A Academia das Ciências de Lisboa vai realizar no próximo dia 11 de Novembro de 2016, sexta-feira, o II COLÓQUIO SOBRE A GRANDE GUERRA DE 1914-1918, contando com contributos de vários académicos sobre diversos assuntos relacionados com a I Guerra Mundial.
O programa que acima se apresenta revela a qualidade dos comunicadores:
- Bernardo Herold;
- Duarte Ivo Cruz;
- Pedro Soares Martinez;
- Brandão Ferreira;
- José António Rodrigues Pereira;
- Manuel Augusto Rodrigues;
- Paulo Samuel;
- José Loureiro dos Santos
As informações sobre este colóquio podem ser consultadas AQUI.
A acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
CONGRESSO INTERNACIONAL TURISMO, HISTÓRIA, PATRIMÓNIO E IDEOLOGIA
Realiza-se a partir de amanhã, 10 de Novembro até sábado, dia 12, o Congresso Internacional Turismo. História, Património e Ideologia, a ter lugar no Centro Cultural de Cascais.
Pode ler-se na nota de divulgação do congresso:
A primeira página da edição de 22 de Julho de 1935 do jornal O Seculo anunciava a realização do I Congresso Nacional de Turismo em Portugal num artigo que prometia que os resultados do congresso seriam úteis, “dentro das realidades actuais”, garantindo igualmente que “as conclusões que vierem a ser votadas representem, de facto, o aproveitamento de uma análise, tão profunda quanto possível, de todos os problemas que, directa ou indirectamente, interessam ao turismo, que é uma causa de verdadeiro interesse nacional” (O Seculo, 22 de Julho de 1935).
O encontro, inicialmente sugerido por Raul da Costa Couvreur, representante da Sociedade de Propaganda de Portugal, acabou por acontecer apenas entre 12 e 16 de Janeiro de 1936. Assim, no ano em que a vizinha Espanha se confrontava numa guerra civil e quando o resto do mundo se encaminhava para um longo período de devastação e conflitos bélicos, a “Nação” portuguesa organizava com pompa e circunstância o I Congresso Nacional de Turismo, cujas reuniões de trabalho decorreram quase todas na Sociedade de Geografia de Lisboa em sessões que abordavam, entre outros temas, a escassez quantitativa e qualitativa do parque hoteleiro nacional, a necessidade de aperfeiçoar a formação dos profissionais, a importância atribuída pelo novo regime político à preservação e à divulgação do património nacional cultural e imaterial, ou ainda a falta de diversificação de produtos turísticos.
80 anos depois, e tendo por motivação alguns dos temas discutidos em 1936, o Instituto de História Contemporânea e a Câmara Municipal de Cascais promovem o encontro Turismo. História, Património e Ideologia. O I Congresso Nacional de Turismo que evoca o congresso de 1936. Com esta evocação pretende-se a) entender os diversos papeis que o turismo tem desempenhado ao longo dos tempos, b) promover a reflexão sobre os diversos e abrangentes modos como o turismo afecta as sociedades coevas, e c) discutir exemplos de práticas inovadoras, criativas e sustentáveis indispensáveis hoje em dia na captação dos fluxos dos viajantes contemporâneos.
O programa completo e detalhado do congresso pode ser consultado e encontra-se disponível AQUI.Um conjunto vasto de investigadores do tema, fazendo abordagens diversas, sobre a maior parte das áreas turísticas de Portugal.
Com os votos de grande sucesso para a iniciativa que merece a melhor divulgação e participação.
A.A.B.M.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
EXÍLIOS, TESTEMUNHOS DE EXILADOS E DESERTORES PORTUGUESES NA EUROPA (1961-1974)
No próximo sábado, 12 de Novembro de 2016, na Biblioteca Municipal de Condeixa, Eng. Jorge Bento, pelas 16 horas, realiza-se a apresentação do livro "Exílios, testemunhos de exilados e desertores portugueses na Europa (1961-1974)".
Para apresentar a obra foi convidado José Dias, e o evento conta com a presença de alguns dos que passaram pela situação e a testemunharam na obra que se apresenta: José Torres, Fernando Cardeira, Fernando Cardoso e Rui Mota.
Um tema que começa a ser investigado e acaba por ter uma dimensão até maior do que se pensava, mas que até aqui foi um assunto quase tabu na sociedade portuguesa.
A divulgar e a que desejamos o maior sucesso.
A.A.B.M.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
X ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO
“A alegria é a coisa mais séria da vida” [Almada]
O Almanaque Republicano é um mistério no seu próprio nome. Blog da Alma Portuguesa,
memória sereníssima ou “velada d’armas" do ideário republicano, movimento de Saudade
do Futuro & em recreação para ledores atentos e suspicazes, o Almanaque Republicano faz hoje 10 Anos.
Faz gosto lê-lo! Contra
o derrotismo dos Antigos e dos Modernos fazemos a Obra (muy bem acabada) com o
vagar dessa gesta antiquíssima que connosco habita. Admirável esta confraria de
2 caval(h)eiros prudentíssimos, que praticam conforme o estylo, sem amargura na
Alma.
Sabe-se: o
Almanaque Republicano tem assento em casa de varonis homens de bons costumes,
de boa erudição e merecida estimação, que dão por bem empregada a leitura e a
luz (Gracia Plena). Como Antonioni diremos: “já não temos ideias, apenas
memória”. Por isso, apenas demoramos as mãos no passado pelo prazer da
representação do presente. Qual Fénix de Portugal Prodigioso percorremos os
valores (e as vozes) cívicos do antigo projecto republicano - quieto fogo da
Res Publica – e dizemos bem alto Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Raros
predicados pátrios para saber bem navegar. Sentimentos saudosos, viagem sem
fim.
O Almanaque Republicano faz hoje 10 Anos no V. aconchego. Cumpre-nos caminhar outros mais e
“não nos comprometemos senão connosco próprios”. No mais e até lá … sempre um
derradeiro Vale!
Saúde, Paz e Fraternidade!
[traçado algures no Vale do Mondego … com Mar (e Amar) ao fundo]
José Manuel Martins [J.M.M.]Artur Ângelo Barracosa Mendonça [A.A.B.M.]
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
JAIME CORTESÃO - EXPOSIÇÃO E PALESTRA
O Professor Doutor Joaquim Romero Magalhães foi o convidado para a evocação que o Museu do Aljube, sob a direcção do Prof. Luís Farinha, está a preparar para este mês de Novembro, dedicada ao historiador, escritor e resistente antifascista Jaime Cortesão.
Com início no próximo dia 3 de Novembro de 2016, pelas 18 horas, em que se fará a apresentação crítica da obra de Jaime Cortesão sendo de seguida feita a inauguração da exposição Jaime Cortesão. Patriota, Intelectual Anti-fascista, que estará patente até 15 de Dezembro de 2016.
A propósito de Jaime Cortesão convém lembrar algumas das notas que já fomos disponibilizando neste espaço ao longo do tempo AQUI, ou a nota biográfica que o convidado para este evento dedica no Dicionário de Historiadores Portugueses AQUI.
Uma sessão a não perder por todos que puderem estar presentes ou que ajudem a divulgar o evento.
A.A.B.M.
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
PENAFIEL E PENAFIDELENSES NA HISTÓRIA - SEMINÁRIO
Realiza-se no próximo dia 29 de Outubro de 2016, no Auditório do Museu Municipal o I Seminário: Penafiel e Penafidelenses na História.
Contando com um conjunto interessante de investigadores, ao longo do dia apresentam-se alguns episódios da História Local, personalidades e acontecimentos que marcaram a evolução histórica e urbanística de Penafiel.
A acompanhar com todo o interesse.
As inscrições podem ser feitas para: amigosdoarquivo.penafiel@gmail.com
Telefones: 255 710 700 (ext. 501 e 503).
Com os votos do maior sucesso para a iniciativa.
A.A.B.M.
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
O (AS)SALTO DA MEMÓRIA - COLÓQUIO
Realiza-se amanhã, 27 de Outubro de 2016, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, este interessante congresso: O (As)salto da Memória. História, Narrativas e silenciamentos da deserção e do exílio.
Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
O exílio e nomeadamente a deserção à Guerra Colonial foram fenómenos que marcaram indelevelmente a sociedade portuguesa dos anos 60 e 70 do séc. XX. Este colóquio pretende discutir estas questões cruzando olhares disciplinares diversos sobre como pensar, descrever, caracterizar ou arquivar o "exílio" e a "deserção", assim como a documentação e as memórias a eles associadas.
A historiografia gradualmente vai conseguindo abordar novas temáticas e temas até agora pouco explorados. Um deles é sem dúvida este.
O parabéns pela iniciativa que aqui se divulga para outros poderem participar.
A não perder, em Lisboa, com um conjunto reputado de historiadores.
A.A.B.M.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
CONGRESSO ANUAL ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES DE HISTÓRIA
Nos próximos dias 28, 29 e 30 de Outubro de 2016, realiza-se em Coimbra, na Faculdade de Letras, o Congresso Anual da Associação de Professores de História, este ano subordinado ao tema Questões transnacionais: migrações, segurança e ambiente.
Este congresso foi acreditado pelo CCPFC (0,6 unidades de crédito).
O programa do congresso é o que abaixo se apresenta:
Dia 28, SEXTA-FEIRA
13.30-14.00: Receção aos participantes
14.00-14.30: MESA DE ABERTURA: Catarina Marcelino – Secretária de Estado para a
Cidadania e a Igualdade; Alto-comissário para as Migrações – Pedro Calado.
14.30-15.00: COMUNICAÇÃO DE ABERTURA: Integração regional, soberania e segurança
económica: o caso português João Paulo Avelãs Nunes (UC)
PAINEL MIGRAÇÕES E MIGRANTES:
15.00-15.30: Emigração – Emergência e historiografia do conceito Jorge Alves (UP)
15.30-16.00: Os que “Saem” e os que “Entram” em Portugal. Interação no Âmbito das
Relações Transnacionais Maria Beatriz Rocha-Trindade (UAb)
16.00-16.15: DEBATE
16.15-16.30: INTERVALO
16.30-17.00: Migrações e exílios portugueses na América Latina Heloísa Paulo (UC)
17.00-17.30: Retornados? O êxodo dos refugiados brancos da África Portuguesa (1974-
1975) Fernando Tavares Pimenta (UC / UNL)
17:30-18:00: Expressões Culturais do "Regresso Sentimental" Lélia Pereira Nunes (U.
Federal de Sta. Catarina)
18.00-18.30: Imigrantes, religiões e identidades no Brasil Ivo Pereira da Silva (U. F. do Pará)
18:30-18:45: DEBATE E ENCERRAMENTO DA SESSÃO
Dia 29, SÁBADO
PAINEL MIGRAÇÕES E MIGRANTES (cont.):
10.00-10.30: Os refugiados da Guerra Civil Espanhola em Portugal Luis Horrillo (AEPHG)
10.30-11.00: Refugiados em Portugal durante a II Guerra Mundial Irene Pimentel (UN)
11.00-11.15: DEBATE
11.15-11.30: INTERVALO
11.30-12.00: Migrações e diversidades culturais Ana Paula Beja Horta (UAb)
12.00-12.30: Cartografia das Migrações Contemporâneas - Uma Abordagem Cronotópica
Fátima Velez de Castro (UC)
12.30-12.45: DEBATE
12.45-14.00: ALMOÇO
PAINEL SEGURANÇA:
14.00-14.30: Espaço pós-soviético: política externa e segurança da UE Licínia Simão (UC)
14.30-15.00: “(In)segurança, migrações e conflitos violentos: das responsabilidades às
respostas dos atores internacionais Daniela Nascimento (UC)
15.00-15.30: Partidos portugueses ante a perspetiva de uma política externa de
segurança da EU Dina Sebastião (UC)
15.30-16.00: Globalização e Estado-Providência: a crise de um compromisso histórico com
o capitalismo António Rafael Amaro (UC)
16.00-16.30: Questões transnacionais – uma experiência de ensino e aprendizagem no 12º
ano Mariana Lagarto (Escola Sec. da Amora)
16.30-16.45: DEBATE
16.45-17.00: INTERVALO
PAINEL AMBIENTE:
17.00-17.30: Da crise ambiental aos desafios da cooperação compulsiva no sistema
internacional Viriato Soromenho Marques – (UL)
17.30-18.00: COMUNICAÇÃO DE ENCERRAMENTO: Ética e educação em sociedades
multiculturais João Maria André (UC)
18.00-18.15: DEBATE
18.15-18.30: ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS
20:30: jantar convívio
Dia 30, DOMINGO
10.00-13.00: Visitas de Estudo: A. Conimbriga; B. Mosteiro de Santa Clara a Velha; C. Museu
Machado de Castro.
Um interessante conjunto de temas a debater neste congresso anual da Associação de Professores de História, desta vez realizado na região centro.
A acompanhar com todo o interesse.
A. A. B. M.
domingo, 23 de outubro de 2016
JOSÉ LIBÂNIO GOMES
Numa semana em que se falou bastante de Manuel Teixeira Gomes e se apresentou a sua mais recente biografia, elaborada por José Alberto Quaresma, vimos lembrar alguns aspectos da vida do seu pai: José Libânio Gomes. São breves apontamentos biográficos:
José Libânio Gomes
Era natural de
Portimão, porém há algumas dúvidas quanto à naturalidade[1] e
filho de Manuel Gomes e de Maria Gomes. Nasceu em 6 de Setembro de 1824. Descende
de homens do Norte (Mortágua, Viseu) e de mulheres de Portimão e de Alvor. Ao
contrário, sua esposa, D. Maria da Glória Teixeira, descendia de famílias de
Vila Nova de Portimão e dos concelhos vizinhos (Silves, Lagoa e Monchique).
Manuel Gomes Xavier de Ataíde, avô paterno de Manuel Teixeira Gomes, foi
alferes da Legião Lusitana ainda antes da ordem de marcha do general Junot para
combater na Europa. Decerto que a sua experiência militar nas campanhas
napoleónicas lhe possibilitaram a abertura ideológica necessária à futura
adesão aos ideais liberais vintistas. Com várias condecorações, era tenente de
Infantaria em 1823, e comandante do destacamento de Portimão em 28 de Maio de
1828 quando foi preso por ordem de D. Miguel e encarcerado no Limoeiro onde
veio a morrer.
José Libânio Gomes tinha apenas nove anos de idade quando seu pai faleceu. Como ele, também rumaria a França, em 1845, não para a guerra, mas para aprender com um negociante de frutos secos, em Rouen, as artes do comércio. Em 1849 já iniciava em Portimão as bases do negócio que levaria seu filho Manuel a percorrer os mercados da Europa. A qualidade dos seus frutos secos valeu-lhe uma medalha na Exposição Internacional de Londres de 1851. Quatro anos depois é de novo premiado na Exposição Internacional de Paris, vindo a integrar a Comissão da secção Portuguesa à Exposição Universal de Anvers em 1894. Entretanto, já criara uma Parceria para a Exportação de Figos do Algarve com outros comerciantes locais. A sua dinâmica comercial facilitou as suas relações pessoais e políticas. A sua nomeação como cônsul da Bélgica em Portimão, em 1861, é o prelúdio de uma longa era de actividade diplomática que confere a esta família de comerciantes um carisma social que se prolongou durante bastante tempo.
Negociante importante em Vila Nova de Portimão, dedicando-se especialmente ao comércio dos frutos secos, tão típicos da região. Casou com Maria da Glória Teixeira Gomes em 21 de Fevereiro de 1854. Terá sido educado em França, onde assistiu à Revolução de 1848, já que o seu pai tinha estado envolvido nas campanhas napoleónicas tendo mesmo participado na Batalha de Waterloo. Tendo aí contactado com as ideias republicanas, que procurou preservar e ajudar já em Portugal.
Em 1878, participou activamente na escolha dos elementos que deveriam compor a lista de vereadores da Câmara Municipal de Portimão, fazendo acordo com o outro influente político local, o senhor Visconde de Bivar. Em 1884, era considerado por Magalhães Lima como “o mais velho republicano do Algarve”. Fez parte do Conselho Provincial do partido que então se organizou na região, desempenhando as funções de vogal. Em 1889, era apontado como um dos mais antigos e sinceros democratas de Portimão, quando procurou dinamizar a criação de um centro republicano naquela vila.
Em 1891, fundou o Sindicato dos Exportadores de Figo do Algarve, juntamente com Salvador Vilarinho, José Duarte de Almeida, A. J. Júdice & Irmãos e José Joaquim Serpa que visava colocar mais facilmente no exterior a produção excedentária do Algarve. Durante três anos o representante desta sociedade na Europa foi Manuel Teixeira Gomes, filho de Libânio Gomes, que percorreu nessa altura vários países europeus em busca de mercados para os figos algarvios. A partir do momento em que a sociedade se desfez, Libânio Gomes continuou as suas actividades exportadoras, mantendo o seu filho como representante da empresa no estrangeiro. Na fase final da vida exerceu também as funções de cônsul da Grécia em Portimão. Padecendo de doença grave foram frequentes as notícias sobre o agravamento do seu estado de saúde. Faleceu a 16/03/1905, com 80 anos[2].
A.A.B.M.
[1]
Nuno Campos Inácio, “Apontamento Genealógico de Manuel Teixeira Gomes”, Cadernos Barão de Arêde. Revista do Centro
de Genealogia e Heráldica Barão de Arêde, nº1, Julho-Setembro de 2014, p.
125 e ss. [Disponível online aqui: http://arede.eu/img/CADERNOS_BARAO_DE_AREDE_1.pdf]
Faleceu a 16/03/1905, com 81 anos[1].
Faleceu a 16/03/1905, com 81 anos[1].
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
ANDARAM POR AQUI OS FRANCESES … A 3ª INVASÃO FRANCESA EM MORTÁGUA
LIVRO:
Andaram por aqui os franceses … a 3ª invasão francesa em Mortágua (22 a 30 de
Setembro de 1801);
AUTOR: João Paulo Gaspar de Almeida e Sousa;
EDIÇÃO: Quartzo Editora & Câmara Municipal de Mortágua, 2016.
AUTOR: João Paulo Gaspar de Almeida e Sousa;
EDIÇÃO: Quartzo Editora & Câmara Municipal de Mortágua, 2016.
“ … Mortágua foi um dos palcos principais do confronto entre as tropas francesas e anglo-portuguesas naquela que viria a ficar conhecida como a 'Batalha do Bussaco', e que se desenrolou nas vertentes da serra do Bussaco, abrangendo os concelhos de Mortágua, Penacova e Mealhada. No dia 27 de setembro de 1810 os dois exércitos estavam frente a frente. Nesta batalha as forças napoleónicas saíram derrotadas, calculando-se que tenham sofrido cerca de 5 mil baixas …” [AQUI]
[João Paulo Gaspar de Almeida e Sousa] "… O título do livro tem origem na expressão que a sua mãe
usava (e guarda na memória desde criança), quando alguma coisa estava
desarrumada ou em desalinho doméstico, dizendo: “Parece que andaram por aqui os
franceses”. Era uma analogia caricatural que recordava o rasto de destruição e
caos, deixado pelos franceses na sua passagem por terras de Mortágua. Outra
razão que o levou a debruçar-se sobre as Invasões Francesas teve a ver com a
sua própria profissão, relacionada com a prática organizacional de emergência
pré-hospitalar que teve as primeiras experiências de relevo nesta época,
destacando-se um homem chamado Dominique Jean Larrey. É a ele que se deve a
implementação do sistema de “ambulâncias móveis” para recolha de feridos em
combate.
Na introdução do livro, João Paulo salienta a posição
estratégica que Mortágua tinha, à época, por constituir um nó de vias de
comunicação das Beiras, para Coimbra (Centro Litoral e Sul), e para o Norte,
servindo de plataforma de estacionamento para o avanço das tropas de Massena,
não só em direção ao Bussaco, mas também na sua retirada após a batalha.
Afirma o autor que “é obrigatório falar de Mortágua quando
falamos das Invasões Francesas e, e em particular, quando nos referimos à
Batalha do Bussaco e às movimentações das tropas francesas antes e depois do
dia 27 de setembro de 1810 …” [AQUI]
J.M.M.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
DESAFIOS DO MAR PORTUGUÊS (SEMINÁRIO) - O BACALHAU: HISTÓRIA E FUTURO
Nos próximos dias 21 e 22 de Outubro no Museu Marítimo de Ílhavo, realiza-se a 5ª edição do seminário Desafios do Mar Português.
Pode ler-se na nota de abertura deste seminário:
Pode ler-se na nota de abertura deste seminário:
A 5.ª edição do Seminário Desafios do Mar Português, agendada para 21 e 22 de outubro, será dedicada ao tema “O Bacalhau: História e Futuro”, tendo como parceiro a Associação dos Industriais de Bacalhau.
O tema em discussão na edição deste ano tem por objetivo a reflexão sobre um sector da atividade económica nacional de relevo como é a pesca do bacalhau, nas suas dimensões de captura, transformação, comercialização e sua importância estratégica, sem deixar de fomentar as observações em torno de temas histórico-culturais, onde se tem destacado o contributo do Museu Marítimo de Ílhavo.
O programa do seminário pode ser consultado abaixo:
PROGRAMA
21 OUTUBRO, SEXTA-FEIRA
09h30 Sessão de abertura
Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar (a confirmar)
Fernando Fidalgo Caçoilo, Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo
10h30 PAINEL I - A Pesca e o Património Biológico
Pescadores e homens do bacalhau: um retrato antropológico
Luís Martins (Antropólogo)
O trabalho a bordo e a gestão da pesca longínqua
José Paulo Vieira da Silva (Capitão da Marinha Mercante)
O bacalhau como recurso biológico: sustentabilidade e biopolítica
Carlos Sousa Reis (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)
debate
pausa para café
11h45 PAINEL II - A Indústria e o Negócio
A economia e política do bacalhau: regulação e atividade económica no século XX
Álvaro Garrido (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra/Museu Marítimo de Ílhavo)
Política de pescas e economia do bacalhau na Espanha contemporânea
Fernando González Laxe (Universidade da Corunha)
Das secas à indústria e técnicas modernas de transformação do bacalhau
Fernando Chagas Duarte (Direção Geral das Pescas)
Desafios de gestão da atual indústria do bacalhau
Aníbal Paião (Pascoal & Filhos, S.A)
debate
pausa para almoço
15h00 PAINEL III - Mercados e Consumos
O consumo de bacalhau na Península ibérica: uma perspetiva histórica
Jesús Giraldez Rivero (Universidade de Santiago de Compostela)
A indústria de pesca e o negócio exportador de bacalhau da Islândia
Björgvin Þór Björgvinsson (Project Manager da Food – Fisheries and Agriculture and Iceland Responsible Fisheries)
As exportações de bacalhau e os mercados da lusofonia
Ricardo Alves (Riberalves, S.A.)
O Bacalhau, a inovação de produto e a cozinha contemporânea
Ricardo Costa (Chef Executivo no Hotel The Yeatman, Porto)
debate
pausa para café
17h15 Lançamento do n.º 4 da “ARGOS - Revista do Museu Marítimo de Ílhavo”
Degustação de bacalhau com espumante da Bairrada
21h30 Espetáculo de teatro “O Lugre 2016”, encenado por Graeme Pulleyn, com base na peça de Bernardo Santareno
____________________
22 OUTUBRO, SÁBADO
09h30 PAINEL IV - Memória e Identidade – o bacalhau como património
Bacalhau, cultura popular e identidade nacional
José Manuel Sobral (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)
Património do bacalhau em Euskadi
Rosa García-Orellán (Universidade Pública de Navarra)
O Gil Eannes onde naveguei e assisti as tripulações da frota
António Trabulo (Escritor e ex-Médico no Navio Hospital Gil Eannes)
Os navios da frota bacalhoeira
António Manuel Gonçalves (Academia de Marinha)
debate
pausa para café
11h30 Conferência de Encerramento
História e memória da “White Fleet” na Terra Nova
Jean-Pierre Andrieux (Escritor)
12h00 Sessão de encerramento
José Apolinário, Secretário de Estado das Pescas (a confirmar)
12h15 Visita Especial ao Aquário dos Bacalhaus do Museu Marítimo de Ílhavo
____________________
INSCRIÇÕES ATÉ 19 DE OUTUBRO DE 2016
ciemar.mmi@cm-ilhavo.pt
com os seguintes dados: nome, profissão, instituição e contactos
21 OUTUBRO, SEXTA-FEIRA
09h30 Sessão de abertura
Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar (a confirmar)
Fernando Fidalgo Caçoilo, Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo
10h30 PAINEL I - A Pesca e o Património Biológico
Pescadores e homens do bacalhau: um retrato antropológico
Luís Martins (Antropólogo)
O trabalho a bordo e a gestão da pesca longínqua
José Paulo Vieira da Silva (Capitão da Marinha Mercante)
O bacalhau como recurso biológico: sustentabilidade e biopolítica
Carlos Sousa Reis (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)
debate
pausa para café
11h45 PAINEL II - A Indústria e o Negócio
A economia e política do bacalhau: regulação e atividade económica no século XX
Álvaro Garrido (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra/Museu Marítimo de Ílhavo)
Política de pescas e economia do bacalhau na Espanha contemporânea
Fernando González Laxe (Universidade da Corunha)
Das secas à indústria e técnicas modernas de transformação do bacalhau
Fernando Chagas Duarte (Direção Geral das Pescas)
Desafios de gestão da atual indústria do bacalhau
Aníbal Paião (Pascoal & Filhos, S.A)
debate
pausa para almoço
15h00 PAINEL III - Mercados e Consumos
O consumo de bacalhau na Península ibérica: uma perspetiva histórica
Jesús Giraldez Rivero (Universidade de Santiago de Compostela)
A indústria de pesca e o negócio exportador de bacalhau da Islândia
Björgvin Þór Björgvinsson (Project Manager da Food – Fisheries and Agriculture and Iceland Responsible Fisheries)
As exportações de bacalhau e os mercados da lusofonia
Ricardo Alves (Riberalves, S.A.)
O Bacalhau, a inovação de produto e a cozinha contemporânea
Ricardo Costa (Chef Executivo no Hotel The Yeatman, Porto)
debate
pausa para café
17h15 Lançamento do n.º 4 da “ARGOS - Revista do Museu Marítimo de Ílhavo”
Degustação de bacalhau com espumante da Bairrada
21h30 Espetáculo de teatro “O Lugre 2016”, encenado por Graeme Pulleyn, com base na peça de Bernardo Santareno
____________________
22 OUTUBRO, SÁBADO
09h30 PAINEL IV - Memória e Identidade – o bacalhau como património
Bacalhau, cultura popular e identidade nacional
José Manuel Sobral (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)
Património do bacalhau em Euskadi
Rosa García-Orellán (Universidade Pública de Navarra)
O Gil Eannes onde naveguei e assisti as tripulações da frota
António Trabulo (Escritor e ex-Médico no Navio Hospital Gil Eannes)
Os navios da frota bacalhoeira
António Manuel Gonçalves (Academia de Marinha)
debate
pausa para café
11h30 Conferência de Encerramento
História e memória da “White Fleet” na Terra Nova
Jean-Pierre Andrieux (Escritor)
12h00 Sessão de encerramento
José Apolinário, Secretário de Estado das Pescas (a confirmar)
12h15 Visita Especial ao Aquário dos Bacalhaus do Museu Marítimo de Ílhavo
____________________
INSCRIÇÕES ATÉ 19 DE OUTUBRO DE 2016
ciemar.mmi@cm-ilhavo.pt
com os seguintes dados: nome, profissão, instituição e contactos
Um evento que merece a melhor divulgação.
A.A.B.M.
terça-feira, 18 de outubro de 2016
III JORNADAS HISTÓRICAS DE ALBERGARIA A VELHA - O HORROR DAS GUERRAS
Realizam-se nos próximos dias 21 e 22 de Outubro de 2016, na Biblioteca Municipal, as III Jornadas Históricas de Albergaria-a-Velha, tendo por tema fundamental: O Horror das Guerras.
Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
As III Jornadas Históricas são uma iniciativa dirigida a um público heterogéneo que acolhe e manifesta interesse nas atividades de âmbito cultural promovidas pela Culturalb. São ainda um evento pelo qual esta associação pretende contribuir para a valorização pessoal e enriquecimento do conhecimento integral de todos os que escolheram fazer uma viagem diacrónica pelas guerras que assolaram o mundo, o contexto histórico em que ocorreram, as suas manifestações e consequências.
Nascemos e crescemos num tempo de paz relativa, num tempo de prosperidade aparente, as décadas dos “Trinta gloriosos anos” que se seguiram ao segundo conflito mundial. Foi um tempo em que organismos internacionais e uma ordem internacional então criada, permitiam acreditar que um dia a Paz seria possível. E os conflitos localizados que se viviam, em parte resultado do mundo bipolar, pareciam estar lá longe…
Mas as “guerras esquecidas e distantes” tornaram-se uma constante na nova ordem internacional e o presente é marcado por conflitos que se alongam e têm consequências nefastas em todos os domínios da vida humana.
Num tempo de incerteza e no ano em que se assinala a entrada de Portugal na Grande Guerra, pretendemos que seja possível a reflexão conjunta sobre tantos resultados nefastos que as guerras despoletam.
Para os potenciais interessados se poderem inscrever fica a ligação AQUI.
O programa do evento conta com um conjunto muito interessante de investigadores e historiadores que vão apresentar alguns dados referentes às guerras. O programa das jornadas pode ser conferido abaixo:
(NOTA: recomenda-se que a imagem seja descarregada para se conseguir ver melhor o programa)
Entre múltiplos conferencistas podemos encontrar:
- Pedro Esgalhado, coronel na reserva;
- Natividade Monteiro, professora e investigadora;
- Maria Lúcia Brito Moura, professora e investigadora;
- Irene Flunser Pimentel, investigadora;
- Júlio Magalhães, jornalista;
- João Céu e Silva, historiador e jornalista;
- Ana Bela Vinagre,
- Abílio Lousada, historiador militar;
- Manuel Ferreira Rodrigues, professor.
Uma interessante iniciativa, a todos os títulos louvável e que merece a melhor divulgação até porque o painel de conferencistas revela grande qualidade.
A ligação ao evento pode ser conseguida AQUI.
Os votos de sucesso para estas jornadas.
A.A.B.M.
MANUEL, TAL E QUAL
“Manuel, tal e qual” – por António Valdemar, in Público
“Teixeira Gomes «boémio, negociante, melómano, viajante, escritor, diplomata, Presidente da Republica”
De Manuel Teixeira Gomes revive a memória do intelectual e do
político que se afirmou como grande escritor, se impôs como notável diplomata e
se distinguiu como Chefe de Estado, um dos que mais prestigiaram a República.
Qualquer um destes aspectos é conhecido, na generalidade e, por vezes, com
alguma polémica.
Contudo, uma biografia feita por José Alberto Quaresma, editada
pela Imprensa Nacional e o Museu da Presidência da Republica, veio evidenciar
muitos pormenores, até agora desconhecidos do homem rebelde, insatisfeito,
frontal, aberto ao mundo, «com todos os sentidos despertos» – assim se
definiu Teixeira Gomes – «para glorificar o esplendor da luz e para divinizar
quantas maravilhas ela nos revela, desde o cristal das fontes, que fecundam a
terra sequiosa, até ao corpo humano, carne ambulante e sensual, onde se encerra
e se propaga a essência da razão e do amor»
Sete anos de investigação em arquivos públicos e privados,
nacionais e internacionais, a consulta de milhares de documentos inéditos – o
livro tem 560 páginas, apoiadas em 1699 notas factuais e justificativas –
permitem desvendar a intimidade quotidiana do homem. Aliás o objectivo é tão
visível quanto José Alberto Quaresma, para estabelecer uma aproximação com o
leitor, no decurso dos sucessivos capítulos da narrativa biográfica, nomeou
sempre Teixeira Gomes, apenas por Manuel.
Aprofunda as origens da família, a intervenção nas campanhas
entre liberais e miguelistas, os vínculos à Maçonaria, mortes e prisões
políticas; o Algarve remoto, sem estradas e transportes para vencer o
isolamento; a agricultura precária e a indústria de pesca e frutos secos; um
território pleno de recursos naturais, a querer despertar do marasmo e da
rotina.
Retrata o boémio, o negociante, o melómano, o viajante, o
escritor, o diplomata e o Presidente da Republica. Tal e qual reencontrou nos
testemunhos da história. Acompanha o seminarista em Coimbra; o estudante que
não conseguiu realizar o curso de Medicina em Coimbra e no Porto. Segue os
passos do jovem insinuante nas principais tertúlias de escritores, poetas,
músicos e artistas plásticos; o convívio, com aristocratas e republicanos, nos
salões dos condes de Proença-a-Velha; e a frequência, em Lisboa e outras
cidades europeias e do Norte de África, das mais famosas casas de prostitutas.
Ao publicar os primeiros livros, aos 40 anos, Teixeira Gomes
destacou-se, tal como Raúl Brandão e, logo após a morte de Eça de Queiroz,
entre os maiores escritores de língua portuguesa. Coleccionador de arte,
apaixonado pela música, conseguiu dedicar-se simultaneamente, aos trabalhos
práticos da produção, comercialização e exportação de frutos secos, na gerência
de empresas familiares, em Portimão e no escritório em Antuérpia. Tais aptidões
voltarão a ser exercidas, em Londres, em face da ausência de funcionários, para
despachar o expediente burocrático na representação diplomática portuguesa.
Identifica-se com a realidade politica, social e cultural da
transição do seculo XIX para o seculo XX, o percurso de Teixeira Gomes.
Participante e espectador crítico das lutas no fim da Monarquia e dos 16 anos
de Republica; dos cenários da 1ª Guerra Mundial, dos debates e conflitos nos
fóruns internacionais, os bastidores e tribunas da Sociedade das Nações.
Enquanto Presidente da República, de Outubro de 1923 a Dezembro de 1925,
enfrentou sucessivas crises partidárias e militares que provocaram quedas e
substituições de governos.
Procurou a reconciliação da classe política e das Forças
Armadas. Reuniu a 5 de Dezembro de 1925, os comandantes das unidades militares
para um almoço no Palácio de Belém. Ao pressentir que não havia, nem solução,
nem alternativa, fez a seguinte declaração que se tornaria profética: «enquanto
certos políticos da nossa terra teimarem em pensar com o estomago e digerirem
com os miolos, isto não tem concerto possível. E o pior é que já é muito tarde
para tê-lo, porque quer os senhores queiram, quer não (acentuou, voltando-se à
direita para o General Carmona e tocando-lhe nos galões) isto vai-lhes
directamente parar às mãos».
Perante o impasse, decidiu, no dia 10 de Dezembro, apresentar a
demissão. Meses depois, o Exército implantava a ditadura. Durou quase meio
século. Até ao 25 de Abril de 1974.
Teixeira Gomes deixou Portugal. Definitivamente. Resolveu
peregrinar de país em país. Foi o que chamou «a grande Primavera da Liberdade».
Andava só, transformado num vulgar cidadão anónimo, através do Mediterrâneo e,
por fim, do Norte de África. O Magreb passou a constituir a terra do seu refúgio
e do seu afecto. Mesmo em plena velhice, «saudável, próspero e feliz como um
deus que regressou do Olimpo», - ele próprio o confessa - fazia «cerca de dez
quilómetros de marcha diária, caminhadas sem fim até ao salutar cansaço que
prepara os sonos profundos de onde se ressurge mais rijo e satisfeito».
De 1931 a 1941 radicou-se em Bougie, actualmente denomina-se
Bejaia, tem um monumento à sua memória e uma escola com o seu nome. Manteve
rigorosa privacidade. Os contactos com Portugal, com a família, inclusive as
duas filhas e a mãe delas, limitaram-se a mera troca de correspondência. E sem
mencionar onde residia. Apenas indicava o número de uma posta-restante do
correio.
Escolheu o pequeno Hotel l’Etoile para se
consagrar, em tempo inteiro, à escrita. O quarto tinha (e tem) o número 13 e
uma janela para o mar. A vista abrange a cordilheira de Kabila, sempre coberta
de neve. Longe de tudo e de todos ali faleceu e se despediu da vida no momento
que desejava: «quando desponta a aurora, em manhã luminosa e tépida, sacudir
sobre o mar as cinzas dos sonhos». Foi a 18 de Outubro de 1941. Precisamente há
75 anos
Manuel, Tal e Qual –
por António Valdemar, [Jornalista e investigador, membro da Classe de Letras da
Academia das Ciências], jornalPúblico, 18 de Outubro de 2016 – com sublinhados nossos.
J.M.M.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
MANUEL TEIXEIRA GOMES- A SUBSTITUIÇÃO POR BERNARDINO MACHADO
Assinalando o lançamento da obra biográfica sobre Manuel Teixeira Gomes, com autoria de José Alberto Quaresma, agora editado pelo Museu da Presidência da República e pela Imprensa Nacional Casa da Moeda e a que desejamos o maior sucesso, lembramos o momento em que Manuel Teixeira Gomes foi substituído pelo Dr. Bernardino Machado nas funções de Chefe de Estado, no mês de Outubro de 1925.
Neste caso com a publicação da capa do jornal O Mundo do dia 12 de Outubro de 1925.
Manuel Teixeira Gomes merecia uma biografia actualizada e consultando documentos que até há pouco tempo estavam ainda sob reserva e de difícil acesso e que agora as novas tecnologias permitem aceder e consultar com alguma facilidade.
O ilustre algarvio que chegou à Presidência da República era um conhecido apaixonado pela arte, com grandes amigos artistas e essa foi uma das vertentes analisadas.
A não perder amanhã, dia 18 de Outubro de 2016, no edifício do antigo Picadeiro Real (Museu Nacional dos Coches), às 18.30h.
Para seguir com atenção e participar no evento.
A.A.B.M.
Neste caso com a publicação da capa do jornal O Mundo do dia 12 de Outubro de 1925.
Manuel Teixeira Gomes merecia uma biografia actualizada e consultando documentos que até há pouco tempo estavam ainda sob reserva e de difícil acesso e que agora as novas tecnologias permitem aceder e consultar com alguma facilidade.
O ilustre algarvio que chegou à Presidência da República era um conhecido apaixonado pela arte, com grandes amigos artistas e essa foi uma das vertentes analisadas.
Os presentes vão poder assistir em primeira-mão ao "trailer" do filme Zeus, uma longa-metragem de Paulo Filipe Monteiro, dedicada à vida e obra do Presidente Manuel Teixeira Gomes. Para ver com atenção.
A não perder amanhã, dia 18 de Outubro de 2016, no edifício do antigo Picadeiro Real (Museu Nacional dos Coches), às 18.30h.
Para seguir com atenção e participar no evento.
A.A.B.M.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
MANUEL TEIXEIRA GOMES - BIOGRAFIA
LIVRO:
Manuel Teixeira Gomes - Biografia;
Autor: José Alberto Quaresma;
EDIÇÃO: INCM e Museu da Presidência da República, 2016.
Autor: José Alberto Quaresma;
EDIÇÃO: INCM e Museu da Presidência da República, 2016.
LANÇAMENTO:
DIA:
18 de Outubro (18,30 horas);
LOCAL: Museu Nacional dos Coches (Antigo Picadeiro Real);
ORADORES: António Valdemar, Nuno Júdice e Nuno Severiano Teixeira;
LOCAL: Museu Nacional dos Coches (Antigo Picadeiro Real);
ORADORES: António Valdemar, Nuno Júdice e Nuno Severiano Teixeira;
- CONCERTO por Paulo Gaio Lima, Suite n.º 1 em Sol Maior para Violoncelo BWV 1007, de J. S. Bach;
- Leituras de excertos de obras literárias de Manuel Teixeira Gomes por Silvina Pereira (atriz e encenadora) e Jorge Vaz de Carvalho (barítono);
- Apresentação do trailer da longa-metragem Zeus, de Paulo Filipe Monteiro.
[AQUI]
J.M.M.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
CONFERÊNCIA: REPÚBLICA – MÁTRIA E PÁTRIA
CONFERÊNCIA: "República
– Mátria e Pátria”.
DIA: 15 de Outubro 2016 (15,30 horas);
LOCAL: Associação de Socorros Mútuos Artística Vimaranense (Rua Gil Vicente, nº 46), Guimarães;
ORGANIZAÇÃO: ASMAV
A Associação de
Socorros Mútuos Artística Vimaranense [ASMAV] comemora este ano 150 anos de
existência. A ASMAV, fundada em 1866, é uma associação que pugna pela “acção
cultural e de intervenção cívica”, promovendo eventos culturais, debates e
conferências, num espírito aberto e cosmopolita.
A mais antiga associação
mutualista e filantrópica de Guimarães (medalha de mérito do município) está
situada na rua de Gil Vicente, num curioso edifício, com traçado do arquiteto
veneziano Nicola Bigaglia
[1841-1908; veio residir para Portugal em 1880; leciona
na Escola Afonso Domingues; foi um excelente aguarelista e desenhador, com obra
e projectos estimados em território nacional (obteve o prémio Valmor, em 1902, pela
traça do Palácio Lima Mayer, em Lisboa)],
em que sobressai a sua frontaria,
encimado por um curioso emblema (ambos por desenho do próprio Bigaglia), onde
se pode visualizar um esquadro e compasso, esculpido na pedra. Este escudo da
Associação deu origem a uma viva polémica em 24 de Março de 1905, por alguns
dos associados terem retirado o emblema (onde outros viam representado o símbolo do
trabalho e com a seguinte inscrição: “In arte fraternitas”), por verem nele
referências maçónicas [consultar as “Efemérides Vimaranenses”, ms de João Lopes
de Faria], o que foi feito sem consulta da Assembleia Geral.
A destruição do emblema causou indignação ente
os associados (com debate intenso nos periódicos locais e entre a gente de Guimarães),
pelo que um grupo de 17 associados requereram uma assembleia geral para tratar
deste grave atentado. A reunião de 4 de Maio de 1905 aprovou a demissão da direção
e a reposição da “frontaria do edifico” tal como se encontrava antes da sua
inutilização.
J.M.M.
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
TOMÁS DA FONSECA – MISSIONÁRIO DO POVO – UMA BIOGRAFIA
LIVRO:
Tomás da Fonseca – Missionário do Povo – Uma Biografia;
AUTOR: Luís Filipe Torgal [pref. de Vítor Neto];
EDIÇÃO: Antígona, 2016, p. 448
AUTOR: Luís Filipe Torgal [pref. de Vítor Neto];
EDIÇÃO: Antígona, 2016, p. 448
DIA:
15 de Outubro (17,00 horas);
LOCAL: Casa Municipal da Cultura (Sala Silva Dias), Coimbra;
ORADOR: Fernando Catroga
LOCAL: Casa Municipal da Cultura (Sala Silva Dias), Coimbra;
ORADOR: Fernando Catroga
CONFERÊNCIA – A MAÇONARIA E PONTE DE SOR (1904-1935)
CONFERÊNCIA: A Maçonaria e Ponte de Sor
(1904-1935);
DIA: 15 de Outubro 2016 (16,00 horas);
ORADOR: António Ventura (professor da FLUL);
LOCAL: Centro e Artes e Cultura de Ponte de Sor [Av. da Liberdade, Ponte de
Sor];
ORGANIZAÇÃO: CM de Ponte de Sor, CAC de Ponte de Sor.
J.M.M.
A PRIMEIRA REPÚBLICA NA FRONTEIRA DO LIBERALISMO E DA DEMOCRACIA
LIVRO:
A Primeira República na fronteira do liberalismo e da democracia;
AUTORA: Miriam Halpern Pereira;
EDIÇÃO: Gradiva (Colecção Trajectos Portugueses), 2016, p. 224
AUTORA: Miriam Halpern Pereira;
EDIÇÃO: Gradiva (Colecção Trajectos Portugueses), 2016, p. 224
►
LANÇAMENTO
DIA: 14 de Outubro de 2016 (18,30 horas);LOCAL: Centro Nacional de Cultura (Largo do Picadeiro, nº10, 1º), Lisboa;
EDIÇÃO: Guilherme de Oliveira Martins.
“Primeira República é uma
época que surpreende pelos contrastes paradoxais.
A cidadania limitada à
população masculina e alfabetizada coexistiu com uma vigorosa intervenção
cívica extraparlamentar. A instabilidade governamental e a violência na rua não
impediram o êxito de decisivas reformas na educação, na cultura, nas relações
laborais, no estatuto da mulher e na relação entre o Estado e a população. O
crescimento económico, embora moderado, permitiu a recuperação da crise
finissecular oitocentista e beneficiou da retoma internacional dos anos 20.
Recuperou-se o equilíbrio financeiro. A consolidação do espaço colonial foi
alcançada, aqui a quase totalidade da população africana foi excluída da
cidadania, em consonância com as outras colónias europeias. A vontade de
mudança esbarrou com frequência crescente no conservadorismo e o desfecho desse
confronto violento foi dramático. Seguiram-se várias décadas de regressão
educativa, cultural, social, cívica e política. Como se explica esta evolução?
Nesta síntese atualizada encontrará a resposta.
O objectivo deste livro é
proporcionar essa visão sintética que permita a um público não especializado o
acesso a uma interpretação actualizada dos principais problemas desta época”
[AQUI]
J.M.M.
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