terça-feira, 24 de outubro de 2017

CONFERÊNCIA – O CENTENÁRIO DO “PORTUGAL FUTURISTA”


CONFERÊNCIA: O Centenário do “Portugal Futurista”;

ORADOR: António Valdemar (Academia das Ciências);

DIA: 25 de Outubro (19,30 horas):
LOCAL: Grémio Literário [Rua Ivens, 37 – ao Chiado], Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Grémio Literário

Integrado no Ciclo de Literatura Portuguesa, sob organização do Presidente do Conselho Literário do Grémio Literário, Dr. António Aires Gonçalves, o Grémio Literário realiza uma Conferência sobre a estimada, importante e rara revista literária do nosso modernismo, “Portugal Futurista” (Novembro de 1917, nº único), no próximo dia 25 de Outubro.

 
O Orador será António Valdemar, membro da Classe de Letras da Academia das Ciências, jornalista, investigador, olisipógrafo e autor de vários livros sobre história, literatura, arte e património e um sério conhecedor da obra de Mestre Almada Negreiros. Diga-se que António Valdemar privou com elementos do “grupo e da geração do Orpheu” e ainda privou “com Armando Cortes–Rodrigues, Raul Leal, Alfredo Guisado, destacando–se, contudo, o convívio e a amizade com Almada Negreiros, durante muitos anos. Este concede-lhe entrevistas acerca da sua vida e obra, parte das quais reunidas no livro “Almada, os Painéis, a Geometria e Tudo[in Boletim do Grémio Literário].

A conferência, a realizar no Salão Nobre do Grémio Literário, que terá início às 19 e 30 horas, “será acompanhada com a projeção de fotografias da época”, a cargo do designer Álvaro Carrilho, “de personalidades e acontecimentos culturais, políticos e sociais”.

A não perder.



«O centenário da publicação do primeiro e único número, da revista Portugal Futurista, uma das referências obrigatórias do modernismo, e que em 1917, provocou grande escândalo e foi apreendido pela Policia, vai ser assinalado, no próximo dia 25, no Grémio Literário, com uma conferência proferida por António Valdemar, que tem realizado, nos últimos anos, investigações em bibliotecas e em arquivos, a propósito dos vários aspectos daquele movimento literário e artístico.

Participaram no Portugal Futurista, Almada Negreiros, Fernando Pessoa, Santa Rita Pintor, Carlos Filipe Porfírio, Rebelo Bettencourt, Amadeo de Sousa Cardoso, Raúl Leal, e, ainda, Guillaume Apolinaire, Blaisse Cendras através de Sonia e Robert Delaunay, ao tempo refugiados em Portugal, devido á eclosão da Iª Grande Guerra Mundial.

O Portugal Futurista incluiu, também, montagem de textos de Boccionni, Carra, Russolo e Severini, e as traduções do manifesto futurista ‘Le Music-Haal’, de Marinetti e o ‘Manifesto Futurista da Luxuri’», de Valentine de Saint Point.

J.M.M.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O CENTENÁRIO DO "PORTUGAL FUTURISTA": CONFERÊNCIA COM ANTÓNIO VALDEMAR

CONFERÊNCIAO Centenário do "Portugal Futurista"

ORADORAntónio Valdemar (Academia das Ciências);

DIA25 de Outubro 2017 
HORÁRIO: 19,30 horas;
LOCALGrémio Literário (Rua Ivens, 37 - ao Chiado), Lisboa
;
ORGANIZAÇÃOGrémio Literário.

Pode ler-se na nota de divulgação:
O centenário da publicação do primeiro e único número, da revista Portugal Futurista, uma das referências obrigatórias do modernismo, e que em 1917, provocou grande escândalo e foi apreendido pela Policia, vai ser assinalado, no próximo dia 25, no Grémio Literário, com uma conferência proferida por António Valdemar, que tem realizado, nos últimos anos, investigações em bibliotecas e em arquivos, a propósito dos vários aspectos daquele movimento literário e artístico.

Participaram no Portugal Futurista Almada Negreiros, Fernando Pessoa, Santa Rita Pintor, Carlos Filipe Porfírio, Rebelo Bettencourt, Amadeo de Sousa Cardoso, Raul Leal, e, ainda, Guillaume Apolinaire, Blaisse Cendras através de Sonia e Robert Delaunay, ao tempo refugiados em Portugal, devido à eclosão da Iª Grande Guerra Mundial.
O Portugal Futurista incluiu, também, montagem de textos de de Boccionni, Carra, Russolo e Severini, e as traduções do manifesto futurista «Le Mussic-Haal», de Marinetti e o «Manifesto Futurista da Luxúria», de Valentine de Saint Point.
A conferência, no salão nobre daquela instituição, que terá início às 19 e 30 horas, será acompanhada com a projecção de fotografias da época (pelo designer Álvaro Carrilho) de personalidades e acontecimentos culturais, políticos e sociais.


Mais informações sobre este e outros eventos promovidos pelo Grémio Literário podem ser obtidas na página da instituição AQUI.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

domingo, 22 de outubro de 2017

[COIMBRA – 23 DE OUTUBRO] EXPOSIÇÃO & CONFERÊNCIA SOBRE CAMILO PESSANHA



Nas Comemorações dos 150 Anos do Nascimento de Camilo Pessanha

EXPOSIÇÃO: Um precursor do Modernismo: Camilo Pessanha (1867-1926);

DIA: 23 de Outubro 2017 (10,00 horas);
LOCAL:
Biblioteca Joanina (BGUC), Coimbra;

ORGANIZAÇÃOBGUC | Centro de Literatura Portuguesa.


11, 00 horas - CONFERÊNCIA: “Clepsydra – Um livro por Haver

ORADOR: Paulo Franchetti (professor da UNICAMP);
LOCAL: Anfiteatro III da Faculdade de letras da Universidade de Coimbra

J.M.M.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

COLÓQUIO: 1817 REVOLTA E REVOLUÇÃO NO REINO UNIDO DE PORTUGAL, BRASIL E ALGARVES NA FLUC

Na próxima sexta-feira, 20 de Outubro de 2017, na Sala Silva Dias, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, realiza-se o colóquio subordinado ao tema: 1817 - Revolta e Revolução no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

PROGRAMA
9h 45m  | Sessão de Abertura

10h Como fazer uma revolução: a historiografia e o movimento de 1817 em Pernambuco . Guilherme Pereira das Neves  (UFF/Brasil) 
10h 30m Indisponibilidade e fratura no centro político: proteção britânica, retorno dos membros da Legião Portuguesa e dissidências ideológicas . Ana Cristina Araújo (FLUC/CHSC)

11h 15m  | Pausa

11h 30m Felizmente houve luar? A conspiração de 1817 ou de Gomes Freire de Andrade e as  suas interpretações no liberalismo . Isabel Nobre Vargues (FLUC/CEIS20) 
12h Memória e História:“de traidores a mártires da Pátria”, em perspetiva crítica . Miriam Halpern Pereira (CIES/ISCTE-IUL)

Debate 
Moderador Luís Reis Torgal (FLUC/CEIS20) 
12h 45m | Encerramento

Coordenação Científica: Luís Reis Torgal (FLUC/CEIS20)

Uma excelente oportunidade para quem está em Coimbra e arredores para aprender/conhecer/reflectir e debater algumas ideias que os ilustres historiadores irão apresentar.

Uma iniciativa que se divulga, desejando o maior sucesso aos organizadores e participantes.

A.A.B.M.

OS PARTIDOS POLÍTICOS E A I GUERRA MUNDIAL: CONFERÊNCIA

CONFERÊNCIAOs Partidos Políticos e a I Guerra Mundial;

ORADOR: Luís Alves Fraga (Coronel Doutor, professor da UAL);

DIA20 de Outubro 2017 (21,30 horas);
LOCAL: Museu Bernardino Machado, Sala Júlio Machado Vaz [Vila Nova de Famalicão];

Pequena nota biográfica sobre o conferencista:
Luís Alves de Fraga é diplomado pela Academia Militar (1965), licenciado em Ciências Político-Sociais pelo ISCSP –UTL – 1977, mestre em Estratégia – ISCSP – 1991 e doutor em História pela Universidade Autónoma de Lisboa – 2009. Antigo professor efetivo titular do Instituto de Altos Estudos da Força Aérea (1981/85), antigo professor efetivo da Academia da Força Aérea (1985/96), é professor auxiliar da Universidade Autónoma de Lisboa desde 1992. É membro do Conselho Científico da Comissão Portuguesa de História Militar. Para além de apontamentos escolares editados nos vários estabelecimentos de ensino onde lecionou, tem publicadas, em Atas de Colóquios e Congressos, e, também, em obras coletivas, algumas dezenas de ensaios sobre temas de História. É autor dos seguintes livros: O Fim da Ambiguidade: A Estratégia Nacional Portuguesa de 1914 – 1916 (Universitária, 2001); Reflexões Sobre o Mundo Actual: Problemas Sociais Contemporâneos (Campo das Letras, 2001); Guerra & Marginalidade: O Comportamento das Tropas Portuguesas em França: 1917-1918 (Prefácio, 2003); A Força Aérea na Guerra em África: Angola, Guiné e Moçambique: 1961-1974 (Prefácio, 2004); General Tomás Garcia Rosado: O Outro Comandante do C.E.P.: França: 1918-1919 (Prefácio, 2006). 
Em 2010, recebeu o Prémio Defesa Nacional para o livro Do Intervencionismo ao Sidonismo: Os Dois Segmentos da Política de Guerra na 1.ª República 1916-1918 (Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2010).
Entrada livre e gratuita
ORGANIZAÇÃO: Museu Bernardino Machado.

Esta é a última conferência do ciclo de conferências que o Museu Bernardino Machado tem vindo  dedicar à questão dos Partidos e as Grandes Questões da I República.

Uma iniciativa que se saúda e se divulga com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

COLÓQUIO INTERNACIONAL: GOMES FREIRE E AS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO DE 1820


Hoje, 18 de Outubro de 2017, a Biblioteca Nacional, em Lisboa, leva a efeito um colóquio internacional assinalando os 200 anos da morte de Gomes Freire de Andrade, organizado pelas prestigiadas historiadoras Miriam Halpern Pereira e Ana Cristina Araújo.

Este colóquio conta, entre outros historiadores, com a presença prestigiante dos Professores José Manuel Tengarrinha, Miriam Halpern Pereira, José Capela, Maria Beatriz Nizza da Silva, José Luís Cardoso e Fernando Dores Costa que garantem a qualidade dos intervenientes e das comunicações a apresentar.

O programa do colóquio é o seguinte:


9h30 Receção

9h45 Abertura | Maria Inês Cordeiro (BNP), Miriam Halpern Pereira (CIES/ISCTE.IUL) e Guilherme d´Oliveira Martins (FCG) 

10h00 1ª sessão | Império e Reino Unido: as fraturas
Moderação: Lúcia Bastos (FERJ / Brasil)


O Norte na restauração nacional de 1808 - o papel dos militares | José Viriato Capela (ICS-UM)
Reforma e revolta na crise de 1810-1820 | José Manuel Tengarrinha (FLL/UL)
Indisponibilidade e fratura no centro político: proteção britânica, retorno de membros da Legião Portuguesa e dissidências ideológicas | Ana Cristina Araújo (FLUC-CHSC)


Debate 

11h30 Pausa para café 

11h45 2ª sessão | Protesto político em divergência: de Pernambuco a Lisboa
Moderação: José Capela (ICS-UM)

1. A revolta de Pernambuco de 1817 

A elite mercantil pernambucana e a rebelião de 1817 | Maria Beatriz Nizza da Silva (USP- São Paulo)
Como fazer uma revolução: a historiografia e o movimento de 1817 em Pernambuco | Guilherme Pereira das Neves (UFF -Niterói, RJ)


Debate

13h44 Almoço

14h30 2ª Sessão (continuação)
Moderação: Ana Cristina Araújo (FLUC-CHSC)


2. A “Conspiração” de Gomes Freire de Andrade


A Conspiração de Gomes Freire: enquadramento económico e político | José Luís Cardoso (ICS-UL)
A guerra iminente em 1817. As consequências europeias da política platina de D. João VI e Portugal como espaço sem «soberano». | Fernando Dores Costa (FCSH/UNL-IHC),
A conspiração de Gomes Freire e a oposição liberal aos regimes da Restauração na Europa | Grégoire Bron (U:Paris/ Berne)
Memória e História: “de traidores a mártires da Pátria”, em perspectiva crítica | Miriam Halpern Pereira (CIES/ISCTE-IUL)


Debate 

16h15 Pausa para o café 

16h30 3ª sessão | A opinião pública e a imprensa dos exilados em Londres - Mesa Redonda 1
Moderação: José Manuel Tengarrinha (FLL/UL)


A Conspiração de Gomes Freire: enquadramento e leituras da imprensa no exílio londrino | Adelaide Vieira Machado (FCSH/UNL-CHAM)
O Correio Braziliense e a ‘pretendida conspiração’ | João Pedro Ferreira (FCSH/UNL-CHAM)


Debate

18h00 Encerramento

Informações complementares podem ser obtidas na página da Biblioteca Nacional AQUI.

Uma excelente iniciativa que não podemos deixar de divulgar junto de todos os interessados na temática e sobretudo com a qualidade destes participantes.

Com os votos do maior sucesso para a iniciativa.

A.A.B.M.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

GOMES FREIRE DE ANDRADE. O MÁRTIR DO MITO



LIVRO: Gomes Freire de Andrade. O Mártir do Mito;
AUTOR: Fernando Marques da Costa;

EDIÇÃO: IPEM [Instituto de Estudos Maçónicos], Outubro 2017, p. 140.

Herói para uns, traidor para outros, as opções interpretativas variam desde 1818. Em torno destas duas «bandeiras» alinham-se os autores que tratam da sua vida e obra. São dois grandes «exércitos», que a bibliografia sobre a conspiração de 1817 e sobre Gomes Freire de Andrade é vasta, ainda que na generalidade pouco isenta.

Será que se justifica tamanha polémica? A sua figura nunca foi consensual, nem em vida, nem na morte. Olhando com serenidade, o seu maior martírio não foi a forca que lhe extinguiu a existência, mas a historiografia, que ao longo de dois séculos continuou a torturar a sua vida, manipulando-a ao serviço de opções ideológicas diversas.

Gomes Freire foi um militar profissional que exerceu a sua profissão ao serviço de diversos países, num dos períodos mais conturbados e fascinantes da história europeia, no trânsito do século XVIII para o XIX, na charneira entre dois mundos. A maior parte da sua vida viveu-a fora de Portugal; mesmo quando por cá esteve, passou uma parte desses anos em campanhas militares. Foi preso várias vezes, passou fome e miséria, conheceu a fama e a glória, foi condecorado por todo o lado, viveu sempre falido, é provável que poucos o tenham amado e muitos o odiaram, parece que fervia em pouca água e que era impulsivo e vaidoso. Nunca casou e a única relação afetiva que se lhe conhece é com uma mulher casada que com ele partilha os sete anos de campanhas napoleónicas, e com quem vive quando regressa. É um personagem singular, complexo, dividido, mas impar em Portugal, naquela época. Dos militares portugueses do seu tempo é ele, sem dúvida, o que tem a carreira e a vida que merece uma biografia séria e que pode ser comparada com a de outros militares dessa Europa destroçada.

Como Maçon tem de singular o facto de ter sido «praticante» durante quase quatro décadas, facto pouco usual à época. Praticou Maçonaria na Áustria, onde foi iniciado, em diversos países europeus, por onde passou: França, Rússia e Prússia, seguramente. Praticou-a em Portugal, quando por cá esteve, criou lojas nos regimentos militares em que serviu, participou na formação do Grande Oriente Lusitano, desempenhando funções na Grande Dieta e foi Grão-Mestre entre 1815 e 1817. A sua persistência denota um gosto próprio e um apego singular à prática da Maçonaria. É inquestionável que Gomes Freire atribui um significado especial à Maçonaria e que esta está presente ao longo de toda a sua vida. A Maçonaria que o atrai não tem a ver com as práticas de matriz inglesa ou francesa, mais comuns em Portugal. O Rito de Zinnendorf, o Rito Escocês Rectificado, o martinismo e o templarismo são as suas escolhas. É o seu percurso maçónico, e os episódios a ele ligados, que este livro procura descrever.” [do Livro - sublinhados nossos]

J.M.M.

GOMES FREIRE DE ANDRADE. UM MÁRTIR DA PÁTRIA – A. J. RODRIGUES GONÇALVES



LIVRO: Gomes Freire de Andrade. Um Mártir da Pátria;
AUTOR: António José Rodrigues Gonçalves;

EDIÇÃO: Âncora Editora, Outubro 2017.
 
Os ideais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, tão caros à Revolução Francesa de 1789, começam a chegar a Portugal no início do século XIX. Recrudescem por todo o lado as lutas anti-senhoriais que debilitam o regime real e clerical. Recuam as superstições, os preconceitos e o tradicionalismo, a opressão e a injustiça senhorial. Tudo isto abana consciências e valores na frente ideológica, com a discussão da Razão e das Luzes, nos jornais e na vida pública, e com a ascensão da burguesia, classe social revolucionária à data.
 
O fervor absolutista e conservador contra estes ventos liberais encontra seguidores no Stº Ofício, em Pina Manique, na Igreja, e na Junta de Governadores que então governava Portugal (dada a fuga do Rei para o Brasil em 1807). As principais vítimas do St.º Ofício eram os designados heréticos da filosofia e os maçons, alcandorados estes a bode espiatório do regime.
 
Na sequência destes confrontos ideológicos e políticos, Gomes Freire de Andrade é envolvido numa conjura, sem que exista qualquer prova do seu envolvimento. Regressara a Portugal em 26 de Maio de 1815, já com 58 anos de idade, era um militar de carreira, combatera e fora condecorado, por toda a Europa e até na Rússia, com os mais altos galardões, chegando mesmo ao posto de marechal-de-campo. Era maçon e liberal convicto, e era dotado de um estatuto moral invejável o qual criara inimigos que não esqueciam a sua competência na arte da guerra. Estas teriam sido as razões para ter sido encarado como o chefe do movimento contra a influência inglesa e o regime absoluto, embora não tenha participado sequer na preparação de qualquer ato conspirativo.
 
Após um farsante julgamento, e num ato ignóbil, Gomes Freire de Andrade vê-se privado de todas as honras e privilégios dos cavaleiros das ordens militares, sendo condenado à morte – com mais 11 patriotas – sem quaisquer provas credíveis, e de imediato enforcado e decapitado como qualquer cidadão comum, queimado com alcatrão e as suas cinzas e parte do corpo lançadas ao mar.” [in Livro - sublinhados nossos]


LANÇAMENTO NA ASSOCIAÇÃO 25 ABRIL  [AQUI]

DIA: 19 de Outubro (18,00 horas);
LOCAL: Associação 25 de Abril (Rua da Misericórdia, 95), Lisboa;
ORADOR: Professor Doutor António Ventura [F.L.U.L.]
 
 

J.M.M.

200 ANOS DA MORTE DE GOMES FREIRE DE ANDRADE


 
Bicentenário do Suplício de Gomes Freire de Andrade e dos Mártires da Pátria
 
 

 
Eduardo de Noronha, "Gomes Freire de Andrade", in Revista Militar, Ano LXIX, nº10, Outubro de 1917
 
J.M.M.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O ANO 1917 - COLÓQUIO INTERNACIONAL NA FLUC



No próximo dia 18 de Outubro de 2017, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, vai realizar um interessante colóquio sobre as várias incidências durante o ano de 1917.

Contando com vários especialistas na temática poderá ser uma oportunidade para conhecer melhor o que aconteceu há um século atrás, mas sobretudo as consequências desses eventos nos anos seguintes.

Pode ler-se na nota de divulgação do colóquio:

A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra será palco, no dia 18 de outubro, do colóquio internacional “O ano de 1917”.

A partir das 10h, no Anf. III (4.º piso), especialistas nacionais e internacionais debaterão temas como as revoluções russa e angolana, comunismo e anticomunismo e ainda religião.

A conferência de abertura estará a cargo de Nicolas Worth (IHTP/CNRS), historiador francês especialista na história da União Soviética, que proferirá a conferência “Débats et controverses historiographies autor de 1917”. No mesmo painel, moderado por João Paulo Avelãs Nunes, intervirá Josep Cervelló, historiador espanhol, com o tema “De Barcelona a Fátima passando por Madrid”.


O programa do colóquio pode ser consultado abaixo:
Uma excelente oportunidade para actualizar conhecimentos e aprender um pouco mais sobre este período decisivo: Centenário da Revolução Russa, Centenário de Fátima, Centenário da I Guerra Mundial. A historiografia a reactualizar-se continuamente com novas perspectivas, documentos e leituras diferentes dos acontecimentos.

A participar e a divulgar entre os interessados.

A.A.B.M.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA. DISCURSO PRONUNCIADO NA SUA SESSÃO INAUGURAL POR AURÉLIO QUINTANILHA




LIVRO: A Universidade Livre de Coimbra (reed. 1925);
AUTOR
: Aurélio Quintanilha; Prefácio de Paulo Archer de Carvalho
EDIÇÃO: Editora Lema d’Origem (2017); 

APOIOS: Pró-Associação 8 de Maio | União das Freguesias de Coimbra | GAAC | Ateneu de Coimbra




LANÇAMENTO DA OBRA:

DIA: 12 de Outubro 2017 (18,00 horas);
LOCAL: Casa Municipal da Cultura de Coimbra (R. Pedro Monteiro, 64);
ORADOR: Professor Doutor Carlos Fiolhais.

“A formação da Universidade Livre de Coimbra – Instituto de Educação Popular (ULC, 1925-1933) obedeceu ao estratégico desiderato de efectiva instrução pública complementar, gratuita, voluntária e demopédica que anima a acção programática das similares universidades populares que, entre nós e após a instauração da República, se possibilitaram e expandiram. Acção inscrita num movimento europeu muito vasto (Bélgica, França, Inglaterra) de congéneres universidades populares e livres (em rigor, não sinónimas, por vezes mesmo dicotómicas), originado após os meados do século XIX, do qual manterá no fundamental a matriz democrática e laica.

No específico contexto histórico marcado, contudo, pela derrisão da I República, a ULC representou um dos derradeiros programas práticos da militância laica e da livre solidariedade dos intelectuais com o operariado e o pequeno funcionalismo. Não admira, também por isso, que na sua plural circunstância fundadora convirja dúplice e indesmentível influência republicana e maçónica, concatenada na pedagogia, prática, dos direitos, liberdades e garantias fundamentais da cidadania: materializando reivindicações populares de acesso das mulheres à escolarização, de educação sexual, de higiene e implementação de infantários, na exigência de construção do ensino técnico profissional e na formação contínua dos formadores. Propostas estas que a Constituição da República Portuguesa de 1911 não asilara” [Paulo Archer de Carvalho, inAlgumas anotações póstumas: a apresentar a conferência e o conferencista”, p. 9-10]




Trata-se da reedição do raro e estimado opúsculo do cientista, investigador, professor, pedagogo, libertário e maçon, Aurélio Quintanilha (1892-1987) e que transcreve o discurso por si pronunciado na sessão inaugural da Universidade Livre de Coimbra, a 5 de Fevereiro de 1925, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

As Universidades Livres nascem do ideal civilizador, laico e republicano, de ser a instrução um factor, por excelência, de promoção social, moral e intelectual das camadas populares. A educação popular, o ensino e o amparo moral eram, assim, tomadas como “extensões universitárias” e onde os professores, saindo das suas “torres de marfim” uniam o intelectual ao “manual”, espalhavam conhecimentos e sábios ensinamentos, cumprindo o dever de formar e unir homens livres. De facto, os cursos livre, as conferências realizadas e as inúmeras atividades realizadas (visitas de estudo, excursões), despertaram grande interesse, e dizem que estávamos, sem dúvida, na presença do melhor e mais valioso escol intelectual da nossa Primeira República.

ANOTAÇÃO SOBRE AS UNIVERSIDADES LIVRES: a Universidade Livre do Porto aparece em Dezembro de 1903, renovando-se a partir de 1912, com o magistério de Leonardo Coimbra.

Por sua vez, após a terceira tentativa gorada, a Universidade Livre de Lisboa [que teve sede na Praça Luís de Camões, nº42, 2º, Lisboa] surge publicamente em 28 de Janeiro de 1912 [pelo esforço do deputado republicano, mutualista, associativista e benemérito Alexandre Ferreira (pai do poeta José Gomes Ferreira) e maçon (irmão “Verdade”, da Loja Montanha), e seu primeiro presidente e pela dinamização de Tomás Cabreira (propagandista da República, mais tarde ministro das Finanças, ele próprio maçon, o irmão Solon, iniciado na Loja Portugal, de Lisboa, e na altura integrando a Loja Marquês de Pombal]. A sua sessão inaugural decorreu no Coliseu de Lisboa (Rua da Palma) e contou com a presença do presidente da República, Manuel de Arriaga, Queiroz Veloso (diretor da Faculdade de Letras e que presidiu à sessão), capitão Simões Veiga, tenente-coronel Almeida Lima (da Faculdade de Ciências), Tomás da Fonseca (pelas Escolas Normais) e Carneiro de Moura (pela Escola Colonial). Usaram da palavra, além de Queiroz Veloso e Alexandre Ferreira, Agostinho Fortes, Rui Teles Palhinha e Carneiro de Moura. Publicou a Universidade Livre de Lisboa um curioso Boletim [nº1, Janeiro de 1914; em 1916 denomina-se Boletim Patriótico da Universidade Livre], tendo a dirigi-lo Alexandre Ferreira. Cessa, a Universidade de Lisboa, as suas atividades em Março de 1935. O seu valioso património foi legado à Sociedade “A Voz do Operário”.

Em Coimbra, a Universidade Livre, é fundada em 5 de Fevereiro de 1925 e tendo como fundadores, Joaquim de Carvalho, Adolfo de Freitas, Alberto Martins de Carvalho, Alcides de Oliveira, Almeida Costa, Álvaro Viana de Lemos, António Sousa, Aurélio Quintanilha, Darwin Castelhano, Floro Henriques, Manuel Reis e Tomás da Fonseca.

A Universidade Livre teve a sua delegacia na Figueira da Foz, com sessão inaugural a 5 de Abril de 1929 e realizada no salão Nobre dos Paços do Concelho. Abriu a sessão o dr. João Monsanto, lendo uma carta do dr. Joaquim de Carvalho, impossibilitado de marcar presença, estando na mesa o capitão Melo Cabral (presidente da Comissão Administrativa Municipal), José Nicolau Borges (secretário e representante do operariado figueirense) e Francisco Águas de Oliveira (pelo professorado), seguindo-se uma palestra pelo dr. Luís Carriço (figueirense e professor da UC) com o tema “Como se viajava dantes e como se viaja hoje em África”. A delegacia da Figueira da Foz teve a sua sede nas instalações da Biblioteca Municipal e a sua comissão executiva era constituída por António Vítor Guerra, Mário Dias Coimbra, Manuel Neves da Costa, Fausto Pereira de Almeida e Jaime Viana. Abriu, posteriormente, a delegacia, uma escola nocturna de Instrução Primária, bem como cursos de geometria e escrituração comercial, na sede da Associação dos Carpinteiros. Inaugurou, em 1932, uma biblioteca móvel. Comemorou, com dignidade, o 31 de Janeiro, o 5 de Outubro, o 1º de Dezembro de 1640, o centenário de João de Deus. Tomás da Fonseca, Manuel Jorge Cruz, Cristina Torres, Maurício Pinto, comandante Jaime Inso, dr. Rocha Brito, Alexandre Ferreira, Neves Rodrigues, Afonso Perdigão, Afonso Duarte, Manuel Mariano, Manuel Gaspar de Lemos, Fernando Correia, foram alguns dos palestrantes das inúmeras conferências realizadas.       

J.M.M.

A UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA (DISCURSO), POR AURÉLIO QUINTANILHA

Título: A UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA, Discurso Pronunciado na Sessão Inaugural
Autor: Aurélio Quintanilha
Local: Casa Municipal da Cultura de Coimbra (Rua Pedro Monteiro, 64)
Dia: 12 de Outubro de 2017
Horário: 18h00
Organização: GAAC (Grupo de Arqueologia e Arte do Centro)

A obra será apresentada pelo Professor Doutor Carlos Fiolhais.

A acompanhar com todo a atenção.

A.A.B.M.

XXV CURSO LIVRE DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO IHC - PUNIR O INIMIGO

Tem início amanhã, 11 de Outubro e prolonga-se até ao dia seguinte o XXV Curso Livre de Verão do Instituto de História Contemporânea, subordinado ao título: Punir o Inimigo: Justiça Política nas Ditaduras e Democracias do Século XX. A coordenação científica do curso está a cargo de Paula Borges Santos, Irene Flunser Pimentel e Fernando Rosas.

Pode ler-se na nota de divulgação do curso:

Quais foram os "inimigos" dos Estados ditatoriais e democráticos do século XX euro-americano? Que construções simbólicas dos inimigos foram feitas nessas diferentes experiências políticas históricas? Como actuaram os regimes para isolar, silenciar ou eliminar política e socialmente os seus inimigos? O chamado direito penal do inimigo é uma criação da actualidade ou pode ser observado em perspectiva histórica?
São estas as interrogações orientam o curso deste anos e que vão permitir analisar questões como: a violência institucionalizada, a actuação e instrumentos das instituições políticas e judiciais, as fronteiras da legalidade e da ilegalidade, as violações dos direitos humanos, as ligações entre memória, direito e lei.

O programa está organizado em torno de quatro eixos principais: perseguições, processos, amnistias e processos de reconciliação.

PROGRAMA

11 DE OUTUBRO 
ABERTURA 
Pedro Aires Oliveira (Presidente da Direção do IHC - NOVA FCSH) 
Paula Borges Santos (Coordenadora do Grupo de Investigação Justiça, Regulação e Sociedade do IHC - NOVA FCSH) 

PAINEL I: A SEGURANÇA DOS ESTADOS 
- A segurança dos Estados e a construção do crime político na Europa do século XX Pedro Bacelar de Vasconcelos (Universidade do Minho) 
Moderação: Paula Borges Santos (IHC - NOVA FCSH) 

- Autoritarismos, fascismos e justiça política - Fernando Rosas (IHC - NOVA FCSH) 
- Justiça e política no Estado Novo (1933-1974) - António Augusto Santos Carvalho (Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas) 
Moderação: Irene Pimentel (IHC - NOVA FCSH) 
Debate 

PAINEL II: A PERSEGUIÇÃO POLÍTICA 
- Crime político na I República - Luís Bigotte Chorão (CEIS20 - UC) 
- Estado Novo: punir perseguindo - José António Barreiros (IHC - NOVA FCSH) 
Moderação: João Correia (IHC - NOVA FCSH) 
Debate 

PAINEL III: AS SENTENÇAS DOS VENCEDORES 
- War Crimes at the Nuremberg Military Tribunals - Kevin Jon Heller (University of Amsterdam)

- O Primeiro Franquismo: sentenças do Conselho de Guerra - Ignacio Tébar Rubio (Universidad de Alicante) 
- O Julgamento dos Opositores do Regime Militar Brasileiro - Marco Vannucchi (Fundação Getulio Vargas) 
- O Julgamento dos agentes da PIDE na Transição para a Democracia em Portugal - Irene Pimentel (IHC - NOVA FCSH) 
Moderação: Valerio Torreggiani (IHC - NOVA FCSH) Debate

12 DE OUTUBRO

PAINEL IV: AMNISTIA E RECONCILIAÇÃO 
- Reparação, justiça e verdade em Itália - Pierpaolo Portinaro (Università di Torino) 
- Memória e identidade perante a história e a justiça. Espanha depois da ditatura - Álvaro Soto (Universidad Autonoma de Madrid) 
- Processos de reconciliação na América Latina - Glenda Mezarobba (Centro de Estudos de Cultura Contemporânea) 
- O longo caminho da reconciliação: a experiência da Comissão de Acolhimento Verdade e Reconciliação em Timor-Leste - Marisa Ramos Gonçalves (CNC - Timor-Leste/ CES - UC) 

Moderação: Giovanni Damele (IFILNOVA - NOVA FCSH) 

Debate

ENTREVISTA 
- O uso da tortura - Entrevista ao médico Afonso de Albuquerque Por Alfredo Caldeira (Fundação Mário Soares) 

ENCERRAMENTO 
- Estados democráticos e os novos inimigos: a importância de uma política externa e de segurança - José António Pinto Ribeiro (Advogado)

O programa completo e detalhado do curso pode ser consultado/descarregado AQUI.

Uma excelente iniciativa do Instituto de História Contemporânea e que merece a melhor divulgação. Participam neste curso muitos nomes conhecidos da historiografia portuguesa e abordando temas muito interessantes.

A.A.B.M.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

IN MEMORIAM DE ANTÓNIO DE MACEDO [1931-2017]


"Portugal é um país, por enquanto, oculto. Aliás Lima de Freitas chama a atenção para o facto de os mitos mais proeminentes da mitogenia portuguesa [os “mitolusismos”] não serem referidos nem pelo René Guénon nem pelo Mircea Eliade, que viveu em Lisboa e deu aulas cá, e ele cita outros; eles citam o mito do imperador que há-de regressar, citam o mito do Encoberto, citam o mito do Prestes João e nunca citam Portugal, além de não referirem o Sebastianismo quando se referem ao mito do Encoberto. Portugal é um um país que, por qualquer razão misteriosa, não existe e tem de se manter oculto” [António Macedo in revista Lusophia, nº44, Setembro 2003]


António de Macedo nasce em Lisboa a 5 de Julho de 1931, curiosamente na rua da Rosa (nº9), no mesmo prédio onde nasceu Camilo Castelo Branco [revista Lusophia, nº 44, ibidem]. Depois de fazer os seus estudos secundários ingressa na Faculdade de Letras da Universidade Clássica e, posteriormente, segue para a Escola Superior de Belas Artes, onde se formou (1958) em arquitectura.

Durante oito anos (1958-1964) exerce a profissão na Câmara Municipal de Lisboa. Funda, em 1958, com o escritor Manuel de Seabra e Carlos Gama, a curiosa editora “Clube Bibliográfico Editex” [sediada em Lisboa, na rua do Fala-Só], que persiste durante três anos. Nesse período, de jovem arquicteto, realiza os seus primeiros filmes [“Ode Triunfal”, “Verão Coincidente” (1962 – filme inspirado num poema de Maria Teresa Horta), “Nicotiana” (1963)]. Publica, ainda, os seus primeiros livros – “Evolução Estética do Cinema” (1959), “Da Essência da Libertação” (1961). Abandona em 1964 o seu lugar na Câmara Municipal para se dedicar a tempo inteiro à actividade de cineasta, escritor e professor.

Foi o primeiro a ir a Veneza, o primeiro a estar em Cannes, o primeiro a filmar um nu integral, a usar jazz e eletrónica; é o único cineasta com obra contínua no campo do fantástico e ninguém sabe, ninguém se lembra” [João MonteiroAQUI]

A sua extensa actividade de cineasta, com “cerca de uma dezena de longas-metragens e quase meia centena de curtas-metragens”, de forte pendor experimental, inclui longa-metragens e alguns dos nossos melhores documentários e filmes de intervenção sociopolítica. António de Macedo, injustamente esquecido, foi, de facto, um vanguardista, um esteta militante e integra, seguramente, a historiografia do “novo cinema português”.




Refira-se, de entre as suas obras: “Domingo à Tarde” (1965, versão do livro de Fernando Namora), “Sete Balas para Selma” (documentário de 1967, com poemas de Alexandre O´Neill e musica do saudoso Quinteto Académico), “Almada-Negreiros Vivo Hoje” (1969), “Nojo aos Cães” (1970 – filme que retrata manifestações académicas, em versão Maio de 1968, e rapidamente proibido pela censura fascista), “A Promessa” (1972, de Bernardo Santareno), “O Principio da Sabedoria” (1975 – longa-metragem que marca definitivamente o seu momento de viragem para o misticismo especulativo), “As Horas de Maria” (1976 – filme polémico que sofreu duras críticas da Igreja Católica), “O Príncipe com Orelhas de Burro” (1978- adaptação do romance de José Régio). “Os Abismo da Meia-Noite” (1983), “Fernando Lanhas. Os Sete Rostos” (1988), “A Maldição de Marialva” (1989), “Chá Forte com Limão” (1993). Foi homenageado pelo XXX Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz (2001), “pela relevância da sua carreira e pelo contributo prestado à cultura cinematográfica portuguesa”. A Cinemateca Nacional realizou uma restrospectiva da sua obra fílmica, em 2012, publicando um copioso e curioso catálogo. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o prémio “Sophia”, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema. Em 2013, o Fantasporto prestou-lhe uma dedicada e justa homenagem.  

António de Macedo, a partir de 1971, leccionou em diversas instituições [IADE, Lusófona, Universidade Moderna e Universidade Nova de Lisboa (onde lecionou um curso livre de “Introdução ao Estudo do Esoterismo Bíblico”), foi investigador das tradições esotéricas e iniciáticas (em especial o gnosticismo cristão) e especialista em religiões comparadas, estudioso do hermetismo, da história da filosofia portuguesa, da literatura fantástica e da ficção cientifica, tendo sido membro da Fraternidade Rosacruz (a partir de 1980 – tendência Max Heindel) e “alquimístico” (como gostosamente se denominava).

Com participação em inúmeras conferencias e colóquios, publicou ensaios, ficção e peças de teatro, sendo de referir, entre a sua vasta bibliografia: “Instruções Iniciáticas” (1999), “Laboratório Mágico” (2002), “O Neoprofetismo e a Nova Gnose” (2003), “As Furtivas Pegadas da Serpente” (2004, ficção), “Esoterismo da Bíblia” (2006), “Textos Neo-Gnósticos” (2006), “Cristianismo Iniciático” (2011). Dirigiu a colecção “Bibliotheca Phantastica” (da Hugin), tendo sido um dos promotores dos “Encontros Internacionais de Ficção Científica & Fantástico de Cascais” (desde 1996).

Morre a 5 de Outubro de 2017.

J.M.M.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

COMEMORAÇÕES DO 5 DE OUTUBRO PELO PAÍS




Assinalando o 5 de Outubro e a Implantação da República realizam-se vários momentos comemorativos pelo País envolvendo diferentes actividades. Assim, e fazendo uma recolha rápida entre diversas iniciativas, deixam-se várias sugestões aos que acompanham este tipo de momentos em várias regiões de Portugal.

O Grande Oriente Lusitano realiza em Lisboa, pelas 11 horas a tradicional deposição do ramo de flores junto ao monumento a António José de Almeida e durante a tarde, a partir das 15 h, na sala José Estevão do Palácio Maçónico, realiza uma cerimónia pública evocativa dos maçons portugueses mortos durante a Grande Guerra. As cerimónias podem ser consultadas AQUI.

O município de Fafe realiza também as comemorações do 5 de Outubro, com início às 09h00, com a Alvorada de Morteiros, seguindo-se, às 10h15, o Hastear da Bandeira no edifício dos Paços do Concelho, com o desfile da Fanfarra dos Escuteiros de Fornelos. Depois, a partir das 10h30, tem lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Fafe, a Sessão Solene que homenageará cinco personalidades fafenses com a Medalha de Mérito Concelhio. Pode consultar-se o programa das comemorações AQUI.
Também em Vila do Conde, o município assinala o evento com o hastear da Bandeira Nacional, às 10h30, na Praça Vasco da Gama, junto ao edifício dos Paços do Concelho, na presença do Corpo Ativo e Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde. Logo a seguir à cerimónia, terá lugar a habitual romagem de saudade ao cemitério do Monte do Mosteiro, em cujo cruzeiro será colocada uma coroa de flores em memória dos Republicanos falecidos. Mais informações AQUI.
O município de Alpiarça realiza também a tradicional deposição do ramo de flores às 11.30h, homenageando José Relvas e os republicanos, no Jardim Municipal. Pelas 17 horas haverá um momento musical com espectáculo de música popular no Auditório da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça. Informações complementares poderão ser obtidas AQUI.
Em Penacova realiza-se também a habitual deposição do ramo de flores junto do busto do Dr. António José de Almeida pelas 10h, seguindo-se depois a apresentação do projecto Biblio e Cidadania. O cartaz do evento pode ser consultado AQUI.
Em Aljustrel, a Biblioteca Municipal inaugura uma exposição biobibliográfica subordinada ao seguinte título: Brito Camacho: o homem e a obraBrito Camacho era natural de Rio de Moinho, exerceu entre outros cargos, o de Ministro do Fomento entre 1910 e 1911. A iniciativa dá a conhecer Brito Camacho “enquanto homem, escritor e politico nas suas várias vertentes”, diz Francisca Branco, bibliotecária coordenadora. A exposição com livros, textos e alguns apontamentos vai estar patente ao público até ao dia 31 de Outubro. A divulgação do evento foi feita AQUI.
Apela-se à participação dos nossos concidadãos nos eventos que vão tendo lugar por todo o País.
A.A.B.M.

QUE VIVA O 5 DE OUTUBRO!

 
"Ao valoroso e modesto herói LUZ D'ALMEIDA"
 
J.M.M.