quinta-feira, 28 de março de 2019

MAÇONARIA DE PORTAS ABERTAS – 6 E 7 DE ABRIL 2019


DE: 6 a 7 de Abril 2019;
LOCAL: Museu Maçónico Português [Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa];

ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português.

O Museu Maçónico Português vai promover nos próximos dias 6 e 7 de Abril o evento “Maçonaria de Portas Abertas” com o objectivo de dar a conhecer o seu património cultural e material.

O visitante poderá comprar um livro, assistir a uma conferência ou até viajar numa Cápsula do Tempo através de uma visita guiada, onde poderá conhecer várias figuras marcantes da História do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa.


 
P R O G R A M A


 
6 Abr. 2019 - Sab.
 
 
10h00
Feira do Livro  (até às 18h30)
 
Exposição Temporária «O Património Cultural do Grande Oriente Lusitano»
10h00 
Visita Livre  (até às 18h00)
11h00 
Visitas Guiadas
11h30
Conversas sobre Maçonaria com Nuno Cruz
15h00
Cápsula do Tempo – Visita Guiada com personagens históricos 
 
Conferência «Olhares sobre o Antigo Egipto – Iniciação», Rogério Sousa
16h30
Conferência «Olhares sobre o Antigo Egipto – A Eternidade», Luís Araújo
 
Visitas Guiadas
18h00
Conferência «Introdução ao Esoterismo Ocidental», José Manuel Anes
 
 
 
7 Abr. 2019 - Dom.
 
 
10h00
Feira do Livro  (até às 18h30)
 
Exposição Temporária «O Património Cultural do Grande Oriente Lusitano»  
10h00 
Visita Livre  (até às 18h00)
11h00
Cápsula do Tempo – Visita Guiada com personagens históricos
11h30
Conversas sobre Maçonaria com António Ventura
15h00
Visita Guiada com António Lopes (Antigo Director Museu Maçónico Português)
 
Conferência «Olhares sobre o Mundo Clássico Elesius – Mistério e Rito» Nuno Simões Rodrigues
16h30
Visita Guiada com Fernando Sacramento (Director Museu Maçónico Português)
 
Conferência «Olhares sobre o Mundo Clássico Mitra, Sol e Toiros», Rodrigo Furtado
18h00
Concerto de Encerramento - Cristiano Holtz, cravo – As obras de Bach

A não perder.

J.M.M.

domingo, 10 de março de 2019

[EXPOSIÇÃO] CIDADÃOS ILUSTRES. MAÇONS DA LOJA “A REVOLTA” DE COIMBRA


EXPOSIÇÃO: Cidadãos Ilustres. Maçons da Loja “A Revolta” de Coimbra

DE: 9 de Março a 30 de Junho 2019;
LOCAL: Casa da Escrita [R. Dr. João Jacinto, nº8], Coimbra;

A exposição Cidadãos Ilustres, maçons d’A Revolta Coimbra, dá a conhecer a importância desta Loja e de seus prestigiados membros na história do Grande Oriente Lusitano e do país. Para compreender bem o presente é preciso conhecer e entender o passado, no caso da Loja d’A Revolta e dos seus membros, um passado de reflexão e conhecimento, de contributos para formação de homens e cidadãos mais livres, e de uma sociedade liberta de toda a sorte de tiranias, mais justa, mais igualitária, mais fraterna.

Hoje, guardiã desse rico passado, a Loja A Revolta mantém a sua idiossincrasia de mais de um século, em luta constante pela divisa Liberdade, Igualdade, Fraternidade, sempre e cada vez mais actual num mundo de sombras ameaçadoras de retrocessos político e sociais, mais, contribuindo para o conhecimento e pensamento das questões que as mudanças de paradigma civilizacional colocam prementemente sobre novas leituras do mundo, seja sobre o que os jovens hoje por esse mundo fora se indignam e revoltam quanto às questões ambientais, seja sobre a intensificação da crise de confiança e forma de pensar a democracia e os sistemas económicos e sociais, seja em novas controvérsias sobre o trabalho, o rendimento universal, u numérico, as novas tecnologias de comunicação, a inteligência artificial, o transhumanismo, as relações sociais e afectivas.

A exposição e o que nela se contém e sugere é a garantia que os maçons continuarão a trabalhar para o bem da Humanidade” 

[Fernando Lima, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, in folheto da Exposição]      

 


► [LOJA “A REVOLTA” – PEQUENA ANOTAÇÃO]

 A Loja “A Revolta” foi [conforme já AQUI dissemos] inicialmente fundada em Coimbra, justamente em 1909 [6 de Março] na “condição de independente”. A Loja teve, desde a sua instalação, um importante papel na constituição das estruturas carbonárias em Coimbra e na região (como em Soure, Cantanhede e na Figueira da Foz), dado principalmente o trabalho organizativo de um dos fundadores e seu primeiro Venerável, Amílcar da Silva Ramada Curto [Irmão Elysée Réclus, iniciado em 1903 na Loja Elias Garcia, de Lisboa]. Ramada Curto era possuidor das credenciais da Alta Venda da Carbonária e tinha plenos poderes para organizar, na cidade e na Academia, um grupo revolucionário que trabalhasse para o derrube da monarquia.

A Loja "A Revolta", do RF, instalada em Coimbra em 1909, na "condição de independente" integra-se, mais tarde, na Obediência do Grande Oriente Português [que nasce, em 1908, da dissidência de várias lojas do GOL, em Coimbra e que se mantém em atividade até Maio de 1911, sendo Grão Mestre, Francisco José Fernandes da Costa; a desinteligência das lojas com o GOL e que constituíram o Grande Oriente Português – lojas Perseverança, Portugal e Pro-Veritate - resultou da não aceitação da regularização do dr. Hermano de Carvalho, membro do partido franquista, na loja Gomes Freire, de Leiria e que, no mesmo ano se torna Venerável da loja de Coimbra, Estrela de Alva; diga-se que existia entre 1908 e 1910, nove lojas maçónicas a trabalhar na cidade de Coimbra, tendo duas delas abatido colunas já em 1909 – voltaremos mais tarde a este curioso assunto].

Em 3 de Maio de 1911, a loja “A Revolta”, pelo Decreto nº100, é regularizada no Grande Oriente Lusitano, com o nº 336. Torna-se Augusta e Benemérita pelo Decreto nº27, de 26 de Novembro de 1925, e durante a ditadura foi objeto de assaltos e perseguições várias, mas sobrevive à clandestinidade, mantendo-se em trabalho até aos dias de hoje.

Pela loja de Coimbra “A Revolta” (que teve um dos seus templos na rua Borges Carneiro,15) passaram ao longo destes 110 anos um rol de combativos cidadãos, merecedores de reconhecimento público, como Ramada Curto (Elysée Réclus), Agatão Lança (Robespierre), Emílio Maria Martins, Manuel Pestana Júnior (Bakunine), Bissaya Barreto (Saint Just), Francisco Lino Gameiro, João Garraio da Silva, Carlos Amaro, José Frederico Serra (foi VM 1912, 1914), José Diogo Guerreiro (foi VM em 1912), Zacarias da Fonseca Guerreiro (foi VM em 1916), António Nunes de Carvalho (Mendes da Maia), José Alves Ferreira Neves (Buiça), Manuel de Sousa Coutinho Júnior (Elmano), Eduardo Rodrigues Dias Correia (Koch), Joaquim de Carvalho (Guyau), António Lúcio Vidal, Henrique Videira e Melo (Afonso Costa), Basílio Lopes Pereira (Fernão Vasques), Luís Gonçalves Rebordão (João de Barros; foi GM entre 1957-75), Aurélio Quintanilha (Brotero), Gustavo Nolasco da Silva (Jean Jacques), Armando Celorico Drago (Karl Marx), Carlos Cal Brandão (Manuel de Arriaga), Mário Cal Brandão (Antero de Quental), Silo José Cal Brandão (Olislac), António Ribeiro dos Santos, Luís Baeta de Campos (Antero de Quental), Fernando Valle (Egas Moniz), Vitorino Nemésio (Manuel Bernardes), Manuel Luís da Costa Figueiredo (Ruy Barbosa; fundador da loja Silêncio e Combate, em Estarreja), Jaime Alves Tomaz Agria (Egas Moniz), José Maria de Castro Freire de Andrade (João de Deus), António Augusto Pires de Carvalho, António de Freitas Pimentel, Mário de Azevedo e Castro (Abraham Lincoln), Meliço Silvestre (Santiago da Beira), Fernando Nolasco da Silva (Sun Yat Sen), Emídio Guerreiro (Lenine), Artur Santos Silva (pai) (Camille Desmoulins), Mário Dias Coimbra (Magalhães Lima), António César Abranches (Spinozza), Flausino Esteves Correia Torres (Protágoras), Albano Correia Duque de Vilhena e Nápoles (Vigny; marido de Cristina Torres e um dos fundadores da loja Germinal, da Figueira da Foz), Raul Soares Pessoa (António José de Almeida), Frutuoso Soares Pessoa (Adamastor), Fausto Pereira de Almeida (D. Fuas), Manuel Lontro Mariano (António José de Almeida), Francisco de Freitas Lopes (José Relvas), Turíbio de Matos (João de Deus), César Alves (Magalhães Lima), Raul Gaspar de Oliveira (Fernandes Tomás), Manuel Mendes Monteiro (Teófilo Braga), Henrique da Silva Barbeitos Pinto, António Pais de Sousa, Abílio Fernandes, José de Barros Pinto Bastos, António de Sousa, Rodrigo Rodrigues dos Santos, António Arnaut (Jeaneanes), Fausto Correia (Gomes Freire), António Luzio Vaz (Domingos) e outros tantos mais.

J.M.M.

terça-feira, 5 de março de 2019

A IMPORTÂNCIA DE SE CHAMAR PORTUGUÊS: JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO NA DIRECÇÃO DO INVESTIGADOR PORTUGUÊS EM INGLATERRA, 1814-1819



LIVRO: A importância de se chamar português: José Liberato Freire de Carvalho na direcção do Investigador Português, 1814-1819;

AUTORA: Adelaide Maria Muralha Vieira Machado;
EDIÇÃO: Lema d´Origem, Março de 2019.

NOTA: Trata-se da publicação do estimado e importante trabalho de Adelaide Maria Muralha Vieira Machado, para obtenção do grau de Doutor (Abril de 2011) em História e Teoria das Ideias, sob orientação científica da professora doutora Zília Osório de Castro.   

LANÇAMENTO:

DIA: 7 de Março (18,00 horas);
LOCAL: Casa da Escrita (Coimbra);
ORADORA: Profª Doutora Isabel Nobre Vargues;

ORGANIZAÇÃO: Lema d’Origem, C. M. de Coimbra, Comissão Liberato

“Em Fevereiro de 1819, há 200 anos, encerrou definitivamente o jornal "O INVESTIGADOR PORTUGUEZ EM INGLATERRA", dois meses/números depois da saída de José Liberato Freire de Carvalho da sua direcção e redacção.

Assinalar este facto é igualmente sublinhar a importância de [José] Liberato à frente dos destinos deste jornal, o que apenas aconteceu entre 1814 e 1819. José Liberato, recém exilado em Londres, fugindo da perseguição movida pelo "trono e pelo altar", viria a descobrir nesta sua nova ocupação de publicista/jornalista o meio ideal de difusão das novas ideias e ideais do tempo, bem como de denúncia e combate ao (des)governo da corte no Rio de Janeiro e do consulado persecutório de Beresford em Lisboa.

Um jornal que nasceu para utilidade da corte portuguesa viria a transformar-se, pela pena de Liberato, num dos seus mais incómodos admoestadores” [Comissão Liberato]

A Europa, na viragem do século 18 para o 19, fazia o primeiro balanço das revoluções norte-americana e francesa. Reunidos em Viena, após a derrota de Napoleão, o poder político e a diplomacia europeia procuravam a melhor forma de garantir um justo equilíbrio entre nações, e com ele, novos rumos para a paz na Europa. Ligando a actualidade com as heranças intelectuais dos séculos anteriores, várias propostas foram surgindo, mas cedo se percebeu uma nova realidade, que obrigava a ter em conta as nacionalidades e as respectivas opiniões públicas.

O debate em torno da restauração francesa extravasou largamente o âmbito do congresso e percorreu a imprensa europeia. Com larga expressão nessa imprensa, destacava-se uma corrente moderada e reformista, nascida da primeira fase da revolução francesa e da discussão em torno da Constituição de 1791, que entendia os despotismos, reais ou revolucionários, como algo a evitar. Inserindo-se nessa linha o Investigador Português em Inglaterra, ao abrigo da liberdade de imprensa vigente em Inglaterra, divulgou e participou nesse debate procurando transmitir uma mensagem propedêutica aos portugueses, consubstanciada na defesa da segurança e liberdade individuais, no quadro da monarquia constitucional e sob o império da lei.

Da autonomia do político e do seu discurso, foram-se formando as correntes políticas contemporâneas surgidas precisamente da ligação entre pensamento e acção, entre práticas e teorias políticas. Independente da validade de genealogias futuras, liberais e conservadores vão-se legitimando na procura de respostas moderadas aos desafios que se colocavam à construção de uma sociedade civil livre e participativa, cujas desigualdades sociais e económicas tinham agora a mobilidade de uma justificação moral e política”. [in Resumo da Tese]  

J.M.M.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

COIMBRA – VITORINO NEMÉSIO! 40 ANOS DE SAUDADE (20 FEVEREIRO 2019)



VITORINO NEMÉSIO! 40 ANOS DE SAUDADE

DIA: 20 de Fevereiro 2019 (17,30 horas);
LOCAL: Coimbra (Penedo da Saudade);

Vitorino Nemésio nasceu na Praia da Vitória nos Açores a 19 de dezembro de 1901, tendo falecido em Lisboa no dia 20 de fevereiro de 1978. Foi um poeta, romancista, cronista, académico e intelectual, cuja alma mater foi Coimbra!

2018 assinalou a efeméride dos 40 anos do falecimento de Vitorino Nemésio. Coimbra, cidade de cultura e conhecimento, com forte tradição literária, não pode deixar de celebrar e recordar este conimbricense numa data especialmente importante e simbólica.

Justifica esta pretensão a forte ligação de Nemésio a Coimbra, onde chegou em 1921, terminou os estudos secundários e iniciou os universitários, publicou o seu primeiro romance, onde casou, viveu e nasceram os seus filhos, integrou o Orfeão Académico de Coimbra e a ACE (actual ACM), dirigiu o Centro  Republicano, disputou as eleições académicas, fundou e colaborou em revistas culturais decisivas no panorama português, conviveu com grandes figuras e referências intelectuais daquele tempo - Joaquim de Carvalho, José Régio, Sílvio Lima, Paulo Quintela, Fernando Vale, Miguel Torga e mais -, e mesmo quando lecionava já em Lisboa como professor catedrático, manteve residência em Coimbra. E, como se não bastasse, fez questão de aqui ficar definitivamente em repouso, estando sepultado no cemitério dos Olivais em Coimbra.

Por ser um dos mais importantes escritores e comunicadores do século XX português e por tudo o que foi descrito referente à sua relação com Coimbra, o GAAC - Grupo de Arqueologia e Arte do Centro, decidiu promover uma série de iniciativas que marquem esta efeméride de uma forma honrosa e adequada, reavivando a memória de Vitorino Nemésio na nossa cidade com o objetivo de celebrar e homenagear a sua obra. Deste modo, o GAAC tomou a iniciativa de congregar esforços e vontades para a mesma se realizar no próximo dia 20 de fevereiro com o seguinte programa:

PROGRAMA

COIMBRA, 20 de Fevereiro de 2019

17h30:PENEDO DA SAUDADE

- Ponto de encontro, seguido de momento evocativo com a instalação de uma escultura simbólica de Vitorino Nemésio.

- Distribuição do jornal “Viva Nemésio!.

- Declamação de poesia!”.

A não perder.

J.M.M.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

HISTÓRIA DA CULTURA EM PORTUGAL NO SÉCULO XX. INDUSTRIALIZAÇÃO, MASSIFICAÇÃO, MEDIAÇÕES - CONGRESSO


Nos dias 7, 8 e 9 de Fevereiro de 2019 realiza-se um importante congresso dedicado à questão da História da Cultura em Portugal no Século XX. Industrialização, massificação e mediações.

Ao longo de três dias alguns dos especialistas vão tratar de temas que vão desde os livros, ao cinema, à música, entre outros aspectos.

O evento decorre na Biblioteca Nacional.

Pode ler-se na nota de abertura do congresso aqui:

"O congresso “História da Cultura em Portugal no Século XX” procura recensear pesquisas recentes e abrir novos campos de investigação na história cultural contemporânea em Portugal. A amplitude temática dos painéis, que inclui questões políticas e de periodização cultural, circulações do objecto escrito e o desenvolvimento das indústrias audiovisuais, entre outras, será uma oportunidade para estabelecer novas relações entre a história da cultura e outras dimensões, porventura melhor conhecidas, da história de Portugal no século XX.

Por outro lado, o conjunto de abordagens que teremos oportunidade de discutir, reflectirão criticamente sobre algumas das categorias menos questionadas do campo cultural – a cultura nacional, o cânone erudito, o estatuto da autoria – abrindo assim a análise para a circulação de objectos culturais, para a cultura popular e para as formas de apropriação e convívio culturais, na linha dos cortes transversais operados pela viragem cultural das últimas décadas. O objectivo do congresso é o de procurar, na diversidade das apresentações, encontrar uma perspectiva de conjunto das muitas formas que a cultura e a vida cultural assumiu no sociedade portuguesa ao longo do século XX."

Na comissão organizadora do congresso encontram-se dois especialistas com trabalhos e publicações científicas sobre o tema de grande valor: Luís Trindade e Luís Augusto da Costa Dias.

O programa completo pode ser consultado AQUI.
Os resumos das comunicações e as notas biográficas dos comunicadores podem ser consultadas AQUI.

Um excelente programa, tocando as mais variadas áreas e temas actualizando conhecimentos e descobrindo que existe ainda muito mais para se investigar em Portugal.

Muitas felicidades para a iniciativa e que corra tudo pelo melhor, até porque estão vários amigos com quem nos temos cruzado pelos congressos, bibliotecas e eventos científicos.

A.A.B.M.




[DIA 8 FEVEREIRO] - ALVES DA VEIGA (1849-1924). UMA PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO FEDERATIVA DA SOCIEDADE PORTUGUESA



AUTORA: Sónia Rebocho;
EDITORA: Caleidoscópio, 2017;

NOVA APRESENTAÇÃO DA OBRA:

DIA: 8 de Fevereiro de 2019 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano (Rua do Grémio Lusitano, 25), Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português;

ORADORES: Professor Amadeu Carvalho Homem (FLUC) | Jorge Ferreira (Editor da Caleidoscópio) | Fernando Sacramento (Moderador)

► “Na chuvosa e fria madrugada do dia 31 de Janeiro de 1891, por volta das duas horas, começam a sair para a rua militares aquartelados no Porto, dando início à primeira tentativa de instaurar a República no país.

Augusto Manuel Alves da Veiga, advogado e professor nesta cidade, paga o seu envolvimento como chefe civil desta intentona falhada com duas décadas de exílio e o afastamento da ribalta da política nacional.

Com a implantação do regime republicano, Alves da Veiga vê o seu sonho de décadas cumprido e como patriota que se afirmava, e demonstrou ser, procura dar o seu contributo para a construção de um outro Portugal, ao escrever e enviar à Assembleia Nacional Constituinte o texto Política Nova: Ideias para a reorganização da sociedade portuguesa. Nesta obra apresenta um projecto de organização federalista e municipalista do Estado Português. Muitas das ideias defendidas por Alves da Veiga neste volume, apesar de não virem a ser adotadas pelos constituintes de 1911, são emblemáticas das opções ideológicas mais expressivas e vanguardistas do movimento republicano oitocentista português

Estamos em crer que o pensamento e os temas abordados pelo Dr. Alves da Veiga no seu projeto federativo de sociedade ainda, hoje em dia, mantém o fulgor e a inquietação intelectual propício à riqueza de um proveitoso debate, nomeadamente aos modelos a adotar na União Europeia, suscitado por este livro” [Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

A não perder. 

J.M.M.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

IMPORTANTE LEILÃO DE LIVROS, MANUSCRITOS, CAMILIANA E GRAVURA

Amanhã, 5 de Fevereiro e depois, dia 6, vai realizar-se no Palácio da Independência, em Lisboa, a partir das 21 horas, um IMPORTANTE LEILÃO  DE LIVROS, MANUSCRITOS,  CAMILIANA E GRAVURA promovido  por José Vicente.

Ao longo de dois dias vão a leilão algumas obras, com particular destaque para as obras/publicações de Camilo Castelo Branco, mas também algumas obras com interesse bibliográfico.
A Camiliana estende-se entre os lotes nº 142 e 249.

Encontram-se também muitas publicações e obras sobre o Liberalismo em Portugal bem como um interessante conjunto de epistolografia de Virgínia Castro e Almeida, Família Bocage, coronel Faria e Maia, Inocêncio Francisco da Silva, com elementos biobibliográficos de várias personalidades que merecem particular atenção, bem como as ligações maçónicas de alguns deles (Lotes nº 545  a 551).
Vários títulos de Vitorino Nemésio (Lotes 609 a 616) entre muitas outras obras de interesse para bibliófilos.

O catálogo completo pode ser consultado/descarregado AQUI.

Com os votos do maior sucesso.
A.A.B.M.







sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

[DIA 4 FEVEREIRO] CONFERÊNCIA – “A INICIAÇÃO DE [VITORINO] NEMÉSIO”



DIA: 4 de Fevereiro de 2019 (17,00 horas);
ORADOR: Luiz Fagundes Duarte;

LOCAL: Academia das Ciências de Lisboa (Rua da Academia das Ciências, 19);
ORGANIZAÇÃO: Academia das Ciências de Lisboa

No decorrer do Ciclo de Conferências “100 Anos de Prosa”, a Academia da Ciências de Lisboa promove, no dia 4 de Fevereiro, uma curiosa Conferência sobre Vitorino Nemésio, sendo ilustre orador o Professor Luiz Fagundes Duarte  


 
► “No seu romance de estreia –  Varanda de Pilatos  (1926) –, Nemésio descreve uma suposta iniciação maçónica: o 'iniciado', que adoptou Bartolomeu dos Mártires como nome simbólico, é a personagem Venâncio, na qual se identificam traços biográficos do autor – que por sua vez, pouco tempo antes (1923), fora iniciado como Manuel Bernardes na Loja ‘A Revolta’, de Coimbra. 

Mais tarde (no ensaio 'Da Poesia', 1961), Nemésio considera que o soneto de BaudelaireCorrespondances’ – de forte simbologia maçónica –, se viria a transformar em ‘um dos pretextos capitais da teoria da essência poética, senão o seu fundamento’.

Finalmente, na dedicatória de Limite de Idade (1972) a Aurélio Quintanilha, Nemésio aplica a este seu amigo – cientista, professor e maçon, além de conterrâneo da Ilha Terceira –, e à sua obra científica, o conceito maçónico do ‘eterno retorno’.

Sigamos, pois, o trilho de Nemésio pela «floresta de símbolos» que é a sua obra literária” [AQUI]

A não perder. 
 
J.M.M.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

[PORTO] COMEMORAÇÃO DO 31 DE JANEIRO DE 1891




DIA: 31 de Janeiro 2019 (10,00 horas);
LOCAL: Cemitério do Prado do Repouso;
ORGANIZAÇÃO: Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro.


10h00m – Cemitério do Prado do Repouso. Concentração na entrada do Largo Soares dos Reis;
 
10h30m – Cortejo com destino ao monumento aos Heróis 31 de JANEIRO de 1891 (portão do Largo Padre Baltazar Guedes);
 
11h00m – No monumento aos Heróis 31 de JANEIRO de 1891
 
Içar da bandeira e canto do Hino Nacional pelo Tenor João Miguel Gonçalves | Colocação de coroas de flores
 
Abertura da sessão pelo Presidente da Assembleia Geral da Associação 31 de JANEIRO, Dr. Carlos Nunes
 
Evocação dos “Heróis 31 de JANEIRO de 1891 pelo Prof. Doutor José de Faria Costa, Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e ex Provedor de Justiça (2013/17).
 
Intervenções das entidades:
 
Associação Nacional de Sargentos | Presidente da Direcção Associação Cívica e Cultural 31 de JANEIRO, Dr. Luís Cameirão | Presidente do Conselho da Área Metropolitana do Porto (a confirmar)  | Presidente da Assembleia Municipal do Porto, Dr. Miguel Pereira Leite
 
Hino NacionalVivas aos Heróis do 31 de JANEIRO e à República
 
J.M.M.