiradores, amigos pessoais, conterrâneos e correligionários políticos em ambas as classes da Academia das Ciências de Lisboa. Sampaio Bruno admitiu que tal distinção ultrapassaria os obstáculos e as exigências institucionais.

Contudo, o tempo de decisão das Academias não se compadece, nem coincide com o ritmo das tramitações burocráticas. Ignoro que diligências se fizeram. Se houve formalização da proposta; se chegou a ser apreciada e submetida à votação a candidatura de Bruno.

De momento, não é possível realizar qualquer investigação no arquivo documental da Academia das Ciências de Lisboa. Em face de um pedido de esclarecimento, a fim de aclarar, com a possível urgência, esta situação relativa a Sampaio Bruno, recebi a informação de que todo o acervo terá sido, recentemente, transferido e por ordem superior, para outras dependências das instalações do edifício. Não se podem consultar os processos de sócios efetivos e correspondentes nacionais e estrangeiros, com os respectivos elementos anexados e que se revestem da maior importância biográfica e bibliográfica. Nem muitos livros de atas. Mesmo recentes.

Sei, no entanto, que o cargo de diretor da Biblioteca do Porto foi ocupado por António Rocha Peixoto (1868-1909) licenciado pela Escola Politécnica do Porto, arqueólogo, etnógrafo e historiador. Passados alguns anos, Sampaio Bruno ingressava na Academia das Ciências de Portugal, fundada em Lisboa a 18 de Abril de 1907, que funcionou pouco mais de uma década, se estendeu a todo o Pais e chegou inclusive à Galiza.

Esta Academia - que resultou de uma cisão polémica com a Academia das Ciências de Lisboa - incluiu, logo de início, numerosos sócios de prestígio alguns deles da Academia das Ciências de Lisboa como Teófilo (um dos organizadores), Conde de Sabugosa, Alfredo da Cunha, Teixeira de Queiroz, Sousa Viterbo, Consiglieri Pedroso, Gonçalves Viana. Entre os propostos destaca-se Sampaio Bruno. A Academia das Ciências de Portugal teve o mérito de corrigir algumas injustiças, até que, de condescendência em condescendência, abriu indiscriminadamente a porta a carreiristas intelectuais e oportunistas políticos.

Só em 1909 Sampaio Bruno conseguiu, finalmente, com a morte de Rocha Peixoto ser nomeado bibliotecário e a seguir diretor da Biblioteca Municipal do Porto. A sua obra reflecte o Porto cívico e cultural de outros tempos e do seu tempo: o Porto de Antero de Quental, a presidir à Liga Patriótica do Norte. O Porto literário de Eça de Queiroz, à frente da Revista Portugal. O Porto de Camilo (mas a caminho dos editores e oftalmologistas). O Porto dos primórdios literários de António Nobre e Raul Brandão e de Manuel Teixeira Gomes a tentar fazer o curso de Medicina. O Porto do pintor Marques de Oliveira (mestre de Henrique Pousão), que retratou o mar e o areal da Póvoa de Varzim. O Porto de Soares dos Reis que, de insatisfação a insatisfação, e sufocado por intrigas e invejas, num desesperado encontro com a morte, resvalou nas garras do suicídio. O Porto medularmente republicano de Rodrigues de Freitas, de Basílio Teles, de Aurélio Paz dos Reis (o criador do cinema português) e de Sampaio Bruno. Reflete, ainda, o Porto, orgulhosamente, concentrado nas suas fronteiras territoriais, entregue à azáfama comercial, absorvido com a roda–viva industrial e, simultaneamente, recetivo às solicitações da cultura e ao sentido da universalidade.

Ainda Sampaio Bruno viveu seis anos enraizado na Biblioteca do Porto. A descobrir e editar velhos manuscritos. Sempre a trabalhar. A escrever n’A Águia de Teixeira de Pascoaes e de Leonardo Coimbra. A receber uma carta de Fernando Pessoa para colaborar no Orpheu.

Sampaio Bruno, o portuense universal – por António Valdemar [Jornalista e investigador, membro da Academia das Ciências], jornal Público, 2 de Novembro de 2015, p.46 – com sublinhados nossos.
 
António Valdemar
 

J.M.M.

MOVIMENTO OPERÁRIO PORTUENSE. NASCIMENTO E EVOLUÇÃO (1850-1914), DE VITOR RANITA

AUTOR: Vítor Ranita

TÍTULO: "Movimento Operário Portuense. Nascimento e Evolução (1850-1914)"

EDIÇÃO: Associação de Jornalistas e Homens do Porto

APRESENTANTE DA OBRA: Bruno Monteiro

LOCAL: Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto
Rua Rodrigues Sampaio, 140, 4000-424 Porto

HORÁRIO: 18.30 H

A acompanhar com toda a atenção, hoje 5 de Novembro de 2015, ao final da tarde, na cidade do Porto.

A.A.B.M.

REVISITAR GOA: EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA E APRESENTAÇÃO DE LIVRO EM CONDEIXA

Na próxima sexta-feira, 6 de Novembro pelas 17.30h, nas instalações da Casa Museu Fernando Namora, em Condeixa-a-Nova, inaugura-se uma interessante exposição bibliográfica subordinada ao título Revisitar Goa. Esta exposição é feita a partir da colecção particular do Dr. Joaquim Filipe Soares Rebelo, que se tem dedicado apaixonadamente à recolha de obras que se debruçam  sobre este tema, devido às suas origens familiares, mas também ao conhecimento e gosto que herdou de seus pais: Domingos José Filipe Inácio dos Remédios Roque da Conceição Soares Rebelo (1916-2013), nascido em Margão - Goa, investigador, bibliófilo e publicista ligado a este tema e sua mãe D. Rosalina Filomena da Cunha Soares Rebelo (1908-2007), também ela escritora, professora e feminista com grande visão humanista.

Pelas 18 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, realiza-se a apresentação do livro Goa, de Helena Rainha Coelho, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra. Podendo ler-se na sinopse da obra AQUI:
A acção da obra Goa decorre entre os finais da Segunda Guerra Mundial e os últimos anos da década de sessenta do séc. XX, abrangendo, com a devida relevância, a integração do Estado Português da Índia na União Indiana. Este facto irá alterar, com grande sofrimento, o destino das personagens. Apesar de se ocupar de acontecimentos relevantes dessa época, o livro não se enquadra na especificidade do romance histórico. É, antes, uma obra situada no tempo e nos espaços próprios, de acordo com a vida e a circunstância das personagens ficcionadas, e da influência de outras que são reais. Partilham, entre si, os factos descritos e suas consequências, vivendo as suas exacerbadas paixões, os amores, as amizades e os tormentos a que, como pessoas que são, não podem fugir.

Uma iniciativa que se saúda e se divulga entre os ledores do Almanaque Republicano e que merece a melhor atenção entre os bibliófilos e os interessados nos temas da História e da Cultura Portuguesa na Índia.

A.A.B.M.