Mostrar mensagens com a etiqueta Feriados Nacionais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Feriados Nacionais. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

1º DE DEZEMBRO – FESTA DA AUTONOMIA DA PÁTRIA PORTUGUESA


 
Ó visão, visão triste e piedosa,
Fita-me assim calada, assim chorosa
E deixa-me sonhar a vida inteira!” [Antero de Quental]
 
 “Tudo o que abraça o mar, tudo o que alumia o Sol, tudo o que cobre e rodeia o Sol, será sujeito a este Quinto-Império; não por nome ou titulo fantástico, como todos os que até agora se chamaram Impérios do Mundo; senão por domínio, e sujeição verdadeira (…)

Todos os reinos de unirão em um ceptro, todas as cabeças obedecerão a uma suprema cabeça, todas as coroas se rematarão em um só diadema, e esta será a peanha da Cruz de Cristo” [P. António Vieira]

Uns agem sobre os homens como a terra, enterrando-os e abolindo-os, e esses são os mandantes do mundo. Uns agem sobre os homens como o ar, envolvendo-os e escondendo-os uns dos outros, e esses são os mandantes do além-mundo. Uns agem sobre os homens como a água, que os ensopa e converte em sua mesma substancia, esses são os ideólogos e os filósofos, que dispersam pelos outros as energias da própria alma. Uns agem sobre os homens como o fogo, que queima neles todo o acidental, e os deixa nus e reais, próprios e verídicos, e esses são os libertadores” [F. Pessoa]

“O tempo tem dous hemisférios: um superior e visível, que é o passado; outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio de um e outro hemisférios ficam os horizontes do tempo, que são estes instantes do presente que vamos vivendo, onde o passado se termina e o futuro começa” [P. António Vieira]
 
 
 Vem, Galaaz com Pátria, ergue de novo
Mas já no auge da suprema prova
A alma penintente do teu povo
Á Eucaristia Nova” [F. Pessoa]


“Os Homens morrem por não juntarem o começo ao fim” [
Alcmeón de Crotona]

J.M.M.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

1º DE DEZEMBRO – FESTA DA AUTONOMIA DA PÁTRIA PORTUGUESA


“Podeis vos embarcar que tendes vento
E mar tranquilo, para a pátria amada” [Luís de Camões]

“Somos navegadores pr’além da Morte:
temos a Índia eterna da saudade
rumando para sempre a nossa sorte.
Ó grande mar espúmeo de bondade,
que a nossa alma portuguesa aporte,
entre no reino da Serenidade” [António Patrício]

Se a República não for mais do que a continuação da Monarquia sob outro nome, a Monarquia menos o monarca; se representar as mesma tradições administrativas e financeiras; as mesmas influências militares e bancárias; se fizer causa comum com a agiotagem capitalista contra o povo trabalhador; se não for mais do que uma oligarquia burguesa e uma nova consagração dos privilégios pelos privilegiados – em tal caso diremos que nos é cordialmente antipática essa pretendida república de antropófagos convertidos” [Antero de Quental]   

“É preciso, para que haja um Portugal Novo, haver uma Nova Alma Portuguesa. Para que possa haver uma política nacional, seja o que for, o primeiro passo a dar é espiritual, é criar aquela fonte nacional donde essas coisas, todas, depois inevitavelmente partirão” [Fernando Pessoa]   

Somos hoje um pingo de tinta secca da mão que escreveu Imperio da esquerda à direita da geographia. È difícil distinguir se o nosso passado é que é o nosso futuro, ou se o nosso futuro é que é o nosso passado. Cantamos o fado serio no intervalo indefinido. O lyrismo, diz-se, é qualidade máxima da raça. Cada vez cantamos mais um fado” [Fernando Pessoa  
J.M.M.

domingo, 1 de dezembro de 2013

1º DE DEZEMBRO – FESTA DA AUTONOMIA DA PÁTRIA PORTUGUESA


“A Europa jaz, posta nos cotovellos:
De Oriente a Occidente jaz, fitando,
E toldam-lhe romanticos cabellos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovello esquerdo é recuado;
O direito é em angulo disposto.
Aquelle diz Italia onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se appoia o rosto.

Fita, com olhar sphyingico e fatal,
O Occidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal”
 
[Fernando Pessoa, O Dos Castellos]
 

… Na verdade, a reacção, política e moral, que vem seguindo seus tramites neste país parece que não está cerce ainda do término do impulso de seu movimento primário; antes a todos se prefigura que ela continuará a desenrolar-se por âmbito ainda longo também. De dia para dia, os governantes vão desgastando, com efeito, em todas as regalias liberais.
 
O que há de mais desanimador neste painel de uma retrogação constante é a indiferença com que uma população inerte assiste a semelhante progressiva usurpação dos seus direitos. Se o movimento descensional não encontrasse os embargos de causas exteriores, poderíamos, mesmo, supor que na ordem política se regressaria ao puro governo absoluto e na ordem moral á extrema intolerância religiosa. Não seria, pois, inteiramente abusiva a hipóteses de que em Portugal se reintegrassem as instituições de períodos históricos ultrapassados e supostos, logicamente, extintos. Em Lisboa voltar-se-ia a acender as fogueiras dos autos-de-fé da Inquisição; e, no Porto, volver-se-ia a montar as forcas das execuções da Alçada. Se hoje há corregedores, breve haveria também sargentos da ordenança; e uma turba embrutecida gritaria novamente: ‘Viva o senhor capitão-mor, que já nos pode mandar enforcar!
 
[Sampaio Bruno, in O Encoberto]
 


"O novo mundo é todo uma alma nova,
Um homem novo, um Deus desconhecido!
Tronos, tiaras, cetros, potestade,
Que pesam na balança da Verdade?
 
É a Revolução! a mão que parte
Coroas e tiaras!
É a Luz! a Razão, é a Justiça!
É o olho da Verdade!"
 
[Antero de Quental]
 
J.M.M.
 


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A QUESTÃO DOS FERIADOS

Na página http://www.uc.pt/imprensa_uc/noticias/apresentacao_feriados, da Imprensa da Universidade de Coimbra, pode ler-se: «No próximo dia 2 de outubro, pelas 18h00, será apresentada, na Sala Sá de Miranda (Casa Municipal da Cultura de Coimbra), a obra Feriados Em Portugal. Tempos de Memória e de Sociabilidade, de autoria de Luís Reis Torgal e Luís Oliveira Andrade. Será proferida uma conferência, de homenagem ao Doutor Luís Andrade, sobre o tema "Feriados em Portugal. História e polémica", pelo Doutor Luís Reis Torgal.»

Fui à apresentação do livro e gostei muito da intervenção do Doutor Luís Reis Torgal. Foi brilhante e vibrante!

Tenho para mim que a Questão dos Feriados é verdadeiro símbolo da luta de bastidores entre os que defendem que Portugal permaneça independente, como o é desde 1143, há quase 869 anos, e os que pretendem vê-lo transformado em Estado, Staat, do novo Império Centro-Europeu, do Das Vierte Reich.

E porquê? Porque os feriados cuja extinção foi proposta são feriados MUITO PORTUGUESES!

Os feriados cívicos e patrióticos do Cinco de Outubro e do Primeiro de Dezembro são-no, naturalmente. Mas os feriados religiosos do Corpo de Deus e da Assunção de Nossa Senhora também o são!

Vejamos então qual o SIGNIFICADO SIMBÓLICO dos feriados propostos para extinção:
  • O Cinco de Outubro é o Dia dos Heróis da República… e mesmo que a República seja uma República Coroada, como a República Portuguesa o foi até 1910, os Heróis da República são, sempre, os Heróis da República. São disso exemplos paradigmáticos João do Canto e Castro (n. 19 de Maio de 1862, f. 14 de Março de 1934) Presidente da República Portuguesa, José Maria Norton de Matos (n. 23 de Março de 1867, f. 2 ou 3 de Janeiro de 1955) Fundador da Cidade do Huambo (Nova Lisboa) e Manuel Maria de Bragança e Saxe-Coburgo-Gotha (n. 15 de Novembro de 1889, f. 2 de Julho de 1932) Rei de Portugal.
  • O Primeiro de Dezembro é o Dia da Autonomia da Pátria Portuguesa… e comemora a libertação da Mátria Portuguesa (que à época se estendia do Alto Amazonas, confluência dos rio Napo e Aguarico, ao Mar de Timor).
  • O Corpo de Deus, ou Corpo de Cristo, que é feriado em Portugal na Áustria e na Polónia, foi instituído em 1264 com o objectivo celebrar o Mistério da Eucaristia e possui antiquíssima tradição em Portugal.
  • A Assunção de Nossa Senhora, ou Assunção de Maria, que é feriado em Portugal, em Cabo Verde, na maioria dos países católicos da Europa e nas ortodoxas Grécia e Roménia, tem por objectivo celebrar Mistério da Assunção de Maria, dogma só proclamado por Pio XII em 1950… mas crença que no Ocidente de Sefarad precede de muito a data do Tratado de Zamora.
Creio pois que é manifesto que os feriados propostos para extinção, supostamente por razões económico-financeiras, são feriados da MAIOR IMPORTÂNCIA SIMBÓLICA para Portugal e para a Pátria Portuguesa.

No entanto foram estes quatro que foram propostos para extinção. Logo exactamente estes quatro. Se tivesse sido só um, dois mesmo, eu ainda acreditaria nas puras motivações económico-financeiras… mas tendo sido os quatro não acredito!

Quanto a mim o que realmente se passa é que esta proposta é uma OFENSIVA SIMBÓLICA contra a Alma da Mátria Portuguesa.

Com a devida vénia  transcrevemos este texto, que  foi publicado por Álvaro Aragão Athayde (Via Facebook).

A.A.B.M.

sábado, 29 de setembro de 2012

FERIADOS EM PORTUGAL. TEMPOS DE MEMÓRIA E SOCIABILIDADE

Na próxima terça-feira, 2 de Outubro de 2012, pelas 18 horas, na Sala Sá de Miranda (Casa Municipal da Cultura de Coimbra), vai ser apresentado o livro intitulado Feriados Em Portugal. Tempos de Memória e de Sociabilidade, de autoria de Luís Reis Torgal e Luís Oliveira Andrade.

Na sessão será apresentada uma conferência sobre o tema em epígrafe, em homenagem ao Doutor Luís Andrade (1959-2005).

Segundo se pode ler na nota de divulgação da obra:

Esta obra, iniciada há mais de dez anos e agora concluída, mostra-se aquando do seu lançamento mais relevante que nunca, dado o contexto do debate sobre o tema, quando o Estado alterou o Código do Trabalho e aboliu quatro feriados. Os autores começam por recuar até ao Liberalismo, época em que a conceção de feriados cívicos começou a surgir, vindo a consolidar-se no âmbito da celebração dos centenários e do debate sobre o descanso semanal. O próximo grande passo surge em 1910 com o plano dos feriados da República, em que não foram incluídos os dias santos, mas sendo de realçar que esse sistema se manteve na Ditadura e no Estado Novo, só se podendo falar de feriados religiosos em 1952. Com o 25 de Abril de 1974, para além de se tentar recriar a memória dos feriados anteriores, procurou criar-se e ativar-se as festas do trabalhador e da liberdade (o 1.º de Maio e o 25 de Abril) e dar aos feriados municipais uma dimensão popular. A obra termina com a análise da atual viragem de paradigma, quando, em 2011-2012, ainda no âmbito do Centenário da República, surgiu uma justificação simplesmente económica para reduzir os feriados oficiais, resultando na extinção de dois feriados cívicos que simbolizam valores essenciais como o da Respublica e o da independência de Portugal.

Esta obra analisa a problemática dos feriados constatando algumas situações mais ou menos conhecidas do público em geral, entre elas observa-se o seguinte:

O 1.º de Dezembro é o feriado civil mais antigo: sobreviveu à I República austera em festividades, ao Estado Novo que só recuperou os "dias santos" em 1952 e à chegada da democracia, que nunca aboliu feriados mas acrescentou vários ao calendário. 

Menos de uma semana após a revolução republicana de 1910, um decreto acabou com os feriados religiosos e institui apenas cinco dias de 'folga nacional': o 1.º de Janeiro (transformado em Dia da Fraternidade Universal), o 31 de Janeiro (data da revolta republicana no Porto, em 1891), o 5 de Outubro (Dia da República), o 1.º de Dezembro (Dia da Independência e da Bandeira) e o 25 de Dezembro (que passou a Dia da Família).

O mesmo decreto permitia aos municípios escolherem um dia de celebração local, estando aqui a origem dos feriados municipais.

Os republicanos só aceitavam uma celebração civil vinda da monarquia: o 1.º de Dezembro, que celebra a restauração da Independência em relação a Espanha em 1640. Este é um feriado nascido na segunda metade do século XIX, pela mão da então Comissão Nacional 1.º de Dezembro, mais tarde Sociedade Histórica da Independência Nacional, criada em 1861 como reacção "a um movimento iberista".







Um estudo oportuno e interessante para se perceber a polémica que actualmente se vai vivendo no nosso País sobre a redução do número de feriados e as várias posições que vão por aí circulando.

A.A.B.M.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

MANIFESTO - HISTORIADORES CONTRA A SUPRESSÃO DO FERIADO DA "IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA" E DO "DIA DA RESTAURAÇÃO"




MANIFESTO DE 40 HISTORIADORES CONTRA A SUPRESSÃO DOS FERIADOS DE 5º DE OUTUBRO E DO 1º DE DEZEMBRO [clicar, no documento acima, em View Fullscreen para ler melhor]

"... Apelamos a que os cidadãos deste país se oponham determinadamente a tal propósito. Atacar os marcos simbólicos da memória e da cidadania é o primeiro passo para ofender os direitos que eles representam e protegem..." [sublinhados nossos]

J.M.M.